[EU4] La Serenissima - Stato da Mar

Ei pessoal, tudo bem?
Eu sempre quis criar um AAR e finalmente decidi começar um!
Como não sei como começar, vou apenas começar!

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[tab=30]Considerações iniciais:

  • Essa campanha será feita com todas as DLCs e o patch 1.12;
  • Essa campanha não será feita no Ironman para não ter o perigo de corromper o save;
  • Não farei savescum, mesmo se algo muito ruim acontecer;
  • Irei inventar alguma história, se necessário, para uma leitura mais agrádavel;
  • Nem sempre vai ter print (devido a falta de costume em dar F11 quando deveria);
  • Tentarei escrever este AAR em formato wiki (por favor, criticas são bem vindas);
  • Textos em itálicos são considerações, explicações e motivos de tais decisões tomadas;

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Index:
[tab=30]Introdução[tab=30]
[tab=30]I. Alianças e Chipre[tab=30]
[tab=30]II. Supremacia na Lika e tensão nos Balcãs[tab=30]
[tab=30]III. A primeira guerra Veneto-Otomana (1475-1478)[tab=30]

  1. Introdução

La Serenissima Repubblica di Venezia

Veneza é uma república mercantilista e um dos influentes poderes no mar mediterraneo junto com Aragon, Ottomans e os Mamluks.
Tendo sob seu controle a end trade node de Veneza (que é uma rota final) é uma das nações mais ricas do jogo.
Suas idéias únicas são excelentes (talvez com excessão da quarta idéia State Inquisition +30% National spy defense), para comércio e supremacia naval.
As missões deles são ótimas, dão Claims na peninsula italica, na costa do adriatico, no Trade Node de Genoa, Anatolia, Balkans e até em territórios da Crimeia.
Em contrapartida muitos países também possuem missões, claims e eventos que darão a chance de particionar o território veneziano que sozinho mau pode se defender com uma menpoll limitada, depende muio de mercenários e alianças pontuais.
Por essas e outras, Veneza não é uma das mais faceis para jogar, mas com certeza uma das mais legais e interessantes.

Alianças e Cyprus

Logo após a recuperação da Dalmatia, dos húngaros, a medida em que a pressão dos Hasburgos aumentava sob os estados italianos, e principalmente, sobre os venezianos, que nunca fizeram parte do império embora estivesse em seu território, o Doge Francesco Foscari firmava uma aliança com os franceses e poloneses. Ambas nações possuiam grande contigente de homens para a proteção di Domini di Terraferma e nós a orgulhosa armada para o Domini da Mar.

No mediterraneo a situação era mais complicada. O reino de Cyprus era pressionado pelos egipcios e a Ordem de Malta pelos turcos, até que em setembro de 1447 eles juraram lealdade a Serenissima em troca de proteção e de um maior trabalho católico nas ilhas gregas.

Nesse inicio de jogo eu resetei duas vezes, a primeira porque eu cancelei a proteção a Rhodes e os Otomanos atacaram eles, depois eu tentei vassalizar mesmo comendo um slot e a segunda pra conseguir um missionario e converter Negroponte.

Francesco Foscari teve o dogado mais longo na história veneziana, ele fez muitos inimigos na república, mas conquistou muitos territórios, Além da Dalmatia em 1443, em 1446 ele conquistou o centro comercial de Ragusa, consolidando a supremacia veneziana no mar adriatico e incorporou as ilhas de Corfu e Naxos a república.


140 adm points para criar uma core em ragusa :O.

Em 1448 ele declara guerra contra os mamelucos e passa o poder de Cyprus para a Ordem dos Cavaleiros de São João de Jerusalém. A guerra dura até 1454 e no final os egipicios cedem a ilha por uma grande quantia de ducados e reparações anuais.
Devido a este acordo ele finalmente é forçado a abdicar.

Eu tive que negociar paz com os mamelucos sozinho pra eles sairem da guerra e depois dei Cyprus para os Knights. Eu tinha 3 ou 4 navios a mais, destrui a armada deles, mas não persegui o restante e nem recuperei os meus, ai eles me destruiram e eu tive que reconstruir, quase dei ragequit haha

Continua…

Acompanhando. :smiley:

Acompanhando.

Acompanhando.

Mas este tópico não deveria estar na secção das AAR?

Eu nem vi que havia uma sessão específica, se alguém puder transferiram pra lá eu agradeço haha

Não tenho esses “poderes” nessas seções mas vou informar quem tem.

parece que vai ser uma boa AAR, acompanhando

Interessante… Mais um leitor :wink:

Acompanhando… Boa sorte na empreitada! :wink:

Acompanhando :wink:

Obrigado!
Hoje a tarde vou por o capítulo dois hehe

Capitulo II - Supremacia na Lika e tensão nos Balcãs

Tratado de Logi

[tab=30]Após o fim do dogado de Francesco Foscari, Anselmo Pisani, Duque da Dalmatia, fora nomeado o novo Doge, um perito na diplomacia veio com o intuito de estabilizar a Republica e em 1454 o Tratado de Lodi é assinado junto com o Duque da Toscana, o Rei de Napoles e os Sforza em Milão.
Estreitou relações com os Estados Papais, aumentando a influencia cristã em Naxos e Creta.

[tab=30]Pisani em seu mandato financiou a ampliação das docas na ilha de Creta, a ilha mais cobiçada do Mediterraneo. Devido a sua posição estratégica no mediterraneo, entre o mar egeo e o golfo da Bomba. Esta modernização se mostrou essencial nas futuras guerras da república.

O primeiro grupo de idéia eu fiquei em dúvida por um momento entre Trade ou Maritime ideas. Optei por trade, a melhor economia, somado ao +25% naval modifier faria eu ter uma frota de navios equiparavel ao dos Otomanos, mesmo acima do limit cap

1ª Guerra Veneto-Hungura 1459-1461

[tab=30]Agindo em prol da república, mas principalmente em interesse próprio, Pisani declara guerra a Húngria clamando a provincia de Lika. A Húngria, em débito, com poucas tropas e com um surto epidemico, cai em uma das guerras mais rápidas já vistas na Europa.
Os soldados venezianos, poloneses, letões e os mercenários croatas realizaram uma das pilhagens mais violentas jamais vista antes. Infelizmente muitos desertaram do exército, deixando a república com um contingente de 10 mil soldados.

[tab=30]Os húngaros cedem o território de Lika e Bósnia em condição de reino-vassalo, as provincias de Eslavônia e Zagrebe também passam a fazer parte do estado Bósnio.

Tensões nos Balcãs - A improvável aliança veneto-turca

[tab=30]No período de 1462 até 1468 muita coisa aconteceu nos Balcãs e na Grécia, Algumas nações independentes como a Albania cessou de existir, terras foram tomadas, vidas foram tiradas. Mas nenhum destes eventos foi tão inusitado quanto, mesmo que por um curto período, a aliança militar entre La Serenissima e lo Sublime Stato Otomano.
Esta aliança aconteceu por razões alheias, objetivos pessoais e levou a relação entre os dois estados a uma bomba relógio.

[tab=30]Até hoje existe muita divergência de opiniões quanto as razões que leveram esta aliança acontecer, porém a mais aceita por historiadores é creditada a um filosofo e escritor francês, Pierre Andruet, que descreve a causalidade de ações tomadas por individuos, que agindo por interesse próprio, criaram conexões improváveis.
[tab=30]Ele cita:

  • Em 1461 estoura a rebelião grega nas ilhas de Rodes e Chipre. Esta rebelião durou até 1468 e foi necessário um contingente de mais de 30 mil venezianos e mercenários para retomar o controle das ilhas.
  • Os turcos já haviam dado um ultimato ao remanscente Império Bizantino, para que eles não se envolvessem em qualquer guerra afim de se manter independente, ao mesmo tempo que passava por um conflito interno devido a morte precoce do último sultão.
  • A Bósnia, com terras recém conquistada dos Sérvios, tinha um interesse no centro comercial de Ragusa.

[tab=30]A Bósnia declara guerra a Republica e invoca a aliança com o Imperador Bizantino, que vendo a desorganização turca e a oportunidade de recuperar terras imperiais e convencido a honrar o chamado.
Ambas as forças no momento era maior que a da republica e os sérvios sozinhos só eram capazes de defender seu próprio território.
[tab=30]Após o conflito interno Otomano ser controlado, foi instaurado uma regencia provisória.
Na época o dogado era chefiado por Leonardo Zarustrianni, um dos doges mais persuasivo e oportunista que já se vira, que fez uma oferta aos aristocratas turcos para honrar a palavra do estado otomano.
Estes por sua vez, aceitam. E assim, por menos de uma década o mundo viu a aliança Veneto-Turca dizimar os Bósnios, e acontece a queda da Constantinopla, que passa a fazer parte do território administrativo da república.

Eu provavelmente não perderia esta guerra, pois a Polonia entrou do meu lado. Mas também não imaginava que os Otomanos entrariam do meu lado!
No final, a polonia nunca entro de fato na guerra, os otomanos venceram ela sozinho por mim. transferi o controle de Achea e Morea aos Knights e 3 provincias da Bosnia para a Serbia.
Após isso reintegrei a Albania em uma guerra.
O império bizantino só virou vassalo em 1482, detalhes no próximo capitulo :slight_smile:

Bem… inusitado… mesmo…

Só sinto não ter tirado mais prints…

Eu achei bem interessante a forma de tu narrar, algo meio inusitado para mim. Atenção aos erros de português.

Acho que os capítulos podem até ser maiores, fica melhor ao leitor, creio eu. Acho inclusive que você poderia dar um detalhamento melhor na guerra, governo, economia, acho que pelo formato que está fazendo como uma wiki, só dar um detalhamento maior na guerra fica melhor.
Outra coisa, isso é mais frescura minha, acho que as imagens centralizadas ficam de um agrado visual melhor e inclusive acho que se você postar mais imagens enriquece mais ainda teu texto.

Acompanhando.

III. A primeira guerra Veneto-Otomana (1475-1478)

Relações com o Império turco

[tab=30]Durante muito tempo sempre houvera paz entre la Signoria e o império Otomano. Ambos os estados trabalhavam para que as relações diplomáticas, administrativa, comercial, militar e cultural fossem benéficas para ambos os lados.
Especialmente por conta de províncias adjacentes e o interesse econômico em melhor aproveitar a matéria prima destas áreas, era necessário uma coexistência pacifica e mutua em ordem de proteger tal relação.
[tab=30]Quando os Otomanos finalmente estabeleceram o controle da Anatólia e grande parte dos Balcãs e da Ásia Menor, o sultão Mohammed II passou a encorajar o livre comercio com diversos estados, além da Serenissima, incluindo a república de Genova. Esta era uma medida tomada para que não houvesse o monopólio dos venezianos e ainda hoje podemos ver uma modernização deste sistema em diversos países.

[center]Rota comercial da república no século XIV.[/align]

Relações pré-guerra

[tab=30]Após a guerra com a Sérvia, lutada com os turcos e venezianos lado a lado, houve o fim do império Bizantino como entidade autônoma que ficou considerado território da republica da Veneza.
Este foi o primeiro estopim do início de uma grande guerra, pois o Doge do período, Leonardo Zarustrianni, não cumprira com sua parte do acordo com os Otomanos, na qual a capital do mundo antigo, Constantinopla, deveria ser entregue aos turcos.
Pouco antes do território grego ser cedido a Serenessima, a regência que administrava o império turco havia substituída por um novo sultão, que não possuía o poder de reclamar oficialmente províncias que nunca foram de fato território de seu império. E à partir deste acontecimento as relações foram se deteriorando dia a dia.
Os venezianos sabiam que a essa situação delicada ameaçava suas posses no mar Egeu e evitava a todo custo um combate com o enorme contingente militar turco, que em proporção era mais que o dobro de seu exército (mesmo antes da revolta nas ilhas de Rodes e Chipre e a guerra contra os Sérvios) e até mesmo a frota marítima se equiparava a prestigiosa armada della sereníssima.

A primeira guerra Veneto-Otomana (1475-1478)
[tab=30]Depois de uma década de paz, porém com relações hostis, no outono de 1475 os Otomanos finalmente declaram guerra a Veneza.
De acordo com o historiador grego Michael Kritoboulos, o pretexto usado pelo Sultão Mehmet III, foi quando um escravo albanês fugiu de seu mestre, um comandante do exército otomano, fugiu com uma grande quantia de prata e ouro para a ilha de Corfu. Lá ele se converteu ao cristianismo e pediu proteção as autoridades locais.
Os Otomanos, então, exigiram a entrega do fugitivo e da pilhagem. O pedido foi negado e assim teve o início da guerra.


[tab=30]Rapidamente foram convocados 20 mil homens que partiram do arquipelogo italiano rumo aos balcãs. Na Crimeia, milhares de poloneses, letões e romenos lutavam contra a Criméia, que ao seu lado possuía os irmãos de fé (que haviam sido subjugados a vassalos) do reino da Circassia e Georgia.
Na Criméia as batalhas eram equilibradas, sem grandes conquistas, devido as vastas planícies e poucas posições vantajosas. Enquanto a consolidação das tropas aliadas da Polonia e Lituania demorava a acontecer devido disputas entre comandantes, os regimentos do Caucaso se uniram aos circassianos e tártaros e começaram a fazer lento avanço e progresso em Chernigov.
Quando os reforços da Serenessima finalmente chegaram aos Balcãs eles sofreram uma derrota que matou metade de seus homens e foi obrigada a regressar desmoralizada até a Istria.
[tab=30]As tropas turcas eram compostas por milhares de homens que pilhavam todas as cidades e vilarejos que passavam, escravizavam cada cristão, seja católico ou ortodoxo, que encontravam. E mesmo com a milícia formada por gregos locais Achea, Morea e as ilhas de Negroponte e Corfu foram tomadas por turcos.
Enquanto isso ocorria, Giuseppe Modiglianno, almirante da armada da signoria, se precipitava rumo ao mar Egeu com 30 navios em sua frota, destes alguns carregavam 6 mil homens e haviam outros 8 com provisões. Modiglianno logo percebe seu erro, ao se ver diante de 40 embarcações turcas prontas pra batalha e apenas 3 navios não são destruídos. Está havia sido a última batalha do almirante, que embora tenha sofrido uma derrota esmagadora, a mesma foi considerada uma derrota moral do lado dos turcos, devido ao estrago causado em sua frota.

[tab=30]O Doge Leonardo Zustianini preocupado com o andamento da guerra, ordena a construção de 40 Barcas de guerra e ele mesmo como capitão-almirante assumiria o comando delas assim que prontas.
Ele também faz um apelo ao Papa e demais nações européias, mostrando como os Otomanos estavam invadindo e escravizando cristões. O papa e a rainha Jeanne Valois sentindo algo mais parecido com uma obrigação moral, do que um espirito de cruzada, enviam 30 mil soldados que somado a força remanescente da república conseguiria recuperar os territórios perdidos em dois anos de batalhas.
[tab=30]As vitórias em terra só foi possível graças a Zustianini no Stato da Mar, que havia adotado uma estratégia em formato de milicia. Saindo do mar Adriático, a armada passou a atacar qualquer espécie de navio turco e voltava para o reparo da frota em Creta, em docas construidas décadas antes.

Mas a sua maior vitória constitui-se em não lutar, mas bloquear os reforços e provisões turcas no Egeu. Os turcos possuiam uma frota equiparavel a armada da signoria, mas não ousou partir do mar Negro em rumo a uma batalha. E se de um lado turcos não quisessem lutar, do outro Zustianini fazia o possível para acalmar os ânimos de seus subordinados, que queriam entravar um combate a qualquer custo.
[tab=30]Desde o estabelecimento do bloqueio veneziano, as tropas turcas precisariam sair da Anatólia, rumo as gélidas montanhas no Cáucaso e entrar no calor das batalhas na Criméia, caso quisesse entrar novamente nos Balcãs. Esse atraso foi primordial para que as forças da república e aliados pudesse desferir um golpe mortal no exército turco, bem como liberar 20,000 escravos cristões.


[tab=30]O Império Otomano finalmente foi forçado a aceitar um acordo de paz e Muhmet III aceitou ceder o território que em época era parte da Albania e mover a capital para fora da Europa.
O conflito que quase acabara com a república tornou uma reviravolta inesperada, marcando a divisão do Império Otomano e a perda de pontos estratégicos importantes, embora ainda que a maioria de seus territórios nos Balcãs permanecessem em seu controle.

Legal, muito bom!

Bom cap, bom cap, e bela vitória. Mas… Mar Morto? Não seria Mar Negro?