[CK2-WK] A Terceira Guerra do Norte

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Acompanhando com certeza.

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Parece interessante…

Capítulo II - O Reino do Unicórnio

Radovid V, Rei da Redânia

A invasão de Nilfigaard trouxe o caos e no caos as leis não são respeitadas, principalmente as leis da guerra. Mesmo sem direito ao trono de Kaedwen, Radovid, aproveitando-se que o grosso da força dos lordes de Kaedwen estavam no sul tentando impedir que os negros cruzassem o Pontar, atravessou as montanhas dias antes da neve obstruir a passagem e em uma semana colocou os senhores do reino vizinho de joelhos.

- Eu, Duque Volodar Sprengtporten, declaro minha total submissão à vossa majestade, rei Radovid V da Redânia, e declaro que reconheço vossa majestade como rei de Kaedwen, o rei Radovid I de Kaedwen. – disse ajoelhado perante Radovid.

- Eu declaro-o um fiel vassalo e detentor por direito dos seus títulos. – Retrucou Radovid em um tom extremamente formal. – Já pode ir lorde Volodar.
Volodar ergueu-se, fez uma última reverência à Radovid e colocou-se a cruzar a enorme sala do trono em direção à saída. O Palácio de Ard Carraigh situa-se no coração de Kaedwen e serviu durante séculos à dinastia dos Unicórnios que chegara ao fim repentinamente com a morte de Henselt. O Palácio em nada destoava da cidade que era uma grande fortaleza de pedra dura e cinza que do alto da montanha controlava todo o vale do rio Lixela.
Este foi o último dos lordes de Kaedwen, majestade. – falou Toligniew, o comandante das Forças Especiais da Redânia.

Já era hora, quem diria que a parte mais enfadonha de conquistar um reino é receber as homenagens. Não temos mais tempo a perder Toligniew, convoque o conselho de guerra imediatamente.

Radovid já tinha tomado a cidade fazia dois dias, mas ainda não tinha entrado na antiga sala de guerra de Henselt e agora ela impressionava-o. era uma longa sala de pedra cinza, estendia-se até um enorme vitral que representava alguma batalha qualquer de Kaedwen e entre o vitral e a porta tinha uma enorme mesa branca com detalhes dourados e cadeiras combinando. Seus concelho e comandantes já estavam sentado, mas quando o rei entrou eles logo colocaram-se em pé em sinal de respeito, todo o conselho estava à direita, com exceção do hetman de campo da coroa (marechal) que sentava-se junto aos comandantes à esquerda.

Radovid entrou e sentou-se à ponta da mesa e os outros nobres sentaram-se também. Na mesa estavam mapas, cartas e anotações.
- Muito Bem. – disse Radovid. – Kaedwen foi tomada e seus lordes estão sob controle, ao menos por enquanto, é hora de reorganizar as forças e posiciona-las ao longo das passagens do Pontar.
- Existem quatro passagens ao longo do Pontar, poderíamos dividir nossa força em quatro e ser derrotados em todos ou deixá-los juntos e lutar batalhas decisivas. – disse Duque Deweil.
Zygfrid falou alto. – Isso significaria perder nossa principal vantagem que é lutar defendendo o Pontar, com apenas um exército não poderemos cobrir as quatro passagens.
- Vamos fazer os dois. – Disse Radovid. – Reuniremos o grosso das tropas em Oxenfurt, mas manteremos ao menos uma divisão nas outras três passagens do pontar. Nilfigaard possui mais soldados do que nós, mas eles demorarão meses para conseguir mobilizar toda a sua força, temos que derrota-los antes das tropas frescas chegarem.
Conde Ludormir, o administrador do reino, arrumou o colarinho como um pavão que si eriça. – Majestade, graças à minha administração a coroa possui valores significativos entrando mensalmente e nossos vizinhos de Kovir possuem algumas companhias mercenárias ao nosso dispor.
- Quantas companhias podemos pagar?
- Podemos pagar duas companhias de elite e ainda manter os ganhos mensais da coroa no azul, majestade. Eu recomendo a contratação da Companhia Livre de Kovir e do grupo mercenário Bear.

- Contrate-os. Quantos ao exército regular, eu liderarei a força principal em Oxenfurt e quero três divisões regulares mais os soldados da Ordem da Rosa Flamejante.
- Serviremos com lealdade, majestade. – Falou Siegfried, seu marechal e Grão-mestre da ordem.
- Distribuam as outras divisões entre as passagens, cerca de dois mil homens em cada passagem.
Os generais assentiram e deixaram a sala, com exceção de Toligniew.
- Adda já chegou?
- Sim, majestade e tanto sua guarda quanto os espiões foram aumentados, assim como ordenado. Até agora nenhum sinal de traição carnal ou política.
- Então já é hora de eu colocar um filho dentro dela, Redânia precisa de um herdeiro e um herdeiro com reclamação sobre Temeria é ainda melhor. – Radovid saiu da sala e foi ao quarto. A porta do quarto estava sendo guardada por dois agentes das Forças Especiais.
As Forças Especiais foram criadas após a Segunda Guerra do Norte para evitar que as forças não humanas voltassem a causar o caos atrás das linhas, entretanto logo os governantes do Norte perceberam que ter uma força de elite sob seu comando direto não era nada mau e decidiram manter cada um suas respectivas forças, porém era notório que as duas melhores companhias eram os Listras Azuis da Temeria e os Gibão Vermelho da Redânia. Radovid subiu ao trono em uma posição fraca, seu exército era tão desleal quanto ineficiente e muito disso se devia as cicatrizes que o governo Filipa Eilhart tinha deixado. O inicio do governo de Radovid foi marcado por uma ampla reforma militar, substituindo os oficiais antigos e desleais por novos mais eficientes e leais à coroa, e a perseguição ao assassinos de seu pai que tinha sido morto por Filipa e outros lordes conspiradores anos antes, Radovid só não tinha sido capaz de colocar as suas mãos na principal autora do regicídio, a própria Filipa.
Com a morte do rei Vizimir da Redânia Filipa governou de fato enquanto a mãe de Radovid era a governante de nome. Radovid e sua mãe foram tirados da corte por Filipa que os humilhava constantemente, sentindo enorme prazer nisso, entretanto Filipa subestimou Radovid que cresceu para se tornar um governante habilidoso, embora louco e paranoico, e desejoso de vingança.
Os guardas de pronto abriram as portas para o rei que entrou. O quarto só estava iluminado pela luz do luar, embora fraca era o suficiente para ver Adda nua em pé à grande janela. Mesmo depois de anos Adda ainda gostava dos ambientes frios e escuros iguais a cripta na qual ela cresceu.
Ela virou o rosto sobre os ombros apenas o suficiente para ele ver seu rosto de perfil. – Qual a necessidade de me fazer viajar tão longe?

Radovid não respondeu de imediato, andou a passos suaves até a jarra de vinho sobre a mesa de centro, encheu o cálice, sentou na cadeira, provou o vinho e então falou. – Sabe o motivo de eu estar lutando essa guerra? Sabe porque eu não me rendo logo à Nilfigaard e preservo minha coroa.
Ela ficou de frente para ele e começou ir em sua direção, Radovid observou que mesmo naquela luz fraca de luar a vermelhidão de seu cabelo se destacava, tanto quando as sardas sobre os seios. – Imagino que por orgulho, ou para não pagar tributo.
- Eu luto pelo futuro. – Ele levantou da cadeira e ficou tão próximo a ela que seus seios desnudos roçavam em sua túnica. Essa guerra não é só por Redânia, ela é pelo futuro do Norte, pelo meu futuro e pelo futuro da minha dinastia e é por isso que eu precise que você me dê.
- Dar o quê?
- O futuro. – Ele colocou uma das suas mãos na parte de trás da coxa e a outra em sua nádega e a ergueu fazendo com que as pernas dela dessem uma volta em sua cintura. – Dê-me um filho, dê-me meu futuro.
Ainda não tinha amanhecido, mas o rei já estava prestes a eixar o Palácio de Ard Carraigh.
- Tem certeza que não sabem que iremos pelo Pontar? – Perguntou à Toligniew.
- Sim, Majestade, todos acham que vamos por terra e só daqui dois dias, o Pontar é o fronte da guerra ninguém espera que o senhor vá por lá.
- Exatamente, é o fronte da guerra, se eu for capturado tudo estará perdido, tudo.
- Tenho esquadrões batendo as duas margens, majestade, sei tudo o que se passa nas margens não seremos emboscados, garanto-lhe.
Radovid, Adda, Siegfried, Toligniew e o resto do séquito embarcaram na pequena frota liderada pelo espaçoso e imponente galê de guerra real e desceram o rio Lixela até desaguar no Pontar de onde seguiram rumo à Oxenfurt.

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Invasão fluvial? Interessante… a surpresa sempre é uma boa aliada…

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Não exatamente, ele apenas está viajando de rio para ganhar tempo.

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Gostei bastante deste capítulo.

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Capítulo III - O Banquete dos Reis. - Parte I.

Radovid V, rei da Redânia

O atracadouro de Oxenfurt era interno, o Pontar cruzava a cidade e seguia por mais alguns quilômetros antes de chegar ao mar. A galê real liderava a linha quando chegaram na cidade, a entrada do canal era guardada por duas imponentes torres com balistas e catapultas de ambos os lados e em caso de necessidade os arqueiros usariam os telhados das casas para disparar contra barcos invasores, invadir pelo canal seria loucura.

Oxenfurt, o centro acadêmico do Norte

O barco seguiu por mais algumas centenas de metros até parar, Radovid foi o primeiro a sair do barco, seguido por sua rainha e vassalos. O atracadouro era uma zona comercial importante, mas naquele momento as discussões sobre o preço do peixe pararam e todos voltaram sua atenção para o rei. Para recepciona-los estavam na praça o prefeito da cidade e o coronel responsável pela divisão, já que o último general morreu na batalha anterior, junto com uma guarda de alabardeiros completa.
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Prefeito de Oxenfurt.

Coronel do Exército da Redânia.

- Majestade, é uma honra vê-lo. – disse o prefeito, Blenheim.
- A divisão está atenta e pronta para suas ordens, meu rei. – falou o coronel.
- Muito bem, minha primeira ordem é a construção de um pavilhão adequado próximo à passagem.
- Acampar no campo, majestade? Mas Oxenfurt é muito mais confortável e recomendado para as necessidades reais.
- Minha necessidade é vencer a guerra e lá é o melhor lugar para planejar como fazer isso.
- Então ao menos me permita servi-lhe um banquete em sua honra essa noite.
- É claro, prefeito. – Adda respondeu antes que Radovid tivesse a oportunidade.

A mansão do prefeito era no estilo das outras da cidade, com uma base solida de pedra e o resto da estrutura em uma madeira escura e nobre, a mansão possuía três andares e uma extensa área atrás da casa e era lá que o burguês da cidade recebia seus convidados. Eram poucas as pessoas, mas ainda sim a estrutura do banquete respeitava a hierarquia de cada um, Radovid sentava-se em à mesa colocada na horizontal com Adda e seus outros lordes de maior nascimentos, enquanto os de menor nascimentos e comandantes sentavam-se em duas mesas na vertical. Na mesa do rei estavam postos leitões pingando manteiga, faisões assados, vinho de Toussaint, peixes, ovos, e linguiças de porco temperadas com as mais finas especiarias da Zerrikania. Nem por um momento passou pela cabeça de Radovid que do outro lado do rio as pessoas procuravam ratos para comer.

Mansão do Prefeito.

O prefeito levantou-se e ergueu o cálice. – Ao rei Radovid V, pela conquista de Kaedwen. – Todos brindaram e então começou o banquete.
Radovid comeu e bebeu apenas o necessário, ele era tão obsessivo quanto paranoico e quando colocava uma coisa na cabeça não pararia por nada e naquele momento o que estava na sua cabeça era a guerra, ele nem por um segundo pensava em outra coisa.
No meio do banquete Toligniew aproximou-se de Radovid e o confidenciou. – Majestade, o imperador Emhyr é quem comanda as forças em Velen, acreditamos que ele espera reforços de Vizíma para iniciar uma campanha na primavera.
Radovid levantou-se e falou alto para todos e ao mesmo tempo para ninguém. – O acampamento já foi levantado?
Um dos comandantes da mesa direita levantou e respondeu que sim.
- É hora de irmos, amanhã haverá batalha.

Radovid cavalgou por algumas horas com o seu séquito até chegar ao acampamento do exército na margem norte do Pontar. O acampamento já vinha sendo reforçado e estruturado desde que Nilfigaard lançou a invasão, assim como as outras três passagens, o acampamento ficava mais forte a cada semana e mesmo naquele momento já era quase uma fortaleza de madeira, com torres para arqueiros, estábulos e atracadouro para as embarcações de patrulha.
O cavalo de rei não precisou se aproximar muito para os portões feitos de paliçadas abrirem revelando um aglomerado de soldados esperando pela oportunidade de ver o rei. Radovid galopou para dentro e foi imediatamente em direção ao maior pavilhão, o qual ele acreditava que era o seu, e era bom que o fosse, caso contrário alguém perderia a cabeça.
Entrou no pavilhão e encontrou um lugar estranhamente aconchegante para um acampamento ao lado de um rio no inverno, embora aquele inverno, pela graça do Fogo Eterno, esteja sendo incrivelmente leve, com o rio não tendo congelado em nenhum momento e os campos sem neve.
- Majestade. – Falou uma voz nas suas costas. – O senhor disse que atacaremos amanhã, então acredito que deseje um conselho de guerra.
Radovid virou-se e viu duque Blenheim, que por coincidência tinha o mesmo nome do prefeito de Oxenfurt, embora fossem de naturezas completamente diferentes. O Blenheim de Oxenfurt era um negociador, um burguês típico, enquanto seu homônimo duque era um autêntico militar tendo lutado por toda a sua vida nos exércitos da Redânia, era um dos poucos vassalos por qual Radovid nutria simpatia. – Está certo, duque Blenheim, convoque todos os comandantes para já.

Duque Blenheim.

O duque colocou a cabeça para fora da barraca e mandou que o soldado do lado de fora convocasse os comandantes e então entrou novamente e sentou-se ao lado do rei. – Enfrentou uma longa viagem de Kaedwen até aqui, majestade, tem certeza que não quer esperar mais um dia para descansar?
- A única forma que conheço de descansar é dormir e não consigo dormir enquanto não tiver a cabeça dos meus inimigos em estacas.
- Acredito que isso não inclua apenas o Emhyr, Filipa ainda o perturba, majestade?
- Ela matou meu pai, devo a cabeça dela a ele e ao reino.
- Soube que ela se esconde em Novigrad.
- E é verdade, duque, mas nem meus agentes e nem os caçadores de bruxas da Igreja do Fogo Eterno conseguiram encontrá-la, ao menos não ainda, quando eu expulsar Emhyr para o sul nada me impedirá de invadir a cidade e anexa-la e quando ela for minha acharei Filipa nem que eu tenha que queimar a cidade inteira.
Os comandantes interoperam a conversa com a suas entradas.
Majestade. – disse Siegfried enquanto fazia uma revência. – Já obtive as informações que precisava com o líder dos batedores da divisão e o mapa já está atualizado. Também tomei a liberdade de inspecionar as tropas enquanto vossa majestade estava no banquete, os homens estão distribuídos em quatro brigadas de infantaria e uma bandeira de cavalaria, cada brigada possui cinco unidades de cem homens cada e a bandeira possui duas unidades de cem cavaleiros cada. Ao todo a divisão conta com 1200 homens de infantaria entre espadachins leves e pesado, piqueiros e lanceiros, 900 homens de combate distante entre arqueiros, besteiros e controladores de artilharia, por fim, possuímos 200 cavaleiros fora seu séquito de guarda e dos outros nobres.
- Nossa força de cavalaria está reduzida, mas não esperarei até os reforços chegarem, os reforços de Emhyr são maiores e por isso não posso permitir que ele sente em Velen e organize um exército.
- As força da minha ordem já estão a caminho, majestade, os melhores cavaleiros do Norte. – Disse Siegfried referindo-se à Ordem da Rosa Flamejante. A Rosa Flamejante é uma ordem de nobres cavaleiros devotos ao fogo eterno, embora tenham por objetivo declarado a proteção da Igreja e da sua fé contra heresias a Rosa mostrou-se bastante interessada na política do continente em seu passado recente, tendo até tentado um golpe de estado na Temeria quando ainda era liderada pelo seu antigo Grão-mestre, mas o golpe foi impedido por um tal Geralt de Rívia, o Vagabundante. Desde então a Ordem fugiu da Temeria e sob a liderança bem mais honrada de Siegfried tem servido à Radovid o único monarca do Norte que segue a verdadeira fé.
- Não chegaram a tempo. – Falou Radovid. – Mostre-me a posição dos inimigos.

Siegfried colocou o mapa de Velen sobre a mesa.

Sul de Velen

- Existem quatro passagens da Redânia para Temeria, mas duas foram destruídas nos combates anteriores, sendo assim, sobram apenas duas, que são a ponte de Lindervale e Lurtch. Segundo nossos batedores elas são protegidas por elementos de uma mesma brigada de infantaria Nilfigaardiana que está distribuída por toda a região, mas seu comando geral fica em um forte próximo à vila de Lindervale. Invadir pela ponte de Lindervale irá expor nosso flanco direito a um possível ataque liderado pelo Barão Sangrento a partir do Poleiro do Corvo, embora eu duvide que um desertor tenha coragem suficiente para se juntar a batalha ou que ele tenha os homens necessários. Invadir pela ponte de Lurtch irá nos forçar a manter uma forte presença na vila para defender nossa linha de suprimentos que ficará suscetível a ataques de elementos da 1° Brigada de Infantaria de Nilfigaard estacionadas no forte.
- Apenas uma brigada de infantaria guarda as pontes, se conseguirmos avançar rapidamente e estabelecer posições defensivas os negros não se arriscarão em um ataque precipitado. – Comentou Blenheim.
- Se apenas uma brigada guarda as pontes podemos dividir nossas forças. Eu liderarei a 1°, 2° e 3° Brigadas de Infantaria Regular pela ponte de Lurtch e duque Blenheim liderará nossa bandeira de cavalaria e a 4° Brigada de Infantaria Regular pela ponte de Lindervale. – Ordenou o rei.
- É uma honra liderar vossos homens, majestade. – falou Blenheim.

Posicionamento das Tropas

Certo, quero uma linha de suprimentos suficiente para construir uma fortaleza logo no primeiro dia, se formos derrotados tão perto do rio pode ser que não seja possível um recurso organizado e não tolerarei isso.
- Majestade. – Falou Toligniew ao entrar no pavilhão. Vernon Roche deseja vê-lo.
- Muito bem, atacaremos ao amanhecer, todos vocês já podem ir. – Os comandantes levantaram-se e deixaram o recinto tão rapidamente quanto Roche entrou.

Vernon Roche, lider dos listras azuis e das guerrilhas de Temeria em Velen

- O comandante dos Listras Azuis, Vernon Roche. Pelo que sei ainda luta por Temeria.
- Nunca deixarei de lutar por Temeria.
- Ótimo, pois pode lutar amanhã, eu atacarei as duas pontes e preciso que sua força cause o caos em um ataque por trás das linhas.
- Ainda não temos a força necessária, só possuo algumas centenas.
- Não me venha com desculpas, Roche. Eu os dei equipamentos e suprimentos e agora é a hora de você cumprir a sua parte do acordo, preciso de um ataque de distração ao menos durante a primeira hora da travessia, aguente 60 minutos de batalha e sua Temeria estará mais perto do que nunca da libertação.
- Me pergunto você realmente respeitará a soberania da Temeria, pois ao que me parece vossa majestade planeja coroar sua esposa.
- Minha esposa é filha do Foltest, caso tenha esquecido.
- De quem ela é filha não muda o fato de que quem será o rei de fato da Temeria será você e o herdeiro do reino da Temeria será o mesmo da Redânia e imagino que em uma união menor.
O rei irritou-se e cerrou o punho. – Diga-me o que quer. Quer ser rei? Você não tem nascimento para isso, então o quê?
- Quero a soberania da Temeria e nada mais.
- Pois então esteja com seus 200 homens amanhã ao amanhecer e ajude-me a libertar o Norte dos negros.
Roche e rangeu os dentes, mas cedeu. – Muito bem, estarei lá.
Radovid entendeu imediatamente que para seus planos vivessem Roche teria que morrer em algum momento.
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Deu fome até, rsrs
Os planos estão quase indo conforme o planejado… mas será que Roche honrará o acordo? Hummm…

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Que bela surpresa eu tive com esta AAR. Acordei cedo neste domingo, fiz meu chimarrão e por acaso vim dar uma olhada aqui no GSB, coisa que já não faço com a frequência de antigamente.

Me deparei com esta AAR e não consegui parar de ler… fui do início da introdução até o fim deste capítulo 3.

Geralt de Rívia, o Vagabundante foi hilário… ri muito.

A AAR está fantástica, gostei demais! Bem escrita, com narrativa cativante, convincente, bem explicada… consegui entender de boa, mesmo sem conhecer o universo. Só vi 5 ep da série. Nunca li os livros ou joguei os games.

Estarei acompanhando e já estou esperando a continuação!

Abraços

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Capítulo III - O Banquete dos Reis. - Parte II.

Radovid V, rei da Redânia

Radovid, embora não precisasse acordou junto com os soldados, ele pessoalmente supervisionou a formação da coluna que atravessaria a ponte.
- A luta na cabeça de ponte será suja, por isso quero esquadrões de combate liderados por oficiais experientes, precisamos liberar ao menos parte da passagem para as tropas entrarem em formação de batalha. Eu liderarei um dos esquadrões.
- Tem certeza disso, majestade? – Falou Toligniew. – Perder o senhor significaria perder a batalha.
- Não ganharei nenhuma guerra me escondendo da batalha, comandarei a vanguarda pessoalmente, está decidido.
- Então peço que lute a pé, o senhor seria um alvo fácil sendo o único homem montado na escaramuça, iriam acerta-lo com facilidade.
- Você tem razão, embora não seja digno um rei lutar a pé junto à plebe.
- Já selecionei pessoalmente os homens da vanguarda, majestade, os melhores e mais bem-nascidos cavaleiros da Redânia e alguns dos meus Gibões Vermelhos.
- Majestade. – Gritou um mensageiro do exército que se aproximava. – Duque Blenheim informa que iniciou o ataque à ponte de Lindervale.
- Então já é hora de começarmos também, informe aos coronéis para colocarem seus homens em formação. Duque Snowid e Duque Jutrogost, vocês liderarão a 2° e 3° brigadas como planejado.
Radovid colocou seu elmo, era a última parte da sua armadura que faltava, então desembainhou sua espada longa de duas mãos, feita pelo melhor ferreiro de Tretogor, a espada tinha uma guarda larga e dourada como ouro e um botão no formato de uma pequena águia branca e ainda menor que a águia era a coroa vermelha que repousava em sua cabeça.
O rei ergueu a espada sobre a cabeça e abalançou para frente emitindo a ordem de avanço que foi respondida com os tambores fazendo um som rápido, os soldados começando a andar. A coluna marchou sem oposição até o fim da ponte, quando, finalmente, os arqueiros e besteiros do exército negro começaram a disparar, entretanto já era tarde demais.

Arqueiro Negro Protegendo a Ponte

A vanguarda da coluna estava a vinte metros da outra margem quando o rei colocou a pesada espada sobre o ombro. – Carga! – Toda a vanguarda correu em direção a parede de escudos que a infantaria inimiga tinha formado no final da ponte.

Parede de Escudos

Radovid, embora parecesse mais velho, era um homem de dezenoves anos e com a disposição correspondente, foi ele que ditou o ritmo da carga. Quando chegou próximo o suficiente da parede de escudos pulou com um dos joelhos apontados para os escudos, como se ele próprio fosse um aríete, e com a larga espada descendo sobre a cabeça dos soldados de Nilfigaard. Todos os outros imitaram-no e já na primeira investida a parede rompeu.
Com o peso do corpo o rei derrubou algum camponês magricela que segurava o escudo sobre o qual ele tinha caído, o rei de pronto colocou-se em pé para enfrentar a segunda linha de Nilfigaard. Com a espada empunhada com as duas mãos escolheu um alvo em meio ao caos que aquilo tinha se tornado, o alvo foi um alabardeiro que estava de costas para ele lutando com um soldado da Redânia, Radovid correu, ergueu a espada alto e, com toda a força, desceu ela na cabeça do alabardeiro que teve seu elmo de má qualidade cortado como manteiga, junto com tudo até chegar no pescoço. Entretanto não teve tempo para descansar, um soldado usando armadura de oficial correu em sua direção gritando e empunhando uma espada tão grande quanto a do rei, Radovid puxou a espada que tinha ficado presa no pescoço do alabardeiro e rapidamente defendeu-se do golpe alto, o oficial Nilfigaardiano voltou um pé, colocou a espada no nível das costelas do rei e lançou um golpe na horizontal, o monarca, que ainda estava com a espada sobre a cabeça arriscou e ao invés de defender o golpe do inimigo desferiu ele próprio o seu. A lâmina da Redânia moveu-se e encontrou o elmo alado, a orelha e, por fim, o lábio superior. O cavaleiro negro desabou com o golpe, embora sua lâmina ainda tenha tocado Radovid acertou-o praticamente sem força e foi facilmente parada pela pomposa e cara armadura ostentadora da águia branca.

Oficial Morto

O rei levantou a espada e gritou. – Continuem, empurrem os malditos. – Assim que falou uma salva de flechas rompeu os céus, embora tenha vindo de onde estavam os arqueiros negros elas não caíram nos homens da Redânia e sim nos negros. Um grito rompeu o som da escaramuça e todos pararam de lutar e voltaram sua atenção para a direção do brando, o grito era “Temeria!” e vinha do bosque à direita, era um grupo de cavalaria, eles vinham em formação de ponta de lança e seu líder era Vernon Roche. A carga de Roche debandou imediatamente os soldados de Nilfigaard, que correram desesperadamente para o sul.

Ataque da Guerrilha Temeriana

Listras Azuis Atacando

Ataque Temeriano

Roche aproximou-se do rei. – Começava me perguntar onde você estava, Roche.
- Estava ajudando sua outra força, caso tenha esquecido tenho poucos homens e recursos.
- Chega de choramingar, Roche. Você cumpriu sua parte no acordo, vá até o acampamento, eu deixei alguns vagões de armas, remédios e outros tipos de suprimentos para você.
- Irei assim que seus homens desobstruírem a ponte. Antes que eu me esqueça, os nilfigaardianos desse lado começaram a se reunir próximo a Lurtch.
- Então irei expulsa-los de lá, agora vá.
Os mil e quintos homens de Radovid demoraram horas para cruzar a ponte e finalmente entrarem em formação de batalha, teria sido uma oportunidade perfeita de contra-ataque se Nilfigaard tivesse culhões para isso, mas eles não têm. Quando os homens finalmentes se organizaram Radovid deu a ordem de avançarem, já era quase meio dia quando avistaram duzentos negros em formação de batalha próximo a vila de Lurtch.
O Rei, agora já montado e junto da sua guarda de honra, estava atrás das linhas e deu a ordem para a as unidades atacarem. Do alto do seu cavalo viu a imensamente inferior tropa de Nilfgaard segurar suas brigadas por vinte minutos antes de fugirem.
- Duque Jutrogost, leve a 2° Brigada para Lurtch e passe a noite lá, alguns homens fugiram para o bosque à oeste da vila e embora eles estejam quebrados podem tentar um ataque à nossa retaguarda, elimine-os.
- A suas ordens, majestade.
- Duque Snowid, você vem comigo, irá proteger o entroncamento à frente do acampamento e liderará os batedores, quero um perímetro de visão de dez quilômetros ao sul.
- É claro, meu rei.
As forças de Radovid seguiram para o sul até montarem um acampamento fortificado em uma clareira cercada por um denso bosque em uma posição elevada à leste de Lurtch, quando finalmente acabaram o sol já estava se pondo.

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Ótima descrição do avanço, parabéns!

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Fico feliz que tenha gostado :rofl:
PS: qual é o gosto de um chimarrão? :rofl::rofl:

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Valeu, espero que o mapinha tenha ajudado.

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Chimarrão é amargo, bem amargo.

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Capítulo III - O Banquete dos Reis. Parte III.

Um longo fio de sangue escorria do pescoço à pata da enorme égua de Blenheim. Não apenas sua montaria sangrava, boa parte de seus homens feriram-se na luta pela ponte, talvez nem tivessem conseguido se os guerrilheiros temerianos não tivessem aparecidos, mas não havia tempo para trocar de montaria e nem para cuidar de seus homens, sua força precisava empurrar os nilfigaardianos do sul e do leste para eliminar o risco de um contra-ataque.

Blenheim dirigia dois terços de sua força à leste, ele precisa limpar a estrada que ligava a ponte de Lindevale à ponte de Lurtch, entretanto um acampamento dos nilfigaardianos cortava a estrada.

Um sargento montado aproximou-se do duque Blenheim. – General, os batedores já alcançaram o acampamento, são cem homens na estrada, mas acreditamos que o grosso das forças inimigas está escondida na floresta ao sul.

- Já perdemos muito tempo tomando a aponte, preciso dessa estrada para já, pare a coluna e ponha a bandeira de cavalaria em formação, quero eles em três linhas, eu liderarei a carga, vou faze-los quebrarem no primeiro toque.

- Sim, senhor! – disse o sargento logo antes de colocar o cavalo em trote e afastar-se do duque.

A Bandeira rapidamente entrou em formação, eram pouco menos que duzentos cavaleiros, a maioria deles era de cavalaria pesada, mesmo que nem todos fossem nobres. A peça central, para Radovid, no campo de batalha era a cavalaria pesada, assim que assumiu de fato o poder começou uma grande reforma no exército para engrossar suas bandeiras e torna-las cada vez mais pesadas e treinadas. Sem dúvida alguma a cavalaria era a força mais bem treinada da Redânia e demonstrou isso ao colocar-se em formação em apenas poucos minutos. O duque colocou-se no exato meio da primeira linha, ao lado do coronel da cavalaria e do porta estandarte. Eles se moveram com calma por algumas centenas de metros antes de finalmente receberem a ordem de trote de carga, a cada metro aquelas silhuetas negras no horizonte iam tomando cada vez mais forma até estarem próximas o suficiente para sentirem o gosto das lanças redanianas.

As linhas negras sustentaram a carga da primeira linha, vacilaram à da segunda e romperam-se em frangalhos com a última linha. Duque Blenheim matou dois com sua lança antes que ela rompesse em mil pedaços. – Persigam os sobreviventes, não quero nenhum Nilfigaardiano vivo. – Ordenou o general.

Quando os sobreviventes do acampamento inimigo fugiram todos para a floresta ao sul, e não para leste, ficou evidente que Nilfigaard realmente possuía uma posição naquela mata. A infantaria que vinha atrás da bandeira demorou quase uma hora para chegar até a posição da cavalaria.

Blenheim estava limpando sua espada quando finalmente os oficias que ele convocou para um pequeno conselho de guerra chegaram.

- Às ordens. – Disse um dos coronéis.

- Acredito que o inimigo tenha uma posição na floresta, quero que vocês levem duzentos homens e limpem a mata.

- E quanto ao resto dos homens, senhor?

- Recebi uma mensagem dos homens em Lindevale, eles então tendo trabalho em tomar o entroncamento que leva à vila, então enviarei a cavalaria para atacar o flanco da unidade que estão os segurando. O resto da infantaria fica aqui descansando, quando vocês limparem a mata eles entrarão e tomarão a estrada à sul de Lindevale, impedindo a retirada dos nilfigaardianos.

- Liderarei os homens imediatamente, senhor.

Passaram-se horas até um mensageiro chegar da mata e ele não trazia boas novas.

- General! Os homens encontraram um forte de madeira no interior da mata, eles tentaram toma-la, mas foram rechaçados, o coronel Zieg acredita que é de lá que o capitão Peter Saar Gwynleve comanda a defesa das duas pontes.

- Então se tomarmos o forte a defesa irá quebrar. Reúnam todos os homens, temos negros para matar!
A trilha na mata era difícil, mas possível, aos poucos o terreno ficada mais e mais íngreme, porem a vegetação diminuía. O avanço, apesar do terreno, fora tranquilo, até encontrarem o que restou dos homens de Zieg.
Não tinha sobrado mais do que vinte soldados e quase todos estavam feridos, o próprio Zieg estava estirado ao chão, com um lenço na cabeça. Ele tentou levantar quando percebeu a presença de Blenheim, mas o máximo que conseguiu fazer foi ficar sentado.
- Senhor, desculpe eu falhei com o senhor.
- Seu ataque foi imprudente, coronel, você não sabia quantos homens guarneciam aquele forte e nem de que defesas dispunham, mas ao menos você agora sabe, relate!
- Cerca de trezentos homens, senhor, muitos arqueiros, embora acredite que eles gastaram quase todas as suas flechas contra nós.
- É realmente Gwynleve que comanda o forte?
- Sim, senhor, tenho certeza, foi a espada dele que quase quebrou minha cabeça.

- Então não posso ignorar esse forte e nem tenho tempo para sitia-lo. Homens, pequem os aríetes e escadas!
A equipe de engenheiros do exército sempre levava algum material de cerco com eles, então não demorou muito para organizarem as tropas para um primeiro assalto. Blenheim juntou-se aos cinquentas que levariam o primeiro aríete.
O terreno era íngreme e úmido, mas Blenheim não podia falhar com Radovid e apensar das flechas, pedras e pragas que os nilfigaardianos jogavam das ameias improvisadas ele conseguiram chegar, ao já degastado portão, e o romperam assim como Zieg o fizera. As forças de Emhyr não esperaram a carga de Redânia, eles próprios lançaram-se nos invasores.
Blenheim rapidamente fez os homens usarem a largura do portão como amplitude de combate, para que com isso seus 50 soldados pudessem resistir até a chegada do resto do exército. A tática foi exitosa em conseguir tempo, Blenheim estava tão penetrado comandando seus homens atrás das linhas que nem percebeu que o grosso das forças tinham chegado.
- É agora! – Gritou mais alto que um trovão – atacar! – Disse ao correr de espada em mãos, foi seguido por seus homens. Sua espada foi abrindo espaço em meio ao caos do portão até finalmente chegar ao pátio, do meio do pátio ele viu as coisas mais claramente, viu seus homens tomarem as ameias usando as escadas, viu os negros no portão serem cercados e destruídos e viu Gwynleve correr em sua direção com a espada sobre a cabeça.

Blenheim levantou a sua e segurou o golpe, Gwynleve não recuou e manteve a espada negra contra a espada e vermelha, em um duelo unicamente de força física, mas Gwynleve estava em grande desvantagem, ele não utilizava elmo. O duque soltou uma das mãos do cabo da espada e a usou para quebrar todos os dentes de Gwynleve que recuou com a boca sangrando, o capitão de Nilfigaard não teve nem sequer tempo para pôr-se em guarda novamente, pois foi imediatamente imobilizado pelo exército da águia branca.
Blenheim prometera à Radovid que sua força conquistaria Lindevale em um único dia e mesmo que no limite do tempo ele pretendia cumprir com a palavra empenhada. Sua força seguir rápido para o sul, na tentativa de cercar a tropa inimiga que lutava no entroncamento à norte de Lindevale, mas para sua decepção só o que encontrou foram seus homens saqueando Lindevale. A tropa do entroncamento recuou antes do por do sol e provavelmente iriam engrossar as fileiras de Emhyr no encontro seguinte.

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Que bela descrição! Parabéns

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Guerra seguindo seu curso, boa!

Faz alguns dias que não atualizo a ARR, bem, ela não morreu, mas ando muito ocupado e um pouco desinteressado em escrever coisas medievais. Entretanto ela não morreu e tentarei fazer ao menos três novos capítulos no próximo mês.

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Tranquilo! Sabemos como a vida é corrida.

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