[EU3] Qua Non Patet Orbis - O Grande Império Britânico

Qua non patet orbis (Até onde não houver mundo)

Informações de jogo:
• Título da AAR : Qua non patet orbis - O Grande Império Britânico
• Nome do jogo: Europa Universalis 3 (Complete + Divine Wind)
• Versão do jogo: 5.0 (OJDM)
• Facção escolhida: Inglaterra
• Dificuldade: Normal

Objectivos:
(a curto prazo)
• Domínio total das Ilhas Britânicas
• Melhorar relações entre as nações continentais
• Melhorar exército e aumentar a Marinha
(a médio e longo prazo)
• Hegemonia total no mar do Norte
• Expansão para os territórios desconhecidos a Oeste
• Expansão para Este; tentar segurar territórios nas terras Índicas.
• Controlo dos mares

[size=150][b][u]Índice da AAR:[/u][/b][/size]
[b][size=150]Livro nº1 - Os dias de Henrique IV (Henrique IV 1367-?)[/size][/b] [url=http://www.gsbrazil.net/forum/index.php?s=&showtopic=5271&view=findpost&p=101668]
[size=100]● Nothing Can Come From Nothing - [b]Capítulo 1[/b] (1399-1414)[/size][/url] [url=http://www.gsbrazil.net/forum/index.php?s=&showtopic=5271&view=findpost&p=101946][size=100]
● All the world's a stage - [b]Capítulo 2 [/b](1414)
[/size][/url]

A visão do rei

Prólogo - Historia Anglorum (Introdução)

Introdução - 1399 (A situação do reino)
1º Capítulo - Pelas Ilhas Unidas! (Fim de 1399)
2º Capítulo - Preparação (A Guerra das Cinco Nações / 1399 - 1400)
3º Capítulo - O nevoeiro de Connaught (A Guerra das Cinco Nações / 1400)
4º Capítulo - Por entre verdes campos (A Guerra das Cinco Nações / 1400)
5º Capítulo - Complicações e intrincas (A Guerra das Cinco Nações / 1401)
6º Capítulo - Os montes de Ulster (A Guerra das Cinco Nações / 1401)
7º Capítulo - Contra os bretões, marchar! (A Guerra das Cinco Nações / 1401-1402)
8º Capítulo - Inglaterra e Irlanda, unidas! (A Guerra das Cinco Nações / 1402-1403)
9º Capítulo - Da Escócia ao Sahara (A Crusada Santa de Marrocos / 1403-1404)
10º Capítulo - Desapontamento e Expectativas Falhadas: Frustração no Norte de África (A Crusada Santa de Marrocos / 1404-1405)
11º Capítulo (Primeira Parte) - Os Borgonheses (1405-1406)
11º Capítulo (Segunda Parte) - A Guerra do Norte (A Campanha Escocesa / 1406-1407)
11º Capítulo (Terceira Parte) - A vitória da Guerra do Norte (A Campanha Escocesa / 1407-1408)
12º Capítulo - Vida Longa e Próspera ao Império e ao Imperador! (1408)
[size=117]Apêndices[/size]
[u][url=http://www.gsbrazil.net/forum/index.php?s=&showtopic=5271&view=findpost&p=92835]Carta de Edward M. Thompson - Mapas Ingleses de 1403 (Segundo a visão do rei)[/url][/u]
[b][size=100]
Introdução
[/size][/b]
[size=150][b]Historia Anglorum (História Inglesa)[/b][/size]
“[size=117][b]A[/b][/size]inda antes das gentes de Roma chegarem à nossa ilha, já aqui habitavam tribos célticas, oriundas do Reino Nórico (a Este dos Francos), tal como Plínio, o Velho escreveu. Comerciavam metais com os gregos e os bárbaros do continente. Relativamente ao seu aspecto físico, não diferiam dos Gauleses que habitavam a Sul, através do Mar da Mancha. Convivendo com tais tribos germanas, também, em menor número, viviam as tribos “Belgae”, nas regiões de Norfolk e Essex. (…)
[size=67]
Escultura de um guerreiro celta.
[/size]
[b][size=117]N[/size][/b]o ano quarenta e três antes do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, as sandálias romanas marchavam à nossa porta. Ordenado pelo Imperador Claudius, o general Aulus Pilatius e os seus homens conquistaram a Anglia d’Este, os Condados de Home, o vale do Tamisa, os pântanos Galeses, o Oeste, as Terras Médias e o Norte de Inglaterra, tendo apenas parado quando chegara às gélidas Terras Altas escocesas. (…) Seguiram-se quatrocentos anos de domínio romano sobre nossas terras. (…)
Pintura deixada pelas gentes romanas
[b][size=117]N[/size][/b]o quarto século após o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, Roma encontrava-se fragilizada, após as brutas invasões bárbaras que quase destruíram a região romana. O Imperador Teodósio, focado em defender a capital do Império, em detrimento da região Britannica, requisitou a ajuda das tropas presentes na província e comunicou que tinham que se dirigir para Roma. (…) Apenas ficaram algumas centenas de soldados na província. (…)
[b][size=117]E[/size][/b]ste “abandono” possibilitou a invasão dos Anglo-Saxões, um povo originário da Jutlândia, a norte da Germânia. Mas foram estas gentes que deram a origem ao nosso povo, o povo inglês. (…) Estabelecendo-se por todas as regiões das ilhas britânicas, o povo dividiu-se em vários reinos. Trouxeram, inclusive, a nossa língua na sua forma mais arcaica, o Ænglisc (Inglês Antigo). No nono século após o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, os Anglo-Saxões guerreavam entre si ao mesmo tempo que lutavam contra os reinos celtas. No entanto, ganharam um novo inimigo, provenientes das terras geladas do Norte, os ferozes e temidos Viquingues. As povoações perto da costa eram as que mais sofriam, pois estas gentes eram violentíssimas e saqueavam, matavam e violavam sem piedade. (…)
Justa entre cavaleiros Anglo-Saxões
[size=117][b]F[/b][/size]ruto das invasões viquingues, numa tentativa de organização para protecção contra os povos do Norte, foi criado no ano de novecentos e vinte e sete após o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, o reino de Inglaterra. (…) Viveram em paz, até que no ano de mil e sessenta e seis após o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, os Normandos, descendentes dos viquingues e dos gauleses, invadiram Inglaterra. (…) A invasão resultou na morte do rei Haroldo e deu o trono a Guilherme, o primeiro rei normando dos ingleses e duque da Normandia. (…)
Rei Guilherme I, o Normando
[size=117][b]A[/b][/size] dinastia dos Normandos vigorou até ao ano de mil cento e cinquenta e quatro após o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando Guilherme de Curtmantle, um dos bisnetos de Guilherme I, acabou com a dinastia normanda e fundou a Casa e dinastia dos Plantageneta. Tornou-se assim Guilherme II, primeiro Rei de Inglaterra (ao contrário do seu bisavô que apenas se intitulava rei dos ingleses), conde de Anjou, conde de Maine, duque da Normandia, Aquitania e da Gasconha, conde de Nantes e senhor da Irlanda. (…)
[b][size=117]A[/size][/b] casa real dos Plantagenetas foi das mais poderosas da Europa e o Império Plantageneta chegou a ocupar a metade Oeste da Gáulia, a Bretanha e a Normandia, além das Ilhas Britânicas. (…)
O real brasão dos Plantagenetas e a extensão do Império Angevino (Plantageneta)
[size=117][b]N[/b][/size]a segunda metade do século catorze após o nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo, a Peste Negra assolou todo o continente, desde Hispanha até Moscóvia, de Constatinopla até Roma (…) a terrível enfermidade trazida pelos mercadores de Veneza desde o reino dos Ming, no extremo oriente, através da rota da seda e das hordes mongóis sanguinárias. (…) que conseguiu matar um terço do povo inglês. (…) Por toda a Europa, reinos sucumbiam às garras da terrível peste (…) Ricardo II, que mostrou-se ineficaz a resolver os assuntos de Inglaterra e que foi afectado pela peste, foi então deposto por Henrique IV de Lencastre, o nosso actual rei (…)”
El-Rei Henrique IV de Lencastre, rei de Inglaterra e dos Ingleses e Lorde da Irlanda.
[size=84][i]Henrique de Huntingdon, Historia Anglorum[/i][/size]

Acompanhando…

2º Post Actualizado! Vou ver se começo hoje o gameplay a sério, senão posto o update amanhã! Espero que gostem :D*

“das terras geladas do Norte, os ferozes e temidos Viquingues. As povoações perto da costa eram as que mais sofriam, pois estas gentes eram violentíssimas e saqueavam, matavam e violavam sem piedade. (…)” cafepc*

Deu pra ver que está AAR terá uma narração puxada mais para o lado católico… gostei… gostei… acompanhando.

Legal! Estou numa campanha com os ingleses também, vai ser legal acompanhar, continue assim!

E ae, hoje já é 14…

Update vai sair nesta semana, ainda estou a escrever :D*

b bomtrabalho* na espera do proximo up

vê se não destrói o jogo não hein. hahaha*

[size=150][b]1399[/b][/size]

A situação do Reino

[i]

"O ano era 1399 após o nascimento de Jesus Cristo. Com Henrique IV no poder, a Inglaterra gozava de uma importante localização na Europa. Não inserida no continente em si, situava-se um pouco a norte da França, protegida pelas ondas dos inúmeros mares que a rodeavam. A grande ilha da Grã-Bretanha, era dominada pela Inglaterra excepto a parte norte, que pertencia aos escoceses, povo feroz e que naquela época encontrava-se numa aliança com os Franceses, inimigos-mor dos anglo-saxões. Os escoceses sempre lutaram pela sua independência e receavam que lhes acontecesse o que acontecera aos galeses mais a sul, que foram conquistados pelos ingleses.
[size=67]Como é possível ver, a Grã-Bretanha encontrava-se assim dividida entre as duas nações. De notar que esta divisão persiste desde o tempo dos Romanos.[/size]
Um pouco a Oeste, na Irlanda, a bela ilha-esmeralda, Henrique IV possuía Meath, uma província na parte Leste da ilha. Era um território que necessitava de bastante protecção, pois em todas as suas fronteiras apresentavam-se 3 nações irlandesas: Tyrone a norte, Connaught a Oeste e Leinster a Sul. Estes povos eram, tal como os Escoceses, muito nacionalistas e todos encaravam a Inglaterra como uma ameaça. Não ligariam a ter de usar meios bélicos para assegurar a sua independência. Ainda mais a Sul, encontrava-se o reino de Munster, que não se sentia ameaçado pelos exércitos de Henrique IV.
No continente em si, a Inglaterra era possuidora de duas regiões, Bordeaux e uma parte da Normandia. Também tinha como importante aliado, o Reino de Portugal, no extremo sudoeste do continente, na Península Ibérica.
[size=67]As províncias inglesas e o aliado Ibérico, Portugal.[/size]
Deixando a geografia, a nível militar, a Inglaterra dispunha de dois contingentes: o Royal Army e o Army of Scotland. O primeiro era formado por 1000 soldados de infantaria, sendo que o segundo era constituído por 3000 cavaleiros provenientes das regiões sul e, ainda, por 6000 jovens soldaddos de infantaria. No total, a Inglaterra era então defendida por 10000 combatentes. Este número era praticamente igual ao da França, no entanto, Henrique IV sentia que deveria aumentar o exército de forma a rivalizar com os franceses. Nos assuntos navais, a Inglaterra dispunha de apenas uma armada mas de enorme dimensão. Era formada por 29 naus de grande porte e 12 navios de transporte. A única outra nação que ultrapassava os ingleses nos assuntos marítimos eram os Ming, que dispunham por sua vez 36 naus de grande porte e 13 navios de transporte. No entanto, a população de Inglaterra era muito menor do que a da nação oriental."
[size=67]Os exércitos e marinha inglesa.[/size]
[size=67]- Crónicas da Idade Média, Alfred Ramsley[/size]
[/i]

Desculpem pelo double post, mas só quero avisar que não vou dar muito ênfase à economia nesta AAR, os meus objectivos nos meus jogos são sempre a guerra/diplomacia, nunca dou assim muita importância a assuntos económicos.
Já agora, digam o que acham, daqui a bocado vou postar o capítulo onde o jogo começa de verdade.

Bom, bom, mto bom! Gosto da Inglaterra, é uma nação com mtas possibilidades tanto na Europa quanto pra colonizar.

Muito bom cara, gostei. Acompanhando.

epa, a aar voltou?

Vai acabar o mundo amanha entao!!

kkk… acompanhando good job.gif

muito interessante a narrativa :slight_smile:

[size=150]
Pelas Ilhas Unidas!
[/size]

1399 - O início da Campanha da Irlanda

"O conselho de nobres assim o decidira. Era preciso impor a vontade britânica às gentes irlandesas. Os ingleses acreditavam que os irlandeses eram demasiado inferiores para sequer conseguirem governar-se de forma correcta. Tomando-se conta do sucedido, Henrique IV chamou à sua corte alguns generais ingleses para discutir a melhor estratégia para a conquista da Irlanda. Debruçando-se por entre documentos e papéis, o general Stephen Rooke aliciou que a campanha devia ser iniciada por duas frentes. A primeira tinha sítio em Meath, território inglês na própria ilha. Visava, em primeiro lugar, a ocupação do reino de Connaught. Caso a ofensiva fosse bem sucedida, o exército marcharia para norte, em direcção a Tyrone. A segunda frente tinha como ponto de partida um desembarque de tropas em Munster, pois seria o reino menos preparado para uma possível guerra e resposta à agressão inglesa. Fosse Munster tomado, o 2º exército receberia a ordem para se deslocar até Leinster, que seria a última província a ser conquistada. Henrique IV, apesar de ter poucas aptidões militares, concordou com o plano, pois o elemento surpresa da 2ª ofensiva seria devastador.
[size=67][b]A preto, a 1ª ofensiva. A verde, a 2ª ofensiva.[/b][/size]

O plano estava definido e pronto para ser posto em marcha, faltava agora quem o executasse. Por esse motivo, Henrique IV procedeu imediatamente ao recrutamento de vários regimentos, sobretudo em Meath. Aí, o rei ordenou que fosse criado o 1st Irish Army, constituído por 2 esquadrões de infantaria, cada um com mil homens e 1 divisão de cavaleiros “Chevauchee”. Era assim a primeira medida a ser posta em prática para a guerra futura. No entanto, também era preciso um novo exército para a invasão naval, pois o Army of Scotland necessitava de se manter posicionado em território inglês, não fossem os escoceses a norte tentar uma manobra mais atrevida. Assim, na cidade de Norwich, os oficiais ingleses começaram a recruta e treino de camponeses que fossem capazes de lutar. Desta vez, foram recrutados 3 esquadrões de infantaria e 1 divisão de “Chevauchee”. Preparava-se assim a criação do 2nd Irish Army.

Henrique IV, no final de Outubro, enviou John Suffolk (um brilhante diplomata que no passado, evitara uma disputa entre a Escócia e os nobres do Norte da Inglaterra) à Borgonha, para a consolidação de uma aliança entre Ingleses e Borgonheses para rivalizar com a França. Um dos pontos a favor desta aliança era que a Borgonha já se encontrava aliada a Portugal (aliás a Casa Real Portuguesa era Borgonhesa de origem). A resposta, para alívio do Rei, foi positiva, o que significava que a Inglaterra encontrava-se agora numa posição muito poderosa em relação à França, tendo ganho um grande aliado.

No primeiro de Novembro falece um conselheiro pessoal do rei, Geoffrey Chaucer. Para ocupar o lugar vago, é chamado à corte Sydney Cook, um artista e pensador oriundo da zona de Yorkshire que se torna uma presença forte na corte.

Cauteloso em relação a alguns rumores oriundos do Norte, é enviado de Londres um espião em direcção a Lothian, na Escócia, com o objectivo de infiltração no coração do governo escocês. A missão correu mal, pois o espião, inexperiente, foi descoberto pelas autoridades escocesas que suspeitavam de possíveis agentes infiltrados no seu país.

O rei, que nos últimos tempos preparava-se para a invasão que iria acontecer, adoptou uma política mais agressiva e ofensiva militar, em Inglaterra. Tais medidas não ecoaram apenas em Inglaterra, mas também nos países mais próximos, aterrorizados sobre a possibilidade de as tropas inglesas colocarem pé sobre suas terras. O exército tornou-se assim ainda mais respeitado na Europa, elevando o prestígio do país. "

[i]- A Inglaterra Medieval, Sir Martin Lindsay (2º Capítulo)[/i]

legal o começo

Poh Monsieurm, tua narração ta muito boa mesmo cara. Parabéns, as imagens estão bem esclarecedoras, parabéns.