[INTERATIVO] Via Justiniana

[center]Via Justiniana[/align]

[justify][tab=30] A Via Justiniana - meia irmã da Via Appia - é uma das mais antigas estradas construídas pelos antepassados romanianos, os Romanos. Ela ainda ostenta em alguns dos seus trechos as pedras e demais materiais utilizados por aquele povo e, diferentemente da Via Appia, a Via Justiniana sofrera drasticamente com o passar dos anos, devido ao terreno irregular existente em algumas partes do seu trajeto. A principal causa foram os confrontos entre romanianos e os povos que no passado habitavam o que hoje conhecemos como a Dracônia. Em meados de 1891 a via fora restaurada e ampliada pelo Governo Romaniano, melhorando assim a viagem entre as cidades de Áquila e Firgen.[/align]

[font=Garamond][size=150]O tremor piorou ainda mais a situação da via justiniana, o grupo que estava reformando essa importante via de acesso a Draconia quase abandonaram as obras quando o tremor se encerrou, a situação era deplorável, em vários pontos ocorreram desabamentos, árvores caíram e até alguns buracos apareceram, mas no final da tarde do dia 24 eles receberam uma carta do Governo Romaniano lhes ordenando que focassem todos os esforços na desobstrução da via.

Mas o que realmente animou os operários foi a chegada de mais 35 trabalhadores que os ajudarão na desobstrução e reconstrução da Via Justiniana.
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[font=Palatino Linotype][size=150][justify]Após mais de uma semana de trabalhos intensos, as equipes da EGCT, da CEDR e voluntários começavam a realizar novo cabeamento dos setores danificados das linhas elétricas e telegráficas. Diferente do trabalho urbano, o trabalho nas rotas de acesso era imensamente facilitado pela contiguidade das fiações.

Acreditava-se que em seis dias, a comunicação entre Áquila e Firgen estaria totalmente restabelecida, quando as equipes ao leste e ao oeste se encontrassem.[/align][/size][/font]

Após semanas de intenso trabalho, finalmente o grupo de operários concluiu a reforma desta importante via. Essa obra garantiu a preservação da via bem como a sua ampliação.

Soldados da Carabinieri montam um pequeno posto na Via Appia, com o intuito de manter a ordem no fluxo daqueles que transitam pela via e abordas suspeitos de contrabando ou qualquer outra atividade ilícita.

[justify][tab=30][tab=30]Por volta das 18h, a tropa da Legião Estrangeira alcançou as cercanias de Padova, parando sua marcha cerca de 5Km do núcleo urbano daquela cidade. Então, o Comandante von Steindorff-Bayern ordenou ao coronel Maserati que mobilizasse a tropa para a montagem de um perímetro defensivo, entrincheirando a 1ª, 3ª e 4ª Brigadas de Infantaria cortando a estrada. À 1ª e a 2ª Brigada de Caçadores, fora ordenada que posicionassem-se cobrindo o flanco esquerdo da trincheira.
[tab=30]Ao passo que as 3 brigadas cavavam as trincheiras, o Major-Engenheiro Johann Paulus Reiner ordenou que a 2ª Brigada de Infantaria derrubasse árvores de um bosque próximo, e que começassem a construir “cavalos de Frísia”, que viriam a dar guarida as trincheiras centrais, do flanco esquerdo e também ao flanco direito da posição. Já as 30 peças de artilharia foram posicionadas cerca de 800 metros na retaguarda, de forma que foram reguladas, em grupos de 10, para cobrirem as distâncias de 1000-700 metros, 700-500 metros e 500-300 metros. Barracas para o Comando foram erguidas 100 metros atrás da linha de artilharia, pois dali seriam coordenadas quaisquer ações.
[tab=30]Com todos Legionários trabalhando, Wilhelm decidiu formar uma escolta com 13 soldados e 2 oficiais e partir para Padova, para tentar telegrafar de lá para a Áquila e para a Capital, a fim de comunicar-se com o Chanceler Imperial. Todos partiram à cavalo, deixando o Comando nas mãos de Maserati.
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[justify][size=150][font=Times New Roman][tab=30][tab=30]Após o árduo trabalho de preparação da posição defensiva, que transcorreu durante toda a noite, e a manhã do dia seguinte, os legionários puderam enfim descansar, no entanto, cientes de que a qualquer momento a ordem para a batalha poderia ser soada pelos sentinelas que guardavam posições avançadas das linhas de frente. Conforme projetado pelo Major-Engenheiro Reiner, o Perímetro Defensivo se estendia para a esquerda e para a direita a partir do centro da estrada, com os cavalos de frísia cobrindo os flancos e a vanguarda, que ponteava-se em direção a fronteira da Dracônia:


[tab=30]Wilhelm, que havia passado boa parte da noite em reunião com o Coronel Maserati e outros oficiais da Infantaria e da Artiharia discutindo sobre possíveis retiradas em caso de força superior inimiga, ou, se mesmo em desvantagem, não se conseguisse defender a posição. Enquanto pensava em demasia, o Comandante-em-Chefe da Legião também aguardava qualquer resposta, fosse do Chanceler, ou fosse do outrora colega de corporação, o Coronel di Pavoda. Deste último, além de uma resposta escrita, esperava-se também os 250 Cavaleiros Ulanos.[/font][/size][/align]

Ainda na noite de 29 de dezembro de 1891…

[justify][size=150][font=Times New Roman][tab=30][tab=30]Por volta das 19h, chegaram ao acampamento os 250 Cavaleiros Ulanos do Regimento Carabinieri. O Comandante-em-Chefe da Legião estava em sua tenda quando foi avisado do ocorrido e, simultaneamente, recebia das mãos de um legionário vindo de Padova, o telegrama do Chanceler Imperial.
[tab=30]Após ler as breves palavras de Valeyard, uma certa confusão tomou conta da cabeça de Wilhelm pois, por hora, Valeyard parecia clamar por sua ajuda na defesa de uma Romania a proclamar sua Liberdade e Independência e, horas depois, como se tudo não passasse de um breve engano, solicitava que se houvesse complacência com tropas imperiais e draconianas. Por um momento, uma certa ira tomou conta do pensamento de Wilhelm, que se via agora perdido no espaço e tempo, acometido de uma surdez súbita, a visão embaçada, como se um tiro de artilharia tivesse explodido ao seu lado.
[tab=30]Abruptamente, Wilhelm obrigou-se a retornar a si após um Major da Cavalaria da Carabinieri incessantemente chamá-lo, até que tocou a mão em seu ombro e disse:

- Comandante, o senhor está se sentindo bem?! Quer que eu lhe chame um médico?!

- Não, não Major, eu estou bem. Respondeu esfregando os olhos, tentando recompor-se

- Em que posso lhe ajudar, Major? Indagou Wilhelm.

- Quero entregar-lhe este pacote, enviado pelo Coronel di Pavoda.

- Entendo. Agradecido Major. Dispensado. Falou ao receber o pacote das mãos do militar.

Em seguida, após verificar o conteúdo do embrulho e guardá-lo em seu baú, chamou por Maserati, a quem instruiu sobre as nova situação em que se encontravam.[/font][/size][/align]

Em 03 de janeiro de 1892…

[justify][size=150][font=Times New Roman][tab=30][tab=30]Ainda na noite anterior, 02 de janeiro, o Comandante-em-Chefe da Legião Estrageira Gesebiana chegou ao acampamento acompanhado de sua escolta, os 50 Cavaleiros Ulanos do Regimento Carabinieri. Sem rodeios, dirigiu-se a sua tenda onde lhe aguardavam o Coronel Maserati, o Major Rainer, além dos Oficiais Comissionados. Ali, por cerca de uma hora, o grupo de cerca de 30 militares parlamentou acerca do destino da Legião, que sofreria o mesmo desmembramento por qual vinha passando o Império.
[tab=30]Em termos gerais, fora dito que a Legião seria desmobilizada uma vez que não mais havia uma Gesébia unida, que aqueles que quisessem permanecer sob o Comando do Sr. von Steindorff-Bayern, agora no Exército Real da Romania, seriam bem vindos, receberiam terras nos Condados de Áquila e do Piemonte como símbolo de pagamento e compromisso do reino para com seus possíveis novos patrícios. Porém, como já era de se esperar, antes de serem gesebianos, a maioria se sentia ou draconiano, ou gardenho ou romaniano. A regionalidade sempre falaria mais alto no peito daqueles homens.
[tab=30]Desta forma, concluída a reunião, o Comandante achou por bem reunir a tropa, e falar-lhes acerca dos novo rumos:

- Meus bravos legionários! Venho até vós, é com muito pesar que venho dizer-lhes que esta nova família que formamos, sim, a Legião Estrangeira deverá ser desmobilizada. Sei que vós já devem saber, seja de fontes confiáveis ou apenas de boatos, que o Imperador Leopoldo faleceu na última semana, na Capital Imperial.

Parando por alguns segundos para tomar um pouco de fôlego, Wilhelm percebe que mesmo com a confirmação da morte do Monarca Imperial, a tropa permanece estática, como um verdadeiro soldado deve permanecer diante de seu superior. Wilhelm torna a falar:

[i][b]- Legionários! Com a morte do Imperador, este Império, da maneira a qual bem conhecemos ,não mais existirá. Os nobres e políticos do alto escalão dos governos já cuidam do desmembramento que bem sabemos, só era impedido pela fidelidade aos Gardenne.

  • Dessa forma, quero lhes dizer que foi uma honra servir convosco e comandá-los. Aqueles que são fruto da Romania, não temam, pois se for vossa vontade, seguirão a servir o novo reino que nasce e também nosso futuro Rei, Humberto I, que nos guiará a um novo tempo, a uma nova Romania.
  • Aos que nasceram na Dracônia ou na Gardenha, se for sua vontade, poderão abraçar a Romania como sua nova pátria. Em símbolo de boa recepção, todos os legionários que forem incorporados ao Exército Real da Romania receberão lotes, no interior do Reino, onde poderão estabelecer seus lares e suas famílias. Mas os que desejarem retornar as suas regiões de origem, ficarão as boas lembranças, os longos dias de treinamentos ao qual nos submetemos. Estaremos presentes nos tomos da história do grande Império, hoje em decadência, que Gesébia um dia já foi.
  • Avante Legião! Avante![/b][/i]

- Urra! Urra! Urra! Respondeu a tropa em uníssono.

Então, após a fala de Wilhelm, o Coronel Maserati tomou para si a palavra, passando a parolar sobre como se procederia daquele dia em diante, falando desde o desmantelamento da Linha de Defesa, cujo os materiais utilizados, como os cavalos de frísia, seriam depositados em logradouro público na cidade de Padova, futura sede do Brigada de Engenharia do Exército Real. As trincheiras seriam cobertas e o pedaço de estrada afetado, refeito. Porém, a noite seria de descanso, sendo o trabalho iniciado somente na manhã seguinte.
[tab=30]Com tudo pronto, ao final da tarde do dia 3, a tropa seguiu até Pavoda e de lá, em marcha regular, até a Cidade de Áquila, estabelecendo-se em Quartieri di Immigrati, nos campos da propriedade do Comandante von Steindorff-Bayern, nos arredores do Palacete Belton.[/font][/size][/align]

No começo do final de semana dezenas de funcionários da C.F.R chegaram no inicio da Via Justiniana, com o auxílio de vários equipamentos eles começaram a limpar e terraplanar o terreno ao lado da via, lentamente iniciaram a colocação das fundações da Ferrovia Piemontesa. O trabalho árduo dos funcionários da C.F.R era recompensado pelo apoio da população que frequentemente levavam bebidas para os trabalhadores, para lhes ajudar a suportar o calor daqueles dias.

[justify][tab=30]Alcançando a Via Justiniana a carruagem do Marechal encontrou o comboio de membros do Estado-Maior que seguiam para Padova, e também de oficias das diversas armas do Exército Real. Juntando-se ao grupo de diligências, o comboio seguiu noite adentro rumo a Padova, onde esperava chegar pela manhã do dia seguinte.[/align]


[tab=30]Uma patrulha ostensiva é realizada na via, enquanto alguns soldados recolhem-se para seus aposentos, fazendo um revezamento de horários.