[INTERATIVO] Conselho dos Trabalhadores da Romania

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[center]CONSELHO DOS TRABALHADORES DA ROMANIA[/align]

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[center]FUNDAÇÃO[/align]

[justify] Após a desorganização e anarquia que passou a reinar no Sindicato dos Trabalhadores do Piemonte, e acompanhando o renascimento da esquerda gesebiana, inicialmente protagonizada por Gardignon, um grupo de dissidentes radicais do supracitado sindicato, insatisfeitos com a nova liderança que consideravam criminosa e falsária, liderados por intelectuais e alunos da Imperial Universidade de Monte Bello, sob direção do jurista, filósofo, teórico político e literato Seryozha R. Desslock-Yefimov fundaram o Conselho dos Trabalhadores da Romania ao 4 de Outubro de 1891.[/align]

[center]PENSAMENTO E IDEOLOGIA[/align]

[justify][font=Garamond][size=150] O CTR se guia pelo pensamento socialista/marxista surgido nos idos da Revolução Francesa e profundamente desenvolvido por teóricos como Robert Owen, Simon Fourier e mais notadamente, os alemães Karl Marx e Friedrich Engels. No entanto, o presidente-fundador do Conselho, Seryozha Yefimov, introduziu novos conceitos e princípios à teoria, com o seu primeiro “Dos Oprimidos”(título original: “Des Opprimés”) e com os ainda não publicados em Gesébia, “Du Marché Libre”(em tradução livre: “Do Livre Mercado”), e “Théses de la Réforme”(T.L: “Teses da Reforma”).

A ideologia defendida oficialmente pelo CTR é conhecida oficialmente como Socialismo Reformista Radical, ou só Reformismo Radical, e popularmente como Yefimovismo. O SRR segue linhas gerais inicialmente definidas pelo socialismo científico marxista, no entanto, difere em pontos fundamentais. O SRR não crê em um Revolução imediata e no estabelecimento de uma Ditadura do Proletariado. Ao em vez disso, prega que os Estado devem ser reformados internamente, segundo as vontades dos proletários do país em questão, não apenas com a participação política, como dizem os Reformistas Moderados, mas com revoltas, insurgências, motins e revoluções também, para forçar a aplicação das reformas. Outro ponto fundamental é a oposição ao Internacionalismo. Os yefimovistas argumentam que o internacionalismo destrói um fator importantíssimo na mobilização das massas, pois mesmo os trabalhadores comuns, não dificilmente, são patriotas ou até nacionalistas, e os yefimovistas também, invocando o nacionalismo cívico-popular da Revolução Francesa e das Revoluções de 1830 e 1848.
Assim, o Reformismo Radical do CTR pode ser resumidos nos seguintes pontos:[/size][/font][/align]

[font=Garamond][size=150]* Socialismo Científico

  • Economia Marxista
  • Reformismo
  • Radicalismo Militante
  • Nacionalismo Cívico-Popular
  • Trabalhismo
  • Intervencionismo, Progressismo e Desenvolvimentismo
  • Estatismo e Antiliberalismo
    [/size][/font]

[center]ORGANIZAÇÃO DO CONSELHO[/align]

[center]PONTOS E REFORMAS DEFENDIDAS PELO CTR[/align]

[font=Garamond][size=150]* Reformas em prol da Igualdade de Gênero

  • Redução da Jornada de Trabalho
  • Aumento nos salários dos professores
  • Proibição do Trabalho Infantil
  • Legalização dos Sindicatos
  • Garantia do Direito à Greve
  • Formalização das Cooperativas
  • Educação Gratuita, Laica e Compulsória
  • Laicização Absoluta do Estado
  • Sufrágio Universal
    [/size][/font]

[center]SECRETÁRIO-GERAIS DO CONSELHO[/align]

[center]SERYOZHA R. DESSLOCK-YEFIMOV
SECRETÁRIO-GERAL E FUNDADOR
DESDE 4 DE OUTUBRO DE 1891
JURISTA, FILÓSOFO, TEÓRICO POLÍTICO
NASCIDO AO 28 DE MARÇO DE 1871
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[font=Garamond][size=150]Em meio a grande clamor e discussões acaloradas na primeira reunião do CTR, num prédio gentilmente doado por um dos universitário membros da organização cujo pai era industrial, homens iniciaram o berreiro — Bandidos!Bandidos, eu digo! De que serve o governo! Corruptos inúteis! — A ala mais radical da recém-fundada organização. — Matemos o Imperador! Matemos o Chanceler! Abaixo os exploradores! Salafrários! — A palavra “matar” é um daqueles termos que dá calafrios, que interrompe discussões, que assusta e que acautela os antes temerários. Sempre que uma dessas palavras é proferida, a razão e a paciência devem intervir, e quem deve trazer a razão? Um líder. Apenas os líderes tem o dom da interferência racional. E foi o que ocorreu, um líder interviera.

— Silêncio! — bradou — Paciência e pensamento claro é necessário. — era Seryozha — Se atracam-se os revolucionários, cala-se o proletariado e ri-se a burguesia! Portanto, exijo calma! E aquele que perturbar a união dos trabalhadores, dela será expulso! — os revolucionários haviam se calado e agora, todos se sentavam nas cadeiras dispostas em fileiras no auditório do CTR. Seryozha havia tomado o atril. Vestia um sobretudo, o cabelo penteado e seus óculos. Não haviam papeis consigo. Deve-se frisar aqui a admiração que todas as alas dos filiados demonstravam para com o presidente: olhos de operários que nunca tiveram opinião, de estudantes que nunca dantes foram ouvidos, de sindicalistas já cansados das cacetadas da polícia, todos cintilavam. [/size][/font]

— O 14 de Julho não ocorreu naquele único dia! Foi necessário um processo que o detonou! Os Três Gloriosos, não foram gloriosos sozinhos, mas houve um processo que os engrandeceu! A Primavera dos Povos, não foi revolucionária sozinha, foram as anteriores que fizeram daquela inovadora! Não foi só Bolívar, não foi só Danton! Não foi só Napoleão a libertar a Europa, e não foi só Blanqui em Junho de 48, assim como não foi só Kossuth que lutou pelos magiares! — ele para para observar a reação dos ouvintes. Todos tem os olhos vidrados. — Vejam a criminalidade: a navalha sangra as ruas, os trabalhadores. Os criminosos tomaram de assalto o nosso país. O que nós ganhamos trabalhando, outros tomam de armas na mão. Mas…! Quem dirá que são criminosos sem motivo? Eu pergunto à todos vós: Quem dentre os poderosos trabalhadores que são, podem dizer que tem segurança em seus empregos? Hoje? Ninguém! Ninguém tem esse poder! Se qualquer um aqui perder a mão enquanto gera lucro para um industrial cuja mansão está na parte alta de Áquila, Gardignon ou Firgen, será de imediato substituído, como uma máquina quebrada. E é o que estã fazendo conosco, tornando-nos em máquina! Frias, repetitivas, sem opiniões ou pensamento crítico, sem descanso, é o que vocês são para os industriais!

As quase oito centenas de ouvintes estavam estarrecidas. Não com Seryozha — eles o amavam — mas, com o mundo de fora, com os industriais, com os burgueses, com a realidade. Enquanto discursava o presidente do CTR, trabalhadores, homens e mulheres, erguiam e agitavam ou levavam ao peito as suas mãos. O discurso intensificou-se, tomando proporções nacionalistas e jacobinas. Entre as propostas de Seryozha estavam a igualdade de gênero, a diminuição da jornada de trabalho, o fim do trabalho infantil, aumento de salários, legalização dos sindicatos e das greves, a formalização e legalização das empresas organizadas em cooperativas, aumento do salário dos professores, educação laica, gratuita e compulsória, assim como a absoluta divisão entre Estado e Igreja. Assuntos mais radicais como a República foram abordados, e era sabido que Seryozha era simpatizante, no entanto, isso exigiria uma revolução total, enquanto as outras exigências ainda poderiam ser trabalhadas com protestos, manifestações e insurgências menores, se fosse o caso.

— Trabalhadores! Homens e Mulheres, Idosos e Crianças, ouçam-me! Eu convoco-os a lutar por seus direitos! O Conselho dos Trabalhadores da Romania se apresenta aqui para vós! Aqui, se organizem, aqui, pensem, aqui, discutam, aqui, reclamem! Em breve, iniciaremos os planejamentos para demonstrações, comícios, protestos, greves e atos para exigir as nossas reinvindicações do governo, estejam atentos. Agora, ao final desta reunião, os interessados venham até a mesa diretora para se inscrever para fazer parte da administração do Conselho. Quanto aos outros, peço que, se assim desejarem, filiem-se ao Conselho naquelas mesas lá no fundo. Obrigado pela atenção.

[offtopic]Patrocinado: Les Miserables, Victor Hugo, 1862. Hehehe[/offtopic]

Um jovem, aparentemente um estudante, acompanhou o belo discurso atentamente, evitou opinar quanto a posição dos seus compatriotas, mas se prontificou a participar do Conselho.

[justify]Enquanto organizava algumas coisas e conversava e esclarecia dúvidas, viu um rapaz, muito jovem, que acabara de se prontificar com grande entusiasmo a participar. Chamou-o.
— Como vai, cidadão? Eu vi que demonstraste grande entusiasmo com o Conselho e ficara bem animado com o discurso. Posso saber qual é a de vossa graça?
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Dois casais saem da reunião, um dos homens parece entusiasmado, enquanto o outro mantem a face rígida e todos sem seus broches:

  • Viu que boas propostas este jovem apresentou?

  • Boas sim, mas metade já existe em Gesébia. O que demonstra que ele é só mais um jovem estrangeiro que desconhece nossa nação. Já temos o voto universal, a proibição do trabalho infantil, a educação gratuita e laica e o principal, nosso Império é laico a tanto tempo que nem me lembro da última vez que houve interferência de alguma igreja. Portanto isso mas parece arruaça do que movimento operário. Comunicarei o Comissário sobre isso o mais rapidamente.

  • Não seria melhor comunicar a futura Comissária? - comentou sua esposa.

  • Tens razão, tens razão. - respondeu o homem contrariado.

…Por volta das 18 horas…

Um Templário vestido com um simples casaco preto adentra discretamente o Recinto e procura saber sobre as ultimas Reuniões, depois de receber um papel com as falas pronunciadas anteriormente o mesmo sai do Prédio e volta para casa.

[justify]A assembleia do Conselho estava cheia como sempre. A reunião era fechada para filiados. As reuniões abertas eram semanais, e as fechadas, bissemanais. Seryozha estava sentado à mesa do Comitê Central do CTR, ouvia atentamente enquanto o Comissário de Relações Públicas descrevia a opinião pública da România para com o Conselho. As perspectivas não eram muito animadoras. Com exceção dos mais jovens e operários do Piemonte, a maior parte da população ainda desconfia dos movimentos de esquerda. O Comissário terminou, e o Secretário-Geral Seryozha Desslock-Yefimov, levantou-se e começou a falar:[/align]
[justify]— Camaradas, a hostilidade da sociedade tradicional é nociva ao trabalhos revolucionários. Precisamos combater os ataques da burguesia conservadora e iluminar os outros trabalhadores do país. Para cada ataque da ideologia da elite, precisamos revidar com a utopia dos oprimidos. Para isso, o Conselho anuncia a abertura d’O Jacobino, o jornal oficial do Conselho e da Esquerda Gesebiana![/align]

[justify]Logo pela manhã, os voluntários do Conselho guiados pelo Secretário-Geral Yefimov e pelo Comissário de Informação e Mobilização, Giuseppe Battisti, começaram a distribuir o primeiro número d’O Jacobino. Por sua origem e pensamente, o jornal porta-voz do Conselho não poderia ser distribuido pela imprensa tradicional, e passou a trabalhar de mão em mão, na subsociedade. A primeira edição saúda o trabalho do proletariado e os esforços dos revolucionários, e introduz o jornal, brevemente, sem se aprofundar em nenhuma matéria, específica.[/align]

Por volta das 15 horas tropas da Carabinieri entraram no prédio, eles procuravam armas e explosivos, ao verem que não haviam armas ali eles se retiraram .

[justify]Como última pauta da reunião do Comitê Central, o secretário-geral Seryozha Desslock-Yefimov leu o bilhete enviado pelo Diretor do Banco Hohenzollern.[/align]

[justify]— Ele, portanto, nos convida para discutir a situação dos trabalhadores Romanianos. Bem, como eu já disse e nisso fundamentei esse conselho, nós queremos reformas, derrubar o governo não é nossa prioridade. Precisamos fortalecer o movimento sindical e trabalhista, e talvez, nada seja melhor para isso do que finalmente ter algumas reformas conquistadas. Assim, peço a opinião dos camaradas: devemos ir à essa reunião? — após um coro de “sims”, o secretário-geral continuou — Bem, minha proposta é que formemos uma delegação para ir até a sede do Grupo Hohenzollern. Eu me candidato, e gostaria que me acompanhassem, os camaradas Francisco de Almeida, comissário de Assuntos Jurídicos, e Andrei Lavrov, comissário de Representatividade e Exigências Trabalhistas. — imediatamente o Comitê aprovou. — Agora, eu gostaria que o camarada Giuseppe Battisti, o comissário de Relações Públicas e diretor de redação d’O Jacobino, nos apresentasse o relatório que preparou sobre a aceitação popular do Conselho após as duas primeiras publicações do jornal.[/align]

[justify]Giuseppe Battisti era estudante de doutorado em Comunicação Social e Jornalismo na IUMB, além disso, foi militante em vários grupos comunistas e socialistas formados na Universidade, nenhum tornou-se digno de nota. Battisti entrou na IUMB em 1879. Em 1882, durante uma Grande Greve, ele chegou a presidir a Assembleia Geral de Estudantes, e depois o Comitê Diretor dos Estudantes, antes de a polícia dissolve-lo à força e por termo à greve. Após sua formatura no início de 1884, foi servir os Fuzileiro Imperiais. Pediu baixa após cinco anos, em 1889, com a patente de tenente, e o cargo de porta-voz de sua Brigada. Em 1886, organizou em sua unidade o primeiro Comitê de Soldados, exigindo o fim das punições cruéis, por exemplo. No entanto, após sua saída, o Comitê rapidamente desintegrou-se.[/align]

[justify]— Ahn, camaradas, houve uma aceitação curiosa. Após a edição de ontem, alas mais radicais passaram a apoiar mais, enquanto socialistas moderados se afastaram um pouco. Os conservadores e direitistas como um todo, não ficaram confortáveis, como era de esperar. Bem, uma pesquisa mostrou que 6 em 10 pessoas, aprovaram O Jacobino e simpatizaram mais com o Conselho, mas no geral, não pudemos falar com médio ou alto-burgueses, então não temos dados das altas classes proprietárias. [/align]

[justify]— Entendido, camarada. Bem, ninguém questiona a energia com que você convoca os trabalhadores, a acidez com que ironiza o pensamento burguês e a ira com que critica a ditadura da elite, mas acredito que devemos dar mais informação aos nossos leitores e trabalhadores. Precisamos de um texto mais informativo que ilumine os operários, soldados e camponeses na luta de classes, e não apenas incendeie a revolta. Não podemos nos tornar apenas manipuladores como a imprensa tradicional ideológica. Precisamos libertar cada um de nossos leitores, e pavimentar o caminho para uma melhor sociedade, uma sociedade em que todos, empoderados, todos, donos, são livres. A energia, a acidez e a ira, precisam vir com a amalgama de libertação e iluminação. — disse o secretário-geral.[/align]

[justify]— Ora, camarada Yefimov! Como espera iluminar uma população que jamais teve contato com trabalhos dos pensadores! Eu ac— [/align]

[justify]— Não nos importa o que você acha, agora. Não há outra forma. Ou nós levamos a informação para os leitores, ou fechamos o jornal. Não há outra forma. Eu não aceito outra forma. E sendo assim, para diversificar a forma como O Jacobino é escrito, mas mantendo a mesma energia do camarada Battisti, camaradas comissário, proponho que seja criada uma comissão para redigir e gerir o jornal. Obviamente, o diretor de redação, o camarada Battisti, será o presidente da comissão. Peço o parecer do Comitê. — foi aprovado. Exceto por Battisti que se absteve.[/align]

[font=Times New Roman][size=150]
[tab=30]Durante a noite, vários intelectuais, pequenos e médios proprietários de terras e diversos populares, bem como representantes de todas as cidades piemontesas se reúnem no Conselho de Trabalhadores da Romania para deliberarem sobre a questão política, que estava muito agitada nos últimos dias. Alguns membros do Conselho levantaram suas pautas de reivindicações, e por um longo momento, fora debatido inúmeros pontos para a melhoria da situação do povo e do trabalhador romaniano em face do novo governo. Fabrizio Zanelli, que estava no local argumenta:

  • Senhores, eu tenho fé que esta será a oportunidade para todos nós reivindicarmos tudo aquilo que reivindicamos durante vários anos. Este novo governo é uma nova oportunidade que aparece e que nos proporcionará crescer em todos os âmbitos juntos com o Reino. Confio plenamente que o Sr. Hohenzollern, mesmo sendo um industrial, ajudará-nos neste ponto. A intenção de querer ouvir as reivindicações dos senhores é uma mostra disso. Devemos nos juntar a eles e assim, garantiremos nosso sucesso pleno como classe trabalhadora.

[tab=30]Mesmo após o discurso de Zanelli, alguns membros mais conservadores e antigos do Conselho ficam um pouco relutantes quanto a questão de apoiarem o movimento. Temem que servirão apenas de burros de cargas. Orlando Acco, um professor de um Escola Técnica diz:

  • Amigos, vamos nos juntar aos demais compatriotas por esta causa. Como disse Zanelli, esta é uma oportunidade de sermos ouvidos e podemos discutir com os poderosos de igual para igual e reivindicar nossos anseios. Só pagando para ver, mas eu acredito que conseguiremos.

[tab=30]Após um debate incessante e várias opiniões expressas, é colocada em votação a questão do apoio a secessão ou não. Dos trinta e seis representantes no local, 32 votaram a favor da secessão e apenas 4 votaram contra. Em seguida, os homens escolheram 18 cidadãos para representarem Piemonte em um Congresso em Áquila, que são: Orlando Acco (Professor de Escola Técnica), Carlos Avosani (Pequeno agricultor), Isaías Bissoli (Operário das Indústrias Hohenzollern), Ariel Guisso (Advogado), Frederik Chapman (Operário das Indústrias Hohenzollern), Paolo Virdis (Funcionário da Companhia Agrícola Pastoril), Giovanni Causio (Médico) Glauco Fronza (Médico), Dorivaldo Sfalcin (Caixeiro), Guglielmo Loschiavo (Operário da Indústria Telephonica), Elisandro Migotto (Funcionário do Banco G&D), Gláucio D’Angelo (Agricultor), Olassir Rosso (Agricultor), Orlando Rossetti (Soldado da Carabinieri), Marcelo Guido (Soldado da Carabinieri), Helio Baldocchi (Soldado da Gendarmeria), Otávio Patucci (Funcionário do Pensionato e Hotel Pensador Solitário) e Herbert Carrara (Funcionário do Açougue Di Calabria).[/size][/font]

[justify]Seryozha Desslock-Yefimov tinha uma aparência terrível. Um trem que lhe tivesse atropelado não o deixaria em pior temperamento. Entrou no Conselho praguejando. Sua ausência abrira espaço à anarquia, e as redeas tinham que ser tomadas, para que a revolução não se apagasse em sonhos e devaneios da utopia. Os que se mantiveram leais ao espírito original do CTR se erguiam violentamente aos átrios da Mesa Diretora. E o secretário-geral e fundador do Conselho, tomando sua posição, bradou:[/align]

[justify]— ATENÇÃO! Queiram escutar! A destruição, o fogo e a morte batem à nossas portas, e quem sois vós para ignorar o chamado? Questiono aqui! Quem dentre vós irá ignorar o medo e a mediocridade inerente à espécie humana, ao menos por esse momento, e lutar pelo que é justo? RESPONDAM! — a voz do secretário-geral ressoou e estrondou a sede do CTR. O silêncio caiu sobre os homens em assembleia. — Aqueles que dentre vós não sejam conformistas acomodados e escravos do capital ou traidores de sua classe, juntem-se a mim, e lutemos pelo que é justo! Homens e mulheres de caráter, se unam à Vanguarda Revolucionária, agora! O tempo da diplomacia e da manifestação pacífica, cessou! Libertem teus irmãos e construam um mundo justo! Não me tomem por populista ou charlatão, pois creio que não há nada que de braços dados e ombro à ombro, o povo não possa construir! Tenho para todos vós, algumas palavras: SUBLEVAÇÃO! REVOLUÇÃO! REBELIÃO! MARCHEMOS PARA GARDENNE![/align]

[justify]O discurso, em vão, se estendeu por mais alguns minutos. Mas, só foi vão, pois as primeiras linhas aqui transcritas já foram suficientes para acender o pavio dos descontentes. Em pouco tempo dali adiante, a novíssima Vanguarda Revolucionária se organizava dos destroços deixados para trás das traições internas no Conselho dos Trabalhadores da Romania. Homens de todo canto iam em busca de armas, munição, suprimentos, tudo que pudesse ser usado para sustentar campanha. Seryozha Desslock-Yefimov, entrara ali como um aborrecido secretário-geral de uma união de trabalhadores e sindicatos, mas saia como um inspirado e sonhador comandante-em-chefe de um movimento armado perigosamente violento.
Em pouco tempo, a coluna organizada deixou o Piemonte, e marchou para o interior, por onde lutariam suas guerrilhas e carregariam a estandarte da liberdade e da igualdade.
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Os dois Preatoria que até aquele momento mantiveram-se disfarçados no grupo. Vão até a casa do chefe local dos Praetoria e comunicam-no sobre o ocorrido, voltando aos seus disfarces. Este ao telefonar para a Gendarmeria fica sabendo do ocorrido em Gardignon e sabe que terão que resolverem sozinhos.

Com a crise estabelecida na Romania, sem sinais de cessar, operários de várias fábricas que faliram, engrossam as fileiras do Conselho dos Trabalhadores da Romania, elevando o número de adeptos ao movimento que visa a melhoria das condições dos trabalhadores, agora, reivindicando também mais empregos.

[tab=30]Corvos fomentam discussões no CTR sobre qual tipo de governo seria melhor para os trabalhadores, discretamente sugerindo que o melhor caminho seria o comunismo.


[tab=30]Membros do CIR, disfarçados de operários solicitam participação ao movimento, que é acatada prontamente. Aproveitando-se o início de uma Assembléia, os mesmos são convidados a participar para conhecer um pouco mais dos princípios e ideologias do CTR.

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[tab=30]Os agentes da CIR conseguem se infiltrar em um dos círculos operários mais violentos e sao convidados para um dos encontros deles.

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[font=Garamond Bold][size=150]
[tab=30]Os agentes da CIR participam ativamente do conselho, eles propõe algumas greves e até um ataque em uma das empresas da região, a atitude deles é vista com bons olhos pelas facções mais extremistas, em quanto isso relatórios codificados são enviados para Áquila.

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