[Civ5] Immortals

[center]O Prelúdio[/align]

[font=Century Gothic]Há muito tempo, havia na nesta terra um povo ancestral. Além de belos e sábios, eram também imunes ás doenças, e não morriam com o passar dos anos. Foi neste passado distante e glorioso em que eu nasci, membro do Povo Imortal, como nos chamam os homens. Por muitos anos habitamos este mundo, estabelecendo o nosso lar em uma grande ilha, onde construímos a mais bela de todas as cidades, Arhat. Com o passar dos tempos, cresceu o nosso poder, mas também cresceu a nossa arrogância. Nos julgávamos os Senhores do Mundo. Como fomos tolos. Atraímos sobre nós a ira de uma força desconhecida, e a nossa terra foi destruída por um terrível desastre. Houveram terríveis tremores no mundo inteiro, e a nossa amada ilha foi engolida pelas águas. Os que restaram de nossa raça foram espalhados como folhas ao vento. Desolado, nosso altivo povo minguou, se perdendo em meio aos ermos.

Por muito tempo vaguei só, até que, enfim, meu destino me encontrou. Enquanto caminhava por uma floresta, vi ao longe várias fogueiras. Quando me aproximei, me deparei com uma pequena aldeia, habitada por seres idênticos a mim, no entanto eles não possuíam o dom da imortalidade. Passei a chama-los de Homens Menores, ou simplesmente humanos. Eles trataram de meus ferimentos, e me deram alimento e abrigo. Logo vi que são um povo valoroso, e meu amor por eles crescia a cada dia. Sinto que o meu destino está ligado ao deles, e que é meu dever guia-los neste mundo, para que não cometam o erro que nós cometemos.[/font]

[center]O Jogo[/align]

Bom, esta é a minha segunda tentativa de criar um AAR, mas garanto que este durará mais. Decidi jogar com os romanos, pois esta é uma civilização em que eu tenho mais conhecimento, além de ser mais fácil criar nomes em latim. Todas as opções são ‘standard’, pois meu Notebook não suportaria mais do que isso. Todas as vitórias disponíveis, e ‘Raging Barbarians’ ativo. Se gostarem, por favor mostrem o seu interesse e comentem :slight_smile:

Settings:[spoil][/spoil]

[center]Capítulo I[/align]

Depois de conviver alguns meses com o povo romano -como eles insistiam em ser chamados- eu aprendi a sua linguagem, o latim. Em uma certa noite, eu estava sentado junto á fogueira, quando um deles se aproximou e perguntou o meu nome. Meu nome. Eu não conseguia me lembrar… Dada a falta de uma resposta, eles começaram a me chamar de Octavius, e eu não me opus á ideia. Afinal, é um belo nome.

No dia seguinte, eles me convidaram para fazer parte de uma pequena viagem. Fomos em direção ao sul até chegarmos ás margens de um lago. De lá, podíamos observar um grande deserto, em parte preenchido por um campo dourado de trigo. Era uma bela paisagem. O capitão romano veio até mim, enquanto eu observava o meu próprio reflexo nas águas límpidas do lago.

“Senhor Octavius” começou ele, “O que fizemos hoje foi uma grande descoberta”.

“Sim, de fato”, respondi automaticamente.

“Bom… Os homens querem saber o que mais há por aí. Você tem alguma sugestão?”

Fui pego de surpresa. “Hm… Talvez… Talvez podíamos subir até aquela colina” eu disse, enquanto apontava para uma elevação a noroeste. “De lá teremos grande visibilidade da região. Mas por que o senhor busca a minha ajuda?”

O capitão pareceu um pouco encabulado. “Dizem que você veio de terras distantes, então imaginei que você poderia ajudar, e pelo visto eu estou certo.”

Dito isto, o capitão reuniu seus homens, e eles iniciaram a marcha. Vendo que eu estava ficando para trás, o capitão me perguntou se eu não marcharia com eles.

“Não, hoje não meu amigo. Ficarei aqui, apreciando as águas do lago, e depois retornarei para a aldeia. Mas desejo a você e seus homens uma boa viagem.”

O capitão acenou, e partiu com seus homens. E eu fiquei ali, perdido em meus próprios pensamentos…

Gostei Golden! Vou acompanhar! :wink:

:oba :oba Ótima iniciativa, acompanharei :goodjob

Obrigado pessoal!

De olho aqui ;/

Esse Octavius escapou de uma emboscada? :hihi

Acompanhando. :pirata

Que soldados são esses que chamam o imperador do “você”? EHUHUEAhuahehauhueaaehuahue que venha o prox cap

Acompanhando! :wink:

Origado pelo suporte!

Obrigado!

O próximo capitulo vem aí!

Esperamos que não! Talvez eles tenham achado algo melhor…

Bom, não sou imperador… Ainda :hihi

O seu suporte é apreciado!

[center]Capítulo II[/align]

A subida havia sido exaustante, e os homens acamparam no topo da colina. Ceto dia, o capitão estava caminhando, observando certas pedras estranhas, mas belamente brilhantes, entre as rochas, quando um batedor veio correndo em sua direção.

“Senhor Capitão!” Dizia ele, recuperando seu fôlego “Encontramos algo a sudoeste.”

“E o que era?”

“Pareciam ser ruínas… Eu não cheguei a entrar, senhor, decidi avisa-lo antes.”

Intrigado, o capitão ponderou por um tempo. “Eu sei que você está cansado, mas ainda tem uma viagem a fazer. Volte para a aldeia e avise Octavius de sua descoberta.”

O batedor acenou, e sumiu entre as folhagens, descendo a colina rumo ao leste.

“Quanto ao resto de vocês” berrou o capitão, “Preparem-se para partir!”

Enquanto seus homens desmontavam suas barracas e juntavam seus poucos pertences, o capitão caminhou até a encosta sul da colina. De lá, ele podia avistar uma floresta, e um pouco mais a oeste ele avistou o que parecia ser um monte de pedras brancas empilhadas desordenadamente. “São ruínas”, pensou ele, “Mas do quê?”

[center]Capítulo III[/align]

“Capitão, eu vim o mais rápido que pude.”

Toda a tropa olhava maravilhada as brancas colunas de mármore, algumas pela metade, outras já tombadas. O capitão proibira a todos de se aproximar, até que eu chegasse.

“Então” disse o capitão, “Você conhece este lugar?”

“Eu nunca vim aqui antes, mas creio que sei quem construiu este lugar, e o que o destruiu.” Andei alguns passos adiante, parando em frente a uma das colunas. Coloquei a minha mão nela, e fui assaltado por uma tempestade de lembranças. “Mas isso não importa.”

O capitão pareceu ficar curioso, mas não ousou perguntar por mais.

Seguindo meu instinto, eu comecei a caminhar entre as ruínas. O capitão e dois de seus homens começaram a seguir meus passos minunciosamente, talvez temendo por armadilhas, ou com medo de danificar algo. Meus pés me guiaram através do que parecia ser um antigo pátio, com um fonte no centro. No topo dela, havia a estátua de um homem alto, que costumava segurar um cetro, que agora jazia partido em pedaços no chão. Enfim, chegamos a uma pequena estrutura no fim do pátio, parcialmente arruinada. “Esperem aqui.”

Passando por um arco, adentrei sozinho o edifício. Era frio e úmido, sendo iluminado apenas por um buraco no teto. Encontrei uma escada, que dava no que parecia ser um abismo escuro. Busquei uma tocha, que quando acesa me revelou um grande salão subterrâneo. Não demorou muito para os meus pés se depararem com um metal frio e dourado, cunhado de forma circular. Ele fulgurava, e em sua superfície estava gravada o rosto de um homem altivo, um dos Reis Imortais de outrora. Quando voltei para a superfície, o capitão deu um salto da pedra onde estava sentado, pedindo ansiosamente por noticias. Tudo o que fiz foi depositar em sua mão a moeda que eu encontrei. “Vamos precisar de mais homens, se quisermos levar tudo para casa.”

Belo capítulo, já conseguiu umas moedinhas pro lanche xD

[center]Capítulo IV[/align]

Á medida que marchavam para o sul, a temperatura ia aumentando, o clima ia ficando cada fez mais seco, e os homens reclamavam cada vez mais. O jovem capitão Tallerius caminhava á frente da coluna, guiando seus homens de modo que caminhassem próximos ás margens do rio. Seus batedores disseram que se eles seguissem o curso do rio, chegariam até um campo de trigo, e de lá poderiam avistar um grande grupo de ruínas. “Iguais aquelas que meu pai encontrou” pensou ele, mas o seu pai estava acompanhado de Octavius, o tão famoso homem que parecia não envelhecer, e que segundo muitos era especialista neste tipo de descoberta. “Sem problemas, eu sou mais do que capaz de explorar um monte de pedras velhas e arruinadas”.

Após dias de marcha, os cansados homens e seu orgulhoso capitão finalmente avistaram ao longe, nas margens do rio e erguendo-se em meio ás areias do deserto, as alvas ruínas. Imediatamente um de seus homens se aproximou.

“Senhor, não devemos enviar um mensageiro para Roma, convocando Octavius?”

Como que se acabasse de ter o seu ego ferido, Tallerius olhou de soslaio para o soldado. “Não, acho que posso cuidar disto sozinho”, disse ele, dispensando o homem.

Olhando para sua descoberta, ele soltou um longo suspiro. “Meu pai ficaria orgulhoso”.

Prevejo q vai ter um bando de bárbaros nessas xD

[center]Capítulo V[/align]

Quase toda cidade estava reunida na ‘praça’ central, e atenção do povo era destinada a Octavius, que discursava encima de uma plataforma de madeira.

“Tenho certeza de que falo em nome de todos” disse ele á multidão, gesticulando em direção a um grupo de homens vestidos com capas e portando cajados “Quando lhes digo que desejamos boa sorte em suas jornadas!”

Uma onda de aplausos se seguiu. Os homens encapuzados, um tanto encabulados com toda aquela cerimônia, começaram a caminhar lentamente em direção á saída leste da cidade, despedindo-se de seus amigos e parentes pelo caminho. Eles eram os primeiros membros da chamada “Tropa de Exploração”, uma ideia que Octavius tivera para explorar devidamente a região. Desde que ele chegara a Roma, já haviam se passado mais de 200 anos, e sua popularidade só aumentava. Agora, sempre o consultavam antes de tomar alguma decisão importante, e ele era respeitado e admirado por muitos.

Enquanto descia da plataforma de onde discursara, ele percebeu uma grande movimentação na entrada da cidade, mas não a entrada leste, por onde os Exploradores partiam. Um pequeno grupo de homens, esfarrapados e aparentemente exaustos, seguiam em direção á praça pela entrada oeste. Quando eles se aproximaram, Octavius pode ver que levavam uma mulher consigo. Ela era alta, seus cabelos eram escuros e parecia muito abatida.

“Salve, Octavius!” disse um dos homens, se aproximando. “Trago uma mensagem do Capitão Tallerius, oficial romano encarregado da exploração das terras a oeste.”

“Então diga-a, meu amigo”.

“Há muitos anos atrás, em suas andanças pelo deserto, meu capitão encontrou um sitio de ruínas nas margens de um rio distante. Desde então vínhamos explorando o lugar, mas esta tarefa não foi fácil, pois o rio, em períodos de cheia, costuma submergir parte das ruínas. Eis que um dia, enquanto alguns de nossos homens exploravam o que parecia ser uma gruta em meio ás ruínas, encontramos esta mulher, sozinha, em profundo sono. Muitos de meus companheiros, incluindo a mim, ficamos perplexos com a capacidade de sobrevivência desta dama, e meu capitão resolveu leva-la até você, me encarregando desta tarefa.”

“Fizeram bem em traze-la” disse Octavius, olhando a enigmática dama. “Você e seus amigos devem estar cansados da longa viagem, sugiro que tirem uma folga”.

Os exaustos viajantes, com exceção da dama, se despediram e partiram para suas casas. Ela, olhando curiosa para a cidade a sua volta, se aproximou de Octavius. “Até que é uma bela cidade, a que vocês tem aqui”.

“Quem é você?” Perguntou ele.

“Isso não importa mais. Porém, ouvi falar entre os homens da tropa que você já está entre eles há mais de duzentos anos. Isso é verdade?”

“É” respondeu ele.

“Então, somos do mesmo povo” disse ela, para a surpresa de Octavius.

“O quê?! Pensei que estavam todos mortos ou perdidos…” disse ele, estupefato.

“Eu pensei o mesmo, e aqui estamos” disse ela, olhando para o céu. “Dois membros do Povo Imortal. Lendas vivas!”.

“Eu… Eu acho que preciso me sentar” disse ele, sentando nos degraus do plataforma. “De onde você veio?”

“Meu pai era um Colono. Minha família habitava estas terras quando tudo aconteceu, por isso não perecemos na Ilha como a maioria. Mas então, os terremotos chegaram, e então não me lembro de mais nada, até ter acordado sozinha em meio ás ruínas. Vivi lá por alguns anos, até seus amigos me encontrarem.” Ela deu um longo suspiro, sentando-se ao lado dele. “E você?”

“Bom” começou ele. “Eu… Eu era um pescador na época” mentiu ele. “Quando a Ilha foi tragada, eu já estava longe”.

Ela pareceu desconfiar. “É incrível que tenha sobrevivido ás grandes ondas que vieram com os tremores. Você deve ter sido um marinheiro e tanto”.

“Pois é, mas você deve estar exausta, afinal trilhou uma longa viagem. E eu conheço um lugar que serve um ótimo peixe assado…”

Ela assentiu, e os dois se puseram a caminhar pelas ruas, que agora se esvaziavam com o pôr do sol.

Makes sense, e é uma boa explicação, hehe…

Até que não é tão ruim, mas eu prefiro achar população ou science :stuck_out_tongue:

Acabou que eles encontraram coisa melhor… Pelo menos na narrativa, porque em termos de gameplay sempre fico decepcionado quando acho mapas ==|

Mas que segredos nosso amigo imortal esconde? 8)

Pescador? :hihi

Salve Octavius, o Imortal.

[center]Capítulo VI[/align]

Octavius estudava atentamente um mapa que se encontrava em sua mesa. O vento uivava do lado de fora, anunciando uma tempestade. A única fonte de luz na sala era a lareira, e as chamas crepitantes forneciam uma iluminação pobre. Soltando um longo suspiro, Octavius pôs o mapa de lado e fitou a mulher no outro lado da mesa.

“Desde que você chegou ontem, ainda não me disse o seu nome” disse ele.

“Nem você me disse o seu…”

“Eu me chamo Octa-”

“O verdadeiro” interrompeu ela, com um sorrisinho provocativo. Ele não respondeu, se limitando a baixar o olhar.

“Bom, você pode me chamar de Laura. Não, este não é meu nome de verdade, Octavius. Embora este também não seja o seu nome.” disse ela, finalizando com o mesmo sorriso.

“Bom” disse ele, empurrando o mapa na direção dela “O que você acha, Laura?”

O mapa, desenhado de forma rudimentar, representava o que parecia ser a costa sul. Um longo cabo se estendia para o sudeste, e em sua ponta havia um desenho representando uma fogueira. No entanto, havia uma montanha bloqueando a passagem. Mais a oeste, no que parecia ser uma costa desértica, também havia um desenho de fogueira.

“Esses símbolos” começou ela. “Claramente representam aldeias ou acampamentos. Onde encontrou este mapa?”

“Um viajante o encontrou por aí. Ninguém sabe quem desenhou este mapa, e claramente ele está muito abaixo do padrão de nosso povo.” Ele fitou os pontos demarcados no mapa. “Bom, logo exploraremos estas terras, assim que nossos homens marcharem para o sul.”

“Nossos homens?”

“Você entendeu” disse ele, levantando-se da mesa e saindo da sala, deixando Laura a sós com o mapa.

“Pescadores” disse ela, em tom sarcástico.