Contos do Espaço Profundo

Stellaris

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Apresentação

O Jogo: Stellaris é um Grand Strategy 4x Espacial em Tempo Real lançado em 09 de Maio de 2016 pela Paradox Interactive. Combinando o gênero 4x (eXplore, eXpand, eXploit, eXterminate) espacial com a mecânica de Grand Strategy dos conhecidos títulos da Paradox, Stellaris trouxe diversas inovações ao gênero, destacando-se entre os demais por sua amplitude e inovações.

Objetivo: Colonizar a galáxia e ser amado por todos – nem que tenha que eliminar a oposição.

Adendo: E lá vamos nós pra mais uma tentativa de um AAR de Stellaris… Mas dessa vez prometo que não vou ser nem tão técnico nem tão romancista… Espero… Quando for algo mais in-game vou colocar em spoiler no final do capítulo.

Índice






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Opções

Império: Customizado, com Éticas e Autoridade para possibilitar uma Diretoria Científica e Componentes Cívicos coerentes com uma sociedade tecnocrata

Raça: Terran (Humanóide)

Traits: Inteligente, Bons Aprendizes, Sedentário, Desafiadores e Tradicional

Ética: Militarista e Materialista Fanático

Governo: Oligárquico + Éticas = Diretoria Científica

Componentes Cívicos: Tecnocracia e Burocracia Eficiente

Classe Planetária: Planeta Natal “Terra”, Estrela “Sol”, Sistema Solar Aleatório, Mundo Continental Úmido

Opções do Jogo: Padrão para Galáxia Gigante, exceto Dificuldade (seria Hard?) Escalonável, sem Vizinhos Avançados e 2x Hiperestradas, Portais Abandonados e Buracos de Minhocas

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Introdução

 A primeira metade do século XXI em pouco diferiu do século anterior: notáveis avanços científicos em meio a uma sociedade ainda intolerante e que divergia militarmente por questões como combustível, religião e ideologias.

 Enquanto cientistas e acadêmicos dedicavam-se a adquirir conhecimento sobre o espaço, a física e o próprio planeta Terra, políticos se digladiavam em torno de temas como direitos, economia, nacionalismo e influência diplomática.

 Como sempre ocorrera na história humana, conflitos eclodiam por todo o planeta por motivos diversos. Alguns localizados, outros chamando atenção de diversos países. Assim, não fora de todo imprevisível o Grande Conflito de 2037, por alguns chamado de “III Guerra Mundial”, que varreu a Europa. Conquanto se afirmasse, à época, que a guerra fora causada por uma expansão nacionalista, em parte semelhante à de um século antes, muitos historiadores afirmaram, nos anos seguintes, que a principal motivação fora uma disputa de influência entre a Europa e outros blocos diplomáticos, cada qual tentando impor sua influência na região.

 Embora tenha sido uma guerra de curta duração, o conflito marcou profundamente a região, com o uso indiscriminado de armas nucleares que obrigariam a população a abandonar grandes áreas pelo próximo século. Felizmente, a destruição causada obrigou os grandes líderes políticos a reavaliarem a situação, antes que a guerra nuclear se espalhasse pelo restante do globo. Concessões foram feitas, embora de mau grado, de ambas as partes, e o mundo sobreviveu.

 A “Nova Guerra Fria” continuava gerando animosidades, mas em um nível inferior ao do século XX, pois as nações eram muito mais dependentes umas das outras, principalmente comercialmente. Embora os governos se mantivessem duros, para a população pouco mudara.

 Neste contexto, cientistas trabalhavam há anos buscando uma forma de tornar possível as viagens interplanetárias. Conquanto sondas fossem mandadas para outros planetas por quase um século, o tempo necessário impossibilitava uma maior exploração humana no espaço. Seu estudo se baseava nas tecnologias do século passado, trabalhando especificamente sobre as questões energéticas.

 Assim, em 2058 chegou-se a um protótipo de motor de fissão nuclear capaz de, teoricamente, fornecer a energia necessária utilizando o mínimo de combustível, tornando as viagens espaciais dentro do sistema solar mais rápidas.

 Em 2063, a primeira nave-protótipo fazia um teste não-tripulado que partia da órbita terrestre em direção à Marte. O teste foi um sucesso, uma viagem de 3 meses passava a ser possível em apenas 15 dias.

 Porém, o problema ainda residia no motor de fissão nuclear. Embora o primeiro teste fora um sucesso, o segundo teste foi um fracasso total, com a explosão do motor. O controle de energia precisaria ser extremamente refinado para possibilitar a aceleração necessária sem comprometer a integridade das naves.

 Diversos cientistas do mundo todo se uniram nessa causa, a despeito do posicionamento de seus governos. Descobertas que poderiam demorar décadas eram solucionadas em poucos anos graças à cooperação. Conflitos continuaram ocorrendo, mas isso nada interessava a comunidade científica.

 O século XXII chegara, e o problema do motor fora solucionado, parcialmente. Embora significantemente melhorada, ainda era demasiado instável, e somente missões não-tripuladas executavam as missões.

 Além disso, os demais avanços possibilitaram melhorias antes impensáveis à população. Poluição e grandes desastres ambientais eram comumente resolvidos em questão de meses com as novas tecnologias. O prestígio da classe científica crescia cada vez mais entre a população, e os políticos eram obrigados, a contragosto, a aceitar isso. Assim, em 2143, o primeiro cientista, Zefram Cochrane II, bisneto de um dos líderes da criação do motor de fissão, chegou à presidência da Organização das Nações Unidas.

 Com os avanços mundiais alcançados com Zefram na presidência, a ONU tornou-se uma entidade de fato supranacional, ao invés de meramente política como antes. Tornou-se tradição grandes cientistas ocuparem a presidência. Com o tempo, a população passava a aceitar mais as decisões da Organização que a de seus próprios governos.

 Assim, aos poucos a ONU passou a governar de fato, com os governos nacionais se tornando apenas seus representantes. Havia os descontentes, claro, e não foram poucos os conflitos (e os mortos) durante esse período de transição, com destaque para a Revolta Indiana de 2166 e a Insurreição Chinesa de 2182. Mas poucos duvidavam que a nova ONU pensava no bem da humanidade.

 Enquanto isso, a exploração do Sistema Sol iniciava, com a solução para a estabilidade dos geradores de fissão no início da década de 2170, e apesar da colonização de outros planetas ainda ser impossível, bases espaciais e estações de mineração começaram a ser construídas.

 No campo de pesquisas, desde a década de 2150 uma possibilidade teórica de viagem mais rápida que a luz, utilizando princípios da mecânica quântica e nuances nos campos gravitacionais de estrelas próximas, começou a ser estudada. Descobriu-se, nos anos seguintes, que tais nuances podiam ser mapeadas e, através de cálculos extremamente precisos, poder-se-ia dobrar o espaço-tempo através desses caminhos, que começaram a ser chamados de Hiperestradas. Começou, então, a tentativa de criar um sistema de navegação que possibilitasse seu uso.

 Em 2194, as fronteiras nacionais foram abolidas. Independentemente de cor, ideologia ou local de nascimento, todos eram, agora, apenas “terranos”. O novo governo mundial passou a ser chamado de Tecnocracia Terrana.

 Com esse novo passo concluído na história humana, em 2197 uma sonda não-tripulada conseguiu utilizar uma Hiperestrada sem avarias. Novas naves, agora tripuladas, capazes de utilizar o sistema começaram a ser construídas no Porto Espacial, misto de Base Militar, Científica, Posto de Comércio e Estaleiro Espacial que fora concluído há duas décadas e recebia melhorias constantes.

 Nesse ínterim, próximo ao final de 2199, Alexander Drake, o atual Diretor-Geral, morre aos 97 anos, após ter conseguido realizar seu intento das duas últimas décadas de unificar o planeta em torno de uma causa comum. A Diretoria se reúne, e uma nova eleição inicia para escolher o novo Diretor-Geral.

Adendo

 É, eu sei que meio que “reaproveitei” esse prólogo… mas, né? Mudei algumas coisas e a história segue parecida, pra que mudar tudo, rsrs

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Capítulo I
Relatório Inicial

 A morte de Alexander Drake, que tanto havia trabalhado pelo momento atual da civilização humana, no limiar do novo passo que estava por ser dado parecia uma espécie de piada de humor negro. Mas o futuro da humanidade não pode esperar, e no apagar das luzes de 2199 a Diretoria Científica havia escolhido um novo Diretor.

 Pietro Giordano, um cientista que fizera carreira trabalhando na equipe que projetou as melhorias no Porto Espacial, fora escolhido como novo Diretor-Geral. Mesmo não sendo unanimidade, pois parte da Diretoria se ressentia de seu constante lobby nos círculos econômicos, seu nome acabou tendo um impacto positivo na maioria dos meios.

 Relatório de Situação enviado ao novo Diretor-Geral, 01.01.2200

 Sistema Solar Sol, um sistema binário FK, composto por uma anã-branca e uma anã-laranja. Possui 7 planetas em órbita, sendo 1 Mundo Derretido, 3 Mundos Inférteis, 1 Mundo Tóxico, 1 Gigante Gasoso e apenas 1 Mundo Continental, a Terra. Também possui 4 Estações de Mineração e um Porto Estelar.

 Planeta Terra. Mundo Continental classe 19. 7 Distritos construídos, sendo 3 Urbanos, 2 Geradores, 2 Mineradores e 2 Agrícolas. Construções Especiais: Administração Planetária, Laboratório de Pesquisa, Fornalhas de Ligas e Indústrias Civis.

 Recursos Planetários: Fontes de Água Quente, Cachoeiras Gigantes, Montanhas Tempestuosas, Penhascos Ricos em Minérios, Sopé Próspero, Montanha Rica, 2x Florestas Acidentadas, Terras Férteis e Solo Negro, além de 2x Terras Radioativas Industriais e Favelas Espalhadas, que necessitam ser recuperadas.

 População atual, 12 bilhões de Terranos, sendo 1 bilhão de Governantes, 3.5 bilhões de Especialistas e 7.5 bilhões de Operários.

 Forças Militares: 500.000 Soldados.

 Galáxia e vizinhança estelar.

 Políticas atuais.

 Projetos atuais de naves espaciais, Corveta Classe-Nimble e Plataforma de Defesa Classe-Diligence.

 Líderes: Vladislav Lazarev, Resiliente, Governador do Sistema Sol; Sally Charlesworth, Meticulosa, Comandante da Nave de Pesquisa ISS Astute; Marie Tremblay, Especialista em Ciência do Vazio, Pesquisadora-Chefe do Setor de Engenharia; Salvadore Saldana, Especialista em Estudos de Estado, Pesquisador-Chefe do Setor de Sociedade; Qiao Hu, Adaptável, Pesquisadora-Chefe do Setor de Engenharia.

 Porto Estelar, com módulos de Acomodações, Estaleiro e Hub Comercial.

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 Frota Strike Force Scylla, composta por 3 Corvetas Classe-Nimble.

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 Nave de Construção Classe-HardHat ISS Luchtaine.

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 Nave Científica Classe-Wayfarer ISS Astute.

 Situação geral da Tecnocracia Terrana.

 Fim do Relatório Inicial. Início dos Dados Históricos.

Adendo

 Pra quem não joga Stellaris, mas chegou a ler meu AAR anterior, deve estar estranhando muita coisa que mudou nas últimas expansões. Por exemplo, meu tamanho do império já ser 13 eu tendo apenas um planeta. Bem, os Distritos contam como um planeta nesse ponto (até por isso o +20 de Capacidade Administrativa do Burocracia Eficiente), gerando Moradias e Empregos específicos para cada tipo (Urbano +5/+1Analista, Geradores +2/+2 Técnicos, Mineradores +2/+2 Mineradores e Agrícolas +2/+2 Fazendeiros). Cada Emprego gera recursos específicos, e pops podem mudar de emprego se desempregados e com empregos disponíveis, subindo, mantendo ou descendo na hierarquia (o que causa diminui a felicidade). Além disso, temos os novos recursos Bens de Consumo (que pops precisam), Ligas Metálicas (para certas construções/naves) e Unidade (para Tradições). As construções são mais específicas (Laboratórios criam empregos de Pesquisadores, Fornalhas de Ligas criam empregos de Metalúrgicos, Residências de Luxo criam Moradia e Conforto etc.), mas em número limitado pela pop, como visto. Tem bastante coisa nova, mas vou tentar manter em segundo plano, colocando um adendo quando achar pertinente.

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Capítulo II
Descobertas Surpreendentes

 Logo ao assumir, as primeiras ordens do Diretor-Geral Pietro Giordano deixam claro o rumo que a Tecnocracia Terrana irá seguir: explorar e pesquisar. A Estação Sol inicia a construção de uma nova Nave Científica Classe-Wayferer, enquanto a ISS Astute é enviada para inspecionar os sistemas estelares próximos. A ISS Luchtaine recebe ordens de construir Estações de Mineração e de Pesquisa em todos os planetas e luas do Sistema Sol que possuam recursos para serem explorados. Na área de pesquisa, iniciam os estudos em Teoria Quântica, Biodiversidade e Nanomecânica.

 Março, 2200. A construção da Nave Científica ISS Wanderer é concluída, e para comandá-la é escolhida a jovem cientista Yekaterina Ivanova, que, antes de partir, revela estar ansiosa pela missão recebida. Logo a ISS Wanderer inicia a inspeção de sistemas estelares próximos.

 10 de Março de 2200. Todo o planeta fica em polvorosa com a descoberta, no sistema batizado como Yval, de artefatos antigos que remontam a uma civilização extinta a milhões de anos. Logo a Diretoria se reúne para discutir a descoberta, e decide-se que uma busca por outros artefatos dessa civilização, chamada agora de Yuht, deve ser iniciada.

 Junho, 2200. O Sistema Yval apresenta nova surpresas. Enquanto escaneava a superfície de Yval I, a ISS Astute localizou sinais que apontam para a existência de uma antiga civilização. Embora uma pesquisa mais detalhada possa levar anos, a comandante Sally Charlesworth decide suspender a missão de inspeção e focar todos os recursos da nave nessa descoberta.

 Dezembro, 2200. A ISS Wanderer terminar de inspecionar o Sistema Ereness, sem encontrar nada digno de atenção.

 Maio, 2201. A ISS Luchtaine finaliza a construção das Estações de Mineração e Pesquisa no Sistema Sol.

 Janeiro, 2202. A Tecnocracia Terrana adota como Tradição a Descoberta. A frase “Nossa curiosidade sobre o universo é o que nos trouxe até aqui, e ainda há muito a ser descoberto”, dita pelo Diretor-Geral em sua transmissão planetária, ficaria marcada na história e inspiraria milhares de jovens no futuro.

 29 de Fevereiro de 2202. Este dia ficou marcado na história com a descoberta do primeiro exoplaneta capaz de suportar a vida terrana, Wendel III. A euforia que tomou conta da Terra com a descoberta aumentou ainda mais com o anúncio do início da construção de uma Nave Colonial, e milhares se inscreveram para as duras provas que seriam realizadas para selecionar os primeiros 5 mil colonos quer teriam a difícil e perigosa missão de estabelecer uma base avançada no planeta.

 Junho, 2202. A ISS Wanderer finaliza a inspeção do Sistema Wendel. Logo após, a ISS Luchtaine inicia a construção de uma Base Estelar no sistema, que servirá de apoio aos futuros colonos.

 Em comemoração, na Terra inicia-se a construção de um Monumento Autóctone, em homenagem tanto aos primeiros bravos que se aventuraram além do Sistema Sol quanto aos cientistas que, nos séculos anteriores, possibilitaram a chegada deste dia.

Adendo

 Como devem ter percebido, estou jogando em roleplay. Normalmente pegaria Expansão como primeira Tradição, para acelerar o crescimento das colônias, e construiria uma segunda Fábrica Civil, porque logo precisarei ter uma boa produção de Bens de Consumo para manter minha população feliz. Mas acho que Descoberta e Monumento combinam mais com o background :slight_smile:

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Depois das novas atualizações eu nem voltei a jogar direito, fico perdido nas partes dos distritos ainda, mas com certeza sera legal ver uma AAR de Stellaris. Ademais, Salvadore Saldana parece ser descendente de Zoe Saldana que interpretou Uhura em Star Trek, coincidência no Stellaris? Abram seus oléos senhores.

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Amo esses textos iniciais com realidade alternativa (no caso um futuro utopico alternativo).

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Podemos dizer que as possibilidades são infinitas para fazer um texto inicial de realidade alternativa no Stellaris, são tantas éticas, sistemas de governos, características da espécie e da civilização.

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Coisa linda, adorei as referências a Star Trek rsrsrs

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Capítulo III
Um Novo Mundo

 Outubro, 2202. A ISS Wanderer detecta leituras incomuns em Higashik-Ata III. Uma Anomalia. A capitã Yekaterina Ivanova decide suspender todas as operações e investigar a origem das leituras.

 Outubro, 2202. A ISS Luchtaine conclui a construção da Estação Wendel, possibilitando o início da exploração do sistema e posterior colonização de Wendel III. Sua missão é atualizada para a construção de Estações de Mineração.

 Novembro, 2202. A descoberta de formas de vida em outros planetas, ainda que não inteligentes, tem suscitado longas discussões, tanto entre a comunidade científica quanto entre a população em geral. Depois de várias reuniões, a Diretoria decidiu que a Tecnocracia deve focar esforços na inspeção de quaisquer planetas que possam suportar a vida. A ordem é repassada para as Naves Científicas.

 Março, 2203. Com a construção do Monumento Autóctone na Terra, milhares sentem-se motivados a abraçar suas vocações artísticas, e uma onda de autores, pintores, atores e afins inicia uma revolução cultural e social dentro da sociedade terrana.

 Março, 2203. A ISS Astute finaliza a inspeção no planeta Yval I, descobrindo redes de escuta e antenas de transmissão extremamente antigas. O Diretor-Geral, informado da descoberta, solicita que seja realizada uma escavação e exploração minuciosa das estruturas encontradas.

 19 de Março, 2203. A ISS Brotherhood, primeira Nave Espacial da história terrana, é concluída em meio a comemorações por todo o planeta. A primeira leva de colonos embarca, rumo a um planeta desconhecido, como pioneiros que desbravarão e construirão as bases para que terranos possam iniciar a colonização de Wendel III. O Diretor-Geral Pietro Giordano desejou-lhes sorte e perseverança, “como aqueles que há centenas de anos enfrentaram o desconhecido e as adversidades de uma terra longínqua, em busca de uma vida melhor para todos”.

 Junho, 2203. A ISS Wanderer conclui que as Anomalias detectadas na superfície de Higashik-Ata III são bolsões de Sopa Primordial, uma mistura de compostos orgânicos capazes de gerar vida. A descoberta excita a comunidade científica pois, por motivos óbvios, seu estudo apenas era possível através de experimentos controlados em laboratório.

 Julho, 2203. A comunidade científica ainda não havia se recuperado da descoberta de bolsões de Sopa Primordial em Higashik-Aka III quando, menos de um mês depois, a ISS Wanderer informou que sua lua, Higashik-Aka IIIa, possuía atmosfera respirável, apesar da geografia desértica. A descoberta de um segundo planeta habitável, embora não totalmente propício à vida terrana, repercute por toda a Tecnocracia.

 Setembro, 2203. As descobertas trazidas pela exploração espacial não param de extasiar a população. A ISS Astute termina de estudar as ruínas encontradas em Yval I, concluindo tratar-se de escâneres de vida inteligente. Apesar que os poucos dados recuperados dessem a entender que, na época que os Yuht exploravam a galáxia, essa região não possuía vida senciente, o fato de que tudo sejam resquícios de milhões de anos levanta outras questões: Os Yuht sobreviveram? Terá surgido, nesse tempo, vida senciente? Ou os Yuht, e nós, Terranos, somos anomalias no universo?

 15 de Novembro, 2203. Data histórica para toda a Tecnocracia Terrana. A primeira colônia terrana em outro planeta. A ISS adentra a atmosfera de Wendel III, agora rebatizado de Wendel Prime, pousando no delta de um rio. OS pioneiros dessa nova era terrana iniciam a montagem de habitações e o desmonte da nave para o uso de seus materiais nas construções necessárias. O Diretor-Geral envia uma transmissão, parabenizando a todos uma vez mais pela coragem e determinação. Ainda levará anos para que a colônia se torne auto-sustentável, mas nada apagará a importância desse grande passo para a humanidade.

Adendo

@LyROBERT Quem sabe, né? Vai q é mesmo, rsrs… Quanto aos distritos, o principal ponto deles, a meu ver, é possibilitar um jogo tall. Wide = muitos planetas, com poucos distritos em cada, logo pouco desenvolvidos x Tall = poucos planetas, com muitos distritos, logo bastante desenvolvidos. Além disso, caso um planeta tenha mais distritos de um tipo, ele se adquire uma Designação de acordo, por ex. Mundo Urbano, Mundo Minerador, Mundo Forja, etc, ganhando bônus na produção (nos citados, seriam +25% na velocidade e -10% no custo da construção de distritos, +25% na velocidade de construção de distritos de mineração e +20% na produção de mineiros, e +25% na velocidade de construção de forjas e -20% no upkeep de metalúrgicos), mas depois, com techs específicas, isso pode ser definido manualmente.

@Richardlh É nóis, hehe…

@Wellington, meio q copiei a introdução do outro AAR, que, sim, “meio” que usei o background de Star Trek, mudando pro fato de agora só termos hiperestradas…

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Capítulo IV
Audaciosamente Indo Onde
Nenhum Homem Jamais Esteve

 Março, 2203. O grande número de descobertas ainda em sistemas estelares próximos maravilhou toda a Terra. Sem sequer imaginar o que ainda pode ser aguardando ser descoberto, a Tecnocracia adota a Tradição de Inspecionar Outros Mundos, iniciando a especialização da tripulação das Naves Científicas nesse aspecto. O Diretor-Geral, ao discursar sobre mais esse passo importante na história terrana, lembrou que “Nem na época das Grandes Navegações, nem na época do Desbravamento Submarino, tantas maravilhas foram descobertas. Uma nova era inicia, uma onde estamos Audaciosamente Indo Onde Nenhum Homem Jamais Esteve.”

 Novembro, 2203. A ISS Astute detecta traços de radiação bélica em uma órbita baixa ao redor de Yval. A capitã Sally Charlesworth inicia a pesquisa dessa Anomalia.

 Fevereiro, 2204. A ISS Wanderer descobre uma enorme cratera na superfície de Higashik-Ata II. Aparentando ser muito mais profunda que o habitual, embora esteja bloqueada, a capitã Yekaterina Ivanova marca a cratera como um Sítio de Escavação Arqueológica. Não sendo, entretanto, sua especialidade, e pelo fato de a Wanderer não possuir o equipamento necessário, a escavação terá que esperar.

 No mês seguinte, a Wanderer conclui a inspeção do sistema, enviando os dados coletados para a Terra.

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 Junho, 2204. Um cometa desconhecido é avistado pela primeira vez no sistema Sol. Sua análise não revela nada de incomum, entretanto.

 Agosto, 2204. A pesquisa da Anomalia em órbita de Yval é concluída, de forma surpreendente. Trata-se de uma nave militar, extremamente danificada. A inspeção encontrou alguns registros ainda não-corrompidos, e inicia a tentativa de tradução.

 Agosto, 2204. A ISS Wanderer localiza enormes Monólitos na superfície de Esteraeus IV, que certamente não são uma formação natural. Uma pesquisa mais detalhada é iniciada.

 Setembro, 2204. Nossos cientistas do Departamento de Engenharia terminam os estudos sobre a Nanomecânica, já determinando formas de utilizar esse conhecimento em pesquisas futuras. Com a necessidade crescente de Minérios, determina-se que novas formas de Fraturamento Geotérmico devem ser desenvolvidas.

 Novembro, 2204. O estudo dos registros encontrados na nave em órbita de Yval chocam uma vez mais a sociedade terrana. Uma raça alienígena estava em busca de um artefato conhecido como Rubricador, roubado de sua civilização. Junto aos registros, dados estelares informa que o último local conhecido do Rubricador era um sistema estelar próximo. Entretanto, isso levanta a questão: quem o roubou? Ainda estarão vivos? Se sim, quão perigosos são, visto o dano causado à nave encontrada? Por esses motivos, embora tal artefato possa ser muito valioso para a Tecnocracia, sua busca deve ser postergada.

 Janeiro, 2205. Mais um mundo com atmosfera respirável pelos terranos é descoberto, Yval II. Embora seja um mundo de clima Ártico, quase impossibilitando qualquer futura tentativa de colonização, sua descoberta mostra que planetas com atmosfera não são raridade na galáxia. No mês seguinte, a ISS Astute finaliza a inspeção do sistema.

 Janeiro, 2205. A pesquisa sobre os Monólitos em Esteraeus IV é concluída. São de fato construções alienígenas, visto o planeta ser completamente inabitável. Suas linhas artisticamente desenhadas inspiram e seu estudo impulsiona o conhecimento de Engenharia da Tecnocracia.

 Março, 2205. Os Estudos sobre Biodiversidade são concluídos, permitindo uma nova forma de estudas a vida, na Terra ou em outros planetas. Salvadore Saldana, em conversa com o Diretor-Geral Pietro Giordano, decidem pela criação de um sistema de Eco-Simulação, para estudar novas formas de melhoramento agrícola.

 Maio, 2205. Os avanços no campo da Teoria Quântica mostram novas possibilidades de utilizar partículas subatômicas de forma mais segura e eficiente. Com tal conhecimento, o Departamento decide por iniciar os trabalhos de uma Inteligência Artificial Administrativa, que automatizem e organizem parte das pesquisas sendo realizadas, tornando-as mais eficientes.

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Espero que essa AAR ´passe bastante desse ponto pois é quando as coisas começam a ficar interessantes.

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Já já chega com as peripécias diplomáticas com outros seres hehe

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