[INTERATIVO] Cidade de Bologna

[center]Cidade de Bologna[/align]

[font=Garamond][size=150][center]Vista panorâmica da cidade.[/align]

[justify][tab=30]Bologna, a Capital do Estado da Baixa Lombardia é um região de colinas e florestas, lar de vinhedos e fazendas de trigo. Sua economia baseia-se na forte agricultura, tendo alguns experientes artesões e intrépidos aventureiros. Bologna fora fundada há algumas décadas por imigrantes italianos que, com a permissão do então Grão-Duque Philippus, estabeleceram um assentamento ao sul de Uldine e Bolzano. Estes pionerios experimentaram algumas intempéries para estabelecer uma colônia frutífera na região, e grande parte dessas dificuldades adivinham do fato de que Bologna estava longe da costa e não haviam ligações ou estradas à outros assentamentos romanianos.[/align]

[justify][tab=30]Com o passar dos anos, o assentamento italiano floresceu. Fazendas foram estabelecidas na região e uma estrada fora construída para ligar Bologna ao restante do reino, sendo que por volta de 1880, a Vila de Bologna já era conhecida como um dos maiores sucessos do empreendedorismo de colonos italianos na Romania. Seus habitantes possuem uma cultura extremamente semelhante ao restante dos romanianos, sendo majoritariamente católica, também é conhecida por abrigar os restos de um antigo assentamento militar do Antigo Império Romano. Em suma, Bologna é uma prova viva de como as colônias podem prosperam a cada dia, lutando para proteger a sua história, suas raízes. Em julho de 1891 a então vila da Bologna fora elevada ao status de cidade e, posteriormente, fora novamente agraciada pelo Governo Central, sendo escolhida para abrigar o Quartel da 1ª Brigada de Caçadores do Exército Real.[/align]


[center]Intendente Alfredo Santos Vilaes.[/align]

Edifícios:
Prisão do Monte
Escola Primária
Posto Médico

Efetivos:
Carabinieri: 200 Soldados

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Exercícios Militares da Carabinieri

[justify]Já estávamos em exercício a quase uma semana. Havíamos passado pelo Norte e Sudoeste da Província. Todos demonstravam cansaço àquela altura, mas ainda assim, era visível a melhoria que a marcha implicara na questão comportamental da tropa. Todos dividindo o mesmo espaço, a mesma comida, por horas, marchando lado a lado. O sentimento de comprometimento com o bom desempenho nas manobras realizadas, do êxito no bom desempenho do colega, tudo aquilo era visível no rosto dos homens.
Passando por Vercelli, realizamos manobras que envolveram a infantaria em simulação de combate nas matas fechadas dali. O fato daquela vila ser rodeada por dois rios também auxiliou num exercício, naquilo que chamamos no campo militar de defesa de recursos indispensáveis à existência, naquele caso, o acesso à água potável.[/align]

[justify]Ao anoitecer do 2º dia partimos, marchando a luz da lua, cruzamos as marcas que juntavam os campos das vilas de Campobasso, Vercelli e Bologna. Esta última era nosso destino. Então adentramos já as terras de Piemonte.
Tendo a marcha durado a noite inteira, alcançamos a Villa de Bologna pela manhã, o relógio marcava aproximadamente 8h30. Lá os homens pararam para um pequeno descanso, onde puderam desfrutar de um saboroso desjejum, com pão café com leite e linguiça de porco. Todos os víveres citados foram cedidos pela Intendência daquela Villa, que em parceria com os comércios locais, resolveu “agradar” os tão corajosos homens que treinavam para uma melhor guardar as fronteiras e os patrícios da Imperial Província da Romania.[/align]

[justify]Como havia sido previsto, fora dado aquele dia de folga ao regimento, sendo que a nossa partida ficara estabelecida para manhã do dia seguinte. No entanto, a folga destinou-se apenas aos praças e aos oficiais subalternos, tendo em vista que ao oficialato fora solicitado a realização e construção de relatórios até o presente momento. Quanto a mim, fui ao centro me encontrar com o Intendente Carlo Meneguetti e mais algumas autoridades.[/align]

[justify]A reunião aconteceu a portas fechadas no gabinete do Intendente, alguma poltronas foram trazidas de outros cômodos e todos sentaram-se formando um semicírculo. Ao meio deste semicírculo fora posta algumas bebidas e uns petiscos.
Vários foram os assuntos que dominaram aquela tarde. Desde histórias minhas, de batalhas pela Europa, até as engraçadas anedotas do Sr. Moretti, chefe da associação de comerciantes locais. Entretanto, o assunto a dominar mais da metade do tempo em que transcorreu da pequena conferência. O tema foi a insegurança. Todos ali presentes queixaram-se da insegurança vivida naquela localidade, reportando o crescente número de assaltos, roubos e furtos que criminosos estão cometendo, embora a queixa tenha-se dado frisando o aumento de indivíduos que veem migrando da Dracônia e principalmente da região da Capital, para praticar tais atos criminosos. Para eles, era claro que não só a Gendarmeria deveria aumentar seu efetivo, a fim de alcançar também as villas do interior, mas me insistiram na ideia de que a força militar regional deveria aumentar e que a fronteira deveria ser melhor guardada. O mais interessante é que todos falaram em, se necessário, criar-se até mais algum imposto para o financiamento de dessas ações, enfatizando a necessidade de um aumento na militarização das forças na Província.
Após ter passado momentos tão agradáveis, com tão gentis cavaleiros, retornei à área que havíamos estabelecido acampamento. Lá chegando, dirige-me a minha tenda, onde me aguardavam o Capitão Maserati e ainda os Primeiros-Tenentes Bianco e di Caspari, que me entregaram os relatórios sobre as manobras realizadas nos campos de Campobasso, pela Cavalaria e também, os relatórios dos exercícios realizados em Vercelli, pela infantaria.
Durante a noite, passei a ler os tais relatórios e, pude realmente perceber o progresso ocorrido nas ações. Percebi que os oficiais tinham chamado a atenção para que no nosso retorno, deveríamos iniciar um programa de treinamento de tiro, pois havia uma certa debilidade nesse quesito e, em contraponto, poderíamos encontrar alguns talentos. Como levei horas até concluir as leituras, tive de jantar a comida já fria e logo em seguida, pus-me a dormir.
Pela manhã, partimos, as 7h00 da manhã, rumo a Venezia, passando pelos prados que separavam geograficamente as duas localidades. Alcançamos a referida vila já no final da tarde, onde fomos novamente recepcionados por autoridades que saudaram com alegria a tão estimada Carabinieri. Destarte, como previsto nos planos, trincheiras começaram a ser cavadas em ambas as margens do Rio Pó. Ali realizaríamos um exercício de defesa da foz.[/align]

Alguns trabalhadores colam, de forma ordeira, alguns cartazes nos postes da Vila:

Alguns trabalhadores colam, de forma ordeira, o seguinte cartaz nos postes da Villa:

Pela noite, alguns representantes da Vila da Bologna encontram-se na Prefeitura da Vila, para debaterem inúmeros pontos importantes acerca da administração da mesma. Mas um ponto que dominou toda a reunião foi sobre ideias republicanas. Os presentes concordaram que “…a monarquia está ultrapassada e já não serve mais para os interesses do Império. A Romania luta bravamente para manter a unidade imperial, mas seu esforço não é reconhecido por um monarca que mal dá as caras ao povo!” Os debates tomaram boa parte do encontro, e o que se percebe é que há um consenso entre os principais representantes da Vila de Bologna que a Imperial Província da Romania, deveria tornar-se República da Romania.
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[right]Ivysson Luz Von Hohenzollern[/align]

A copeira após entregar o café na reunião, sai e conversa com uma pessoa…ambas possuem um broche com desenho de um olho.

[font=Times New Roman][size=150]Quatro dias após a primeira reunião de representantes da agora, Cidade de Bologna, um novo encontro é marcado, no mesmo local, na prefeitura da cidade. Os homens, por volta das 18 horas chegam ao local. Inicialmente, os presentes conversam sobre inúmeros assuntos, assim que a reunião se inicia, a confusão, a gritaria e a desordem tomam conta da casa.
Até que, no meio da algazarra, a porta do salão abre abruptamente. Um homem alto, trajado com um um sobretudo negro, entra no salão. Sua face é branca. A cada passada, poderia ouvir-se com clareza o som das botas do homem chocando-se contra o chão de madeira. Ele retira suas luvas, coloca-as no bolso de seu sobretudo. O silêncio toma conta do salão, os presentes olham assustados para o homem, esperando que o mesmo se apresentasse, mas ninguém ousava perguntar quem era o mesmo. Depois de um logo silêncio, o homem revela sua voz, grossa, um pouco assustadora, mas clara e objetiva:

  • Boa noite a todos. Eu sou Fabrizio Esmaniotto Zanelli e moro na região a muito tempo, meus caros senhores. Antes que alguém diga qual o objetivo destes encontros ou motivos destas reuniões, não percam seu tempo, eu já sei de tudo e deixo claro que, estou de total acordo com a causa. Há tempo, estas nobres terras vem sustentando algo que já está obsoleto. A Dracônia, por inveja, por problemas de mal relacionamento ou por motivos que só Deus sabe, proclamou-se autônoma, afirmando que responderia apenas aos decretos Imperiais, e não do Chanceler. Só que, curiosamente, aceitam os decretos relacionados aos repasses monetários. Mas esses decretos, meus senhores, são feitos pelo Chanceler, então, porque eles o aceitam? A Dracônia, pensa que somos o quê? Fontes de dinheiro? Mas não, não somos. Só que está questão, não relaciona-se apenas por conta do dinheiro. É uma total falta de incoerência e respeito para com as demais províncias…

O homem faz uma breve pausa, que é acompanhada por calorosas palmas. Ele, então, levanta suas mãos, sinalizando que ainda não havia terminado:

  • Eu sempre fui defensor da boa ordem e da unidade deste tão nobre Império. Só que, um dia, notamos que, muitos dos nossos atos no passado não tiveram nenhuma relevância frente aos acontecimentos atuais. Temos um monarca que não sabemos se está vivo, porquê não aparece, não mostra sua cara. Temos regiões que, por motivos infantis, querem fragilizar uma unidade deveras fragilizada. Nós, romanianos, temos um motivo justo, um motivo pelo qual devemos lutar. É a verdade, a nossa verdade, a verdade de todos, e defenderemos até o fim!

Os presentes, ao término do discurso de Fabrizio, levantam-se e batem palmas compulsivamente. É evidente que, o homem falou o que deveria ter sido dito a muito tempo. Fabrizio cumprimenta os homens, que traçam diversos planos para o futuro e sucesso daquela reunião. Até que uma pergunta, ressoa no salão:

  • E faremos o que, já que estamos insatisfeitos?

  • Sugiro que devemos tentar um diálogo com a Chancelaria, já que o Imperador encontra-se indisponível para os assuntos do povo - responde Fabrizio rapidamente.

A sugestão, talvez um pouco solucionadora, é aceita por maioria absoluta dos presentes, que voltam a discutir os planos da Romania. Enquanto isso, um homem, trajado de preto, sai silenciosamente do salão. Ele havia presenciado todos os momentos da reunião e, pode ser um apoiador da causa. Entretanto, não abriu sua boca para nada, escutou tudo calado. Ao sair do salão, ele diz para si mesmo:

  • A solução não sera essa, eu sei quem pode ajudar, mas, em breve Her…, bom, em breve ele saberá e ajudará estes homens e este povo.

O homem bota seu quepe e vai para casa.[/size][/font]
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[right]Ivysson Luz Von Hohenzollern[/align]

[font=Garamond][size=150]Um cupê parou em frente há uma simples casa em uma das ruas próximos ao centro da cidade, dele desce um homem trajando roupas pretas, ele carregava em sua cintura uma espécie de punhal, o senhor bateu algumas vezes na porta da casa, um homem um pouco mais jovem abriu a porta e o deixou entrar.

Mestre - disse o morador ao levar o punho do braço direito ao ombro esquerdo.

  • Confrade, vim ouvir o seu relatório.

Mestre, acompanhei as reuniões do governo local, pude notar um crescente sentimento republicano, esse sentimento aparenta ser um resultado da discórdia existente entre a Romania e a Dracônia.

  • Esse sentimento representa uma ameaça ao Lorde?

Não, estimo que ele não ultrapasse as fronteiras dessa cidade, o povo está com raiva, mas pouco realmente acreditam na ideia de uma República, as feridas causadas pelo Golpe Republicano ainda estão abertas.

  • Interessante, o Lorde ficará feliz em ouvir isso, a Ordem está satisfeita com o seu trabalho, continue assim.

Os dois homens fizeram a saudação, o visitante voltou para o cupê e deixou a cidade enquanto o outro trancou a porta e voltou aos seus afazeres. [/size][/font]

[justify][tab=30]Então, pela manhã tudo estava pronto. As várias malas-postais já haviam sido lacradas, contendo cartazes de propaganda, livros-registro e instruções para aqueles que ficariam responsáveis pelo processo de registro do alistados. Além das capitais regionais e da Capital Imperial, a maioria do material foi destinado ao interior para que assim fosse facilitado a realização da conscrição. Dentre as principais orientações a que mais chamava a atenção, sem dúvida era a de que seria permitido apenas o registro de homens brancos e com registro no cartório nacional. Um observação escrita dizia que era “terminantemente vedado o registro de negros e sunerianos”. A ordem procedia, obviamente, do Comando da Legião.[/align]

[offtopic]Elaboração do post de autoria do Lukas e alterado por mim.[/offtopic]

Pela tarde, operários recrutados pelo Banco Hohenzollern, iniciam a construção de uma Escola Primária e uma Escola Técnica na Cidade de Bologna. Tal empreendimento faz parte da Tarefa Social do Banco Hohenzollern, presente em seu estatuto, onde a instituição tem que auxiliar no desenvolvimento social do Império.

Após a conclusão dos trabalhos de terraplanagem, as primeiras estruturas das escolas começam a ser construídas. Enquanto isso, diversos cidadãos que se encontravam desempregados, agora fazem parte de um grande programa de incetivo à educação na Romania, financiada pelo Banco Hohenzollern, em parceria com o Governo Provincial.

Há alguns meses, um crescente movimento na Romania havia esfriado por causas desconhecidas. Mas, em Dezembro, volta a crescer. Fabrizio Esmaniotto Zanelli, um grande latifundiário da região, retoma a dianteira deste movimento. Ele convoca alguns colegas - burocratas, latifundiários e profissionais liberais - para debaterem sobre a atual conjuntura política e econômica do Império e quem sabe, propor algo mais…

No começo do dia 03 funcionários do Governo e alguns engenheiros chegam na cidade, eles verificam as redondezas a procura de um bom local para a nova prisão. Por volta do meio-dia o local desejado é encontrado e alguns materiais já são levados para lá.

[font=Garamond][size=150]Após alguns atrasos devido a demora na entrega de materiais, finalmente a Prisão do Monte fora concluída.

Por volta das 13 horas vários cidadãos e autoridades da região se amontoaram em frente aos grandes portões de ferroa da instituição, após alguns minutos o Intendente da Cidade subiu ao palanque e pronunciou um longo discurso, falou das proeças dos conservadores e das conquistas do Governo, convidou a todos para honrarem Sua Majestade no dia de sua coroação, aqueles que não puderem ir ficarão na praça da cidade para comemorar esse evento histórico. Assim que o discurso terminou o Intendente abriu os grandes portões de ferro, com a ajuda dos gendarmes, e junto de algumas autoridades começou um tour pelo local.

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Um dos principais artífices da articulação da Independência Romaniana, Fabrizio Zanelli, encontrou-se com diversas autoridades da Cidade de Bologna, local de intensa atividade pró-Independência. Durante o encontro, que durou três horas, foram debatidos diversos assuntos relacionados a política e economia.

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[tab=30]Nos arredores de Bologna, operários da Construtora Nova Roma iniciam o cercamento de um terreno e colocam várias placas informando que ali era uma obra do Governo Real.

[tab=30]Logo de início, é criado um posto para contratação de novos empregados, enquanto diversos materiais de construção chegam no local. Os operários que ali já estavam, começaram a tratar do solo, para que ele fique firme e aguente toda a construção.

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[tab=30]Após a conclusão dos trabalhos de construção do Quartel da 1º Brigada de Caçadores, a cidade converte-se em um polo militar importante dentro das forças armadas romanianas. Além disso, muitos cidadãos começam a estabelecerem-se no local, aumentando o fluxo de moradores. Em vista disto, alguns abastados locais criam um pequeno banco rural que oferece crédito aos pequenos agricultores.


[tab=30]Crescendo em ritmo acelerado, alguns pequenos agricultores locais observam que a cidade precisa de uma centro fornecedor de crédito, o que impulsionaria ainda mais o comércio local. Por isso, é criado o Banco de Crédito Agrícola e Hipotecário de Bologna. Operando inicialmente com um capital de A$ 300.000,00, o banco fomentará o comércio e principalmente a atividade agrícola.


[tab=30]Após alguns dias de paralisação devido problemas na entrega de materiais, a Escola Primária e a Escola Técnica que estavam sendo construídas sob investimento próprio do sr. Hohenzollern são concluídas e passam a funcionar normalmente.
[tab=30]Mesmo sendo financiadas por capital privado, nenhuma das duas escolas visam o lucro, e são públicas. O Governo da Cidade de Bologna administrará-as, mas seu idealizador financiará, dando todo o aporte necessário para que as mesmas funcionem na mais perfeita ordem.

[tab=30] Na avenida central da cidade, é aberto por volta das nove horas o Mercado Aberto Romaniano. Diversos produtos perecíveis são negociados a preços acessíveis a boa parte dos cidadãos, visto que são produtos vindo direto do produto.