A História por trás do jogo

Esse tópico tem como objetivo demonstrar e debater a Historia por de trás do jogo, ou seja a Baixa Idade Média, mas sempre buscando relaciona-la com o jogo. Aqui serão contada a história de reinos, ducados, guerras e personagens que fizeram parte desse período.

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[size=117][url=http://www.gsbrazil.net/forum/index.php?s=&showtopic=7878&view=findpost&p=106049]Introdução: A Baixa Idade Média[/url]
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Introdução

A Baixa Idade Media

O fim das invasões bárbaras na Europa, por volta do século X, trouxe certa paz ao continente. Do período que vai do século XI ao XV, denominada Baixa Idade Média, o sistema feudal de exploração de braços humanos entrou em decadência devido aos avanços no setor agrícola, como a invenção do moinho hidráulico, que facilitava a irrigação, e a atrelagem dos bois nas carroças, o que possibilitou viagens com mais carga e, consequentemente, aumento na produção.
Moinho Hidráulico

Com as inovações tecnológicas no setor agrícola, as terras dos feudos passaram a ficar pequenas demais para uma população que só tendia a crescer. Os habitantes dessas áreas rurais queriam expandir o comércio e lucrar mais através da produtividade. A partir daí, os artesãos e comerciantes concentram-se próximos aos castelos, igrejas e mosteiros, desenvolvendo a atividade comercial. Essas pequenas concentrações deram origem aos primeiros burgos.

Neste mesmo período, houve uma denúncia de peregrinos europeus de que os muçulmanos do Oriente Médio maltratavam os cristãos. O papa Urbano II declarou guerra a estes religiosos no ano de 1095, enviando uma expedição de cavaleiros cristãos para libertar a denominada Terra Santa do Império Islâmico, situada no território da Palestina.

Terra santa

Foram organizadas um total de oito cruzadas entre os anos de 1095 e 1270, que envolveram desde pessoas simples e deserdados que não tinham direito às terras do feudo até reis, imperadores e cleros. Todos os combatentes tinham que se virar como podiam; muitos, inclusive, chegaram a ser massacrados brutalmente antes de chegarem ao destino.

Entretanto, as Cruzadas influenciaram para que o comércio dos burguesses aumentassem. Quando os cavaleiros dominavam territórios islâmicos, chegavam a saquear produtos valiosos como joias, tecidos e temperos e os comercializavam no caminho. As expedições fizeram com que os muçulmanos abandonassem o território próximo ao Mar Mediterrâneo, beneficiando os burgueses da Itália, principalmente das cidades de Gênova e Veneza. No norte da Europa, regiões como Hamburgo e Dantzig também prosperavam na atividade comercial, formando uma nova classe social que iniciou a dinamização econômica da Baixa Idade Média.

O desenvolvimento comercial fez com que os moradores do campo migrassem para as cidades, contribuindo para a queda do sistema feudal. Na tentativa de manter os empregados nas terras, os proprietários ofereciam melhores condições de vida e até mesmo a possibilidade de pagá-los mensalmente com um salário.

Um exemplo de cidade medieval, na pintura a cidade de Paris

Nas cidades, a ascensão da atividade comercial formou uma nova engrenagem social, o chamado capitalismo. Novas atividades foram surgindo, como a profissão de cambista, que tinham conhecimento do valor real da moeda e os banqueiros, que ficavam incumbidos de guardar grandes quantias de dinheiro.

Excelente Luan, realmente muito bom depois posta aew as historias dos antigos reinos católicos… dos condes e senhores feudais
bomtrabalho*

Ducados

Ducado da Bretanha

Depois da conquista da Gália pelos Romanos, a Bretanha fazia parte da Armórica (aremoricae – que está frente ao mar). Cerca de 500 d.C., os Bretões da ilha da Bretanha (a Grã-Bretanha actual), atacados pelos Anglo-saxões emigraram para aí, trazendo os seus costumes e língua. A região passou a se designar Bretanha com a sua chegada.

Muitos designam-na, também, de Pequena Bretanha, por oposição à ilha de onde vieram. No início da Idade Média, a Bretanha foi dividida em três reinos - o Domnonée, a Cornualha, e o Bro Waroch - que foram incorporados ao Ducado da Bretanha.

O Ducado da Bretanha foi um estado independente entre 841 e 1532, apesar de terem existido sempre influências de França ou Inglaterra. A independência da Bretanha foi declarada em 841, na sequência da revolta de Nominoe, Duque da Bretanha, senhor da Bretanha, contra o seu suserano, o rei Carlos I de França.

Ao fim de cinco anos de guerra, a França reconhece a existência do ducado da Bretanha. Após a morte do duque Alan II em 952, a Bretanha entra numa crise dinástica onde as casas de Rennes e Nantes lutam pela posse do ducado. A situação será normalizada em 990 quando o conde Conan de Rennes pacifica o ducado sob o seu controlo.

Ducado da Bretanha

Em 1213, Pedro, Conde de Dreux torna-se duque da Bretanha após o casamento com Alice de Thouars, a herdeira do ducado. Os Dreux tinham fortes laços com a casa real francesa e marcaram presença não só na Bretanha, mas também na política europeia de então.

Entre 1341 e 1364, a Bretanha viveu uma guerra de sucessão, que terminou com a vitória dos Montfort, um ramo júnior da casa de Dreux. Em 1488, o duque Francisco II morre na sequência de um acidente de cavalo, após uma série de conflitos com a coroa francesa. Tinha apenas uma filha, Ana da Bretanha, que foi forçada a casar com o rei Carlos VIII de França. Quando Ana morreu em 1514, a Bretanha foi anexada à coroa francesa. A partir de então, duque da Bretanha passa a ser apenas um título nominal, mesmo assim guardou os seus privilégios (legislação e impostos próprios) até a Revolução Francesa.

Ana da Bretanha

muito interessante e ótima idéia =)

Minha recomendação é que se crie um sub-tópico e coloquem uma nação por post… os comentários podem deixar em aberto…

Muito legal o tópico, uma idéa é que cada jogadoer poste a historia de sua facção predileta :)*

²

Boa Ideia do Odin também.

Muito bacana e bem interessante, algo para movimentar esta seção.

Acho que uma informação mais detalhada do motivo das cruzadas ainda seria mais interessante. Até onde eu estudei alem dos motivos sitados um outro motivo é que os bizantinos estavam sendo atacados e perdendo terras paras os ottomanos, e a ingreja ortodoxa que o lider da igreja na época era o imperador do Império Bizantino pediu auxilio da igreja “irmã” católica para combater os mulçumanos.

Ponto para o Luan. Idéia muito boa kra. Continue nos brindando com seu tópico!

próximo post em breve., vlw pelos comentários.

[b]Reinos

[size=200]Reino de Leão[/size]
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O Reino de Leão foi um dos antigos reinos ibéricos surgidos no período da reconquista cristã sendo independente durante três períodos: de 910 a 1037 (sob domínio da casa Leonesa), de 1065 a 1072 (sob o domínio da casa de Navarra) e de 1157 a 1230 (sob o domínio da casa da Borgonha).

A sua primeira constituição deu-se em 910, com a divisão do Reino das Astúrias pelos filhos do Rei Afonso III, o Grande; Garcia ficou com o Reino de Leão, Ordonho com a Galiza e Fruela com as Astúrias; eventualmente a Galiza e as Astúrias acabaram por se tornar partes integrantes do reino de Leão, dada a morte sem descendentes dos seus soberanos, tendo o rei Fruela passado a controlar toda a vasta área do Noroeste Peninsular cristão.

[b]Mapa de Leão sobe o comando do Rei Fruela[/b]

O reino acabaria em 1037, quando o rei Bermudo III foi derrotado e morto por Fernando I de Castela, o qual se julgava com pretensões legítimas ao trono de Leão, já que era casado com a irmã de Bermudo, a rainha Sancha. Ficou então integrado na coroa dúplice de Leão e Castela, cingida por Fernando Magno.

A sua segunda encarnação ocorreu com a divisão das possessões de Fernando Magno após a sua morte (1065), entre os seus filhos Sancho (que ficou com Castela), Afonso (que ficou com Leão) e Garcia (que recebeu a Galiza).

[b]Reino de Leão em 1066[/b]

Após intensas lutas fratricidas com os seus irmãos, Afonso VI de Leão acabou por conseguir dominar também Castela e a Galiza, e proclamou-se imperador de toda a Espanha (Imperator totus Hispaniæ). Leão ficou então sendo o principal reino de entre as Nações que compunham o seu «Estado», e a capital do reino sediada na velha cidade de Leão.

[b]Afonso VI "El Bravo"[/b]

Esta situação manteve-se ao longo dos reinados de sua filha Urraca e seu neto Afonso VII, o qual viria também a proclamar-se, tal como o avô, imperador das Hespanhas. Enfim, após a sua morte, Leão ganhou de novo, por um breve período, a sua independência; em 1157 os extensos territórios que compunham o seu Estado foram repartidos entre os seus filhos Sancho (que ficou com Castela) e Fernando (que recebeu as terras da Galiza e Leão).

O reino de Leão acabaria por findar em 1230, quando Fernando III de Castela, filho de Afonso IX de Leão através do seu casamento com Berengária de Castela, se apropriou do trono que pertencia, segundo as disposições testamentárias do pai, às suas meias-irmãs e legítimas herdeiras, as rainhas Sancha e Dulce; porém, com o auxílio da mãe Berengária e da mãe das herdeiras, a rainha Teresa Sanches de Portugal, conseguiu-se proceder à unificação definitiva das duas coroas, passando Castela a deter o predomínio no conjunto dos Estados do centro peninsular - a capital doravante estaria em Toledo, a velha capital goda, e não em Leão; a língua leonesa entrou em significativo declínio, sendo gradualmente substituída pelo castelhano.

No século XVI, com a absorção de Aragão e Navarra e a formação do reino de Espanha, Leão manteve-se como uma capitania-geral do reino, figurando o seu título entre os vários que os reis de Espanha possuíam; só em 1833 desapareceu de jure e de facto o velho reino, transformando-se na região leonesa formada por Salamanca, Zamora e Leão.

A história do reino de Leão, eu já havia estudado antes, muito curiosa mesmo, normalmente é um reino esquecido, porem fala sério… os espanhóis adoram uma putaria com os “subrinhos” e brigas de irmãos…

[mod=“Crusader_Knight”]Tópico movido para area mais apropriada

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