[AoD] O Brasil do qual me Ufano!

O Brasil do qual me Ufano!

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Scenario: The Road to War (1936)
Difficulty: Normal (o Hard desconta muito IC e o Brasil começa com 32 de IC)
Ai Aggressiveness: Normal
End Date: 1964
Full IC Take Over: Yes (Afinal de contas, o Brasil até então era uma nação periférica)
Tech-Team Take Over: Yes

Em breve, uma nova AAR próximo de você…

Créditos pelo Banner: Tony

Índice

Prólogo

Brasil, 1936

Brasil, 1936 - Parte 2

Brasil, 1937

Brasil, 1937 - Parte 2

Brasil, 1938

Brasil, 1939

Brasil, 1940

Brasil, 1940 - Parte 2

Brasil, 1941

Brasil, 1941 - Parte 2

Brasil, 1941 - Parte 3

Brasil, 1942

Brasil, 1942 - Parte 2

Brasil, 1943

Brasil, 1944

Brasil, 1944 - Parte 2

Brasil, 1944 - Parte 3

Brasil, 1945

Brasil, 1945 - Parte 2

Brasil, 1945 - Parte 3

Brasil, 1945 - Parte 4

Brasil, 1945 - Parte 5

Brasil, 1946

Moscou, Setembro de 1946

Brasil, 1946 - Capítulo Final

UUUUUUUUUUUUuuuuuuuuuuuuuuu… eu rapidamente li Tony e pensei… mais uma q ñ vai dar em nada, ahuuahuah.

Boa sorte, leve essa nação aonde ela realmente deve estar.

a tão aguardada chegou lol.

Finalmente! _
Vou acompanhar.

Isso, chegou a hora de doutrinar a AS.

Finalmente uma AAR do Biller… do Aod

[i] [b]Prólogo[/b]

Até o ano de 1930 vigorava no Brasil a República Velha. Caracterizada por uma forte centralização do poder entre os partidos políticos e a conhecida aliança política “café-com-leite” (entre São Paulo e Minas Gerais), a República Velha tinha grande embasamento na economia cafeeira e, portanto, mantinha vínculos com grandes proprietários de terras.
Existia, de acordo com as políticas do “café-com-leite”, um revezamento entre os presidentes apoiados pelo Partido Republicano Paulista, de São Paulo, e o Partido Republicano Mineiro, de Minas na presidência do Brasil. O presidente de um partido era influenciado pelo outro partido. Assim, dizia-se: “nada mais conservador que um liberal no poder”.

Após indicar outro paulista para a sucessão presidencial, o presidente Washington Luís desagradou à oligarquia mineira, que se uniu a outras oligarquias, como a do Rio Grande do Sul. Júlio Prestes, o indicado de Washington, conseguiu a vitória, mas ela não foi concedida, pois a Aliança Liberal (gaúchos, mineiros e paraibanos) alegava fraudes eleitorais.
A situação piorou ainda mais quando o candidato à vice-presidente de Getúlio Vargas, João Pessoa, foi assassinado em Recife. Como os motivos dessa morte foram escusos, a propaganda getulista aproveitou-se disso para usar em seu favor, pondo a culpa na oposição, além da crise econômica acentuada pela crise de 1929; a indignação, portanto, aumentou, e o Exército - que era contrário ao governo vigente desde o tenentismo - se mobilizou a partir de outubro de 1930, também contando com os oficiais de alta patente. No dia 10, uma junta governamental foi formada pelos generais do Exército.

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Getúlio Vargas, ao centro, com outros líderes da Revolução de 1930
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No mês seguinte, dia 3 de novembro, Júlio Prestes foi deposto e fugiu junto com Washington Luís e o poder então foi passado para Getúlio Vargas, iniciando um novo período na História da Nação.

Nomeado presidente, Getúlio Vargas usufruía de poderes quase ilimitados e, aproveitando-se deles, começou a tomar políticas de modernização do país. Ele criou, por exemplo, novos ministérios - como o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e o Ministério da Educação e Saúde -, e nomeou interventores de estados. Na prática, os estados perdiam grande parte da sua autonomia política para o Presidente.

Em 1931, Getúlio Vargas derruba a Constituição brasileira, reunindo enormes poderes no Brasil. Isso despertou a indignação dos opositores, principalmente oligarcas e a classe média paulista, que estavam desgostosos com o governo getulista. A perda de autonomia estadual, com a nomeação de interventores, desagradou ainda mais. Por mais que Getúlio tenha percebido o erro e tentado nomear um interventor oligarca paulista, os paulistas já arquitetavam uma revolta armada, a fim de defender a criação de uma nova Constituição.

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Anúncio de convocação no Estado de São Paulo
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No dia 9 de Julho do mesmo ano, a revolução explode pelo estado. Os paulistas contavam com apoio de tropas de outros estados, mas Getúlio Vargas foi mais rápido e conseguiu reter esta aliança, isolando São Paulo. Sem qualquer apoio, os flancos paulistas ficaram vulneráveis, e o plano de rápida conquista do Rio de Janeiro transformou-se em uma tentativa desesperada de defender o território estadual. Sem saída, o estado se rende em 28 de Setembro.

O Presidente convoca a Assembléia em 1933, e em 16 de Julho de 1934 a nova Constituição, trazendo novidades como o voto secreto, ensino primário obrigatório, o voto feminino e diversas leis trabalhistas. O voto secreto significou o fim do tão famigerado voto aberto preponderante na República Velha, onde os coronéis tinham a oportunidade de controlar os votos. A nova constituição estabeleceu também que, após sua promulgação, o primeiro presidente seria eleito de forma indireta pelos membros da Assembleia Constituinte. Getúlio Vargas saiu vitorioso.
Duas vertentes políticas começaram a influenciar a sociedade brasileira. De um lado, crescia a força de esquerda da Aliança Nacional Libertadora, inspirado no regime socialista da União Soviética, que era totalitário. Do outro, a extrema direita fundara a Ação Integralista Brasileira, de caráter extremamente nacionalista e pregando um Estado totalitário.

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Cartaz propagandístico da Ação Integralista Brasileira
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Acompanhe este e outros relatos pelo ÍNDICE.

Bom Capitulo palmas*
Acompanhando…

Muito bom Biller. Eu fiquei com um gostinho de quero mais. Parabéns e continue nesse ritmo. Queria saber se o que escreveu já reflete os acontecimentos de seu jogo ou foi só a introdução.

No aguardo, no aguardo…

Bem legal essa primeira parte. Deu uma breve história para que nos situemos.

boa introdução…

No aguardo.

Acompanhando, boa sorte :smiley:

[i] [b]Brasil, 1936[/b]

Dia 2 de Janeiro - Palácio do Catete - Estado do Rio de Janeiro
Sala de Reuniões do Estado-Maior das Forças Armadas e do Poder Executivo

Todos na sala estavam impacientes. A reunião fora marcada para as nove horas, e dez minutos se passaram do horário planejado. Ainda faltavam dois integrantes da mesa: o Presidente e o Marechal Eurico Gaspar Dutra. O Marechal estava regressando de Goyaz, onde se encontrava o 1º Exército; já o Presidente retornava de uma comitiva política em São Paulo, onde buscava acalmar os ânimos exaltados ainda presentes na elite paulista.
Após quinze minutos, o Marechal Dutra entrou no recinto. Trajava um uniforme militar típico, mas que ostentava sua patente e condecorações. Era considerado o braço direito de Getúlio Vargas no Governo Nacional. Sua autoridade e modo de “pacificação” de manifestações eram notórios.
Os soldados ali presentes bateram continência bem como os oficiais do Alto Comando.

  • Desculpem-me a demora, cavalheiros! - disse ele. O vôo demorou mais que o previsto devido ao mau tempo na hora do embarque. E o Presidente, onde está?

  • Ainda não chegou, Senhor - respondeu um oficial ao lado da porta.

  • Bom… Sem ele não podemos começar - falou Dutra enquanto puxava a cadeira para se sentar.

Cinco minutos se passaram, e a demora fez-se incômoda. Alguns Ministros estavam presentes e, debruçados sobre papeis, sublinhavam assuntos importantes da pauta da reunião.
Às 09:30, um oficial abriu as portas.

  • Senhores! Sua Excelência, Ilustríssimo Senhor Getúlio Vargas acabou de chegar!

Todos os presentes colocaram-se de pé naquele instante.

  • Desculpem-me este atraso! Sentem-se, por favor, Senhores! - falou o Presidente enquanto ajeitou sua cadeira. Alguns puxaram as lapelas de seus uniformes ou ternos naquele momento. - É com felicidade que vejo reunida a instância máxima desta Nação. Convoquei a todos, pois o caráter deste momento na História exige que nosso planejamento e conduta sejam redefinidos para este ano… - continuou enquanto folheava a pauta de prioridade dos assuntos. - Vejo que há uma prioridade sobre importações, comércio exterior e indústria nacional… A palavra está com o Ministro da Indústria e Comércio.
[b]Presidente Vargas, ao centro, e seus Ministros de Governo[/b]
  • Bem, Senhores… Todos somos testemunhas que o Brasil dá importantes passos do setor industrial. - disse o Ministro Valdemar Falcão que requisitara a um oficial, momentos antes, que distribuísse folhas com dados de crescimento. - Na primeira folha, estes gráficos indicam o crescimento do setor industrial nos últimos anos… Estão todos em franco crescimento, como podem constatar… Mas, virando a folha, observarão gráficos indicando o consumo de matéria prima e potencial energético juntamente às reservas nacionais. O primeiro está em alta, já o segundo em queda acentuada. Nós importamos petróleo venezuelano, minerais bolivianos e bens energéticos norte-americanos. Posto na balança este valor de importações somadas aos nossos gastos nacionais, e subtraindo deste valor nossa produção e exportações…

  • Aonde quer chegar, Ministro? - interrompeu o Henrique Aristides Guilhem, Almirante e Ministro da Marinha, que já estava entediado. - Não entendo muito de economia, mas já percebi que há um déficit comercial, não é mesmo?

  • Exato, Senhor Almirante! Este déficit imobiliza nossas tentativas de ampliação do setor industrial e produção de bens materiais. Minhas projeções indicam que seriam necessários dez anos até que a indústria consiga produzir mercadorias para o consumo interno e para a exportação, tornando a balança favorável.

  • O Brasil não pode permanecer dez anos sob o domínio do capitalismo comercial estrangeiro e retardar o crescimento! - respondeu Getúlio Vargas, com um tom de voz mais elevado. - Há alguma alternativa ou medida de caráter emergencial para contornar este problema e saná-lo?

  • É improvável… - respondeu o Ministro. - Mesmo que planejemos um crescimento acelerado, precisaríamos cortar partes do orçamento nacional, tomar empréstimos no Exterior, e, antes de tudo, melhorar a infra-estrutura em vários estados. Mas, grande parte destes atos precisariam ser levados a cabo pelo Ministério da Fazenda.

  • Sim… São assuntos da alçada deste Ministério. - afirmou Artur de Sousa, o Ministro da Fazenda, ao se ajeitar em sua cadeira. - Em resposta ao Senhor, Presidente, todos os caminhos apontam para privar a nação de seu merecido crescimento. Para as Reservas Nacionais haveremos de optar entre dois caminhos: um endividamento a longo prazo e aumento da Dívida Externa, com infelizes restrições em diversos setores nacionais, ou…

  • Ou… - indagou Getúlio Vargas.

  • Ou cobrar dívidas exteriores antigas de nossos “vizinhos”, pressionar por concessões econômicas, focar em produção de base e ampliação do setor energético… - prosseguiu Artur de Sousa enquanto lia e assinalava itens nos documentos em suas mãos.

  • Ou… Quem sabe nós poderíamos mudar nossa conduta política… - disse o Marechal Dutra. Uma política mais agressiva onde a soberania e a grandeza desta Nação se façam ecoar em todos os cantos deste continente…

  • O que dizes com isto, Marechal? - indagou o Almirante Henrique Guilhem.

  • Exatamente o que entenderam, Senhores! - respondeu o Marechal ao se levantar imponentemente de sua cadeira. - Os tempos mudaram! Atentem para isto! A conjuntura histórica que vivemos não permite palavras de diplomacia e magnanimidade apenas. Nosso passado demonstrou que muitas vezes fechamos os olhos e abaixamos nossas cabeças para nações vizinhas e vontades de nações estrangeiras. Tenho diversos relatórios que indicam que o litígio em nossas fronteiras é grande. - relatava o Marechal, enquanto andou pela sala. - A Alemanha de Adolf Hitler prepara-se lentamente para recuperar sua posição de direito na Europa. O Império do Japão faz a mesma coisa na Ásia. A Espanha está à beira de uma revolução. E aqui, próximo a nós, a Bolívia e o Paraguai acabaram de encerrar uma guerra por fronteiras. Quanto a nós… Assistimos tudo calmamente…

A reunião prosseguiu por horas. O Presidente pareceu favorável à opinião do Marechal e do Almirante, que se mostrou entusiasta ao fortalecimento da Marinha. Sob a ciência de Getúlio Vargas, o Estado-Maior do Exército e da Marinha haviam planejado anteriormente um Plano de Defesa Nacional e Revitalização das Forças Armadas.

Quase todas as instâncias do Governo apoiavam as decisões conjuntas tomadas nas reuniões do início do ano. O Congresso Nacional votou medidas a aplicar, através do Ministério de Relações Exteriores, para pressionar o Paraguai a fim do pagamento da Dívida de Guerra [do Paraguai].
Em resposta às pressões do Governo Brasileiro, o Governo do Paraguai viu-se impotente para saldar sua dívida.

Secretamente, o Marechal Dutra ordenou que o 1º Exército partisse de Goyaz e marchasse para o Mato Grosso do Sul. Lateralmente, o General Mascarenhas de Moraes partiu da Capital Federal, o Rio de Janeiro, com o 2º Exército na mesma direção da outra força militar.

[b]Soldados do 1º Exército partindo de Goyaz[/b]

As pressões sobre o Paraguai continuaram, e o Governo incentivou a Imprensa, através do Departamento de Propaganda e Difusão Cultural, o DPDC, a publicar reportagens sobre as atrocidades na Guerra do Chaco e gastos militares pelo lado paraguaio. A pergunta corrente na Imprensa era: Se o Paraguai teve dinheiro para financiar uma guerra, porque não pagou sua Dívida com o Brasil?
O principal programa radiofônico do País, a Hora do Brasil, enalteceu o esforço brasileiro em sua busca para sair do julgo dos monopólios comerciais internacionais.

Às 19:00 do dia 20 de janeiro, uma transmissão radiofônica para toda a Nação marcou o novo rumo do Brasil.

  • Na Capital Federal, dezenove horas.

A composição orquestral “O Guarani” parecia mais ávida e expressava a grandeza nacional. Após algumas palavras, o radialista declarou:

-… E agora com a palavra, Ilustríssimo Chefe Nacional do Brasil, o Senhor Presidente Getúlio Dornelles Vargas.

  • Brasileiros… Falo a vocês esta noite, não como Chefe da Nação, mas como concidadão deste solo sagrado. Concidadão este com o dever pátrio de defender seu País. Algumas horas atrás, forças hostis do Paraguai dispararam contra civis desarmados no estado de Mato Grosso do Sul. A mobilização de homens e armas em solo paraguaio é constante desde 1932, e parece que a ambição de seus pérfidos líderes voltou-se contra o Brasil. Nossa Nação sempre estendeu sua mão amiga desde a Guerra do Paraguai, oferecendo ajuda na reconstrução daquele país, e isto serviu apenas para fomentar a ambição e o desejo belicoso de nossos vizinhos. Infelizmente, este ato indecoroso da parte do Paraguai só mostra o caráter e a sordidez do mesmo. O Brasil não permanecerá calado e não ficará impotente ante as investidas do Inimigo. Com imenso pesar, nosso Exército marcha, neste momento, para o enfrentamento armado. Infelizmente é chegada a hora em que os filhos desta Pátria pegarem em armas… É chegada a hora em que a clava forte se ergue contra a injustiça dos opressores, e nós, brasileiros, não fugiremos à luta! Que Deus proteja àqueles que lutarão… Tenham todos, uma boa noite.

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Acompanhe este e outros relatos pelo ÍNDICE.

Muito legal Biller,
Mas não existia Brasília naquela época. E bem que podia postar umas imagens quando começar a ação.
Mas o texto está ótimo, como sempre.

Muito legal Biller, parabéns pelo primeiro cap que saiu bem legal, gostei da reunião, também gostei da postura agressiva contra o Paraguai.

Acompanhando.

Boa Biller, recomendação, nos discurços de Vargas comece com, “Trabalhadores do Brasil” era praxe nos discursos dele, assim como o “Companheiros e Companheiras” do Lula.