[INTERATIVO] Salão do Júri

[justify][size=150][font=fantasy][tab=30]À esquerda do Hall de Entrada, entrando por uma grande porta dupla de madeira chega-se ao grande Salão do Júri, onde acontecem as audiências e julgamentos. O salão é amplo com a mesa do Juiz ao fundo, ao lado esquerdo da mesa sentam-se o grande júri, a direita fica a bancada de testemunhas.

[tab=30]A frente da mesa do juiz, pouco mais ao lado direito da mesma fica a mesa da bancada de acusação e paralelo mais a esquerda fica a bancada da defesa, as costas das duas mesas fica a platéia.[/font][/size][/align]

Com a chegada do Barão à Corte, todos se posicionam no Salão do Júri. Dezenas de cidadãos se aglomeram nos assentos, ansiosos pelo destino que o Barão terá.

  • Todos de pé, Sua Excelência, Meritíssimo Juiz Robertson Mattos Yves. - anuncia o meirinho.

  • Sentem-se. O caso de hoje é o julgamento de Julio Cesar Prudente de Morais, vulgo Barão de Morais. À data de 02 de Março de 1892, o réu, à vista de seis testemunhas, abriu fogo contra o Tenente Michael Peterson, que após dois meses de coma se recuperou, mas as seqüelas obrigaram o mesmo à reserva. Segundo o réu, a motivação seria que o Tenente, ao deter sunerianos desconhecidos em Myrce, que supostamente seriam sequestradores da esposa do Barão, forçou os mesmos a executá-la. Acreditando que o Tenente era o responsável, ainda que indireto, tentou matá-lo. A acusação, portanto, é de tentativa de homicídio, pautado por motivo passional, de um militar draconiano. Sendo o Barão um famoso jurista, solicitou que ele próprio efetuasse sua defesa. O réu tem algo a dizer antes de iniciarmos os procedimentos habituais?

O Barão levanta-se, e, após passar os olhos pelo salão, reconhecendo diversos rostos, inclusive do próprio Rei e do Tenente Michael, que acompanham o julgamento, pronuncia:

  • Excelentíssimo Juiz, senhores jurados, cidadãos presentes. Primeiramente, peço desculpas a todos, pelo ato que cometi. Estava cego de dor e raiva, e causei a ruína de um homem que apenas cumpria seu dever. Sendo assim, não há defesa para meus atos. Declaro-me culpado de todas as acusações.

Um murmúrio sobre pelo Salão.

  • Ordem na Corte! O réu têm ciência do que está declarando?
  • Totalmente, Meritíssimo. Como defensor da Lei que fui, não posso desejar contorná-la, ainda que para minha absolvição. Que a Lei Draconiana seja cumprida.
  • Bem… parece que está será uma das sessões mais curtas que esta Corte já presenciou… Não é de praxe, mas não vejo necessidade de seguirmos todos os ritos, dado o presente. Assim, passarei à pena a ser imposta ao réu.

Um novo murmúrio toma conta do Salão, logo interrompido quando o Juiz volta a falar.

  • Atentar contra a vida de outrem, 1 ano de reclusão. Provocar dano permanente a outrem, impedindo-o se seguir a vida de forma normal, 2 anos de reclusão. Atentar contra um militar draconiano, 2 anos de reclusão. Crime realizado por motivo passional, aumento de 50% na pena. Pena total, 7 anos e 6 meses de reclusão. Como o réu já cumpriu 1 ano e 4 meses, a pena restante é de 6 anos e 2 meses de reclusão na Prisão Arturiana.

Novo murmúrio entre os presentes, até que o Juiz levanta a mão, pedindo silêncio.

  • Entretanto… temos um pedido de extradição, proveniente do Arquiducado da Dugardenha. Embora não tenhamos um acordo formal acerca, dadas as acusações, transfiro a custódia do réu ao governo dugardenho, que se comprometerá a, caso o mesmo seja julgado culpado das acusações a que se referem, adicionar a condenação deste julgamento à pena imposta; caso seja julgado inocente, o réu retornará à Dracônia, onde cumprirá a totalidade da pena deste julgamento. Cumpra-se.

Findo o julgamento, a custódia do réu é repassada a três agentes dugardenhos que acompanhavam o desenrolar. Ao ser levado à saída, o réu passa em frente ao Rei e ao Tenente. Abaixa a cabeça e diz, convicto:

  • Alexander, meu amigo, sinto desapontá-lo. Tenente, me perdoe, se possível. Alexander, sei que minhas empresas foram confiscada,s como é de praxe na Dracônia nestes casos, mas minhas economias devem continuar depositadas no Banco. Providencie que sejam repassadas ao Tenente.
  • Assim o farei. Talvez ainda nos vejamos, um dia.
  • Tenho dúvidas, meu amigo.