[CK 2] Sluagh-Ghairm

[center]Sluagh-Ghairm[/align]
[center]O Grito de Uma Força Reunida[/align]

[font=Times New Roman][size=140]Bem galera, eu sempre quis tentar completar uma boa AAR, e a alguns anos atrás eu até cheguei perto disso, mas as inevitabilidades da vida fizeram que eu desistisse e aos poucos deixasse de interagir no fórum.Então dessa vez eu escolhi um cenário em um jogo mais versátil, sem objetivos fixos que obriga um caminho a seguir e a um final específico, mas sim ir jogando e reagindo com os eventos do game, e eu pensei que ia ser mais interessante começar o jogo no meio de um save que eu já tenho jogando como o Imperador Irlandês herético das Ilhas Britânicas, com cada arco da AAR refletindo a visão de cada futuro Imperador sobre os acontecimentos do jogo.

Os detalhes do jogo são os seguintes:

-Nação: Alba (Império da Brittania)
-Cultura primária: Irlandesa
-Capital: Dublihnn
-Religião: Cathar/Catarismo (Heresia do Cristianismo)
-Jogo Vanilla sem nenhuma DLC relevante
-Objetivos: Tentar deixar o jogo o mais interessante possível interagindo com a França,o Papa e o Sacro-Império!

[center]O mapa político da Europa Ocidental durante o início da AAR,por volta do início do Século XIV[/size][/font][/align]

[center]Índice

Prólogo: Geni ymerodraeth (O nascer de um Império)
Capítulo I: Rhyfel sanctaidd (Guerra Santa)
Capítulo II: Diwedd cyfnod (O Fim de Uma Era)
Capítulo III: Gan gwaed a haearn (Por Ferro e Sangue)
Capítulo IV: Cenedl gadarn (Uma Nação Impenetrável)
Capítulo V: Y wir ffydd (A Verdadeira Fé)
Capítulo VI: Geni delfrydol (O Nascer de Uma Ideia)
[/align]

Gosto muito de AARs assim, que se iniciam mid-game. Acompanhando

Acompanhando!

Boa Sorte

Vamos ver no que vai dar =)

[font=Goudy Stout][center]Prólogo

Geni ymerodraeth
O nascer de um Império[/align][/font]

[font=Georgia][size=150]Muitas são as lendas do maior império que já ousou nascer nessa terra, desde contos sobre seus temíveis soberanos,homens de valor que comandaram com punho de ferro, até histórias sobre acontecimentos particularmente…misteriosos, mas poucos realmente sabem a verdadeira origem, onde tudo começou, da forma mais curiosa possível.

O ano era 1066 segundo o calendário cristão, a Inglaterra, reino vizinho de onde nossa história começa, passava pelo período mais conturbado registrado em sua história.Seu rei havia sucumbido e sem filhos para herdar o trono, pretendentes começaram a surgir por toda a Europa, particularmente no Reino da Noruega e no Ducado da Normandia, em que tanto o Duque da Normandia (William o Bastardo) e o Rei Norueguês (Harald III) lançaram suas ambições e partiram com seus grandes exércitos para a conquista da Inglaterra.

Enquanto isso, não muito longe da Inglaterra, em uma terra chamada Laigin, uma sequência de coincidências acontecia, que olhadas separadamente são meros acontecimentos normais da nobreza europeia, mas em larga escala colocaram em movimento um processo que levaria a unificação do maior império que essas ilhas já viram.Tudo começou quando o velho e moribundo Conde de Laigin, em seus meses finais de vida, herdou o condado vizinho de Dublihnn, em que o jovem conde dessa região havia sido assassinado por sua esposa, tendo como razões a infidelidade de seu cônjuge.Porém, o velho conde não chegou a reinar em Dublihnn, morrendo semanas depois de herdar o condado, deixando todos seus títulos para seu filho mais velho, que ambicioso como era, rapidamente moveu sua capital e toda sua família para Dublihnn, que era mais rica e fértil, e começou um processo de expansão que iria terminar somente 150 anos depois.

Após duas gerações desde o início da agora chamada Unificação da Irlanda, todo o Reino de Éire estava unido sobre o mesmo Rei, um homem talentoso na arte de fazer o capital surgir das situações mais improváveis, que além de construir as bases da crescente economia da ilha, iniciou a tradição na habilidade de administração na família real.Sem delongar muito, seu filho logo viu a oportunidade para expandir na grande ilha vizinha, que era populado por um Reino Escocês tão forte quanto um ducado na França, pequenos condados bretões no País de Galês e o antes tão assustador Reino Inglês, agora não passava de resquícios do que já foi outrora, destruída tanto pela tentativa de ocupação da Noruega após a vitória na Guerra pelo Trono Inglês, como nas revoltas para eventualmente tomar o reino de volta para mãos inglesas, entretanto, mesmo livres do regime estrangeiro, a falta de um líder que consiga tomar as rédeas da nação levou a inúmeras revoltas pelo trono que enfraquecem cada vez mais esses pobres bastardos.

Com somente presas fáceis impedindo a unificação, pouco a pouco o Reino de Éire foi expandindo na ilha vizinha, conquistando alguns condados ingleses e escoceses e eventualmente todo o Reino do País de Gales, mas foi aí que tudo mudou…

Com a morte do rei, seu filho mais velho, um rapaz de apenas 17 anos, foi proclamado Rei de Éire e Bhreatain Theag, e como todos previam, ele pretendia continuar a expansão em direção a Inglaterra, o que poucos sabiam era como ele iria fazer isso.Não demorou muito para seu plano entrar em ação…

O jovem rei Máel-Mórda ordenou que todos os padres e bispos cristãos fossem colocados em prisões domiciliares, atacou os principais símbolos da hierarquia da Igreja em seu reino e proclamou sua verdadeira religião, o Catarismo, não demorou muito para a população, que há anos havia sendo influenciada pelo jovem rei a tal mudança espiritual, se convertesse junto com seu soberano, e menos ainda demorou para a nobreza, que com pequenos incentivos de terras e riquezas também abandonaram a velha crença católica e se converteram para a verdadeira visão do cristianismo.

Assegurada a integridade religiosa na Irlanda, Máel-Mórda aproveita o fato dos reinos cristãos não estarem em condições de prover ajuda aos Ingleses e declara Guerra Santa a Inglaterra, que culmina com a derrota absoluta do Reino Inglês e a ocupação irlandesa de Middlesex.Com a perda de sua capital, a nobreza inglesa enfurecida com seu rei começa a revoltar em diferentes partes do reino, sendo assim prontamente atacados por Máel-Mórda, que por fim, após 30 anos de guerra, finalmente havia conquistado totalmente o agora chamado Reino de Sassana, e com os escoceses já subordinados a Irlanda, proclamou o nascimento do Império de Alba e passou a ser chamado de Imperador Máel-Mórda o Justo[/size][/font]

Bom começo!

Bem sintetizado. Vamos ver como o imperador vai lidar com a fúria papista…

Muito bom, quero ver onde isso vai dar :pirata

Valeu pelo apoio galera!
O próximo capítulo vai ter menos conteúdo tanto em questão de imagem como de texto, pois eu pensei em fazer a aar no meio da cruzada, então nao tenho imagens e nem lembro direito o que rolou antes deu retomar o save.

[center]Capítulo I

Rhyfel sanctaidd
Guerra Santa[/align]

[size=150][font=Georgia]Era janeiro do Ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1299, todo o Império regojizava com o aniversário de cinco anos da união de todos os reinos da Brittania, festivais e missas aconteciam em todos as vilas, cidades e igrejas, a nação brilhava de alegria quando a notícia chegou…

Foram vários os mensageiros que tentaram cruzar o canal que separa o continente de nossas ilustres ilhas, porém de todos, somente um conseguiu chegar a salvo em sua pátria mãe.Vossa Suposta Santidade,o Papa Silvester V, havia declarado Cruzada pelo Reino de Sassana (Inglaterra) e convocado todos os reinos,ducados e condados cristãos da Europa a invasão de nossa terra.Com certeza ele foi movido pelo medo de que a crescente fê Catarista, já estabelecida em Alba, iria começar a expandir no continente, o levando a tomar medidas drásticas para tentar impedir seu avanço…quão tolo.

Talvez por sorte do destino, ou quem sabe por causa de uma entrelaçada linha de esquemas comuns da nobreza europeia, tanto o enfraquecido Reino Francês como o imenso Sacro-Império Romano não atenderam o chamado do Papa, tendo somente ducados separados em seus respectivos reinos se juntando a Cruzada.

Com isso começa a futuramente chamada Grande Invasão Cristã de Alba, em que as forças cristãs totalizavam aproximadamente 50 mil soldados, mercenários e ordens católicas, enquanto os defensores bretões, irlandeses, ingleses e escoceses estavam em volta de 31 mil soldados.A tática do Papa Silvester V era lançar a maior parte da sua força em um ataque total a Dublihnn, capital do Império e a fonte da influência catarista, enquanto lançava pequenas invasões pelas ilhas, para atrapalhar e dividir a atenção das tropas defensoras.Contudo,o que ele não esperava era os números e a força do exército de Alba, que obviamente havia herdado todas as tradições do impiedoso exército irlandês, conhecido por seu avanço tecnológico na área militar.

Assim, o Imperador Máel-Mórda dividiu seu exército em dois, sendo um comandando por ele mesmo, que concentrava os soldados de seus próprios condados, e outro comandado por seus ilustres generais, que tinha os soldados de seus vassalos.Com ambos exércitos consolidados, Máel-Mórda partiu para Dublihnn, aonde preparava o campo de batalha para a invasão cristã,e em pouco tempo, eles finalmente chegaram…

Na famosa batalha por Dublihnn, o exército de Alba facilmente destroçou as forças inimigas, que na tentativa de salvar suas vidas começaram a fugir para as mais distintas regiões da ilha irlandesa.Ao mesmo tempo, no Reino de Sassana, os invasores eram facilmente repelidos pelos vassalos do Imperador, comprovando o fracasso estratégico que era o plano de invasão apresentado pelo Papa Silvester V.

Porém,foi aí que tudo mudou…[/font][/size]

[center]Relato de um bispo catarista[/align]
[size=150]" No ano do senhor 1302 houve em quase toda a superfície do globo uma tal mortalidade como raramente se terá conhecido outra. Com efeito, os vivos mal chegam para enterrar os mortos ou evitavam-nos com horror. Um terror tão grande se apoderou de toda a gente, que, mal uma chaga ou inchaço aparecia em alguém…, a vítima ficava privada de toda a assistência ou mesmo abandonada pelos seus parentes… não é de admirar, pois quando numa casa alguém era atingido pelo mal e morria, muitas vezes todos os outros habitantes eram contaminados e morriam… mais, coisa temerosa de ouvir, os cães, os gatos, os galos, as galinhas e todos os outros animais domésticos sofriam a mesma sorte. Assim, os sãos fugiam pelo medo; e muitos morriam por incúria… Outros, logo que atacados pelo mal…, eram transportados, sem a menor discriminação, para a fossa: assim um grande número foram enterrados vivos. A este mal acrescentou-se outro: correu o ruído de que certos criminosos, particularmente judeus, deitavam nos rios e fontes venenos que faziam engrossar a peste. Por isso, tanto cristãos como judeus inocentes… foram queimados, mortos…, quando é certo que tudo aquilo (a peste) provinha da constelação ou da vingança divina "…

[font=Georgia]A peste havia chegado a Alba, e com ela a morte andava junto, milhares de homens e mulheres morriam nas ruas do Império e de toda a Europa, e nem mesmo a mais alta nobreza se salvava dessa maldição…nem mesmo o homem detentor de todo o poder da nação.

Com o adoecimento de Vosso Imperador Máel-Mórda, o caos instalou em todos os cantos, a morte rondava cada rua, cada vila, cada castelo do Império, muitos eram os que contraiam a peste, e extremamente poucos eram os que sobreviviam.Nesse cenário de morte e desespero, a história da Guerra Santa pela defesa da nação já era esquecida pela maioria dos cidadãos, mesmo ainda acontecendo nas planícies da Irlanda, em que resquícios do exército cristão eram perseguidos e mortos.

Não sendo suficiente o caos que reinava a nação, uma crise sucessiva começa a surgir com a grande possibilidade da morte do imperador, pois o primogênito de vossa magnificência havia sucumbido a peste, deixando como herdeiro o seu filho com apenas um ano de vida.A intriga na corte começava a se formar, alianças eram feitas entre tios, irmãos e primos para reivindicar o trono assim que o imperador morresse.Talvez essa divisão teria resultado no fim do império e a separação dos reinos, porém quanto todos menos esperavam, numa convocação na praça real de Dublihnn, em que o chanceler tentava inutilmente acalmar a população acerca da crise que acontecia, o Imperador, em perfeito estado de saúde para seus cinquenta anos, se posiciona na estrutura de madeira no centro da praça, e proclama que nenhum reino cristão, nenhuma peste e nenhum homem iria desfazer o Império que ele havia criado, sendo assim ovacionado por toda a nação e chamado de Máel-Mórda O Sagrado.[/size][/font]

Praga ruim não morre fácil.

Uma junção de habilidade e fortuna. Tomara que se repita nos tempos sombrios que aguardam o herdeiro do império…

Belo trabalho :wink:

Agora que eu consegui formar o meu Império.

[center]Capítulo II

Diwedd cyfnod
O Fim de Uma Era
[/align]

[font=Georgia][size=150]Três anos já haviam se passado desde a epidemia que tomou conta do Império, diferente dos reinos continentais, que foram brutalmente arrasados pela praga, o isolacionismo que a ilha Albiense provê minimizou o estrago em relação ao restante do mundo, provendo uma vantagem na cruzada momentaneamente pausada que Máel-Mórda não desperdiçaria.

Sem tardar, um grande exército e uma imensa frota foram reunidos aos arredores de Dublihnn, homens de todas as etnias e idades da ilha se juntaram para trazer de uma vez o fim a influência herética do catolicismo na ilha, e com as palavras finais do grandioso discurso de vosso Imperador, o chamado Grande Exército Catarista zarpa em direção a Roma, para levar os males da guerra diretamente as terras papais.

Assim, finalmente, após meses de viagem, atravessando o Golfo da Biscaia, passando pelo estreito de Gibraltar e finalmente entrando no Mediterrâneo, a frota chega na costa de Roma.Não era sabido se o Papa ainda se encontrava em Roma, ou se tampouco teria tropas inimigas esperando para o confronto assim que o exército Albiense desembargasse, mas Máel-Mórda não mostrou relutância em ordenar o ataque, e assim, os 14 mil soldados do grande Império de Alba haviam colocado o pé em solo italiano.

Para a surpresa de todos, somente uma pequena força de soldados papais se encontrava na região.Sem parecer ter conhecimento da invasão naval, eles foram rapidamente surpreendidos e derrotados pelos generais irlandeses, deixando o caminho livre para que o exército pudesse pilhar, saquear e ocupar a província de Roma.

Tal momento entrou para a história, fazendas foram queimadas e animais de abate mortos, estoques de comida foram saqueados e levados para o acampamento britânico perto da costa, pequenas vilas foram destruídas até não sobrar nada além da memória delas, e por final, Roma foi pilhada, monumentos foram destruídos, símbolos religiosos da heresia foram queimados, o Papa já não se encontrava mais em Roma, porém todas as igrejas, palácios e universidades usados pela burocracia papal foram queimados.Sabendo que caso não se rendesse logo Roma seria reduzida a pó, o Papa Silvester V aceitou a rendição, estremecendo até as bases mais sólidas do catolicismo.

Com a vitória na guerra, Máel-Mórda volta para seu Império, onde reina em paz até os 66 anos, onde finalmente sucumbe a idade e falece durante sua noite de sono.Com isso, seu primogênito, herdeiro do Império de Alba, Reino de Éire e Reino de Sassana, e somente com apenas 10 anos de idade, é proclamado Imperador da Nação.[/size]

[center]Vida longa ao imperador,Vida longa ao Império![/align][/font]

[offtopic]Malz pela falta de conteúdo,não ta acontecendo muita coisa interessante no jogo,isso meio que ta me desanimando um pouco[/offtopic]

Toma umas ideias meio ruins que tu vais ver movimento no jogo aí! kkkkkk

Saque de Roma versão irlandesa, gostei.

Planejas invadir a europa ou vai ficar só na Bretanha?

Ativa o modo Nero, dá uma agitada nos vassalos, vai pro Casos de Família[sup]TM[/sup]…

Ah, e [re]conquista a Islândia

KKKKKK Partiu invadir Jerusalém

Um pouco de imperialismo não faz mal a ninguém :pirata :pirata

Eu até já tenho uma província na Hispania, o Holy Site pra ver se facilita a conversão das ilhas

Cara, invadir a Islândia até que é uma boa, eu costumo esquecer que a ilha existe nesses jogos kkkkk

Invadir Roma, quem nunca? xD