[INTERATIVO] Batalha de Khülten Khad (Porto Real)

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[tab=30]Após uma longa viagem por mares nunca antes explorados por Romanianos, a I Frota finalmente se aproxima do seu alvo, a Cidade Rebelde de Khülten Khad, logo a frota começa a diminuir a sua velocidade e para a alguns quilômetros da costa.

  • Almirante na ponte - bradou o capitão. Senhor, estamos a 3km da costa, os sentinelas não avistaram embarcações ou defesas costeiras.

  • Sem defesas? Mesmo assim não é bom subestimarmos esses rebeldes - diz o Almirante ao pegar o seu binóculos e observar o seu alvo. - Mande o NSM Defensor e o NSM Vigilante para os arredores de Shuuga, caso encontrem forças hostis eles devem recuar e retornar a frota, essa é apenas uma missão de reconhecimento.

  • Sim senhor. Tenente, sinalize para o Vigilante e o Defensor, realizar reconhecimento do segundo alvo, não engajar forças hostis, retornem em no máximo 4 dias.

  • A frota já está posicionada?

  • Sim senhor, os encouraçados e os cruzadores já tomaram posição, formação de cerco como ordenado.

  • Perfeito. Homens, vamos começar. Capitão, mirar todos os canhões da frota na costa inimiga, reduzam esses bastardos a cinzas e depois façam chover fogo sob as suas cabeças.

  • Sim senhor. Vocês ouviram rapazes, abrir fogo.

    [tab=30]Assim que a frota recebeu as ordens todos os três encouraçados, dois cruzadores e o cruzador couraçado dispararam na costa da cidade inimiga. O bombardeio da Costa de uma cidade é uma tática básica ensinada pela Academia Naval, esse primeiro ataque visa destruir possíveis defesas costeiras e fortificações litorâneas.

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[tab=30]Com a aproximação da frota romaniana, a cidade entra em estado de alerta e as posições, treinadas a mais de um ano, são tomadas. Assim, toda a parte costeira da cidade é esvaziada e a população civil se põe atrás das linhas de defesas rebeldes (localizadas bem ao oeste da cidade).

[tab=30]Dentre a movimentação de pessoas e militares rebeldes é possível notar que há poucos destes em relação à população civil.

[offtopic]Possuem em torno de mil soldados de infantaria e alguns locais onde há, provavelmente, suporte para canhões. Contudo em posição distante da costa.[/offtopic]

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[tab=30]Durante os últimos três dias a frota bombardeou, em horários aleatórios, a costa de Khülten com o intuito de destruir quaisquer defesas costeiras e aterrorizar os seus moradores.

[tab=30]Mas no começo do dia 27 os Romanianos decidiram mudar a sua estratégia.

  • Capitão, aonde os rebeldes estão?

  • Senhor, os nossos sentinelas reportaram que desde o início do ataque eles se retiraram para uma posição a oeste da cidade.

  • Huuum… de as coordenadas da posição inimiga para o resto da frota e inicie o bombardeio, algum sinal do Exército?

  • O Exército está se aproximando da nossa posição.

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[tab=30]Após uma longa e lenta marcha, finalmente as Legiões Romanianas chegam ao seu destino. O General Masserati, Oficial Comandante do Front, ordenou que as tropas parassem a 2 km da cidade, assim que pararam montaram um acampamento próximo da costa e começaram a analisar o terreno. Para garantir que não seriam surpreendidos, o General enviou batedores para o norte e para o leste, enquanto isso a III Legião se posicionava nos arredores do acampamento para defendê-lo no caso de um ataque surpresa.

[tab=30]Por volta das 8 da manha o General começou a posicionar a II Legião. Ele ordenou que o II Batalhão de Caçadores cavasse uma longa trincheira a oeste do acampamentos, a aproximadamente 1,5 km da cidade, e se posicionasse lá, para dar cobertura aos caçadores ele posicionou duas metralhadoras em cada ponta da trincheira.

[tab=30]Em seguida ele posicionou o III Regimento de Infantaria atrás da trincheira e o dividiu em duas linhas, cada uma composta de 1.100 soldados. Logo atrás do III Regimento, a 4 metros, ele posicionou as 26 metralhadoras restantes com uma distância de no mínimo 1 metro entre elas.

[tab=30]A aproximadamente 500 metros da trincheira, ou seja, próximo ao acampamento, ficou posicionada a II Brigada de Artilharia, composta pelas peças de artilharia e os novos morteiros pesados da Romania. A Artilharia ficou posicionada em uma longa linha onde cada bateria era auxiliada pelo Batalhão de Engenharia no posicionamento e inspeção do armamentos. Entre a primeira linha e a artilharia ficou o II Regimento de Infantaria.

[tab=30]Enquanto as forças se organizavam no sul, a II Brigada de Cavalaria se posicionava ao norte do acampamento, a 500 metros.

[tab=30]Por volta das 9:30, as tropas da II Legião já estavam posicionadas e atentas ao inimigo. Como essa era a primeira vez que os morteiros pesados seriam utilizados em combate o General ordenou que eles fossem disparados contra a cidade, assim não correriam o risco de uma falha durante o combate. Enquanto isso o acampamento sinalizava para a I Frota indicando que já estava posicionado.
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Forças Romanianas.
[spoil][offtopic]II Legião - General Masserati - 8/8
5,200 infantaria
200 engenheiros
300 caçadores
300 ulanos
300 hussardos

30 metralhadoras
60 peças de artilharia
10 morteiros pesados

III Legião - General Pontello - 6/7

1.500 infantaria reservista[/offtopic][/spoil]

Com quase toda cidade destruída, somente à noite é possível observar algumas fogueiras. Exceto por isso não há qualquer movimentação na cidade.

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[tab=30]O Exército Romaniano passou a noite esperando um ataque, mas como ele não veio o General Masseratti reuniu os seus comandantes.

  • General, os relatórios dos nossos batedores e sentinelas indicam que os sunerianos estão em menor número, aparentemente eles estão abrigados nas ruínas da cidade - disse o Tenente-coronel Lucanus, comandante do II Regimento de Infantaria.

  • Então superestimamos eles, atrasamos essa ofensiva durante meses achando que haveria um grande exército defendendo essa cidade. Senhores, vamos avançar… vamos empurrar a primeira linha para 500 metros da cidade e testaremos os nossos canhões.

[tab=30]Assim que a reunião terminou o exército começou a se mover.

[center]General Maseratti observa o avanço das tropas.[/align]

[tab=30]O II Regimento de Infantaria, que estava dividido em duas linhas de 1.500 soldados cada, avançou até 500 metros da cidade e tomaram posições de ataque, logo em seguida as 4 metralhadoras que estavam nas trincheiras tomaram posição, duas de cada lado da formação.


[tab=30]Enquanto isso o III Regimento de Infantaria se posicionou ao norte do II Regimento, também a 500 metros da cidade, se dividiu em duas linhas de 1.100 soldados cada e assumiu posições de defesa. Para auxiliar o regimento, 8 metralhadoras foram dispostas de cada lado.

[tab=30]Enquanto isso a cavalaria avançou e se posicionou a 500 metros ao norte da cidade. A artilharia por sua vez se posicionou a 700 metros da cidade, os engenheiros por sua vez auxiliaram os artilheiros no posicionamento e verificação dos canhões.

[tab=30]Os caçadores no entanto permaneceram na trincheira que agora contava com 5 metralhadoras de cada lado. As tropas da III Legião permaneceram onde estavam, protegendo o acampamento.

[tab=30]Por volta das 10:30 às tropas já estavam posicionadas, o General então sinalizou para as baterias e ordenou o ataque.

[tab=30]Assim que a Brigada de Artilharia recebeu as ordens os artilheiros começaram a trabalhar, todos os canhões, inclusive os morteiros, foram mirados no centro da cidade e região circundante, quando todos estavam prontos o Coronel Adalberto, comandante da Brigada, deu a ordem de disparo.

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[tab=30]Apesar da forte ofensiva, nenhum movimento era perceptível. A cidade aparentava estar abandonada.

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[tab=30]O General ainda não acreditava no que os sentinelas e soldados diziam, “a cidade está abandonada.”

  • Pontello o que você acha?

  • Acho que já deveríamos ter invadido a cidade e queimado tudo.

  • É o que eu gostaria de fazer, mas isso parece uma armadilha. A cidade estava habilitada até o começo da ofensiva, ontem os nossos sentinelas ainda viram fogueiras… além do que - disse o General ao apontar para o mapa - se tomarmos essa cidade poderemos atacar Shuurga e cruzar o rio para penetrar no território inimigo, em suma, essa é uma posição importante demais para que o inimigo a abandone sem ao menos lutar.

  • Entendo, realmente tudo isso é bom demais para ser verdade.

  • Dobre o número de sentinelas e aumente o número de guardas nos depósitos de munições, sinalize para a frota, diga para buscarem por sinais do inimigo e cessar o bombardeio da cidade. Prepare os nossos melhores batedores e os envie agora, vamos usar a escuridão noturna como camuflagem.

  • Sim senhor.[/size][/font]

Quase pelo amanhecer os batedores conseguem observar sinais de que algumas pessoas teriam saído em direção ao deserto, partindo de um ponto da montanha a oeste da cidade.

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[tab=30]Após receber os relatórios dos batedores o General Maseratti decidiu agir. Do acampamento ele observava a sua Legião se movimentar, o II Regimento avançava contra a cidade enquanto o III Regimento e as metralhadoras mantinham as suas posições, enquanto isso ao norte da cidade a Brigada de Cavalaria estava se preparando para um possível contra-ataque da conhecida cavalaria rebelde.

[tab=30]No acampamento a situação não era muito diferente, os caçadores e as 10 metralhadoras que estavam nas trincheiras recuaram para a posição das artilharias e tomaram posições defensivas, a III Legião no entanto continuou entrincheirada nos arredores do acampamento.

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[tab=30]Da ponte do Humberto o Almirante observava o avanço do exército.

  • Senhor, as nossas Corvetas retornaram, aqui está o relatório - diz o capitão da belonave.

  • " Avistamos um número mediano de tropas e algumas torres de pedras naturais que servem para defesa. Contudo não foi possível ver muito mais pois fomos atacados por barcos “pesqueiros” modificados para a guerra. E o mar é muito bravio naquela região, só o superamos graças aos nossos marinheiros muito habilidosos, também avistamos uma rota entre as cidades, mas ela é muito apertada para grandes navios."

  • Muito apertado? parece que o senhor estava certo.

  • Sim, mas ainda não faremos nada, só vamos deixar essa posição quando a cidade for conquistada.

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A cada casa destruída, a cada escombro, os soldados romanianos avançavam com sobressaltos. Esperavam encontrar algum inimigo numa possível emboscada. Nada, contudo, acontecia. Depois de algumas dezenas de metros dentro da cidade, é possível avistar o que parece ser um canhão dentro de uma casa bem ao extremo da cidade, numa parte não atingidade pelo bombardeio.

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[tab=30]O Tenente-coronel Lucanus, comandante do II Regimento, ao ver o canhão ordena a parada imediata da tropa.

  • I Linha, se abriguem nos prédios da esquerda, a II Linha vem comigo pela direita. Ferreira venha aqui, veja aquilo - disse o Tenente-coronel ao chamar um dos seus oficiais e lhe entregar um binóculos.

  • Huuum… um canhão talvez, não consigo enxergar direito por causa desses escombros e da fumaça.

  • Vamos cercar aquela casa, mande a I linha avançar pelo flanco e evitar a linha de tiro daquela coisa, envie essa mensagem para o III Regimento, vamos manter posição.

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Nenhum movimento inimigo pode ser percebido durante a movimentação do exército. Alguns soldados notam a existência de alguns alçapões, alguns destruídos pelos escombros, dentro de algumas casas.

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[tab=30]O Capitão Sartori, comandante da I Linha, acaba por notar um dos alçapões.

  • I soldati, controllare che botola - diz o capitão a 5 soldados que estavam perto dele.

[tab=30]Enquanto os soldados vão verificar o local indicado a coluna continua avançando, lentamente, em direção à casa com o suposto canhão.

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[offtopic]O capitão falou no dialeto romaniano, italiano. A tradução é “soldados, verifiquem o alçapão.”[/offtopic]

[tab=30]Enquanto a coluna avançava uma explosão é ouvida de perto do alçapão. Passado o susto inicial, os soldados verificam que um soldado morreu e dois outros ficaram gravemente feridos. Além disso, pequenos fragmentos ferem levemente alguns outros soldados próximos.

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  • Ratos espertos, soldado… envie isso para o Tenente-Coronel e fique longe dos alçapões. Homens fiquem longe dos alçapões e mantenham os olhos abertos, esses bastardos provavelmente encheram a cidade de armadilhas, vamos continuar avançando.

  • Baionetas… dispersar coluna.

[tab=30]A I Linha continuava avançando, mas agora os soldados estavam mais dispersos e mais atentos.

  • Senhor, mensagem do Capitão Sartori.

  • Parece que os covardes prepararam armadilhas em alçapões, talvez existam outras armadilhas espalhadas pela cidade… Alçapões? Ferreira, mande os soldados colocarem as baionetas e ficarem de prontidão, envie a mensagem do capitão para o General.

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Ao se espalharem mais alguns soldados acabam por pisar em algumas pequenas minas terrestres escondidas no terreno. Vários ficam desmembrados.


[tab=30]O Capitão percebe que continuar avançando não seria útil e ordena que retornem para junto da II Linha.

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[tab=30]O II Regimento se reúne novamente.

  • Senhor, continuar o avanço com a I Linha resultaria em inúmeras baixas, o caminho parecia estar cheio de minas terrestres e outras armadilhas.

  • Você fez bem capitão, vocês dois venham aqui… avancem em direção aquela casa pelo flanco direito, evitem contato direto com o chão, usem os escombros e se acharem que o caminho está minado procurem outro, se não houver outro joguem pedaços de escombros para ter certeza de onde pisar ou não.

  • Sim senhor, Ave César.

[tab=30]Enquanto isso no acampamento.

  • Parece que o II Regimento está tendo problemas, Major, sinalize para a Brigada de Cavalaria, eles devem contornar a cidade e depois retornar para retornar o que viram, só entrem em combate se for necessário.

  • Sim senhor.

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