[CONTO] A Busca

[center]A Busca[/align]

[justify][tab=30]- Vê se não vai errar… – o ladino sussurrou ao ouvido da arqueira.
[tab=30]- Alguma vez me viu errar? – ela respondeu, irritada.
[tab=30]- Eu vi… uma ou duas vezes… – disse o mago.
[tab=30]- E quem pediu sua opinião? – a arqueira voltou-se para o mago, olhando fixamente para ele enquanto soltava a corda de seu arco.
[tab=30]A flecha viajou, zunindo levemente pelo ar. Seu alvo ainda corria, subindo uma colina, quando voltou-se para ver se estava sendo seguido. A flecha o atingiu direto na garganta, fazendo o jovem começar a se engasgar com o próprio sangue enquanto tentava respirar. Caiu de joelhos, com as mãos na garganta, tentando estancar o sangue que jorrava. Começava a perder as forças, quando o guerreiro finalmente o alcançou e, com um único golpe de sua montante já rubra do sangue da batalha, praticamente dividiu-o ao meio, sangue e órgãos se espalhando pelo chão.
[tab=30]- É, acertou, Liandra… – disse o ladino – Mas seria melhor se ele estivesse vivo, como vamos interroga-lo agora?
[tab=30]O outro ladrão, o único ainda vivo, observava tudo escondido na copa de uma árvore. Acreditava que havia escapado, quando uma flecha cravou-se no tronco da árvore. Com a surpresa, desequilibrou-se e acabou indo ao chão.
[tab=30]- Pode interrogar esse aí, Rodrick. – respondeu a arqueira, com um sorriso debochado.
[tab=30]O ladrão, mesmo atordoado pela queda, sabia o que o esperava, e começou a correr em meio às árvores. Esperava impedir assim que a arqueira conseguisse atingí-lo.
[tab=30]- Talmir, acho que pode fazer algo, pra variar, não? – disse o guerreiro, que voltava da colina.
[tab=30]- Eu poderia lembrá-lo do que aconteceu naquela caverna do sul, não? Salvei sua bunda reluzente enquanto você se encolhia num canto, tremendo.
[tab=30]- Não fale assim comigo! Eram aranhas. Gigantes! Todos têm medo de aranhas, ainda mais gigantes.
[tab=30]- Claro, claro… que seja então, Andrin. Prisão Verde! – conjurou o mago. Imediatamente trepadeiras brotaram ao redor do ladrão, enroscando-se em suas pernas e ao redor de seus braços e prendendo-o em questão de segundos.
[tab=30]Todos se aproximaram lentamente do ladrão, que, apenas com a cabeça livre da conjuração do mago, começava a entrar em pânico. Cercaram-no, enquanto discutiam como fazê-lo falar.
[tab=30]- Eu acho que você tem uma chance de contar tudo o que sabe, antes que Rodrick decida usar suas facas em você. – falou o guerreiro, apontando para o ladino, que brincava com a lâmina de uma das facas.
[tab=30]- Eu… Eu não sei de nada! Acabei de entrar no bando! O líder era Kaznit!
[tab=30]- Aquele grandalhão que tentou me pegar pelas costas depois de mandar os outros nos atacarem? Se aquele era o líder, não me surpreende que vocês perderam tão feio…
[tab=30]- Eu juro! Kaznit só disse que sabia que um grupo ia passar por aqui e que teria muito ouro pra roubarmos!
[tab=30]- O que você acha, Liandra? Acreditamos nele?
[tab=30]- Hummm… não sei, Andrin… Ele é um ladrão, afinal de contas… Talmir?
[tab=30]- Tem razão… todos sabem como os ladrões são mentirosos… Sem ofensa, Rodrick.
[tab=30]- Nenhuma, faz parte do nosso trabalho. – o ladino responde, com um sorriso – Mas também faz parte do nosso trabalho fazer os outros falarem, de um jeito ou de outro…
[tab=30]Nisso ele aproximou-se do ladrão, passando a faca lentamente pela bochecha do mesmo, fazendo apenas um leve corte que deixou uma tênue linha de sangue.
[tab=30]- N-Não… por favor…
[tab=30]Rodrick começou devagar, fazendo apenas cortes no rosto, braços e peito do ladrão. O sangue começava a manchar a grama, mas ele continuava jurando que não sabia de nada. De sua bolsa, o ladino pegou, então, uma pequena haste de ferro, extremamente pontiaguda, e começou a espetá-la debaixo da unha de seu “interrogado”. O ladrão urrou de dor.
[tab=30]- Não vais falar?
[tab=30]- Eu… não sei… de…
[tab=30]Com um movimento rápido, Rodrick então girou a haste, arrancando a unha e fazendo o sangue do ladrão jorrar, enquanto ele tentava se soltar da prisão do mago. Seus gritos começavam a perder a força, mas ele ainda resistia.
[tab=30]- Nada? Bem, ainda temos 9 unhas, e isso sem contarmos as dos pés… mas estamos com pressa, então acho que vou partir para algo mais… radical…
[tab=30]Os olhos do ladrão se arregalaram quando ele viu o ladino pegar outra haste, essa bem maior. Sem pestanejar, ele aproximou-se e cravou a mesma na barriga do interrogado, trespassando-o.
[tab=30]- Dizem que ter as tripas perfuradas dói mais que a picada de 100 serpentes… pelo seu rosto, parece ser verdade… mas calma, ainda não terminamos…
[tab=30]Pegando outra haste, Rodrick aproximou-se bem, mostrando-a e comentando, calmamente:
[tab=30]- Ter o pulmão perfurado também é doloroso… a respiração fica difícil por causa do sangramento… mas você é forte, acho que vai suportar bem…
[tab=30]Procurando um ponto entre duas costelas, o ladino olhou para o rosto de sua vítima, que abriu a boca, como que para dizer algo; nesse momento a haste foi cravada, fazendo nada mais que um suspiro emanar do ladrão.
[tab=30]- Droga… errei… acho que atingi uma costela depois de atravessar o pulmão… mas não se preocupe, tenho mais algumas dessas… – disse Rodrick, dando um tapinha no rosto do ladrão.
[tab=30]- P-pare… p-por… favor…
[tab=30]- Desculpe, não ouvi… o que disse?
[tab=30]- E-Eu não sei… quem nos con-contratou… s-só… só sei que… que deveríamos… n-nos encontrar em Ri-Riger… town… d-depois… do t-trabalho feito… p-para recebermos o resto do d-dinheiro…
[tab=30]- Viu, não foi difícil, foi? – sorriu Rodrick, enquanto, com um movimento rápido, cortava a garganta do ladrão e fazia o sangue dele escorrer.
[tab=30]- Nosso amigo vai estar em Rigertown, onde iria pagar aos nossos amigos pelo trabalho de nos matarem.
[tab=30]- Foi rápido dessa vez… – respondeu o guerreiro, enquanto examinava a espada de um dos ladrões.
[tab=30]- Que me lembre, estamos com pressa, não? Acharam algo de valor? – observou seus companheiros procurando nos corpos que mataram há pouco. Eram cerca de vinte, alguns decapitados, outros amputados, alguns mortos com perfurações. Um cenário macabro, com o sangue e corpos espalhados contrastando com o verde do bosque, como se fosse uma pintura de algum artista psicótico.
[tab=30]- Apenas algumas moedas. Kardur deve estar desesperado para mandar um grupo fraco assim nos atacar.
[tab=30]- Ou está apenas nos testando, Liandra.
[tab=30]- Pode ser, Talmir. Mas já passamos por coisa pior e ainda estamos atrás dele. – responde a arqueira.
[tab=30]- De qualquer forma, ainda temos dois dias até Rigertown. E estou com fome.
[tab=30]- Quando você não está com fome? Mas que seja, o sol já está baixando e temos que montar acampamento. – disse o mago, pegando um mapa – Há um córrego a uns dois quilômetros à leste. Pode ser um bom lugar para passarmos a noite.
[tab=30]- Vamos andando, então. Nossa busca ainda está longe de acabar…
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Ahhh, RPG! Agora que voltei a mestrar vou escrever as aventuras do grupo e postar por aqui. Belo texto!!!

Ahhh, RPG!² :amor

Victor, joga/jogava de que classe/raça?

Você já deve imaginar, mas vai assim mesmo: Humano e guerreiro (ou arqueiro) :stuck_out_tongue:

Sim, realmente eu imagina que a classe era guerreira, fiquei na dúvida se era humano ou anão.

Se joguei de anão duas vezes, foi muito.

Ranger Humano ou Feiticeiro Meio-Elfo :stuck_out_tongue:

Também já joguei de Ranger Humano :cool

Mago (ou similares), humano mas preferencialmente elfo, e na última vez um halfling ladino perito em blefar (isso era muito épico).