FEB - Força Expedicionária Brasileira pt 2

[align=center]Força Expedicionária Brasileira - FEB[/align]

O Brasil foi o único país da América Latina que participou diretamente da Segunda Guerra Mundial. A Força Expedicionária Brasileira (FEB) permaneceu na Itália cerca de 11 meses, dos quais quase oito na frente de luta, em contato permanente com o inimigo. A 28 de janeiro de 1942, durante a Terceira Conferência dos Chanceleres Americanos no Rio de Janeiro, o Governo do Brasil anunciava o rompimento de suas relações com a Alemanha, o Japão e a Itália, por efeito de seus compromissos internacionais em face da agressão a Pearl Harbour (7 de dezembro de 1941). Em conseqüência desse ato, entrou o Brasil em grande atividade militar para a segurança e a defesa de suas costas, quando, ao mesmo tempo, cedia aos Estados Unidos o uso, durante a conflagração, de suas bases militares - Belém, Natal, etc.


[align=center]Posição de artilharia da FEB na Itália[/align]

A Ofensiva do IV Corpo de Exército

A ofensiva do IV Corpo de Exército, preliminar das operações decisivas de abril, deveria realizar-se na segunda quinzena de fevereiro com o concurso da 10ª Divisão de Montanha, americana, e da Divisão Brasileira. Tal operação contaria com o reforço da considerável Artilharia do V Exército e o valioso auxílio da Aeronáutica, inclusive da FAB. Assim, na manhã de 16 de fevereiro de 1945, uma conferência de altos chefes militares se realizou no QG do IV Corpo, em Lucca. Achavam-se presentes nessa reunião os generais Crittenberger, Mascarenhas de Moraes, George Hays e William Crane, respectivamente comandantes do IV Corpo de Exército, 1ª DIE, 10ª Divisão de Montanha e Artilharia do IV Corpo, assistidos por vários oficiais de menor patente. Foram apreciados nessa conferência os pontos mais importantes do ataque conjunto da 1ª DIE e 10ª Divisão de Montanha e combinados os entendimentos entre os chefes dessas duas Unidades.

Desencadeou-se a ofensiva do IV Corpo na jornada de 19 de fevereiro as suas primícias couberam aos valorosos montanheses do general Hays. Iniciou-se o ataque norte-americano às vinte e três horas do citado dia 19. Ao clarear da manhã seguinte, a 10ª Divisão de Montanha tomou de assalto o Monte Belvedere e, em seguida, conquistou o Gorgolesco. Às dezessete horas do dia 20 de fevereiro, conquistou Mazzancana, já bombardeada pelos aviões da FAB, num exemplo inesquecível de união entre os expedicionários do ar e de terra. Às cinco horas da manhã de 21 de fevereiro, a Divisão Brasileira iniciou seu ataque a Monte Castello. Apesar de ter sido detida a Divisão de Montanha diante do Monte Della Torraccia, os brasileiros, apoiados pela sua poderosa artilharia, continuavam a investir contra Monte Castello, que foi dominado por cerca de 17:20 daquele dia. A ação principal do ataque foi executada pelo Regimento Sampaio, coberto, no seu flanco direito, por um batalhão do 11º RI e no seu flanco esquerdo, ligado à 10ª Divisão de Montanha que atacava Monte Della Torraccia. A ação, desde a sua montagem, se desdobrou sob a direção imediata do general comandante da Divisão Brasileira, que dispunha, como reserva geral, de dois batalhões do 11º RI e do Esquadrão de Reconhecimento. Com a captura de tal elevação, escrevera a Força Expedicionária Brasileira o capítulo mais emocionante de sua vida. Monte Castello, resistindo durante três meses às investidas das armas aliadas, erigira-se a cidadela da presumida invencibilidade germânica. Para os Brasileiros, no entanto, representara um símbolo e um marco na vida de nossa tropa em terras de ultramar. Constituiu o índice do valor de nossa gente. Nos dias 23 e 24 de fevereiro teve lugar o encarniçado combate de La Serra, em que se empenhou o II/1º RI, cuja ação vitoriosa encerrou a primeira fase da Ofensiva do IV Corpo. Com um novo reajustamento no dispositivo das duas Divisões, ultima-se a segunda fase da referida Ofensiva com a limpeza do vale do Marano, levada a efeito pelo II/11º RI nas dias 3 e 4 de março.


[align=center]Plaqueta de identificação (DOGTAG) dos pracinhas da FEB[/align]

O ataque a Castelnuovo, a 5 de março de 1945, vai-se traduzir em mais uma vitória para o IV Corpo e para a Divisão Brasileira. A operação, preparada e conduzida pelo Chefe Divisionário, consistia, de um modo geral, em dois ataques combinados: o 6º RI progredindo ao longo da crista de Castelnuovo e pelo flanco da posição inimiga; o 11º RI procurando contornar o povoado já referido e cortar a retirada dos contrários pela estrada Castelnuovo-África. Pela madrugada e pela manhã do dia 5, os dois Regimentos conquistaram a sua base de partida e, por volta das 12 horas do mesmo dia, deram início ao ataque, por ordem do IV Corpo. A nossa artilharia apoiou e protegeu brilhantemente o desenvolver da ação. Ao cair da noite de 5 de março, cerca de 19 horas, penetravam vitoriosos em Castelnuovo os primeiros elementos do 6º RI. No dia seguinte, o general Crittenberguer comunicou que cessara a chamada “Ofensiva do IV Corpo”, por ordem do V Exército. As forças do V Exército passariam a dispor de esplêndida base para desfechar o golpe final sobre Bolonha. Por sua vez, o IV Corpo liberava as comunicações dos vales do Silla e Reno das vistas e fogos do inimigo. O êxito da Ofensiva do IV Corpo de Exército promoveu um grande entusiasmo das tropas aliadas da Itália.

Ofensiva da Primavera

A 20 de março, e depois a 8 de abril, compareceram ao QG do IV Corpo os generais comandantes de Divisão para acertarem as medidas referentes ao emprego de suas Grandes Unidades na Ofensiva da Primavera. A Divisão Brasileira coube o encargo de: 1) conquistar Montese e explorar o êxito até o corte do Panaro; 2) substituir continuamente o flanco ocidental (esquerdo) da 10ª Divisão de Montanha; 3) progredir na direção de Zocca-Vignola.

À ação ofensiva sobre o maciço de Montese, constituída com um escalão de ataque do valor de um Regimento, foi dirigida e conduzida pelo nosso chefe divisionário do observatório de Sassomolare. A reserva, nas mãos do comandante da 1ª DIE e com o valor global de quatro Batalhões, não só seria empregada na alimentação do ataque ao maciço de Montese, mas também seria destinada ao prolongamento do flanco oriental (direito) da Divisão e ao aproveitamento do êxito até o rio Panaro. As forças do IV Corpo de Exército iniciaram a fulminante Ofensiva da Primavera na memorável jornada de 14 de abril de 1945. O 11º RI, encarregado do ataque a Montese, coberto à direita pelo II Batalhão do Regimento Sampaio, iniciou às 10:15h a sua ação de patrulhas que conseguiram atingir os objetivos designados. O ataque propriamente dito teve início às 13:30h, precedido de compacta preparação de artilharia e contando ainda com o apoio de blindadas e fumígenos. Por volta de 15 horas o I/11º RI conseguiu penetrar na vila de Montese, desorganizando e envolvendo as resistências antagônicas. Os blindados americanos, seguidos pela infantaria brasileira, atingiram, pouco antes das 18 horas, a encosta meridional de Montebuffone, ao norte de Montese. Revestiu-se de manifesta dureza a jornada de 14 de abril, que assinalou a memorável conquista de Montese, cuja posse vai-se manter através de cruenta luta . Impunha-se ainda a conquista das alturas de cota 927 e Montelo, para cobrir o avanço da 10ª Divisão de Montanha, contra as vistas e os fogos inimigos. Diante da situação ainda confusa, o 11º RI, dado a seu elevado estado moral, teve ordem de continuar o ataque na jornada de 15. As 11:45h desse dia as nossas posições se desafogaram com a tomada de Montebuffone e cota 788. Ao entardecer do dia 15, a Divisão Brasileira recebeu a missão de manter suas atuais posições e prolongar a sua frente para leste. A resistência obstinada do inimigo causou à nossa tropa um elevado número de baixas e um extremo cansaço, o que levou o chefe divisionário brasileiro a determinar a substituição do III/11º RI pelo 6º RI, então a dois batalhões. Na jornada de 16 os alemães desarticularam por três vezes a tomada do dispositivo do III/6º RI, por efeito das marteladas de sua artilharia que transformavam Montese em um verdadeiro inferno. No dia 17 recebeu o comando brasileiro a ordem do IV Corpo para não mais atacar. Os episódios que se desenrolaram em torno da tomada e posse definitiva de Montese, foram extremamente sangrentas, porém decisivos para o êxito da manobra do IV Corpo de Exército. Nessas jornadas severas, vividas sob os mais pesados bombardeios, glorificaram-se os soldados do Brasil pela sua resistência e capacidade combativa.


[align=center]A Conquista de Montese - II Guerra Mundial - Tela de A. Martins[/align]

Ao anoitecer de 19 de abril, a frente de Montese se aprofundava na direção do Panaro, ao mesmo tempo que o fogo da artilharia inimiga declinava sensivelmente. A Divisão Brasileira prosseguia para o Norte na direção geral: - Zocca- Monte Orsello - Viggnola, fazendo a limpeza da margem oriental do Panaro e guardando o flanco esquerdo do V Exército. A jornada de 21 de abril assinalou, como acontecimento principal, a posse da vila de Zocca, operação executada pelo 6º RI, que contou com a colaboração do I/1º RI. Zocca era um obstáculo de real importância para a Divisão Brasileira e a sua conquista permitia descortinar situações ainda mais favoráveis às nossas armas. À retaguarda, unidades da 92ª DI, americana, substituíam os batalhões brasileiros, retidos na cobertura de nossas linhas de comunicação ao longo da margem oriental do Panaro, contra possíveis incursões vindas da margem oposta. Com a recuperação desses batalhões, aumentava o poder ofensivo da Divisão Brasileira, que, na sua marcha vitoriosa para o Norte, atingia a 22 de abril as imediações da aprazível localidade de Vignola. Os Germânicos então se disseminavam pela imensa planície do Pó, irresistivelmente batidos e desorientados. Finalmente, assinalou a jornada de 22 de abril o término de nosso aproveitamento de êxito, cuja duração se limitou s quatro dias e do qual resultou a conquista da porção oriental de todo o médio Panaro para as armas brasileiras. A jornada seguinte marcaria o princípio da perseguição. Vignola foi, portanto, um marco e uma encruzilhada no curso das operações militares do final da Campanha da Itália.

Terminara vitoriosamente, e sob os melhores auspícios, o primeiro período de operações das forças comandadas pelo General Crittenberguer. Diversos reencontros das últimas jornadas serviram para evidenciar a desorganização que lavrava nas fileiras germânicas. Em presença dessa situação, o comando do IV Corpo decidiu realizar a perseguição, que reclamava, evidentemente, maior velocidade de marcha, sem maior desgaste físico para o combatente. Resolve, então, o chefe brasileiro desarmar parcialmente a artilharia da divisão, para que as suas viaturas automóveis fossem empregadas no transporte da infantaria, uma vez que esta prescindia, em parte, do apoio da arma irmã. Com tal decisão, vai a Divisão Brasileira, com a sua surpreendente velocidade de marcha, cortar a retirada de numerosas tropas inimigas e por fim aprisioná-las. De Vignola, a singular encruzilhada operativa da Divisão Brasileira, o eixo de marcha se dirige para Sassuolo e prossegue na direção de Montecchio Emilia - Collecchio. Informações de várias fontes indicavam uma DI Alemã em franca retirada para o Norte, provavelmente no rumo do Parma, sinal de que conseguira desvencilhar-se dos guerrilheiros italianos que vinham, segundo anunciavam, hostilizando as suas retaguardas nos passos montanhosos dos Apepinos emilianos. Baseado nestas informações e em cumprimento às ordens do IV Corpo, o comandante da Divisão Brasileira, ao amanhecer de 26 de abril, decidiu encetar a perseguição entre os cortes do Enza e Taro. Na tarde de 26 de abril choca-se o Esquadrão de Reconhecimento, em Collecchio, com forças inimigas, cujo valor era superior às suas possibilidades, e, ao anoitecer, um batalhão do 11º RI, em colaboração com o Esquadrão e uma companhia do 6º RI, toma contacto com a tropa alemã, que se defende tenazmente. Pela madrugada de 27, recrudesce a luta que se prolonga por algumas horas. Dominada a agressividade dos contrários, a tropa brasileira, sem perda de tempo, completou a conquista da localidade e iniciou a devida limpeza. A vitória de Collecchio barrou o acesso inimigo à cidade de Parma e proporcionou esplêndidas condições de partida a uma operação convergente sobre Fornovo. Valeu-nos ainda a glória de aprisionar 588 alemães e capturar grande quantidade de material bélico, de intendência, de transmissões e cerca de cem cavalos.


[align=center]Um blindado GreyHound da FEB em operação em Montese[/align]

Com o interrogatório dos prisioneiros capturados em Collecchio, foi identificada a 148ª DI Alemã, procedente do setor costeiro de La Spezia e em rota batida para o Norte do rio Pó. Tendo em vista os resultados do combate de Collecchio e a presença de numerosas tropas inimigas no vale do rio Taro, o general comandante da 1ª DIE não só articulara a metade de seus meios na bacia taresa, destinados a uma ação ofensiva sobre Fornovo, mas também adotara disposições que impedissem o retraimento daquelas forças contrárias pelas regiões convizinhas à referida bacia. Executando a ação principal da manobra divisionária, o 6º RI agiu em particular a cavaleiro do eixo Collecchio-Neviano- de Rossi-Fornovo, com a missão de capturar as tropas nazi-fascistas assinaladas na área de Felegara-Gaiano-Neviano de Rossi-Fornovo. Para isso, o comandante do 6º RI passara a dispor, afora a totalidade dos seus meios orgânicos, de duas Cias., de nossa Artilharia, uma Companhia de Engenharia do 9º BE e Cia. “A” do 760º Batalhão de Tanques, norte-americano.

Travou-se o combate na jornada de 28 de abril, sob a forma de um enérgico engajamento, convergente sobre a histórica localidade de Fornovo Di Taro, conduzido e impulsionado pelo comandante do 6º RI. Em cobertura do flanco Oeste (direito) do 6º RI, lançou-se o Esquadrão de Reconhecimento, brasileiro, pela margem ocidental do rio Taro, acavaleiro da estrada Medesano-Felegara-Fornovo, investindo sobre o inimigo. À noite, o inimigo, já contraíra o seu dispositivo, adentrando-se na área de Fornovo. A tropa brasileira, apesar do escuro da noite, decidiu-se a segui-lo de perto, aumentando a pressão. Horas depois, na madrugada de 29 de abril, tinha começo o espetacular episódio da rendição incondicional da 148ª DI Alemã e dos remanescentes da 90ª Divisão Blindada e Divisão Bersaglieri Itália. A 1ª DIE realizou um singular feito d’armas, que foi o cerco e aprisionamento de uma Divisão inimiga com a totalidade de seus meios de vida e de combate. Nesse famoso episódio da Campanha da Itália capturamos 14.779 prisioneiros, entre os quais figuravam dois generais e mais de oitocentos oficiais. Apreendemos também cerca de oitenta canhões, um milhar de viaturas automóveis, duas centenas de veículos de tração animal, quatro mil cavalos, grande quantidade de armas automáticas, fuzis e outros equipamentos vitais. As nossas baixas foram de 5 mortos e 50 feridos.

Na noite de 28 de abril, enquanto se travava o combate de Fornovo, elementos avançados da Divisão Brasileira ocupavam a planura que envolve a cidade de Placência e, no dia seguinte, transpunham o Pó para estabelecer uma cabeça de ponte no Norte desse rio. A 2 de maio, um batalhão do 11º RI, reforçado por outros elementos, ocupou a importante cidade de Turim. Nesse mesmo dia o Esquadrão de Reconhecimento, reforçado por forte patrulha do I/11º RI, alcançou a localidade de Susa, 32 quilômetros distante da fronteira ítalo-francesa, fazendo ligação com a 27ª Divisão do Exército Francês. Era essa a situação da Divisão Brasileira, quando na noite de 2 de maio todos os Exércitos inimigos, situados no território italiano, terminaram a sua capitulação. Ao cabo de dezenove gloriosas jornadas, a Ofensiva da Primavera encerrou triunfalmente a árdua Campanha da Itália, no decurso da qual os chefes militares aliados deram exuberantes provas de sua capacidade profissional e de seu valor moral. Neste brilhante panorama de triunfos, o desempenho da Divisão Brasileira, particularmente nas missões que lhe couberam no decorrer da Ofensiva Primavera, foi considerado magnífico pelos chefes militares americanos. Nesses dezenove dias de ofensiva, fizemos pouco mais de dezenove mil prisioneiros e as nossas baixas foram calculadas em 47 mortos, 10 extraviados e 616 feridos, inclusive acidentados.

A Vitória

Chegara o dia da vitória para os Exércitos Aliados no teatro de guerra da Itália (2 de maio de 1945). Na justa avaliação da imensa alegria com que inundava as corações brasileiros tão transcendente quão auspicioso acontecimento, o general Mascarenhas de Moraes baixou, a 3 de maio, a Ordem do Dia, da qual se reproduz o trecho seguinte: “Após oito meses de luta, em que, como todos os Exércitos, sofremos pesados reveses e obtivemos brilhantes vitórias, o balanço de uns e outros é ainda favorável às nossas armas. Desde o dia 16 de setembro de 1944, a FEB percorreu, conquistando ao inimigo, às vezes palmo a palmo, cerca de quatrocentos quilômetros de Lucca a Alessandria, pelos vales dos rios Sherchio, Reno e Panaro e pela planície do Pó; libertou quase meia centena de vilas e cidades; sofreu mais de duas mil baixas, entre mortos, feridos e desaparecidos; fez o considerável número de mais de vinte mil prisioneiros, vencendo pelas armas e impondo a rendição incondicional a duas Divisões inimigas. É um registro deveras honroso e de vulto para uma Divisão de Infantaria. Um dia se reconhecerá que o seu esforço foi superior às suas possibilidades materiais, porém plenamente consentâneo com a noção de dever e amor à responsabilidade, revelados pelos nossos homens em todos os degraus e escalões da hierarquia, e em todas as crises e circunstâncias da Campanha, que neste instante acabamos de encerrar. Regressamos com feridas ainda sangrando dos últimos encontros, mas, nunca, pela nossa atuação, o prestígio e nome do Brasil periclitaram ou foram comprometidos”.

A Ocupação Militar

Como decorrência da capitulação final dos Exércitos nazi-fascistas, surgira, natural e plena de preocupações, a tarefa de ocupação militar. Na madrugada de 3 de maio o chefe da Expedição Brasileira recebe a Instrução de Operações n° 92 do IV Corpo de Exército, a qual atribuía à 1ª DIE o encargo de ocupar militarmente a região de Alessandria-Placência, que abrangia, numa faixa de cerca de cem quilômetros, algumas cidades e vilas importantes. O nosso chefe divisionário, na análise da nova missão que lhe fora dada pelo IV Corpo de Exército, considerou o ânimo e sentimento da população, quanto aos seus propósitos para com as tropas brasileiras. E para a efetivação de uma política de congraçamento com o povo, o comando brasileiro soube considerar e empregar os nobres sentimentos do nosso militar. Ao lado das afinidades raciais, lingüísticas e culturais, a tarefa de congraçamento encontrou, no elevado grau de disciplina da tropa e excelentes qualidades morais de nossos oficiais e praças, os fatores precípuos de sua concretização efetiva. Finalmente, a impressão deixada pela Força Expedicionária Brasileira foi a mais lisonjeira possível. Para corroborar esta afirmação, basta rememorar a visita que o General Mascarenhas de Moraes fez ao Príncipe Umberto de Savóia, chefe do Governo Italiano, por ocasião do seu retorno ao Brasil. Nessa oportunidade, o comandante da FEB teve a particular satisfação de ouvir daquele Regente palavras altamente elogiosas à conduta das tropas brasileiras, durante todo o tempo que permaneceram naquele Teatro de Operações. A missão de Ocupação militar por parte da Divisão Brasileira terminou a 20 de junho, data em que o último elemento da tropa brasileira deixou a zona ocupada.

Regresso ao Brasil

Em virtude das ordens do V Exército, a 1ª DIE se deslocou de seu setor de ocupação para a área de Francolise, onde estacionou aguardando o embarque de regresso ao Brasil. Finda a concentração em Francolise, o general Mascarenhas traçou as diretrizes e fixou as normas gerais reguladoras do deslocamento dos elementos da FEB para o Brasil, em escalões sucessivos. Para a travessia oceânica, de regresso ao Brasil, a FEB se desdobrou em cinco grandes escalões, numerados de 1 a 5, e dois pequenos escalões, designados pelas letras A e B. Foram então utilizados navios-transportes americanos e alguns outras nacionais, convenientemente adaptados para esse fim. Nápoles foi o porto de atracação, de onde nossas tropas iniciaram sua rota de regresso ao Brasil. Todos os embarques se realizaram na melhor ordem, saindo a tropa da área de Francolise para o porto de Nápoles em caminhões da Peninsular Base Section (PBS).

O Escalão n° 1 chegou ao Rio de Janeiro a 18 de julho de 1945 e o de n° 5, último Escalão, chegou ao mesmo destino a 3 de outubro do referido ano. Gastou, portanto, a FEB menos de três meses para ser transportada, por mar, da Itália ao Brasil. Todos os Escalões foram recebidos pelas populações do Rio de Janeiro e dos Estados entre delirantes demonstrações de júbilo e ao calor apoteótico das ovações. O regresso da FEB, infelizmente, ainda não terminou. Meio milhar de expedicionários brasileiros jazem no Campo-Santo de Pistóia. Atestam os seus despojos, plantados no silêncio evocador de Pistóia, holocausto de uma nova floração guerreira, para elevar o prestígio do Brasil na Comunidade Continental e firmar, perante a Nação Brasileira, o valor do Exército de Caxias. Síntese de sacrifícios, os restos mortais das expedicionários, tombados nos campos de batalha do Serchio, Reno, Panaro e Pó, já se alinharam, pela bravura e origem comum, às cinzas dos heróis patrícios, que, no passado, morreram pela honra e soberania do Brasil.

Apreciação Final e Resultados

Pelo aviso 217-185 de 6-07-1945 foram estabelecidas as medidas que instruíam a maneira de extinguir a FEB, à proporção que fossem chegando ao Rio de Janeiro os diversos Escalões, de regresso da Itália. Extinta a FEB, seus feitos e vitórias, nos campos de batalha de ultra-mar, sobreviverão eternos no coração da nacionalidade, como síntese do valor de nossa gente e símbolo da vocação democrática do povo brasileiro. A participação da Força Expedicionária na Campanha da Itália, ombro a ombro com as esplêndidas tropas norte-americanas, aproximou ainda mais as duas grandes repúblicas do hemisfério ocidental, revigorando os vínculos de fraternidade continental e aduzindo motivos imperiosos para uma crescente e mútua colaboração dos dois povos em todos os setores da atividade humana. Nessa memorável conjuntura, nossas bandeiras, desfraldadas em prol dos ideais de justiça e liberdade, impávidas marcharam para o sacrifício e para a vitória. Nossos soldados, norte-americanos e brasileiros, participaram das mesmas glórias e arrostaram as mesmas vicissitudes. O contacto mantido entre Norte-Americanos e Brasileiros traduziu a confraternização de nossas armas e concretizou a identidade de nossos propósitos. Serviu para que os expedicionários conhecessem a têmpera, o descortino e o valor de ilustres chefes americanos. As figuras brilhantes e intrépidas de Mark Clark, Lucian Truscott e Willis Crittenberger, vinculando-se aos destinos de nossas armas, entraram, plenas de refulgentes serviços ao Brasil, nos fastos de nossa História Militar.

Exatamente sete meses e 19 dias foi quanto durou a guerra da FEB: de 16 de setembro de 1944, quando um batalhão do 6o Regimento de Infantaria iniciou a marcha na frente do rio Serchio (entre Pietrassanta e Luca), que redundaria na conquista de Camaiore, até 2 de maio de 1945, dia em que a ordem de cessar fogo, vinda do comando do 4o Corpo de Exército, deteve o 3o Batalhão do 11o Regimento de Infantaria na localidade de Vercelli, no vale do Pó, nas proximidades de Novara. Nessa guerra de menos de oito meses, a FEB perdeu 457 homens, entre soldados e oficiais, e 2.722 soldados se feriram no Teatro de Operações. Os integrantes da FEB aprisionados pelos inimigos foram 35. Na relação dos soldados brasileiros tombados na Itália, o 1o RI vem em primeiro lugar, com 158 mortos. O 11o RI, perdeu 134 homens, e o 6O RI, 109. Todos os Estados brasileiros estavam representados na FEB, e entre todos São Paulo foi que teve o maior número de mortos - 92. Minas Gerais perdeu 80 homens; o Estado do Rio, 63; o então Distrito Federal chorou a morte de 50 cariocas; 29 paranaenses e 28 catarinenses ficaram no cemitério de Pistóia, ao lado de 21 gaúchos, 17 goianos, 13 pernambucanos, 12 capixabas, 11 baianos, 6 cearenses, 6 paraibanos, 6 rio-grandenses-do-norte, 6 sergipanos, 5 alagoanos, 4 paraenses, 2 piauienses, 1 acreano e 1 amazonense. Apenas o Maranhão não teve um morto na campanha. A FEB deixou no pequeno e florido cemitério brasileiro da cidade de Pistóia, perto de Florença, 454 mortos. Cerca de 23 soldados foram considerados como extraviados e ainda não recuperados (dos quais 10 enterrados como desconhecidos).

Desde o dia 16 de setembro de 1944, a FEB percorreu, conquistando ao inimigo, às vezes palmo a palmo, cerca de 400 quilômetros, de Lucca a Alessandria, pelos vales dos rios Sercchio, Reno e Panaro e pela planície do Pó; libertou quase meia centena de vilas e cidades; sofreu mais de 2.000 baixas, entre mortos, feridos e desaparecidos; fez o considerável número de 20.583 prisioneiros, inclusive dois generais - o general Otto Fretter Pico, comandante da 148ª DI alemã, e o General Mario Carloni, comandante do que restava da desbaratada Divisão de Bersaglieri Itália. Ao total foram 2 Generais, 892 Oficiais e 19.689 Praças. A FEB ainda capturou: 80 Canhões, 5.000 Viaturas e 4.000 Cavalos.


[align=center]Alguns dos homens da 148ª Divisão Alemã feitos prisioneiros pela FEB.[/align]

Da conquista de Camaiore, na frente do rio Serchio, à rendição da 148ª DI alemã, em Collechio-Fornovo, a 1ª DIE não deixou de cumprir uma só das missões que lhe foram atribuídas pelo General Willys Dale Crittenberg, comandante do 4º Corpo de Exército, ao qual a tropa brasileira estava incorporada. Mas nem sempre foi fácil ou teve êxito imediato à execução das missões recebidas do 4º Corpo, como é o caso da conquista do Monte Castelo, só consumada depois de quatro tentativas rechaçadas pelos alemães. Durante a maior parte do inverno apenino, os alemães dominaram dos cumes de Monte Castelo, do Monte della Torracia e do Soprassasso, obrigando a tropa brasileira, que hibernava no vale do Reno, a disfarçar seus movimentos sob a proteção do nevoeiro artificial produzido pela queima de óleo diesel. As principais conquistas e vitórias da FEB foram assinaladas em Massarosa, Camaiore, Monte Prano, Monte Acuto, Galiano, Barga, San Quirino, Monte Castelo, La Serra, Castelnuovo, Soprassasso, Montese, Paravento, Zocca, Marano Su Parano, Collechio e Fornovo.

O General Mark Clark, que depois de comandar o V Exército foi elevado a Comandante do XV Grupo de Exército, enviou a seguinte para o Comandante da FEB ao finalizar o conflito: “Mostrou-se essa Força sob seu Comando (do General Mascarenhas de Moraes) ser capaz de enfrentar problemas novos, treinar e disciplinarse para o combate no qual desempenhou parte relevante.A FEB refletiu as altas qualidades da nação brasileira, que enviou seus melhores filhos para lutar em solo estrangeiro, longe da pátria, pela implantação dos princípios de justiça e de liberdade”.

Anos após terminada a guerra, tanto o General Mark Clark quanto o General Willys Crittenberger, reconheceram, nos livros que publicaram sobre a campanha da Itália, que a FEB fora reservado, na última fase da guerra, o mais difícil setor da frente nos Apepinos. Basta dizer que somente a partir do dia 22 de fevereiro de 1945, quando Monte Castelo foi conquistado, é que a cidade de Porreta-Terme, sede do QF Avançado da 1ª DIE, pôde livrar-se da cortina artificial que durante perto de três meses a havia escondido dos alemães.


[align=center]O desfile da vitória no Brasil. Os pracinhas retornam ara sua pátria.[/align]

Vitórias da FEB

Mazzarozza 18.08.1944
Camaiore 18.09.1944
Monte Prano 26.09.1944
Fornacci 06.10.1944
Galicano 07.10.1944
Barga 11.10.1944
San Quirino 30.10.1944
Monte Cavalloro 16.11.1944
Monte Castelo 21.02.1945
S. Maria Villiana 04.03.1945
Castelnuovo 05.03.1945
Montese 14.04.1945
Paravento 15.04.1945
Monte Maiolo 19.04.1945
Riverla 20.04.1945
Zocca 21.04.1945
Formigine 23.04.1945
Collecchio 27.04.1945
Castelvetro 28.04.1945
Fornovo 28.04.1945

Divisões inimigas que combateram a FEB

ALEMÃS
42ª Divisão Jaeger (Ligeira)
232ª Divisão de Infantaria
94ª Divisão de Infantaria
114ª Divisão Jaeger (Ligeira)
29ª Divisão Panzer Granadier
334ª Divisão de Infantaria
90ª Divisão Panzer Granadier
305ª Divisão de Infantaria
148ª Divisão de Infantaria Corpo de Pára-quedistas Blindado “Herman Goering”

ITALIANAS
Divisão Itália
Divisão Monte Rosa
Divisão San Marco


[align=center]Pára-quedistas alemães (Fallschrimjagers) em operação na Itália em 1944[/align]

Armamentos, Veículos e Equipamentos

A capacidade de fogo da Primeira Divisão Expedicionária da FEB consistia em:

16.245 armas individuais;

505 metralhadoras;

144 morteiros;

66 obuses;

2.287 armas anti-tanque;

237 metralhadoras;

736 aparelhos telefônicos;

42 aparelhos telegráficos que asseguravam as transmissões;

10 aviões de observação e ligação, Piper Cub, dos Grupos de Artilharia.

A INFANTARIA possuía carabinas; fuzis de ferrolho, fuzis semi-automáticos, metralhadoras, morteiros, lança - rojões e canhões de 37 e 57 mm; As armas individuais eram a carabina M-1 .30, o fuzil de ferrolho Springfield .30, fuzil semi-automático Garand .30, pistola semi-automática Colt .45 ACP e o revolver Smith & Wesson . 45 modelo 1917; as submetralhadoras Thompson .45 ACP e M-3 “Grease Gun” .45 ACP. As armas de uso coletivo eram: as metralhadoras Browning .30 e Browning .50, os morteiros de 60 e 81 mm e os canhões de 37 mm e o Six Pounder de 57 mm. Completavam o arsenal de uso coletivo, 1.632 lança-rojões (bazucas), 2. 585 lança-chamas, 72 detetores de minas e 14.254 máscaras contra gases.

A ARTILHARIA contava com obuses de 105 e 155 mm;

A CAVALARIA usava 13 (de um total de 15, pois dois foram inutilizados) Carros de Combate sobre rodas M-8 Greyhound, que foram usados em missões de reconhecimento. O Brasil não teve blindados médios no conflito somente estes carros de combate já mencionados, assim em suas operações a FEB era apoiada por blindados americanos, principalmente os Shermans.

A mobilidade da Primeira Divisão Expedicionária da FEB era assegurada por 1.410 veículos, de diversos tipos e modelos, que permitiam o translado de uma terça parte dos seus efetivos numa só manobra. As operações através de cursos de água ficavam garantidas com a utilização de 47 botes de assalto.

ARMAS

As características técnicas de alguns dos armamentos da FEB:

Carabina M-1

Calibre: .30 M1 ou .30 Carbine
Sistema de Operação: A gás, com ferrolho rotativo
Regime de Fogo: Semi-Automático
Peso: 2,7 kgs com carregador de 15 cartuchos
Capacidade: 5,15 e 30 cartuchos
Comprimento Total: 905 mm

Submetralhadora M-3, “Grease Gun”

Calibre: .45 ACP
Sistema de Operação: Blowback, ferrolho aberto
Regime do Fogo: Apenas Automático
Peso: 4,48 kgs (carregada)
Capacidade: 30 cartuchos
Comprimento Total: 762 mm (com coronha estendida)
Cadência de Tiro: 450 tiros por minuto

Submetralhadora Thompson M1A1 .45 ACP

Calibre: .45 ACP
Sistema de Operação: Blowback, ferrolho aberto
Regime do Fogo: Semi-Automático e Automático
Peso: 4,7 kgs com carregador de 30 cartuchos
Capacidade: 20 ou 30 cartuchos
Comprimento Total: 813 mm
Cadência de Tiro: 700 Tiros Por Minuto

Pistola Colt .45 ACP

Calibre: .45 ACP
Funcionamento: Semi-Automático
Principio de Funcionamento: Blowback, ferrolho aberto
Peso:1,106 kgs
Capacidade: 7 cartuchos
Comprimento Total: 21,6 cm
Alcance Útil: 50 m

Revolver Smith & Wesson .45, modelo 1917

Calibre: .45 ACP Auto Rim
Funcionamento: ação dupla
Peso: 2,26 kgs
Capacidade: 6 cartuchos
Comprimento Total: 27,43 cm
Alcance Útil: 50 m

Fuzil Springfield

Calibre: .30-06 (7, 62 x 63)
Principio de Funcionamento: Ação muscular do atirador
Peso:3,910 kgs
Capacidade: 5 cartuchos
Comprimento Total: 1,115 cm
Comprimento da Baioneta: 0,306 cm

Fuzil Garand

Modelo: M1
Calibre: 7,62 x 63 mm
Alimentação: clipe de oito cartuchos, era impossível alimentação individual de cartuchos
Velocidade inicial: 822,96 m/s
Comprimento total: 109,22 cm
Comprimento do cano: 60,96
Peso: 4,3 kg
Miras: de abertura ajustável, 100 a 1200 jardas
Método de operação: recuperação a gás
Tipo de fogo: tiro a tiro

Fuzil Metralhador Browning

Calibre: .30-06 (7, 62 x 63)
Sistema de Operação: A gás, com ferrolho aberto
Regime do Fogo: Semi-automático
Peso:
Capacidade: carregador com 20 cartuchos
Comprimento Total:

[b]Metralhadora Bronwning M-919
Calibre: .30-06 (7, 62 x 63)
Principoio de Funcionamento: Curto recuo do cano
Funcionamento: Automático
Peso:14,07 kgs
Carregador : Tipo fita de lona
Capacidade: 100 ou 250 cartuchos
Comprimento Total: 1,036 m
Cadência de Tiro: 250 tiros por minuto
Alcance Útil: 540 m

Metralhadora Bronwning M2
Calibre: .50 (12,7 mm)
Funcionamento: Semi-Automático e Automático
Peso: 39 kgs
Carregador : Tipo fita de metal
Capacidade: 100 ou 250 cartuchos
Comprimento Total:
Cadência de Tiro: 400 a 600 tpm
Alcance Útil: 1.800 mts[/b]

Granada de Mão MK-II A1

[b]A granada foi um elemento ofensivo e defensivo de extraordinária aplicação. Seu tremendo poder explosivo, ao lado da facilidade de transporte e simplicidade do manejo, fizeram dela uma das armas preferidas pela infantaria. Nas mãos de um soldado hábil podia destruir uma casamata ou demolir um reduto. A granada de mão norte americana, foi desenvolvida sobre o modelo básico utilizado na primeira guerra mundial. A carga consiste em pólvora granulada. O corpo de ferro fundido e tem a forma de limão. A superfície da granada é toda recortada, para permitir melhor dispersão dos estilhaços.

Estilhaços: Aproximadamente 50 fragmentos
Peso: 540 grs
Diâmetro: 5 cms
Comprimento: 10 cms
Explosivo: Pólvora granulada
Espoleta: Detona em aproximadamente 4 segundos
Raio de Ação: 30 m[/b]

Lança-Chamas
Alcance: 70 metros, dependendo da mistura de combustível
Peso: 34 kgs carregado
Capacidade: 20 cargas intermitentes

Lança-Rojão 2.36 pol. M9A1 (Bazooka)

Calibre: 2.36 pol. ou 60mm
Funcionamento: Repetição
Principio de funcionamento: Ação de uma corrente elétrica, sobre o rojão
Peso: 6,800 kgs
Comprimento Total: 155 cms
Alcance Útil: 270 mts
Peso do Foguete: 1,53 kgs
Fonte de Energia: Magneto colocado no punho
Aparelho de Pontaria: Visor fixor, graduado de 0 a 600 jardas

[b]Morteiro de 60 mm
Calibre: 60 mm
Sistema de Operação: Ação muscular do atirador
Regime do Fogo : 12 disparos por minuto
Peso do tubo (cano):
Peso do tripé:
Peso da placa - base:
Peso do granada:
Alcance Útil:

Morteiro de 81 mm M-1
Calibre: 81 mm
Sistema de Operação: Ação muscular do atirador
Regime do Fogo: 12 disparos por minuto
Peso do tubo (cano):
Peso do tripé:
Peso da placa - base:
Peso do granada:
Alcance Útil:[/b]

[b]Canhões

Canhão de 37 mm
Calibre: 37 mm
Regime do Fogo:
Peso:
Capacidade:
Comprimento Total:

Canhão de 57 mm, “Six Pounder”
Calibre: 57 mm
Alcance: 2.800 m
Poder de Penetração: em blindagens, 80 mm
Peso:1.200 kg

Obus de 105 mm M-101
Calibre: 105 mm
Alcance: 11.000 mts
Peso:2.270 kgs
Comprimento Total:

Obus de 155 mm M-1
Calibre: 155 mm
Cadência de Tiro: 3 tiros por minuto
Peso: 5.700 kgs
Peso da granada: 45 kgs[/b]

VEÍCULOS

O emblema criado para os veículos brasileiros na Itália, nada mais era do que um derivado do americano, trocando-se a estrela branca de cinco pontas e colocando-se no local a constelação do Cruzeiro do Sul.

[b]Ford 1 1/2 Ton./ 3 Ton.
Canhão - Nenhum
Blindagem - Nenhuma
Capacidade de Carga : 1 pelotão
Meia Lagarta M-3
Peso: 2.540 Kgs
Peso Carregado: 3.257 kgs
Comprimento: 4,2 mts
Largura: 2,17 mts
Altura: 2,05 mts
Motor: FORD 8 cilindros
Velocidade Máxima: 80 km/h
Alcance: 750 km
Tanque de Combustível: 83 litros
Armamento: 2 metralhadoras ou no calibre .50 (12,7mm) ou duas no calibre .30

Jeep modelo Wyllis
Peso: 1.054 Kgs
Peso Carregado: 1.417 kgs
Comprimento: 3,36 mts
Largura: 1,85 mts
Altura: 1,77 mts
Inclinação: 60%
Motor: Willys MB 2.2 litros in-line de 4 cilindros
Velocidade Máxima: 105 km/h
Alcance: 480 km
Tanque de Combustível: 57 litros[/b]

Carro de Combate M-8 GreyHound
Armamento: Um canhão de 37 mm e 3 metralhadoras Browning .30
Peso: 8.200 kgs
Velocidade: 85 km/h na estrada
Guarnição: 4 homens
Alcance: 620 km
Motor: Diesel Mercedes Benz OM-32 de 6 cilindros

Muito bom, muita gnt gosta de diminuir o papel da participação brasileira na segunda guerra, mesmo com uma péssima estrutura e condições a FEB foi de grande importância.

Esse artigo é seu? se não for ponha a fonte :wink:

artigo veio de várias fontes, como algumas revistas da Editora abril: “aventuras na história, grandes guerras”.

Imagens do tropas e armas, assim como boa parte do artigo.

:wink:

Preciso de um tempo para ler isso tudo. Bom trabalho Jord.

Ótimo trabalho Jord, é incrível ver que o Brasil teve um papel mais importante do que eu imaginava.

Deveríamos ter mais filmes sobre a FEB e menos filmes sobre artistas.