[Interativo] Seção Norte

[center]Seção Norte[/align]

As Celas da Seção Norte da prisão são para prisioneiros com sorte, se é que se pode dizer que algum prisioneiro é provido pela sorte. Situados na parte voltada para o mar da Península da Rocha, onde se situa a prisão, são as celas mais arejadas, com a brisa marítima soprando todo final de tarde. Contudo, o clima ameno e favorável é compensado pela brutalidade dos Gendarmes e dos trabalhos forçados, que são divididos por seção da prisão. Nos meses de inverno, as celas tornam-se intoleravelmente úmidas, o que, combinadas com o frio de gelar os ossos da região, torna quase que impossível a vida na cela. Todas as celas seguem o mesmo padrão, são feitas de paredes grossas de alvenaria, e de pisos gelados de pedra. A pequena janela, pela qual não passa-se um braço de um homem adulto é reforçada, pelo lado externo, com grossas barras de ferro, impedindo qualquer possibilidade de fuga por cona própria.

[center]Retrato de um interno em uma das celas da Prisão Imperial[/align]

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Era por volta do meio dia quando ouviu-se um reboliço nas escadarias norte da recém inaugurada Prisão Artuniana. Um homem acorrentado era escoltado por outros 4 homens armados com fuzis e, apesar do estardalhaço das correntes e passos, não era dito palavra alguma. O homem acorrentado era o ex-Senador Maxwell, acusado por alta traição a quase 6 meses atrás. “Acusado”, na verdade, é um equívoco, já que o mesmo se entregou nas mãos do próprio Nero e confessou seus atos. Nenhum julgamento foi feito na época, e o caso caiu no esquecimento.
Com um empurrão, Maxwell foi lançado ao chão de sua nova cela. Ele poderia chamá-la de aconchegante: o lugar era relativamente grande, com uma mobília digna e visão desobstruída para o mar. Sem falar palavra, os guardas fecharam a porta e viraram a chave. Com um suspiro, o jovem rapaz se levantou e bateu a poeira de suas roupas. Devagar, caminhou até a pequena janela e ficou observando o mar, desejando poder consertar os erros do passado.

O sol já estava se pondo, quando ouve-se a chegada dos prisoneiros a recem-inaugurada Prisão Arturiana, dentre os furtadores, estupradores, assassinos e todos os tipos de pessoas de má índole, estava Hitler, um senhor de idade, preso por pensar diferente, por enxergar que a monarquia estava destinada ao fracasso.
Desceu a escadaria, até chegarem a sua cela, é empurrado para dentro dela, e ouve a depreciação dos Gendarmes, que dizem ‘’ Este é o destino dos republicanos imundos como você!’’. A brisa do mar que entrava pela janela, dava ao republicano um pouco de tranquilidade, então sentou-se em um canto da cela, enquanto pensava na sua próxima obra, quando lançaria os seus ideais ao mundo.

Hitler em sua cela, pede para que seja chamado o seu advogado

Um dos Gendarmes Prisionais passa pelas celas, até encontrar o ocupante que procura:

  • Visconde Biller, uma carta para o senhor. - entregando uma carta já aberta, obviamente o diretor leu o conteúdo anteriormente, como de praxe.

[font=Palatino Linotype][size=150][justify]O Visconde após ler a carta, não sem ter algum desconforto com os ventos gélidos que varriam sua cela, pede papel de carta e um lápis a um dos gendarmes da ronda. Minutos depois, o mesmo homem retorna com uma folha e um lápis e entrega nas mãos de Biller.

  • Ao terminar, avise, Visconde… - Disse o guarda, que após os muitos trabalhos pesados executados pelo Visconde terminará por simpatizar com este.
  • Agradeço, meu caro… - Respondeu Biller.

Então o Visconde começou a escrever:[/align]

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  • Deves mesmo ser famoso, caro Visconde… - diz um dos Guardas chegando à cela - Recebestes um presente.

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[tab=30]No meio da madrugada fria, o som de uma explosão é ouvido no lado externo da muralha norte. Muita fumaça e poeira permanece no local, as luzes do presídio não ajudam em nada e grande parte dos guardas são deslocados para o setor, tanto na parte interna como na parte externa.