[INTERATIVO] Boulevard Tedesco

[center]Boulevard Tedesco[/align]

A famosa Boulevard Tedesco, em homenagem ao famoso Führer que outrora governou Gesébia, antes da instauração do Segundo Império Gesebiano, é a principal via de Draco, na qual se encontram cafés, restaurantes e sedes de grandes corporações, que controlam empresas que fornecem para Gesébia inteira. A Boulevard é ampla, limpa e cercada de plátanos, que fazem com que a rua se encha de folhas vermelhas durante a estação de suas quedas. Durante o inverno, as ruas se enchem de neve, tornando o tráfego de carruagens difícil e até arriscado, pelos cavalos poderem quebrar as suas patas. Um lugar calmo e belo, condizente com a personalidade da cidade na qual ela se encontra.

A carroça que Lucky havia pegado carona, chega em Draco logo após o almoço, ele agradece ao carroceiro e diz que nunca que se esquece de quem lhe prestou um favor. Lucky percebe sua barriga roncar e procura um lugar para comer algo, ele olha ao redor mas só ve predios desocupado a todos os lados. Ele para uma senhora que andava calmamente na rua e pergunta onde poderia comprar algo para comer, a senhora menciona não haver nenhum restaurante ou coisa parecida em Draco, mas orienta que no galpão a 100 metros encontrasse o predio do antigo refeitorio da ferrovia, e que homens se juntão para cozinhar algo por lá, e que ele poderia encontrar comida lá.

Lucky pergunta o por que de tantos homens parados e tantos predios desocupados, a senhora disse que com a crise economica do imperio o projeto da ferrovia foi suspenso e muitos estão desempregados outros ja partiram para outros lugares em busca de emprego, e ainda alerta Lucky a tomar cuidado, ainda tem homens perigosos por aqui.

Lucky agradece e caminha para o refeitorio, la chegando se dirigiu até um homem negro, alto de cabelos grisalhos, Lucky solicita uma refeição, o homem diz que todos ajudam de alguma forma e solicita que Lucky auxilie a lavar as panelas ao final da refeição e Lucky aceita de bom grado.

Luky senta em uma grande mesa com bancos sem encosto, com agilida retira seu palito embrulhando habilmente sua faca e deixando ambos sobre a mesa com o palito escondendo a faca, logo em seguida lhe é servido um prato fundo, um ensopado de carne com batatas, Luky pensa é melhor que nada, e começa a saborear a refeição.

[tab=30]Vinha andando tranqüilamente pela avenida principal, observando as lojas sendo abertas e conversando com alguns conhecidos, quando vejo uma aglomeração mais à frente. Aproximando-me, percebo tratar-se de uma nova padaria. “Isto é muito bom”, penso eu, “Sinal de que a crise está passando, finalmente”.

[tab=30]Mal tive tempo de concluir este pensamento, quando ouço gritos e vejo dois homens saírem engalfinhados do interior da mesma, um jovem esbelto e ágil e outro grande e musculoso. Quando pensei em ver se ainda tenho a mesma habilidade de anos atrás e acabar com a confusão, o jovem termina de nocautear o outro, mesmo ele estando armado com um canivete. Logo quatro Gendarmes surgem, alertados pela balbúrdia, e tencionam levar o jovem preso. Finalmente fico sabendo da razão da briga, quando a moça que fora empurrada pelo homem pede que o mesmo seja solto. Os Gendarmes ficam, por um momento, sem saber o que fazer, o certo seria prender ambos e deixar que esfriassem a cabeça em uma cela, mas um deles, ao me ver, abre a boca para falar algo, ao que respondo com um silencioso sinal de cabeça, significando que podem deixar as coisas como estão. Após os Gendarmes se retirarem, me aproximo do jovem, dizendo somente:

[tab=30]- Campania ou Basilicata, eu diria. Embora façam alguns anos, dificilmente esqueço um sotaque. Se um dia fores à capital… - e, lhe entregando meu cartão, o cumprimento com um leve sinal de cabeça e continuo minha caminhada, enquanto o jovem, sem nada entender, apenas observa o cartão recebido…

Lucky recebe o cartão meio sem entender as palavras daquele sujeitinho de certo modo arrogante, um pouco por não entender a lingua do imperio, mas uma palavra ele conseguiu entender capitale (capital), Lucky sabia que se quisesse se ddar bem no império era lá que os poderosos se encontravam.

Lucky começa sua caminhada em direção a capitale.

A carruagem do Marquês seguia descendo a estrada que vai à Mansão, e cruzando o Boulevard para pegar a Estrada Imperial para Gardennia. Alguns quilômetros após deixar Draco, já praticamente fora do Passo de Drake, o Marquês avista um homem caminhando. Quando a carruagem se aproxima, ele o reconhece e, ordenando ao cocheiro que pare, abre a porta e diz, somente:

  • Est?

O jovem apenas o olha desconfiado, e responde:

  • Sì…

  • Tra il carrello, è una lunga camminata… - abrindo a porta da mesma. O jovem, ainda desconfiado, embarca, e o Marquês ordena que o cocheiro continue.

Luky mesmoo incomodado adentra a carruagem, observa atentamente o senhor a sua frente, pensa sobre o que esse almofadinha arrogante estaria querendo lhe ajudando, mas Luky sabe que com a crise atual que lhe foi informada, pessoas a fim de fazer favores são difíceis, sua criação na Sicilia lhe ensinou que nada nessa vida vem de graça, e se pegou pensando o que esse sujeitinho esperava dele, se sentindo mais confortável vendo que o cidadão sabia falar italiano, fala:

  • Grazie per il vostro favore, o che nulla in questa vita è libero, non dimenticherò mai questo favore, se avete bisogno di qualcosa che si può fare, mi guardare in alto
  • Calma, calma! - ri o Marquês - Falo um pouco o italiano, sim… digo, parlo un po 'italiano, abitavo alcuni anni in Italia, amico. E che ès uno vecchio amico mio, Flávius. - diz ele apontando para o outro ocupante da carruagem. - Mas recomendo aprenderes o português, são poucos os que falam outra língua em Gesébia. Si va alla capitale? Será uma longa viagem…

Lucky entendeu algumas das palavras, olhou para lado e estendeu a mão direito para o outro passageiro e esquerda levou as costas segurando o cabo de sua faca para qualquer ameaça.

  • Mi estadia em Draco, pude aprender a parlar um poco de portuguese, ainda non consigo dire tute palavras, mas creio que io aprenderei depressa vostra língua

A tarde caía na Boulevard, a avenida principal de Draco, quando cerca de 100 cavaleiros, todos Fuzileiros Imperiais, adentraram na cidade. 10 seguiram para a Mansão, outros 10 para a Prefeitura e mais 10 para o Banco de Dracônia, enquanto o restante se espalhava em grupos pela cidade. A um grupo de curiosos que se formava, um dos oficiais explicou:

  • Cidadãos de Draco, peço por vossa cooperação. Há relatos de que uma sublevação republicana possa ter lugar em Gardennia, então, por ordem do Chanceler, Gesébia está sob Lei Marcial. Podem continuar com suas atividades sem problemas, estamos aqui apenas para garantir a ordem.

Descendo a Boulevard em direção à Base da Patrulha Draconiana, o Marquês observa o movimento das pessoas. Apesar da noite já estar caindo, e o ar esfriando, a rua está intensa de movimento. Alguns o reconhecem, e ele é paciente para cumprimentar e trocar algumas palavras com o povo de Firgen. Alguns trazem reclamações, outros elogios, mas o principal assunto é a reativação da Patrulha. Muitos jovens, interessados em uma vida militar, mas não querendo deixar as montanhas para ir morar em Cisalpe ou na Capital, o questionam sobre como entrar na Patrulha. A estes, o Marquês responde, cordialmente, que devem procurar o Comandante da mesma, que ele lhes explicará com mais detalhes.
Passando em frente ao seu Açougue, o Marquês decide fazer mais uma parada e entrar no mesmo.

O Boulevard amanheceu agitado. Grupos de pessoas se reuniam aqui e ali, por toda a extensão da avenida. Conversas como “será verdade?”, “mas a guerra ainda não acabou”, “o que o Marquês terá a dizer sobre isto?” eram ouvidas em cada um dos grupos. Aproximando-se mais, qualquer um poderia ver a causa de tanta comoção: cartazes colados em diversos pontos, trazendo um mapa do Império, mas com algumas diferenças…

Ninguém sabe quem colou tais cartazes, nem ninguém no Palácio dos Dragões soube falar algo a respeito…

[tab=30]O Barão Tiberius aparece caminhando entre a movimentação clássica das tardes na Boulevard Tedesco. Uma pequena aglomeração se encontra na frente do tal cartaz, e notando a presença do “Barão Sumido” como ficara conhecido, a conversa torna-se rapidamente em murmúrios entre os presentes. O Barão não dá atenção a essas pessoas, logo ele depara-se com o cartaz. De primeira vista não entende o que está vendo.

[tab=30]- Mas… o quê? - exclama o Barão.

[tab=30]Ele não acredita em seus próprios olhos. Uma nova divisão política? Impossível!, é o que toma conta de sua cabeça. Ele ficou parado de frente ao cartaz por longos minutos, até que se dá por conta de que está sendo zombado pelos presentes. O Barão volta para sua residência, mais confuso do que antes.

Saindo da Estação Firgen pela Boulevard em direção ao Palácio dos Dragões, o Marquês nota uma grande aglomeração á frente. Aproximando-se, vê diversos gendarmes levando cerca de uma dezena de homens presos, sob protestos dos transeuntes. Ele chega ao grupo no exato momento em que um dos “espectadores” pega uma pedra e prepara-se para atirá-la:

  • Posso saber o que se passa aqui? - exclama o Marquês, segurando o jovem antes que pudesse acertar um dos gendarmes.

  • V-Vossa Graça!

  • Então, ninguém irá me dizer o que está ocorrendo?

  • Senhor, estes homens foram presos por causa de uma briga com os refugiados na Vila Ferroviária. - explica um dos gendarmes.

  • E posso saber por que vocês os estão defendendo, se foi este o caso?

  • Não queremos aqueles traidores em nossas terras! - exclama um dos presos.

  • Traidores? - diz o Marquês, sacando sua katana e colocando-a no peito do preso, enquanto todos olham estupefatos - Os traidores romanianos, tanto os líderes quanto os que pegaram em armas contra Gesébia e contra a Dracônia estão presos, aguardando o julgamento da Suprema Corte Imperial. Estes “traidores” que você diz nada mais são que refugiados que perderam suas fazendas, suas casas, seus trabalhos, por causa dos rebeldes, que atacaram seu próprio povo sem piedade.

  • Não pensem - exclama, após embainhar a espada - que estou sendo mole com traidores. Como qualquer draconiano, abomino qualquer um que não mantenha sua palavra. Acreditem, Os que sobreviveram têm de dar graças a qualquer que seja seu deus, por ainda estarem vivos, porque a grande maioria que cruzou com nossos homens não teve a mesma sorte. Mas não irei tolerar que ninguém discrimine quem não teve nada a ver com a situação, e apenas sofreu com o ocorrido. Estamos entendidos? - ante o silêncio das pessoas - Então retomem suas vidas.

Com as pessoas se dispersando lentamente, o Marquês volta-se para os gendarmes:

  • Sargento, houve feridos?

  • Nada sério, senhor, mas tivemos que prender alguns romanianos que reagiram às ofensas e agressões.

  • É justo. Deixe todos passarem uma noite em uma cela, e pode soltá-los pela manhã, acredito que já terão esfriado a cabeça.

  • Mas, senhor… o procedimento…

  • Não se preocupe com o procedimento, assumo quaisquer responsabilidades.

  • C-Como desejar.

  • Passar bem, meu caro. - despede-se o Marquês, enquanto segue pela Boulevard.

Assim que saiu acompanhado da Mansão Drake, Dr. Hans é encaminhado até um amplo salão que foi improvisado como enfermaria, lá chegando viu varias camas enfileiradas paralelamente.

  • Doutor, chamamos o senhor aqui pois a situação está critica, temos 7 pacientes com os mesmos sintomas.

  • E quais seriam os sintomas?

  • Diarreia, dor de cabeça, mal estar, fadiga.

  • Sintomas parecido com os do Marques, me ajude a medir a temperatura de todos.

Assim que verificam, constatam que a temperatura está beirando os 40º.

  • Eles tem tido tosse seca?

  • Sim e alguns tem sangue nas fezes.

O Dr. Hans começa uma inspeção e todos os pacientes ali, e encontra manchas rosadas em dois.

“Creio que isso não seja um bom sinal” - Pensa o doutor.

[font=Palatino Linotype][size=115][tab=30]O Barão Victtorio Medeiros de Firgen chegou a Boulevard Tedesco junto de sua comitiva de apoiadores, partidários, aristocratas e militares. Ele subiu ao palanque e junto de dois apoiadores colocou os estandartes do Império e do Partido Liberal na parede de madeira do palanque. O povo que passava pela rua, reuniu-se de fronte ao palanque para ver do que tratava-se aquilo. Após terminar de colocar os estandartes, ele foi a frente do palanque e começou a discursar.

  • Senhoras e senhores, povo draconiano e demais aqui presentes. Muitos aqui devem me conhecer, outros não. Tenho como nome, Victtorio Stewart Willer Medeiros, sou conhecido como Lord Victor Medeiros e até mesmo, Barão de Firgen. Nasci aqui nestas amadas terras draconianas assim como vós. Sou conhecido por minha carreira política ou por minha honrada carreira militar. Tive a honra de ser escolhido por todo o povo gesebiano como senador com cinco mandatos consecutivos, e em três deles tive a honra de poder presidir o Senado como seu presidente. Tive gestões honradas e competentíssimas, sempre em prol do povo e da nação gesebiana, e hoje mais uma vez venho aqui pedir a confiança do povo gesebiano para mais uma vez legislar em seu nome!

[tab=30]Ele deu então uma rápida parada, e enquanto era ovacionado bebeu um gole de água e voltou a falar.

  • Defendo que a base de um estado forte, é a economia! Com uma economia forte, poderemos aumentar os empregos, melhorar a saúde pública, fazer crescer a indústria! O livre mercado é essencial para manter uma economia forte! Os impostos serão diminuídos, e os empregos aumentados! Proponho juntamente do dito anteriormente, a industrialização do Império, assim criando empregos, mas não esquecendo das nossas tradições e raízes! Pretendo também fortalecer as Forças Armadas Gesebianas e a Gendarmeria Nacional, aumentando o efetivo, fornecendo os melhores armamentos e equipamentos, melhores salários e ótimas condições de trabalho para que possam zelar pela segurança de toda a nação! PRA FRENTE, GESÉBIA!!!

[tab=30]A população ali reunida ficou emocionada e eufórica com o inflamado discurso do Barão de Firgen. A multidão ali era tão grande que não dava para ser vista até onde se estendia. O Barão de Firgen foi ovacionado, e retribuiu com simpatia e gratidão. Após aproximadamente 10 minutos de aplausos, a multidão dispersou-se, o Barão subiu em seu cavalo Dinamite e foi para a estação junto de sua comitiva.[/size][/font]

Dr Javier junto com sua equipe conseguem descobrir o foco da contaminação, era uma lagoa que fornecia agua a maioria das residências. Com ordens do Dr. a lagoa foi interditada e novas instalações de abastecimento de agua fora solicitados. Após essas descobertas Javier envia um telegrama a Casa Murista.

O Duque seguia seu caminho costumeiro pelo Boulevard entre a Mansão e o Palácio dos Dragões, quando foi cercado por cidadãos:

  • Duque, Duque! Temos que fazer algo!

  • Senhor, sobre estas mentiras na Tribuna!

  • Vamos mostrar aos gardenhos com quem eles estão lidando!

  • Eles nos acham sanguinários, não viram nada ainda!

  • Senhores, senhores! As medidas legais contra o autor de tais mentiras veiculadas em um periódico de tamanha circulação já foram pedidas. Acredito na justiça e no Juiz Imperial para resolver esta questão.

  • Dane-se a justiça, e nossa honra?

  • Nossa honra será lavada quando o mentiroso que escreveu aquilo tiver que vir a público e dizer a todo o Império que não passa de um mentiroso que não tem capacidade para escrever notícias decentes e por isso apela para calúnias.

  • Ele merece a espada!

  • Sim, merece, mas como bem sabeis, amigo, apenas pegamos em armas quando é necessário para defender a Dracônia e o Império. Deixe-os em sua arrogância e mentiras, enquanto aquele ninho de cobras chafurda na lama da mentira e da violência, a Dracônia avança.

  • Mas, Duque…

  • Isso não pode ficar assim!

  • Não ficará, e podem estar certos que serei o primeiro a pegar em armas se for necessário para defender a Dracônia. Acalmem-se, e confiem na Justiça.

muitos anúncios estava espalhados dizendo

O Duque levantou cedo, como de costume, e após deixar alguns telegramas no posto local da EGCT, decidiu dar uma caminhada pela cidade…

Seguindo pela Boulevard, o jovem casal segui lentamente, admirando as lojas serem abertas e as montanhas nevadas ao fundo. Eram também observados, dada sua aparência e roupas… diferentes. Aproximando-se de um fruteiro que abria sua loja, perguntaram:

  • Com licença, como podemos chegar à Doreiko Yakata?

  • Chegar aonde? - pergunta o homem, confuso.

  • Gomen’nasai, quis dizer Mansão de Drake.

  • Ah, a Mansão… claro, claro, é só seguir até o final da Boulevard, e seguir o caminho à esquerda, daí.

  • Arigatougozaimasu! - despede-se o casal, com uma reverência.

  • O Duque recebe algumas visitas estranhas, às vezes… - pensa o homem, coçando sua cabeça enquanto os jovens seguem pela Boulevard…