[IL2] O céu é nosso inferno

Olá a todos. Esta é a minha primeira AAR, por isso será uma mini AAR (3 episódios). Como muitos de vocês sabem, eu não sou grande fã de AAR, mas a pedido de muitas e boas famílias, eu decidi fazer uma pequenina. Escolhi um jogo que gostasse e que me permitisse fazer uma AAR tão pequena. A escolha recaiu no jogo IL2- Sturmovik 1946, com o patch 4.08. Visto não ser um jogador muito experiente, e de não ter Joystick (eu sei que é pecado), coloquei o jogo no nível de dificuldade baixo.

Esta será uma AAR virada mais para a parte “técnica”, ou seja, para jogo em si, em vez de contar uma historia de irmão gémeos separados á nascença e que depois resulta numa partida de HOI3 ou EU2… A cena passa-se durante a Batalha de Singapura. Visto ser a minha primeira AAR, e sendo ela “mini”, perdoem qualquer coisinha :slight_smile:


[b][size=100]Episódio 1[/size][/b]

8 Fevereiro de 1942

Aviões Japoneses levantam da base Imperial de Johore com o objectivo de apoiar a ofensiva terrestre que estava a ser lançada na região. Na primeira vaga, 8 caças A6M2 “Zero” tinham como objectivo garantir a superioridade aérea sobre a ilha. No combate que se desenrolou, os “Zero” defrontaram 4 caças Hurricane e 8 Spitfire.

Hurricane Mk Iic

Armamento:

-4 x 20mm (canhão)

Vantagens:

-Controlo simples e estável;
-Bom armamento;

Desvantagens:

-Pouca visibilidade de dentro do cockpit;
-Avião um pouco antiquado e ultrapassado, quando comparado com os aviões usados á data (1942) pelos outros países;

Spitfire Mk Vb

Armamento

-2 x 20mm HS.404 (canhão)
-4 x .303 (metralhadora)

Vantagens:

-Boa performance, principalmente poder de manobra;
-Muito bom poder de fogo;
-Boa velocidade (comparando com a generalidade dos aviões da época);

Desvantagens:

-Baixa autonomia, por conseguinte, alcance;

A6M2 “Zero”

Armamento

-2 x 7,7-mm Type 97 (metralhadora)
-2 x 20-mm Type 99 (canhão, na asa)

Vantagens:

-Performance de sonho, para um avião da época;
-Excelente alcance e velocidade;
-Boa visibilidade de cockpit;

Desvantagens:

-Má protecção para o piloto;
-Tanques de combustível sem capacidade auto-selante;


Num desses “Zero” estava o piloto Yoshida Kansuke, de 26 anos, natural de Hondo, província de Kumamoto. Yoshida era um homem inteligente e responsável, algo sério e distante dos outros pilotos, com quem não tinha muita confiança. Nunca agia com a intenção de impressionar, limitava-se a fazer o seu trabalho e a estar no seu lugar. O que mais gostava de fazer, além de voar, era escrever. Tinha um diário, onde ia escrevendo alguns dos momentos por que passava. No dia anterior a esta batalha, escreveu o seguinte:

“…Hoje passa-mos o dia a ultimar pormenores para a missão de amanhã. Fizemos várias revisões, aos aviões, ao equipamento, aos planos… Tudo parece infalível. A confiança dos homens não poderia estar mais alta. As notícias que nos chegam são óptimas: as vitórias da Marinha Imperial não param e todos os objectivos tem sido cumpridos. Aos poucos os aliados vão perdendo os territórios, muitas vezes sem luta, rendendo-se aos milhares…estou ansioso pelo dia de amanhã, para também eu dar o meu contributo, mas sei também que desta vez não ser tão fácil como foi em Hong Kong…”

Continua…

Show.

Muito bom…
Acompanhando.

Já joguei esse jogo, é fera, é muito bom. Parabéns, acompanhando.

Também to acompanhando.

que merda, pq fui ver o video, agora tenho que baixar esses 10gb denovo pra jogar hahahah…
bom rendimento pra quem ta sem joistik…

falando nisso… eu to aaqui com um daqueles de PS… será que aquele analogico dele é melhor que as setas do teclado pra jogar?

edit: ja na lista de torrent…

Grande seca jogar de teclado, mas quem nao tem cao, caça com gato…vicio é maior…este jogo é muito bom, deve ser dos melhores simuladores de combate aereo de sempre…estou mortinho por jogar online, se alguem quiser…

Excelente! Adoro esse jogo :smiley:

Nippon, Banzai!

Belo jogo :wink:

Obrigado a todos :slight_smile:

O 2º episodio já está quase pronto. Já o “joguei e filmei”, só falta ultimar…

A qualidade do próximo vídeo será um pouco mais fraca, é para o ficheiro não ficar muito grande. Este 1º video, que demora nem 2 minutos, demorou 91 minutos a fazer upload, pois com este programa, o Fraps, os ficheiros ficam muito pesados, mas a qualidade é boa…da primeira vez fiz um pequeno video, que ocupava GBs.

Amanha á noite posto o 2º episódio.

Nota do autor: a qualidade do video esta um pouco pior, e numa resolução mais baixa, porque usei para gravar o programa Fraps, e não sabia que dava para converter usando o Movie Maker…então fiz isso, mas poderia ter ficado melhor se tivesse usado o Fraps com mais qualidade…fica para a próxima, no episodio 3.


Episodio 2

No rescado da batalha aérea que se realizou no dia 8 de Fevereiro, eis o resultado: dos 12 aviões Britânicos, 7 Spitfire foram abatidos (6 dos quais por Yoshida Kansuke) e nenhum dos aviões Japoneses se perdeu. Foi um rude golpe na RAF do extremo oriente. Mas ainda tinham forças.

No dia 10 de Fevereiro tentaram a sua sorte. Lançaram os seus caça-bombardeiros Hurricane contra a nossa base aérea, com o intuito de nos surpreender e assim poderem enfraquecer o nosso poder aéreo. Por sorte, um dos nossos navios na zona viu os aviões a partir e avisou o Comando, o que nos permitiu interceptar o inimigo no céu, antes destes poderem atacar a base.

Embora a força aérea Japonesa não tenha perdido avião algum no combate anterior, alguns deles precisavam de reparações. No momento do ataque britânico, apenas 2 desses aviões estavam operacionais. Muitos outros estavam empenhados em várias missões. No total, 6 caças “Zero” e uma dúzia de bombardeiros, de diferentes tipos, estavam operacionais na base.

Ás 17:14 horas do dia 10 de Fevereiro de 1942, os aviões da RAF estavam perto do alvo quando foram interceptados pelos “Zero”. A disparidade de força era grande: 6 “Zeros” contra 12 Hurricane.

Na noite anterior, Yoshida Kansuke escreveu assim no seu diário:

“…Desde a batalha de ontem não tenho tido descanso. De um simples desconhecido, passei a heroi. Todos me conhecem, todos sabem o meu nome…até o comandante da base. De qualquer das formas tento que tudo isto não me distraia. Temos de nos manter focados, pois o perigo ainda anda á espreita…”

Continua…

Esse jogo é bom demais. Melhor simulador que ja joguei ever.

Certa vez joguei uma campanha dinâmica no fronte russo como piloto de um Bf-109 e ganhei todas as medalhas disponíveis. Móóinto foda.

Show o vídeo, por que não gravas toda a batalha?

Muito bom… Gostei.

Episodio 3

Após mais uma batalha aérea, onde as forças do Reino Unido jogaram a sua última cartada, o resultado foi bem visível: 7 Hurricane abatidos (4 por Yoshida Kansuke) e 3 danificados, contra 1 Zero abatido e outro gravemente danificado.

A superioridade aérea estava finalmente garantida. A partir daquele dia os bombardeiros japoneses bombardearam incessantemente as instalações britânicas na ilha. Um dos aviões mais usados foi o bombardeiro de mergulho D3A1:

D3A1

Armamento:

  • 2 x Type 97 7.7mm (metralhadoras na frente do avião) ;
  • 1 x Type 92 7.77 (metralhadora na parte de trás);
  • até 370 kg de bombas;

Vantagens:

  • plataforma de armas estável;
  • permite um “mergulho” preciso;
  • longo alcance;

Desvantagens:

  • fraca protecção para o piloto e artilheiro;
  • baixa durabilidade;
  • baixa velocidade;

No dia seguinte (11 Fevereiro) a força aérea japonesa lança uma grande ofensiva para tentar apoiar as forças terrestres, destruindo as defesas inimigas, o seu centro de comandos, comunicações e navios de abastecimento, com vista a estrangular as tropas no interior da ilha.

Vamo-nos focar num dos ataques realizados a uma parte da cidade:

Ofensiva terrestre:

Neste mapa podemos ver a estratégia usada pelo Comandante Japonês Tomoyuki Yamashita: usou um ataque de distracção para enganar as tropas britânicas (com tropas expedicionárias da Índia e Austrália) e desembarcou mais a oeste, apanhando o inimigo desprevenido.

Foto tirada por um avião de reconhecimento:

Nesta foto podemos observar o aeroporto de Kallang no canto superior esquerdo e o porto no canto inferior direito. A defesa anti-aérea estava distribuída desta forma: quatro canhões AA de 37 mm e dois de 75 mm, divididos pelos dois locais.

Plano:

Os dois “Zero”, carregados com uma bomba de 250 kg cada, deveriam atacar os aviões que estiverem no ar ou a prepararem-se para descolar. Depois deveriam procurar alvos de ocasião. Doze dos aviões D3A1, carregados com uma bomba de 250 kg mais duas de 60 kgs deveriam atacar os navios que estavam a chegar ao porto, e os restantes, com o mesmo número de bombas, deveriam atacar o aeroporto e as instalações portuárias (armazéns e veículos).

Após a batalha, Yoshida Kansuke escreveu:

“…A Batalha por Singapura terminou e o desfecho não poderia ter sido melhor. Estou contente por ter, de alguma forma, contribuído…Espero agora que a guerra termine o mais rápido possível. Tenho saudades da minha família e da minha casa. Quando a guerra terminar, vou abrir um negócio só meu: quero ser mecânico! De preferência de aviões. Depois vou tentar juntar algum dinheiro, comprar uma casa para a minha mãe e casar-me. Mas até lá, tenho outros voos pela frente…”

Contudo ele estava enganado. Yoshida Kansuke faleceu a 21 de Outubro de 1944, durante a invasão americana às Filipinas (Batalha do Golfo de Leyte). Para a história fica o nome de um dos maiores Ases da 2ª guerra mundial…

Video da ultima batalha aérea de Yoshida sobre Singapura