[CONSTRUÇÃO] Sitío Arqueológico Dhan'un - Norte de Solitude

[font=Palatino Linotype][size=150]O Visconde René von Biller partiu da área das Minas Tawantinsuyu, e prosseguiu para o Sítio 2 novamente. Estivera lá pela primeira vez há cerca de 3 dias.
Infelizmente os especialistas em mineração não haviam encontrado materiais mineráveis de forma economicamente viável. Haviam encontrado grossas camadas de granito e sua perfuração se tornou inviável. Os geólogos terminaram por concluir que as amostras de cobre seriam apenas residuais.

Por isso, quando o Visconde voltou ao Sítio 1, a área das atuais Minas Tawantinsuyu, uma nova expedição mais ao norte foi realizada para coleta de amostras. Uma nova área era potencialmente capaz de abrigar novas jazidas minerais.


Assim René von Biller partira na tarde daquele dia em uma nova expedição para onze quilômetros ao norte do sítio 1, ou trinta e um quilômetros ao Norte da Cidade de Solitude.

A área era mais inacessível que a primeira, logo as trilhas tornavam quase duas vezes mais longa a trilha até o novo sítio, denominado Sítio do Vale Dhan’un .[/size][/font]

[font=Palatino Linotype][size=150][justify]Após um longo dia de viagem até o Sítio do Vale Dhan’un, e outros quatro dias na localidade, o Visconde René von Biller, que ainda não fora informado de seu novo título, celebrou as descobertas de sua expedição.

Fora lá procurar recursos minerais e encontrara algo mais grandioso ainda. Em uma das montanhas do vale, encontrara algo quase indescritível por palavras.

Eram ruínas em pedras de construções muito antigas… Apesar do interesse comercial e, por isso, a maior parte dos pesquisadores eram geólogos e mineralogistas, havia um botânico e um arqueólogo nesta expedição. Estes profissionais tinham formação e experiência em outros lugares do mundo.

Herr August Mau, o arqueólogo de ofício, postulou à René von Biller que tais ruínas pareciam semelhantes a de povos da América do Sul, na região do Andes. Mas ao mesmo tempo não pareciam propriamente de um povo que habitasse exclusivamente a região de montanha, pois haviam cerâmicas com entalhes que lembravam animais marinhos. O botânico, Sir William Turner Thiselton-Dyer concluiu que haviam espécie vegetais que floresciam ali que eram correspondentes a congêneres de regiões rochosas próximas ao mar.

Esta linha de argumentação levou René von Biller a imaginar o valor cultural e histórico que aquele lugar haveria de ter… Muito dos vestígios foram coletados e encaixotados. As escavações que seriam de interesse à mineração foram interrompidas e cederam lugar a uma parcial restauração de algumas paredes e fundações daquele sítio.

Os poucos mineiros que haviam acompanhado a expedição ficaram apenas ajudando no trabalho mais pesado, pois seu trabalho com as ferramentas não se adequou bem a minúcia exigida pela investigação arqueológicas. Foram encontradas apenas representações pictóricas… Nada que se assemelhava a algum sistema de escrita foi encontrado.[/align][/size][/font]

[font=Palatino Linotype][size=150][justify]No sexto dia de exploração no Vale Dhan’un, a exploração havia resultado em mais um achado. Na mesma montanha que haviam encontrado a cidade em ruínas, cujo nome não se sabia, encontrou-se escadas para o lado do Grande Deserto.
Aquele novo achado instigara ainda mais os homens daquela expedição, entre eles, René von Biller.[/align]

[justify]Era notável o estado de conservação daquela escada… Parecia em melhores condições até que a “cidade perdida”, o que de fato, tornava a localidade mais intrigante. Após descer os degraus por mais de duas horas, alcançaram o sopé da montanha. A base da escadaria, que era apenas ao ar livre terminava em uma formação rochosa, formando uma espécie de túnel. A aquela aparente caverna dava certa proteção contra as intempéries climáticas e parecia fruto de uma ação humana que escavara a rocha até formar aquela “entrada”.

Dentro daquela espaço, havia diversas representações que pareciam ainda mais antigas que o próprio sítio arqueológico.[/align]

[justify]Havia desenho de animais de grande porte, parecido com um búfalo, e outros parecidos com felinos. E havia algumas mãos impressas. Em uma outra parede, havia dezenas e dezenas de “mãos” desenhadas na rocha.[/align]

[justify]Tochas foram acendidas e lampiões foram acesos para iluminar as partes mais escuras. Tudo era surpreendente… Herr August Mau comentara com Von Biller sobre uma possível diferença entre as datações que aquelas impressões na caverna poderiam ter e o conjunto formado entre as escadarias e as ruínas da cidade. Os degraus e as pedras das ruínas eram feitos de blocos de granito perfeitamente trabalhado.
Já as pinturas do recinto no pé da montanha pareciam ser feitas milhares e milhares de anos antes da povoação do topo. Talvez diferentes e sucessivas ocupações humanas ocorreram naquela região…

A abertura na rocha terminava de frente para o deserto… Logo o chão transitava entre rocha pura para a área. Os membros da expedição iriam finalmente sair da área de montanha e observar o Grande Deserto das Terras Desconhecidas.

Tudo mudaria… René von Biller, que ainda conversava com Herr August Mau, foram surpreendidos pelo o que eles viram quase na saída da caverna, e já sob a luz solar.[/align]

[justify]Eram pegadas no solo que fora molhado há pouquíssimo tempo! Biller tocou o fundo da pegada e falou:

  • Estes rastros são recentes! Alguém esteve aqui há menos de 2 dias!

Todos se entreolharam com mais incertezas do que respostas…[/align][/size][/font]

[justify][font=Palatino Linotype][size=150]Após vários dias de exploração às margens do Grande Deserto e das Montanhas, na Fronteira do Império, nenhum outro rastro de pessoas fora encontrado. Previu-se que quem quer que tenha passado por ali atravessara diretamente o deserto.
Não havia condições de avançar o deserto sem provisões para várias semanas e uma expedição de maior porte. Então, René von Biller, após oito dias longe da civilização, ponderou retornar.

Era um homem de negócios, e não poderia ficar tanto tempo longe do Império sem dar maiores esclarecimentos às suas diretorias. Assim, no raiar de luz naquela manhã do dia 23 de julho de 1890, dera ordens de retorno de todos os membros da expedição até a passagem das escadarias pertencentes a Estação Arqueológica, que fora nomeada de “Enûma eliš la nabuú šámamu”, ou a primeira linha do mito de criação babilônico, “Quando lá no alto o céu não tinha nome”.

Apesar de algumas incertezas, René queria voltar até as Minas Tawantinsuyu até o cair da noite. Para isso precisariam ter vigor para subir todas as escadarias e encurtar a viagem em várias horas. Diferentemente da ida até o sítio, não haveria um ritmo tão lento de marcha e nem paradas tão duradouras. Não foram trazidos cavalos, apenas alguns muares capazes de marchar em terreno íngreme e carregar a carga mais pesada.

Von Biller estava desejoso de voltar à Firgen, se comunicar com suas empresas, e organizar uma expedição ainda maior e partir diretamente da capital draconiana. A ideia era marchar para além do Grande Deserto.[/size][/font][/align]

[font=Palatino Linotype][size=150][justify]Após quase quatro horas de viagem, a expedição chegaria ao Sitío Arqueológico Dhan’un, ao norte do vilarejo de Solitude, na Dracônia. Em virtude do isolamento da localidade, apenas alguns homens da Patrulha Draconiana passavam nas proximidades. Alguns estudantes de geologia e arqueologia eram enviados para a área de tempos em tempos para catalogar e coletar amostras dos achados.

Após a chegada, barracas foram instaladas e um pequeno laboratório de experimentação começou a ser erguido. Os principais membros da empreitada posaram para uma foto.[/align]

[center]Na foto, membros da expedição, em pé, da esquerda para a direita, em pé: René von Biller, Governador-Geral da Gardenha e Conde de Dunnord; Sr. Richard Swan, gerente responsável pelas Minas de Cobre; Mr. Edward Cope, paleontólogo estadunidense; Herr August Mau, arqueólogo alemão; Carlo Vivar, geólogo encarregado. Sentados abaixo são os guias-mores da expedição e encarregados dos demais mineiros e escavadores presentes.

[justify]A luz solar ainda vigorava de maneira pálida permitindo mais duas horas inteiras de trabalho. O local do acampamento era na metade do caminho, entre o pé da montanha onde figurava a Estação Arqueológica Enûma eliš la nabuú šámamu, onde existia a cidade em ruínas, e o baixio, área onde registros fósseis pré-históricos foram encontrados.
Aquela posição foi estabelecida de modo a evitar problemas com as frequentes chuvas que caíam durante aquela época do ano e os consequentes deslizamentos.[/align][/align][/size][/font]

[font=Palatino Linotype][size=150][justify]Na expedição anterior, cinco meses antes, o que fora explorado era o caminho sobre as montanhas até as ruínas a longa escadaria encontrada que dava até a paisagem desértica. Em virtude disso, por muito tempo o vale, mesmo dando nome ao local, fora pouco explorado e as atenções se ativeram às ruínas e registros humanos. Contudo, quando um dos estudantes de Herr August Mau se aventurou por conta própria até a área, deparou-se com algo indescritível.
Voltara e correra para chamar seu professor e arqueólogo, que teve a mesma inquietação. Por isso contactara o paleontólogo Edward Cope e o Conde de Dunnord, para analisarem e testemunharem, respectivamente, do que havia descoberto.

Antes do entardecer, René e os especialistas da expedição desceriam rapidamente até o baixio do vale. O vale era verdadeira ante sala do Grande Deserto, pois, da mesma forma, também se constituía em terra estéril e inóspita. Ao caminharem algumas centenas de metros por entre a areia e as rochas, viram o mesmo que havia surpreendido ao alemão.

O paleontólogo E. Cope logo correu para próximo daqueles enormes ossos. Sacou uma fita métrica e, com a ajuda de August Mau, mediu o crânio. Com aproximadamente dois metros de altura, entre a base semi-desenterrada e o topo cristado, e mais de três metros de comprimento, entre a junção com as vértebras e a ponta do maxilar, detinha feições claramente comuns a outros espécimes dinossaurídeos de grande porte.

O que realmente impressionava era a possibilidade de abertura do maxilar e o tamanho das presas. Nenhum dinossauro encontrado até aquele ano detinha esta especificidade. A formação da crista no topo do crânio também era visivelmente evidente.
René von Biller, igualmente fascinado pelo achado, deu ordens imediatas para os escavadores começarem a abrir o enorme fóssil, todavia, com o maior cuidado que fosse possível. Deu ordens para que se trouxessem mais homens do acampamento-base e todos os esforços fossem feitos o último limiar de luz solar.[/align][/size][/font]

[font=Palatino Linotype][size=150][justify]No raiar do dia seguinte, a escavação prosseguiu em ritmo acelerado. As dimensões daquele fóssil eram colossais, como apontou Edward Cope, enquanto analisava os vestígios.

René von Biller, apesar de grande entusiasta do conhecimento científico, não poderia se deter mais do que um dia no Sítio Arqueológico. Cumprimentou a Herr August Mau e Edward Cope pela descoberta, deu orientações para que prosseguissem com os trabalhos e que, dali por diante, não faltaria quaisquer recursos financeiros para a empreitada.

Partiria à cavalo com o Sr. Richard rumo às Minas de Cobre e, posteriormente, à Firgen.[/align][/size][/font]