[Civ3] Also sprach Zarathustra

Bom após a conclusão da AAR “Tears in Heaven”, senti vontade de iniciar outra com um tema quase não relatado nesta seção: a Primeira Guerra Mundial.
O MOD deste cenário se encontra aqui!

O jogo transcorre em semanas (assim como o WW2), e tem duração de 282 turnos. A vitória é definida através da construção da Liga das Nações, e a subsequente votação como secretário-geral, ou na vitória por dominação ou ainda na vitória pelos chamados Victory Points (pontos conseguidos pela conquistas de cidades estratégicas e vitórias nas batalhas).
É ambientado na Europa, com a adiação do norte da África e da Ásia (parte do Oriente Médio e da Rússia). Tem início na 30ª semana de 1914.

O jogo é baseado fundalmentalmente no combate de infantaria, com apoio de cavalaria montada e carros de combate. O Império Alemão possui um exército numeroso, porém sai da incrivel desvantagem de combater em dois fronts: russo e francês. Tanques são desenvolvidos tardiamente, e entram para definir a guerra. O Império Britânico, o Russo e o Francês recebem units de outras parte de seus imensos impérios, na forma de reforço. A França também recebe apoio norte americano em tropas.
O Império Austro-Húngaro e o Império Otomano sofrem de carência técnica, bélica e estratégica. Suas ações são limitadas, e não dão apoio direto à Alemanha. O desafio aumenta com o nível de dificuldade e a capacidade de mobilizar forças rapidamente.

O Título desta AAR corresponde ao nome do livro do filósofo alemão Friedrich Nietzsche. A correspondência clara entre o título e a AAR vocês verão ao acompanhar até o fim da mesma.

Espero que acompanhem, comentem e apreciem!

*****************************************************************************

ÍNDICE

Prelúdio da Guerra e Agosto de 1914

Setembro de 1914

Outubro de 1914

Novembro e Dezembro de 1914

Janeiro e Fevereiro de 1915

Operação “Weserübung” & Março e Abril, de 1915

Maio a Agosto de 1915

Setembro de 1915 a Março de 1916 - Parte Final

:pirata: É isso aí.

No aguardo.

acompanhando

viva a alemanha não nazista

É Isso Ai! No Aguardo Do Capítulo.

Boa Biller.

Acompanhando.

Isso aí cara, bora trazer outra ótima AAR

Acompanhando.

Pelo titulo, promete. Gosto bastante deste livro do Nietzsche.

Considerações:
30 units = 10 divisões = 1 Exército = 250 mil soldados

[i]

[b]Prelúdio da Guerra[/b]

Após o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando em 28 de Junho, o Império Austro-Húngaro esperou alguns dias antes de decidir tomar um curso de ação. Em 23 de Julho, graças ao apoio incondicional de nossa Nação ao Império Austro-Húngaro se a guerra eclodisse, foi-se mandado um ultimato a Sérvia que continha várias requisições.
O ultimato foi rejeitado em resposta sérvia em 26 de Julho, o Império Austro-Húngaro cortou todas as relações diplomáticas com o país e declarou guerra ao mesmo em 28 de Julho, começando o bombardeio à Belgrado (capital sérvia) em 29 de Julho. No dia seguinte, a Rússia, aliada da Sérvia, deu a ordem de locomoção a suas tropas. O Ministério do Exterior enviou um ultimato ao governo russo para cessar a mobilização de tropas dentro de 12 horas, no dia 31. No primeiro dia de Agosto o ultimato tinha expirado sem qualquer reação russa. A Grande Alemanha então declarou-lhe guerra.

Todos estes eventos foram apenas simbólicos para nosso Reich (Império). A guerra já era latente em todos os setores da sociedade, que via na guerra a única via capaz de assegurar a grandeza à Alemanha. A Reserva Militar já havia sido convocada meses antes para tornar à Ativa. Todos os oficiais assumiram parte no comando das unidades do Exército do Kaiser. Entre estes estava eu, Hans Friedrich von Biller, um capitão do 2º Regimento da 1º Divisão de Infantaria.
No dia 1º de agosto, o 1º e o 2º Exércitos estavam acantonados nas proximidades de Berlim. O Primeiro partira antes do amanhecer rumo a fronteira neerlandesa. Estava muito ansioso, pois o Segundo Exército ainda não partira, e como fazia parte dele, ainda não embarcara nos trens. Ao meio dia, as divisões começaram a partir em comboios para o Oeste.

![](upload://6I6PuuEmauXO02up6hgyYXrei26.jpeg)
Quando chegou nossa vez, a alegria foi imensa. As pessoas saudavam nossa bravura... Os homens aplaudiam e saudavam, e as mulheres jogavam flores em nossa homenagem. Senti naquele momento que era uma honra combater pelo [b]Reich[/b].

Paralelamente, Sua Majestade, o Kaiser Wilhelm II, e seus generais celebravam a conclusão dos Planos de Guerra, e desejavam mutuamente a sorte nesta guerra. Claro que não precisaríamos de sorte, pois a vitória era certa!

![](upload://6I6PuuEmauXO02up6hgyYXrei26.jpeg)
[b]Agosto de 1914[/b]

Já era noite. Peguei o relógio de bolso com certa impaciência. Já era a quarta vez em menos de uma hora que fazia isso. Mas ainda não chegamos ao destino, e já passa das 20:00. Os homens do meu batalhão compartilham da mesma ansiedade. Estão todos ansiosos para chegar ao Front.
Quarenta minutos depois, chegamos à subestação dos arredores da cidade de Essen, no oeste. Nossas ordens instruíam para levantar acampamento e descansar, pois no dia seguinte, antes do raiar do dia, entraríamos em combate. As instruções já eram esperadas, mas havia um questionamento entre a tropa: porque estávamos mais próximos da fronteira dos Países Baixos do que da Bélgica? Os primeiros eram neutros, ao contrário da Bélgica, esta conivente com os britânicos e franceses. Mesmo sem entender fomos descansar algumas horas.

Às 04:00 da manhã, todos os soldados foram despertados, e em trinta minutos, as forças já em formação. Eu estava à frente do meu batalhão. O imenso contingente tomara conta da planície, e logo chegaram o general e os oficiais superiores da Divisão. As ordens foram distribuídas, e as tropas colocaram-se em marcha rumo à fronteira.
Nós marchamos até a fronteira, e tomamos nossas posições para a invasão. O dia ainda não havia amanhecido, e a escuridão compunha a cena de expectativa e temores daquele dia. Centenas de baterias de artilharia tinham suas proteções removidas, e as estradas de fronteira tiveram suas proteções e arames retirados.
Às 06:00, os canhões abriram fogo contra a cidade de Arnhem, no sudeste neerlandês. A força do bombardeiro foi tão poderosa que causou milhares de baixas militares e civis naquela cidade. Então começamos a marchar solo neerlandês à dentro.
No caminho, soldados inimigos mal-armados rendiam-se ante nossa poderosa coluna de homens e armas! Em menos de duas horas, a cidade inimiga caia em nosso controle, e as tropas entravam em desfile e ao som de tambores!

![](upload://6I6PuuEmauXO02up6hgyYXrei26.jpeg)

Os Países Baixos encontrava-se totalmente despreparada para um conflito desta magnitude. Recebemos informações que o 1º Exército acabara de cercar Amsterdã. Nossas operações não constavam no Plano Schlieffen, mas a conduta fora introduzida no plano, dias antes da guerra estourar.
Prosseguimos tomando outras vilas no caminho da capital inimiga. Nestes povoados, a população parecia paralisada ante os milhares de soldados alemães que passavam por elas. Próximo da noite, a cavalaria havia estabelecido uma linha de apoio com o 1º Exército ao norte.
Os bombardeios prevaleceram sobre a capital inimiga ao longo da noite. Incêndios generalizados ocorriam em diversos prédios e os batalhões inimigos rendiam-se um a um ante nosso avanço.
Ao amanhecer, o Governo Geral dos Países Baixos rendia-se formalmente ao Reich. A cidade portuária de Rotterdam cessava a resistência horas apos o comunicado da rendição oficial. Em dois dias, os Países Baixos foram ocupados por nossas forças. Infelizmente eu não consegui disparar um tiro sequer, pois nem sequer tive oportunidade de encontrar um inimigo em combate. Nossa divisão não tivera perda alguma, e então passou imediatamente para as forças de vanguarda.
Isto significaria que logo seríamos os primeiros a pôr os pés na Bélgica.

Os dias que se seguiram à Invasão foram relativamente calmos. Recebemos ordens para estabelecer trincheiras ao longo da fronteira belga. A ação ficou reduzida à artilharia, que disparou incessantemente contra as posições belgas do outro lado da fronteira.

![](upload://6I6PuuEmauXO02up6hgyYXrei26.jpeg)
Pelo [b]Plano Schlieffen[/b], o ataque à Bélgica partiria de solo alemão. Mas, agora que temos o controle do solo neerlandês, poderíamos atacar em duas frentes. Além do nosso Exército, o 2º, e o 1º, outro exército chegou no dia 6 de agosto - o 4º Exército. No momento mais setecentos e cinquenta mil homens aguardam ordens para invadir a Bélgica. Temos metade de todas as divisões do [b]Reich[/b] agrupadas neste país.

Enquanto esperamos, recebemos notícias de dois outros fronts: o Front Russo e o Front Dinamarquês. O Império da Rússia havia mobilizado seus esforços para empregar uma rápida campanha sobre a Prússia Oriental. A superioridade numérica russa era evidente, bem como sua artilharia de apoio. Proteger o Front do Leste era prioridade do Estado-Maior da Guerra, mas este contava apenas com dois exércitos incompletos. A situação parecia preocupante.
Marechal Herr von Hindenburg não compartilhava do mesmo pessimismo de seus comandados. Cria que as forças russas não possuíam a mesma qualidade e habilidade combativa que nossas forças, e que não poderiam empregar nenhuma campanha que obtivesse a vitória. Com o apoio do General Ludendorff, nossas forças tomaram a iniciativa do ataque, e atacaram a Polônia, quando as tropas russas já adentravam o território da Prússia.
Impedidas de avançar devido a forte defesa das metralhadoras alemãs e cercadas pela retaguarda por dois exércitos alemães, as forças do Império Russo resolveram dividir-se e atacar as duas frentes, uma vez que possuíam superioridade em homens. O resultado foi a ruína de nossos inimigos, pois foram derrotados nas duas batalhas, e a Polônia foi totalmente ocupada.

A Dinamarca era um Reino que possuía certas rivalidades com o Reich. Desde a Unificação, certas contendas não foram apaziguadas, e a rivalidade era presente. A Invasão daquele país não era prevista, mas o Almirante von Tirpitz alertou ao Estado-Maior sobre os perigos de uma intervenção naval britânica no Báltico. A solução óbvia era garantir a segurança daquelas águas, e isto seria facilitado pela ocupação dos portos dinamarqueses. Obtendo apoio de seus iguais no Exército, a invasão da Dinamarca foi desferida com a atuação da Cavalaria da Prússia, sob o comando do Marechal-de-Campo Moltke.
Aquele país por sua vez, não oferecera resistência praticamente, e a Força ocupava as principais cidades dinamarquesas.

![](upload://6I6PuuEmauXO02up6hgyYXrei26.jpeg)

Duas semanas se passaram desde a invasão dos Países Baixos. Obtivemos mais armas, munição e mantimentos para a campanha que se aproximava. Na noite, dia 13 de agosto, o General da Divisão repassou notícias sobre a defesa belga: uma abertura fora conseguida na linha de Antuérpia. Logo cedo, partimos para o combate.
As forças belgas haviam estabelecido um forte perímetro defensivo ao longo da zona de Antuérpia, e tornaram a cidade praticamente inexpugnável.

A imensa formação começava a se mover. Eu, como sempre, estava à frente do meu batalhão. Sabia que a batalha que se aproximava seria dura, mas nossa vitória seria certa!
As unidades de vanguarda do 2º Exército alcançaram as linhas belgas cerca de vinte quilômetros da cidade. A zona de contato é de difícil acesso, pois fica entre os canais costeiros e depressões naturais do terreno. Os obuses disparam incessantemente contra as guarnecidas posições inimigas. Nós temos a desvantagem da elevação do terreno, pois os belgas estão entrincheirados em solo mais baixo.
Atiramo-nos à lama fria e preparamos nossas armas. Ordenei aos homens que aguardassem até as baterias defensivas inimigas pararem para recarregar. Eu observei que homens de outros batalhões avançaram e foram derrubados.

  • Homens! Preparem-se! Quando aquela bateria parar para recarregar, dispersem-se e ataquem!
    Quando os tiros cessaram, levantamos de nossas posições e avançamos contra as trincheiras inimigas.
![](upload://6I6PuuEmauXO02up6hgyYXrei26.jpeg)

Atiramos contra cada soldado que avistamos, e prosseguimos tomando as defesas externas. Nossos obuses haviam parado, e o combate que se seguiu passou a corpo-a-corpo. Rendemos muitos belgas, enquanto estes se preparavam para sair de suas posições e atacar. Os “fossos” defensivos caíram em nossas mãos e os inimigos eram rendidos. Meu batalhão conseguiu abrir uma ruptura entre a linha defensiva e a cidade de Antuérpia. Os belgas tentam retomar a todo custo àquela posição. Mas, nós detemos as trincheiras implantadas neste terreno, e resistimos facilmente às investidas inimigas.
A ruptura gerada foi ampliada com a chegada de novos batalhões da retaguarda, e agora, ao fim do dia, nós detemos uma faixa de quase um quilômetro entre nossa linha de ataque e o corredor até a cidade.

Durante a noite, nossas posições estão sob fortalecimento, e as baterias de artilharia avançaram até as posições ideais para bombardear. O combate continua intenso. Estamos eliminando inimigos ainda em suas posições. Às 02:45, todo o setor externo das defesas belgas foi tomado. Mais belgas rendiam-se e, uma hora depois, ocorreria a rendição oficial das defesas exteriores.
Alguns batalhões munidos de metralhadoras estão eliminando a resistência oponente nos subúrbios da cidade. Antes do amanhecer, nós marchamos imponentes sobre as ruas de Antuérpia!

A Batalha de Antuérpia havia eliminado grande parte da elite do Exército da Bélgica. Grande parte da artilharia inimiga caiu em nossas mãos, e essas foram enviadas para o sul, a fim de bombardear Liège. Pontes foram improvisadas sobre os rios da região, a fim de transpor estes obstáculos naturais.

![](upload://6I6PuuEmauXO02up6hgyYXrei26.jpeg)

As unidades o 4º Exército já haviam cercado Liège ao sul e no leste. O apoio fornecido pelo 1º Exército culminou na capitulação daquela zona defensiva belga, que se viu isolada e totalmente cercada no dia 26 de agosto. A queda de Liège levou o rei belga, Albert I, a decretar Bruxelas como cidade aberta, pois não queria ver a capital do país acabar sob o mesmo destino que sofreu Antuérpia e outras cidades.
Dois dias depois, invadimos Bruxelas e desfilamos triunfalmente sobre a capital inimiga. Em menos de um mês, nosso Poderoso Reich subjugou os Países Baixos e quase a totalidade da Bélgica!

Nossas vitórias retumbantes foram duramente sentidas em Londres e Paris. Seus líderes provavelmente deviam estar tremendo de medo ante nossa supremacia. Os noticiários ingleses informavam: A derrocada alemã é iminente!. Mas sabemos perfeitamente que seguiremos jubilosos até a vitória final![/i]

************************************************************
[b]Acompanhe este e outros relatos pelo [url=http://www.gsbrazil.net/forum/index.php?s=&showtopic=2513&view=findpost&p=41717]ÍNDICE[/url][/b].

Show! Aguardando o Próximo.

Hm… ótimo capitulo, vai ter imagens do jogo no segundo capitulo?

Duca… acompanhando.

Muito bom, biller narração ótima!

Só precisa colocar mais imagens do jogo, seria bom, para nos dar uma situada.

Muito show Biller, li atentamente o primeiro capitulo, muito show Biller, narração impecavel.

Vlw pelo apoio pessoal! (y)*
Próxima atualização colocarei algumas imagens do jogo. Na maior parte utilizarei algumas imagens que condizam com a narração.

Em breve, nova atualização!

No aguardo!

Show de bola a narração e as fotos.

Muito promissor, achei excelente esse inicio. Esperando por mais!