[FTG] Mudando o próprio destino

Lendo minha AAR de mesmo nome, eu decidi escrever de novo, agora eu não me preocuparei com a falta de público, algo normal nas minhas AARs. Eu senti algo diferente quando eu reli aqueles capítulos da AAR inacabada.

Jogo: For The Glory. MOD AGCEEP
Dificuldade: Normal
Agressividade: Normal
Eventos aleatórios: Não
Escolha de eventos da AI: Normal.

Introdução
Ano 1419, a Baviera é só mais um território a ser conquistado com facilidade por qualquer potência, não se preocupe caro leitor, eu irei mostrar o porquê da minha análise tão pessimista, mas primeiro eu vou me apresentar.
Chame-me de narrador. Mas voltando ao assunto principal, o ano é 1419, e a Baviera é só mais um dos muitos Estados que vivem na Europa e fazem parte do grande tabuleiro de xadrez, mas como peão, conseguirá um dia a Baviera chegar ao topo do Mundo, e poder ditar a ordem de todos os acontecimentos como um verdadeiro Rei?
Sim, provavelmente é utópico afirmar isso em 1419, com a atual situação, somente Deus sabe qual será o nosso destino. Deus é o que a Baviera pensa em se tornar, um Deus e assim dominar o destino de todos.
Isso me lembra uma anedota, há muito tempo atrás, em algum lugar do mediterrâneo existia um garotinho pobre, devia ter uns cinco anos, o maior sonho dele era poder um dia se tornar Imperador e conseguir controlar o próprio destino. Sabe o que aconteceu quando ele cresceu?
Nada, ele morreu um ano depois.
Me perdoe caro leitor, prometo não ser tão sádico e não me desviar do assunto principal que é a Baviera;
Como prometido contarei a história da Baviera até os dias atuais, mas só a parte que me interessa.
Celtas e romanos habitaram a Baviera, muito antes de esta receber esse nome. Baiovarii foi o nome de um povo germânico que chegou à região nos séculos V e VI d.C., mas perderam o domínio da região ao esta ser conquistada pelos francos. A dinastia dos Wittelsbach governa aqui desde 1180, é importante notar que a Baviera foi divida em duas em 1253 para os dois filhos do Rei Otto II, Não me pergunte como eles conseguiram dividir um território tão pequeno... E chegamos aqui em 1419, poderia contar mais, mas como eu disse eu só contei a parte que me interessava, algumas incertezas rondam a corte só o destino sabe o que ocorrerá com a Baviera.

Acompanhando.

Ahhhh
Baviera volta à trilha do domínio!
Estarei acompanhando, sem dúvida!

Daora!

Segue firme, Otto!

Acompanhando a saga

Obrigado pelos posts.

Eu escrevi na Sexta à tarde. Mas eu não vou te responder, estou aprendendo a conviver com pessoas velhas.

que bom que vc vai continuar esta aar no ftg, boa sorte amigo.

não abandone hein!!!

a bavaria é um otimo pais

I – A construção de um Estado.
O ano é 1419, a estação do ano é o inverno. A localização é a residência do duque em Munique. Após mais um dia cansativo, o duque começa os planos para a invasão da Áustria. A Áustria foi escolhida após um estudo detalhado de cada país fronteiriço com Munique. Escolhida a Áustria, o duque ordenou uma doutrina mais focada na infantaria e o alistamento militar obrigatório. Essa visão agressiva tem base na maior fraqueza bávara: possuir apenas um território.
Enquanto o duque estava ocupado criando planos de invasão na Áustria, embaixadores mandavam notícias ao redor do mundo. No outono do mesmo ano, uma revolução na Boêmia chamou os húngaros e austríacos para guerra. Esse era o momento esperado pelo duque. Na praça central de Munique, mulheres e crianças observavam seus maridos ou pais partirem para guerra. Duque Ernst comandou pessoalmente o seu exército. A estratégia era atacar a Áustria enquanto o arquiduque estava em campanha em Ostmarch. Primeiro, tomamos Salzburg sem qualquer problema. Após essa grande perda, o conselho militar austríaco ordenou a retomada de Salzburg, os húngaros voluntariamente iniciaram o cerco na capital do ducado. Esse cerco em Munique poderia ter gerado um grande prejuízo para o duque, seria esse o seu destino? O destino do corpo sem cabeça?
Não, rapidamente a capital dos Habsburgos foi tomada e também rapidamente, ele conquistou o direito sobre Salzburg e o de protetor da Áustria. Com a Áustria fora, o duque sentiu o momento de ganhar prestígio, em seus pensamentos, ele sempre quis humilhar o imperador. Tinha chegado o momento, com a expulsão dos húngaros, recrutamos mais homens, alguns dizem que esse exército representava 20% dos homens na Baviera, mas na verdade representavam 100% da ambição de Ernst. A fúria bávara passou como uma tempestade até chegar à capital húngara, mas o resultado foi o de apenas 36 moedas de ouro, porque a revolução na Boêmia acabou sem nenhum resultado positivo para nós e liberou o exército da Hungria a tentar uma ofensiva contra o ducado; A Boêmia continua com os grilhões do seu destino.

Ah, eu já usei essa tática. Atacar a Austria de Bavaria durante a guerra dos Hussites. Cheguei a tomar Salzburgo e vassalizar a Austria. Mas um maldito evento deu a eles um monte de provincias na Hungria e Istria e eu virei vassalo ==*

ótimo capitulo otto. meu jogo mas recenteé com a austria e a bavaria é sacro imperador

falta imagens para nos situarmos um pouco

Boa iniciativa, Otto…

Uma coisa que atrairia mais o pessoal é botar mais imagens :wink:

Vou tentar acompanhar.

II – A quebra dos grilhões da Boêmia.
Ao contrário do que parece, a Baviera não libertou os cidadãos boêmios, o que aconteceu foi a troca de dono da Boêmia.
Após transformar o arquiduque austríaco em conde e humilhar as tropas imperiais, os planos se voltaram contra a Boêmia. Não há muitos Estados que sejam fracos ao redor do ducado, aliás, a Baviera é a nação mais fraca. Enfim, após uma decisão arbitrária do imperador, o mesmo que foi humilhado na primeira expansão bávara, sobre o direito de herdar Ansbach, o duque voltou seus planos para a expansão da Baviera pela guerra. O local escolhido foi Boêmia, uma nação enfraquecida pela revolução anos atrás e que não conseguiria contra-atacar, pois não faz fronteira com o ducado.
Foi baixado um decreto ordenando o alistamento de todos os homens com mais de 16 anos. O plano de invasão foi baseado no controle sobre a Áustria, porque a Áustria vassala faz fronteira contra o alvo. A guerra, entretanto seria onerosa, porque se obtivessem êxito, duplicariam o território do ducado. Por isso todos os investimentos foram cancelados e adicionados ao fundo de guerra.
Feito os preparativos para guerra, a “divisão do duque” passou por Ansbach e atacou Sudeten, mais uma divisão foi mobilizada, a “divisão do ducado” e esta acabou por tomar Erz e a Silesia . O cerco em Sudeten estava demorando, mas ainda sim a divisão do ducado tomou Moravia, enquanto isso o exército inimigo resgatou Erz. Com o fim do assédio em Sudeten, a “divisão do duque” iniciou os preparativos para a tomada da Capital dos pobres cidadãos boêmios. A “divisão do ducado” foi mobilizada para combater contra o despreparado exército boêmio, o resultado foi a destruição da única força que ainda fazia frente às pretensões bávaras na guerra. Isso é o resumo da guerra que durou sete anos, duque Ernst não viu seu sonho se tornar realidade, ele morreu no decurso da guerra. Sete anos passados trouxeram uma grande inflação ao ducado, mas três territórios importantes.

hmmmm
Boa…
Mas controlar inflação sempre é fogo…

Agora vai fazer o que?

III – Uma nova posição.
Após a conquista de terras importantes para o crescimento da Baviera, foi necessário adotar uma política interna eficaz.
A opção foi por uma política centralizadora que possibilitaria o aumento da arrecadação de tributos para o tesouro e a diminuição dos gastos em infraestrutura, comércio e etc.
Esse foi o caminho escolhido para a política interna; dez anos depois da última gota de sangue derramada em solo boêmio,agora o foco externo é o enfraquecimento da Áustria.
A situação estava posta da seguinte maneira: faltando onze meses para acabar a aliança austro-bávara, um embaixador bávaro é mandado para a corte austríaca com o a missão de conseguir uma anexação diplomática. O embaixador voltou com uma resposta negativa e desafiadora, a Áustria havia cancelado a sua vassalagem perante a Baviera. Diante dessa situação em que via o seu ducado ser dividido ao meio e seu poder diminuir, o governo ducal respondeu declarando guerra.