[EU:R] Mudando o Palco do Mundo

[b][size=200]Europa Universalis: Rome [/b]
[/size]
[b][size=200]"Mudando o Palco do Mundo" [/b]
[/size]

_______________________________________________

[b][size=117]Jogo:[/b][/size] [size=100] Europa Universalis: Rome[/size] [b][size=117]Nação:[/b][/size] [size=100] Egito Ptlomaico[/size] [b][size=117]Configurações:[/b][/size] [size=100] Todas "Default"[/size] [b][size=117]Objetivos[/b][/size]

• Conquistar o Norte da África
• Conquistar o Oriente Médio
• Conquistar a Ibérica
• Bater nos Romanos

_______________________________________________

[b][size=200]INTRODUÇÃO [/b]
[/size]
Os tempos de ouro do Egito haviam se passados. As cidades santas de Mênfis, Heracleópolis, Hermópolis e Tebas já não eram mais as capitais do Egito... O Templo de Karnak já não mais adorava o Deus Sol Amon-Rá; "Uma blasfêmia!" , se os mortos pudessem falar... Há muito já não se enterra no Vale dos Reis um faraó digno que concordasse que o Deus Atum gerara os demais, ou até mesmo nas Pirâmides.

Um dia ele veio do Oeste (do Nilo), do lugar dos vivos. Aquele que libertaria o Egito da tirania Persa: Alexandre, o Grande. Coroado como o primeiro Faraó grego, nosso povo o viu como salvador, pois além de tudo manteve nossas tradições como eram antes. É claro que nos futuros anos que se seguiam, ele tentaria nos misturar com os gregos ao construir uma cidade: Alexandria - uma das coisas muito boas dele herdadas.
Mas um dia ele partiu para o Oeste, mais longe do que qualquer Faraó havia ido. Lá, morreu, na Terra dos Vivos! Seu filho subiu ao trono, mas fraco como era acabou tendo o reino partilhado entre os maiores generais. E um desses veio até nós, Ptolomeu I Sóter, o Sábio, que cuidou de nós tão bem de nós quanto Alexandre, mas tentando confundir nosssas mentes com falsos deuses - como Serápis, mistura errônea de Amon com seu deus pagão Zeus.
Ele manteve a paz e a harmonia, mas não viveu para ensinar seu herdeiro a comandar. Há apenas um ano, Pitlomeu Sóter faleceu, deixando um país rico e poderoso mesmo após quarenta anos de guerra. Passou os 75 dias pós-morte sendo preparado para sua mumificação.
Há apenas um ano, Ptlomeu II Filadelfo, aquele que dorme com a própria irmã, já mostrava declives de personalidade e comando. Seria ele o homem certo para reinar nosso país e levá-lo a vitória para sobre os Seleucidas?

_______________________________________________

[b][size=200]Considerações iniciais do autor... [/b][/size]

[size=100]Primeiramente, gostaria de falar sobre esta e as outras AARs. Embora as outras estejam classificadas como imcompletas, eu não as considero deste modo, pois tenho projetos para eles. E assim como em um carro se faz um test-drive, antes de alterar meu modo de postar nas outras irei testar um novo jeito (para mim, como escritor) de narrar os fatos que se ‘assucedem’ na AAR, para, caso o resultado seja positivo, aplicá-los nas demais AARs sem desprestigiá-las.[/size]

[b][size=200]Sobre a escolha do Jogo e da Nação[/b][/size]

[i]Porque escolher este jogo tão impopular, ao menos no GSBrazil, como o EU:Rome?! Simples, me encantei pela jogabilidade - uma mistura de EU3 mais sistema de personagens curioso. Porém, neste jogo, a Roma e Cartago aparecem como as facções dominantes no jogo, apresentando os demais como apenas observadores. O Império Seleucida e o Egito seriam outras potências em potencial (é não é?), mas nesse jogo é notável que quase todos são potências - como a Macedônia, que com poucas províncias consegue um alto ranking -, mas após umas partidas no jogo notei que o jogo se desenrolava diferente.

Mas este jogo não será relizado somente no Europa Universalis: Rome, pois também desejo incluir o Rome Total War para dar um ar mais realístico. Esta ideia e algumas outras foram retiradas a partir da leitura da AAR e, por este motivo, agradeço ao autor de tal AAR, Monsieur, e que continue com o bom trabalho que está a fazer.

Então, porque o Egito? Porque eu tenho uma certa admiração com a cultura deles, além de ter livros a consultar sobre sua cultura e religião. Outro motivo seria sua conversão ao islamismo durante a Idade Medieval, causando com que sua cultura e tradições fossem esquecidas, apagadas da memória de seu próprio povo; o que me deixa triste, assim como o capitalismo. Mas vale lembrar que a nação egípcia deste jogo na verdade é o reino de Ptolomeu I, com uma grande mistura entre as culturas greco-egípcias. Isso poderia ser um problema, mas como o jogo não apresenta essa mistura, escolher este país ficou mais fácil (uma vez que tirar um rei do poder não é um absurdo por inteiro).

Vale lembrar que utilizarei as descrições da cultura, cotidiano e demais como convém (ou convinha) de quando o egito era independente - nos arredores de 1200 A.C… Possuo conhecimento sobre a religião da época ptolomaica e disso tirarei proveito. [/i]

[b][size=200]Modo de Narração[/b][/size]

[i] Outro assunto é como narrarei a AAR. Pretendo misturar o ponto de vista de um historiador, entre linhas de conto. Obviamente, vou dedicar um estilo diferente de um para outro modo de narração; Em parte também aproveitada da AAR Qua Non Patet Orbis.
Para narrar os fatos como um historiador, encorporarei Christian Jacq, egiptólogo cujas investigações históricas o levaram a ser agraciado pela Academia Francesa, e autor de vários livros baseados em fatos reais.

Tudo que eu comentar na AAR, que podem ser facilmente confundidos como “enfeites” no texto, é “canônico”, ou seja, aconteceu no jogo. Podem perceber pelas imagens, ao decorrer da leitura, sobre este fato, mas não custa nada avisar. Um bom exemplo é a Popularidade e Notoriedade dos personagens, tanto quanto seus trabalhos e participações in-game.

[/i][size=117][b]Qualquer crítica, dúvida e sugestão serão aceitas de bom-grado, visando o melhoramento da AAR[/b][i]. [/i][/size]

Boa escolha, me encantei com o EU Rome também, e com a ajuda do RTW acho que isso pode ser um grande projeto.

Se me lembro bem os Egipicios começam em querra com os Seleucidas, certo?

São 2 grandes potencias que já batem de frente.

Pessoal, vim avisar-lhes que postarei provavelmente hoje. Capítulo 1 + Introdução in-game!

Boa sorte com esta AAR, espero que seja um sucesso :)*
Vou acompanhar de certeza, apesar de não conhecer este jogo :D* :P*

Vamos lá, esperando… =B

Não vai sair tão cedo… Uma vez que acabo de retornar para casa (de uma visita inesperada à casa de minha avó) e minha irmã vai jogar um pouco. Nem que seja necessário ficar acordado até tarde, ficarei!

No mais, agradeço o positivismo!

Boa!!! (y)*
sou fa de tudo que envolve Roma e o seu periodo, sem duvida estarei acompanhando

Perdão ao desapontá-los em relação ao lançamento da AAR… Se eu não tivesse saído para a casa de minha avó (como havia prevido), concerteza conseguiria postar-lhes um belo capítulo… o que não serei capaz de realizar no momento - devido ao pouco conteúdo e pouco tempo in-game… Mas esperem que amanhã, terça-feira dia 26 de julho, postarei logo toda a guerra contra os seleucidas.

Até amanhã!

Hey estarei acompanhando, eu tentei jogar esse jogo… porem achei MUITO estranho xD ueoiUEoiaEU…
Boa Sorte.

[b][size=200] CAPÍTULO 1 - "O SOL NASCEU E TIVEMOS DE IR EMBORA" [/b]
[/size]
[b][size=117]280 A.C. - 271 A.C [/b]
[/size]
Christian Jacq, egiptólogo de prestígio na Academia Francesa e autor de diversos livros baseados em suas descobertas nos concede uma entrevista para explicar e relatar o porquê que, em volta de 280 A.C., houve o início de um dos mais importantes "diários nacionais".

Esses artefatos conhecidos como “Diários Nacionais” eram como uma compilação de arquivos políticos, militares e civis, escrito por diversos escribas. Além da iniciativa, também houve uma estranha copiação destes artefatos, que foram guardados e preservados nas grandes cidades, templos e palácios - Tebas, Mênfis, Hermópolis, o Templo de Karnak, entre outros devido ao seu valor histórico.
O Primeiro capítulo é sobre no governo de Ptolomeu I. É notável a adoração dos escribas em falar dele, por isso pode ter algo “enfeitando”, portanto uma boa análise antes de chegar a uma conclusão é sempre bom.

[/i] [b][size=200]A Última Gestão de Ptolomeu Sóter[/b][/size]

[i] Durante os Últimos Anos de Ptlomeu I iniciou-se a guerra contra os Seleucidas. Com a incrível idade de 81 anos que não surpreende mais do que sua disposição para comandar pessoalmente as investidas militares, O Faraó havia convocado seu Polemarchos (um alto cargo militar), Djedhor Ahmid, um dos poucos egípcios em cargos importantes, para fazer um levante de tropas em Setembro de 281 A.C., pois até o dia o exército tinha múltiplas funções, como vigiar as estradas, carregar materais para a construção de monumentos - algo que não estava acontecendo - e até mesmo ajudar nas colheitas. Tal levante retirou os exércitos dessas ocupações.

O primeiro passo para a partida do Faraó havia sido dado. Os registros relatam uma intensa atividade política nos meses que seguiram, como o Profissionalismo dos Soldados, aumentando a disciplina de infantaria pesada em combate; a aplicação de táticas marítimas para melhor desempenho em bloqueio marítimo e um incentivo às milícias locais, visando maior proteção e resistência a invasores. Sua gestão foi boa neste quisito, pois ajudaria o seu sucessor a manter o exército poderoso.

Acreditasse que no final de Outubro até o final de Novembro Ptolomeu I realizou oferenda aos deuses assim como passava muito tempo com seu Sumo Sarcedote, Herophilus, em festas religiosas, cultuando o deus Serápis e Seth. Inteligente como aparentava, Ptolomeu optou por cultuar Seth, deus da violência, para que brutalizasse seus golpes e matasse seus inimigos, e a Serápis para que controlasse a maldade contida nos poderes de Seth e que tais poderes não maculassem o exército. No início das batalhas, o exército se mostrou mais disciplinado do que o normal, por acreditar em suas divindades.

Não há registros de Ptolomeu em Dezembro do seu último ano em Alexandria. O que sugerem é que tenha se aquietado, preparando-se para a guerra, ou então se retirado para umas férias. No dia 1° de Janeiro de 280 A.C. Ptolomeu, em uma única tarde, traçou todo sua ofensiva. Alguns mapas foram desenhados nos Diários Nacionais, mas nem todos restaurados. Por sorte, seu planejamento inicial foi reconstruído por mim mesmo. [/i]

[i] Ainda no mesmo dia, ele partiu para se juntar ao exército principal em Judea, ou como chamavam, as Primeiras Divisões; no plural pelo fato de que cada divisão continha 5.000 homens. Foi lá que, ao nascer-do-sol, ele ergueu sua espada em direção ao sol e gritou para todos os seus homens, que desfaziam o acampamento: " Viva Rá, que traz o sol da terra dos vivos, sob os céus de Hórus! O Sol nasceu e tivemos de ir embora!" como registrou um escriba militar.

Não se diz o porquê, mas é registrado que o Polydoros Pytheid assume o controle das Segundas Divisões. Ele lidera cerca de 29.000 homens com as instruções passadas pelo Faraó. A estratégia era pôr as Primeiras Divisões em um local volátil, onde pudesse bloquear a possível fuga do exército seleucida situados na Poenicia para o interior do Império, provavelmente provocada pela superioridade numérica egípcia. A província escolhida foi a Coele-Síria Já as Segundas Divisões iriam vir pela Judea e atacar o inimigo.

Ao mesmo tempo em que realizava sua manobra, Ptolomeu fez significativos avanços no comércio. Aqueles que tinham portos tiveram suas estradas priorizadas para o comércio exterior - exceto Alexandria, que recebera papiro da Judea e de Mênfis, acelerando e melhorando o ensino na capital do reino. No interior, as províncias que não possuíam portos foram influenciadas pelo Faraó à comercializar entre si, e acabou aumentando as ferramentas de treinamento, providenciando mais soldados de elite. [/i]

[b][size=200]O Ínicio dos Conflitos[/b][/size]

[i] Embora ocupasse dois cargos, o Faraó não se estressara. Quando finalmente chegou a seu destino, provavelmente em 7 de Junho de 280 A.C. tanto a Poenícia quanto Damascus se enchiam de tropas inimigas, bloqueando seu retorno ao Egito. O escriba das Primeiras Divisões relatou o motivo pelo qual o Faraó abandonara sua posição: um grupo de inimigos na província ao norte, Edessa, eram alvos fáceis, e Ptolomeu viu a oportunidade de “cortar uma árvore pela raíz”, uma vez que diversos batalhões movimentavam-se em direção à Edessa.

Os Seleucidas não esperavam por essa. No momento em que o Faraó desmontou o acampamento, os gregos vieram em apoio do exército em formação, na vantagem de cercarem as Primeiras Divisões e, assim, aniquilá-las. Porém, Seleuco havia cometido um deslize: pois generais incompetentes no comando. O melhor general selêucida estava no sul da Galátia, tentando tomar o controle das províncias de Cária e Lícia (onde Ptolomeu havia previsto) , com um número desnecessário de homens. Tal tolice o custaria muito. [/i]

[i] Com uma vitória extremamente fácil, devido a sua superioridade bruta nas estratégias, o Faraó venceu os inimigos em Edessa, mas tal ato não intimidara os selêucidas cujos estandartes se apresentavam próximos, na província ao sul de Edessa: Coele-Síria, uma das regiões ambicionadas pelos egípcios. A outra divisão aproveitou-se para marcar mais pontos e desceu a Judea, mal sabendo das Segundas Divisões, que se aproximavam rapidamente.

A tática a ser seguida foi a de esperar o inimigo chegar, e lutar com ele de igual a igual. Quando a armada selêucida chegou a Edessa, em 31 de Julho, houveram inúmeras batalhas diárias, datando até o dia 2 de Outubro, com a iniciativa selêucida de se retirar - haviam perdido homens mais de quatro vezes do que matado. Apenas três dias depois, o exército precipitado de selêucidas na Judea fora subjugado por Polydoros, que embora não fosse um gênio militar, conseguiu uma vantagem tão grande que cada egípcio matava dez antes de cair no chão. Seleuco sentiu mais uma pontada na espinha.
Com o caminho aberto, Polydoros decidiu se juntar a Ptolomeu, que cortara comunicações com todos em tentativa de provar suas habilidades militar. Quase ninguém acredita quando eu digo que ele montava em seu cavalo, marchava sobre o inimigo, e saia ileso, mesmo aos 83 anos.

A partir de Outubro, tanto os três escribas militares de Ptolomeu quanto os de Polydoros apenas mencionavam as inúmeras tentativas selêucidas de expulsar o inimigo egípcio de Edessa, de tantas que eram. Acreditasse que tenham sido mais de treze, no período de tempo entre Outubro até Março do ano de 279 A.C… Foram tantas batalhas que o orgulho que os selêucidas adquiriram ao controlar as províncias de Cárias e Lícia praticamente fora zerado.

Até que, em Março de 279 A.C., Polydoros Pytheid fora instruído a iniciar o sítio de Coele-Síria, ao sul de Edessa. Era necessário retirar a impreensão de vitória que os selêucidas haviam adquirido e substituí-la pela derrota. Contudo, o plano não funcionou muito bem. A Primeira Strategos veio das províncias serem conquistadas pelos selêucidas (Cárias e Lícia), e atacou diretamente Polydoros, que perdeu feio, devido as estratégias do adversário serem bem superiores. Acredita-se que falanges flanquearam o exército de Pytheid, provocando mortes pesadas. Aquilo viraria o curso da guerra, e Pytheid recuou para o norte, pensando em receber apoio de Ptolomeu. [/i]

[i] A situação que parecia delicada mudou. Todo o exército selêucida se reuniu na Síria, a província a Oeste de Edessa, organizando a maior armada que aquele país teria sob o comando de um único general: 41 mil homens. Marcharam tão orgulhosamente para cima dos 12 mil egípcios restantes, que Seleuco pôs um dos piores generais de seu reino sob o comando. Atualmente se tem duas teorias: a primeira diz que o sujeito já comandava o batalhão que chegara lá primeiro, e a segunda seria que Seleuco quisesse que o rapaz crescesse na vida militar.
A maior batalha dessa guerra começa em 3 de Junho de 279 A.C. Egípcios, abençoados pelo deus Serápis, contra os selêucidas, que cruzaram montanhas e rios para chegar até os egípcios. Sendo flanqueados a todos os momentos, atacados durante a noite, os selêucidas não tiveram muitas oportunidades. Suas falanges não derrubaram os elefantes, seus arqueiros não atingiam a infantaria egípcia, seus cavalos não alcançaram os arqueiros… e Logo uma grande quantidade pereceu. Não posso esconder minha empolgação em relação a essa batalha! Já imaginou? 12.000 homens humilharem 41 mil! É algo único em toda a história da humanidade! Inclusive, se você for a região de Edessa e cavar um grande buraco no chão, encontrara o solo papado e torrado… e até encontre algum artefato da época.

O Resultado só foi um: [/i]

[i] Os egípcios perseguiram os selêucidas até Migdônia, e devolta à Edessa… Até que Ptolomeu viu que o exército inimigo não desbandaria facilmente, e estacionou-se em Edessa, numa tentativa de tomar a cidade. Em meio ao cheiro podre que emanava dos campos, do sangue que vinha dos rios e os campos varridos tanto a população quanto as Divisões não resistiriam muito naquele lugar, seja por doença, seja por nojo.

Havia um problema que Ptolomeu não prevera: a reposição das peças. Enquanto os egípcios recebiam apenas duas centenas de recrutados por mês, os selêucidas deviam passar dos três mil. Ptolomeu percebeu isso quando viu que os inimigos superavam cada vez mais em números. Então, enviou um emissário a Cleonides, um militar desempregado atuando na Alexandria como guarda. Suas ordens eram claras: recrutar uma legião de 12 mil homens e levá-los para subtituir as Primeiras e Segundas Divisões, que no momento estavam quase sendo apenas uma.

[/i]

[i] Cirenaica, Marmarica e Líbia foram as regiões onde se recrutaram infantaria pesada e arqueiros - as únicas divisões disponíveis em todo o Egito, exceto Elefantes, que não pareceram muito eficazes. Logo após a sua reunião, houve um levante de bárbaros na Líbia, que fora contido. Eram apenas camponeses armados com lanças de madeira e escudos de latão. O único obstáculo fora os cavaleiros, que não passavam de mil, mas facilmente foram derrotados pelos lanceiros de Cleonides. Os cálculos mostram que cada egípcio que morreu - 28 - mataram 238 inimigos antes de perecerem aos ferimentos. E então viraram-se para seu objetivo primário.

O nomarch da Síria, um tipo de governador, já não era mais leal ao Faraó. Ele queria ser rei, e pretendia se declarar independente. Porém, o rei ordenou que fosse bem-tratado. Ao custo de muito dinheiro, suas atitudes tornaram-se mais amigáveis ao do rei. Logo, ele não seria mais problema. [/i]

[i] Os registros se perdem. Somente em 278 A.C. se tem relatos de onde estavam as armadas - haviam chegado a Judea. Começaram, então, a recuar ao Sinai, uma vez que os inimigos vinham em seu encalço. Pretendo se encontrar com o exército de Cleonides no Sinai, armara uma emboscada ao inimigo. Tendo suas linhas restauradas em cinco mil homens por mês, não demoraria para que as Primeiras e Segundas Divisões estivessem cheias novamente, e o inimigo passaria a ter sua reposição bem limitada.

Ptolomeu se surpreendeu novamente quando duas divisões bárbaras enormes surgiram em Cirenaica e Líbia, fruto de um levante coordenado contra o domínio egípcio. Ptolomeu e Cleonides ficaram num eterno e desesperador dilema de o que fazer até quando os inimigos chegaram a Judea. Sem nem esperar, os selêucidas invadiram os castelos com toda sua força e brutalidade, que não foi capaz de dominar os defensores. Mal saíram dos castelos, cansados e feridos, quando viram Ptolomeu e suas tropas marchando em sua direção. Ao verem aquilo, sua reação foi de desespero. “Olhem, eles estão vindo! É tudo uma causa perdida!”. Mas nem por isso se renderam, pelo contrário, confrontaram até a última gota de patriotismo se expirar. [/i]

[i] Enquanto Ptolomeu perseguia os fugitivos para Damascus, outra divisão selêucida vinha do norte, com cerca de quinze mil homens recém-treinados, e se dirigiam para Judea, repitindo o mesmo erro. Cleonides, que não havia chegado a tempo para o combate na Judea, deu meia volta e marchou para o levante bárbaro que ocorria na Cirenaica.

Em 11 de Setembro de 278 A.C., Ptolomeu vence novamente os fugitivos da batalha da Judea, desta vez em Damascus e retornam a Judea para protegê-la da outra divisão selêucida. Muitos historiadores, inclusive eu, marcam esta data como o fim da luta direta e passa a ser uma unanimidade para os egípcios. [/i]

[b][size=200]As Últimas Conquistas de Ptolomeu I Sóter[/b][/size]

[i] Uma série de combates aconteceram em Damascus e Judea, assim como ocorrera meses atrás em Edessa. Em 12 de Julho de 277 A.C., Damascus caí sobre nosso poder. As Primeiras Divisões precisam novamente de reforços, e por isso ficam vigiando as terra da Judea e Damascus no intuito de defender as fronteiras. Os bárbaros são contidos por Cleonides, e este mais uma vez muda de direção e vai definitivamente à guerra.

Para ajudar a estabilizar a economia, o Sumo Sarcedote faz uma oferenda aos deuses, em troca da melhora no comércio. Contudo, “os deuses viram somente nossas cobiças e interesses materiais”, como escreveria o Sumo Sarcedote em uma carta aberta à população.

Após estes tempos, apenas as batalhas da Poenícia em 22 de Setembro de 277 A.C. e a da Síria, onde Ptolomeu Sóter ousou ir mais no coração do Império Selêucida. Nas duas o exército egípcio perdeu praticamente nada enquanto infligia, em média, três mil mortos por batalha e ainda capturou o melhor comandante selêucida durante a fuga. Os sobreviventes todos morreriam para Ptolomeu na Antiochia, em 10 de Fevereiro de 276 A.C. onde os 11700 homens morreram para matar apenas 75 egípcios. [/i]

[b][size=200]O Final da Guerra Selêucida-Ptolomaica[/b][/size]

Contudo, na vitória cega, Ptolomeu avança com seu cavalo para dentro das linhas do inimigo. Na incrível idade de 83 anos, ele mata vários antes de ser atingido por uma lança voadora. Uma tristeza para o povo do egito. Seu filho, coroado com as coroas do Alto e Baixo Egito, no dia seguinte, iniciou um novo reinado. Ptolomeu I foi nomeado Sóter, o Sábio, e creio que foi bem-merecido. O Segundo Capítulo se inicia aqui.
Nos próximos 75 dias, Ptolomeu I Sóter seria mumificado, e seu caixão desfilaria pelas ruas da Alexandria em uma carroagem, dando a maior honra que se pode receber, mesmo após a morte. A explicação para homenagear sua múmia viera provavelmente de que os egípcios acreditavam que os mortos tinham sua " força vital" viva graças a lembrança que os vivos tinham deles.

[i] Quando um novo levante bárbaro acontece na Líbia, em 5 de Junho de 276 Ptolomeu II ordena o recrutamento de duas divisões de infantaria pesada. Ele mesmo as conduziria para cima dos inimigos, de mesmo número, e cujas unidades eram camponeses e cavaleiros - todos vulneráveis a um forte braço com uma lança.

Nos dias 6 e 9 de Agosto de 276 A.C…, as cidades da Antiochia e Poenícia caem sobre o domínio Egípcio. E em 8 de Dezembro é a vez da Síria.

Infelizmente os selêucidas, vendo sua perda em terra, focam-se no mar, e recrutam uma marinha gigantesca com seu melhor general. Destroem toda a marinha egípcia com demora, contudo com extrema facilidade e sem sofrer nenhum dano.

Coele-Síria cai sobre domínio Egípcio. Uma vitória! Agora as províncias de Poenícia e Coele-Síria, as duas ambições dos egípcios e consideradas parte da nação que devia ser reintegrada estava sob o domínio Egípcio. Contudo, Ptolomeu II concorda que nas situações atuais, apenas a Poenícia e a Coele-Síria não apagariam o sofrimento da morte de mais de 62.000 egípcios. Mas Edessa, que cai em 15 de Setembro de 275 começou a ser cobiçada pelo povo egípcio, como o memorial de uma guerra tão sangranta que tirara a vida de seu grande Faraó Ptolomeu I Sóter.

Vendo a situação caótica que se desenvolve, Xerxes, rei do Império Selêucida, começa a enviar mensageiros. As mensagens que datam de 278 A.C. possuem exigências tão grotescas que uma nação do porte do Egito não aceitaria nem se houvesse um Holocausto. Mas em 275, seus pensamentos foram mudando e eles foram exigindo cada vez menos, até oferecerem uma tregua vem vencedores. É relatado que Ptolomeu I e o II riram dos mensageiros, sem deixar de humilhá-los, o que era uma coisa comum nessa época.

Em 4 de Maio de 274, cidadões se rebelam na província conquistada pelos selêucidas, na Cária, e tomam o controle da cidade, entregando-se novamente aos egípcios. Acredita-se que o Faraó ficara contente ao receber a notícia, mas não iria auxiliá-los em quase nada enquanto o caminho por mar ou terra estivesse perigoso. Homens de vários origens são contratados as pressas para irem a guerra e libertarem a província vizinha, Lícia, ainda sobre opressão selêucida.

Migdônia cai, Cilícia cai… Uma por uma, as províncias selêucidas caem para quatro inimigos distintos: o Egito, no suldoeste, a Armênia, no norte, Pergamon, no Oeste, e os rebeldes da Pártia, no suldeste. Mas há uma controvérsia: um aliado poderoso, Pontos se une aos selêucidas. Embora em guerra com Pergamon, eles não queriam mecher com os gregos, e marcharam direto à Lícia. Com um exército considerável de 11 mil homens, eles aniquilam os mercenários na Lícia e iniciam o cerco sobre tal província em Setembro de 273.
Contudo, um batedor de Polydoros revela que dos 11 mil, 10.000 são milicianos. E mesmo com vantagens táticas, Polydoros humilha Pontus na batalha da Lícia, e, ali mesmo, firma um tratado de paz com ele. Alguns historiadores apoiam a teoria que diz que Polydoros não queria criar rivalidade com mais nenhum grego.

Movidos pelas influências dos Reino Bósporo e da Macedônia, que entraram em guerras civis recentemente, Nicrocates Peithid inicia uma guerra civil no norte do Império Selêucida, arrastando muitos camponeses para seus campos de batalha. Não posso dizer que foi bom para os egípcios pois diversas legiões apareceram do nada, e embora fracas, espalhavam-se como moscas, desfazendo os grandes feitos de Ptolomeu I.

Ptolomeu II tinha que acabar com a guerra, mas seus acordos não eram aceitos, pois o patriotismo fanático dos selêucidas fazia-os pensar que estavam numa situação melhor do que realmente estavam… Então, como acabar com a guerra se o inimgo não coopera? Ptolomeu II ordenou então que Cleonides vá a capital do inimigo, Selêucia, e ponha seus defensores no chão. Acreditava que quando Xerxes se visse expulso de seu próprio palácio, sendo obrigado a se refugiar numa cidade qualquer, já que as maiores haviam cedido aos egípcios, ele aceitasse as demandas ptolomaicas.

Obidiente e leal como era, Cleonides concluíu sua missão com êxito no dia 9 de Maio de 271 A.C… Algumas batalhas foram travadas e finalmente o inimigo aceitou nossos requisitos.
Como Ptolemeu I havia previsto e passado a informação a seu filho, logo haveria uma segunda guerra. Os selêucidas, orgulhosos como são, não pensariam duas vezes antes de tentar se vingar. Contudo, Ptolomeu II foi inteligente o suficiente para retirar de seu inimigo sua maior fonte de soldados: Antiochia, que só perdia para Selêucia. Com o consentimento de Xerxes, a guerra acabou. Mas ainda haviam terras a ser conquistadas:às dos rebeldes selêucidas. [/i]

[

_______________________________________________
Bem pessoas, é o seguinte: este post foi em modo histórico. Deu muito trabalho fazê-lo em um dia, daí resolvi fazer o seguinte: um dia jogo, no outro posto. O próximo post vai ser em modo de narração, e o terceiro uma mistura. Depois, peço que averiguem o melhor.

Sugestões e críticas, faço questão!

Longo porem com qualidade, muito bom o texto. Deve ser muito foda escrever assim xD rsrs…
Aqueles amarelo mostarda são os rebeldes seleucidas?

Bem legal, quando sai a continuação?

Hoje, na tardezinha (ou seja, umas 4:30, por aí).

Muito bom, gostei de ver. Soube aproveitar bem o fato do Império Selucida sempre estar em guerra com n nações…

Gostei desse método de narração, ficou bom…
Aguardando up…

Douple Post :fu: :fu: :fu:

Muito bom… extenso porem um contexto historico excelente
Gostei desse método de narração, ficou bom…[2]
bomtrabalho*

Eita porra… vou sair agora… Mas já tá jogado! Inclusive fiz uma batalha no Total War.

Vou realizar algumas correções, principalmente nos nomes (Creio que Coele-Síria seja Síria-Palestina), entre outras. É claro que antes vou ver se o que eu acho é o certo.

[b][size=200]CAPÍTULO 2 - E O SOL VIROU LUA[/size][/b]
[b][size=117]271 A.C. - 268 A.C [/b]
[/size]
[size=100]Quando Ptolomeu II havia sido coroado Faraó em 277 A.C. e reconhecido pelo Sumo-Sarcedote como reencarnação de Serápis (Amon em sua totalidade), não teve tempo de governar o Egito ou "endireitá-lo", como fizera seu pai antes de partir à guerra. Logo estava chachinando os bárbaros enquanto seu amigo de infância, Patroclus, servia como seu representante na Alexandria. Por isso o Egito não fez progressivos até então. [/size]

[b][size=200]O Início de um Novo Reinado[/b][/size] No dia 20 de Outubro de 271 A.C., o Faraó havia retornado à capital. Seu exército de 1.600 homens e 2000 capturados, aproximadamente, foi visto cruzando as dunas do Sahara desde as muralhas gigantescas da Alexandria. Haviam percorrido muitos quilômetros, dando várias voltas, destroçando o inimigo nos mesmos locais. Uma vitória demorada e lenta.

O Faraó caminhava com seu velho amigo Patroclus em um corredor ladeado por um jardim. A brisa do mar e a velha cor da areia dominando toda a costa que se podia observar daquele ponto deixavam Ptolomeu II sereno.

  • Quais as notícias? O povo dos vilareijos que me apontavam a direção dos bárbaros diziam cada loucura. - Perguntou o Faraó, com os olhos fixos no mar que se via ao norte, na direção que o caminho os levava.

  • Nicrocates Peithid enviou um emissário com uma língua suja para nos avisar que não considerava a trégua entre nossos reinos. Fora isso, o Vizir, vendo sua demora, escreveu uma mensagem para o senhor.

Disse Patroclus, pegando um rolo e abrindo-o, revelando um papiro bem desgastado. Ao ver os borrões, o Faraó lançou um olhar estranho, mas sem ser notado pelo regente. Um ruído familiar começava a se apresentar.

  • Ao Faraó Ptolomeu II, com o divino direito concebido de Serápis… - começou a ler, sendo interrompido pelo Faraó.

  • Agilize, estamos quase chegando.

  • Certo, certo… A recente trégua com o Império Selêucida de Xerxes… blábláblá… assegurando a segurança das províncias da Judéia e Sinai… bláblá… encaixaram-se perfeitamente nas ambições aristocráticas das elites egípcias e também nas políticas… blá… resultando na influência exercida às camadas médias e pobres para apreciarem tais coisas, por contribuição nossa, provocando na euforia do povo em aceitá-lo lealmente como Faraó e aumentando a estabilidade nacional… bláblá… Contudo, prevemos que uma nova guerra com os selêucidas será realizada em breve, uma vez que Xerxes morreu, e agraciamos sua preferência em retirar deles ricos territórios, mas para enfraquecê-los ainda mais, sugerimos a anexação de toda a costa da Ásia Menor, ou seja, as províncias de Silícia e Perga… E também nos beneficiando para a junção das fronteiras. Pelo seu Vizir, Polydoros Pytheid.

O Faraó refletia profundamente, a tal ponto de não perceber Patroclus tentando chamar sua atenção. O ruído aumenta, e logo se anuncia como várias vozes gritando.

  • Engraçado como Pytheid parece o nome do ditador selêucida Peithid.

  • O que o senhor quer dizer?

  • Que você vai substituí-lo nas Primeiras Divisões. Polydoros teve uma educação administrativa e você uma militar, é natural que se saia melhor do que ele.

Patroclus balbuciou alguma coisa, mas o som das vozes abafou seus ruídos. Finalmente, no fim do corredor, chegaram a uma porta. Pouco depois, encontraram-se na Porta do Palácio da Alexandria. Os gritos, eram do povo eufórico que estava ali para saudar seu Faraó, que voltara para ficar. Então o Faraó lembrou-se de um trecho da carta; “…resultando na influência exercida às camadas médias e pobres para apreciarem tais coisas, por contribuição nossa, provocando na euforia do povo em aceitá-lo lealmente como Faraó e aumentando a estabilidade nacional

Após saudar o povo, o Faraó começou a traçar planos, inspirando-se no seu pai. Ele sabia que Polydoros Pytheid não iria renunciar o cargo, pois era um bravo opositor da dinastia Ptolomaica, embora sua língua fizese-o parecer mais leal do que realmente era.

Porém o Faraó possuia planos. Cego como era pelo poder, Polydoros iria renunciar se o que fizesse fosse valorizado mais do que merecia, e por tal motivo, Ptolomeu preparou uma passeata para honrar os bravos generais e soldados da Guerra Selêucida-Ptolomaica, incluindo Cleonides e Polydoros.
Tal passeata tomou lugar na Alexandria, no dia ensolarado de 23 de Novembro de 271 A.C… Fora longa, e muitas pessoas saudaram os horonáveis guerreiros. Aquilo iria assegurar a permanência dos dois no Amduat, um lugar semelhante ao melhor do Egito, no pós-morte. Ao final do dia, Polydoros foi informado pelo próprio Faraó que não comandaria as tropas das Primeiras Divisões apartir daquele dia, e se ele negasse a aceitar, seria preso. Então, preferiu ficar quieto.
A alegria que tomou o general Cleonides foi apagada quando sua mulher, Eurídice Penamid, uma jovem nativa de Mênfis que encantara o general e o fizera se converter à crença egípcia somente para tê-la, faleceu aos 22 anos de idade. A tropas de Cleonides chorara pela sua morte, pois era demasiada querida entre os guerreiros por apoiar seu marido em todas as situações.

A segunda atitude do Faraó se deu logo depois da passeata. Orientara construtores, e enviaria outros em auxílio, da Antioquia e da Marmarica à contruir irrigações para aumentar os impostos sob os trabalhos escravos. A maioria das grandes cidades já possuia suas próprias, e então tais regiões foram escolhidas devido seu alto número de escravos. Outras regiões também foram coordenadas.

Tais atos acabaram por conceder ao Faraó o gosto de comandar. Em 13 de Dezembro de 271 ele foi reconhecido como “Energético”.

[b][size=200]As Movimentações Militares[/b][/size] As Primeiras Divisões, juntamente com as Segundas Divisões, haviam contornado as regiões de Perga e Cilícia, pois eram do novo rei selêucida e mexer com ele não era boa ideia. Passaram pela Capadócia e Pisídia, que foi mais difícil que a batalha em sí.

Chegando na região da Lícia, encontraram um exército de seis mil homens, dos quais cinco mil e poucos eram militantes e oitocentos arqueiros que acabaram de duelar nas muralhas do forte da Lícia e agora se viam obrigados a enfrentar dezesseis mil egípcios bem treinados.

Polydoros Pytheid mergulhava na pobreza. Só tinha o que comer pois comprava antes de pagar suas dívidas, que se superavam seus lucros anuais em apenas um mês. Sua casa era um cômodo do palácio, presente dado pela piedade de Cleonides que antes era de sua mulher. O porte de Vizir, o segundo cargo mais importante de toda a sociedade egípcia, perdendo só para o rei, não pagava as despesas. O motivo? Os soldados. Ele pagava a manuntenção de cada divisão que havia jurado lealdade a ele, talvez por orgulho pessoal, talvez para lançar uma guerra civil - coisa que jamais ganharia. A lealdade dos homens vieram na recente guerra Selêucida-Ptolomaica, onde eles haviam lutado juntos em muitas batalhas.

Como havia prometido, Ptolomeu II presenteou a Polydoros o cargo de Strategos (general) de uma divisão com 2.000 arqueiros, nomeada Segundas Hostes (Divisão: 5000, logo, a nomeação correta seria Hostes: 500 cada). Isso ajudaria na crise que Polydoros passava… se as hostes não lhe jurassem lealdade também.

Polydoros se acha na vantagem, pois um grupo de inimigos que se aglomeravam na Antioquia eram infantaria de elite, bem vulneráveis a uma flecha certeira. O exército que se encontra na Síria-Palestina cruzou a região da Síria, em território egípcio, até chegar na Antioquia, no dia 14 de Março de 270. Contudo, se mostrou um péssimo comandante, pois mesmo com a vantagem prática, a estratégia selêucida superou à de Polydoros, usando longos escudos para se defender e algo semelhante às legiões romanas.

Cleonides também não poderia conter o avanço selêucida, pois suas estratégias ainda continuavam piores do que as selêucidas, e tal coisa custaria a vida de muitos egípcios. A estratégia a ser seguida era a de conquistar as cidades na Ásia Menor que continuavam sob o domínio rebeld. Na região no norte da Lícia, Patroclus sitiava a cidade da Pisídia. No dia 13 de Abril, Edessa caia para o domínio egípcio, enquanto os selêucidas iniciavam o sítio da Antioquia.

Polydoros assim que reune seus homens na Síria marcha para Edessa. A intenção era justamente empurrar o inimigo território adentro, e segui-lo, desfazendo todos os feitos selêucidas.

Novos bárbaros surgem na região do Egito, em Oasis Parva. Ptolomeu II novamente abandona a cidade em direção ao bando inimigo, com sua carroagem impedoasa para sobre os bárbaros.

No dia 3 de Dezembro as Primeiras Divisões tomam a cidade da Pisídia, quando mil selêucidas pegam em armas e lutam contra os opressores, tendo uma derrota humilhante para oitocentos egípcios. Logo após, as legiões ptolomaicas enfrentam mais mil inimigos vindos da província a noroeste, a Frígia. Outra vitória esplendorosa graças as vantagens táticas de Patroclus.

11 de Fevereiro de 269 A.C., os 1.700 defensores da Antioquia abaixam as armas para terem o que comer. Assim que os selêucidas adentram os portões, selecionando alguns homens para defender a cidade, e partem para a Síria. No dia em que estabelecem acampamento ao redor do castelo da Síria, no dia 11 de Março de 269 A.C., chegam batedores da Antioquia afirmando que Cleonides invadiu e matou os 150 defensores selêucidas. O general inimigo fica irado, e planeja uma ofensiva, ou defensiva, que em breve iria mudar a situação.

Mas antes de tal estratégia for posta em prática, Ptolomeu II vence o levante comandado por Adyrmachidae, no dia 22 de Julho de 269 A.C… escravizando mais 5.000 pessoas e providenciando uma quantia significativa que os bárbaros carregavam, tudo em taças e objetos de ouro roubados dos vilareijos.

A Frígia caí. Os invasores egípcios decidem invadir a cidade com toda a brutalidade que poderiam ter, embora tenham esperado 212 dias. A demora os matava de ansiosidade para retornar para casa. Eles iniciam uma campanha por toda a região da Ásia Menor, conquistando as três províncias dominadas pelos selêucidas. Com uma marcante vantagem na guerra, os egípcios iriam adquirir bons territórios.

Não muito mais tarde, em Outubro daquele mesmo ano, o plano selêucida se inicia. Ou invés de seguirem a vontade dos egípcios, eles optam por iniciar uma retomada das suas duas únicas províncias que restaram na Ásia Menor, tendo sua maioria na Pártia, que haviam sido tomadas por Cleonides e Pytheid. Os dois egípcios, entretanto, coordenaram um ataque surpresa. Repentinamente, os selêucidas viram os estandartes de Pytheid, e riram daquilo. Ofenderam nossos deuses, chingaram nossas mulheres… Enquanto sua boca mexia, os olhos não viravam para trás, e Cleonides veio pela sua retaguarda. Uma batalha rápida, pois eles tinham acabado de tentar invadir a Síria, mas recuaram para o acampamento rapidamente. Eles conseguiram fugir, fazendo uma manobra rápida para fora do combate.

Vendo que não poderiam extender aquela guerra para muito tempo, Cleonides envia mensageiros implorando, pela força Ká (alma) dos jovens egípcios nos campos de batalha, que se dê um fim na guerra. O Faraó, sem muita vontade, reúne-se com Nicrocates em 3 de Março de 268 e faz suas exigências. Passaram horas conversando no jardim da Alexandria, acompanhados de vários escribas, soldados e figuras importantes da sociedade egípcia. Não demoraria para Nicrocates aceitar a trégua, com desrespeito e má-vontade, pois via uma possibilidade de se tornar rei do Império Selêucida - Algo não muito bom, pois ele tinha uma xenofobia louca para contra os egípcios.

As exigências foram bem custosas pelos rebeldes selêucidas. As províncias de Lídia, Frígia e Édessa foram cedidas a Ptolomeu II. O memorial da guerra, Edessa, agora recebia ordens egípcias. Lídia e Frígia foram escolhidas pois pertenciam a uma região que já havia um governador - a região da Ásia -, enquanto a Pisídia era da Galátia, e então necessitaria de um Nomarch (governador), e todos disponíveis eram fracos para governar.

Uma série de festanças religiosas estavam por vir. Paz! O povo poderia voltar para casa, e serem honrados, outra vez, pelo povo. Uma conquista! Grandes quantidades de territórios foram-nos concedidos, e atualmente somos o país com o maior crescimento territorial do mundo conhecido, superando até mesmo as legiões romanas. Com a benção de Serápis, governaremos não só a Ásia Menor, mas o MUNDO!

_______________________________________________
Mais um up, em modo de conto. A galera aqui de casa tá botando pessado devido a minha vagabundagem do primeiro semestre, então vai ficar mais difícil de postar, mas a média continua 2 posts por semana. Talvez a redução de meu tempo livre tenha um resultado bom, pois poderei escrever o texto todo na mesma qualidade (notem que a medida que vai passando eu começo a digitar menos).
Perdão a demora, minha internet tava um caos até hoje às 9:00, quando finalmente voltou ao normal e pude acessar o fórum e postar as imagens. Tomara que tenham gostado.

Double Post :yuno: