[INTERATIVO] Grande Theatro de Áquila

[center]Grande Theatro de Áquila[/align]

[font=Garamond][size=150][justify][tab=30]Construído nos primeiros dias após a independência da Romania, o Grande Theatro de Áquila é considerado uma das mais belas construções do continente. Projetado pelo renomado arquiteto piemontes, Jean-Jacques Beaumont, o teatro conta com esculturas ao estilo romano, bustos de heróis das lendas romanianas e quatros que retratam várias partes da longa e rica história da Romania.[/align]


[justify][tab=30]Suas escadas são feitas do mais belo mármore, que ao ser iluminado pelas suaves lampadas cria um ambiente que remonta aos antigos palácios franceses. O teatro comporta centenas de pessoas e possui em seus pisos superior camarotes para altos membros da sociedade, sendo o maior e mais bem ornamentado o Camarote da Coroa.[/align]

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Acompanhado por sua comitiva o conde adentrou ao prédio em construção, ao chegar ele fora recebido pelos arquitetos, eles o guiaram durante toda a visita. Durante a visita o conde sugeriu algumas mudanças na arquitetura interna e na aquisição de alguns quadros, no final ele observou o desenho da futura fachada, se despediu de todos e partiu, com a sua comitiva, para o Palacete Di Medeiros.

Graças ao esforço dobrado das equipes a inauguração do teatro será feita alguns dias antes do planejado. Todos os operários demonstraram grande apreço por essa obra que possui uma arquitetura puramente romaniana.

[justify][tab=30][tab=30]Com dias de muito trabalho e, também, muitos operários envolvidos, já se erá possível vislumbrar alguns detalhes das laterais do Grande Theatro de Áquila, como as naves. A nave do lado esquerdo, abrigaria o Grande Salão - próprio para grandes recepções; e a nave do lado direito, abrigaria uma filial do famoso restaurante francês. De acordo com o arquiteto responsável pelo projeto, o Sr. Jean-Jacques Beaumont, esta seria, provavelmente, a maior e mais suntuosa edificação de todo o continente.[/align]

[font=Garamond][size=150]Centenas de pessoas estavam em volta do Grande Theatro, nobres, empresários, políticos e até estrangeiros, todos queriam presenciar a inauguração desse magnífico edifício. Dezenas de soldados e gendarmes mantinham a ordem e garantiam a segurança dos espectadores.

Por volta das 21:30 a carruagem da coroa escoltada pelos Dragões do Rei parou em frente a escadaria de mármore, assim que a porta da carruagem fora aberta, Sua Majestade o Rei desceu da mesma usando o seu traje de Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Reais, ele saudou a população que deu Vivas ao Rei, vários jornalistas aproveitaram a ocasião para tirar algumas fotos, mas sem delongas ele entrou no majestoso edíficio. Rapidamente o Rei fora recebido pelo administrador e pelo arquiteto, após uma breve explicação sobre a construção do edifício o Rei, o Sr. Flavius, o Capitão Françoise e a sua guarda foram para o camarote real.[/size][/font]

Por volta das 20h35…

[justify][size=150][font=Times New Roman][tab=30][tab=30]Era grande a aglomeração de pessoas às portas do majestoso edifício construído para servir como Grande Theatro. Com uma certa dificuldades, dada a quantidade de carruagens que a todo momento desembarcava seus passageiros, O Marechal von Steindorff-Bayern, sua esposa e sua prima desceram do coche, adentrando ao prédio sob uma grande quantidade flashs provindos das câmeras dos jornalistas.
[tab=30]Após cumprimentar alguns nobres cavalheiros conhecidos outrora - dentre eles o Intendente de Padova, Wilhelm seguiu para um camarote destinado a ele. Ao sentar nas confortáveis poltronas, o militar pode perceber que, sentando ao camarote de fronte ao seu, no lado oposto, sua majestade jazia a observar a grande movimentação.

[tab=30]Então, ao perceber que o monarca fitava-o como que o cumprimentasse, Wilhelm imediatamente pôs-se de pé e, seguidos das duas damas, curvou-se na direção do Rei Humberto I, reverenciando-no com um sorriso no rosto. Momentos depois, juntariam-se ao trio o Major Johann Paulus Rainer e o Coronel Pietro Maserati.[/font][/size][/align]

[font=Garamond][size=150]Com todos os lugares ocupados as portas do Grande Theatro foram fechadas, aos poucos as luzes e as conversas foram diminuindo. Todos se acomodaram e se prepararam para as apresentações da noite, antes da orquestra começar a tocar o administrador fez um breve discurso, ele falou da grande vitória do povo Romaniano ao conseguir se livrar das garras gardenhanas sem um único tiro, fez elogios ao Rei Humberto I e seus patrícios, enfim após alguns minutos as cortinas se abriram.

A única peça da noite fora criada por alguns estudantes piemonteses, a peça recriou a lenda sobre a fundação de Nova Roma(Áquila), uma peça que harmonizou elementos contemporâneos com a mais antiga das lendas romanianas. Ao final da peça todos aplaudiram, o Rei fora um dos que fez questão de se levantar e aplaudir os criadores da peça. Em seguida os vários elementos utilizados na peça foram substituídos por equipamentos musicais, em poucos minutos a orquestra regida por um renomado maestro piemontes começou a tocar algumas sinfonias clássicas.[/size][/font]
[BBvideo 640,400]http://www.youtube.com/watch?v=6z4KK7RWjmk[/BBvideo]

[BBvideo 640,400]http://www.youtube.com/watch?v=JTc1mDieQI8[/BBvideo]

Ainda na noite da sexta-feira, por volta das 23h30…

[justify][tab=30][tab=30]Ao término grandioso espetáculo apresentado na inauguração do monumental Grande Theatro de Áquila, Wilhelm despediu-se de seus camaradas militares e, junto de Anne Katherine e Marie Thereza, deixou o camarote dirigindo-se até o Camarote Real. Ao aproximar-se cerca de 10 metros da entrada Wilhelm foi barrado por 2 dos 10 dragões que guardavam as imediações.
[tab=30]Enquanto Wilhelm conversava com os militares apresentando-se - já que ainda não o conheciam e, portanto, não imaginavam tratar-se do Chefe do Estado-Maior do Exército - eis que Sua Majestade, o Rei Humberto deixava as dependências do Camarotes Real, acompanhado do Sr. Flavius e do Comandante da Guarda Real, o Capitão Leonard Françoise.
[tab=30]Todos os Dragões ali imediatamente puseram-se em posição de sentido. O Marechal Wilhelm e suas acompanhantes, por sua vez, reverenciaram o monarca curvando-se em sua direção.
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[font=Garamond][size=150]Boa noite Sr. Marechal, Madame. Espero que tenham gostado da bela peça que os nossos jovens criaram.

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[justify][size=150][font=Times New Roman]- Certamente um grandioso espetáculo para um grandioso Theatro, na presença de um grandioso Rei, Majestade. Agora, permita-lhe apresentar a prima de minha esposa, que permanecerá conosco por esta temporada, creio eu. Por favor, aproxime-se. Disse Wilhelm a Marie.

- Eis a Condessa Marie Thereza von Moltke, filha do admirável Marechal de Campo prussiano, Conde Helmuth Karl Bernhard von Moltke A moça aproximou-se ao ser anunciada e curvou-se o Rei.[/font][/size][/align]

[font=Garamond][size=150]Condessa - diz o Rei ao beijar a mão da jovem.

Marechal, vós descobristes uma mina de ouro, a família de vossa esposa possui uma beleza tão notória quanto nome Moltke - diz o Rei dando uma leve gargalhada.

O Rei faz um leve sinal com a mão esquerda e o Capitão Françoise se aproxima.

Marechal, sei que deves ter assuntos a tratar com o Capitão Françoise.[/size][/font]

[size=150][font=Times New Roman][justify][b][i]- Muito obrigado Majestade, de fato, tal família só soube produzir jóias raras. Temo que eu e o Capitão precisamos tratar de alguns detalhes do dia da cerimônia de Coroação. Mas não quero vos prender aqui, agora, pois deves estar cansado e as horas já estão avançadas.

  • Capitão Françoise, peço-lhe que esboce um esquema de segurança para a proteção de Sua Majestade, tanto nos trajetos quanto durante a cerimônia. Segunda-feira eu irei até o palácio para acertarmos todo o resto que ainda não estiver resolvido. Aproveito para informá-lo que vós será uma promovido nos quadros do Exército.[/i][/b][/align][/font][/size]

[font=Garamond][size=150]O Capitão afirma com um leve balançar da cabeça que fará o que lhe fora solicitado.

O senhor está certo, senhoras, Marechal, espero revê-los na minha cerimônia de coroação, tenham uma boa noite.
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[size=150][font=Times New Roman][tab=30][tab=30]Com toda certeza lá estaremos, Majestade. Tenha uma boa noite. Então, o trio curvou-se e, após o Rei distanciar-se uns 30 metros, Anne Katherine perguntou inocentemente:

- Será que o Rei pretende se casar Willy?

- Não faço a mínima ideia do que se passa pela cabeça dele no que se refere aos amores. Mas penso que seria muito bom e prolífico, afinal, é essencial que ele produza um herdeiro legítimo ao trono, para que sua dinastia possa se consolidar. Mas deixemos isso para ele. Agora vamos embora, pois já estão me doendo os pés.

[tab=30]Então o trio dirigiu-se ao Hall de Entrada e de lá tomaram o coche, retornando ao Palacete Belton.[/font][/size]

[font=Times New Roman][justify][tab=30]Há cerca de um mês após a inauguração, a Diretoria do Grande Theatro trabalhava na montagem da primeira programação trimestral de espetáculos. Após diversas reuniões com os regentes da Orquestra Sinfônica de Áquila e da Orquestra Filarmônica da Universidade de Monte Bello, finalmente definiram-se as peças e obras a serem oferecidas ao público.[/align]


[center]Diretor do Grande Theatro de Áquila, Alonzo Maurizio Francciosi[/align][/font]

[justify]Após uma baixa temporada de baixos públicos, muito devido a crise econômica instalada no Reino, a direção do Grande Theatro começa a replanejar seu cronograma de apresentação, expedindo alguns convites para que grandes nomes da música erudita mundial, tal como Piotr Ilitch Tchaikovsky, Antonín Dvořák e mesmo Johann Strauss pudessem vir a Romania apresentar seus trabalhos.[/align]

Um pequeno grupo de jovens pretendentes a artistas solicita trabalhar no Theatro.


[tab=30]Pela noite, Ivysson e Marie vão até o Grande Theatro de Áquila, assistir a estreia de MacBeth, de William Shakespeare, peça encenada por diversos atores romanianos. Acompanhadas de diversas personalidades tanto da política como da indústria, o casal acomoda-se em um dos camarotes superiores.

[font=Century Gothic][size=150][justify]Ao menos três grandes colunas humanas escondem o piso do Grande Hall. Os magistrados e seus auxiliares constituem um grupo de destaque pelo porte altaneiro e caríssimos ternos. Mas os estudantes vivos e curiosos do outro lado do Hall são o verdadeiro princípio ativo do espírito de animação. Gesticulam constantemente, gritam às vezes, riem e discutem. Na região central, rostos sérios, moderadamente otimistas: os professores comentam as lembranças dos velhos tempos, de outros grandes encontros há muito desatados do novelo da Contemporaneidade.

O Dr. Eurípedes Barramurfo realmente atingiu sua meta. Desde meados de setembro, quando o Professor Montenegro lhe pôs a parte dos vitupérios da Regência, Barramurfo trabalha incessantemente no intuito de reunir o estrato intelectual da sociedade romaniana em prol da Causa Constitucional. Movido por dois fortes sentimentos em seu coração, ele viajou às diversas paragens do país para obter apoio palpável. Foram longas conversas com juízes, procuradores, oficiais e docentes, nem sempre bem sucedidas ou efetivas. A verdade é que, mesmo sendo dirigente do Colégio de Magistrados da Romania e pessoa influente na Capital, Eurípedes estava comprando briga graúda demais.

Nenhum acadêmico se subscreveria num protesto público desta sorte. Sendo os indivíduos implicados do alto escalão do Reino, o protesto automaticamente adquire perigoso potencial de conjuração –pouco importando se os insurretos têm a razão. Barramurfo, entretanto, garantiu a todos a personalidade conservadora do protesto. Prometeu elogios a Sua Majestade, às instituições tradicionais e às vontades Reais.

O fim da Regência em inícios de dezembro serviu como golpe neutro. Alguns acadêmicos, antevendo que as manifestações não mais teriam o mesmo calor, fizeram menção de retirar o apoio a Barramurfo. Outros reforçaram a aliança, percebendo que o reestabelecimento das autoridades habituais daria mais fôlego e liberdade ao movimento. Eurípedes, de qualquer maneira, passou todo o mês indo para cidades do interior, fazendo apelos, ultimatos e promessas, sempre no seu tom fleumático.

Barramurfo agendou o evento para os fins do ano. Conversou com Alonzo Maurizio e, sem dar muitos detalhes, reservou o Grande Theatro de Áquila para um “evento político”. Neste Natal, ainda havia magistrados membros do Colégio em dúvida. Só tiveram certeza de sua posição favorável hoje, ao notarem que, de fato, Eurípedes reuniu toda a Academia romaniana em torno dos próprios ideais.

Jones Hatwick está soberbo, mas se entristeceu um pouco ao descobrir que Barramurfo não programara nenhuma peça ou diversão parecida. Parece que estão num teatro, mas não estão num teatro. Hatwick ainda graceja bastante, sempre realizando comentários a respeito do movimento nos intervalos. Todos ali, do maior ao menor, sabem precisamente o que será tratado e dialogam com naturalidade acerca de temas que, numa praça de Monte Belo, poderiam gerar dissabores.[/align]

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[justify]Todos se acomodam no auditório e nos camarotes. Os bolinhos de amendoim que o restaurante local serviu a pedido de Barramurfo efetivamente encheram os convidados; não é exagero dizer que a maioria está sorridente.

No palco, numa estrutura construída à moda de uma tribuna senatorial, desponta Barramurfo, em seu mais egrégio fato de decano do Colégio. Ele pigarreia, ri timidamente, coloca os óculos e se apresenta.[/align]

[center]Eurípedes Barramurfo, pouco antes de se dirigir aos convidados[/align]

[center]Convidados no auditório[/align]

[justify]Com voz surpreendentemente potente, que não se espera de alguém na casa dos 60 anos, Barramurfo exibe um livrete para a plateia. Neste momento, empregados do Theatro entregam um exemplar para cada espectador.

Após realizar uma ressalva a respeito do livrete, anunciando que a autoria pertence a Academia como um todo, o Dr. Eurípedes Barramurfo inicia a longa leitura.[/align][/size][/font]

[center]MANIFESTO CONSTITUCIONALISTA[/align]

Ainda na noite de 28/12/1892…

[justify][font=Century Gothic][size=150]Após a leitura, aplausos vivos encheram o auditório. Os estudantes se colocaram de pé, comovidos com a intrepidez e excelência do texto. Alguns gritavam: “Abaixo os Rivais da Lei!”. Outros comentavam o depoimento apresentado durante a leitura, interessados em compartilhar mais detalhes a respeito dos fatos narrados e a respeito das pessoas implicadas. Os professores e magistrados se contentaram em reagir com um semblante agradável e lisonjeador. Barramurfo recomeçou a falar tão logo o silêncio voltou a predominar.

-A Frente Constitucionalista, eminentemente anunciada em nosso Manifesto, não se limita a vocábulos. A Frente não se abriga sob a sombra dos pincéis, canetas e impressos. Ela tem no Manifesto sua inspiração e guia de prática, arvorando-se antes nas atitudes francas e exatas, às vistas daqueles que denunciamos. Neste juízo, a Frente Constitucionalista anuncia:

• Exigimos que o Cônsul von Hohenzollern indique nome prestigiado da Academia para a Suprema Corte, destituindo assim o Sr. Victtorio Carpello.

• Exigimos a prisão preventiva da Divilly A., tendo em vista sua perigosa permanência na cúpula do Senado Romaniano.

• Exigimos a instauração de processo contra cada Oficial de Governo e Oficial de Justiça envolvido nas ações de repressão.

• Requeremos a Sua Majestade pia demonstração de apoio à Frente Constitucionalista e à Causa Constitucional, como convém.

• Suspendemos as atividades educacionais de todos os graus por todo território nacional até o completo sucesso da Causa Constitucional.

• Suspenderemos, gradativamente, as atividades jurídicas de natureza pública por todas as seções e Varas do país até o completo sucesso da Causa Constitucional.

• Paralisaremos avenidas, alamedas e, se necessário, quarteirões inteiros das cidades de todo país em protestos incessantes contra os Rivais da Lei.

• Ocuparemos praças e parques urbanos no intuito de propagar a Causa Constitucional, iniciando pelo mais tradicional e famoso largo da Romania –o Parque Phillipus I.

• Intensificaremos os protestos e ocupações a cada ação de repressão, sempre respeitando a vontade divina de Sua Majestade.

Novos aplausos e brados surgem, agora todos de pé. Empregados do Teatro, guiados por Barramurfo, colocam sobre uma grande mesa na beirada do palco um livro de dimensões exageradas. Outros empregados convidam cada ala do auditório a comparecer aos arredores do palco, para assinar sobre as folhas do livro. Trata-se da reprodução oficial do Manifesto Constitucionalista. Primeiro assinam os magistrados, depois os professores e posteriormente todos os demais. Conversa geral e indistinguível se segue, como se fosse o final de uma festa.

Do Theatro, todos rumarão para os devidos locais de acomodação ao redor da cidade, com exceção de alguns estudantes de Monte Belo, que passarão a noite acordados no Parque Phillipus preparando a ocupação.[/size][/font][/align]