[CG2]Tratado de Calais

Legenda: [IN-GAME]
[OFF-GAME ou META-GAME]

[i]Le 14 de octobre 1399.

A Henri IV d’Angleterre, da dinastia de Lancaster.

Em nome do Roi Charles VI de France, da dinastia de Valois, eu, Antoine Thomas Lambert, seu fiel súdito, venho à corte inglesa tentar resolver a questão reivindicatória inglesa ao trono francês. A história é longa e por vezes confusa, obrigando-nos a escutar apenas o que desejamos ouvir. Após a morte de Charles IV de France, ocorrida em 1328, chegava o fim da dinastia Capetíngia, iniciava a questão sucessória do reino francês e precipitava a Guerra [Guerra dos Cem Anos] em 1337.

Embora tivesse vindo a ser aceite que uma mulher não poderia possuir o trono francês, de seu próprio direito, Eduardo III de Inglaterra, o sobrinho do falecido rei, baseou a sua pretensão na teoria de que a mulher podia transmitir o direito de herança para o seu filho. Esta alegação foi rejeitada, no entanto, e o trono foi dado ao herdeiro mais próximo de sexo masculino, Filipe, conde de Valois, primo do falecido rei. Na época, Eduardo aceitou esta decisão e prestou homenagem a Filipe VI pelo seu Ducado de Guyenne. Disput@s nos próximos 12 anos sobre a natureza precisa das obrigações feudais de Eduardo III para com Filipe sobre Guyenne levou à guerra aberta em 1337, e para o relançamento das pretensões de Eduardo III ao trono francês em 1340, quando ele assumiu o título de Rei de França. Eduardo continuou a usar esse título até ao Tratado de Brétigny em 8 de maio de 1360, quando abandonou as suas reivindicações em troca de terras de área substancial na França. Em 1369, Carlos V de França pediu a opinião dos juristas das Universidades de Bolonha e Toulouse sobre a validade do Tratado de Brétigny. Os académicos declararam que o Duque da Aquitânia era ainda vassalo de França, devendo-lhe obediência. O Rei Carlos V de França chamou então o Príncipe Eduardo de Plantageneta – Príncipe de Gales e Duque da Cornualha e Aquitânia e filho de Eduardo III de Inglaterra –, a prestar esclarecimentos sobre a sua inépcia governativa e brutalidade e, face à esperada recusa deste, declarou o tratado de Brétigny nulo e guerra à Inglaterra.

Após este reatamento das hostilidades em nossos reinos, Eduardo III de Inglaterra voltou a fazer as suas reivindicações ao trono e ao título de Rei da França. Tal atitude persistiu por seus sucessores, que utilizam um título que não os pertencem.

Desta forma, Le Roi Charles VI de France sugere à corte inglesa o Tratado de Calais, buscando o reconhecimento das fronteiras anglo-francesas. O Reino de França reconhece a soberania inglesa nos territórios flamengos (Vlaanderen, Ghent e Antuérpia) e o território cosmopolitaine de Calais e, em contra partida, o Reino de Inglaterra reconhece Charles VI de France como Rei de França e soberano dos demais territórios reivindicados pela coroa inglesa (Normandie, Caux, Ile de France, Picardie, Armagnac, Gascoigne e Labourd).

Ademais, a partir deste tratado, a coroa inglesa se compromete em não intervir, ao menos que seja convidado pelo Rei de França, em conflitos deflagrados em sua área de influência: dos Pirineus ao Canal da Mancha e do Golfo de Biscaia aos Alpes ao sul e Renânia ao norte.
[/i]

Maison capétienne de Valois Armoiries du roi Charles VI de France
[b]Especulação, feita por historiadores, do que deveria ser o Tratado de Calais.[/b] Em vermelho a região continental inglesa reconhecida pela França. Em azul, a região francesa reconhecida pela Inglaterra.

Árvore Genealógica explicando a questão sucessória do reino francês

Caro Antoine,

É com muito apreço que recebemos a vossa comitiva para negociar com o rei de Inglaterra e França e Lorde da Irlanda, Henry Lancaster. Preferíamos que trouxessem a mensagem da completa cessão dos territórios franceses para quem os pertence por direito divino, mas vemos essa possibilidade com uma distância cada vez maior.

A Europa está cheia de monarcas ansiando pela eterna luta entre nossas famílias e consequente enfraquecimento do país, para que os mesmos possam tomar o posto que nos cabe. E é por isso que finalmente chegamos a conclusão que um acordo com os irmãos franceses pode ser benéfico para as duas partes.

A proposta de fronteiras proposta, Antoine, foi motivo de muitas risadas pela corte. Só falta pedir que Vossa Alteza Henry Lancaster em pessoa se ajoelhe perante os franceses.

Para começarmos a conversar, sugerimos que retire suas pretensões sobre o povo wallonian e que reconheça a soberania inglesa pelos mesmos, além do povo flemish e dutch. Garanta também a independência dos irmãos bretões e, assim, talvez possamos reconhecer seu território.

Sir John Hughes, conselheiro real.

[size=67]Esboço do território abordado[/size]
[i]Caro Monsieur John Hughes,

Acredito que a corte inglesa não saiba o que é uma boa anedota. Pois, com certeza, a reconheceria na contraproposta apresentada pelo senhor para o Tratado de Calais.

Esta missão diplomática se dá com o objetivo de acabarmos com nossas rivalidades territoriais. Como o senhor não mostrou qualquer objeção a esta questão, acredito que o nobre Rei Henri IV d’Angleterre, da dinastia de Lancaster, sabiamente tenha aceitado entregar, além do título de Rei Francês, o Ducado de Guyenne (Gascoigne e Labourd) e retirar suas tolas reinvindicações sobre os terrítorios da Normandie, Caux, Ile de France, Picardie e do Reino Vassalo à França de Armagnac. Em contrapartida, Le Roi Charles VI de France, da dinastia de Valois, humildemente aceitou retirar suas pretensões às terras cosmopolitaine de Calais.

Não sei se ficou clara a ideia. Mas não fui enviado para terras inglesas com o intuito de, com uma faca, rasgar o mapa europeu e pilhar povos como bárbaros. Meu nobre Rei, Charles VI de France, solicitou apenas a não intervenção em casos de guerra nos territórios que julga ser de sua influência. Em nenhum momento temos a vontade de anexar terras e títulos que foram dados, pela graça de deus, aos seus respectivos soberanos. Mas, nós franceses, entendemos o quão difícil deve ser para um povo entender isto, já que vocês, ingleses, são regidos há pelo menos três gerações de soberano que tentam usurpar o título de rei francês.

Proponho, em nome do Roi Charles VI, que deixemos de lado esse caráter de área de influência e assinemos somente o tratado em função das reinvindicações territoriais. Visto que nos é inviável a presença inglesa em terras wallonianas.

Cordialmente,


Antoine Thomas Lambert[/i] Legenda: [IN-GAME]
          [OFF-GAME ou META-GAME]<!--sizec--></span><!--/sizec-->

Caro Antoine,

Vossa Alteza o rei Henry Lancaster tem se mostrado muito benevolente nesses últimos tempos e não encarou como uma ofensa a última proposta francesa. Pelo contrário, ele concordou em fazer algumas concessões para que cheguemos a um acordo que seja bom para todos. As propostas são:

  • A Inglaterra cede os territórios do Ducado de Guyenne e revoga os direitos sobre os territórios franceses da Normandia, bem como da Picardia e do reino vassalo à França de Armagnac;

  • A França revoga os seus direitos sobre o território de Calais;

  • Fica acordado que os territórios habitados pelo povo bungurdian e wallonian ficam sob proteção francesa. Já os territórios onde vivem os povos dutch e flemish ficam sob proteção inglesa;

  • As ilhas Britânicas ficam reconhecidas como território inglês, por direito;

  • Os monarcas se comprometem a fazer com que as áreas de influência e território natal sejam retornadas para o seu legítimo possuidor, caso necessário devido à forças externas.

  • Ficam os dois países proibidos de enviar tropas para a zona de influência alheia, a não ser que requisitado;

Apesar de meu senhor, Henry IV, ter sido complacente em não mais reivindicar os territórios do povo wallonian e a independência da Bretanha em troca do reconhecimento das Ilhas Britânicas, se recusa a desistir do trono francês. Não admite qualquer discussão sobre o assunto.

Espero ter sido razoável em minhas proposições,

John Hughes.

[size=67]Mapa das zonas reconhecidas como território ou área de influência dos dois países.[/size]
[i]Caro Monsieur John Hughes,

Agradeço a corte inglesa pela hospitalidade dispensada em minha recepção e felicito, em nome de Le Roi Charles VI de France, da dinastia de Valois, o Rei Henri IV pelo acordo firmado entre nossos reinos.

Confirmo os termos por ora apresentados pelo Monsieur John Hughes e levo à Paris as boas notícias.

Cordialmente,

[/i]
[i]Antoine Thomas Lambert[/i] Legenda: [IN-GAME]

[OFF-GAME ou META-GAME]

[b][size=117]TRAITÉ DE CALAIS[/size][/b] (Trecho retirado do Tratado de Calais, arquivado no Archives Nationales (Arquivo Nacional de França).
(...) As propostas são:
  • A Inglaterra cede os territórios do Ducado de Guyenne e revoga os direitos sobre os territórios franceses da Normandia, bem como da Picardia e do reino vassalo à França de Armagnac;
  • A França revoga os seus direitos sobre o território de Calais;
  • Fica acordado que os territórios habitados pelo povo bungurdian e wallonian ficam sob proteção francesa. Já os territórios onde vivem os povos dutch e flemish ficam sob proteção inglesa;
  • As ilhas Britânicas ficam reconhecidas como território inglês, por direito;
  • Os monarcas se comprometem a fazer com que as áreas de influência e território natal sejam retornadas para o seu legítimo possuidor, caso necessário devido à forças externas.
  • Ficam os dois países proibidos de enviar tropas para a zona de influência alheia, a não ser que requisitado;

Apesar de meu senhor, Henry IV, ter sido complacente em não mais reivindicar os territórios do povo wallonian e a independência da Bretanha em troca do reconhecimento das Ilhas Britânicas, se recusa a desistir do trono francês. Não admite qualquer discussão sobre o assunto. (…)"

[i]Imagem digitalizada[/i]: Mapa inserido no documento que estabeleceu o Tratado de Calais

Selos presentes no documento.

Maison capétienne de Valois

Armoiries du roi Charles VI de France