[INTERATIVO] Universidade Minerva

[center]Universidade Minerva[/align]

[size=150][font=Garamond][justify][tab=30]Criada pelo Governo Romaniano logo após a independência da Reino da Romania, a Universidade Minerva teve a sua data de fundação como o dia 09 de janeiro de 1892, seguindo os padrões definidos pela Universidade de Monte Bello.

[tab=30]A Universidade Minerva possui cursos como Direito, Química, Física e Filosofia, preparando os cidadãos romanianos para servirem a pátria da melhor forma que puderem e, também, garantindo um ensino de qualidade para aqueles que querem uma carreira de sucesso.[/align][/font][/size]

A construção da Universidade continua normalmente, mas os trabalhos foram interrompidos algumas vezes nos últimos dias devido as crescentes manifestações que ocorrem no centro da cidade.

[font=Garamond][size=150] No começo do dia centenas de pessoas se aglomeravam nos jardins em frente ao prédio principal da universidade, carabinieris e gendarmes mantinham a população a uma certa distancia do palanque onde algumas autoridades já se encontravam. Por volta das 10 horas a carruagem real parou em frente a universidade, dela saiu Humberto I em seu antigo traje militar, ele saudou a população e se dirigiu ao palanque, ao chegar no palanque ele fora saudado pelas autoridades e logo se dirigiu ao povo.

Caros cidadãos romanianos, fico feliz por saber que tantos romanianos sabem a importância que uma instituição de ensino tem, pois hoje inauguraremos a primeira universidade construída com os nossos esforços. Para mim essa instituição não é apenas uma universidade, ela é o marco de uma nova era para o nosso povo, uma era de progresso, ordem e estabilidade, uma era onde recuperaremos a nossa identidade como povo e a nossa hegemonia como nação.

Humberto fez uma breve pausa para beber um pouco de água e quase que instantaneamente o povo começou a dar Vivas a Romania.

Esses senhores que estão aqui sentados - disse o Rei ao apontar para os mestres atrás dele - serão os formadores dos nossos jovens, eles garantirão que os nossos jovens saibam o quão importante é a honra, a ordem e o respeito a nossa cultura. Esses senhores tem a minha confiança e a confiança da nação para garantir que está instituição seja a mais prestigiada do mundo.

Assim que o Rei terminou de falar ele cortou a vita vermelha na entrada do prédio e com algumas autoridades começou a explorar o local.
[/size][/font]

Pela manhã, Ivysson comparece à Universidade Minerva para verificar o bom andamento dos trabalhos nesta instituição, que já iniciou as aulas de direito e filosofia e esta em processo seletivo para alunos das demais disciplinas.

Surpreendendo a todos com a visita inesperada, o Cônsul foi aclamado por todos na instituição como o grande timoneiro da nova nação.
Após conversar com diversos alunos e funcionários sobre vários assuntos, inclusive a política do novo Reino, Ivysson retira-se do local, acompanhado por seu assistente pessoal.


[tab=30]Pela tarde, alunos da universidade do curso de filosofia e direito enviaram uma petição à administração da universidade, para que ela abra vagas para novas áreas do conhecimento. Segundo os alunos, é necessário que haja uma abrangência maior nos cursos oferecidos pela universidade, para que se possa ter uma formação completa e também para que haja um intercâmbio maior de conhecimento entre todos.


[tab=30]Muitos equipamentos e materiais chegam à Universidade, para satisfazer as necessidades dos alunos e professores. Livros, cadernos e até equipamentos fazem parte da enorme caravana que chegou até o local. Enquanto isso, o Conselho Diretor da universidade prepara-se para dar início a novos cursos, diversificando as opções na instituição e atendendo a reivindicação de muitos alunos.

[justify][tab=30]Após os testes admissionais ocorridos na segunda quinzena de janeiro, finalmente foram formadas as primeiras turmas da Universidade Minerva e, como se previa, o curso de Direito fora o mais concorrido. Porém os demais Cursos - Filosofia, Química e Física - também lograram exito em admitirem alunos ingressantes. Desta forma, de acordo com o calendário acadêmico, as aulas iniciariam no dia 8 do corrente.[/align]

[center]Primeira turma de Direito da Universidade Minerva[/align]


[tab=30]Com boatos de uma possível expansão universitária, alunos da universidade ficam entusiasmados, pois poderão ter contato com novas e diferentes disciplinas. Além disso, a Reitoria da Universidade, ao saber de uma possível expansão da Universidade de Monte Bello, decide comunicar imediatamente ao Poder Executivo sobre seu interesse em aperfeiçoar sua estrutura, visando ser a melhor em relação a sua “concorrente.”

14:30, 09 de Março…

[font=Times New Roman][size=150][tab=30]Na tarde de nove de março, o Cônsul do Reino da Romania, Ivysson Luz von Hohenzollern comparece à Universidade Minerva, para verificar o andamento das atividades no local. O reitor da instituição e muitos funcionários já acostumaram-se com as visitinhas do Cônsul. Acompanhando por alguns soldados da Carabinieri que faziam sua escolta, Ivysson solicita que os mesmo fiquem na entrada do prédio enquanto ele cumprimenta professores e conversa com algumas turmas. Na hora do intervalo das aulas, todos os alunos reúnem-se no pátio central da Universidade para ouvirem um pequeno pronunciamento de Sua Excelência.

  • Alunos da Universidade Minerva. Nobres cidadãos romanianos. Hoje venho aqui, como de costume, verificar o andamento das atividades neste local. Como sabem, presido um grande grupo empresarial, mas, mesmo assim, não alcancei tal posto por acaso. Precisei trabalhar duro, mas estudei bastante, e todos os ensinamentos que adquiri durante anos de estudo, foram essenciais para que alcançasse tal posto e, consequentemente, o Consulado de nosso querido e amado Reino.

  • Não venho aqui para fazer nenhum tipo de manifestação política, mas sim, manifestar todo o meu apreço aos docentes e todos os funcionários desta instituição, além de claro a todos vocês, alunos. Estou satisfeito com o que fazem pelo Reino e tenham a certeza que, trabalhando juntos, eu e todo meu gabinete no campo político e os senhores no campo das idéias, faremos do Reino da Romania a potência mais poderosa, em todos os aspectos, desta ilha e deste mundo!

[tab=30]Ao terminar seu pronunciamento, Ivysson é aplaudido veementemente por seus ouvintes, que gritam “Viva ao Cônsul”, “Viva ao Reino da Romania”. Ele cumprimenta alguns alunos e conversa com outros, que tentam tirar o máximo de proveito dos conhecimentos e da sabedoria das palavras do Cônsul, até que se retira do local, sendo acompanhado até o Mercado Público de Áquila.

[/size][/font]

Noite de 05/08/1892…

[justify]O corredor inferior da Casa Sancti não parece o mesmo. Os alunos de filosofia da Universidade de Minerva estão acostumados a atravessar este espaço todos os dias, a diminuir o passo para se persignarem perante os quatro crucifixos talhados na superfície da única parede lateral. Não lhe chamam mais a atenção os tijolos frescos de cores ainda vivas que remetem às residências beira-mar da costa romaniana e ganham um ar monástico e medieval com a parca iluminação. Por padrão, os estudantes caminham em grupos de três ou quatro até às salas da Casa Sancti, onde é lecionado o curso de Filosofia e onde ficam a Biblioteca de Letras e outras instalações. Claramente, o único fluxo significativo no corredor ocorre de manhã, quando as aulas se iniciam e os alunos comparecem às salas, e de tardinha, quando a maioria volta para o vestíbulo principal da Universidade.

De fato, desde que Minerva foi inaugurada, é dificílimo perceber qualquer grupo expressivo por ali em outros horários. Estudantes solitários, funcionários e visitantes às vezes se veem, mas só. E é precisamente por esta razão que a turba que agora atravessa a pisadas potentes o corredor modifica sua aparência natural, absolutamente serena. Cerca de 20 homens vestidos formalmente se dirigem para o anfiteatro Humberto I, bem na penúltima entrada. Encabeça o piquete um senhor magro e muito alto, de suíças ruivas estreitas com mínima inclinação e bigode imperial. Com pouco mais de 45 anos, não é senão Karl Schiltberger, o Secretário de Educação do Poder Executivo federal, em sua melhor forma. Ele balança a bengala com imensa presunção e mantém o olhar alto; o chão lhe repugna. Um oficial da Carabinieri e outros tantos fardados lhe acompanham, assim como um professor idoso e burocratas locais. Envergonhado, contrito e ansioso está pouco atrás de Karl o Reitor da Universidade, um senhorzinho gordo.

-É incrível como me importunam por causa de uns poucos pacóvios. –Karl resmunga para ninguém em particular, com a indignação embasbacada de quem deixou as dependências confortáveis do gabinete para tomar um cabriolé até um bairro decadente em plena noite gelada. Realmente, o Secretário não perde uma chance de lembrar o fracasso da Reitoria na administração de um “conflito de moleques”, como ele próprio gosta de dizer.

A verdade é que o Reitor eventualmente perdeu o controle da situação e o grupo de insubordinados da classe de Direito ganhou terreno. Faz três semanas que as aulas são sistematicamente interrompidas por alunos aborrecidos com os últimos rumos da política nacional. Eles acusam o Marechal von Steindorff-Bayern de ilegítimo, uma vez que ele teria se tornado Regente sem o devido processo legal. Os alunos também estão atônitos perante a intromissão do Presidente do Senado no Poder Executivo, através do Decreto nº 20 de 13 de julho de 1892. Para eles, os princípios da segurança jurídica e separação de poderes, tão repetidos em sala, foram simplesmente descartados pelas autoridades.

A situação piorou esta semana, com a ascensão do Doutor Lafayette à governança do Reino. Os revoltosos consideram que o Cônsul von Hohenzollern, muito apreciado em Minerva, foi sumariamente deposto do cargo. Creem que o Cônsul nunca esteve doente, mas sim foi silenciado pelo conluio maligno do Marechal com o Presidente do Senado; e a elevação deste a Barão poucos dias antes só aumentou as suspeitas.
Três grandes janelas da fachada foram depredadas e uma fileira inteira de arbustos do pátio central desfigurada. A Biblioteca Maior, que abriga os volumes de Direito, foi interditada e a Biblioteca de Letras quase teve destino semelhante, salva apenas pela resistência dos estudantes de Filosofia, os mais prejudicados com uma possível interdição.

Os responsáveis pela condução da Universidade tentaram diálogos e soluções diplomáticas, mas o levante permaneceu impassível. O Reitor ameaçou expulsar os envolvidos e multar suas famílias, mas apenas uma pequena parte voltou atrás. Eles querem uma manifestação pública da instituição a respeito do cenário político e rumores correm de que os próprios professores simpatizam com a ideia. Com efeito, após encobrir ao máximo as problemáticas da Universidade, o Reitor comunicou aos superiores e lavou as mãos.

A porta do anfiteatro se abre de súbito. Karl entra e desce vagarosamente até o centro, fazendo questão de marcar bem os passos sobre o soalho, indiferente aos olhares circunspectos do amontoado de alunos que confabulavam ali até alguns segundos atrás. Os acompanhantes do Secretário entram e se posicionam numa fileira do meio.

-Peguem suas coisas. –Karl ordena, com voz forte e sobrancelhas contraídas, enérgicas, indicando umas bolsas de couro a tiracolo, empilhadas perto da mesa principal. –Peguem suas coisas, passem pela Secretaria Geral e levem as prestações para seus pais.

-Nós não vamos sair, cavalheiro. –retruca um cidadão de barba rala, sentado sobre a mesa de modo desleixado. Ele parece estar seguro de si, mas alguns em volta estão nitidamente nervosos. -Você vai sair.

-Esta é uma instituição do Governo, paspalho. –o Oficial intervém, descendo uns dois degraus. –O Senhor Secretário decide quem vai ficar aqui, e ele está expulsando vocês. Caiam fora.

-Não existe Governo senão o legítimo, do Povo e da Lei. Vocês podem ter aceitado os lobos, mas nós não reconheceremos este governo golpista.

Os jovens assentem para o camarada que acaba de falar.

-Peguem suas coisas ou jogaremos tudo pela janela. –Karl retoma. – Não vou perder meu tempo com vocês.

O Secretário vira as costas e faz um sinal para o Oficial; os policiais avançam.

-Tirem-nos daqui, e terão de nos tirar das avenidas de Romulus. –o estudante provoca, num esforço derradeiro. –Você quer ser o responsável, “Senhor Secretário”?

Karl para, estático. Suas feições se enrijecem e ele toma um ar mais sério. Ele dá meia-volta e se apoia com as mãos sobre uma das amuradas de madeira. Abaixando a cabeça ligeiramente, ele sorri de modo forçado, com ironia. “Estudantes de uma Universidade do Governo protestando contra o Governo”; não, ele não pode deixar que seu nome seja ligado a essa aberração.

-O que você quer? –O Secretário pergunta, finalmente.

-Queremos que este lugar se abstenha da orgia do Poder, seja independente e respeite o que prega…

-… querem escrever num pedaço de papel que não gostam do Governo? É isso mesmo? Então escrevam, mandem para o Dr. Lafayette com uma bela tulipa de enfeite e abandonem esse motim.

Karl agora desce a escadaria e se aproxima da mesa.

-Vocês têm 12 horas para desaparecer da Universidade. –O Secretário sentencia, o rosto quase em fúria, o dedo indicador involuntariamente mirando cada um. –Se meu nome aparecer em qualquer pasquim, saibam que é da vida que vocês serão tirados.

Os acompanhantes de Karl deixam o local após ele, algo entusiasmados; a ameaça final parece ter surtido efeito. O professor idoso, inclusive, lança um olhar triunfante para os alunos. Provavelmente, é alinhado com o Partido e foi atacado pelos jovens anteriormente. Agora, contempla eles todos engolindo em seco; ao menos por hora.[/align]

[tab=30]Um homem passeia pelo campus.


[tab=30]Agentes do Ministério da Educação e Cultura iniciam uma auditoria na Universidade, arquivos são inspecionados e alunos entrevistados.


[tab=30]Após todas as conturbações do início do ano, finalmente as coisas apaziguam-se e as atividades permanecem a normalidade de antes.


[tab=30]O principal salão da universidade é reservado por alguns alunos para servirem de palco para apresentação da dissertação de mestrado O Renascimento de Nova Roma, da queda de Gesébia à Prosperidade Romaniana.

Uma grande explosão seguida de um incêndio na Universidade acordam o Quartieri. Em meio ao caos, poucos notam o sinal de uma garra gravado em uma das árvores do pátio da universidade…