[INTERATIVO] Interior do Forte

[font=Garamond][size=150]

[center]Barracões do Forte[/align]

[tab=30]Comandante: General de Exército Pedro Leão Voltolini
Estratégia: 7
Lealdade: 6

[tab=30]Efetivo:
[spoil]500 Soldados de Infantaria.[/spoil]

[tab=30]Equipamentos:
[spoil]20 Peças de Artilharia.[/spoil]

[tab=30]Organização:
[spoil]I Brigadada de Fortificação.
[tab=30]I Batalhão de Fortificação - 500 Soldados.

III Brigada de Artilharia.
[tab=30]I Batalhão de Artilharia Costeira;
[tab=30][tab=30]I Bateria Costeira - 10 Peças.
[tab=75]II Bateria Costeira - 10 Peças.[/spoil]

[tab=30]História do Forte:
[spoil][tab=30]Localizado a quase 2 Km do Grande Porto fica a principal defesa costeira da Capital Real, o Forte dos Césares, uma das mais antigas construções romanianas que passou por incontáveis reformas ao longo dos séculos até se tornar a grande fortaleza que é hoje.
[tab=30]Não se sabe ao certo quando o Forte fora construído, pois alguns dizem que ele fora uma das primeiras construções dos romanos quando aqui chegaram, outros dizem que ele fora construído poucos antes da queda do Imperium Romanianus, porém, a única certeza que se tem é que ele ficara abandonado durante décadas. Durante a Intentona Odinista ele fora usado como arsenal para as forças imperiais no então Grão-Ducado da Romania e, ao término da guerra, ele fora novamente abandonado.
[tab=30]No ano de 1891, o Forte dos Césares sofreu uma drástica reforma, permanecendo em atividades sob a responsabilidade do Exército Real. No começo de 1893 com as Reformas de Angelo o forte passou a sediar a I Divisão de Fortificações.[/spoil]
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[font=Garamond][size=150]Após fazerem algumas alterações em uma unidade M-91/03, uma equipe de funcionários da IBV fora para o antigo forte dos césares, após conversarem com os soldados que vigiavam a área eles adentram ao forte, procuram o local adequado para os testes e quado o encontram montam a artilharia.

Antes de dispararem eles checam o armamento e verificam o alvo que fora colocado não muito longe da costa, todos se preparam e o primeiro tiro é dado, o resultado fora um pouco diferente do esperado, fora constatado que o equipamento não era tão eficiente sob aquelas condições, o maior problema era a mira. Um outro alvo fora colocado no mar, alguns metros mais distante que o outro, a arma fora calibrada e novamente disparada, o resultado fora melhor do que o anterior, isso comprovou que a M-03 poderá ser utilizada como artilharia de costa até o desenvolvimento de um modelo para essa finalidade.[/size][/font]

[center]Equipe da IBV realiza testes no Forte dos Césares. [/align]

[font=Garamond][size=150]No inicio da tarde um comboio composto por algumas carroças, funcionários da IBV e soldados da Carabinieri chegou no forte.
Os soldados assumiram posições na entrada do forte e nas proximidades para garantir que ninguém entraria no mesmo durante a reforma, os funcionários da IBV por sua fez desengataram das carroças as 15 unidades M-03 que trouxeram. O responsável pelos funcionários analisou o estado do forte e constatou que o mesmo precisaria de reparos nos muros oeste, o resto do forte parecia estar bem preservado, esse fato corroborou a teoria de que durante a intentona os muros do forte foram reforçado pelas forças imperiais que temiam um ataque a partir da então cidade de Monte Bello.


[center]Guarnição do Forte.[/align]

Enquanto os técnicos montavam a artilharia e faziam as modificações necessárias, o Coronel di Pavoda e alguns soldados fizeram uma vistoria no forte e redondezas para saber se haveria ou não a necessidade de uma reforma, a vistora deles constatou o mesmo que os técnicos da IBV já haviam constatado, assim que possível ele iria informar o Conde do estado do forte. Os técnicos da IBV demoraram mais do que o esperado, mas depois de alguns debates acalorados eles finalmente chegaram há um consenso sobre onde ficaria a última M-03, depois de concluírem a instalação eles foram até o antigo arsenal do forte para verificar a capacidade do mesmo, assim que a munição foi colocada no arsenal eles foram ter com o Coronel di Pavoda.
Durante o resto do dia os técnicos da IBV treinaram e explicaram o funcionamento da M-03 aos “artilheiros” que seriam responsáveis pelas unidades, alguns tiveram dificuldades para compreender como calibrar o armamento, mas os treinos serão repetidos todos os dias para que estejam prontos caso se faça necessário disparar esses canhões.
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[font=Garamond][size=150]No final da tarde de domingo o Conde e sua escolta chegaram no forte, eles foram recebidos pelo Coronel di Pavoda que estava supervisionando o treinamento da guarnição.

  • Vossa Graça - disse o Coronel ao bater continência.

Coronel, como estamos?

  • Melhor do que o esperado, as últimas vistorias indicaram que o forte está em bom estado, ele precisará de uma reforma em seus muros, mas nada próximo ao que esperávamos. Os técnicos da IBV atuaram de forma exemplar, as 15 M-03 já estão posicionadas e prontas para uso.

Muito bom, por favor, caminhe comigo, devemos conversar sobre o que está porvir.

O Conde e o Sr. di Pavoda caminharam sozinhos por quase meia hora, o coronel mostrou ao conde o local onde cada unidade estava posicionada e apresentou a ele os membros da guarnição, em seguida o Conde se despediu de todos e voltou para o Palacete.[/size][/font]

[size=150][font=Garamond]No inicio da tarde um carregamento da IBV, escoltado por soldados romanianos, adentra ao forte, quatro peças de artilharia são posicionadas no pátio. Após quase meia hora de inspeções elas são finalmente instaladas, essas novas unidades completaram o sistema de defesa costeira de Áquila.

[center]Unidades sendo testadas nos arredores do forte.[/align][/font][/size]

[font=Garamond][size=150]Devido ao estabelecimento do estado de beligerância as patrulhas dentro e fora do forte são intensificadas. Todos se mantém atentos, prontos para afundar qualquer embarcação hostil.

Com o intuito de aprimorar as habilidades dos seus artilheiros o comandante da fortificação aumentou o número de exercícios semanais, assim as chances de falharem serão reduzidas.[/size][/font]

Na mesma rua do Forte, uma casa georgiana se ergue entre duas grandes árvores. As janelas estão abertas e o grito dos três visitantes rapidamente é atendido. Uma senhora de vestido marrom e avental de algodão surge de um dos quartos do segundo andar.

-Os senhores procuram?

Um dos homens, de chapéu de coco, responde:

-Del Porto. Ele está?

A senhora não responde e some da janela. Enquanto murmúrios e passos pesados sobre o assoalho superior podem ser ouvidos cá fora, os visitantes observam o local. Um deles, de costeletas de marinheiro, cabelo desgrenhado e terno amassado, dá uma volta pela grama, joga uma chave para um dos companheiros e finalmente avança até a porta. Levanta a mão para bater, mas desiste após ouvir alguém descer rapidamente a escada.

-Entre, Alberto. –diz um jovem de rosto acentuadamente triangular, com uns poucos fiapos de barba no queixo. Ele lança um olhar interrogador para os outros dois, mas eventualmente lhes acena para entrar.

A senhora aparece outra vez tão logo os visitantes se acomodam na sala de estar. Ela traz uma bandeja com xícaras e um bule de prata legítima. O coloca com cuidado sobre a mesinha de madeira e sai novamente, sem dizer nada.

-Não liga pra ela. Está desse jeito desde que meu avô foi para a Gardenha.

-Foi fazer o que lá?

-Meeting de comerciantes. Uns magnatas do negócio de móveis estão se reunindo lá.

-Estrangeiros?

-Não sei. As vendas do vô estão limitadas esses meses. Você sabe, a crise…

-Sei, sei. Mas me pergunto por que ele manteve a governanta. Você agora está em casa, não está?

-Ah, Alberto, o velho não confia em mim. Fez questão de fazer uma cena ao ir embora, deu poderes absurdos e idiotas para a Dona Clara. Nem parece que eu sou neto do proprietário.

-Tudo por causa de política… –o visitante mais velho se intromete, deixando de lado os quadros barrocos que se levantara para ver enquanto bebericava o chá. Alberto se levanta, faz um gesto de apresentação e anuncia:

-Não apresentei meus amigos: este é o Professor Montenegro, de Monte Belo. Veio a convite do nosso parceiro Cássio, também de lá. Você não os conhece, Del Porto, mas eles estão dispostos a ajudá-lo.

-Como assim ajudar?

-A universidade…

-Você contou pra eles, Alberto?

Cássio, o mais jovem dentre os visitantes, interpele.

-Alberto me contou e eu fiquei preocupado. Decidi contar para o Professor.

-E fez bem. –o Professor emenda.- Você não deveria ter escondido isso por tanto tempo, Del Porto. É perigoso.

-Perigoso? Perigoso é vocês virem aqui a luz do dia, sem serem convidados, me falar disso! –esbraveja Del Porto enquanto fecha apressadamente as cortinas.- Vocês não têm ideia do inferno que isso virou. O pai do Souza, o tio do Rogério, o pai do Lacombe, a mãe do Ned, todos já vieram atrás de mim, me culpando pela nossa expulsão da universidade, me mandando fechar o bico. A Carabinieri ameaçou me encarcerar por “formação de associação criminosa” se me pegassem confabulando com quatro pessoas nesta casa. Não quero saber disso mais. Saiam daqui.

-Por favor, Del Porto, nós queremos… –intercede Alberto, apenas para ser interrompido pela voz forte e rouca do Professor.

-O que lhe aconteceu é caso de Estado. Não diz respeito a você e seus amigos, mas à sociedade. Não saio daqui antes de ouvir da sua boca tudo que se passou naquela noite.

Del Porto ainda tenta expulsar os visitantes, mas acaba convencido. Na verdade, está louco por vingança contra o Professor Loyola, o ancião que é docente em Minerva e convicto simpatizante do Partido Conservador. Del Porto por fim lança-se no sofá, suspira e inicia o relato. Meia hora depois, a situação já está bem esclarecida para todos. O Professor Montenegro ainda quer confirmar algo:

-Tem certeza de que chamaram aquele senhor ruivo de “Senhor Secretário” e não de outra coisa?

-Ouvi muito bem.

-Então não me restam dúvidas de que foi Karl Schiltberger, o Secretário da Educação, quem lhe ameaçou.

O Professor se levanta, sorri para Del Porto, coloca a mão em seu ombro, lhe diz algo paterno, e se despede. Os dois outros visitantes, Cássio e Alberto, também deixam o lugar após comentarem com Del Porto assuntos mais descontraídos.

Manhã de 14 de Setembro de 1892…

Um coche de pintura pálida para em frente à casa do estudante Lorenzo Del Porto. O cocheiro permanece sentado, com as vistas preguiçosas postas sobre a curva pouco a frente, indiferente à correria do passageiro que acaba de descer e corre apressado até o interior da casa. Alguns minutos passam; o passageiro volta para o coche com Del Porto a seu lado. O jovem segura de modo desengonçado algumas maletas e murmura, com voz carrancuda e presa.

-Seu Paiva voltará depois para buscar o resto. Agora ande, que a patrulha logo logo passa.

-Mas Professor, eu não peguei as calças…

-Não tem problema. Seu Paiva vai saber aonde ir, não vai?

O cocheiro vira a cabeça para o lado e sorri com a boca descarnada. É empregado da casa há tempos e se dá muito bem com a governanta. Espera os dois personagens adentrarem o coche e parte.

[justify][tab=30]Alguns engenheiros formados na Escola de Engenharia de Fortificações visitam o Forte dos Césares, afim de constatar possíveis danos causados por conta do tempo e reforçá-lo em algumas sessões, que encontram-se, atualmente, desgastadas.[/align]

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[tab=30]Durante a última semana o I Batalhão de Engenharia realizou reformas e obras no interior do forte, ao término das obras as patrulhas se tornaram mais frequentes e novas medidas de segurança foram impostas.

[tab=30]Uma carroça para no portão do forte, um dos homens apresenta um distintivo e são liberados, a carroça para no pátio do forte e os soldados levam o carregamento para o seu interior.

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[tab=30]Um grupo de criminosos, alguns sentenciados a morte, são levados em segredo para o interior do forte, para a ala subterrânea.

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[tab=30]Durante as últimas semanas algumas carroças entram e saem do forte em horários, aparentemente, aleatórios.

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[tab=30]Após receber um comunicado do Marechal Angelo o General Pontello reúne a sua staff e da algumas ordens, em seguida ele parte para o Terminal Ferroviário, deixando o seu segundo em comando.

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