[DAO] Contos de um futuro sombrio

Jogo: Dragon Age Origins( Com todas as DLCs)
Versão: 1.4

Eu sei que acabei de terminar minha AAR de RTW, mas este era um projeto que eu estava louco para fazer. Se tudo der certo vou jogar a campanha inteira juntamente com as DLCs em ordem cronológica. Tentarei fazer uma narrativa épica, portanto vai custar muito trabalho, e vou postar os ups assim que possível já que é necessário muito tempo e dedicação.
Será demorado mesmo, um projeto grande, e farei o melhor que puder.

ATENÇÃO: ESTA AAR SERÁ RECHEADA DE SPOILERS, SE VOCÊ NÃO JOGOU E PRETENDE JOGAR O JOGO, LEIA-A ASSIM QUE TERMINAR SEU GAMEPLAY

Como já zerei DAO diversas vezes, inseri neles alguns mods que darão um toque a mais na gameplay, creio eu:

- Improved Atmosphere: Excelente mod, acrescenta bastante coisa. Alguns materiais novos, armaduras e melhora o ambiente de jogo, além de dar uma melhorada nos NPCs. Além disse existem algumas possibilidades dentro do seu background (por exemplo, se você começa como um humano nobre, você pode começar com mais dinheiro, além de uma armadura melhor que os outros tipos de personagem.) e isso me agradou bastante.

- Morrigan Restoration Patch: Não tive a possibilidade de vê-lo em ação, mas acrescenta algumas linhas de diálogo e interações a mais com a Morrigan (creio eu uma das melhores personagens do universo, achei ela muito boa no Inquisition). Já é uma dica para a história.

- The Hell out of Howe: Permite alguns “adendos” na luta contra Arl Howe. Mais uma dica para a história.

Existe a possibilidade de eu colocar mais um mod, o Dragon Age - Redesigned. Ele melhora a aparência dos personagens, e da uma polida no jogo. Achei ruim pelo fato das cutscenes não mudarem a face, mas não deixa de ser muito bom. Se quiserem eu acrescento.

No mais, espero que todos aproveitem!

Já? Acompanhando, sem dúvida!

Sempre é bom AAR’s com novos jogos! Estarei acompanhando sem dúvida!!!

[center]Sumário[/align]

[left]Prólogo[/align]

[left]1. A minha vida[/align]
[left]1.1 O lugar de onde vim[/align]
[left]1.2 Fazendo amigos[/align]
[left]1.3 Os Cousland[/align]

[left]2. O Quinto Blight[/align]
[left]2.1 O principio do fim[/align]
[left]2.2 A queda dos Cousland[/align]
[left]2.3 A caminho de Ostagar[/align]
[left]2.4 A União[/align]

[center]Prólogo[/align]

[right]9:41 Dragão[/align]

[left]Guardião-Comandante Cousland[/align]

[font=Georgia][tab=30]Eu os escuto… escutei ontem, e antes de ontem, durante toda a semana…
[tab=30]Plena madrugada, e não consigo dormir. Mas essa é a vida de um Guardião, nunca dormir, sempre vigilante.
[tab=30]A noite é escura, a lua não mostra toda sua face para mim. O ar é calmo, e uma brisa suave afronta meu corpo, e entre tantos dias me sinto em harmonia com minha alma. O barulho da natureza aguça meus sentidos, ao mesmo tempo em que relaxa os músculos do meu corpo, afinal era este um momento de descanso que eu estava precisando.


[center]Meu acampamento[/align]

[tab=30]Onde estou? Não faço ideia, só sei que estou numa floresta e que com toda certeza não sai de Orlais. Manterei o plano, seguir para oeste, onde talvez ache respostas para o que procuro. O último resquício de civilização ficou para trás, um vilarejo muito amigável pelo visto e onde quase fui reconhecido.
[tab=30]Meu corpo jaz cansado, e talvez estes sejam meus últimos momentos, nunca se sabe. Foram estes sacrifícios que a Ordem exigiu de mim, e que cumpri com honra, amor e dignidade. Mas agora, eu sou um homem com uma família, uma mulher e um filho que tenho que cuidar. Que saudade tenho deles…
[tab=30]Deixei meu amor para trás, minha família, em busca da cura do que me persegue. O medo de perder aquilo que amo me corrói dia após dia, como viverá Kieran sem mim para olhar por ele? Sem lhe ensinar a lutar, a cavalgar, lhe ensinar sobre o mundo? O que é um filho sem um pai e um pai sem um filho? Por sorte, ainda guardo este pequeno quadro que fiz…


[center]Pintura que fiz de Kieran[/align]

[tab=30]Meu pequeno, fruto de um amor… Amor esse que já foi questionado por muitos, duvidado e desconfiado. Pode não fazer sentido, mas eu e ela nos completamos de uma maneira inexplicável. Ela é minha luz, aquela que aparece quando há somente escuridão, a mulher que eu amo e nunca deixarei de amar.
[tab=30]E sim, não posso esquecer-me dos meus valorosos amigos, aqueles com quem vivi as minhas maiores aventuras, chego a sofrer um devaneio, com lembranças vindas à tona pelo mero deslizar do bico da pena no papel…


[center]Memórias dos meus antigos companheiros[/align]

[tab=30]Este livro, é para você meu filho, para que você saiba o que eu vivi, sofri e conquistei. Espero que eu consiga contar tudo isso para você, olho no olho, mas se não, aqui ficam minhas palavras para que você saiba quem fui e que você tenha orgulho de mim, afinal não me chamam de Herói de Ferelden por nada.

[center]Com amor, seu pai, e que eu seja o seu herói.[/align][/font]


Bom galera, esse foi o começo, só pra dar um gosto como será.
Como perceberam mantive o jeito de escrita e a formatação, foi algo que deu certo e algo que pretendo manter, até porque se encaixa bem com a proposta do jogo.
Eu sei que ficou curto, mas aguardem os próximos capítulos.
Critícas, dúvidas ou sugestões.

[center]1. A minha vida[/align]

[center]1.1 O lugar de onde vim[/align]

[right]9:41 Dragão[/align]

[left]Guardião-Comandante Cousland[/align]

[font=Georgia][tab=30]A manhã hoje nasceu calma e suave. Realmente uma paz se instaurou neste pouco tempo, sinto o vento soprar suavemente meus cabelos, e o sol banhar minha pele. Mas ando sujo e imundo, por sorte existe uma lagoa próxima onde fui banhar. Fazia tempo que não me lavava de uma maneira tão ferrenha e ardilosa, o grude de dias demorou horas para sair, mas no final a vitória foi minha.


[center]O amanhecer[/align]

[tab=30]Bem meu filho, toda história começa do começo obviamente, então irei lhe contar todos os mínimos detalhes. Meu nome você sabe, Aedan Cousland, filho do Teyrn de Highever, Bryce Cousland ( que Andraste o guarde). Você mal deve saber o que um Teyrn deve ser, acredito que sua mãe deva ter te explicado, mas você saberá mais pra frente. Nasci no ano de 9:09 Dragão.


[center]Highever[/align]


[center]O brasão dos Couslands[/align]

[tab=30]Como você pode ter notado meu filho, sempre tive do bom e do melhor por ser um nobre, tive excelente educação e fui ensinado desde pequeno nas artes da espada. Tive aulas de história com o mestre Aldous( que na minha infância já era velho) e seu avô me ensinou a lutar e me defender como poucos. Sua avó, Eleanor Cousland me ensinou nas partes de etiquetas e você tem um tio, Fergus, meu amado e único irmão.


[center]Mestre Aldous[/align]


[center]Meu pai, Bryce Cousland[/align]

[tab=30]Mas a história de minha família você saberá depois Kieran, afinal é uma longa e conturbada aventura. Já que mencionei seu tio, saiba que nós dois erámos dois bagunceiros, mas não leve isso de exemplo, ficarei numa situação complicada com sua mãe. Quando tínhamos sete anos, roubamos os cavalos de nosso pai, e cavalgamos loucamente nos campos de Highever.
[tab=30]Na verdade eu roubei os cavalos, ele só usufruiu das minhas qualidades.


[center]Fergus espantado que roubei os cavalos[/align]

[tab=30]Tivemos outro amigo também, Gilmore, um garoto enviado por um Bann local para servir de escudeiro de meu pai. Era um bom garoto, em questão de comportamento melhor que eu e seu tio, e era bem dotado nas artes da guerra, além de ser inteligente. Certo dia tivemos uma aula bem requintada com mestre Aldous.


[center]Uma das muitas aulas com Aldous[/align]

[tab=30]- Bom meus pequenos, hoje falaremos sobre a história de Ferelden. – disse o mestre

[tab=30]- O que há de se saber? Como os estrangeiros dizem que aqui fede a cachorro molhado? – brincou Fergus

[tab=30]Nós começamos a gargalhar.

[tab=30]- Olhe o respeito garoto, quem manda nesta sala sou eu – retrucou Aldous.

[tab=30]Ele se virou, pegou um grande livro e começou sua aula.

[tab=30]- Como vocês sabem Ferelden nasceu há mais de 400 anos com a unificação das tribos Alamarrianas. Vocês sabem por quem?

[tab=30]- Pelo rei Calenhad – completei

[tab=30]Ele fez um sinal de positivo e continuou.

[tab=30]- Mas vamos voltar um pouco. Data-se que houve diversas tribos de homens que desceram para o sul de Thedas, formando alguns reinos: Orlais, Nevarra, Tevinter, Ferelden, Anderfels e Antiva. Cada um desenvolveu sua política e sociedade própria, então Ferelden já existia antes mesmo de Calenhad.

[tab=30]Fizemos apenas uma cara de indagação.


[center]Mapa atual de Ferelden[/align]

[tab=30]- Antes do grande rei, a divisão entre Bannorns, Arlings e Teyrnis . Vocês sabem a diferença?

[tab=30]- Sim mestre. Um Bann seria dono de uma terra pequena, uma grande fazenda no caso. Arls são donos de mais terras e ás vezes até cidades e os Teyrns são das grandes terras e cidades, onde os outros lordes menores são fieis, e respondem somente ao rei. – disse Fergus

[tab=30]- Muito bem. Naquela antiga época, tudo isso existia, mas não havia um rei. Os lordes lutavam entre si por poder, e às vezes alguns tentavam a unificação. Até que veio Calenhad, filho de um mercador e através de atos honrosos ganhou prestigio de diversos aliados como dos Magos e dos Guerreiros das Cinzas, lutadores que utilizam os Mabaris para lutar.


[center]Magos em suas atividades diárias[/align]


[center]Mabari com sua pintura de guerra[/align]

[tab=30]- Na época existia ainda assim a grande reunião de lordes, a Landsmeet – complementou o mestre – e no ano de 5:24 Exaltado, Calenhad adentrou com suas tropas e se opôs ao único que impedia a unificação, o Teyrn de Denerin, Simeon. Durante uma batalha sangrenta, Calenhad se feriu, mas conseguiu derrotar o lorde e com esta demonstração de força, foi eleito pelos nobres como rei Calenhad Theirin.


[center]Rei Calenhad na batalha de Denerim[/align]

[tab=30]Foi uma bonita história, não que nós crianças de uns míseros 10 anos entendêssemos completamente, mas captamos o grosso daquilo. Inclusive, imagino que sua mãe mandou você estudar isso, mas é só uma lição a mais meu filho.
Inclusive, a aula não havia acabado naquele instante.

[tab=30]- Por três séculos a linhagem Theirin reinou Ferelden, alguns rebeliões surgiram mas todas derrotadas. Somente no ano de 8:24 Abençoado e que o rumo das coisas mudou.

[tab=30]- A invasão dos orlesianos – eu disse

[tab=30]- Sim, durante uma guerra de 20 anos, os orlesianos conquistaram nosso reino e o mantiveram sobre controle por quase 80 anos. Somente quando o digno dono do trone, o Rei Maric junto com o grande herói Loghain juntaram as forças na batalha do Rio Dane, é que os orlesianos foram expulsos. Na época Maric desafiou o rei Meghren para um duelo, com a vitória do nosso amado rei.


[center]Rei Maric[/align]


[center]Loghain Mac Tir[/align]

[tab=30]Foi uma explicação bem superficial, mas esses pormenores não são necessários para nós crianças. Este foi só uma história para te explicar o lugar onde nasci, onde vivi e onde fiz a minha história como um herói. Sei que tudo isso pode parecer chato para você, e inclusive não precisa ler, mas é algo a mais.
[tab=30]Bom, preciso parar um pouco, já é quase meio dia e tenho que partir para minha busca. Não se preocupe, não devo demorar muito para escrever novamente, notei alguns sinais de civilização não muito distantes.


[center]Hora de partir[/align]

[center]Cuide de sua mãe. Amo vocês.[/align][/font]


Críticas, dúvidas e sugestões.
Foi um cap curto eu sei, mas estou tentando dar umas infos nerds extras pra vocês. Espero que não tenha ficado chato ou simples demais(ou quem sabe extenso demais).
Espero que gostem.

Bom bom… alguns errinhos, mas nada comprometedor. No aguardo;)

[center]1.2 Fazendo amigos[/align]

[right]9:41 Dragão[/align]

[left]Guardião-Comandante Cousland[/align]

[font=Georgia][tab=30]O sol já estava caindo, e eu ainda continuava perdido pelo caminho. Bela rima para uma canção, no caso. Meus passos começavam a pesar mais e mais e minha visão ficava entorpecida com o chegar da noite.
[tab=30]A vegetação ia se alterando, as altas árvores eram substituídas por pequenas gramíneas, tendo um ou outro vegetal que demonstrava imponência diante daquele mar de nada, pode – se assim dizer. Como um bom andarilho, continuei minha jornada até me deparar com uma construção. Saquei minha espada e me aproximei. Diminui a passada, à medida que minha respiração soava mais alto que meus passos. O que seria este edifício? Mas ao chegar a uma distância suficiente, reconheci o símbolo da placa.


[center]O anoitecer[/align]


[center]O símbolo[/align]

[tab=30]Pelo Criador, uma taverna? No meio do nada? Quem, por acaso, passaria por aqui? Mas, a reclamação não fazia nexo, afinal eu estava ali e aquilo era tudo o que precisava. Guardei minha espada, e entrei sem bater. Seu interior era relativamente grande, estava vazia. Uma longa mesa se estendia ao canto, e na esquina oposta da parede existia uma pequena fogueira. O cheiro de comida se mistura com o odor de, seria orvalho? Ainda não sei dizer.

[tab=30]- Boa noite, nobre senhor! Bem vindo a Taverna Sem-Rumo! – bradou

[tab=30]O nome realmente teve um toque de ironia na situação. Essas palavras foram ditas por um homem deslocado ao canto, era velho, os pelos grisalhos já amaciavam sua cabeça, mas pelo visto não perdera o porto físico da sua época jovial. Imaginei que ele seria o dono do local.

[tab=30]- O que posso lhe oferecer? – indagou

[tab=30]- Uma boa refeição, uma fogueira e um quarto já seriam de bom tamanho.

[tab=30]- Claro meu senhor! Isso vai lhe custar 20 bits!

[tab=30]Seria um serviço muito barato. Os bits eram moedas feitas de bronze, continha o valor mais baixo e tinham nome similar em Orlais e Ferelden. Mas abateu um senso de boa vontade, e no lugar lhe dei um sovereign( em Orlais, royals, o que seria uma moeda de ouro), afinal o senhor deve passar por um bocado de aperto com uma taverna sem nenhum cliente.


[center]A taverna[/align]


[center]O homem[/align]

[tab=30]- Mas que generosidade sua senhor! Pode me chamar de Gascard – dizia todo animado – Ellandra prepare uma grande e saborosa refeição! Sente-se meu senhor, sente-se!

[tab=30]O homem realmente ficou feliz com minha generosidade, foi assim que meu pai me ensinará quando pequeno, ajudar ao próximo. Passei algum tempo ali sentado, Gascard trouxe-me uma bebida e foi ajudar Ellandra com a comida, ela por vez deveria ser esposa do dito cujo. Não demorou para ela aparecer.
[tab=30]Trazia uma larga bandeja na mão, parecia ser um coelho cozido. Era uma mulher muito bela, seus olhos tinham um toque amarelado, lembrava o mel das abelhas e seu cabelo ela loiro reluzia como o sol. Apesar de ter certa idade, não deveria ser tão velha quanto seu marido, e aparentava boa saúde. Descrevendo assim, até pareço um apaixonado, mas meu coração pertence a somente uma.


[center]Ellandra[/align]

[tab=30]- Aqui está meu senhor, espero que esteja ao seu agrado – ela colocou a bandeja na mesa.

[tab=30]Realmente era uma refeição bem apetitosa. Fazia dias que não comia algo tão gostoso.

[tab=30]- E então? – perguntou Gascard já se sentando a mesa junto com a esposa

[tab=30]- Está maravilhoso.

[tab=30]Os dois começaram a me encarar, e eu acabei ficando numa situação desconfortável. Para aliviar aquele clima, puxei assunto.

[tab=30]- Então… vocês não devem receber muitos visitantes não é? – perguntei

[tab=30]- Você é o primeiro em anos meu senhor – respondeu Ellandra

[tab=30]- Por favor, me chame de Aedan. – continuei – e como vocês sustentam tudo isso?

[tab=30]- Ora, aqui ninguém paga imposto e tudo que você está comendo ou foi caçado ou cultivado aqui mesmo. – explicou Gascard

[tab=30]- Entendo, mas porque fazer uma taverna aqui?

[tab=30]- Era um sonho meu e de minha Ellandra viver em um lugar sossegado, acabou que escolhemos aqui. Não temos luxo, mas é uma vida boa e digna. – ele retrucou

[tab=30]Passamos algum tempo conversando, eram realmente pessoas de bem e me receberam de maneira excepcional. Mas o papo fora cortado pelo ruído de alguém batendo na porta.

[tab=30]- Quem poderia ser? – perguntei

[tab=30]- Não se preocupe, deixe-me atender – Ellandra

[tab=30]Ela saiu para receber os “convidados”, mas resolvi tentar espiar para ver quem era. Homens armados cochichavam algo com ela. Depois Ellandra entregou um saco que parecia conter moedas, e assim eles partiram.

[tab=30]- Posso saber quem eram? – perguntei

[tab=30]- Ninguém, só alguns viajantes assim como o senhor – ela respondeu aflita.

[tab=30]- Não tente me enganar, aqueles homens estão extorquindo vocês não estão?

[tab=30]- Não… não é isso…

[tab=30]Nisso Gascard intervém:

[tab=30]- Sim, eles estão nos extorquindo há anos. Sem a presença de autoridades aqui eles vem dizendo que se não pagarmos algo acontecera com nossa casa. Não temos ninguém para recorrer, e não aguentamos mais este sofrimento. Logo nosso dinheiro acabará…

[tab=30]- E ondes eles estão? – eu perguntei, sabia que ele disse tudo àquilo para me comover.

[tab=30]- Por favor, senhor, não é problema seu. – Ellandra tentava apaziguar.

[tab=30]- Onde estão?

[tab=30]- Acho que seu acampamento fica um pouco a norte daqui. – respondeu Gascard

[tab=30]- Tudo bem. Fiquem aqui, isso não deverá tomar muito tempo.

[tab=30]Levantei-me e fui em direção à porta.

[tab=30]- Não se preocupem, é o mínimo que posso fazer pela hospitalidade.


[center]Partindo para a caça[/align]

[tab=30]A lua já estava alta quando sai da taverna, e o céu brilhava com uma luz que nunca tinha visto. Seria esta luz vinda do Criador? Bom, não importa. Estava frio, e minha respiração congelava antes mesmo do ar sair de meus pulmões, voltei meus olhos para o chão em busca de pistas. Pegadas, era o que eu precisava.


[center]A noite[/align]

[tab=30]Como Gascard disse o acampamento devia ser ao norte, era para lá que as pegadas apontavam. Continuei minha jornada seguindo alguns rastros que os bandidos deixaram, pareciam não ser peritos na arte do roubo. Já amanhecia quando eu cheguei ao acampamento deles.


[center]O acampamento dos desgraçados[/align]

[tab=30]- O quê? Quem é você? – perguntou um dos homens, devia ser o líder.

[tab=30]Antes de responder olhei rapidamente o meu redor, contei algo como quatro bandidos e dois mabaris.


[center]O líder[/align]

[tab=30]- Ninguém meus amigos. Simplesmente vim lhes trazer um recado, podemos dizer mais como uma ordem. – respondi

[tab=30]- Você sabe com quem está falando? – disse o líder.

[tab=30]- É você que tem que saber com quem está falando. – respirei – Preste atenção pois só direi uma vez. Nunca mais, nunca, voltem a atormentar o casal da taverna. Façam isso e eu saberei e a consequência deste ato, não será nada agradável.

[tab=30]- Você é louco de nos ameaçar? Pois saiba, ameaçador rapaz de palavras bonitas que nós não tememos você e que continuaremos a roubar daqueles idiotas até o fim de suas vidas. Está bem claro? – retrucou o bandido

[tab=30]- Bom, pelo visto você quer o jeito mais difícil…

[tab=30]Saquei minhas espadas, seis contra um, seria algo fácil. Rapidamente fui cercado, mas com um movimento para trás eu me livrei deles.


[center]Hora da luta[/align]

[tab=30]Os mabaris foram os primeiros a avançar, não seria difícil. Rodopiei as espadas da maneira que acertassem a cabeça, e assim caíram rapidamente no chão.
[tab=30]Logo vieram os bandidos, com o apoio de um arqueiro. Tentei lutar de maneira que ficasse atrás de seus amigos para que não fosse atingindo. O primeiro veio loucamente para cima, e com um desvio enfiei a espada em sua barriga. O segundo tentou pegar-me desprevenido, mas bloquei e com um movimento passei as suas costas e cortei a garganta.
[tab=30]Sobrou somente o arqueiro e o líder. O primeiro fugiu e o último decidiu pedir clemência:

[tab=30]- Por favor, não me mate! Eu lhe imploro! – gritava

[tab=30]- Você me enoja, lute como um homem pelo menos.

[tab=30]- Eu lhe peço misericórdia! Eu fui induzido a isso, senão morreríamos aqui!

[tab=30]- Balela. Que o Criador e Andraste tenham pena de sua alma. Porque eu não terei alguma.

[tab=30]E com um golpe de espada arranquei-lhe a cabeça.


[center]Decapitado[/align]

[tab=30]Peguei as moedas que roubaram de Ellandra e assim tomei rumo de volta à taverna. Fazia tempo que eu não tirava uma vida. Estava sujo, fedido. Suor misturava-se ao sangue inimigo grudado em meu corpo. Quanto mais andava mais eu recordava de todas as vidas que tirei, sendo elas humanas ou não. Matar sempre será errado, mas por vezes é necessário, leve isso como lição meu filho.
[tab=30]Passando algumas horas chegava a taverna:

[tab=30]- Você voltou! – disse Gascard.

[tab=30]- Está resolvido – joguei-lhe a bolsa de moedas – estes bandidos não atormentaram vocês mais.

[tab=30]- Obrigado, um milhão de vezes obrigado! – dizia Ellandra.

[tab=30]- Por favor, usufrua da nossa hospitalidade sempre que quiser. Terá sempre do bom e do melhor aqui. – sugeriu Gascard

[tab=30]- Eu aceito sua oferta bem – intencionada. Realmente preciso de um descanso.

[tab=30]Seria um bom local para usar como “base” para minha busca, sairia de manhã cedo para tentar completar minha missão e a noite voltaria para descansar.

[tab=30]- Mas me diga, Aedan, se me permite chamar assim. Aqueles bandidos deveriam estar em ampla maioria, como você os derrotou? – perguntou Gascard

[tab=30]- Já enfrentei coisas muito piores que homens, amigo.

[tab=30]- Como assim?

[tab=30]- Sou Aedan Cousland, Comandante da Ordem dos Guardiões-Cinzentos em Ferelden, aquele que deu fim ao Quinto Blight.

[tab=30]- Você é o herói de Ferelden?! – disse Ellandra admirada.

[tab=30]- Bom, vejo que minha reputação precede meu nome…

[tab=30]Digamos que, é um título que ostento com honra. Mas devo tomar cuidado, orgulho foi o primeiro passo para a corrupção do homem.
[tab=30]Após a revelação eles me saudaram e me agradeceram, apesar deu insistir que aquilo não era necessário, parece que me tomaram realmente como um herói e como seu salvador. Mas enfim, já é tarde da noite, hora de descansar.
[tab=30]Todas as noites repito o lema dos Guardiões, em busca de proteção.

[center]“Na guerra, vitória. Na paz, vigilância. Na morte, sacrifício”[/align]


[center]Símbolo do Guardião - Comandante[/align][/font]


Criticas, sugestões, dúvidas.
Estou usando algumas imagens de outros jogos e algumas artes conceituais de fãs, espero que incremente, mas se acharem ruim é só dizer.
Espero que o texto não tenha ficado enjoativo, e nem tão longo
Enfim, espero que gostem.

Ah, a taverna no meio do nada… usei isso uma ou duas vezes quando mestrava rpg… embora em uma elas o taverneiro fosse um fantasma :hihi
(faz parte do lore de Tormenta, fica no reino de Deheon, se não me falha a memória)

Belo texto, muito bom!

Muito bom, Rodrigo! Belo texto! No aguardo do próximo capítulo e acompanhando!

[center]1.3 Os Cousland[/align]

[right]9:41 Dragão[/align]

[left]Guardião-Comandante Cousland[/align]

[font=Georgia][tab=30]O sol já estava alto assim que abri meus olhos. Meu corpo estava revigorado pelo conforto da cama e o calor da lareira e resolvi esquecer um pouco a minha busca e descansar. Mas prometi a Gascard que o ajudaria nos seus afazeres diários e o primeiro seria tirar leite de sua vaca: Mimosa.


[center]A vaca[/align]

[tab=30]Por vezes fiquei perdido na hora de puxar seja lá que parte era, mas nada melhor que a satisfação de um trabalho realizado. Mal eu sabia que aquilo era só o começo.

[tab=30]- Ande Aedan, temos ainda que cuidar da plantação! – gritava Gascard

[tab=30]- Plantação? Cuidar? Plantas crescem sozinhas ora.

[tab=30]- De onde você veio rapaz?! – disse gargalhando - Venha logo.

[tab=30]O sangue nobre abdicou-me destes afazeres dedicados aos menos favorecidos. Partimos então pra sua pequena fazenda, e lá estava Ellandra colhendo alguns vegetais.


[center]Ellandra na plantação[/align]

[tab=30]Mas enfim isso não importa filho, creio que já seja a hora de você conhecer um pouco sobre a minha família e seus antepassados. Não, não me dedicarei a contar de onde vieram os Cousland ou quem era o seu parente mais distante, mas vou me conter na história do seu avô e avó.
[tab=30]Meu pai, Bryce Cousland já era um lorde respeitado quando conheceu minha mãe. Durante a ocupação de Ferelden por Orlais ele lutou incontáveis batalhas e ganhou um muito renome por suas vitórias. Muitos o consideravam um homem justo, honesto e honrado e muitos achavam que ele deveria ser coroado rei com a morte de Maric, e não o filho do falecido, Cailan.


[center]Retrato de meu pai em Highever[/align]

[tab=30]Já minha mãe era filho de um Bann chamado Fearchar, um corsário muito famoso. Minha mãe seguiu os caminhos do pai e fez o seu próprio nome no ramo, sendo chamada de A Loba dos Mares. Durante a guerra foi responsável por afundar e capturar inúmeros barcos orlesianos com sua fragata, chamada de Mistral.


[center]Mistral ao entardecer[/align]


[center]Minha mãe, Eleanor Cousland[/align]

[tab=30]Seu primeiro encontro se deu em um desses confrontos no mar. Os dois não se davam nada bem, os relatos de discussões constantes eram inúmeros e até fizeram uma canção com isso, ela se chama: “O soldado e a Loba do Mar”.

[center]When the soldier met the Mistral’s crew
Not a word of their great deeds he knew
And the Seawolf he took for a servant lass
Great Andraste, what an ass!
[/align]

[center](Quando o soldado conheceu a tripulação do Mistral
Nem uma palavra de seus grandes feitos ele sabia
E confundiu a Loba com uma moça servente
Grande Andraste, que traseiro!)[/align]

[tab=30]Não deixe sua mãe ver isso filho. Mas continuando, independente da falta de respeito e da comicidade da canção, eles trabalharam bem juntos. Com a vitória, meu pai foi corado Teyrn de Highever, e lá estava a Loba para ver a coroação. Os dois já tinham passado algum tempo junto, e meu pai tentou pedi – lá em casamento cantando os versos da canção já mencionada, ela aceitou quando ele chegou ao terceiro.


[center]O soldado e a Loba do Mar[/align]

[tab=30]Nisso construíram uma vida feliz e plena, nasceu então meu irmão Fergus, meu grande companheiro para muitas coisas e alguns anos depois eu nasci. Tínhamos uma diferença grande de idade. Ele era corpulento, alto e extremamente forte, além de um exímio usuário do escudo e da espada. Meu pai dizia que erámos quase que um complemento, seu cabelo negro contrastava com o meu castanho, o sua corpulência contrastava com a minha agilidade. Só Andraste sabe a saudade que sinto dele.


[center]Fergus[/align]

[tab=30]Ele conheceu uma mulher, filha de um mercador( ele vinha de Antiva se não me engano), se chamava Oriana. Oriana era uma bela mulher, doce, gentil, sempre teve grande consideração por mim já que, eu maquinei o plano para juntar os dois.
[tab=30]Ela possuía cabelos ruivos, mas como o fogo que já está se acabando, sua pele ela clara e lembrava a neve das montanhas de Anderfells. Sua voz era doce, delicada como se cada palavra que saísse de sua boca soasse com um abraço. O casamento dos dois foi um dos momentos mais felizes de minha vida.


[center]Oriana[/align]

[tab=30]- Irmão, beba comigo! – dizia Fergus

[tab=30]- Que felicidade Fergus! É um grande momento em sua vida, aproveite!

[tab=30]- Tudo graças a você. Obrigado meu irmão, não esquecerei isso.

[tab=30]- Agora pare com isso, vamos curtir!

[tab=30]Aproveitamos bastante à festa, dançamos, bebemos e comemos muito. Estava feliz por meu irmão, mas até me permiti ter um pouco de inveja, afinal ele estava casado e eu ainda nem havia beijado mulher alguma.


[center]O casamento[/align]

[tab=30]A partir de então uma calmaria se instaurou em nossa família. Em pouco tempo, Oriana e Fergus tiveram um filho, o qual chamaram de Oren. Uma das melhores experiências da minha vida foi ser tio, ajudei a criar Oren, cuidei dele e sempre que pude passava a tarde brincando com ele. Me dói muito saber que não pude fazer muito por ti meu filho…


[center]Oren[/align]

[tab=30]Ao mesmo tempo meu pai disse para eu focar mais nos treinamentos de espada, já que ele dizia que eu era o melhor lutador que ele já vira em vida. Ele me descrevia como uma pessoa forte, mas ao mesmo tempo ágil, já que não lutava com um escudo e sim com duas espadas, me baseando somente no reflexo para me defender. Ao mesmo tempo os golpes que desferia eram pesados e fortes, mas rápidos e certeiros. Acho que essa minha desenvoltura se deu pela força de meu pai e pela agilidade de minha mãe.


[center]Um retrato meu[/align]

[tab=30]Certo dia porém, resolvendo assuntos pendentes a pedido de meu pai, Ser Gilmore (sim agora era Ser, havia virado um cavaleiro em nome de meu pai) veio me chamar.

[tab=30]- Meu nobre senhor Cousland.

[tab=30]- Sim Gilmore, pode falar.

[tab=30]- Seu pai requisita sua presença no Grande Salão imediatamente.

[tab=30]- Mas qual o motivo?

[tab=30]- Eu não sei meu senhor.

[tab=30]- Bom, obrigado Gilmore, volte ao seu posto.

[tab=30]Ele saiu rapidamente, e ali eu fiquei instigado. Afinal meu pai mandou-me resolver seus problemas e nem uma hora depois pediu minha presença no Salão, era peculiar. Mas assim mesmo parti.
[tab=30]Andava devagar, cumprimentando os soldados pelo caminho, afinal estávamos à beira de uma guerra na época. Com cada passo minha mente se esvaziava e cheguei à conclusão que não era nada demais, apenas um lorde a visita.

[center]Mal eu sabia que aquele dia mudaria minha vida e a linhagem dos Cousland para sempre.[/align]


[center]Os Cousland reunidos[/align][/font]


Bem, este capítulo ficou mais chato mesmo, com bem mais texto. Espero que não tenha ficado tedioso, até por isso deixei ele curto.

Foi um aquecimento para a entrada na história principal, então o próximo capítulo já vai ter imagens in-game e etc.

Dúvidas, criticas e sugestões.

Belo capítulo! No aguardo do próximo!

[center]2. O Quinto Blight[/align]

[center]2.1 O principio do fim[/align]

[right]9:41 Dragão[/align]

[left]Guardião-Comandante Cousland[/align]

[font=Georgia][tab=30]Os soldados se preparavam para partir, e o sul era o seu destino. Boatos recentes de que os darkspawn (monstros vindos das profundezas) exigiram o envio de tropas para combater este mal, a mando do rei.


[center]Marcha das tropas[/align]

[tab=30]Muitas são as lendas sobre a origem destes seres, mas é um assunto que não cabe para agora. Caminha lentamente pelos corredores do castelo em direção ao Grande Salão, e por onde passava os soldados prestavam as devidas honrarias.
[tab=30]Ao entrar no salão me deparo com meu pai juntamente com seu amigo, o Arl Rendon Howe. A história dos Howe e dos Cousland se confunde, até a rebelião contra a ocupação de Orlais erámos inimigos mortais, mas com a união para a libertar Ferelden criou-se um laço de amizade forte com eles.


[center]Meu pai, eu e Arl Howe[/align]

[tab=30]- Obrigado por comparecer meu filho – disse meu pai.

[tab=30]- Meu jovem lorde Cousland. Vejo que você se tornou um excelente rapaz. – cumprimentou Howe.

[tab=30]- E você Arl, como vão as coisas em Amaranthine?

[tab=30]- Muito bem, a propósito. Delilah perguntou de você recentemente.

[tab=30]Delilah era sua filha, mas ela nunca demonstrou gostar de mim no caso.


[center]Delilah Howe[/align]

[tab=30]- Que estranho, ela nunca pareceu gostar de mim.

[tab=30]- As pessoas mudam depois que crescem meu senhor – disse Howe.

[tab=30]- De toda maneira – cortou meu pai – como sabe seu irmão e eu partiremos para o sul logo e gostaria de passar duas tarefas pra você.

[tab=30]- Sim meu pai, tudo o que quiser.

[tab=30]- Bom, com o atraso dos homens de Arl Howe…

[tab=30]- Peço perdão meu senhor, é tudo minha culpa.

[tab=30]- Não, a ordem do rei pegou todos desprevenidos, inclusive a mim – fez uma pausa e continuou- Bom com este atraso, preciso que avise seu irmão para partir com nossas tropas hoje à noite.

[tab=30]- Tudo bem, e qual a outra tarefa?

[tab=30]- Eu quero que você cuide dos meus afazeres durante minha ausência. Você será o teyrn de Highever.

[tab=30]- Eu farei o meu melhor, prometo.

[tab=30]- É isso que gosto de ouvir. Antes de ir, tem alguém que quero que conheça. Por favor, mande Duncan entrar.

[tab=30]O soldado partiu e não demorou muito para voltar. Estava acompanhado de um homem alto, de pele morena, e uma barba robusta. Vestia uma túnica branca por baixo da sua armadura, e assim como eu, era adepto na arte do manejo de duas espadas.


[center]O Guardião[/align]

[tab=30]- Filho, este é Duncan, líder da ordem dos Guardiões Cinzentos aqui em Ferelden. Acredito que mestre Aldous tenha te falado sobre eles.

[tab=30]- Sim, são uma ordem de grandes e honrados guerreiros. – completei.

[tab=30]- Meu senhor, você não disse que um Guardião estaria aqui. – disse Howe em tom de preocupação.

[tab=30]- Duncan chegou sem avisar. Você tem algum problema com isso?

[tab=30]- Não senhor, mas um convidado desta estatura precisa de certas cortesias.

[tab=30]- Você tem razão, raramente temos o prazer de ver um. Enfim Duncan está aqui em busca de novos recrutas, ele tem um olho em Ser Gilmore.


[center]Discussão entre Duncan e meu pai[/align]

[tab=30]- Se me permite ser atrevido, seu filho também é um forte candidato. – disse Duncan.

[tab=30]Em toda aquela discussão fora a primeira vez que uma palavra saíra de sua boca. Sua voz era calma, doce e certamente mostrava a experiência de inúmeras batalhas.

[tab=30]- Por mais honrado que seja assumir o manto da Ordem, é um de meus filhos que estamos falando. – retrucou meu pai.

[tab=30]- Mas qual o problema em se tornar um Guardião pai?

[tab=30]- Sim meu lorde, você acabou de mencionar que entrar para os Guardiões é um ato de honra – disse Howe.

[tab=30]- Não tenho tantos filhos para deixar que a guerra os levem… A menos que você queira invocar o Direito de Conscrição…

[tab=30]- Não meu senhor, não quero deturpar a imagem dos Guardiões entre os lordes.

[tab=30]- Fico agradado com os comentários. Enfim, meu filho, parta e mande a mensagem para seu irmão.

[tab=30]- Sim meu pai. E por favor, Duncan, me encontre amanhã ao amanhecer, gostaria de conversar com você.

[tab=30]- Sim meu jovem lorde, amanhã nos encontraremos – disse Duncan


[center]A reunião[/align]

[tab=30]Então tomei meu rumo para a saída. Um Guardião aqui no castelo, minha posse como Teyrn na ausência de meu pai, o dia estava realmente agitado. Como estava perto, resolvi checar a tesouraria da família, e o que encontrei lá me surpreendeu.

[tab=30]- Oh… meu senhor… nós só estávamos… – dizia um dos soldados.

[tab=30]- Jogando cartas?

[tab=30]- Sim… é que ninguém nunca vem aqui, não sei porque o Teyrn nos deu este posto. Por favor, não conte a ele, voltaremos a nossos postos.

[tab=30]- Não se preocupe, não falarei nada.

[tab=30]- Obrigado meu lorde.


[center]Os soldados jogando[/align]

[tab=30]Realmente tudo estava acontecendo naquele dia. Estava a caminho de Fergus, provavelmente estaria com sua mulher se despedindo. O sol já estava alto deveria ser meio – dia, e na metade do caminho, mais uma parada.


[center]Interceptado por Ser Gilmore[/align]

[tab=30]- Ah, finalmente te encontrei meu senhor – disse Gilmore

[tab=30]- Olá pra você também.

[tab=30]- Perdoe minhas maneiras meu senhor, é que tenho te procurado por todo o castelo.

[tab=30]- Qual o problema?

[tab=30]- Seu mabari entrou na despensa outra vez e Nan está ameaçando de ir embora.

[tab=30]Nan fora quem cuidou de mim e de Fergus durante a infância.

[tab=30]- Ela não vai sair, ela trocava minhas fraldas.

[tab=30]- Sua mãe não tem tanta certeza disso meu senhor.

[tab=30]- Tudo bem então, iremos recolhê-lo o cachorro.

[tab=30]- É só seguir os gritos. Quando Nan está insatisfeita, ela faz questão de que todos saibam.

[tab=30]Demos uma gargalhada. Os gritos vinham da cozinha e ela parecia realmente satisfeita, por sorte estávamos pertos.

[tab=30]- Tire aquele vira-lata da minha despensa! – gritava Nan

[tab=30]Nan já estava a flor da experiência, com seus setenta e poucos anos. Era uma mulher doce, mas muito firme e rigorosa, depois que crescemos ela foi designada a assumir a cozinha já que ela era considerada da família.

[tab=30]- Não fale assim! Ele é um mabari totalmente puro!

[tab=30]- Ele é um mestiço isso sim. Se ele não sair dali em cinco minutos eu vou embora.

[tab=30]- Não se preocupe Nan, vamos recolher o cão, só se acalme – dizia Gilmore.

[tab=30]- Acho bom. Vocês, seu elfos inúteis, saiam do caminho.


[center]Nan e os criados[/align]

[tab=30]Abrimos então a porta e lá estava meu mabari. O chamei de Arlathan em homenagem a antiga civilização élfica de outrora (afinal antigas tradições devem ser preservadas). Ele estava agitado ira de um lado para o outro, e quando me viu começou a latir desesperadamente.


[center]Arlathan farejando algo[/align]

[tab=30]- Está tentando me dizer algo garoto?

[tab=30]- Acho que sim meu senhor, mabari são inteligentes demais para falar como dizia meu pai… espere você ouviu isso?

[tab=30]E começava a invasão. Ratos gigantes começaram a nos rodear e Arlathan começou a correr atrás deles. Eram muitos, mas no fim, conseguimos acabar com a praga.

[tab=30]- Ratos gigantes? Meu avô dizia que toda grande aventura se começa matando eles.

[tab=30]- Bom garoto! – acariciava Arlathan.

[tab=30]- Bom meu lorde, com as coisas sobre controle por aqui, vou voltar ao meu posto, devo receber os homens de Arl Howe. Tente não comentar com Nan sobre isso, ela já anda muito estressada.

[tab=30]Ser Gilmore partiu, e juntamente eu e Arlathan tomamos rumo para falar com Nan.

[tab=30]- Até que enfim, ele deve estar lambendo até os beiços depois de uma saborosa refeição.

[tab=30]- Na verdade, ele estava defendendo a despensa de ratos. Dos grandes.

[tab=30]- Ratos? Eles vão nos matar – dizia um empregado elfo.

[tab=30]- Quietos. Ele que deve ter levado estas bestas pra lá, pelo menos deram conta da situação?

[tab=30]- Sim, Arlathan resolveu tudo.

[tab=30]- Bom… tome aqui estes restos de porco, pra você não dizer que a velha Nan nunca te da nada.

[tab=30]Arlathan latiu feliz.

[tab=30]- Bom Nan, vou…

[tab=30]- Um minuto – ela respirou – Chac cuide dos legumes, e Bella você acha que o Teyrn vai beber neste copo sujo?!

[tab=30]- Velha maldita… – cochichou um dos elfos.

[tab=30]- Posso ser velha, mas ainda escuto. Andem, rápido. – ela respirou novamente

[tab=30]- Dia difícil?

[tab=30]- Cuidar de refeições para um bando de soldados famintos não é tarefa fácil… e como você está meu senhor? Tem-se comportado?

[tab=30]- Sim, Nan.

[tab=30]- Ora onde estou com a cabeça, você se tornou num belo rapaz. Agora vá, não deixei a velha Nan te atrapalhar.


[center]Nan[/align]

[tab=30]Dei um abraço nela (afinal foi ela quem me criou) e assim parti. Tomei o rumo para os aposentos principais, mas pelo visto, o destino, Andraste e nem o Criador queriam que eu chegasse a Fergus.


[center]Interceptado novamente[/align]

[tab=30]- Então Bryce me trouxe isso de Orlais… ah meu filho que bom te ver! Lembra de Lady Landra, esposa de Bann Loren? – disse mamãe – ela estava na nossa festa semana passada.

[tab=30]- É um prazer revê-la, m’lady.

[tab=30]- Muito educado de sua parte. – disse a Lady – Não passei mais da metade da festa flertando com você?

[tab=30]- E em frente da sua família ainda – retrucou o rapaz ao seu lado.

[tab=30]- Lembra de Dairren meu filho? Ele será escudeiro de seu pai durante essa incursão dos darkspawn.


[center]Dairren[/align]

[tab=30]- É uma honra meu lorde. – respondeu o rapaz.

[tab=30]- Olá Dairren.

[tab=30]- Está é Iona, minha dama de honra.

[tab=30]Ela era lindíssima, seus cabelos loiros e lisos reluziam mais que o sol, e seus olhos eram tão verdes que pareciam um vitral das grandes capelas. Um silêncio se instaurou no local.

[tab=30]- Diga alguma coisa garota – disse Lady Landra.

[tab=30]- Meu senhor, é uma honra. – Iona corou.

[tab=30]- Não olhe agora Eleanor, mas parece que seu rapaz adquiriu uma pretendente.

[tab=30]- Não fale assim Landra, você deixará a coitada toda vermelha.

[tab=30]- É uma honra, m’lady. Quem sabe depois possamos conversar – eu disse.

[tab=30]- Claro, m’lorde.


[center]Iona[/align]

[tab=30]- Bom devo descansar, nos encontramos no jantar Eleanor. – falou Landra

[tab=30]- Bem eu e o Iona iremos nos retirar para a sala de estudos. – complementou Dairren.

[tab=30]Assim somente eu e minha mãe ficamos ali.

[tab=30]- Parece estar com pressa meu filho, algo te aflige?

[tab=30]- Você sabia que um Guardião está aqui mamãe?

[tab=30]- Sim… espere, você não está pensando em candidatar para Ordem está?

[tab=30]- Pai não deixaria.

[tab=30]- Muito menos eu. E você não respondeu minha pergunta.

[tab=30]- Não se preocupe mamãe, não farei nada que vá contra sua vontade. Agora, tenho que ir.

[tab=30]- Querido, eu te amo demais, sabe disso né?

[tab=30]- Também de amo mamãe.

[tab=30]Minha mãe sempre fora superprotetora, mas porque essa aversão aos Guardiões? Aquele pensamento me injuriava constantemente. Mas não havia tempo a perder, deixei o local rapidamente, pois tinha ordens a cumprir.


[center]Conversa com minha mãe[/align]

[tab=30]Ao subir as escadas, comecei a ouvir conversas. Parecia ser meu irmão se despedindo de Oren e Oriana.


[center]Despedida de Fergus[/align]

[tab=30]- Vai ter guerra mesmo papai? Você vai mesmo me trazer uma ispada? – dizia Oren.

[tab=30]- É “espada” Oren – disse Fergus rindo – e te trarei a maior que encontrar.

[tab=30]- Queria que a vitória fosse assegurada assim tão facilmente… meu coração está desconfortável. – disse Oriana.

[tab=30]- Não se preocupe querida, nada vai me acontecer. Ah, aí está meu irmão!

[tab=30]- Se quiser eu espero lá fora.

[tab=30]- Imagine, pode ficar, há algo que queira falar?

[tab=30]- Papai disse para você partir com as tropas esta noite.

[tab=30]- Então os homens de Howe estão mesmo atrasados! Bom, tenho que partir, tantos darkspawn para decapitar, tão pouco tempo.

[tab=30]- Imagino que você não iria partir sem se despedir, não é meu filho – disse meu pai entrando no quarto.

[tab=30]- Fique bem meu filho, irei orar por você todos os dias.

[tab=30]- Que Andraste proteja nossos filhos, maridos, pais e irmãos nestes tempos sombrios – completou Oriana

[tab=30]- E que ela nos traga muito vinho e meretrizes – ele pensou um pouco – para os homens é claro.

[tab=30]- Fergus você não tem vergonha de dizer isso na frente de sua mãe! – retrucou Oriana.

[tab=30]- O que é uma meretriz? – perguntou Oren.

[tab=30]- Meretriz é uma mulher que serve vinho para os homens, ou uma que bebe muito. – respondeu meu pai.

[tab=30]- Por Andraste, parece que estou vivendo com um bando de garotinhos.

[tab=30]- Vou sentir sua falta mãe – disse Fergus rindo –Irmão, prometa que vai cuidar dela.

[tab=30]- Pode contar comigo.

[tab=30]- Então estou partindo – ele beijou Oriana- que o Criador cuide de nós.


[center]A última reunião dos Cousland[/align]

[tab=30]Houve uma sequência de abraços, beijos e carícias. Estávamos tristes com a partida de Fergus para algo tão incerto, poderia acontecer tantas coisas com ele. Mas meus devaneios foram cortados por meu pai.

[tab=30]- Filho, aproveite e vá cedo para cama, você terá um dia atribulado amanhã.

[tab=30]- Sim meu pai.

[center]Já era madrugada, quando eu ouvi os gritos lá fora.[/align]


[center]Chegada da madrugada[/align][/font]


Bom galera, primeiro cap já na história principal.
Eu ia fazer um capitulo maior, mas fiquei com medo de ficar extenso, então dei uma reduzida. Se puder ficar maior que isso, seria melhor ainda já que daria para eu fazer as quests principais num cap só, mas qualquer coisa já tenho os corres desenrolados.
Também não sei se deixei com muito diálogo, e ficou pouco texto.
Dúvidas, criticas e sugestões.

Muito bom! Continue assim! No aguardo do próximo!

Quantas “pretendentes”, rsrs
Belo cap :wink:

Vocês deveriam opinar a cerca do tamanho do cap kkkk se pode ser maior ou continua no mesmo esquema.

EDIT:
ALERTA DE SPOILER
[spoil]Rodrigão, uma pergunta: Se lembro bem, Kieran é o filho do personagem com a Morrigan, Após terminar essa AAR de DAO, você pretende criar uma continuação dela no II ou no Inquisitions?[/spoil]

Eu até pensei na possibilidade, não no DA 2 em que ela não participa, mas no Inquisition só que infelizmente meu computador não roda, então veremos. Mas ainda penso que o próximo DA será focado nesta questão da Morrigan, do Warden e do Kieran, pelo menos assim eu espero.

Cara, não manjo nada deste tipo de jogo e desse jogo em si, mas o estilo da narrativa me chamou bastante a atenção… Muito boa!

Acompanhando aqui! :wink:

[center]2.2 A queda dos Cousland[/align]

[right]9:41 Dragão[/align]

[left]Guardião-Comandante Cousland[/align]

[font=Georgia][tab=30]Era uma noite quente, calma e aconchegante. Estava em um sono profundo, sonhando com o que poderia me acontecer e nos desafios que enfrentaria. Mas meu repouso foi quebrado de rompante pelo rosnar agressivo de Arlathan.


[center]O despertar[/align]

[tab=30]- O que foi garoto?

[tab=30]Ele latia ferozmente, rosnava em direção a porta.

[tab=30]- Mas que barulhos são esses?

[tab=30]Ouvia passos, muitos passos. O barulho de espadas sendo desembainhadas, o soar do ferro com o movimento das armaduras, aquilo era estranho, os homens não poderiam adentrar nos cômodos do Teyrn sem a ordem estrita do mesmo. Com a suspeita, rapidamente vesti minha armadura.

[tab=30]Mas logo sou surpreendido por um criado:

[tab=30]- SENHOR! SENHOR! O CASTELO…!

[center]O criado morto[/align]

[tab=30]Seu alarde foi cortado pelo atravessar de uma flecha em sua garganta.
[tab=30]Dois homens adentraram meu quarto, não os reconhecia, sua armadura não era feito por nossos ferreiros e nem usavam o estandarte dos Cousland.

[tab=30]- O Lorde disse sem prisioneiros. – bradou um dos soldados

[tab=30]- Este é o filho mais novo do Teyrn, suas habilidades de luta são famosas em toda Highever.

[tab=30]- Vamos testar suas habilidades então.

[tab=30]O primeiro soldado veio loucamente para cima de mim. Saquei minhas espadas e com um movimento, ele já havia se tornado um cadáver.


[center]O primeiro soldado caído[/align]

[tab=30]Quando me virei para enfrentar o outro, Arlathan já havia feito o serviço completo.

[tab=30]- Bom garoto! – acariciei Arlathan.

[tab=30]Mas não podia demorar, deveria ver se estava tudo bem com mamãe. Mas dúvidas surgiam em minha cabeça: Quem poderia estar no comando deste ataque? Será que está tudo bem com meu pai e minha mãe? E onde estão os homens? A primeira dúvida foi parcialmente respondida.
[tab=30]Em um dos escudos dos homens, havia o estandarte de Arl Howe.

[tab=30]“Mas o quê? Não é possível!” – pensei.


[center]O símbolo dos Howe[/align]

[tab=30]Neguei-me a acreditar, mas o destino provou que eu estava errado. Assim que sai de meu quarto dois homens, portando o símbolo dos Howe em seus escudos, tentavam entrar no quarto de meu pai.

[tab=30]- Bastardos! Morram! – gritei.

[tab=30]Vieram para cima de mim, e um conseguiu me acertar com um golpe no braço, mas nada sério.


[center]O golpe[/align]

[tab=30]Mas não demorou muito e os dois estavam mortos no chão.

[tab=30]- Meu filho, você está bem?! – dizia mamãe, após sair do quarto, vestida em uma armadura e com um arco em mãos.

[tab=30]- Sim, estou. Você está?

[tab=30]- Somente graças a você. Assim que ouvi o barulho eu barrei a porta. Você viu seus escudos? O símbolo dos Howe?!

[tab=30]- Sim, Arl Howe é um traidor. Está se aproveitando que os homens partiram para atacar.

[tab=30]- Aquele maldito… E você viu seu pai? Ele não chegou a entrar no quarto.

[tab=30]- Eu não o vi, estou indo atrás dele agora, é melhor você ficar aqui.

[tab=30]- Pare com isso, você sabe que não sou nenhuma flor orlesiana. Vamos, e se encontrarmos Howe no caminho, eu mesmo cortarei sua língua maldita.


[center]Minha mãe salva[/align]

[tab=30]Minha mãe estava certa, afinal, ela que me ensinara a usar o arco. Assim sendo vasculhamos o quarto por armas e partimos. Mas antes de sair algo martelou minha mente: Oren e Oriana. Será que estavam vivos? Bem? Não poderia deixar-lhes ali, a mercê daqueles homens. Infelizmente, seria melhor se eu tivesse seguido em frente…


[center]Oren e Oriana[/align]

[tab=30]- Oh não… – dizia mamãe aos prantos – meu pequeno Oren. Que tipo de demônios matam pessoas inocentes?!

[tab=30]- Desgraçado, Arl Howe pagará por isso. Ele terá uma morte lenta e dolorosa.

[tab=30]- Ele não está nem pegando reféns, quer matar a todos nós… Vamos, eu não quero ver mais essa cena.

[tab=30]Pobre Fergus, perder o filho e a mulher assim dessa maneira, se eu estava sentindo uma dor profunda, imagine ele. É por isso que tenho que completar minha missão, para proteger você e sua mãe meu filho, para não deixar que nada de ruim aconteça a vocês como aconteceu a meu irmão.
[tab=30]Mas chorar não era opção naquele momento, tínhamos que encontrar meu pai.

[tab=30]- Você consegue ouvir o som da batalha? Os homens de Howe devem estar por todo lugar – disse mamãe.

[tab=30]- Temos que ir mãe, não podemos demorar.

[tab=30]- Espere filho, temos que ir ao portão principal, é lá que seu pai deve estar.


[center]A caminho da batalha[/align]

[tab=30]Corríamos na máxima velocidade que nossos corpos aguentavam, inclusive, fomos interceptados por alguns soldados, nada que não déssemos conta. No meio do caminho, um criado nos interceptou.

[tab=30]- Meu senhor! Estou indo embora daqui, o castelo caiu…

[tab=30]- Não seja covarde homem, fique e lute!

[tab=30]- Sim…sim meu senhor!


[center]O criado covarde[/align]

[tab=30]Minhas palavras pareceram dar ânimo aquele rapaz abatido. Meu pai sempre dizia que eu tinha certa habilidade em convencer as pessoas, um talento que adquiri de minha mãe.
[tab=30]Travamos duras lutas até chegarmos próximo do portão, mas minha mãe interviu.

[tab=30]- Filho, espere, temos que ir a um lugar primeiro.

[tab=30]- O quê?

[tab=30]Ela me puxou para a porta da tesouraria.

- Tome minha chave, ai dentro está à espada dos Cousland, não a deixe cair nas mãos de ninguém, me entendeu? Com ela, nossa família poderá ser restaurada.

[tab=30]- Sim, mas poderíamos fazer isso depois.

[tab=30]- Ande logo.


[center]Invadindo a tesouraria[/align]

[tab=30]Ao entrar me deparo com a espada, e logo a tomo para as minhas mãos. Apesar de grande, era leve, e a sentia como uma extensão do meu braço. Junto com a espada, encontrei uma bolsa com vinte sovereigns, algo que poderia ser útil, então peguei-a.
[tab=30]Dei sinal de prontidão a minha mãe, e partimos para o portão. Lá os homens restantes, liderados por Gilmore, lutavam até a morte contra os homens de Howe. Não poderia assistir aquilo, e parti para a batalha.


[center]A grande batalha[/align]


[center]A luta[/align]

[tab=30]Uma batalha longa e intensa, perdemos muitos, mas matamos mais. A habilidade de Gilmore era nada, derrubou três homens com um simples golpe de espada, realmente fazia jus ao interesse do Guardião.
[tab=30]Todos bradaram felizes quando o último deles caiu.

[tab=30]- Minha lady e meu senhor Cousland… – dizia Gilmore ofegante.

[tab=30]- Respire, não tenha pressa. – eu respondi

[tab=30]- Por Andraste, ainda bem que estão vivos, tinha certeza que os homens de Howe tinham pego vocês.

[tab=30]- Você viu o Teyrn? – perguntou mamãe.

[tab=30]- Quando percebemos a traição de Howe, ficamos guarnecendo o portão, foi o que eu podia fazer, mas não impediu os homens de entrarem.


[center]Os soldados protegendo o portão[/align]

[tab=30]- Não demorou muito o Teyrn apareceu ferido, acho que foi procurar vocês, disse que estava em direção à saída dos servos.

[tab=30]- Obrigado Gilmore, agora venha conosco, vamos fugir.

[tab=30]- Não posso meu senhor, tenho que ficar e dar mais tempo pra vocês fugirem.

[tab=30]- Ser Gilmore – dizia minha mãe – seu sacrifício será lembrado. Que o Criador o ajude.

[tab=30]- Que o Criador… ajude todos nós.


[center]Despedida de Gilmore[/align]

[tab=30]Ele deu um olhar de relance, o olhar de despedida e partiu para a defesa dos portões. Em uma noite Howe me tirou meu sobrinho, minha cunhada, meus homens e um de meus melhores amigos. Sangue se pagará com sangue, e está frase se fixara em minha mente.
[tab=30]Faltaria só meu pai estar morto, então corremos para a cozinha. Encontramos pouca resistência, mas foram batalhas cansativas. Chegando lá o ambiente era assolador: os criados mortos, com flechas na cabeça, membros faltando e Nan… Prefiro não lembrar. Ao entrar na despensa, encontramos o que procurávamos.

[tab=30]- BRYCE!

[tab=30]- PAPAI!


[center]Meu pai ferido[/align]

[tab=30]Ele estava ferido, mortalmente pelo visto, e o chão ao seu redor se cobria de sangue.

[tab=30]- Vocês…estão…vivos.

[tab=30]Falava lentamente, o ferimento pesava.

[tab=30]- Bryce vamos fugir, a saída é logo ali.

[tab=30]- Os homens de Howe…me acharam…quase fui morto.

[tab=30]- Isso não importa, Bryce. Vamos.

[tab=30]- Não conseguirei…são muitos…

[tab=30]- Não é problema, pai, acabarei com todos.

[tab=30]- Você não conseguirá… eles já cercam o castelo…

[tab=30]- Tenho receio de dizer que seu pai está certo – disse uma voz ao fundo.


[center]Duncan[/align]

[tab=30]Ele estava coberto de sangue. Deveria estar procurando a gente por horas , mas sozinho? Será que os Guardiões são guerreiros tão valorosos assim?

[tab=30]- Os homens de Howe ainda não descobriram essa saída, mas eles estão cercando castelo. Passar por eles será uma tarefa complicada – disse Duncan.

[tab=30]- Obrigado por salvar meu pai.

[tab=30]- Ousadia sua, afinal, duvido que eu tenha salvo mesmo ele. Estava a procura de vocês dois.

[tab=30]- Graças a meu filho, conseguimos chegar aqui – disse mamãe.

[tab=30]- Eu não estou surpreso. – retrucou Duncan


[center]Últimas palavras[/align]

[tab=30]- Vamos, Bryce, a saída é logo ali, então vamos logo – dizia mamãe desesperada.

[tab=30]- Eu… não…consigo…

[tab=30]- Então vamos ficar e lutar! – eu retruquei.

[tab=30]- Não… tem que fugir…e me vingar os Cousland. Duncan, por favor, leve minha mulher e meu filho para um lugar seguro.

[tab=30]- Sinto-lhe dizer que devo fazer isso em troca de algo meu senhor. Eu vim aqui em busca de um recruta, e a ameaça dos darkspawn exige isso de mim.

[tab=30]- Eu… entendo.

[tab=30]- Então não há mais nada a discutir, temos que partir.

[tab=30]- Vá meu filho – disse mamãe

[tab=30]- Não vou deixar vocês aqui! – gritei

[tab=30]- Não…Eleanor.

[tab=30]- Sem discussão. Meu lugar é ao seu lado, na vida e na morte. Matarei cada bastardo que passar por aquela porta.

[tab=30]Lágrimas começavam a chocar-se com o solo.

[tab=30]- Eu peço perdão… se não fui um bom pai…

[tab=30]- Está tudo bem querido, tudo depende de nossos filhos agora. – minha mãe o confortava.

[tab=30]- Eu vingarei vocês! – gritei aos prantos – Eu juro!

[tab=30]O barulho do portão se espatifando, ecoou pelo castelo.

[tab=30]- Não podemos demorar mais, vamos – Duncan me puxou.

[tab=30]Aquela fora a última vez que vi meus pais. Ainda hoje me recordo das últimas palavras ditas por minha mãe.


[center]O adeus[/align]

[center]Adeus, querido.[/align][/font]


Se vocês achavam que Quinto Julio sofria, e porque não conheciam Aedan Cousland.
Bem, dúvidas, criticas e sugestões.