Gabinete da Coroa

O Gabinete da Coroa é aonde o Chefe de assuntos da Coroa trata naquilo que lhe compete e despacha, atendendo a dignatários e demais membros do povo Gesebiano em nome do Imperador.
O Gabinete da Coroa servirá como um intermédio entre o Povo e o Monarca e vice-versa, tendo entre suas funções um acessoramento constante entre o Chefe do Gabinete e o Monarca.
Toda requisição formal etc, deverá passar pelo Gabinete da Coroa que então encaminhará ao Monarca.

[size=150][font=Palatino Linotype]O Visconde René von Biller vestiu seu melhor traje e, numa carruagem ornada, adentrou o Palácio Imperial…
A última vez que esteve ali as circunstâncias eram completamente avessas a sua pessoa.

Hoje, sendo chamado pelo Chefe do Gabinete dos Assuntos da Coroa, a situação era promissora.

Eis então que o Visconde chegaria ao encontro do Chefe do Gabinete, esperando ser recepcionado pelo mesmo.[/font][/size]

Após ser muito bem recebido pelo Sr. Nero e conduzido até o gabinete do mesmo, encontro sua graça visconde Biler.

  • Visconde, que prazer encontra-lo aqui, será que o Sr. Nero se incomodaria se tratássemos de negócios até a reuniao começar?

[size=125][font=Palatino Linotype]Tiberius, após descer da carruagem e pagar um generoso troco ao cocheiro, adentra no Imperial Palácio do Juramento. No Gabinete da coroa, surpreende-se quando vê o Visconde Biller e o Juiz Julio Cesar a conversar.

  • Olá, caros senhores. Como andas bem, Visconde Biller, não pude falar contigo anteriormente, mas vejo que já estás totalmente recuperado dos estragos que aconteceram naquela movimentação. E, se permitem a pergunta, os senhores tem alguma ideia do porquê de termos sido chamados?[/font][/size]
  • Ora, saio 5 minutos para enviar alguns telegramas e encontro vossas mercês aqui…

[font=Palatino Linotype][size=150]Então, onde está nosso anfitrião?

Tenho compromissos em Piemonte. Precisarei inaugurar a Estação Transmissora de Telegraphia que está instalada. A inauguração em Roma foi feita sem minha presença…[/size][/font]

Um guarda imperial adentra ao gabinete rapidamente com alguns papéis e põe sobre a mesa do Chefe de assuntos da Coroa e diz aos presentes ali que aguardavam o mesmo que ele não demoraria muito, pois o mesmo estava em uma breve reunião com o Imperador.
Logo após dizer tais, o Guarda se retira.

[font=Palatino Linotype][size=150]Impaciente pela demora, o Visconde Biller, fala aos demais:

  • Senhores, creio que o Sr. Nero de Bragança não virá ao nosso encontro… Logo peço desculpas a vocês, mas terei que me retirar para minha residência. Tenho que me preparar para uma viagem. Até breve, cavalheiros.

Antes de sair, o Visconde cumprimenta cada um dos presentes e se despede. Avisa ainda a um funcionário do Palácio para que a reunião seja remarcada para outra data.
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Uma pequena escolta de Ulanos Imperiais adentra ao gabinete da Coroa e informa aos demais ali presentes que por motivos de força maior o Sr. Nero de Bragança não poderá comparecer à reunião marcada por ele mesmo, por estar atarefado juntamente ao Imperador, os Guardas se desculpam em nome de Nero e toda Coroa e ressalvam que outra reunião será marcada em um momento oportuno.
Após o aviso a pequena escolta, abre as portas do Gabinete e aguardam os convidados ali presentes à se retirarem e juntamente os acompanha até os portões do palácio.

Ao ver um dos convidados saindo, Chanceler Alexander um dos guardas o chama ao canto e entrega uma carta com o símbolo do gabinete da coroa e do brasão de Nero, informando-o que o Chefe de assuntos da Coroa o pediu para entregar tal pessoalmente.
O conteúdo da carta, quando aberto pelo Chanceler era sobre questões internas e perigosas que tal já conhecia bem e necessitavam conversar, tal fazia menção a republicanos infiltrados e uma ameaça de separatismo contra a Coroa.

Após entregar a carta, o Guarda aguarda o Chanceler.

  • Entendo. É claro, perfeitamente. - responde o Chanceler após ler o conteúdo da missiva.

Após um longa espera e sem poucas informações, saio com o seguinte pensamento: “Estão conseguindo deixar o palácio mais bagunçado que o senado”.

Nero adentra ao gabinete da coroa após chegar em sua carruagem ao palácio, rapidamente seu secretário Mr. August lhe entrega a Edição da Folha imperial que estava em circulação há algumas horas… após ver a manchete do atentado ao Imperador Nero diz: - Maldição, eu disse a esses paspalhos da imprensa que isso não devia vazar ao povo… MALDIÇÃO!! após dizer tais palavras e estar claramente irritado nero adentra a outra ala do Gabinete e bate a porta com demasiada força.

Um oficial da Suprema Corte, deixa com uma mensagem com selo oficial:

O capitão dos Ulanos Imperiais responsáveis pela segurança e que acompanhou Nero de Bragança durante sua viagem de retorno a Gesébia adentra ao Gabinete e visualiza o fiel mordomo do Imperador, o Sr. Leandro vendo alguns papéis sentado frente a lareira do cômodo bebendo um gole de whisky, o mesmo então se aproxima e diz: - Sr Leandro? estou aqui para informa-lo que Nero está de volta a capital, sua escolta e segurança foram corretamente aplicadas de acordo com suas ordens por intermédio do imperador há alguns meses, ele se encontra nesse momento no Palácio da Suprema Corte depondo sobre os acontecimentos de outrora para o excelentíssimo juiz Julio Cesar, os funcionários do palácio começam a se perguntar porque toda esta movimentação repentina no palácio sobre papeis,móveis etc, o Sr tem alguma ordem para a guarda imperial acerca das movimentações e o interrogatório do Sr. Nero? Muitos se perguntam sobre o estado de saúde do Imperador, temos de ser cautelosos…

Uma carruagem prisional para em frente ao palacio, rapidamente Nero é levado até seu gabinete, dois gendarmes se posicionam na porta, enquanto 3 vão para a entrada do palacio.

Chegando no gabinete acompanhado pelos gendarmes, Nero encontra Silverius o chefe da guarda imperial e Leandro o mordomo do Imperador sentados frente a lareira conversando… Nero solicita que os gendarmes saíssem do gabinete por privacidade e se encaminha até outra poltrona e começa a falar :

  • Bem, meus caros é isso que um servo fiel da coroa recebe por sua dedicação, essa máquina corrupta do estado já afeta tudo e a todos, mas enfim… Silverius poderia nos dar licença? Obrigado.
    Após Silverius sair, Nero se aproxima de Leandro e o indaga : - Estamos em problemas, temos que ter manobras, como o a imperador está? Espero que esteja bem, meu bom e velho amigo.

Leandro responde,

Lamentavelmente não ha nada que possa ser feito no seu caso, a não ser acreditarmos na justiça de nossa Suprema Corte, o Imperador, aparentemente encontra-se nos seus últimos dias, ou então . . .

Ou então o que, pergunta Nero já impaciente?

Bem, o nosso quase que desconhecido infante, que fora enviado para a Alemanha praticamente recém nascido, esta já com seus 19 anos, recebi um Telegrama de Konigsberg, onde informa que tomou um vapor e já esta a caminho do porto de Gardignon, temo que com a inexistência da Casa de Roma, a Casa da Draco ainda não tendo chego ao nível Ducal, e o rebaixamento nobiliárquico de velhos nobres como o Marquês Odin, a sucessão da coroa ha de se dar naturalmente a ele, mas não sabemos em que condições adversas isso ocorrerá, e ai prezado Nero, com um monarca educado no berço dos déspotas esclarecidos, talvez vossa situação melhore.

Nero escuta tudo atentamente olhando fixamente para Leandro e diz :

Meu caro Leandro, oque não somos capazes de fazer pela Coroa, não é mesmo? Eu me sacrifiquei pelo trono de Sua Majestade e aceitarei tudo que por ventura vier a seguir, tal infante que chegará por ser mais jovem, com certeza é mais habilidoso na estratégia de se lidar com o estado em seu todo, confesso que há instabilidades no governo e tudo mais, perseguições ocorrem arbitrariamente.

Nero levanta-se e continua dizendo : - Leandro, Já tenho conhecimento sobre o péssimo estado de saúde do Imperador com o qual não durará muito, tal Monarca prestou um grande serviço a sua pátria e pessoalmente fora um grande amigo meu e que com certeza seu filho será também nosso, um mente esclarecedora para uma corte e povo esclarecedor, mas necessitamos de anunciar tal ao povo que merece ter o direito de saudar seu governante a beira da entrada celestial.

Leandro, sempre fiel á seu suserano desfere um olhar inconformado à Nero e diz:

Sr. Nero, antes de nada, ainda temos um monarca, e este se chama Steffan I, embora nosso Imperador esteja em um estado de insanidade mental, por momentos volta a razão, os médicos ainda não souberam diagnosticar seu quadro, mas por mais incrível que pareça, dizem ser um problema hepático, e não neurológico como suspeitamos, o que leva a crer que sua majestade pode vir a se recuperar … . . mesmo que por pouco tempo, então, sejamos prudentes Sr. Nero, sejamos prudentes!

Nero novamente fala de um modo mais esclarecedor agora :

  • Sr. Leandro, meu dever é zelar por esta monarquia e como tal estar preparado a tudo e a todos que venham interferir nos acontecimentos naturais da mesma, o Imperador deve retornar imediatamente ao trabalho para evitarmos mais falatórios do que já se propagam nas ruas, meu caro amigo Leandro, a monarquia já tem inimigos demais para autorizar que usem a doença de Sua Majestade contra nós e assumam o governo que por sinal já fora assumido pelo judiciário com a repentina epidemia de tifus e a incapacidade do chefe de governo, o chanceler de se lidar com isso e isolar-se em sua choupana em draco, o Imperador como me disse tem ficado sóbrio em certos momentos e é necessário que faça um pronunciamento oficial ou me autorize a fazer um a plebe, a forma como está se preparando certos rumores assusta-me e gera gás a outros, Meu dever é zelar por esta Coroa e farei a qualquer custo até que meu trabalho aqui se finde.

Após dizer as palavras, Nero bate sua bengala no chão e eis que surge Silverius o capitão da Guarda, e assim Nero o indaga :

  • Silverius, eu mandei há poucas horas por meio de um oficial um pedido de habeas corpus ao judiciário, a gendarm ria ainda se encontra a minha porta?

Silverius então responde ajeitando seu uniforme :

  • Sim Sr., os soldados encarregados de ficar sob sentinela em sua porta estão vislumbramos com o palácio, diz Silverius rindo.

Nero então retruca sem mostrar qualquer emoção :

  • Por favor cuide para que essa gente não bisbilhote aonde não são chamados, temos de ter discrição ao máximo no palácio devido aos últimos acontecimentos.

Silverius então acena positivamente com a cabeça, faz uma pequena saudação e se retira do gabinete.

Nero volta-se para Leandro, bate em seu ombro e diz : - Leandro, não se preocupe a situação está em controle comigo.