[AoD] O Brasil do qual me Ufano!

[i] [b]Brasil, 1936[/b] [b] - Parte 2[/b]

João Batista Mascarenhas de Morais, General do 2º Exército do Brasil

Cidade de Fuerte Olimpo, Paraguai - 21 de Janeiro
Cruzamos a fronteira com o Paraguai sob fogo de milícias inimigas. Às 04:00, enfrentamos um pelotão da guarda departamental e milicianos, mas, uma hora depois, estes se retiraram apressadamente ante nosso avanço. Antes do raiar da manhã, tomamos o Forte Olimpo, na cidade de mesmo nome.
A 3ª Divisão de Infantaria e a 1ª Divisão de Cavalaria asseguraram a região da capital do departamento de Alto Paraguay no início da manhã. Ao meio dia, uma das Divisões de Guarda do 1º Exército, sob o comando do Marechal Dutra, prosseguiu e estendeu nosso controle sobre um perímetro de vinte e três quilômetros além das divisas da cidade.

Cidade de Filadelfia, Paraguai - 25 de Janeiro
Ontem, o Departamento de Alto Paraguay passou ao nosso controle. Já avançamos mais de 150 quilômetros além de Fuerte Olimpo, e só tivemos combates esporádicos com tropas da Guarda do Paraguai. Não houve combate direto com o Exército inimigo, mas há indícios que informam que o Exército inimigo começou a erguer defesas na região de Pozo Colorado.

[b]Tropas sob o comando do Marechal Dutra em ataque ao Paraguai[/b]

Cidade de Pozo Colorado, Paraguai - 29 de Janeiro
Às 05:32 de hoje, as tropas enfrentaram entre seis e sete batalhões do Exército Paraguaio. Todos as forças no Front estavam sob o comando do Marechal, e na parte estratégica, sob meu comando. As forças paraguaias tentaram resistir, mas a grande disparidade entre a capacidade e o número de combatentes pesou a nosso favor.
Após oito horas de intenso combate, as forças inimigas começaram a retrair para o sudeste. Sem a proteção do Exército e da Guarda Nacional, o Departamento de Presidente Hayes se rendeu ante nosso imponente avanço. No fim do dia nós começamos a contabilizar as baixas do combate. Cerca de quatrocentos de nossos homens foram mortos ou feridos.
Felizmente, o quadrúplo desse número foram de soldados paraguaios mortos, e tenho a certeza que muitos outros foram feridos.

Assunção, Paraguai - 5 de Fevereiro
A Capital do Paraguai foi declarada cidade aberta, após novas derrotas do Exército Paraguaio. O contingente de soldados brasileiros em solo inimigo já ultrapassa os cem mil. Mais de 90% do Exército Brasileiro está nesta campanha.
Controlamos todas as províncias deste lado do Rio Paraguai e outras na Fronteira do Mato Grosso do Sul. O exército inimigo está retraindo cada vez mais, e acreditamos que não demorará muito para que o Paraguai assine a rendição incondicional.

Dois dias após a tomada de Assunção, o Governo do Paraguai não teve condições de permanecer na luta. Seu exército já estava combalido desde o fim da Guerra do Chaco, e agora fora praticamente esfacelado. Sem recursos ou apoio externo, o presidente Eusébio Ayala assinou a rendição incondicional no dia 7 de fevereiro. O Presidente Getúlio Vargas pressionou o Congresso Nacional a aprovar a perda de autonomia do Paraguai, e consequente anexação.
A campanha fulminante de 19 dias arrasou qualquer tentativa de manifestação ou resistência por parte da população paraguaia. Também não seria preciso outras medidas, pois a população daquele país já estava descontente com seu governo e sua fraca economia. A promessa de prosperidade e crescimento pregada pelo Brasil pareceu melhor aos paraguaios do que oferecer oposição às nossas forças vitoriosas.

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Marechal Eurico Gaspar Dutra, Marechal do Exército e Comandante do 1º Exército do Brasil

Assim como eu esperava, o Paraguai não resistiria implacavelmente a uma invasão. Sua capacidade industrial é pequena, mas será muito bem aproveitada pelo setor da indústria. Duas semanas após a anexação, o Congresso votou um Plano de Reconstrução para reparar os danos causados pela guerra.

Passadas duas semanas após a rendição paraguaia, o Governo da Bolívia enviou uma nota determinativa para o Ministério das Relações Exteriores. Tal documento relatava o “desagrado e o repúdio por parte do governo boliviano quanto a anexação do Paraguai”, e determinava que o governo brasileiro “deveria retirar, em até 72 horas, todas suas forças em solo paraguaio e concedesse a autonomia política do país, ou a Bolívia romperia suas relações diplomáticas com o Brasil e medidas mais enérgicas seriam aplicadas”.

O Governo não se pronunciou sobre tal determinação, mas enviou o conteúdo da nota diplomática à Imprensa. No dia 23 de fevereiro, a Imprensa veiculava a notícia da “ameaça boliviana”. A população estava ao lado do Governo, e desconsiderou tal determinação e não fez caso. Eu interpretei a situação como prenúncio de Guerra, e coordenei a marcha e o posicionamento estratégico das tropas ao longo da fronteira boliviana com o Paraguai e o Mato Grosso do Sul.
Sem ser atendido, o governo boliviano rompeu relações e o fornecimento de minérios. Porém, tolamente, determinaram o prazo de uma semana para a retirada do Paraguai ou emprego de ações agressivas seriam levados a efeito, como a ocupação do Acre e de Rondônia. Já sabia que os bolivianos estavam invejosos, pois batalharam quatro anos para anexar o Chaco, e perderam ao fim deste tempo, e nós, anexamos o país inteiro em alguns dias.

Fronteira com a Bolívia - 5 de Março
Ao findar do prazo, a Bolívia não declarou oficialmente a guerra, mas sabíamos que a beligerância era latente. Antecipando as movimentações do inimigo, requisitei permissão oficial para iniciar operações militares imediatamente.
As barreiras de fronteira foram removidas, e as tropas puseram-se em marcha. A Guerra estava declarada, e o inimigo não estaria preparado para tal.

Proximidades de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia - 5 de Março
No primeiro mês de conflito ocorreram apenas combates esporádicos. Após um grande avanço através de áreas alagadas, contornamos os fortes bolivianos do Chaco, e conquistamos a cidade de Santa Cruz de la Sierra, no centro do país. Era o prenúncio da queda da Bolívia.
Assim iniciou o primeiro combate contra o Exército Boliviano, trinta quilômetros ao norte de Santa Cruz.

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Tropas em combate ao norte de Santa Cruz de la Sierra
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O combate foi duro, pois o Exército Boliviano contava com a vantagem no relevo sinuoso, canhões de artilharia pesada e trincheiras escavadas. Nos dois primeiros dias, perdemos mais de duzentos e cinquenta soldados ao tentar tomar uma posição fortificada. A batalha levaria mais cinco dias.

Sucre, Bolívia - 29 de Março
Sob o comando do General Mascarenhas, as forças do 2º Exército ocuparam dois Departamentos da Bolívia. Forças inimigas advindas de La Paz tentaram retomar a região, mas foram fortemente rechaçadas pelos homens do General. Tenho que admitir que ele comandou com excelência, pois viu-se com uma divisão infante e outra de cavalaria contra duas divisões infantes.
Graças a ele, poderemos avançar contra Ribera Alta, no norte do País.

Ribera Alta, Bolívia - 25 de Abril
Alcançamos o norte da Bolívia após rechaçar três divisões inimigas. O inimigo sofreu mais de quatro mil baixas, e recuou desesperadamente para La Paz.
Agora será questão de tempo até que tomemos controle da capital da Bolívia.

Proximidades de La Paz, Bolívia - 13 de Maio
Dizem que o número 13 traz agouro e má sorte. Não acredito nisso, pois acabamos de obter a mais importante das vitórias até aqui. Derrotamos a elite militar boliviana que lutou na Guerra do Chaco. Após a perda de quatro divisões inteiras, parte do Exército Boliviano rendeu-se e o restante deixou sua Capital à própria sorte.

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Soldados da "1ª División de Infantería" após a rendição
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La Paz, Bolívia - 21 de Maio
Acabamos de entrar na cidade. Ordenei que a integridade fosse mantida tal como a compostura militar. Desordens por parte dos soldados ou de civis serão severamente punidas. Tomamos o controle da situação!

Oficialmente, a Bolívia não possuía um presidente, pois o eleito ainda não tomara posse. Tal como acontecera na rendição paraguaia, a rendição da Bolívia seria incondicional. O país perdeu a autonomia e foi incorporado ao território do Brasil, como novos estados. A integridade cultural e popular foram mantidas, mas a organização política foi alterada de acordo com a orientação do Estado Brasileiro.

Nossa vitória fulminante incentivou jovens de todo o País a ingressar no serviço militar. Após reuniões, na Capital Federal, ficou acordado que o treino de novas forças era fundamental em consonância com o Plano de Defesa Nacional e Revitalização das Forças Armadas.
O Exército carecia de unidades treinadas para o combate em relevo montanhoso e de difícil acesso. Desta forma, teve início o treinamento da CCLVI Divisão de Montanha. A indústria bélica ainda não tinha condições de equipar totalmente novas divisões com armamento exclusivamente nacional, então esta não seria uma tarefa fácil. A Marinha também recebeu verbas e teve produção destina à construção de novas belonaves e navios de guerra.

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Presidente Getúlio Vargas em visita a uma obra pública no Rio de Janeiro
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O Governo incentivou obras públicas em alguns estados, como São Paulo e Rio de Janeiro. A infra-estrutura das cidades precisava adequar-se aos projetos de desenvolvimento nacional. Um verdadeiro pacote de medidas foi votado no Senado, que previam investimentos nos setores de tecnologia e indústria, estas nas áreas de equipamentos utilitários, tais como máquinas-operatrizes básicas. Também previam incentivos fiscais à modernização da agricultura.
Ao longo do ano, o Presidente circulou pelo País a fim de aumentar sua popularidade entre todas as camadas da população. Havia dezenas de manifestações que protestavam contra os conflitos armados. Antes do conflito com o Paraguai, um em cada cinco brasileiros entrevistados pela Imprensa era contrário à qualquer tipo de conflito armado.
Após duas guerras bem sucedidas, a população confiou nas promessas de prosperidade e crescimento através da expansão territorial e militar.

Com a ocupação do Paraguai, surgiu um problema comercial e logístico de abastecimento daquela província. As estradas sul-mato-grossenses ainda não estavam preparadas para o transporte de mercadorias, e uma das rotas preteridas eram o comércio via Rio da Prata e o Paraguai.
A elevação das tarifas alfandegárias por parte do Governo do Uruguai, que buscava aproveitar a situação do Brasil, acabou por criar uma inimizade entre as nações. Todas as tentativas diplomáticas falharam, e o caminho para outra guerra estava traçado.
No fim do mês setembro, dia 23, as forças sob meu comando invadiram o Uruguai.

[b]Marcha sobre o Uruguai[/b]

Após combates no interior do país, grande parte dos combatentes inimigos rendeu-se. O Governo ficou sem ação ante a velocidade da invasão, e os militares uruguaios tomaram o controle de Montevidéu. Dez dias após cruzar as fronteiras, Generais uruguaios assinaram a rendição e o Uruguai foi incorporado ao território do Brasil.

[b]Equipamento inimigo apreendido pelo Exército[/b]

Três nações caíram e foram derrotadas… Mas isto é apenas o começo!

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Acompanhe este e outros relatos pelo ÍNDICE.

Show Biller, explendida narração das três guerras, muito bom uso dos pequenos combates, bom mesmo. Parabéns. Acompanhando.

Acompanhando. Gostei.

Não daria para por dados, sobre as baixas totais no final das guerras, para nós leitores sabermos quantos soldados de ambos países morreram?

Hum… a ação da Bolívia me pareceu muito forçada, no máximo fariam um protesto diplomático. Teria sido melhor forjar uma carta boliviana para justificar uma invasão brasileira.

É só por a tabela de estatísticas…

Show, Avente Brasil, Salve a Seleção…

Peço um pouco de calma quanto aos detalhes, porque eu foco mais no enredo, e não tanto no jogo. Mas prometo que vou começar a detalhar mais depois de um ponto. Durante a leitura vocês perceberão números arredondados e algumas informações sobre o que estou pesquisando e construíindo. Na verdade, eu faria um relato após concluir o jogo, mas resolvi adiantar as coisas…

Gostei do capítulo, ficou melhor do que o último.

Muito legal esta AAR.

Acompanhando.

[i] [b]Brasil, 1937[/b]

Artur de Sousa Costa, Ministro da Fazenda

Após as brilhantes manobras militares do Exército e a consequente incorporação de Paraguai, Bolivia e Uruguai, a Economia está sob fortes estímulos e acelerado ritmo de crescimento. A receita destas nações, sua indústria e seus reservas energéticas acresceram em 150% a capacidade da Nação. Uma esmagadora parcela dos contrários à Guerra acabou por acreditar nas promessas advindas deste Ministério e das Forças Armadas.
O impulso econômico, dado por esses acontecimentos, reforçou a posição do Governo em planificar a economia e estabelecer metas nacionais a longo e a curto prazo.
Reuniões no começo deste ano predeterminaram projetos da fortalecimento do setor industrial, em um período programado de cinco anos, como condição fundamental para o crescimento do País. Fortes investimentos resultaram na expansão da indústria nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo e Minas Gerais.

[b]Presidente Getúlio Vargas em visita a uma indústria em São Paulo[/b]

Além dessa área, o Governo dobrou seu esforço nos segmentos de infra-estrutura das cidades, transportes e agropecuária. As Forças Armadas receberam atenção especial, ao ter seus projetos contemplados com recursos e verbas federais. A Marinha promete comissionar quatro belonaves ainda neste ano, ao passo que o Exército apresentará novos contingentes à disposição da Ativa.

Mesmo com ímpeto de reformar o país, o Presidente enfrenta o fato do fim de seu mandato. Infelizmente novas eleições serão realizadas no ano que vem, fato este que irá desmoronar todos os feitos alcançados até aqui. Ontem, 23 de abril, jornais da Capital Federal divulgaram pesquisas de popularidade sobre o governo e a pessoa do presidente, e os dados apresentados mostraram grande satisfação popular sobre esta Situação, segundo as mesmas.

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José Carlos de Macedo Soares, Ministro das Relações Exteriores

Longe de ser isolado no contexto político internacional, o Brasil acompanha com atenção e apreensão aos acontecimentos mundiais.
No fim do ano passado, uma notícia passou a ocupar espaço destacado em todos os jornais internacionais: a Guerra Civil Espanhola. O conflito, iniciado por uma série de problemas internos na Espanha, dividiu a mesma em dois regimes distintos: a Espanha Republicana, governada por Manuel Azaña Díaz, e a Espanha Nacionalista, governada pelo General Francisco Franco.

Pouco tempo após o início dos confrontos, as grandes nações européias buscavam uma posição de isolamento ou intervenção na situação. A Alemanha enviou sua força expedicionária conhecida como “Legião Condor”, composta em sua maioria por elementos da Luftwaffe. Já a Itália enviou o “Corpo Truppe Volontarie”, uma numerosa força militar do contingência terrestre. Ambas as potências apoiaram os nacionalistas e seu líder Franco.

[b]Fotografia registrou a recepção de Franco aos contingentes militares estrangeiros[/b]

A Espanha Republicana recebeu alguma ajuda soviética, mas esta não se faz suficiente para as necessidades de suas forças. Potências democráticas como a França e o Reino Unido manifestaram-se contra qualquer tipo de interferência nos problemas internos espanhóis.
O Mundo acompanhava todos os desdobramentos na Espanha, quando surgiu na Ásia um enfrentamento de proporções ainda maiores… O Império do Japão iniciava suas operações sobre a China. Com o Incidente da Ponte Marco Pólo, irrompia a Guerra Sino-Japonesa. As forças militares japonesas, promotoras de tensões desde o ano anterior, acabaram por realizar operações de larga escala sobre seus inimigos.

Os dois conflitos impactaram a opinião mundial e as perspectivas sobre o futuro. A Alemanha, que no ano anterior marchara sobre a região do Rio Reno, demonstrava força através de seus imponentes desfiles militares e preparativos.
Estes fatos ajudaram a mascarar nossa campanha passada, pois se assim não o fosse, nossa Nação sofreria pressões e ações mais severas pela comunidade internacional. Felizmente, representantes alemães, japoneses e italianos mostraram-se solidários com nossa causa e objetivos. Creio que poderemos firmar vultosos acordos comerciais e diplomáticos no futuro.

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Marechal Eurico Gaspar Dutra, Marechal do Exército e Comandante do 1º Exército do Brasil

Com os recentes acontecimentos internacionais, nossa política está sob grandes cautelas. Correntes subvertentes de origem comunista estão infectando alguns setores sociais, proferindo verdades infundadas sobre a capacidade política do Presidente e deste Governo. Como se não bastasse, até sobre as Forças Armadas recaem culpas e perjúrios. Este tal movimento conhecido como Aliança Nacional Libertadora não mede esforços para corromper e entorpecer o povo. Tentamos ser bondosos com os integrantes deste movimento, mas suas ações justificaram a aprovação de uma lei que ordenava o fechamento do mesmo.
Mas, parece que na ilegalidade e à margem da lei, estes elementos continuam trabalhando ativamente. Estou perdendo a conta de quantas vezes meu gabinete despachou ordens para conter tumultos e manifestações assim ditas populares. Ouvi dizer que o Prestes está novamente na liderança deste movimento. Parece que a detenção de um ano não foi suficiente. Acredito que hora ou outra teremos que silenciá-lo de uma vez por todas!

Nem tudo, porém, está perdido. Há um movimento que nos tem apoiado e não mede esforços para combater a ameaça vermelha neste país - os Integralistas. São extremados e altamente patrióticos, porém, talvez seja isso que nosso País esteja precisando. Assim como nós, eles desejam a erradicação das intenções comunistas que disseminam estes ideais medíocres.
Ainda ontem, dia 25 de abril, recebi um telefonema de Plínio Salgado, onde o mesmo disse que o Movimento Integralista está às ordens da Pátria para o que for preciso. Avisou que um homem de sua confiança, o Capitão Olímpio, entregaria relatórios internos sobre projeções de um levante comunista, levando em conta recentes agitações, e conselhos sobre a visão do integralismo para a área de Educação e Ensino Militar.

[b]Desfile integralista em São Paulo[/b]

Compartilho das mesmas preocupações que Plínio e também de anseios. Assim que possível, conversarei com o Presidente sobre uma possível implantação de idéias desta vertente, após analisar alguns documentos. Realmente, não podemos deixar que o mandato de Getúlio termine desta forma, e tudo o que alcançamos aqui seja colocado de lado. Precisaremos fazer alguma coisa…

28 de abril - 10 hrs - Palácio do Catete
-… Então, Senhor Presidente, acredito que, ao divulgarmos este documento, conseguiremos obter um apoio incondicional do Povo ante sua permanência definitiva no cargo. Bem sabemos que hora ou outra estes comunistas farão outro motim popular tal como em 35. - Eu tinha confiança neste plano, e ele teria que ser aplicado o quanto antes.

  • Mas e se os comunistas aproveitarem o clima de pânico instaurado para promoverem sua anarquia? - perguntou Getúlio com certa preocupação. - Temos condições reais para controlar possíveis desdobramentos?

  • Bom… Quanto a isso, acredito que poderemos contar com a ajuda dos integralistas. - respondi. - Aquele intelectual chamado Plínio Salgado, pode nos ajudar com a crise momentânea e com o futuro. Seu gabinete entregou-me documentos sobre planejamento futuro, e as previsões são muito boas.

  • Sendo assim, menos mal… Marechal, tem a minha permissão para tornar público o Plano Cohen. Pelo bem do Brasil, teremos de romper definitivamente com a democracia. Esta já não é mais adequada para amparar o futuro reservado a este país…

29 de abril
Os jornais noticiam: A Ameaça Comunista ressurge no Brasil!
Assim como previ, as notícias oficiais não foram nem divulgadas, e a Imprensa já está realizando coberturas e especulações. Telefonemas seguem ininterruptos aqui no Gabinete. O departamento da Guarda Civil está em alerta máximo. O Exército está mobilizado para qualquer eventualidade. A polícia está contendo as multidões deste o começo do dia. Milhares de pessoas estão saindo às ruas para protestar e pedir a ação providencial do Governo.

30 de abril - 19 hrs
Após muitas deliberações, o Presidente decidiu que eu devo dar a notícia à Nação.
- Na Capital Federal, dezenove horas. - As tradicionais palavras de aberturas foram seguidas do tema de O Guarani.

Após algumas notícias sobre a situação alarmante, o radialista anunciou:
-… E neste momento, falará à Nação, o Excelentíssimo Ministro da Guerra Eurico Gaspar Dutra.

- Povo Brasileiro! Venho, nesta noite, como um igual que compartilha das mesmas preocupações advindas desta crise. Pressentimos o perigo que ronda nosso País e isto nos deixou profundamente preocupados. O presente documento, intitulado Plano Cohen, foi descoberto após denúncias realizadas por movimentos leais à Nação, considerando os precedentes da História e as indicações colhidas no momento presente. Assim é que, imbuídos pelo propósito de servir ao Brasil, relato a vocês a falta de escrúpulos e a periculosidade das intenções comunistas. Lerei agora um trecho do referido documento que está em minhas mãos…

"A violência deve ser planificada, deixando de lado qualquer sentimentalismo não só favorável aparentemente ao ideal revolucionário, como também à piedade comum; isto significa que certos indivíduos, por exemplo, que devam ser eliminados, só pelo fato de serem contrários à nossa revolução; outros na aparência não muito contrários, com a sua eliminação oferecem resultados práticos de longo alcance. Em seguida, assim procederemos no que se refere às Forças Armadas: cada oficial suspeito à revolução deve ter um homem responsável pela sua eliminação, eliminação esta que será feita, sob pena de morte do encarregado, na hora aprazada. Quanto aos sargentos, todos aqueles, com prestígio na tropa quer pela sua inteligência e preparo, quer pela sua valentia e que sejam adversários devem ser incluídos no plano de eliminação.

No plano de violências deverão figurar, os homens a serem eliminados e o pessoal encarregado dessa missão. Todavia, tão importantes quanto estes serão os reféns, que, em caso de fracasso parcial, servirão para colocar em xeque as autoridades. Serão reféns: os Ministros de Estado, presidente do Supremo Tribunal, e os presidentes da Câmara e do Senado, bem como, nas demais cidades, duas ou três autoridades ou pessoas gradas. A técnica para a colheita de reféns será a seguinte: os raptos deverão ser executados em pleno dia, nas próprias residências, que serão invadidas por grupos de 3 a 5 homens dispostos e bem-armados e munidos de narcóticos violentos (clorofórmio, éter em pastas de algodão empapadas) e serão transportadas para pontos secretos e inatingíveis, com absoluta segurança. Em caso de fracasso, proceder ao fuzilamento dos reféns."

Encerra-se o documento que assinala, como alvos principais, as principais cidades e regiões do País. Listas com nomes de comunistas envolvidos serão divulgadas posteriormente para a utilização da Imprensa. As Autoridades, as Forças Armadas e a população devem agir em razão dos fatos denunciados e ter a coragem necessária para uma tomar uma posição. O Brasil entrará em Estado de Guerra mediante a atual conjuntura e a ordem deverá ser mantida. O Presidente agirá em prol da salvação nacional, amparado pelas Forças Armadas e os mecanismos de Segurança Interna, e as instituições políticas deverão ceder autoridade para que isso seja feito!

Após minha declaração, no dia seguinte, o Jornal do Brasil publicou:

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[b]Acompanhe este e outros relatos pelo [url=http://www.gsbrazil.net/forum/index.php?s=&showtopic=3141&view=findpost&p=51460]ÍNDICE[/url][/b].

Capítulo extremamente empolgante, muito bom e decisivo este capítulo. Parabéns pela esplendida narração Biller.

Acompanhando.

UHU

Avante Brazil.

Acompanhando. Esperando pelo próximo capítulo.

imagens in-game, cadê? btw, bom capítulo.

Hasteie a nossa bandeira na Casa Rosada em Buenos Aires =D

lembro do gaspar dustra, perdi ele lutando contra japorongas na india

Até o fim da semana, nova atualização.

Grato pelos comentários.

i falei do general mas não falei da aar.

bem, ta ótima a aar, a seção ta evoluindo muito e as aar estão cada vez melhores. as industrias com o brasil são importantes, caso queira guerra com paises grandes é bom ter industrias em regiões longe dos bombardeiros aéreos. mas a narrativa ta muito boa, ta tudo ótimo,

[i] [b]Brasil, 1937[/b] [b] - Parte 2[/b]

Marechal Eurico Gaspar Dutra, Marechal do Exército e Comandante do 1º Exército do Brasil

Após a declaração do Estado de Guerra, os oficiais do meu Gabinete esforçaram-se para cumprir os prazos de entrega dos relatórios e condutas operacionais. A festividade do 1º de maio, o Dia do Trabalho, foi marcada por incertezas e previsões para o futuro. A sociedade esperava que o Presidente agisse conforme citei no discurso no rádio.
Nos dias seguintes, as forças comunistas realmente esboçaram nova Intentona contra o Governo. O Exército, que regressara recentemente do Uruguai, desembarcou no Rio de Janeiro para manter a ordem e as estruturas do Alto Comando.
Ordenei que quaisquer manifestações fossem pacificadas e contidas. Eu sabia que conter a situação seria difícil à longo prazo, então o líder comunista - Luís Carlos Prestes - deveria ser preso e condenado. O cerco foi armado e grande parte da liderança vermelha fugiu da Capital Federal e de São Paulo. Sei saber precisamente para onde Prestes teria ido, pedi ajuda da população para que denunciasse quaisquer pessoas suspeitas ou com ligação esquerdista.

[b]Prestes e seus camaradas durante uma manifestação na Capital Federal[/b]

As polícias estaduais foram instruídas a deter ou executar qualquer comunista que resistisse à prisão. Depois disso, centenas de relatórios com detenções ou execuções foram entregues, mas ainda não tínhamos o cabeça de tudo.
Na manhã de sete de maio, recebi um telefonema indicando que um foco comunista se instaurara no extremo norte do Brasil, próximo à fronteira com a Venezuela. Ao tomar ciência dessa informação, logo notei as ligações existentes com os esquerdistas venezuelanos, que estavam no poder daquele país.

Requisitei uma reunião extraordinária com o todos os integrantes do Alto Comando, para a execução de uma nova linha de planejamento: a Invasão da Venezuela. Sabia perfeitamente que o Exército chegaria, no dia 10, em Boa Vista, norte do País. Quando isso acontecesse, Prestes fugiria para a Venezuela e teríamos o pretexto necessário para invadir o país, pois o Governo Venezuelano daria asilo político, com certeza.
O fator mais preponderante em toda a operação é o petróleo. O Brasil carece de fontes que supram a crescente demanda interna, e nossas importações dos derivados venezuelanos drenam nossa Economia. A oportunidade era única, e beneficiaria todos os setores sociais, econômicos e militares.

Em voto unânime, os membros do Alto Comando deram “carta branca” ao Exército. Na manhã do dia 15, parti do Rio de Janeiro com destino à Boa Vista, onde o General Mascarenhas já estava ordenando as forças e realizando preparativos.
Foi um vôo agradável com três escalas. Houve alguma demora em Goyaz, e só pude prosseguir até Manaus, onde passaria a noite. Ao raiar do dia levantamos vôo e alcançamos a destinação final.

Esperamos o tempo melhorasse para o combate de selva, mas as mudanças não ocorreram. Então, no dia 20 de maio, nossas forças cruzaram a fronteira com a Venezuela, e iniciaram a Invasão. Apenas no dia seguinte, as tropas encontrariam oposição do inimigo.

[b]Forças do Exército em ação contra a Venezuela[/b]

Enquanto as forças avançavam cada vez mais, ouvi pelo rádio as notícias advindas da Capital. Às 19:00 daquele dia, o enfoque não era o conflito a milhares de quilômetros do Rio, e sim as declarações dos Estados Unidos, que começavam a realizar preparativos militares. Sabia que isto iria ocorrer hora ou outra, mas é necessário. Nossa campanha será rápida e fulminante, e, afirmo que até o mês de outubro teremos conquistado este débil país que chamam de Venezuela.

A guerra prosseguiu firme com brilhantes investidas do Exército, que ainda não tivera uma derrota sequer em todas as suas operações. Durante o período em que estamos aqui combatendo, diversas mudanças ocorreram sobre o Governo nestes 5 meses.
O Estado Novo foi oficialmente instituído como substituto à República formalmente declarada. Diversas realizações do Governo inspiraram mais confiança e a credibilidade na pessoa de Getúlio Vargas era esmagadora sobre a oposição.
Os integralistas foram admitidos como força partidária de apoio na situação. Seu líder, Plínio Salgado, tornava-se um propagandista da imagem do Presidente e da força do Brasil. Pouco a pouco, o Integralismo e o Governo passavam a trilhar unidos em um mesmo caminho, mas a atmosfera internacional ainda não permitia que oficialmente fizesse parte do Estado Novo.
Deus, Pátria e Família tornara-se uma menção oficial nos discursos integralistas e governistas.

[b]Cartaz integralista com a saudação "Anauê", que, em tupi, diz: "Você é meu Irmão"[/b]

Mudanças ocorreram sobre a Marinha. A indústria naval entregara os componentes finais para quatro belonaves em construção. No dia 7 de setembro, as quatro embarcações foram comissionadas em grande festa militar, entre as quais, o cruzador pesado batizado de Santa Catarina.

[b]Cruzador Santa Catarina no dia de seu comissionamento[/b]

A Marinha requisitou novos esforços para lançar outras belonaves em adição à Esquadra. Tudo corria em consonância com o Plano de Defesa Nacional e Revitalização das Forças Armadas.

Nossas operações, em solo venezuelano, entraram na fase final. Após diversas vitórias e a rendição de três divisões inimigas, os exércitos ocuparam Caracas, a Capital da Venezuela. Nada mais resta ao domínio sobre o resto deste país. Creio que a rendição incondicional virá logo.
Dissidentes esquerdistas venezuelanos entregaram a localização do esconderijo de Prestes, que foi encontrado e detido. Ele será enviado para uma prisão no Acre, onde passará o resto de sua vida em pena perpétua.

1º outubro de 1937
Hoje é um dia para se refletir. O último general inimigo se rendeu ao 2º Exército, sob o comando de Mascarenhas, e a Venezuela assinou a rendição total. O Presidente me ligou, pela manhã, para parabenizar pela vitória. Infelizmente não creio que tenha sido exatamente uma vitória brilhante, pois perdemos mais de três mil soldados…
Muitos caíram no campo de batalha, e nossas forças ficarão imobilizadas aqui durante este mês e o próximo, até decidirmos o próximo objetivo. Amanhã retorno ao Rio de Janeiro para reunir-me ao Alto Comando.

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João Batista Mascarenhas de Morais, General do 2º Exército do Brasil

1º de dezembro
Depois de muitas deliberações, o Marechal Dutra, que está na Capital, avisou a chegada de duas Divisões de Montanhas para compor nossas posições na região de Maracaíbo. O aviso foi seguido de uma mensagem codificada avisando para iniciar os preparativos para colocação das tropas em marcha. Infelizmente não especificou se regressaremos ao Brasil ou entraremos em guerra.

9 de dezembro
Nosso alvo está definido. O Marechal deu ordens para executarmos a Operação “Gran Reino”, a Invasão da Colômbia. As cancelas são removidas! Os motores dos veículos estão aquecidos e os soldados estão em marcha! Este é o som da guerra!

11 de dezembro
Transpusemos, anteontem, as fronteiras da Colômbia. Ainda não recebemos ou avistamos movimentações hostis, mas creio que isto mudará em breve.

12 de dezembro
Ao raiar desta manhã, avistamos divisões colombianas em posições de combate. O confronto é inevitável, mas triunfaremos sobre nossos inimigos!

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Acompanhe este e outros relatos pelo ÍNDICE.

Otimo capitulo
Vamos la Brasil! brasil*