[CivBE] Nova Terra

O Grande Engano

 O Grande Engano foi um evento catastrófico, ocorrido cerca de cinco gerações antes que as primeiras naves deixassem a Terra rumo às estrelas, que destruiu nações por todo o globo e quase causou uma guerra total global.

 Tudo começou quando um artefato nuclear foi detonado em uma das maiores cidades chinesas, que rapidamente acusou o Irã como mentor do ocorrido, atacando o Irã e o Afeganistão com seus próprios mísseis nucleares.

 O Paquistão, em retaliação, atacou a China, que também bombardeou o Paquistão e seu aliado, a Coréia do Norte, com mísseis nucleares.

 Milhões de refugiados deixaram as regiões, causando uma crise humanitária sem precedentes. Muitos países, principalmente contrários à China, abriram suas fronteiras para esses refugiados.

 O conflito nuclear mudou o clima do planeta, causando o degelo dos pólos e, com isso, o nível do mar subiu dezenas de metros, inundando áreas costeiras ao redor do planeta.

 Os governos se tornaram ainda mais isolacionistas. Muitos, como potências regionais, se uniram diplomaticamente a seus vizinhos; outros os conquistaram à força. A criação desses novos e poderosos blocos governamentais acabou por trazer uma paz, ainda que tênue, ao mundo.

 Porém, os problemas climáticos e a escassez de recursos naturais fizeram, com o passar dos anos, que a humanidade voltasse seus olhos para as estrelas; para um planeta distante, cujas observações o colocavam como o mais próximo e similar à Terra. Uma Nova Terra.

Brasília

(Organização dos Estados Sul-Americanos)

 Apesar de longe dos eventos do Grande Engano, a crise ainda foi um choque para a vida política e econômica do Hemisfério Ocidental. Na América do Sul, o Brasil sofreu tanto quanto os demais países, com a bacia amazônica sendo inundada pela água do mar e cidades litorâneas como Rio de Janeiro e Salvador desaparecendo com a subida do nível dos oceanos. Mas, com um povo acostumado às adversidades e com uma florescente e resiliente indústria de base, o país logo se estabeleceu como a nação que poderia fabricar os equipamentos necessários para a reconstrução, os eletrônicos necessários para a comunicação e os remédios necessários para enfrentar as novas doenças que surgiram. A estatura do Brasil cresceu ainda mais.

 Nesse ínterim, e com muitos blocos governamentais se formando pelo mundo, o Brasil e seus vizinhos voltaram seus olhos para uma ambição antiga, uma única nação abrangendo todo o continente. Após muita deliberação, negociações e concessões, a Organização dos Estados Sul-Americanos nasceu. No entanto, dado o status superior do maior país do continente, o novo bloco passou a ser conhecido, simplesmente, por Brasília.

 Mas, o que cementou de vez a estatura de Brasília como uma superpotência foi seu comprometimento em prover forças de manutenção da paz ao redor do mundo nas incontáveis crises que surgiram após o Grande Engano. Com quase um século de experiência em milhares de missões de paz, os soldados Brasilianos, mundialmente conhecidos pela alcunha de “Os Caridosos”, protegiam campos de refugiados, enquanto caixas e mais caixas de comida e remédios de Brasília eram distribuídos a seus ocupantes. A projeção do poder militar Brasiliano alcançou níveis que, anteriormente, apenas os Estados Unidos e a União Soviética podiam cumprir, e ao final das mais duras batalhas, as Forças Nacionais de Defesa eram veteranos testados em algumas das mais duras insurgências, operações de baixa intensidade e guerras de sexta geração jamais vistos.

 Os Brasilianos ajudaram na transição de sua economia de volta aos tempos de paz ao emular (e de fato implementar) o antigo “G.I. Bill” americano – educando os soldados que decidiam por retornar à vida civil. Nos anos que se seguiram, programas de engenharia explodiram com milhares de soldados-estudantes, e o programa aeroespacial de Brasília entrou em uma era de ouro. O país reconstruiu seus portos, e iniciou um dos maiores projetos de infraestrutura do mundo pós-Engano: mapeando e regulando a nova bacia amazônica como uma autoestrada para navios. Os novos portos internos abriram as terras altas da América Latina para o mundo de uma forma nunca antes possível. O incremento do comércio aumentou a riqueza de Brasília, e uma série de acordos de cooperação através do mundo tornou o país, sem dúvidas, o primeiro entre iguais da Nova América Latina.

 A forte indústria aeroespacial de Brasília e sua Força Aérea veterana deram ao país uma grande vantagem quando a Semeadura (como foi batizado o projeto de colonização extraterreno) começou. Brasília foi o primeiro estado-nação cuja nave deixou os confins do sistema solar – um feito de orgulho nacional que os Brasilianos não cansam de lembrar. Essa expedição, composta dos melhores soldados e engenheiros de Brasília, representou a crença de que uma colônia cujos membros foram testados no fogo do combate iria ter um sucesso duradouro na conquista de um novo mundo.

Rejinaldo de Alencar

 Dito ser o melhor soldado jamais produzido no Hemisfério Ocidental, Rejinaldo Leonardo Pedro Bolívar de Alencar-Araripe começou sua celebrada carreira aos 16 anos, ao se alistar no Corpo de Fuzileiros Navais de Brasília, mentindo sobre sua idade na melhor tradição militar. Sua primeira designação como Fuzileiro foi em um suporte a um Conselho de Segurança no norte de Myanmar, onde ele salvou seu pelotão, chamou suporte aéreo, e coordenou a evacuação após seu transporte ter sido abatido. Sua ascensão após isso foi meteórica – rapidamente subindo a Sargento, então entrando na prestigiosa Academia Militar das Agulhas Negras para se tornar um oficial. Comissionado como Aspirante durante a eclosão da Crise de Peshawar, ele foi parte de um contingente enviado às pressas para a Ásia para ajudar a debelar a crise e entregar suprimentos humanitários. Novamente, seu heroísmo foi provado durante a Batalha da Rota Azul, quando ele assumiu o comando após o Primeiro, Segundo e Terceiro Comandantes das forças que protegiam o campo de refugiados serem mortos em batalha.

 Uma lista completa de seus feitos militares iria exceder o escopo desse artigo, mas há poucos comandantes militares tidos em tanta consideração quanto Bolívar. Resistindo no serviço ativo até que se tornou impossível de fazê-lo e ainda servir sua nação, Bolívar esteve em nada menos que nove campanhas militares, sete delas como comandante das linhas de frente. Seu talento para planejamento e improvisação com recursos limitados é lendário, e quando não estava servindo em combate ele estava fixado nas Agulhas Negras, treinando a próxima geração de mentes militares.

 De alguma forma, em sua ilustre carreira militar, ele encontrou tempo para escrever o seminal volume de ciências militares do mundo pós-Engano: os três volumes de Princípios da Guerra Moderna, e o menor Do Treino e Condução de Soldados (para soldados alistados e cadetes militares). Um proponente das forças especiais, vitória total, projeção de poder aeroespacial e ONC (Oficiais Não Comissionados, alistados que conquistam sua posição de liderança através de promoções, em contraponto aos Oficiais Comissionados que começam como oficiais após passarem por academias militares), esses volumes serviram como o design inicial para a doutrina militar ao redor do mundo, com suas máximas expressivas apoiadas por exemplos da história e da própria carreira militar de Bolívar. Para qualquer outro, esses livros seriam pomposos; no caso de Bolívar, eram simplesmente constatações de fatos.

 Herói nacional de Brasília, seu nome logo veio à tona para o topo da lista de possíveis comandantes para o projeto Semeadura. Apesar de sua carreira “no barro”, Bolívar foi apoiado também pela Força Aérea Brasiliana e pelo Departamento Espacial. Sendo alguém que nunca se negaria à chance de servir seu país, Bolívar refinou a primeira Semeadura a deixar a órbita da Terra em uma força profissional e dedicada, que foi a marca de sua carreira militar.

Citações In-Game

 A Academia Militar das Agulhas Negras é famosa por seu curso de sobrevivência em todo terreno conhecido como Las Lomas de Arena. Anteriormente um Parque Regional, essa área restrita é amada por instrutores por sua utilidade em separar os fracos dos fortes. O curso de 16 quilômetros inclui floresta tropical, dunas de areia de 30 metros de altura, cruzamento de rios, sentinelas de pulso de plasma, campos minados de íons de baixa carga, e pântanos irradiados. Ninguém completa o curso Lomas, se sobrevive a ele. O primeiro e único Cadete a completar o curso intacto é nenhum outro senão o Supremo Comandante de Brasília, o Leão de Peshawar, Rejinaldo Leonardo Pedro Bolívar de Alencar-Araripe.

 Rejinaldo de Alencar-Araripe foi famoso por seu valor em múltiplas situações de combate, mas foi sua bravura em ação durante a Batalha da Rota Azul que o tornou tão querido dos homens e mulheres das Forças Armadas de Brasília. Durante uma emboscada inimiga, Rejinaldo sozinho limpou as fortificações inimigas com cargas de plasma individualmente colocadas. Ele então carregou soldados gravemente feridos para um local seguro, debaixo de fogo pesado. Ele então defendeu o local até a chegada de reforços, quase meia hora depois.

 O momento de maior orgulho de Rejinaldo veio durante a Crise de Peshawar. Sob os auspícios da UN+S, Rejinaldo orquestrou um golpe de estado no Lorde da Guerra Malachi Morganti em uma audaz missão secreta. Nenhuma força militar foi perdida durante o ataque, e apenas baixas mínimas infligidas ao inimigo. Antes do cair da noite do segundo dia, o restante das forças inimigas se rendeu incondicionalmente. Rejinaldo pessoalmente liderou o time de ataque original na captura de Morganti, pelo que ele mereceu sua alcunha de “Leão de Peshawar”.

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Vi uma nova AAR e pensei: “não, o Hiryuu não começou MAIS uma AAR sem terminar as anteriores” :clown_face:

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Civilization Beyond Earth

Rising Tide

Apresentação

O Jogo: Sid Meier’s Civilization: Beyond Earth, lançado em 23 de outubro de 2014, utiliza a mesma engine de Civilization V, mas leva os jogadores além do pano de fundo histórico tradicional da série. Sendo considerado a continuação do clássico Alpha Centauri, neste jogo os jogadores comandam uma missão para colonizar um planeta desconhecido, tendo de enfrentar um ambiente hostil, povoado de criaturas alienígenas, além de outros humanos, originários de missões similares à sua própria. Apesar do hype gerado, e da boa receptividade inicial, infelizmente o jogo é considerado inferior ao seu antecessor, por conta principalmente da AI menos apurada e da fraca diplomacia. Em 09 de outubro de 2015 foi lançado Rising Tide, primeira (e única) expansão para o jogo, que trouxe diversas melhorias nos aspectos criticados anteriormente, além de ampliar o jogo com novas opções, como a colonização aquática, os traços de personalidade dos líderes e a possibilidade de possuir afinidades híbridas.

Objetivo: Superar os adversários e concluir o jogo.

Civilization Beyond Earth

Rising Tide

Opções

Dificuldade: Vostok (Médio)
Velocidade do Jogo: Rápido
Tamanho do Planeta: Massivo (8 jogadores com mais espaço disponível)

Financiador: Brasília (Militaristas, War Score +30%, +1 Capital Diplomático por inimigo abatido em batalha)
Colonos: Engenheiros (+2 Produção, combina com o background de Brasília)
Sistema Especial da Nave: Propulsores Reversos (maior área para pouso inicial)
Carga: Arsenal de Armas (começa com uma unidade de Soldados, combina com o background de Brasília)
Planeta: Custom (Terrano (continentes) e Exuberante (florestal/temperado/fértil)

E os mods? O jogo certamente seria mais “variado” com mods, testei os dois melhores “revamps” disponíveis, Codex e Echoes of Earth (que eu gostei até mais) mas sempre acontecia algum bug "sinistro” que acabava por dar problemas no jogo. Também testei alguns menores, mas também interessantes, mas fica pra uma próxima, talvez.

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Civilization Beyond Earth

Rising Tide

01: Pouso em Nova Terra

  Diário Pessoal do Comandante. Data, desconhecida.
 Nossa nave acabou de entrar em órbita de Alpha02b, e os sistemas automatizados iniciaram a reanimação do primeiro contingente do sono criogênico. Alguma interferência, no entanto, desregulou o sistema de datação. Não que o sistema de datas terrestre vá ser útil nessa nossa missão, mas a expectativa seria de que levássemos cerca de 200 anos nessa viagem. Ou seja, a Terra deve estar por volta do ano de 2350, se a civilização ainda existir.
 Mas o mais importante agora é nos prepararmos para o pouso da nave. Os sensores confirmam as suposições sobre o planeta. Atmosfera respirável, com níveis ligeiramente superiores de oxigênio e gases nobres. Gravidade similar à terrestre. Grandes continentes separados por água em estado líquido. Vida orgânica abundante.
 Mesmo assim, só saberemos o que iremos encontrar depois de pousarmos. Assim que o grupo estiver recuperado do longo sono, desacoplaremos a unidade de colonização e iniciaremos a descida para essa Nova Terra.

 Os sistemas do módulo de colonização não permitem grande manobrabilidade, mas temos certa capacidade. Tentaremos pousar entre um curso de água e um pequeno lago, a noroeste de uma cadeia de montanhas.

 O pouso não foi dos melhores, mas também já tive piores. Os engenheiros já começaram a desmontar o módulo de pouso e reaproveitá-lo para construir novos módulos de nossa primeira colônia, que batizamos de Cidadela.
 Equipes de cientistas começaram a testar o solo e as espécies vegetais e animais do planeta, esperando que possam servir de alimento para nossos colonos. Células de energia serão construídas para energizarmos todos os sistemas, incluindo os de produção de alimentos e extração de minérios.
 Enquanto isso, comissionamos as equipes externas, tanto as que irão explorar o planeta, incluindo o pelotão de soldados que eu mesmo treinei antes de partirmos.
 Os primeiros módulos a ficarem prontos, além dos de produção de alimentos e produção geral, foram os de pesquisa. A outra equipe de cientistas já começou a trabalhar, principalmente em uma forma de eliminarmos o Miasma – uma espécie de névoa que cobre vastas regiões desse planeta. Os primeiros testes identificaram que essa “névoa” é formada por um tipo de fungo alienígena que se degrada em elementos gasosos, sendo tóxica para nós, humanos. Mesmo nossos equipamentos são afetados, como se fossem atingidos por uma espécie de radiação ou ácido. Encontrarmos meios de eliminar essa ameaça inicial é essencial para podermos expandir no futuro.
 Por mais que eu, e muitos de meus homens, tenhamos visto os mais diversos climas e ambientes na Terra, aqui tudo é novo e diferente. Por isso, parte da nave servirá como um memorial da Velha Terra, para sempre nos lembramos de onde viemos e qual nossa missão. Certamente isso ajudará muitos a seguir em frente nesse ambiente hostil.

 Os dados dos sensores de longo alcance já foram analisados. Parece que tivemos sorte de pousarmos nessa região. Detectamos quatro módulos de recursos nas proximidades. Esses módulos estavam acoplados ao setor de carga da nave, e foram lançados à superfície pouco antes de pousarmos. Independente do que contiverem, certamente ajudarão muito nesses primeiros tempos.
 Também localizamos diversas formas de vida animal e vegetal nas proximidades, além de recursos minerais que poderão ser úteis no futuro, conforme a colônia se estabilizar e acordarmos mais colonos do sono criogênico.
 Mas o mais surpreendente foi que detectamos três “anomalias”. Talvez anomalias não seja o melhor termo, mas não as esperávamos encontrar, então servirá, por enquanto. A sudoeste o que parece ser um satélite que caiu de sua órbita, além de enormes construções em ruínas. A leste, o que parece ser um conjunto de assentamentos abandonados. O que essas três “anomalias” significam? Será que esse planeta já foi habitado por uma espécie inteligente? Uma espécie nativa? Ou colonizadores, como nós? Independente disso, onde estão? Que fim levaram? Teriam eles sofrido o mesmo que sofremos na Terra, e esse poderia ser o nosso próprio futuro, daqui a milhares de anos?

 Diário Pessoal do Comandante. Data, 1º mês NT (Nova Terra).
 Parece que já não estamos mais sozinhos. Outro módulo de colonização foi detectado, pousando muitos quilômetros a leste. Ainda é cedo para sabermos quem são, e se irão sobreviver a esse mundo.

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 Relatório da Equipe de Exploração E01. Data, 3º mês NT.
 Módulo de recursos recuperado com sucesso. Carga, equipamentos científicos de precisão.

 Diário Pessoal do Comandante. Data, 4º mês NT.
 Outro módulo de colonização aterrissou, a noroeste de Cidadela, e mais próximo que o anterior. Enquanto isso, nossa equipe de exploração e o pelotão continuam a exploração dos arredores, ainda sem sinal de ameaça.

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 Nenhuma ameaça, mas recuperaram mais dois módulos de recursos. O primeiro estava cheio de bens da velha Terra. Lá, não seriam nada além de coisas normais do dia a dia, mas aqui podem ser considerados um luxo pelos colonos. Devem ficar motivados com isso.
 O segundo módulo, no entanto, foi uma grata surpresa. Não apenas possuía um pequeno satélite com módulos de energia solar, mas também um antigo tablet de ancestralidade. Há muito não via um desses, e parece ser bem antigo, da segunda geração da Progeny, e não tenho nem idéia do porquê estava no módulo, mas poderá nos servir para algo, no futuro.

 Enquanto o satélite era trazido de volta à Cidadela, decidi que é hora de colocar um pouco mais de ordem na colônia, mesmo todos estando focados apenas no sucesso de nossa missão.
 Primeiro determinei que nenhuma comida poderá ser mais desperdiçada. É difícil obtê-la, e quanto mais economizarmos, antes poderemos despertar outros contingentes de colonos. Mesmo alguns dos já despertos, que vieram com suas famílias, devem estar pensando em seguir a vida, mas ainda é cedo para isso.
 Também uma unidade de trabalho que veio conosco foi reativada. Com ela poderemos melhorar a extração de recursos ao redor. A prosperidade de Cidadela é nossa prioridade inicial.

 O satélite encontrado, assim que chegou à colônia, foi colocado em órbita. Felizmente havia combustível suficiente naquele módulo para isso. Seus coletores solares irão redirecionar a energia para o solo, e nossas células de energia serão mais eficazes. Ele não deverá ficar em órbita muito tempo, mas enquanto tiver combustível, será de grande ajuda para nosso crescimento.

 Relatório da Equipe de Exploração E01. Data, 9º mês NT.
 Expedição de recuperação dos restos do satélite encontrado concluída. Dados recuperados parecem apontar se tratar de um antigo satélite de observação. Parte dos dados trata sobre componentes biônicos e foi repassada aos cientistas de Cidadela.

 Diário Pessoal do Comandante. Data, 11º mês NT.
 Outro de nossos conterrâneos da Terra pousou, também a leste, mas muito mais distante dessa vez. Já estava me perguntando o porquê de demorarem tanto. Quando travaremos contato? E qual será sua atitude com os demais? Só o tempo dirá.

 Relatório da Equipe Científica. Data, 12º mês NT.
 As pesquisas sobre o Miasma foram finalizadas. De fato, essa névoa venenosa para nossos organismos é formada por microscópicos esporos de fungos. Desenvolvemos um fungicida que pode ser acoplado a unidades de trabalho e ser disperso sobre as áreas afetadas, de forma que em poucos meses o Miasma é eliminado totalmente.
 A pesquisa sobre uma forma de eliminar esse fungo acabou gerando avanços paralelos. A primeira é uma nova forma de construir Estufas adaptadas para espécies nativas da Terra. Apesar de serem compatíveis com o solo desse planeta, sua produção é muito inferior à da antiga Terra. Com essas novas estufas, porém, a produção se aproxima a esses números.
 Outra descoberta foi sobre freqüências ultrassônicas que afetam apenas formas de vida nativas do planeta. Apesar de não ter grande utilidade prática, poderemos instalar emissores ao redor da colônia, criando assim um muro ultrassônico que afastará qualquer forma de vida nativa das proximidades.

 Diário Pessoal do Comandante. Data, 12º mês NT.
 Completamos um ano desde o pouso em Nova Terra. Tudo esteve calmo até agora.
Nosso pelotão de Soldados finalmente detectou formas de vida, a leste da colônia. Parecem uma espécie de besouros com dois a três metros de altura. Por enquanto não se mostraram hostis, mas todo cuidado é pouco com criaturas desconhecidas.

 Com a equipe de pesquisa avançando rápido sobre formas de expandirmos sobre o planeta, regras claras sobre a ocupação das áreas ao redor das futuras colônias precisam ser definidas. Com elas, certamente teremos menos conflitos internos, e o estabelecimento e construção de novos assentamentos deverá levar menos tempo.

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Dizem que o mais difícil é sempre dar o primeiro passo :grimacing:

O mais difícil é terminar as coisas, isso sim. kkkkkkk

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Amei essa abordagem!

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Civilization Beyond Earth

Rising Tide

02: Contatos Imediatos

  Diário Pessoal do Comandante. Data, 14º mês NT.
  Com a nova Clínica em funcionamento já há alguns dias, fui procurado por alguns dos colonos, com sugestões de melhorias.
  Um grupo considerava importante que fosse criado um programa de voluntariado par auxiliar nos serviços dessa e de futuras clínicas. Já outro grupo defendeu que parte dos funcionários fosse treinada para caso necessário, formar uma força de defesa civil, em caso de surgirem problemas no futuro.
  Ambas as sugestões são válidas, mas no fim decidi pela primeira. Voluntários capacitados podem auxiliar muito caso parte da população fique doente, enquanto uma força de defesa, embora possa ser útil, acabaria por divergir do propósito inicial das Clínicas. Deixarei que meus soldados cuidem da defesa, caso seja necessário no futuro.

  Relatório da Equipe de Exploração E01. Data, 14º mês NT.
  Chegamos às construções em ruínas a sudoeste de Cidadela. O tamanho da área impressiona. Começaremos a explorar o local imediatamente.

  Diário Pessoal do Comandante. Data, 15º mês NT.
  Depois de verificar os relatórios e a situação geral da colônia, ordenei à equipe de construção que começasse a construir um Vivário. Essa “estufa” criada pela equipe de pesquisa pode fornecer comida suficiente para mais alguns grupos de colonos, de forma que poderemos expandir a colônia de forma mais célere no futuro.

  Também ordenei ao nosso pelotão que engajasse em combate com os “besouros” que encontraram. Não podemos permitir que se aproximem demais de Cidadela, além de precisarmos de mais dados sobre sua capacidade ofensiva. E será um bom teste para os soldados.
  Dias depois, tive contato do Capitão De Paula, informando o resultado com combate. Todo o grupo de “besouros” foi eliminado, mas se mostraram razoavelmente resistentes a nossas armas, causando cerca de 30 baixas e mais uma dúzia de feridos antes que a batalha terminasse. Sempre é ruim perder soldados, ainda mais na situação que nos encontramos, mas esse sacrifício não será em vão, poderemos desenvolver novas estratégias de enfrentamento para combates futuros. Enviarei alguns recrutas que estou treinando para que substituam nossos irmãos caídos.

02 (5)

  Relatório da Equipe de Exploração E01. Data, 18º mês NT.
  Quando terminávamos de explorar as ruínas, sem encontrar nada de muito relevante, algo que só pode ser descrito como “surreal” aconteceu.
  Vários membros da equipe desmaiaram ao mesmo tempo e, ao se recuperarem, todos relataram o mesmo sonho, ou visão: uma estrutura imponente, gigantesca, maior que uma cidade. Sinais vitais desses membros, normais. Nenhum gás ou outra espécie de alucinógeno detectado. Causa, totalmente desconhecida.

  Diário Pessoal do Comandante. Data, 18º mês NT.
  O relatório da E01 foi… perturbador. Alguns cientistas sugeriram que pode ter sido alguma espécie de ataque psiônico, proposital ou causado por algum resquício remanescente nas ruínas. Mesmo assim, é preocupante.
  Isso, somado aos dados que analisei do combate com os besouros, me levou à conclusão de que devemos nos preparar ainda mais, militarmente, para o futuro.
  Assim, decidi investir mais no armamento e intensificar o treinamento dos nossos soldados. Todos passarão pelo mesmo que os aspirantes a Fuzileiros na Terra eram submetidos, além de novas táticas para combate com criaturas desse novo mundo.

  Diário Pessoal do Comandante. Data, 20º mês NT.
  A momentânea tranquilidade foi quebrada com o pouso de mais um módulo de colonização, desta vez a sudoeste de Cidadela, e razoavelmente próximo de nós.
  Ainda sem contato de nenhum dos outros módulos.

  Decidi aumentar os esforços de exploração. Com o suprimento de comida assegurado com o novo Vivário, podemos dispor de mais uma equipe, e precisamos saber o que mais encontraremos nessa região. Talvez consigamos travar contato com as outras colônias e descobrir suas reais intenções…

  Diário Pessoal do Comandante. Data, 21º mês NT.
  Algumas coisas nunca mudam. Um dos recentes grupos de colonos despertos fazia parte de uma corporação comercial na Terra, e parecem dispostos a prosseguir seus trabalhos aqui.
  Não vejo nenhum problema nisso, afinal muitos de nossos avanços naquela época foram alcançados por corporações privadas.
  Porém, sua oferta de privatização do memorial à Velha Terra que criamos, não é algo que eu possa concordar, por mais que uma boa quantidade de recursos sejam dispendidos para mantê-lo. Acredito que seja melhor mantê-lo como um local totalmente público, para sempre que alguém precisar, possa lembrar dos dias antigos.

  Diário Pessoal do Comandante. Data, 22º mês NT.
  A equipe de pesquisa finalizou os novos módulos de colonização. Para um veículo capaz de transportar todos os materiais necessários para uma nova cidade, seu tamanho pode ser considerado compacto, ao menos em comparação ao nosso módulo original.
  Utilizando o mesmo modelo, criaram um segundo, focado no transporte de bens e materiais. Poderá ser bem útil.

  Poucos dias depois, recebo informes de que um pequeno módulo havia pousado a oeste de Cidadela. Não um módulo de colonização. Mais parecido com o que chamaríamos na Terra de Estação de Reabastecimento. Seja como for, acabaram por entrar em contato, informando serem os Banu Musa e desejando comerciar conosco. Em troca de alimentos e outros bens, sua equipe de cientistas se dispõe a nos auxiliar em nossas pesquisas.
  Intrigante, mas não parece terem segundas intenções. Como na Terra, algumas pessoas apenas querem ficar sozinhas, talvez o mesmo se aplique aqui…

  Diário Pessoal do Comandante. Data, 23º mês NT.
  Com a situação em Cidadela estável, tenho conversado com os colonos, e alguns acham que deveríamos expandir. Concordo, e decidi reunir um grupo de voluntários para uma iniciativa colonial. Procuraremos uma nova área onde possamos explorar os recursos, de forma a marcar de vez nosso território nessa Nova Terra.

  Relatório da Equipe de Exploração E01. Data, 23º mês NT.
  Chegamos ao sítio do que parece ser um conjunto de assentamentos abandonados, a leste de Cidadela. Começaremos a montar os equipamentos e explorar o local.

  Diário Pessoal do Comandante. Data, 24º mês NT.
  Tivemos uma situação no Vivário hoje. Um dos cientistas que trabalham lá investigando os efeitos desse planeta em organismos terrestres “pulou” algumas etapas dos protocolos de pesquisa, testando reações entre culturas alienígenas com tecido terrestre.
  Parte da equipe criticou duramente o ato, condenando-o como perigoso ao experimentar dessa forma a ainda pouco estudada biologia alienígena. Não posso discordar que isso possa ser perigoso, porém…
  Porém algumas das maiores descobertas de nossa ciência foram conseguidas através do risco. Vamos isolar uma área do Vivário para que pesquisas desse tipo possam ser realizadas sem perigo para o resto da colônia. Claro, tudo com a maior segurança possível. Quem sabe não acabemos descobrindo uma forma de tornar nossa vida nessa Nova Terra um pouco melhor?

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Tá ficando interessante o avanço. Quero ver quando começar a diplomacia mesmo.

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