Império Romano

Esse é o resumo de tudo, a versão “completa” está no meio do post. Você ira ver isso quando chegar: [glow=red]ROMA[/glow]

Introdução
A história de Roma Antiga é fascinante em função da cultura desenvolvida e dos avanços conseguidos por esta civilização. De uma pequena cidade, tornou-se um dos maiores impérios da antiguidade. Dos romanos, herdamos uma série de características culturais. O direito romano, até os dias de hoje está presente na cultura ocidental, assim como o latim, que deu origem a língua portuguesa, francesa, italiana e espanhola.

Origem de Roma: explicação mitológica
Recebe o nome de Império Romano (em latim, Imperium Romanum) o estado existente entre 27 a.C. e 476 d.C. e que foi o sucessor da República Romana. De um sistema republicano semelhante ao da maioria dos países modernos, Roma passa a ser governada por um imperador vitalício, e que em 395 dividirá o poder com outro imperador baseado em Bizâncio, (depois rebatizada Constantinopla e atualmente Istambul). Foi em sua fase imperial (por volta de 117 d.C.) que Roma acumulou o máximo de seu poder e conquistou a maior quantidade de terras de sua história, algo em torno de 6 milhões e meio de quilômetros quadrados, um território do tamanho do Brasil, sem os estados do Pará e Mato Grosso.
Os romanos explicavam a origem de sua cidade através do mito de Rômulo e Remo. Segundo a mitologia romana, os gêmeos foram jogados no rio Tibre, na Itália. Resgatados por uma loba, que os amamentou, foram criados posteriormente por um casal de pastores. Adultos, retornam a cidade natal de Alba Longa e ganham terras para fundar uma nova cidade que seria Roma.

Origens de Roma : explicação histórica e Monarquia Romana (753 a.C a 509 a.C)
Duas figuras dominaram o fim do regime republicano e o início do Império: Julio César e Augusto. Julio César foi um político e general brilhante que usou os problemas de Roma ao seu benefício. Primeiro, ele formou uma aliança de governo com os cônsules Pompeu e Crasso, chamada de O Primeiro Triunvirato. Depois, após a morte de Crasso, ele declarou a guerra a Pompeu no senado para ganhar o controle total de Roma. Seu erro foi se proclamar ditador – uma decisão que o levou a ser assassinado.
Esse fato levantou mais 14 anos de guerra civil entre o herdeiro de César, Augusto e Marco Antonio, o segundo no poder. Ao vencer Antonio em Actium, em 31 a.C., Augusto conquistou o poder de Roma. Brilhantemente, Augusto não se proclamou ditador como Julio César, mas foi através da formação do Principado que ele conquistou o poder vitalício, fazendo o senado pensar que tinha algum poder de mando. O Império havia sido criado.
De acordo com os historiadores, a fundação de Roma resulta da mistura de três povos que foram habitar a região da Península Itálica: gregos, etruscos e italiotas. Desenvolveram na região uma economia baseada na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade, nesta época, era formada por patrícios ( nobres proprietários de terras ) e plebeus ( comerciantes, artesãos e pequenos proprietários ). O sistema político era a monarquia, já que a cidade era governada por um rei de origem patrícia.
A religião neste período era politeísta, adotando deuses semelhantes aos dos gregos, porém com nomes diferentes. Nas artes destacava-se a pintura de afrescos, murais decorativos e esculturas com influências gregas.

República Romana (509 a.C. a 27 a.C)
Durante o período republicano, o senado Romano ganhou grande poder político. Os senadores, de origem patrícia, cuidavam das finanças públicas, da administração e da política externa. As atividades executivas eram exercidas pelos cônsules e pelos tribunos da plebe.
A criação dos tribunos da plebe está ligada às lutas dos plebeus por uma maior participação política e melhores condições de vida.
Em 367 a.C, foi aprovada a Lei Licínia, que garantia a participação dos plebeus no Consulado (dois cônsules eram eleitos: um patrício e um plebeu). Esta lei também acabou com a escravidão por dívidas (válida somente para cidadãos romanos).

Formação e Expansão do Império Romano
Após dominar toda a península itálica, os romanos partiram para as conquistas de outros territórios. Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os cartagineses, liderados pelo general Anibal, nas Guerras Púnicas (século III a.C). Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum.
Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina.

Com as conquistas, a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas mudanças. O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário. Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o império. As províncias (regiões controladas por Roma) renderam grandes recursos para Roma. A capital do Império Romano enriqueceu e a vida dos romanos mudou.

Principais imperadores romanos : Augusto (27 a.C. - 14 d.C), Tibério (14-37), Caligula (37-41), Nero (54-68), Marco Aurelio (161-180), Comodus (180-192).

gladiadores lutando - história de Roma
Luta de gladiadores:
pão e circo

Pão e Circo
Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma. A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos. Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida. Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios ( o mais famoso foi o Coliseu de Roma ), onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.

Cultura Romana
A cultura romana foi muito influenciada pela cultura grega. Os romanos “copiaram” muitos aspectos da arte, pintura e arquitetura grega.
Os balneários romanos espalharam-se pelas grandes cidades. Eram locais onde os senadores e membros da aristocracia romana iam para discutirem política e ampliar seus relacionamentos pessoais.
A língua romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se pelos quatro cantos do império, dando origem na Idade Média, ao português, francês, italiano e espanhol.
A mitologia romana representava formas de explicação da realidade que os romanos não conseguiam explicar de forma científica. Trata também da origem de seu povo e da cidade que deu origem ao império. Entre os principais mitos romanos, podemos destacar: Rômulo e Remo e O rapto de Proserpina.

Religião Romana
Os romanos eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. A grande parte dos deuses romanos foram retirados do panteão grego, porém os nomes originais foram mudados. Muitos deuses de regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos. Os deuses eram antropomórficos, ou seja, possuíam características ( qualidades e defeitos ) de seres humanos, além de serem representados em forma humana. Além dos deuses principais, os romanos cultuavam também os deuses lares e penates. Estes deuses eram cultuados dentro das casas e protegiam a família.
Principais deuses romanos : Júpiter, Juno, Apolo, Marte, Diana, Vênus, Ceres e Baco.

Crise e decadência do Império Romano
Por volta do século III, o império romano passava por uma enorme crise econômica e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola. Na mesma proporção, caia o pagamento de tributos originados das províncias.
Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber salário, deixavam suas obrigações militares.

Os povos germânicos, tratados como bárbaros pelos romanos, estavam forçando a penetração pelas fronteiras do norte do império. No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla.
Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc. Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média.

Legado Romano

Muitos aspectos culturais, científicos, artísticos e linguísticos romanos chegaram até os dias de hoje, enriquecendo a cultura ocidental. Podemos destacar como exemplos deste legado: o Direito Romano, técnicas de arquitetura, línguas latinas originárias do Latim (Português, Francês, Espanhol e Italiano), técnicas de artes plásticas, filosofia e literatura.

[glow=red]ROMA[/glow]

IMPÉRIO ROMANO

Iniciou-se em 27 a. C., a 16 de janeiro, com a ascensão de Augusto (Octávio) ao Império, na sequência da derrota imposta a Marco António e Cleópatra em Ácio (31 a. C.). Ocupou o sólio até 19 de agosto de 14 d. C., tendo sido o primeiro imperador, iniciando também a dinastia Júlio-Claudiana. Este título de imperador assumia não só uma conotação política mas também religiosa, com uma posição apoiada numa autoridade superior à de todos os magistrados romanos. O reordenamento político-institucional operado por Augusto lançou as bases da estrutura do governo imperial: através de uma hábil propaganda, redimensionou a política expansionista romana (organização das províncias em imperiais e senatoriais, estacionamento de legiões nas fronteiras) e criou um forte aparelho burocrático dinamizado essencialmente pela classe equestre; participação no governo imperial da plebe e dos estamentos em ascensão, através de mecanismo clientelares; restauração dos valores de romanidade; criação de colónias com veteranos de guerra; manutenção de uma paz civil durante um longo período de tempo, depois de várias lutas fratricidas. Todo este edifício legislativo de Augusto visava a estabilidade à pesada estrutura imperial e que não podia ser governado com os antigos mecanismos republicanos.
Apesar da governabilidade ter uma aparência republicana, na essência era monárquica, o que era visível no aspeto da sucessão, como aconteceu com a escolha de Tibério por Augusto como seu sucessor. Tibério provinha de uma grande família republicana, aparentada com o imperador. As dinastias que se seguiram a Augusto (Júlio-Cláudios, 14-68, e Flávios, 69-96), deram imperadores que se distinguiram pelo seu temperamento, capacidades e métodos de governo. A continuidade dinástica baseava-se também na fidelidade do exército e das províncias, ambos com forte ligação à imagem do imperador e pouco inclinados a acatarem as exigências da aristocracia romana. Assim, a Tibério sucedeu Calígula, filho de Germânico (sobrinho de Tibério), e depois Cláudio, Nero (filho de Agripina, última mulher de Cláudio).
Tibério tentou manter uma colaboração estreita com o Senado, apesar deste com o tempo oferecer resistências crescentes aos governos aristocráticos. Com Calígula e principalmente Nero o imperador ganhou uma imagem autocrática e marcadamente orientalizante, o que gerou anticorpos entre a inteligenzia romana e entre os exércitos e províncias ocidentais, pondo-se em causa essa tendência autocrática. Assim, em 68, na sequência de uma viagem de Nero ao Oriente, explodiram revoltas entre as legiões e as províncias ocidentais contra o imperador: em Espanha os exércitos aclamaram Galba, na Germânia Vitélio, com Vespasiano a ser aclamado no Oriente e Otão entre a poderosa Guarda Pretoriana. Vespasiano acabou por levar a melhor, apesar de se manter acesa uma guerra na instável Judeia. Este turbulento ano de 68, ou “dos quatro imperadores”, demonstrou a precaridade do equilíbrio do poder imperial. Com Vespasiano (69-79), iniciou-se a dinastia dos Flávios, sucedendo-lhe Tito, que pouco tempo governou para demonstrar alguma tendência orientalizante: antes foi ele mesmo que solucionou brutalmente a questão judaica. Domiciano, outro Flávio, foi um imperador autocrático, não à imagem de Nero, mas acabou ser alvo da confluência de conjuras do Senado, dos Pretorianos e da corte, sendo substituído por um velho senador (Nerva, 96-98), por ação da aristocracia.
A política externa do século I d. C. foi a que foi traçada na essência por Augusto: mais conservação dos territórios que ampliação das conquistas. Depois da renúncia à conquista da Germânia, avançou-se para a Bretanha e foram criadas as províncias da Mauritânia, Trácia e Capadócia. Interrompeu-se a campanha da Dácia (atual Roménia, aproximadamente), onde as dificuldades foram muitas. Mas a máquina do Império não deixou de funcionar no século II, atingindo níveis de coesão e de prosperidade material consideráveis, com Trajano, por exemplo (quando o Império conheceu a sua extensão máxima) e depois com os Antoninos, bons governantes. Trajano (98-117), teve como sucessores Adriano (117-138), Antonino Pio (138-161) e Marco Aurélio (161-180). O princípio da adoção do sucessor - ou a escolha do melhor, noutro sentido - manteve-se até Marco Aurélio, que entregou os destinos do Império ao filho, Cómodo (180-192). Trajano foi um imperador militar, conquistando finalmente a Dácia (depois bastante romanizada) e algumas regiões párticas, mas a que o seu sucessor, Adriano, teve que renunciar.
Com os Antoninos inaugurou-se uma política de paz, benéfica para o governo desta dinastia e uma opinião favorável entre o povo, fazendo com que muitos historiadores considerem a sua época como o apogeu do Império e os seus imperadores os protótipos do príncipe perfeito. Adriano, por exemplo, promoveu a cultura helenística; Antonino Pio era o soberano totalmente dedicado ao bem público; Marco Aurélio, filósofo e escritor, simbolizou o sonho antigo dos sábios chegarem ao poder. Mas no seu reinado o poder romano começou a ser posto à prova, com as invasões de populações germânicas, o que fez tremer a organização militar e as finanças de Roma. Eram os pródromos da crise imperial: as campanhas defensivas de Marco Aurélio (entre 161 e 180) e o governo despótico de Cómodo - que rompeu todos os equilíbrios institucionais romanos alcançados, abrindo uma espiral de revoltas provinciais e levantando suspeitas na aristocracia - assinalaram o fim da “época feliz” do Império. Começava então a dinastia dos Severos e a crise do século III.
De facto, no fim do reinado de Cómodo estalou uma grave crise institucional em Roma: insurreições nas províncias, que acusavam o imperador de olhar apenas por Roma; várias eleições de imperadores pelas várias legiões, entre os quais Sétimo Severo e Piscénio Níger, entre outros, como Dídio Juliano, preferido dos pretorianos. Ganhou o africano Severo (193-211), apoiado na força militar. Inaugurou a dinastia dos Severos (193-235), que se notabilizou pela fase dita “clássica” do direito romano. Sucedeu-lhe Caracala (211-217), que teve inúmeros problemas no Oriente. Ficou conhecido por querer dotar Roma e outras cidades de termas. Macrino seguiu-se-lhe no trono imperial, embora como usurpador, de certa maneira, o que lhe valeu a oposição tenaz das mulheres da família dos Severos, que fizeram com que o jovem Heliogábalo ascendesse ao império em 218 (até 222). Indivíduo extravagante, importou e difundiu cultos orientais (Mitra, Baal e outros cultos solares, por exemplo), o que criou um sincretismo religioso que lançou a confusão entre os Romanos. De 222 a 235 esteve no poder o último dos Severos, Alexandre Severo. Esta época de confusão religiosa foi relativamente tolerante com o Cristianismo, já que as correntes monoteístas enxameavam então em Roma.
Muitos eram os problemas militares no Império, principalmente no Oriente, onde vários povos persas assolavam as fronteiras e dizimavam legiões, e também no Reno. As legiões, perante a impotência de Alexandre Severo logo o mataram em 235 e aclamaram Maximino I, o Trácio. Mas começaram aí cinquenta anos de crises gravíssimas, sucedendo-se vários imperadores e usurpadores sem que se conseguisse criar estabilidade no poder. Apenas os imperadores-soldados ilíricos (268-284) conseguiram pela força impor alguma acalmia, mas sem grandes resultados ao nível administrativo. O Império era constantemente abalado nas fronteiras, com incursões de povos germânicos frequentes e razias. O Cristianismo atingia uma dimensão clandestina notável e estava já bastante impregnado na sociedade. Décio (249-251), um imperador tradicionalista deste período turbulento, ficou famoso pelas mais cruéis perseguições feitas aos Cristãos, acabando com a tradicional tolerância religiosa dos Romanos. Em 258 na Gália criou-se um contra-poder usurpador e no Oriente, por essa altura, a situação agudizava-se, com estados regionais rebeldes (como em Palmira, por exemplo). Aureliano (270-275) foi um dos imperadores que se destacou positivamente neste período, elaborando reformas monetárias e militares sérias, reforçando as defesas de Roma e procurando resolver os problemas religiosos.
Aureliano, como tantos outros imperadores do século III acabou morto pelos soldados. Entre 275 e 284 vários foram os imperadores e muitas as lutas e querelas. Só com o soldado ilírico Diocleciano (284-305) surgirá um reinado longo. Para disciplinar a sucessão imperial, instituiu o sistema da tetrarquia: dois imperadores (os dois augustos) e dois césares, que deveriam suceder aos primeiros. Outras reformas foram empreendidas por Diocleciano: novo sistema fiscal, reordenamento das províncias com fins militares e tributários, aumentos dos efetivos militares e uma nova hierarquização administrativa, entre outras. O imperador foi divinizado como nunca antes o fora, empreendendo duríssimas e sangrentas perseguições aos Cristãos. Mas não demorou muito a este credo monoteísta oriental se impor no mundo romano: em 313, Constantino (306-337), no Édito de Milão, promulgou a liberdade de culto para o Cristianismo e sua paridade com o paganismo, para além de uma série de privilégios e da possibilidade de ereção de templos próprios. O Império era uma realidade bicéfala, com duas sedes, uma em Roma, no Ocidente, latina, e outra em Constantinopla (inaugurada em 330 como uma “Nova Roma”), no Oriente, grega, criando duas matrizes culturais que marcariam a civilização cristã e europeia até à atualidade.
O século IV foi no entanto a antecâmara da queda do Império Romano que se verificaria na centúria seguinte. A aristocracia refugiou-se nas suas villas fortificadas, alienada do poder e das legiões. A ameaça dos “bárbaros” era uma constante e não raro atingia o interior do Império. Apesar dos esforços legislativos constantinianos, não houve seguimento ao seu trabalho, com revoltas internas no Ocidente e invasões germânicas à mistura. O Oriente estabilizava e florescia e afastava-se cada vez mais de Roma. Houve lugar ainda a um retorno ao paganismo com Juliano, o Apóstata (355-363), que foi vítima dos anticorpos que criou e principalmente do eterno problema oriental, personificado quase sempre nos Persas. Os imperadores sucessivos envolveram-se todos em constantes e irresolúveis guerras com os “bárbaros”, chegando alguns a serem mortos por estes (como Valente, em 378). Depois veio Teodósio, imperador do Oriente (374-395) e imperador único em 394-95, o último que impôs alguma estabilidade política, militar e até religiosa. Em 391-92, promulgou em Constantinopla o Cristianismo como religião de Estado. Com acordos com os “bárbaros”, conseguiu aplacar durante vários anos as surtidas destes. Mas em 395 morreu e a unidade imperial ruiu definitivamente, anunciando-se um fim próximo no Ocidente, que foi sendo adiado por uma série de imperadores sem força política e militar e muitos deles “fantoches”, por vezes dos “bárbaros” mesmo e sempre dependendo do Oriente. Duas realidades políticas, militares e burocráticas distintas, apesar de se manter o ideal da unidade, impossível já.
O Ocidente encolhia-se, os “bárbaros” instalavam-se já no Império e muitos dos seus eram mesmo generais (como Recimero, entre 461 e 472, por exemplo) ao serviço de Roma, à frente de legiões de mercenários nem sempre fiáveis. Os saques de Roma sucediam-se, com a Cidade a perder esplendor e mergulhada no medo. As províncias estavam à mercê da voracidade germânica. As questões palacianas marcavam o quotidiano do Império, desgovernado e com o limes sempre ameaçado. Ironicamente, o último imperador romano teve o nome do fundador de Roma, Rómulo, e o do primeiro imperador (ainda que em forma diminutiva, mas zombeteira), Augústulo (Augustozinho, em tradução livre). Em 476, Odoacro, rei “bárbaro”, saqueava Roma e calmamente depôs e encaminhou aquele imperador, ainda adolescente, e sua mãe para um exílio dourado no sul de Itália. O Império Romano (do Ocidente) acabava, mas a Oriente resplandecia e abria caminho ao refulgente mundo bizantino, de matriz grega e cristã.

Mapas:

FONTES:http://www.suapesquisa.com/imperioromano/
discoverybrasil.uol.com.br/guia_ … ndex.shtml
infoescola.com/historia/imperio-romano/
infopedia.pt/$imperio-romano … XjTugxVg__

E se os romanos conseguissem impedir as invasões dos barbaros? Como seria o mundo hoje? Um mundo romano talvez?

Talvez sim, talvez não, teve várias outras potencias após o declinio romano, como o Império Bizantino que podia derrotar o Romano. Isso contando que o Romano não tentasse conquistar tão cedo os bizantinos, dando tempo para eles (bizantinos) se erguerem e se fortalecerem.

Muito provavelmente eles acabariam por se desintegrar mais cedo ou mais tarde

Mas os Bizantinos eram os sucessores dos romanos…

Claro, nenhuma nação dura para sempre. Até qualquer superpotência mundial cai algum dia.

O Imério Romano seria destruido, por que SEMPRE teve, e teria (se continuasse a existir) mais inimigos, muito mais, do que amigos, então, ele seria aniquilado provavelmente por uma aliança de reinos, impérios. Mas como estamos falando de um universo paralelo, ele poderia governar o mundo, e ser SUPREMO.

A pergunta é pq Roma demorou tanto.

A pergunta é: e se Breno ñ tivesse sido derrotado por Camilo?

Desencadearia uma sucessão de fatos, que poderiam mudar a história, ou impedir alguns.

1 Curtida

Vc pode observar 3 fatos militares durante a historia:

  • Potencias brigando pelo controle
  • Um povo mais forte dominando outros povos
  • Povos menores destruindo um grande povo

Foi este ultimo que marca a queda de Roma, a verdade e que os romanos construiram uma maquina militar que os fez expandir tanto, que a extencao foi o decreto de morte. Pensando o Ocidente, quantos homens eram nescessarios para defender-se de ataques na Inglaterra, toda a fronteira da Franca com povos germanicos, norte dos balcans e norte da africa. Se os romanos nao tivessem caido, ai sim nos teriamos uma verdadeira prova do que e ser macho, porque aja neguinho( bem treinado e equipado ) pra derrotar todos os inimigos que estes caras enfrentaram

2 Curtidas
2 Curtidas

Mais Aureliano

3 Curtidas