Contos do Espaço Profundo

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Capítulo X
Os Lavis Synergetics

 Setembro, 2214. O Departamento de Física conclui a criação de Protocolos de Exploração Automatizados, que auxiliarão as Naves Científicas na inspeção de sistemas desconhecidos. Com a recente descoberta de uma frota alienígena em Siccon, a prioridade da Tecnocracia passa a ser fortalecer nossa própria frota, e uma forma de aprimorar nossos Escudos Defletores começa a ser pesquisada.

 Outubro, 2214. A ISS Astute inspeciona o antigo estaleiro orbital, descobrindo tratar-se de um estaleiro automatizado, com pelo menos mil anos de idade, que fora atacado, provavelmente por mísseis. Embora danificado, um dos diques de construção ainda parece operacional, se a energia puder ser restaurada. A ISS Luchtaine é enviada imediatamente para trabalhar no estaleiro, enquanto a Astute segue para o sistema Higashik-Ata, trabalhar na escavação do Sitio Arqueológico.

 Novembro, 2214. O estudo dos dados acerca da frota alienígena encontrada em Siccon traz uma surpreendente descoberta: as “naves” são na realidade criaturas vivas, apesar de seu imenso tamanho, maiores que uma Corveta. Ainda são necessários maiores estudos sobre essa “Amebas Espaciais” para se descobrir de onde vieram, como cresceram tanto e, principalmente, como conseguem sobreviver no vácuo espacial.

 Novembro, 2214. A programação do novo sistema de simulação de Padrões de Montagem é concluída e entra em operação, de forma que novas construções poderão ser concluídas muito mais rapidamente. Da mesma forma que o Departamento de Física, o Departamento de Engenharia foca seus estudos na área militar, iniciando estudos na melhoria dos Canhões de Bobinas.

 Março, 2215. O sistema Ellor termina de ser inspecionado, sem nada muito relevante sendo encontrado. A ISS Wanderer, porém, é ordenada a suspender as inspeções e seguir para o sistema Erdosca, onde deverá aguardar novas ordens.

 Abril, 2215. Depois de anos trabalhando, primeiro de forma silenciosa, depois contatando os principais líderes das nações e, por fim, abertamente para acelerar o nível tecnológico de Bregglar III, finalmente os Lavis alcançam a unificação planetária e o vôo espacial. Referindo-se a si mesmos como Lavis Synergetics, seu governo é chamado de Megacorporação, tendo resultado da fusão das maiores empresas do planeta que assumiram os esforços de aprimoramento tecnológico sob nossa tutela. Anda agradecidos pela benevolência da Tecnocracia Terrana, os Lavis Synergetics aceitaram a Proteção da Tecnocracia, recebendo em troca, além do avanço tecnológico, todo o sistema Bregglar.

 Abril, 2215. Dentro das comemorações do avanço dos Lavis Synergetics e o pacto com a Tecnocracia, pela primeira vez o Diretor-Geral Pietro Giordano visita um planeta alienígena. Após os encontros entre o alto escalão das duas raças, fica definido um Tratado de Migração entre os Lavis e os Terranos. Nas palavras do Diretor-Geral, “Esse é um momento histórico para ambos, uma forma de demonstrar que, apesar de nossas diferenças, podemos todos trabalhar juntos pelo bem geral”, sendo complementado pelo CEO Petals of Ebony, “Que um intercâmbio entre nossos mundos é essencial para o avanço econômico de todos, e que a troca de idéias entre os povos apenas pode ser benéfica para o crescimento da Tecnocracia e dos Synergetics”. As comemorações se espalharam pela Terra e as demais colônias, com todos confiantes em um futuro ainda mais promissor.

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Faz sim @Lord_Victor. Sempre sou a favor das AARs

Novembro, 2214. O estudo dos dados acerca da frota alienígena encontrada em Siccon traz uma surpreendente descoberta: as “naves” são na realidade criaturas vivas, apesar de seu imenso tamanho, maiores que uma Corveta. Ainda são necessários maiores estudos sobre essa “Amebas Espaciais” para se descobrir de onde vieram, como cresceram tanto e, principalmente, como conseguem sobreviver no vácuo espacial.
Lembro que teve esse evento nas outras duas AARs que você fez @Hiryuu

@Richardlh, acredito q seja um evento padrão do dlc Leviathan quando do primeiro encontro com uma dessas criaturas colossais.

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Capítulo XI
Escavações e Eleições

 Setembro, 2215. A ISS Astute chega a Higashik-Ata II, mas para iniciar a escavação do Sítio Arqueológico precisa aguardar a ISS Foundry construir uma Base Estelar no sistema.

 Fevereiro, 2216. A ISS Luchtaine termina os reparos no Estaleiro Orbital Automatizado, restaurando a energia na doca ainda operacional, que inicia imediatamente a construção ainda em sua programação. O estaleiro termina a construção de 3 naves classe-R44, equivalentes às Corvetas Terranas, mas com armamento muito mais avançado. Infelizmente, logo após a construção das 3 naves, o Estaleiro sofreu danos críticos e a tripulação da Luchtaine determinou ser impossível repará-lo novamente. As 3 naves foram tripuladas e receberam a ordem e seguir para o sistema Erdosca, onde se reunirão com a Strike Force Scylla. A ISS Luchtaine, por sua vez, é ordenada a construir uma Base Estelar no sistema Mithar.

 Maio, 2216. Com a construção da Base Estelar em Higashik-Ata, a ISS Astute inicia, finalmente, a escavação. A ISS Foundry, por sua vez, inicia a construção de Estações de Mineração e Pesquisa no sistema.

 Julho, 2216. Matshediso Iwu, uma jovem oficial, é promovida a Almirante da Strike Force Scylla. Conhecida por ser Inflexível nas simulações e treinamentos, ela parte, juntamente com a ISS Wanderer, explorar o sistema Ussaldon, onde os dados obtidos informam se localizar o chamado “Rubricador”.

 Agosto, 2216. Chegando a Ussaldon, a Strike Force Scylla e a ISS Wanderer localizam as coordenadas do Rubricador. Elas apontam para um Mundo Relíquia, um planeta classe 21 onde ruínas de uma imensa cidade cobrem o mundo inteiro. A ISS Wanderer inicia a inspeção do sistema, enquanto a Strike Force Scylla se mantém alerta caso haja alguma eventualidade.

 Setembro, 2216. Após concluir a Base Espacial no sistema Mithar, a ISS Luchtaine inicia a construção de Estações de Mineração e Pesquisa.

 Dezembro, 2216. A Diretoria institui a Educação Politécnica universal, determinando que seja Tradição que todos os Terranos sejam educados com base em princípios científicos multidisciplinares, preparando os futuros cidadãos para essa nova era tecnológica que a Terra vivencia.

 Março, 2218. O Departamento de Sociologia conclui a análise dos dados acerca das Amebas Espaciais, determinando que, embora sua origem não possa ser determinada, são animais solitários, mas “acompanhados” por flagelos espaciais, criaturas semi-autônomas criadas pela Ameba capazes de manipular objetos próximos de seu hospedeiro. Estudando mais detalhadamente os padrões de movimento dos flagelos, os cientistas foram capazes de programar os computadores das naves terranas para executarem manobras de evasão mais efetivas.

 Março, 2219. Concluindo as construções no sistema Mithar, a ISS Foundry segue para o sistema Kibbin, onde iniciará a construção de uma Estação Espacial.

 Janeiro, 2220. Após 20 anos da Era Espacial Terrana, o mandato do Diretor-Geral Pietro Giordano chega ao fim, e novas eleições têm início entre os membros da Diretoria Científica para escolher quem guiará a Tecnocracia pelos próximos 20 anos. Em seu discurso final, o Diretor-Geral disse que “Foram os grandes feitos dos líderes do passado que permitiram que eu guiasse a Tecnocracia nessa era histórica. Enfrentamos o desconhecido com a coragem e a curiosidade que sempre guiaram nosso povo, e muito ainda temos a descobrir nos anos que virão. É por isso, pela certeza de que tenho feito meu melhor nessa era de novas maravilhas, que também tenho a certeza de que ainda tenho muito a oferecer à Tecnocracia. É por isso que peço, uma vez mais, o mesmo voto de confiança que me foi dado há 20 anos, para que possa seguir meu trabalho à frente da Tecnocracia, à frente de nosso povo, certo de que farei meu melhor frente as maravilhas que ainda iremos descobrir no futuro.”

 Janeiro, 2220. Com o discurso de Pietro Giordano, uma rápida reunião se realiza entre os demais candidatos e as lideranças das Facções. Sem muita discussão, decidem retirar as demais candidaturas e apoiar o Diretor-Geral. Logo, a decisão é comunicada, recolocando Pietro Giordano como Diretor-Geral da Tecnocracia Terrana pelos próximos 20 anos.

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Cade o ensino em Filosofia e Sociologia? Vai ser Educação Moral e Cívica e Organização Social?

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Capítulo XII
Mudança de Postura

 Janeiro, 2220. Uma das primeiras decisões do Diretor-Geral Pietro Giordano em seu novo mandato é iniciar uma Campanha de Reciclagem, dado a elevada utilização de Bens de Consumo pela população.

 Janeiro, 2220. Ainda em Janeiro, com ambas a ISS Astute quanto a ISS Wanderer envolvidas em escavações, é ordenada a construção de uma nova Nave Científica. Para comandá-la é promovida a cientista Naima al-Hazmi, conhecida por capacidade de adotar novos métodos científicos quando necessário. Em meados de Março, a ISS Wayfarer inicia sua jornada de inspeção em sistemas inexplorados.

 Maio, 2220. A ISS Astute envia um relatório do progresso na escavação do enorme buraco encontrado em Higashik-Ata III. Apesar da dificuldade em liberar e içar os detritos centenas de metros abaixo da superfície, com vários acidentes, inclusive, lentamente a escavação segue progredindo.

 Junho, 2220. A escavação em Ussaldon V prossegue, segundo o relatório da ISS Wanderer. Muito descobriu-se acerca de acontecimentos antigos, como combates entre os nativos e inimigos superiores, bem como fatores que impossibilitaram a fuga dos habitantes. Apesar de haverem encontrado relatos acerca do Rubricador, sua localização ainda é desconhecida da equipe.

 Junho-Julho, 2220. Diversos avanços científicos são alcançados na metade do ano. O Departamento de Física melhora o sistema de absorção de dano dos Defletores Aprimorados, o Departamento de Sociedade implanta em definitivo as mudanças no sistema de Burocracia Adaptativa, agilizando os trabalhos governamentais, enquanto o Departamento de Engenharia conclui o projeto dos novos Canhões de Bobinas. Novas pesquisas nos campos de Laboratórios de Zero Gravidade, Mapeamento de Genoma e Refinarias de Zero Gravidade são iniciadas pelos Departamentos, a fim de otimizar as pesquisas das Estações de Pesquisa, possibilitar tratamentos genéticos para doenças e ampliar a capacidade de Estações de Mineração, respectivamente.

 Setembro, 2220. Para atenuar o déficit na produção de Bens de Consumo, mesmo com a Campanha de Reciclagem, novas Indústrias Civis são construídas em Wendel Prime.

 Outubro, 2220. Com a Base Estelar concluída no sistema Kibbin, a ISS Foundry inicia a construção de Estações de Mineração no sistema.

 Novembro, 2220. As constantes descobertas advindas da exploração espacial e os notáveis avanços científicos dos últimos anos levam a população a acreditar ainda mais na Ciência, tornando-se Tradição que muitos tentem a carreira de Pesquisadores.

 Novembro, 2220. Assim como em Wendel Prime, em Erdosca Prime novas Indústrias Civis começam a ser construídas, para aumentar a produção de Bens de Consumo.

 Fevereiro, 2221. A ISS Wayfarer finaliza a inspeção do sistema Rubiz, considerando-o uma boa opção para a produção de energia e minerais. Em Abril, a ISS Luchtaine inicia a construção de uma Base Estelar.

 Junho, 2221. Novos relatórios são recebidos da ISS Wanderer. A busca no planeta Ussaldon V continua, com vários arquivos encontrados detalhando diversos artefatos, seus usos e perigos, bem como uma pista enigmática sobre a localização do Rubricador.

 Junho, 2221. A ISS Foundry finaliza as Estações de Mineração no sistema Kibbin, seguindo para construir uma Base Estelar no sistema Ksora.

 Julho, 2221. Os engenheiros da Tecnocracia concluem a modernização do projeto de Corvetas, utilizando os novos Defletores Aprimorados e Canhões de Bobinas. A Classe-Nimble é dividida nas Classes Agile, focada no uso de Canhões de Bobina e Lasers Vermelhos, e Lithe, equipada com Lasers Vermelhos e Mísseis Nucleares. A Strike Force Scylla, sem detectar nenhum perigo iminente no sistema Ussaldon, retorna para a Estação Sol aprimorar suas Corvetas Classe-Nimble para Classe-Agile.

 Novembro-Dezembro, 2221. A ISS Luchtaine e a ISS Foundry concluem a contrução das Bases Estelares nos sistemas Rubiz e Ksora, iniciando logo em seqüência a construção de Estações de Mineração.

 Janeiro, 2222. O sistema Vanniko é inspecionado pela ISS Wayfarer, mas é um sistema com poucos recursos para serem explorados de imediato.

 Junho, 2222. As Corvetas da Strike Force Scylla terminam de serem convertidas da Classe-Nimble para a Classe-Agile. Com o apoio dos Marcha dos Bravos, o Diretor-Geral ordena a construção de novas Corvetas Classe-Lithe para reforçar o poderio militar da Tecnocracia Terrana.

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Capítulo XIII
Batalha em Siccon

 Agosto, 2222. A escavação em Higashik-Ata II continua a apresentar contratempos. Conforme se avança adentro da cratera, altos níveis de radiação são detectados, obrigando à equipe da ISS Astute a utilizar equipamentos de proteção e sistemas de descontaminação enquanto continuam a retirar os entulhos.

 Novembro, 2222. A ISS Wayfarer detecta uma anomalia em um campo de destroços em órbita de Durabbius IIIa, e a capitã Naima al-Hazmi inicia uma investigação mais aprofundada.

 Fevereiro, 2223. Com a construção das Corvetas Classe-Lithe concluídas, a Strike Force Scylla inicia viagem ao sistema Siccon, onde Amebas Espaciais hostis foram detectadas anteriormente.

 Abril, 2223. A ISS Wayfarer descobre a causa da anomalia em Durabbius IIIa: uma pequena cápsula hermética. Intrigante é o fato de haver um relógio atômico na mesma, em contagem regressiva datada para zerar em 42 anos e 3 dias. Sem muita certeza do que aguardar, mas com a curiosidade típica dos terranos, decide-se deixar o artefato incólume e aguardar o final da contagem…

 Agosto, 2223. A equipe da ISS Astute finalmente consegue chegar ao fundo da cratera em Higashik-Ata II, localizando uma gigantesca máquina de perfuração desativada. Analisando a máquina, descobrem uma bomba de fusão de detonação remota, concluindo que o plano (de quem quer que tenha construído a máquina) seria perfurar até o núcleo do planeta e detoná-lo. Mas… por quê?

 Setembro, 2223. A Stryke Force Scylla chega ao sistema Siccon, e logo iniciam procedimentos de combate.

Extraído dos logs de comando da Almirante Matshediso Iwu:

 - Todas as naves, mantenham formação e iniciem os disparos ao entrar no alcance das armas. Travem o sistema de mira nas Amebas menores.

 - Almirante, as Amebas iniciaram manobras evasivas enquanto atacam com rajadas de plasma.

 - Medidas contra-evasivas. Manobras de cerco em espiral.

 - Uma das Amebas menores destruída.

 - Continuem com o sistema de mira nas outras menores. Deixem a Ameba-Mãe para o final.

 - ISS Agile, ISS Bard e ISS Brave informam danos aos escudos.

 - Manobras de evasão, inverter fluxo da espiral.

 - Última das Amebas menores abatida. ISS Brave informa danos críticos ao sistema de escudos.

 - Todas as naves, mantenham a formação em espiral. Força total nas armas. Acabem logo com a Ameba-Mãe.

 - Ameba-Mãe destruída, Almirante.

 - Bom trabalho, homens. Situação da frota?

 - Danos moderados em 4 naves. Mas perdemos a ISS Brave.

 - Maldição! Fizemos o possível para acabar com essa batalha o mais rápido possível, mas não foi suficiente. Envie o relatório para a Diretoria, e informe que estamos retornando ao sistema Sol para reparos.

 - Imediatamente, Almirante.

 Novembro, 2223. O relatório recebido da Strike Force Scylla ao mesmo tempo animou e preocupou a Diretoria. Enquanto a vitória na primeira batalha espacial da história da Tecnocracia Terrana é algo a se comemorar, a destruição da ISS Brave e a morte dos 150 tripulantes demonstrou a necessidade de se expandir ainda mais a força militar terrana. O Diretor-Geral Pietro Giordano falou em transmissão que “Ao mesmo tempo que nos solidarizamos com as famílias dos mortos, devemos considerar os tripulantes da ISS Brave heróis, pois a morte em defesa da Terra e de nossos entes queridos é a mais honrosa possível. Faremos o possível para fortalecer nossa presença militar no espaço, de forma que, quando novamente tivermos que enfrentar os perigos que certamente encontraremos, não tenhamos mais que chorar pelos mortos”. Logo após, a ISS Astute foi ordenada a seguir imediatamente para o sistema Siccon, analisar os restos das Amebas Espaciais.

 Novembro, 2223. A ISS Wayfarer finaliza a inspeção do sistema Durabbius, detectando que a lua Durabbius IIIa trata-se de um Mundo Continental Classe 13. Com a informação recebida, a ISS Luchtaine imediatamente inicia a contrução de uma Base Estelar no sistema.

 Novembro, 2223. Com a baixa produção de Ligas Metálicas, o Diretor-Geral decide comprar, emergencialmente, 250 mil toneladas de siderúrgicas privadas. Apesar do alto gasto, isso permite que uma nova Nave Colonial comece a ser construída imediatamente.

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Me explica como foi que uma nave foi abatida?

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Quisera eu saber, @Richardlh… Tudo tranquilo, escudos suportando de boa, no fim da batalha, uma corveta abatida… Tive q dar um contexto pra esse… sumiço… :man_shrugging:

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Acontece. A inteligência deve ter refeito um cáculo e “percebeu” alguma falha. Ou o contrário. hehehe

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Uma coisa que eu sempre acho engraçado são os nomes com etnias totalmente variadas nesse globalismo simbólico. Matshediso Iwu, mulher negra com nome masculino [?] de língua desconhecida e sobrenome japonês.

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Boa observação. kkkkk

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Capítulo XIV
Exploração e Colonização

 Rede Terrana de Notícias, 06 de Novembro de 2223

 O crescimento populacional e o constante fluxo migratório fizeram com que nossas colônias atingissem números surpreendentes em poucos anos. Embora tal crescimento demonstre o sucesso da colonização terrana em outros planetas, também traz seus problemas. As colônias de Wendel Prime e Erdosca Prime, apesar de toda a infraestrutura preparada, encontram um grave problema para sua contínua expansão: a falta de moradias.

 Com relatos contínuos de utilização de moradias improvisadas e da cessão de casas já ocupadas para o uso de múltiplas famílias, esse problema tem afetado negativamente a população das colônias.

 Para contornar esse problema, o Governador Vladislav Lazarev iniciou a construção de Distritos Urbanos nas colônias citadas, procurando, em médio espaço de tempo, resolver a questão. Uma decisão acertada, é claro, mas por que esperar a situação atingir esse ponto para então agir?

 Periódico Independente de Ciências, 08 de Janeiro de 2224

 O Departamento de Sociedade anunciou a conclusão do processo de mapeamento do genoma terrano, iniciado anos atrás. Quando questionado das possibilidades de uso de tal feito, o Chefe do Departamento, Cientista Salvadore Saldana, comentou:

 “Por muitos anos o sequenciamento do genoma terrano foi tentado, sempre esbarrando em partes dele que eram muito complexas para serem mapeadas, seja por sua estrutura seja pelas variações existentes indivíduo a indivíduo. Apenas agora, com a tecnologia no ponto que se encontra, foi possível mapear as diferentes variações possíveis e integrá-las ao genoma fixo que já conhecíamos. Entendo que muitos possam achar isso algo quase irrelevante, mas para provarmos as novas possibilidades que isso nos trará, estou anunciando que iniciaremos imediatamente a criação de um Plano de Saúde Genético, para que possamos tratar as doenças da população em nível jamais imaginado. Darei mais informações quando concluirmos essa nova etapa. Obrigado.”

 Aventuras Arqueológicas, 1º de Março de 2224

 As escavações em Ussaldon V seguem em ritmo acelerado. Explorar as ruínas de um planeta alienígena vai muito além do que nossos maiores nomes da arqueologia terrana jamais imaginaram, mas também traz complicações inesperadas.

 Sempre foi curioso o fato de a equipe conviver com cheiros terríveis e nauseantes, mas a recente descoberta da origem desse fedor é ainda mais curiosa, para dizer o mínimo.

 “Realmente não esperávamos encontrar… isso!” – relatou Johannes Krieser, um dos membros da equipe – “Por mais que soubéssemos que o planeta fora habitado por uma espécie que só podemos descrever como roedores humanóides, foi meio chocante encontrar uma área repleta de pilhas de excrementos.”

 “O mais estranho” – comentou Pedro de Matos, outro membro da equipe – “foi que, afora os restos semidigeridos dos habitantes do planeta, essa matéria fecal não possuía outros traços de DNA. É algo extremamente intrigante.”

 Outro membro da equipe, que preferiu não se identificar, disse que uma dessas pilhas de excrementos era “fresca”. Isso é estranho, visto que nenhum sinal de vida foi detectado na superfície do planeta. Também parece preocupar a equipe o fato de que a Capitã Yekaterina Ivanova parece estra sofrendo com a bebida. Será que as descobertas da Capitã têm sido tão inquietantes que ela acabou recorrendo a esse artifício degradante para suportar?

 Log 04-22240329, ISS Luchtaine, 29 de Março de 2224

 Nave de Construção ISS Luchtaine. Data, 29 de Março de 2224. Localização, sistema Durabbius. Situação, ordem de construção de estações de mineração no sistema.

 Periódico Independente de Ciências, 08 de Junho de 2224

 Em entrevista conjunta, os Departamentos de Física e de Engenharia da Tecnocracia terrana anunciaram suas últimas descobertas.

 A Cientista Qiao Hu, Chefe do Departamento de Física, iniciou dizendo que o anúncio foi feito em conjunto porque ambos os Departamentos trabalharam conjuntamente nesse caso. “Embora nossas pesquisas divergissem em seu objetivo, como ambas tratavam da melhor utilização de nossos sistemas no ambiente de zero gravidade de nossa Estações, foi possível a troca de conclusões em diversos pontos entre nossos Departamentos, o que acabou por acelerar ambos os resultados”, disse a cientista, “E com isso pudemos criar laboratórios especializados em pesquisa em zero gravidade, o que deve ampliar as possibilidades de nossas Estações de Pesquisa”.

 Já a Chefe do Departamento de Engenharia, Marie Tremblay, comentou que “A cooperação apenas demonstra que há possibilidade de maior integração, de forma a maximizar nossos resultados. A gravidade zero de nossas Estações traz diferenças substanciais em comparação ao trabalho em gravidade normal, como aqui na Terra. Uma das descobertas é que é mais efetivo construirmos refinarias internas em nossas Estações de Mineração, o que deve ampliar sua capacidade de produção.”

 Mesmo com ambos elogiando os frutos da integração entre os Departamentos, logo afirmaram que, de momento, suas pesquisas seguirão rumos diferentes. Qiao Hu disse que, com a baixa oferta de energia atual, seu Departamento irá priorizar formas mais eficientes de geração de energia, quanto Marie afirmou que continuará a pesquisar melhorias para que as Estações possam ampliar ainda mais sua produção mineral.

 Log 02-22240730, ISS Luchtaine, 30 de Julho de 2224

 Nave de Construção ISS Luchtaine. Data, 30 de Julho de 2224. Localização, sistema Durabbius. Situação, construção da estação de mineração em Durabbius concluída, recebida nova ordem de construção de base estelar no sistema Dimm, checando sistemas da nave para viagem via Hiperestrada.

 Log 01-22240903, ISS Wayfarer, 03 de Setembro de 2224

 Nave de Pesquisa ISS Wayfarer. Data, 03 de Setembro de 2224. Localização, sistema Takhvan. Situação, chegada ao sistema Takhvan via Hiperestrada Dimm, escâneres apontam o que somente podemos considerar ser uma espécie de Portal, embora pareça desativado, iniciando inspeção geral do sistema.

 Portal Última Hora, 03 de Setembro de 2224

 Notícias preocupantes chegam da equipe de escavação em Ussaldon V. Os recentes avanços da exploração do planeta sofrem um revés inesperado quando parte da equipe da ISS Wanderer adoecem misteriosamente. Relatos sugerem que, mesmo utilizando todos os equipamentos de segurança necessários, a abertura de uma câmara selada espalhou uma doença misteriosa entre a equipe. Com parte da equipe sendo tratada da melhor forma possível, atrasos na exploração são inevitáveis. Será essa uma nova “Maldição da Múmia”?

 Comunicado Oficial do Diretor Geral Pietro Giordano, 09 de Novembro de 2224

 “Meus caros terranos, um bom dia a todos. Há muitos anos demos nossos primeiros passos na exploração espacial. Muitas descobertas surpreendentes foram feitas, e continuam a serem, dia a dia. Mas uma das maiores e mais importantes, foi a descoberta de outros planetas capazes de suportar vida. Por anos, os corajosos pioneiros enfrentaram o desconhecido, e colocaram a Tecnocracia em Wendel Prime e Erdosca Prime. Hoje, um novo passo é dado. Pela terceira vez, uma Nave Colonial cruzará o espaço, cheia de pioneiros carregando nossos sonhos e esperanças. A ISS Exodus está pronta para partir, rumo à lua Durabbius IIIa. Muito aprendemos em Wendel e Erdosca, mas isso não diminui em nada a coragem destes bravos, que certamente enfrentaram perigos e dificuldades também. Uma boa sorte é meu desejo a eles, em mais uma aventura terrana. E a todos os terranos, um bom dia.”

 Log 02-22241225, ISS Astute, 25 de Dezembro de 2224

 Nave de Pesquisa ISS Astute. Data, 25 de Dezembro de 2224. Localização, sistema Siccon. Situação, análise dos destroços do combate entre a Strike Force Scylla e Amebas Espaciais concluída, dados sobre Casco Regenerativo e Cultivo de Amebas enviado à Diretoria, iniciando inspeção do sistema.

 Log 02-22250129, ISS Astute, 29 de Janeiro de 2225

 Nave de Pesquisa ISS Astute. Data, 29 de Janeiro de 2225. Localização, sistema Siccon. Situação, inspeção do sistema suspensa, Anomalia detectada na estrela Siccon, padrão inexplicável de interferência, iniciando análise mais detalhada.

 Log 04-22250217, ISS Luchtaine, 17 de Fevereiro de 2225

 Nave de Construção ISS Luchtaine. Data, 17 de Fevereiro de 2225. Localização, sistema Dimm. Situação, construção da Base Estelar concluída, recebida nova ordem de construção de Estações de Mineração no sistema.

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Capítulo XV
Nossos Amigos Lavis

 Extraído do diário pessoal da Capitã Sally Charlesworth, 12 de Abril de 2225:

 Investigamos a interferência ocorrendo nas emissões da estrela Siccon. Descobrimos um sinal que só podemos descrever como música. Uma canção complexa, que pesquisando mais a fundo aponta para seu ponto de origem como fora da galáxia. Quem pode tê-la composto, e quão avançados devem ser para transmiti-la de tão longe, de forma a ser refletida pela estrela, é impossível sabermos. Será proposital? Ou um acaso do destino fez com que essa estrela tivesse os níveis exatos de emissão para se combinarem com esse sinal? Talvez nunca saibamos…

 Log 01-22250520, ISS Astute, 20 de Maio de 2225

 Nave Científica ISS Astute. Data, 20 de Maio de 2225. Localização, sistema Siccon. Situação, leituras energéticas incomuns detectadas no planeta Siccon I, iniciando investigação.

 Portal Última Hora, 05 de Junho de 2225

 O Departamento de Colonização informou hoje que iniciou os procedimentos para a colonização de mais um planeta, desta vez Dimm II.

 Embora seja um mundo Desértico, e, portanto, deveras dificultoso para ser colonizado, não foi isso o que mais surpreendeu no anúncio.

 O mais surpreendente é que Dimm II será colonizado por colonos provenientes de nossos vizinhos Lavis Synergetics. Sendo seu planeta natal, Bregglar III, um planeta tipo Savana, estão mais adaptados às condições de Dimm II.

 Esse é um novo passo entre as relações da Tecnocracia e da Megacorporação, fortalecidas desde a troca tecnológica e o tratado de migração assinados anos atrás.

 Log 02-22250613, ISS Wayfarer, 13 de Junho de 2225

 Nave Científica ISS Wayfarer. Data, 13 de Junho de 2225. Localização, sistema Takhvan. Situação, inspeção do sistema concluída, sistema com alta concentração mineral, Portal desativado encontrado necessita avanços científicos para poder ser mais bem estudado, seguindo para inspeção no próximo sistema.

 Extraído do diário pessoal da Capitã Sally Charlesworth, 24 de Julho de 2225:

 Parece inacreditável, mas tudo leva a crer que o que afetou Siccon I foi uma microssingularidade, que atravessou o planeta, mas afetou somente seu núcleo. Com isso, o núcleo do planeta passou a produzir energia de uma forma totalmente nova. Impressionante.

 Rede Terrana de Notícias, 24 de Setembro de 2225

 A expansão terrana segue sem esmorecer. A ISS Exodus pousou em Durabbius Prime, e os colonos já comunicaram o início da construção das unidades básicas para a colonização.

 A terceira colônia terrana demonstra o esforço da Diretoria e de toda a população em fortalecer ainda mais nossa posição no espaço, além da construção de dezenas de estações de mineração em sistemas diversos.

 Além disso, a recente parceria com os Lavis já resultou em uma nova aventura, com uma nave colonial sendo construída na Estação Sol e que será ocupada por nossos vizinhos, rumo ao desértico planeta Dimm II.

 O que mais podemos esperar no futuro?

 Extraído do diário pessoal da Capitã Sally Charlesworth, 16 de Outubro de 2225:

 Siccon é um sistema como nenhum outro que já tenhamos investigado. Outra anomalia foi detectada, desta vez no planeta Siccon III. Além das Amebas Espaciais que aqui estavam, como pode um único sistema ser tão misterioso?

 Comunicado Oficial do Diretor Geral Pietro Giordano, 24 de Novembro de 2225

 “Meus caros terranos, um bom dia a todos. Hoje é um grande dia para todos nós. Desde a descoberta dos Lavis Synergetics habitando Bregglar III, de tudo fizemos para ajudá-los. Troca de conhecimentos, tratados, temos inclusive uma nave colonial sendo construída que os Lavis ocuparão para a colonização de Dimm II. Agora, tenho o prazer de anunciar que, após anos de tratativas, o CEO Petals of Ebony concordou que será muito mais proveitoso para ambos que deixemos de lado essa questão de eles serem um “vassalo” terrano. Os Lavis serão integrados totalmente à Tecnocracia, com todos os direitos que nós terramos temos, e sua fisiologia singular permitirá que façamos o que antes seria impossível para nós. Obviamente, não será do dia para a noite que todos nos adaptaremos, mas o tempo mostrará que somos todos valorosos membros da Tecnocracia Terrana. Um bom dia a todos.”

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Seria a Tecnocracia a União Europeia e os Lavis o multiculturalismo? :stuck_out_tongue:

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:thinking:
Se for, espero não ser destruído por dentro… :face_with_hand_over_mouth:

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Se for, vc será destruído por dentro.

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Alguns terranos preferem o "Purge.

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Purge é muito pesado, mas uma vassalagem colonizadora até que os Lavis sejam ínfimos e sumam naturalmente… :upside_down_face:

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Quanta raiva contra umas pobres plantas q só querem ganhar dinheiro…

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