[GUERRAS PÚNICAS] A primeira guerra

[center]AS GUERRAS PÚNICAS[/align]

AS GUERRAS PÚNICAS

[font=Garamond][size=125]A primeira Guerra Púnica (264-241 a.C.) desenrolou-se em grade parte no mar e foi começada pelos romanos para expulsar os cartagineses da Sicília, objetivo que finalmente cumpriram.
A Guerra entre romanos e cartagineses marca as primeiras significativas conquistas militares que transformariam Roma em um dos mais imponentes impérios da Antiguidade. Contudo, para compreender as razões desse conflito, primeiro temos que definir as origens do antagonismo que colocaram essas duas forças militares frente a frente ao longo do século IIIa.C…

Antes que o conflito acontecesse, Cartago, uma próspera cidade comercial de origem fenícia, matinha boas relações com o Estado romano. Na qualidade de entreposto estratégico, essa cidade norte-africana negociava trigo, perfumes, pedras preciosas, metais, tecidos e marfim com os povos da Bretanha, Noruega e da costa ocidental da África. Além disso, contava com um poderoso exército capaz de proteger as ricas e prósperas rotas comerciais mantidas por essa civilização.

A relação entre esses dois povos estremeceu quando os romanos, apesar de não contarem com uma expressiva tradição marítima, decidiram invadir a ilha da Sicília. Tendo grande importância econômica para os cartagineses, estes não aceitaram perder as terras que forneciam uma valiosa quantidade de gêneros agrícolas obtidos a partir da exploração econômica daquelas terras.

Com o passar do tempo, apesar de não ter o mesmo poderio nas águas, o exército romano se sobrepôs aos cartagineses graças à visível habilidade tática de seus soldados em terra. Na batalha ocorrida em Mylae, os romanos obrigaram o general cartaginês Amílcar Barca a assinar a sua rendição, em 241 a.C. O tratado assinado previa o reconhecimento do domínio romano na região da Sicília e a imposição de uma pesada indenização a ser paga pelos cartagineses.

A imposição gerou sérios problemas para o governo cartaginês. Depois de ressarcir financeiramente Roma, os cartagineses não tinham condições financeiras para saldar as dívidas com os mercenários que lutaram ao seu lado. Enraivecidos, esses combatentes acabaram promovendo, nos três anos subsequentes, o saque de várias províncias que pertenciam a Cartago. Enquanto isso, os romanos aproveitaram a boa ocasião para conquistar outras ilhas próximas, como Malta, Córsega e Sardenha.

Apesar de derrotados pelos romanos, o general Amílcar não acreditava que o interesse dos impérios pelo mar Mediterrâneo se encerraria naquele fatídico episódio de sua carreira militar. Por isso, decidiu organizar uma segunda expedição militar em que atacaria os povos que habitavam a Espanha. Por meio da dominação dessa outra região, os cartagineses deslocaram o palco de guerra que daria origem aos novos conflitos que deram continuidade às Guerras Púnicas.[/size][/font]

Alguns Mapas para ilustrar:

Cartago antes das Guerras Púnicas

A Guerra:

FONTES: http://www.historiadomundo.com.br/cartagines/guerras-punicas.htm
http://www.mundoeducacao.com/historiageral/guerras-punicas.htm
http://guerras.brasilescola.com/roma-antiga/primeira-guerra-punica.htm

E algumas informações que aprendi em tudo que é lugar :slight_smile:

Legal cara! Parabéns pelo empenho! :wink:

Obs.: não achas bom separar a 1ª Guerra Púnica do resto do texto? É que é mais fácil achar informações assim.

Assim foi feito

A SEGUNDA GUERRA

[font=Garamond][size=125]A Segunda Guerra Púnica é a mais famosa entre a série de conflitos ocorridos entre Roma e Cartago na Antiguidade.
Depois de ter suas forças abatidas pelos romanos, os dirigentes do império cartaginês decidiram reforçar seu contingente bélico promovendo a exploração das minas da Península Ibérica. Preocupada com uma implacável reação militar dos cartagineses, os romanos tentaram enviar uma missão diplomática que deveria reivindicar a limitação da influência dos cartagineses naquela região. Mediante a negativa de Cartago, os romanos já se colocaram prontos à batalha.
Enquanto Roma ainda se desenvolvia como um grande império na Europa, a cidade de Cartago gozava de grande prosperidade no Mar Mediterrâneo. Cartago era uma cidade enriquecida em razão do frutífero e diversificado comércio que realizava por conta de sua posição estratégica no Mediterrâneo. Cartago tinha relações estabelecidas e solidificadas com o norte da África e com ilhas em torno da Europa.
Roma e Cartago tinham boas relações diplomáticas, mas o processo de expansão romano desagradaria os cartagineses em certo momento. Quando Roma decidiu invadir a ilha de Sicília, Cartago se mostrou insatisfeita e um conflito entre as duas maiores potências do Mediterrâneo na época se iniciou. A ilha de Sicília era uma importante parceira comercial de Cartago, e esta não queria perder seus privilégios.
Roma e Cartago se enfrentaram em uma guerra inicial que resultou na rendição de Cartago e na imposição de severas punições por parte dos romanos. A conseqüência foi danosa para os dois lados, embora para Cartago, lado perdedor, tenha sido naturalmente pior.
A Segunda Guerra Púnica foi consequência ainda da Primeira Guerra Púnica. Quando os cartagineses perderam o primeiro conflito, saíram quase totalmente destruídos economicamente e demograficamente. Um tratado de paz foi assinado com os romanos no qual ficavam estabelecidas as áreas de influência de cada cidade. Cartago manteve o domínio sobre regiões da Espanha, onde tentou se reerguer após os prejuízos sofridos.
Cartago iniciou um processo de expansão na Península Ibérica visando conquistar mais minas de ouro e utilizando a região como fonte de recursos para voltar a colocar de pé a grande potência de outrora. Roma sentiu-se insatisfeita com a progressão dos cartagineses e com o possível lucro que poderiam obter com isso. Os romanos enviaram uma comitiva diplomática para negociar com Cartago o cessar da expansão pela península, mas os cartagineses não aceitaram. Rancorosos e interessados em uma oportunidade de revanche, os cartagineses prosseguiram o processo de expansão e Roma enfim declarou guerra novamente.
Todavia, nesta ocasião a situação era muito diferente. Cartago não tinha os recursos humanos e materiais que desfrutara outrora para combater o Império Romano. Era impossível para os cartagineses suportar por muito tempo um conflito com a cidade que se tornara a grande potência ocidental. O conflito começou em 218 a.C. e terminou em 201 a.C. com uma nova derrota e rendição de Cartago.
A Segunda Guerra Púnica foi a mais importante para Roma, pois com a vitória neste conflito o Império Romano realmente se consolidou como grande potência na Europa. A nova vitória determinou a conquista romana da Península Ibérica e das outras regiões que ainda estavam sob domínio de Cartago, além de solidificar o poder na Península Itálica e partir para a conquista do Oriente. Cartago, por sua vez, saiu aniquilada economicamente e enfraquecida para qualquer combate. Mesmo assim, uma nova Guerra Púnica ainda ocorreria.

Estando ávido por uma revanche, Aníbal Barca organizou rapidamente seus exércitos para realizar a travessia dos Alpes. Contando com 50 mil soldados de infantaria, 38 elefantes e nove mil cavaleiros, as forças cartaginesas atravessaram os Alpes até alcançarem o vale do Pó, na porção norte do território italiano. Apesar das enormes perdas sofridas com a ação ofensiva, a chegada do inimigo no território foi capaz de surpreender os mais experientes chefes militares romanos.

Com o apoio de tropas macedônicas e gregas, os cartagineses alcançaram sua primeira grande vitória contra Roma na batalha de Canas, deflagrada em 216 a.C. Logo em seguida, os romanos decidiram sufocar o avanço de Cartago promovendo um grande saque a todas as cidades italianas que realizaram algum tipo de aliança militar com os cartagineses. Paralelamente, Roma enviou tropas para tentar controlar todas as regiões que forneciam armas, soldados e mantimentos para seus inimigos.

Apesar dos primeiros sucessos obtidos contra os romanos, os cartagineses não tinham condição de continuar nessa guerra sem que fizesse uso de grandes armamentos que pudessem ser transportados pelo mar. Tal empecilho, explicado pela vigilância das esquadras romanas, fez com que Aníbal não pudesse alcançar a cidade de Roma com chances reais de vitória. Dessa forma, os romanos passaram a vencer batalhas de menor porte que empurraram as forças de Cartago para a região da Calábria, sul da Itália.

Com o passar de mais de uma década, Aníbal se viu obrigado a recuar suas tropas de volta para Cartago, em 204 a.C… Dessa maneira, o general romano Cipião, o Africano, já havia atravessado o Mediterrâneo com o objetivo de aniquilar qualquer possibilidade de reação de seus inimigos. Sem mais condições de reverter a paulatina derrota desenhada pelos romanos, as combalidas tropas de Aníbal foram finalmente aniquiladas na Batalha de Zama, em 202 a.C…

No ano seguinte, os cartagineses assinaram um tratado de paz em que cediam os territórios espanhóis para Roma e pagavam uma indenização de 10 mil talentos de ouro. Além disso, por esse mesmo acordo, os cartagineses se comprometiam a entregar sua esquadra aos romanos, não poderiam declarar guerra sem a autorização de Roma, nem promover nenhum tipo de retaliação ao reino africano da Numídia, que havia auxiliado os romanos.

Após o fim do confronto, os romanos ordenaram a perseguição ao general Aníbal Barca. Tal ação teria como principal objetivo impedir que o afamado militar pudesse se transformar no principal líder político de Cartago. Contudo, graças à ajuda de Cipião, que o admirava apesar das desavenças políticas, conseguiu despistar as tropas romanas que o perseguiam. Em 183 a.C., Aníbal foi encontrado por seus inimigos. Entretanto, o lendário guerreiro preferiu atentar contra sua própria vida.[/size][/font]

Mapa:

Desculpe me confundi. Aquele título da 1ª Guerra Púnica me fez pensar que era uma introdução (não está errado o título?). Bem, pode deixar tudo no mesmo post, desculpa aí. xD

Da nada não, ficou até mais bonitokkk

Podia colocar os créditos de quem criou os textos.

Concordo com o Ferreira, deverias botar os devidos créditos e o link do seu local de pesquisa na postagem, fora isso, ótimos textos! :wink:

A TERCEIRA GUERRA

[font=helvetica]Após bater os cartagineses na Segunda Guerra Púnica, os romanos pareciam ter o caminho livre para que pudessem conquistar todo o restante do Mar Mediterrâneo. De fato, sem nenhuma chance de reverter a derrota sofrida, os cartagineses desistiram da guerra e passaram a promover o desenvolvimento de sua economia agrícola. Aos poucos, os alimentos produzidos pelos derrotados passaram a competir com os proprietários romanos da Península Ibérica.

Sob o aspecto político, os cartagineses foram obrigados a assinar um tratado de paz repleto de punições e vantagens para o governo romano. Primeiramente, Cartago não poderia declarar guerra a nenhuma outra civilização caso não tivesse a devida aprovação do Senado Romano. Além disso, uma considerável parte das terras férteis cartaginesas foram entregues para os numidas, um dos maiores inimigos de Cartago no continente africano.

No meio tempo em que os cartagineses buscavam recuperar sua economia, os romanos saíram em busca de novas terras ao longo do Mar Mediterrâneo. Rapidamente, as regiões da Grécia, Síria e Dalmácia foram tomadas, garantindo a ampliação dos domínios e o fortalecimento da economia romana. Os cartagineses conseguiram recuperar o potencial econômico de suas terras e competir com os gêneros agrícolas dos proprietários de terra romanos.

Os patrícios, que então controlavam o Senado, passaram a exercer forte pressão para que o governo promovesse uma nova guerra contra os cartagineses. Contudo, para além de seus interesses particulares, os proprietários de terra não possuíam nenhuma motivação plausível para tal gasto militar. Catão, um célebre senador romano dessa época, realizava um verdadeiro “lobby” político encerrando todos os seus discursos pedindo a destruição imediata de Cartago.

Para resolver o impasse, os dirigentes romanos elaboraram uma estratégia que poderia mascarar suas motivações estritamente econômicas. Sem anunciar publicamente, Roma instigou Massissina, rei da Numídia, a promover uma série de ataques e pilhagens contra as possessões cartaginesas. Cumprindo o tratado firmado com Romano, os cartagineses fizeram vários pedidos requerendo autorização para que pudesse lutar contra as tropas da Numídia.

Os senadores, interessados na destruição de Cartago, não deram ouvidos aos requerimentos ao longo de dois anos. Não suportando mais tamanha negligência, os cartagineses, em 150 a.C., atacaram os numidas sem a aprovação romana. A partir de então, Roma encontrou a desculpa necessária para finalmente aniquilar a cidade de Cartago.

Após um terrível cerco de setenta dias, as forças romanas promoveram a destruição completa de Cartago e transformou todos os sobreviventes em escravos. Segundo algumas pesquisas, mais de 600 mil pessoas foram mortas nesse truculento processo de invasão. Conforme reza uma lenda, findada a destruição, os senadores romanos mandaram que as terras cartaginesas fossem salgadas para que nada ali brotasse.
A Terceira Guerra Púnica foi o último conflito que opôs Roma e Cartago, selando a completa destruição desta.
No nascedouro do Império Romano, Cartago era uma cidade muito próspera. Os cartagineses se solidificaram como uma grande potência da Antiguidade em decorrência de bem sucedidas relações comerciais. Dominavam o comércio no Mar Mediterrâneo e por isso eram donos de grandes riquezas e um sólido exército e frota marinha. Roma e Cartago tinham um relacionamento pacífico, o qual foi rompido por conta do interesse dos romanos de conquistar a ilha de Sicilia.

Com seus vários parceiros comerciais e com sua posição estratégica geograficamente para a navegação, Cartago usufruía dos lucros obtidos com a ilha de Sicilia. Com o processo de expansão, Roma investiu na conquista da Sicilia, mas os cartagineses não queriam perder o privilégio do comércio na região. Teve início então a Primeira Guerra Púnica e o fim da cordialidade entre Roma e Cartago.

Cartago foi derrotada por duas vezes pelos romanos. O prejuízo econômico e humano foi enorme para os cartagineses, que deixaram de ser uma grande potência e cederam o posto unicamente para Roma. Após a Segunda Guerra Púnica, Roma deixou Cartago em situação complicada de sustentação e enfim abriu caminho para se tornar o grandioso Império Romano na Antiguidade, uma vez que conquistou áreas que ainda restavam sob o domínio dos cartagineses.

Com o massacre da Segunda Guerra Púnica, Cartago passou a não oferecer perigo para os romanos, tampouco tinham condições de enfrentá-los e alguma forma. Os dois lados passaram a viver em paz durante alguns anos, mas os romanos guardavam certo rancor da antiga potência rival. Roma se sentiu mais incomodada ainda ao ver que, mesmo com mínimos recursos, Cartago voltava a prosperar. Diz a lenda que o desejo de destruir Cartago se tornou um provérbio para os romanos: Cartago precisa ser destruída.

Cartago dependia de liberação do Senado de Roma para entrar em guerra contra qualquer povo, mas também não tinha recursos e nem interesse nisso. Todavia, Roma arquitetou um plano com seus novos aliados africanos para atacarem Cartago. Os cartagineses imploraram ao Senado romano para se defenderem, mas a defesa foi negada por três longos anos. Cansados de esperar, os cartagineses resolveram atacar sem o consentimento do Senado e então criaram o motivo necessário para que os romanos pudessem também atacá-los.

Em 149 a.C. teve início a Terceira Guerra Púnica. Os romanos invadiram a cidade já debilitada há seis anos para concluir a aniquilação que tanto desejavam. Cartago foi completamente destruída desta vez, literalmente apagada do mapa. Até hoje os arqueólogos não descobriram exatamente a localidade exata da cidade de Cartago, as referências feitas em mapas romanos indicavam outra Cartago, criada como colônia pelos próprios romanos. A cidade de Cartago original teve o chão salgado para que nada mais crescesse no local, tamanho o ódio dos romanos. A Terceira Guerra Púnica acabou em 146 a.C. com mais uma vitória romana, mas absolutamente devastadora. A 3ª Guerra Púnica marca o fim dos conflitos entre Roma e Cartago. Em uma única batalha os romanos destruíram a civilização cartaginesa, implantando definitivamente o domínio de Roma sobre o mar Mediterrâneo, que passou a ser chamado pelos romanos de mare nostrum (nosso mar).

Cartago após a 2ª Guerra Púnica

A partir do século 2 a.C. Cartago teve de arcar com o tratado de paz imposto pelos romanos após a 2ª Guerra Púnica. Sem sua marinha mercante e suas colônias e feitorias, a economia cartaginesa sofreu grave abalo, ainda mais por ter de pagar os pesados tributos cobrados por Roma.

Contudo, os cartagineses rapidamente desenvolveram sua agricultura e passaram a exportar cereais, legumes e frutas. O aumento da produção agrícola de Cartago assustou os donos de terra romanos, que começaram a temer o crescimento econômico e a concorrência da antiga rival.

“Delenda est Cartago”

Em 152 a.C., o senador (e latifundiário) romano Catão, o Velho, viajou para Cartago e ficou assustado com a prosperidade da região. A partir de então, em todos os seus discursos no Senado, independente do assunto tratado, terminava dizendo “Delenda est Cartago” (traduzindo do latim, “Cartago deve ser destruída”).

A opinião de Catão era a mesma de vários outros latifundiários romanos. E mesmo que outros senadores não apoiassem uma guerra, a posição de Catão predominou e o pretexto para a declaração de guerra ocorreu após um conflito entre a Númidia e Cartago.

A Númidia era, desde 206 a.C., um reino africano aliado dos romanos. Seu rei, Massinissa (que tinha participado da Batalha de Zama), ordenou inúmeros saques às possessões cartaginesas, aproveitando-se do fato de Cartago não poder fazer nenhuma guerra sem a permissão de Roma (uma das cláusulas do tratado de paz de 201 a.C.). Roma, por sua vez, fazia vistas grossas aos saques.

Em 149 a.C. os cartagineses reagiram a um ataque númida em Horóscopa e foram derrotados. Esse episódio, no entanto, serviu aos romanos como um pretexto para declarar guerra a Cartago.

Batalha de Cartago

Assim que as tropas romanas desembarcaram na África, representantes de Cartago prontamente se submeteram. Os romanos então, senhores da situação, impuseram condições humilhantes aos cartagineses: 300 filhos de dirigentes de Cartago seriam entregues como reféns e os cartagineses deveriam destruir sua própria cidade, transferindo-se para uma região a 15 km de distância do mar, o que significaria o fim das atividades comerciais cartaginesas, exatamente a marca de sua civilização.

Essa última condição não foi aceita e os cartagineses iniciaram um desesperado preparativo para a guerra: os escravos foram libertados e os povos submetidos a Cartago foram convocados; dia e noite fabricavam armas, fortificavam muralhas e armazenavam uma grande quantidade de alimentos.

Entre 149 e 147 a.C. os romanos foram incapazes de vencer os cartagineses: as muralhas da cidade eram muito altas para serem escaladas, por isso os romanos tiveram que abrir fendas, nas quais eram surpreendidos por um enorme contingente de soldados cartagineses.

Entretanto, no ano 147 a.C. um novo general foi designado para a guerra na África: Públio Cornélio Cipião Emiliano, considerado um dos melhores generais da época e neto adotivo de Cipião, o Africano, que tinha derrotado Aníbal na 2ª Guerra Púnica.

Cipião Emiliano cercou completamente a cidade de Cartago, impedindo seu abastecimento: os cartagineses, sem acesso a alimentos e água, começaram a adoecer. Sem forças para proteger as fendas abertas em suas muralhas pelos aríetes romanos, Cartago foi invadida pelas tropas romanas na primavera de 146 a.C. Mesmo assim, por quase uma semana os habitantes de Cartago resistiram aos romanos.

A batalha foi terrível. Rua após rua, casa após casa, os romanos trucidaram os cartagineses. Acredita-se que 85 mil soldados de Cartago foram mortos, e o número da população aniquilada é inimaginável.

O Senado Romano autorizou que os soldados romanos saqueassem todas as riquezas de Cartago e Cipião Emiliano ordenou a destruição total da cidade. Os poucos sobreviventes foram escravizados. Assim como Catão queria, Cartago foi destruída.

Consequências

A civilização cartaginesa desapareceu após as Guerras Púnicas. Sua cultura influenciou os povos berberes do norte da África, mas pouco se sabe sobre sua história. Nos documentos gregos e romanos que chegaram à nossa época, nos quais há um claro preconceito em relação aos cartagineses, podemos ver, nas entrelinhas, a grandiosidade desse povo.

No que se refere a Roma, seu domínio se ampliou: Sicília, Córsega, Península Ibérica e norte da África foram tomados dos cartagineses. Além das vitórias sobre os aliados de Cartago: a Gália e a Macedônia.

Roma já era um império em termos de terras conquistadas. Mas as mudanças políticas que aconteceriam após essa expansão territorial acabariam por derrubar a República, iniciando o período político chamado Império.[/font]

Mapas:



Fontes: educacao.uol.com.br/disciplinas/ … artago.htm
guerras.brasilescola.com/roma-an … punica.htm
“Destruição de Cartago” de David Gibbins

Após meses de pesquisa, montagem e edição de texto, aí está a Terceira Guerra Punica

Ótimo texto, ótimo trabalho, ótima edição!
:goodpost :goodjob

Hehehe, pelo que já perceberam (ou não) eu posto mais matéria, tópicos e comentarios sobre História em geral, do que em games, agr estou fazendo sobre Os Impérios , os mais importantes, como Romano, Brasileiro, Britanico, etc.

O 1° que é o Romano, está na fase de coletagem de informação ainda, semana que vem ou menos eu posto :slight_smile: