[INTERATIVO] Cidade de Essen

[center]Vista da cidade em meados da década de 1880[/align]

[justify][size=150][font=Garamond Bold][tab=30]Essen foi a terceira cidade fundada no território hoje conhecido como Cisalpínia. Sua função inicial, à beira do Lago Celestine, que recebeu este nome devido à coloração azul de suas águas no verão, era de servir de entreposto e ponto de descanso entre o Posto Militar Sul (atual Windhelm), o Posto Militar Oeste (atual Mediolano) e a Vila de Draco (atual Firgen).

[tab=30]Com o tempo, apesar da manutenção da Cisalpínia como província militar, o número de famílias e imigrantes já ultrapassavam a população militar, e em Essen não foi diferente. Várias pequenas empresas começaram a se instalar na Vila Celestine, como era conhecida, oferecendo todas as benesses de uma grande cidade apesar do razoável isolamento.[/font][/size][/align]

[center]Vista da inovadora Doca Principal[/align]

[justify][tab=30]Com o aumento da população e a necessidade de oferecer trabalho e diversão, em 1885 foi inaugurada a Doca Principal, uma grande estrutura que avança uma centena de metros dentro do Lago Celestine, onde um grande prédio faz as vezes de Praça Coberta, Teatro, Mercado e Porto. Além de apresentações populares, o Porto é a chegada e saída de produtos que descem e sobem a todo instante pelo Rio Azul.[/align]

[center]Vista da Doca Principal a partir do Lago Celestine[/align]

[justify][tab=30]Assim, aos poucos, Esse deixou de ser um mero ponto de descanso e assumiu uma identidade própria, sendo grande parceiro comercial dos vilarejos e cidades cortadas pelo Rio Azul e, aproveitando-se de sua posição central na província, servindo de centro cultural da Cisalpínia, ficando apenas atrás da capital Windhelm nesse quesito.[/align]

[justify][size=150][font=Garamond Bold][tab=30]Pontualmente à uma da madrugada, o trem vindo de Firgen parou na estação de Essen. Poucos passageiros aguardavam o último trem da noite para Windhelm, mas os que estavam presentes estranharam o desembarque do próprio Rei Alexander I, que cumprimentou calmamente um por um dos presentes, bem como de diversos militares de alta patente. Talvez ainda não soubessem da declaração de guerra decretada há alguns dias…

[tab=30]O Rei e seus acompanhantes deixaram rapidamente a estação, seguindo para carruagens militares que já os estavam aguardando, juntamente com oficiais vindos de Windhelm. Viajariam quase toda a madrugada, mas chegariam em Mediolano a tempo para a reunião.[/font][/size][/align]

[font=Palatino Linotype][size=150]No final do dia 29, quase à noite, um trem parou na estação de Essen. Mas aquele não era um trem com viajantes de outras partes, como um outro qualquer. Era um trem diferente, que carregava somente soldados. Ao início do desembarque, o povo logo se aglomerou na estação para assistir aos soldados desembarcarem.
Um dos soldados em especial, chamava mais atenção. Em seu uniforme de serviço, haviam muitas barretas no lado esquerdo do peito, acima dobolso, além de dois distintivos dourados acima do bolso direito. Nenhum outro possuía tantas possíveis “regalias militares” como este. Algo mais intrigava os civis: era ele quem dava ordens aos outros soldados. Como alguém tão importante entre os militares do Reino poderia estar ali e ninguém sequer conhecê-lo?
Foi então que uma pequena comissão chegou para recebê-los. Era o Comissário Herbert Allen do Departamento de Polícia de Essen e alguns oficiais de polícia.

[tab=30]- Vossa Alteza, é uma honra e um prazer finalmente conhecê-lo pessoalmente.

  • O prazer é meu, Comissário Allen. Fico grato que tenha tido tempo de organizar algo tão rapidamente dado que a minha carta deve-lhe ter chegado a pouquíssimo tempo.
    [tab=30]- Infelizmente não tivemos tantas condições para fazer algo melhor para as tropas reais, mas pudemos organizar um acampamento próximo da cidade. Espero que não lhe seja incômodo, Alteza…
    [tab=30]- Nem mais uma palavra, Comissário. Para quem já esteve nos campos de batalha, um acampamento é a coisa mais aconchegante que é possível ter. Talvez os cadetes se incomodem, mas eles que se acostumem! Não vim aqui para cuidar de bebê chorões, vim para transformá-los em soldados e homens de fibra! Agradeço-lhe pela disposição em nos ajudar nessa breve estadia na cidade, Comissário.
    [tab=30]- Muito obrigado, Alteza. Meus homens aguardam ao lado de fora da estação. Iremos escoltá-los até o acampamento. Se me permite, Alteza, o Intendente e o presidente do Essen Football Club gostariam de jantar com o senhor esta noite no Restaurante Pelagius.
    [tab=30]- Diga-os que irei. Não vamos mais demorar mais aqui, afinal, o senhor é um homem ocupado e já lhe dei trabalho por demais. Comissário, vá para casa, ponha seu melhor traje e vá neste jantar, o senhor, como meu anfitrião aqui é um dos meus convidados. Ah, e diga para reservarem uma mesa para seis. Ver-nos-emos lá esta noite. ATENÇÃO TROPA! SENTIDO! ORDINÁRIO, MARCHE!

Os cadetes então logo se puseram em marcha para o acampamento, enquanto o povo observava atônitos a disciplina das tropas e o tratamento do Comissário para com o oficial. Descartaram imediatamente os príncipes Di Draconi, visto que, segundo relatos, tinham cabelos e olhos pretos e olhos “puxados”. Só restava um homem no Reino que assim poderia ser chamado: o Marquês da Cisalpínia. A notícia de que o Marquês era quem guiava as tropas logo se espalhou pela cidade. Os cadetes da Real Academia Draconiana passariam à noite no acampamento e na manhã do dia 30, o treinamento começaria.[/size][/font]

[font=Palatino Linotype][size=150]Na noite do dia 29, o Marquês, o Brigadeiro von Mackensen e o Tenente Carter seguiram num coche escoltado pelos policiais de Essen até o restaurante Pelagius. Todos em seus devidos trajes de gala militares para o jantar que aconteceria naquela noite. O coche parou a entrada do restaurante e um funcionário do restaurante veio e abriu a porta do coche, para que seus passageiros descessem, o que aconteceu pela hierarquia.
Logo, os três seguiram acompanhados de um funcionário do restaurante para uma mesa reservada, onde já os aguardava o Intendente, o presidente do Essen F.C. e o Comissário Allen. Os três levantaram-se a chegada do Marquês e seus convidados à mesa para cumprimentá-los.

  • Vossa Alteza, é uma honra para mim conhecê-lo! Em nossa cidade, seu prestígio perde somente para o de Sua Majestade, o Rei! Eu sou Johann Bäcker, presidente do Essen F.C. e este é Karl Hornburg, o Conde de Essen e Intendente de nossa cidade, e este é…
  • O Comissário Herbert Allen do Departamento de Polícia de Essen. Já nos conhecemos, herr Bäcker. Hahahahahaha é um prazer conhecê-lo! E é um prazer revê-lo, Hornburg!
  • Digo o mesmo, Willer! Hahahahaha vem cá, dê-me um abraço!
  • Calma, homem! Estes são o Brigadeiro-General von Mackensen, Diretor da Real Academia Draconiana e o Tenente Ian Carter, meu assessor. Agora sim, vossa Graça, vamos ao abraço! Hahahahaha…

O jantar se seguiu até às 22h. Johann Bäcker, tentava cada vez mais soprar no ouvido do Marquês sobre a criação de uma associação e uma liga de football na Cisalpínia, mas o Marquês estava mais entretido conversando com Conde de Essen e com o Comissário Allen sobre as histórias que cada um viveu. Como o Marquês não dialogou muito sobre a Guerra, o Brigadeiro estava interessado no que o Tenente Carter poderia dizer sobre a mesma. Ao final, o Marquês prometeu ao homem de negócios que seria frutífero tratar em uma reunião sobre isso no futuro e o homem ficou radiante com a possibilidade da criação de ambas associação e liga. Ao final, os militares seguiram no coche escoltado para o acampamento.[/size][/font]

[font=Palatino Linotype][size=150]Após quatro dias de preparação de alguns equipamentos comuns, e equipamentos especiais por pedido do Tenente Carter; e de treinamentos físicos comuns no próprio acampamento, o Marquês ordenou que a marcha fosse iniciada. Após duas horas de marcha noite adentro, às 03 horas da matina do dia 5 de Dezembro, o Comandante-Chefe ordenou que as tropas parassem. O motivo? Finalmente haviam chegado ao local pretendido por ele. Os soldados começaram a se questionar o porquê da parada repentina. Será que o Marquês os permitiria descansar o resto da matina? Não, pelo contrário, não haveria um momento sequer de descanso dali para frente. Por ordem do Lorde-General, as tropas foram perfiladas. Três grandes pelotões de cinquenta homens perfilados lado a lado, e num cavalo defronte para estes, o Marquês.

  • Senhores, espero que não tenham se acomodado. Saibam que nós não paramos para descanso aqui. Olhem para o seu lado esquerdo. Aquele é uma das quedas do Rio Azul no Lago Celestine, mas que vós todos, assim como o povo cisalpino, devem conhecer como o Coração do Diabo. O que irão fazer inicialmente é um pequeno exercício de mergulho. Há cinco quedas d’água, todas acompanhadas por rochas em seus topos, e aquelas três serão utilizadas; cada soldado pulará, um por um, do topo de três rochas até o nascer do sol. - Finalizou o Marquês.

Logo, as tropas iniciaram seu treinamento.[/size][/font]

[font=Palatino Linotype][size=150][justify][tab=30]Era o dia 19 de Dezembro. Após 15 dias de intenso treinamento, este seria o último e ocorreria a tradicional pausa de Natal até que as aulas e treinamentos retornassem. O Brigadeiro-General von Mackensen estava impressionado, e de certa forma, aterrorizado com o treinamento rígido do Marquês. Não parava de pensar no que ele próprio faria caso estivesse em um treinamento assim em sua época.

[tab=30]Os soldados já estavam cansados e desgastados, mas era visível suas melhoras físicas e técnicas em certos tipos de terreno. Enfrentaram a forte corrente do rio Azul em queda no lago Celestine. Enfrentaram de forma dramática, os pulos de 15 metros de altura do topo das rochas. Passaram pelo infernal treinamento de 72 horas acordados num lamaçal intenso, correndo e com 30kg de peso em suas costas. Além do nado no lago, de um extremo a outro e com o auxílio de um barco para o caso de acidentes.

[tab=30]O que mais impressionava e espantava as tropas era o fato de o próprio Lorde-General participar de todos os treinamentos junto deles. Isso gerava admiração e estímulo entre os cadetes, ainda mais com o outro fato de que o Marquês fazia os treinamentos quase sem esforço algum. ‘O que diabos é esse homem, afinal?’, perguntavam-se eles admirados.

[tab=30]No dia 20, os soldados retornaram ao acampamento em Essen e no dia 21 embarcaram no trem rumo à Windhelm, sendo saudados pelo povo da cidade do momento em que entraram na avenida principal da cidade até o embarque. Ao Marquês, bradavam gritos de “Viva ao Marquês! Viva!”, e dessa forma, o trem deixou Essen e seguiu para Windhelm.[/align]

[center]População de Essen saúda os cadetes da Real Academia Draconiana[/align][/size][/font]

Ainda no dia 15 de maio de 1893…

[size=140][font=Times New Roman][justify][tab=30]Desde antes do amanhecer, a movimentação das tropas do Corpo Expedicionário Dugardenhano, na pequena estação ferroviária de Essen, já era intensa.
[tab=30]Tendo o primeiro trem partido para Gardignon, pontualmente, às 7 horas da manhã, ao longo do dia, muitas partidas se seguiram, até que todos os cinco mil soldados embarcassem e deixassem o Reino da Dracônia, o que acabou por chamar a atenção de muitos populares que também utilizavam dos serviços de transporte ferroviário.

[/align][/font][/size]