[AoD-IC] Triumph des Willens

Do mesmo autor do AAR O Brasil do qual me Ufano!

[center][shadow=yellow]Triumph des Willens[/shadow] (Triunfo da Vontade)[/align]

[justify]Bom pessoal, desde o ano passado estou afim de começar um novo AAR. A faculdade tomou-me muito tempo (e, hoje, toma mais tempo ainda), mas ainda assim não perdi a vontade. De uns tempos para cá senti vontade de voltar a narrativa, e nada melhor que escrever algo sem compromissos senão a satisfação de quem lê. E aproveitando que a seção AAR continua bem ativa, quero contribuir com tal atividade que anda rolando.
Então é isso… Iniciei um jogo no começo da semana e a vontade de fazer um AAR reapareceu. Não posso prometer a vocês que o projeto vai ter uma conclusão prevista. Mas vou avançar até onde for possível e da forma que for possível visando que este projeto tenha um final, que, desejo eu, seja satisfatório para mim e para aqueles que porventura acompanhem a leitura.

Não será um jogo necessariamente histórico, mas vou me valer de diversos pontos da História, claro.

Explano o caráter não-apológico ao regime histórico que promoveu genocídios como políticas de Estado, vitimando milhões de pessoas nos campos de extermínio e de batalha. O caráter deste AAR é puramente fictício e sem vínculo algum com a realidade. Este exercício de História Alternativa serve como uma crítica ao autoritarismo, que pode ser representado através de uma bela história, mas que não deixa de ser autoritário… É isso que quero provar com este AAR.[/align]

Configurações de jogo:
Arsenal of Democracy 1.05 + Iron Cross 1.02
Nation: Germany
Scenario: The Beginning of All (1933)
Difficulty: Normal
Ai Aggressiveness: Furious
End Date: 1964
Full IC Take Over: Yes
Tech-Team Take Over: Yes

Objetivos:
O mundo sob a êgide alemã ou um cenário de Guerra Fria entre potências, onde a utilização das armas disponíveis será realizada.

Um novo AAR próximo de você…

[shadow=yellow]Índice[/shadow]

Prólogo

1933 - Der Sieg des Glaubens (A Vitória da Fé)

1934 - Einheit und Stärke (Unidade e Força)

1935 - Tag der Freiheit: Unsere Wehrmacht (O Dia da Liberdade: Nossas Forças Armadas)

1936 - Winterübung (Exercício de Inverno)

1937 - Für das deutsche Vaterland! (Pela Pátria Alemã!)

1938 - Großdeutschland (Grã-Alemanha)

1939 - Zweiter Weltkrieg (Segunda Guerra Mundial)

1939 - Fortuna Imperatrix Mundi (Fortuna, Imperatriz do Mundo)

1939 - Sitzkrieg (Guerra Sentada)

1940 - Die Zeit ist gekommen! (A Hora Chegou!)

1940 - Sonnenaufgang (Nascer do Sol)

1940 - Feuersturm (Tempestade de Fogo)

1940 - Walkürenritt - Teil 1 (Cavalgada das Valquírias - Parte 1)

1940 - Walkürenritt - Teil 2 (Cavalgada das Valquírias - Parte 2)

1940 - Walkürenritt - Teil 3 (Cavalgada das Valquírias - Parte 3)

1940 - Walkürenritt - Ende (Cavalgada das Valquírias - Fim)

1940 - Adlerangriff (Ataque da Águia)

1940 - Dies iræ (Dia da Ira)

1940 - Gesamtkunstwerk (Obra de arte total)

1940 - Götterdämmerung - Teil 1 (Crepúsculo dos Deuses - Parte 1)

1940 - Götterdämmerung - Teil 2 (Crepúsculo dos Deuses - Parte 2)

1940 - Götterdämmerung - Teil 3 (Crepúsculo dos Deuses - Parte 3)

1940 - Götterdämmerung - Teil 4 (Crepúsculo dos Deuses - Parte 4)

1940 - Götterdämmerung - Teil 5 (Crepúsculo dos Deuses - Parte 5)

1940 - Götterdämmerung - Ende (Crepúsculo dos Deuses - Final)

1940 - Der vergessene Krieg (A guerra esquecida)

1941 - Es geht um Deutschlands Gloria! (É pela glória da Alemanha!)

1941 - Deutschland über alles in der Welt! (Alemanha acima de todos no Mundo!)

1941 - Triumph des Willens! (O Triunfo da Vontade!)

Epílogo

HAHAHAHA POSTEI PRIMEIRO! (acho)

FINALMENTE, BILLER! MAIS UMA AAR ESTUPENDA, PROVAVELMENTE

Me perdoe o Caps Lock, foi a emoção =D

Acompanhando, com toda a certeza!

Idem, tbém vou acompanhar! :wink:

Estarei lendo, boa sorte \o/

irei acompanhar, estou lendo a sua outra ARR ela e MUITOOOOOO legal

Let’s go Baby… ta com cara de mais uma Epic AAR

Acompanhando quando vem o capitulo?

AAR’s do Biller são quase eventos do fórum,todo mundo para pra acompanhar.

adoro as aar dele.

[shadow=blue]Prólogo[/shadow]

[justify][size=140][font=Palatino Linotype]Versalhes, França. 28 de junho de 1919. Este foi o lugar e o dia em que a infâmia desfechara seu derradeiro capítulo na História da Grande Alemanha. Tal capítulo começara em Novembro de 1918 quando a vontade de homens, traidores do Reich, representantes e mesmo integrantes daqueles que haviam forçado o Kaiser Wilhelm II a resignar de seu trono, assinaram o aviltoso armistício em Compiègne.
Os representantes dos Poderes Aliados obrigaram a Alemanha a aceitar humilhantes cláusulas… Proibições e restrições que feriam o direito perpétuo dos Estados Nações. A Marinha Imperial, fora praticamente destruída ou canibalizada sob os termos de reparações navais britânicas, limitando em tonelagens navais inaceitáveis e proibindo a força submarina àquela que fora a outrora poderosa força naval. O Exército Alemão fora limitado a não mais que cem mil homens alistados, proibido de possuir carros blindados e manufaturas destinas à produção de diversos tipos de armas bem como a importação de armas. A Força Aérea Alemã fora extinta e relegada apenas ao setor civil. O território nacional do Reich fora repartido entre franceses, belgas, dinamarqueses, poloneses, lituanos e checoslovacos. As possessões coloniais foram repartidas entre franceses, britânicos, sul-africanos e japoneses. Pesadas indenizações e reparações deveriam ser pagas por décadas futuras.
Ao povo alemão, ultrajado e sobrecarregado por tamanha dívida, só restara a desordem e a insurreição promovida por políticos de índole perversa.

As decadentes nações que assinaram o Tratado de Versalhes não estavam interessadas em assumir um compromisso verdadeiro com a paz. Buscaram apenas espoliar e repartir o Reich como os grandes leões da África ao abaterem uma presa. Mais do que apenas fazer uma pilhagem da grandeza do povo alemão… Tentaram prender aos grilhões um poderio e ímpeto nunca antes visto na História Mundial. Apesar de estar despida de seu resplendor, a Alemanha constituía-se em um perigo permanente e iminente para as temerosas e desprezíveis nações, estas que por alguns momentos lograram algum êxito.

A despeito de tamanhas agruras, seria em Munique, na Baviera, que um futuro promissor começaria a ser traçado. Seria nesta cidade onde seria fundado o Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei ( NSDAP) - o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. E, entre os primeiros membros de tal organização política, estaria aquele que se mostraria a personificação da vontade e do ímpeto do povo alemão - Adolf Hitler. Seus correligionários políticos logo perceberam sua proeminência de liderança, e, em 1921, Hitler tornar-se-ia o líder do NSDAP. A trajetória não seria fácil. O Partido ainda teria que vencer sérios obstáculos. Um deles fora a tentativa de ascensão ao poder em 9 de novembro de 1923. Novamente, os traidores do povo alemão se mostraram e contiveram a mobilização, a qual chamaram de “golpe”. A polícia bávara detivera Hitler e importantes membros do partido. Todavia, a interferência das assim constituídas autoridades não poderiam parar o movimento!
Durante seu julgamento, Hitler defendeu-se brilhantemente sendo ovacionado pela multidão que o acompanhava. Apesar disso, ele foi condenado e enviado à prisão. Durante o tempo que esteve preso, escreveria a obra fundamental do NSDAP, o Mein Kampf - “Minha Luta”. Tal escrito arraigara fama nacional sobre a história do Líder e suas concepções.

Anistiado após seis meses de prisão, Hitler refundara e revigorava o Partido. Assim começava a trajetória de ascensão de sua pessoa ao poder.
Até o ano de 1929, o NSDAP conseguira pouca voz dentro do Parlamento. Mas, naquele mesmo ano, o decadente modo de vida das outrora vitoriosas potências da Grande Guerra trouxeram para si e, infelizmente, para a Alemanha, a ruína econômica. A crise de 1929 trouxera ainda maiores desgraças ao povo alemão. As taxas de desemprego subiram exponencialmente tal qual os índices de inflação. As dívidas tornaram-se demasiadamente pesadas e o País ficou a beira do colapso total.
A esperança residia somente na voz de quem pregava desde muito a reafirmação nacionalista do povo alemão bem como sua capacidade de se reerguer como potência mundial - a voz de Adolf Hitler e o Partido Nazi.

Nas eleições de 1930, o NSDAP conseguira expressiva votação, tornando-se o segundo maior partido dentro do Parlamento. O apelo entusiástico e ultranacionalista ganhava novos adeptos a cada dia. Cada vez mais, todos se convenciam que seria através daquele partido que o futuro alemão seria escrito de forma triunfante. Hitler concorreria às eleições presidenciais em 1932, mas perderia para Paul von Hindenburg, importante marechal alemão durante a Grande Guerra e o até então presidente da República. Hindenburg ganhara as eleições de 32, mas foi convencido por Franz von Papen, chanceler alemão daquele ano, a chamar Hitler à Chancelaria.
Em 30 de janeiro de 1933, Adolf Hitler assume como o Reichskanzler, o Chanceler da República.

Desde este ano de 1933 em diante, a História da Grande Alemanha será escrita com maior esplendor e glória que nação alguma alcançara desde os tempos imemoriais, onde o povo alemão erguerá um Reich que durará milhares de anos, sendo o estandarte da supremacia sobre os povos do mundo![/font][/size][/align]

[center]
Es lebe Deutschland! - [size=120]Vida longa à Alemanha![/size][/align]

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Acompanhe este e outros relatos deste AAR através do [shadow=red]ÍNDICE[/shadow]

Em breve, o primeiro capítulo!

Muito bom o prólogo, boa contextualização histórica! Uma narração ótima, para variar, já com a subjetividade no olhar na medida. Conseguiu trabalhar bem um olhar polêmico, Biller…
Vamos que vamos! =D

Acompanhando… Li sua AAR com o Brasil agora (atrasado o_o) ,demais!!! :goodjob

Muito bonito prólogo, me senti um alemão agora.
Aguardando o próximo

ehehe o prólogo é mesmo comovente me senti com enorme revanchismo sobre os Ententes !
:goodpost

Perfeito Biller, fica até dificil de comentar depois do post do Uhtred, ele conseguiu captar todos os elementos contidos no relato… Enfim parabens, e aguardando o novo capitulo.

:goodjob

Bravo, Bravo, quase chorei lendo o prólogo :yeah

Bela narração, você transmite o entusiasmo no texto.

[shadow=blue]1 9 3 3 - Der Sieg des Glaubens[/shadow](A Vitória da Fé)

Genebra, Suiça. 3 de fevereiro.
[justify][size=140][font=Palatino Linotype]Frustração e muito cansaço para muitos… Apenas um pouco de cansaço para outros. Estes eram os ânimos após o último dos longos dias de negociações e debates na Conferência Mundial para o Desarmamento. O que ocorrera naquele dia não era tão diferente do que se sucedera em outros. Não há chance de haver um consenso quando as ambições de alguns esbarram nos interesses alheios. No átrio principal do grande salão central, imediato pela proximidade da tribuna, da Sede da Liga das Nações, estiveram presentes os delegados das cinco grandes nações da Europa - Império Britânico, França, Alemanha, Itália e União Soviética - acrescidos com importância pelos Estados Unidos e pelo Império do Japão. Já no segundo átrio, separado do primeiro apenas pela quantidade maior de assentos que este possui e pelo grau de decisão inferior expressado pelas delegações que neste se assentavam, representantes de outras cinquenta nações… Estas, talvez, por uma mera formalidade, pois sua posição dentro do salão central já evocava sua importância a nível mundial.
De qualquer forma, não seriam entre as sete nações principais que a distribuição de poder seria igualitária. Uma entre elas fora a principal beligerante e também perdera a Grande Guerra - a Alemanha. Apesar de não estar revestida dos mesmos aspectos persuasivos devido o próprio Versalhes, algo mudara drasticamente a vontade alemã - a ascensão do Chanceler Adolf Hitler e o Partido Nacional-Socialista ao governo, em janeiro. Não se passara sequer uma semana, mas os componentes da delegação germânica haviam mudado e se apresentado no fatídico dia de negociações. A maioria desta que era composta sumamente por diplomatas e seus conselheiros agora reunia também entes militares de diversos escalões - do Estado Maior das Forças Armadas Alemãs, do Exército, do Ministério da Defesa e da Marinha. O novo Chanceler se pronunciava favorável a uma política mais agressiva, aspirada por forças mais conservadoras desde os primeiros anos do pós-Guerra, e estaria disposto a encerrar as discussões se necessário fosse para o bem nacional.


Chegara então, naquele fatídico começo de tarde do dia 3, a hora da leitura integral e final da proposta francesa, já proferida dois dias antes e analisada deste então, bem como as considerações dos demais “seis grandes”. Então, o Ministro para as Relações Exteriores, Joseph Paul-Boncour faria a leitura da proposta. Dois trechos eram críticos:

  • “[…] Para a Europa, a disposição dos contingentes militares das nações permanece inalterada pelo período de quatro anos.”
  • “[…] O quadro militar alemão, permanece, portanto, inalterado. É previsto acréscimo gradual até a cifra de duzentos mil homens alistados unicamente a partir do referido período, sendo responsabilidade do Conselho Internacional a verificação do cumprimento de tais cláusulas.”

Naquele momento, o plenário entrou em inquietude. Muitos se perguntavam sobre as prerrogativas francesas para tais linhas. O Vice-Chanceler alemão, Franz von Papen, representante direto da Chancelaria e da Presidência, perguntou então ao recém-promovido ao posto do General e Ministro da Defesa, Werner von Blomberg:

  • Herr Werner, como acredita que deva ser o nosso voto?
  • Excelência, com todo o respeito, não deveríamos nem votar… - respondeu incisivamente Blomberg. - A proposta deles é unilateral do começo ao fim. Se nós assinalarmos com um voto positivo, arcaremos com compromissos extremamente desfavoráveis. Caso votemos contra, nossa vontade será expressa através de um simples “não”. Mas se nem chegarmos a votar, ameaçando nos retirar das discussões, os ingleses e os americanos se mostrarão condescendentes com nossa atitude, pedindo nossa permanência, e votarão contra. Penso que os russos provavelmente vão seguir a mesma opinião.
  • Será mesmo, Werner? Não estou tão certo sobre não votar… Pode ser uma atitude radical de mais…
  • Pode até ser, mas desta vez os franceses foram pretenciosos demais. Já passou da hora de revisar o Versalhes mesmo… Acredite, Herr Franz, é o melhor a se fazer…[/font][/size][/align]


[center]Werner von Blomberg [o segundo da esquerda para a direita] em conversa com Franz von Papen [o terceiro] durante a leitura da proposta francesa[/align]

[justify]Tal qual sugerira von Blomberg, os delegados germânicos recusaram-se a votar sob justas alegações e ameaçaram se retirar da Conferência. Os britânicos, exortando à permanência dos alemães, também não se manifestaram favoráveis, pois a aplicação teria impacto negativo sobre a disposição de suas próprias forças e interesses; estes desejavam uma redução geral dos maiores contingentes europeus - as forças soviéticas e as francesas - e sabiam que os alemães não se manteriam inertes por longo tempo sem acréscimos em suas fileiras. Os norte-americanos puseram também em cheque outras concepções gerais do alvitre francês. Com o clima de interesses conflituosos na Conferência, aquela rodada de discussões e votações terminara com a proposta derrotada. A próxima ocorreria em março deste ano.
No início daquela noite, os representantes deixavam o salão central da mesma forma que entraram: sem uma decisão. A imprensa cobria de flashes a saída de todos os delegados e destacaria, na manhã seguinte, destacaria enfaticamente os fatos ocorridos e a indecisão a que se chegara.
[/align]

Alemanha. Dias depois.
[justify][size=140][font=Palatino Linotype]O governo do novo Chanceler continuava com expressiva popularidade. A organização e propaganda política do NSDAP cooptavam novos e importantes seguidores. O Partido em si e sua expressão de força se confundiam com a figura de Adolf Hitler. Seus correligionários o chamavam de Führer, que correspondia a Condutor, Líder ou Guia. O “Führer” então era a personificação das políticas partidárias e seus próprios sentidos ou fins. Pouco a pouco, ele se mostraria como o sentido do próprio Estado. A imprensa alemã passaria a dar grande prestígio a sua imagem, ligando-a com as melhorias que a Nação vivenciaria.
A notoriedade de Hitler atingira diretamente a segmentos de grande peso econômico, como o da Indústria. Até mesmos homens como Gustav Krupp von Bohlen und Halbach, dono das Indústrias Krupp - talvez o líder industrial mais importante da Alemanha - impressionou-se com o novo Líder. A recíproca seria logo percebida e o Chanceler Adolf Hitler nomearia Gustav como o presidente da Federação da Indústrias Alemãs.

A aproximação entre o Governo e o setor industrial resultou em parcerias de benefício mútuo. Era interessante, do ponto de vista estatal, o estímulo à expansão fabril, que renderia milhares de oportunidades de emprego bem como crescimento da economia nacional. O empresariado, por sua vez, ficaria satisfeito com o montante crescente de incentivos e investimentos financeiros a curto, médio e longo prazo. Em 14 de fevereiro, diversos contratos foram assinados entre representantes da Chancelaria e grandes construtoras, assegurando planos futuros de expansão da infraestrutura e diversos projetos público-privados.


A rápida sucessão de acontecimentos rendia novas páginas de jornais a cada dia. Um êxtase tomava conta da Nação, que até então se sentira diminuída ante si mesma e internacionalmente. O novo governo instituído trilhava o caminho para obter novamente a coesão nacional alemã, com o ressurgimento do ultranacionalismo. Com menos de um mês de mando, então, o Partido Nacional-Socialista, através da figura do Chanceler, fizera o que nenhuma gestão anterior conseguira até aqueles dias. Os alemães começaram a ter fé na Alemanha!
Infelizmente, há hereges que tentam atacar diretamente qualquer esperança de um futuro promissor. Sempre existem os que acreditam em falsas concepções margeadas por princípios retrógrados ou simplesmente impraticáveis. Acreditam que somente praticando atos de loucuras, buscando para si a denominação de “revolucionários”, é que se faz alguma mudança. Assim são aqueles que creem e agem sob a ideologia que poderia ser considerada mais mortal que as mais devastadoras epidemias alguma vez ocorridas - o comunismo. Os comunistas ainda persistiam na Alemanha.

E seria entre os que foram infectados com tais ideias, para as quais não há cura senão a erradicação, que a locura encontraria guarida. Na noite de 27 de fevereiro, por volta de 21h25m, o Corpo de Bombeiros de Berlim atendera a ligação de um guarda notificando sobre um princípio de incêndio no Parlamento. O incêndio começou na Câmara de Sessão, e quando a polícia e os bombeiros haviam chegado, a Câmara dos Deputados já tinha sido engolida pelas chamas.[/font][/size][/align]


[center]Prédio do Reichstag, símbolo do Governo e do poder político da Alemanha, em chamas[/align]

[justify][size=140][font=Palatino Linotype]Na mesma noite, enquanto o fogo era combatido, a polícia berlinense conduziu uma varredura no edifício e encontrou um jovem chamado Marinus van der Lubbe. Próximo a ele fora encontrado combustível e fósforos. Imediatamente detido, o rapaz foi levado em custódia. A averiguação determinara que ele tinha ligação direta com movimentos políticos de esquerda e ativismo contra o NSDAP. Na manhã seguinte ao dia 27, as manchetes dos principais jornais da Alemanha eram enfáticas sobre a participação de um comunista no incêndio criminoso premeditado do Parlamento. Em resposta, o Chanceler prometeu medidas austeras contra todos os culpados e os cientes sobre tal estratagema.


O inquérito continuaria por meses a fim de determinar o grau de ligação e ação do Partido Comunista Alemão sobre este e outros possíveis atos de terrorismo. O impacto de tal acontecimento fora ao encontro dos interesses do Partido.
O Presidente Hindenburg foi pressionado a tomar uma atitude diante das ações de possível cunho partidário. Então, baseando-se no Artigo 48 da Constituição, declarou emergência nacional. Entre o dia 1º e o dia 4 de março, elementos de três brigadas das Sturmabteilung (SA) - Tropas de Assalto - e uma das Schutzstaffel (SS) - Tropas de Proteção -, ligadas diretamente ao NSDAP, percorreram a Alemanha a fim de cumprir mandados de prisão sobre uma lista de aproximadamente quatro mil nomes vinculados à liderança do Partido Comunista Alemão e suas ramificações.
Enquanto tais eventos se desdobravam, multidões protestavam contra as organizações com ligação ao incêndio do Parlamento. A popularidade destes partidos caíra drasticamente em um curto espaço de tempo. O povo alemão finalmente expurgava os traidores que, por tanto tempo, permeavam a população e há muito foram responsáveis diretos pelas rebeliões internas ocorridas nos últimos dias da Grande Guerra.
As tendências indicavam uma possível maioria nas eleições federais que ocorreriam em 5 de março e, de fato, isto veio a ocorrer.


A vitória nas eleições fortalecera ainda mais a posição do Partido. Exceto por alguns incômodos resultantes de badernas promovidas pelas SA, a consolidação no poder seguia conforme o planejado pela Alta Cúpula do Partido. Após chafurdar em caos interno por anos, a Alemanha novamente conhecia a ordem. Através do Ato de Habilitação, aprovado pelo Parlamento por 441 votos a favor e 84 contra, o Chanceler fora investido de grandes poderes políticos podendo utilizar mecanismos, permitindo que se valesse de mecanismos não-constitucionais para garantir e solidificar a soberania da Alemanha.

Internacionalmente, as mudanças ocorridas eram pouco debatidas. Outros fatos despertavam um maior clamor. A morosidade com que a Liga das Nações tratava a questão do desarmamento mundial e o conflituoso jogo de interesses tornavam qualquer tentativa de negociação em uma verdadeira guerra de diplomatas. Após o fracasso francês, os ingleses tomaram as iniciativas e propuseram um novo plano. Pelas linhas gerais, o Exército Alemão passaria a ter, imediatamente, o mesmo tamanho que os demais contingentes militares europeus – com exceção da União Soviética – e, após cinco anos, o mesmo poder de fogo. A França, entre outras coisas, seria forçada a reduzir seu exército.
Sob certos parâmetros, a proposta britânica não era totalmente ruim, pois permitiria o imediato rearmamento do Exército e crescimento dos números de alistados. Todavia, tais linhas estariam longe de serem aceitas devido aos anseios egocêntricos daqueles que por pouco não foram derrotados na Grande Guerra - os franceses.

A situação ficaria ainda mais complicada quando, em 27 de março, um dos dias de debates da Conferência Mundial, os delegados do Império do Japão anunciam formalmente sua saída da Conferência bem como fim de sua representação junto à Sociedade das Nações. Tal anúncio apenas comprovara que este órgão internacional perdera sua funcionalidade e passara a representar apenas os torpes interesses de alguns governos. A partir daquele momento, as negociações seguiriam sem progresso algum.
Após a saída dos japoneses, o Chanceler Adolf Hitler enviou um telegrama aos seus delegados proibindo qualquer consentimento com quaisquer propostas apresentadas. O Líder sabia que, com tamanhas discordâncias, nada mais poderia ser feito. Seria apenas uma questão de tempo o fim da permanência alemã na Liga.

Com os novos fatos, a insegurança internacional cresceu drasticamente. As atenções sobre a Europa esvaíram-se e se voltaram a Ásia. Muitos se questionaram sobre uma possível agressão japonesa em território chinês, levando em consideração o histórico de intervenções militares nipônicas sobre a China. Jornais reportavam uma possível reconfiguração da balança asiática de poderes devido a posição política radical do Império Japonês.
Para a Alemanha, tal acontecimento seria interessante. Sem a perturbação promovida pelos observadores do Tratado de Versalhes, o foco nacional poderia mudar livremente. O Chanceler da Nação acenara ao setor industrial sobre a possibilidade do restabelecimento das indústrias bélicas. Através de um pronunciamento, em 27 de abril, os prazos foram anunciados e, dentro de dois anos, isto seria possível. Tais prazos foram anunciados apenas para o público, todavia, na prática, o Governo já viabilizara a construção da base industrial bélica assim que assumira em janeiro. A Federação da Indústrias Alemãs já fora notificada e tivera verbas públicas concedidas desde o primeiro momento. Os grandes conglomerados industriais alemães já haviam tirados todos os seus projetos militares das gavetas e agora trabalhavam diretamente com a recém-criada Seção Especial para o Rearmamento, esta dirigida pelo Ministério da Defesa, para tirar do papel tais ideias.


A nova orientação erigida pelo Partido e por Hitler cada vez se configuravam como a salvação que a Germânia carecia. Em pouco meses, os milhões, que jaziam na miséria e no desemprego, conseguiam um emprego. O Ministério do Trabalho, sob a liderança de Franz Seldte, iniciara obrass de grande monta como a expansão e modernização da malha rodoviária federal bem como a expansão do parque industrial alemão. E, para garantir os direitos trabalhistas, uma nova legislação trabalhista fora pensada e aprovada sem certas práticas que geram dissidência e desorganização dos operários alemães.[/font][/size][/align]

[center]Em reunião especial no dia 22 de junho, o Reichstag aprovara todo um conjunto legislativo que garantiria os direitos do setor empregador bem como do empregado[/align]

[center]Fotografia feita na ocasião do começo dos trabalhos em uma “autobahn” alemã, onde o Chanceler Adolf Hitler deu o início simbólico da construção da mesma[/align]

[justify][size=140][font=Palatino Linotype]Tamanhos feitos demonstravam que a Alemanha estava no caminho certo. O povo alemão novamente acreditava em si próprio e no futuro glorioso ao qual estava destinado, expresso através de uma Alemanha una e poderosa, guiada sob a figura do Chanceler.
Apesar de tal progresso, ainda subsistiam aqueles que eram contra a grandeza alemã. Ainda persistiam em suas vãs concepções que detraiam o destino germânico. Organizações políticas ainda persistiam na oposição obstinada dentro dos círculos políticos do Governo. Eram, sem sombra de dúvidas, o resquício dos ideais daqueles mesmos homens que traíram o Reich naquele fatídico novembro de 1918 e na vexatória assinatura do Versalhes, em 1919. Apesar da sólida estruturação do NSDAP, tais partidos opositores incentivavam a desestruturação, o retrocesso ou mesmo a destruição das estruturas constituídas. O Chanceler pressentiu a necessidade de aplicar uma austera medida: o fim do pluripartidarismo em razão do unipartidarismo. O decreto foi aprovado no dia 11 de agosto diante de uma seção do Parlamento, após um fantástico discurso de Hitler. A assinatura da medida foi saudada através de entusiásticos aplausos dos membros presentes.
As novas medidas eliminavam os últimos obstáculos no caminho para a ordem e retidão do Estado.

Internamente fortalecida, a Alemanha seguia convicta de seus propósitos. A autoafirmação internacional daria seu primeiro passo importante no dia 14 de outubro de 1933, anunciando uma nova perspectiva para o futuro.

Tal fato ocorrera durante uma seção de debates na Conferência, enquanto o Ministro do Exterior do Reino Unido, Sir John Simon, fazia suas considerações finais. Então chegou um telegrama, assinado pelo Chanceler Adolf Hitler, comunicando uma das decisões mais importantes tomadas pelo Governo, naquele ano. O telegrafista presente na sede da representação alemã, em Genebra, rapidamente enviou a mensagem às mãos os líderes da delegação que, naquele momento, estavam se preparando para realizar sua fala. Quando o mensageiro entregou o telegrama nas mãos do Ministro dos Assuntos Externos, Konstantin von Neurath, este abriu um sorriso e cumprimentou o jovem rapaz que lhe entregara a mensagem dizendo-lhe:

- A partir de hoje, meu jovem, esteja ciente que a Alemanha nunca mais se curvará diante de qualquer interesse estrangeiro que vise pô-la novamente de joelhos… O Futuro se apresenta promissoramente diante de nós… Já o Presente, assegura a Vitória da Fé em nossa Nação![/font][/size][/align]

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Acompanhe este e outros relatos deste AAR através do [shadow=red]ÍNDICE[/shadow]

[offtopic]Notas:

1 - É possível que haja algum erro gramatical ou/e de concordância durante o texto, pois várias partes foram feitas em dias diferentes, o que causa quebra do sentido da ideia narrativa.
2 - Optei por ainda não utilizar o termo “Führer”, pois futuramente ele terá sua devida inserção. Ressaltei a figura de Hitler através da ênfase do uso do título de “Chanceler”, deliberadamente. A repetição em curtos espaços de narração foi utilizada para o destaque e enfoque então.
3 - A postagem foi resumida [apesar de ainda estar muito grande] dentro de uma narração maior, com o destaque de eventos principais ou relevantes para o contexto.
4 - Quando eu quiser dar uma “quebra de cena”, tal qual nos filmes, vou colocar o lugar e a data.[/offtopic]

Muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito show!!!
Acompanhando e esperando a continuação :wink: