[JORNAL] Atalaia da Gardenha

[font=Palatino Linotype][size=150][justify]Fundado em janeiro de 1891, o Jornal “Atalaia da Gardenha” propõe-se como a oposição aos pontos de vista dominantes e como o veículo de informação para dar uma voz própria, impetuosa e arrojada.

O Atalaia visa guarnecer principalmente os leitores da Gardenha de uma opinião regional independente perante o País. Contudo, sob os auspícios de René von Biller, todos os esforços para se construir um meio de comunicação nacional são constantemente concretizados.[/align]

[i]Através do contato com nossa Sede Nacional, empresas interessadas em realizar a propaganda de seus serviços e produtos podem fazê-lo.

Endereço: Avenida Marquês de Lue, nº 56 - Prados da Vitória - Gardignon[/i][/size][/font]

[center]

[/align]
[font=Garamond Bold][center]CIRCULAÇÃO NACIONAL - ANO PRIMEIRO - Nº 01/1891
Direção Nacional: René von Biller
[/align]

[tabs][tabs:CAPA][center]SUMIÇO DO KAISER INSPIRA
INSTABILIDADE NO PODER MONÁRQUICO
[/align]

[justify]A primeira edição deste periódico é iniciada com uma notícia perturbadora: o Kaiser Augusto Leopoldo não é visto há mais de um mês! Símbolo de um Império forte, justo e pacífico, o sumiço do Imperador ascende o clamor de tendências políticas perigosas e que podem trazer grandes consequências e instabilidade ao Poder Monárquico.
Aclamado em diversos momentos como uma das mais célebres linhagens monárquicas no mundo, a Dinastia de Gardenne teve seu apogeu entre os últimos anos de vida de Steffán I, o Grande, e seu filho e sucessor no trono, Augusto Leopoldo I. Hoje com o fim das aparições públicas e particulares de Sua Majestade, ideologias como o Nacional Gesebianismo promovidas pelo recém formulado Partido Nacional, inimigos internos criam a existência de “inimigos internos e externos” para trazer o medo, a crise e a subversão da ordem. ● PÁGINA 1[/align]
[/font]

[font=Garamond Bold][center]ECONOMIA: Falências empresariais inspiram forte baixa nos pregões esvaziados da Bolsa de Valores[/align]

[justify]Com o fim do prazo de ajustamento fiscal e financeiro mensal para as empresas, as cotações despencaram no último desta semana. Reflexo de uma dura política de austeridade econômica e crescente taxação tributária que entrou em vigor neste ano, muitos negociadores sequer comparecem mais nas bolsas de valores. O temor sobre a fiabilidade de crescimento de grandes empresas e o risco iminente de falências desaceleram o crescimento e trazem desemprego.● PÁGINA 2[/align][/font]

[font=Garamond Bold][center]MUNDO: Guerra Civil no Chile![/align]

[justify]Conflito político entre forças apoiadoras do presidente chileno José Manuel Balmaceda e opositores congressistas instauraram instabilidade no Chile. O Exército fica dividido e a guerra é deflagrada.● PÁGINA 3[/align][/font]

[font=Garamond Bold][center]DUNORD: II Frota Imperial é reencontrada após semanas à deriva[/align]

[justify]Após semanas desaparecida, a II Frota foi resgatada graças aos esforços do Almirantado e de expoentes da Armada Imperial. Tragédia é suportada com bravura e heroísmo por parte das tripulações. ● PÁGINA 4[/align][/font]

[font=Garamond Bold][center]MUNICÍPIO NEUTRO: Caso de Charlie Luciano Salvatore revela problemática da liberdade individual[/align]

[size=150][justify]Depois de tamanha indefinição sobre o destino do Sr. Salvatore, a prisão domiciliar foi expedida. Contudo, a demora e a retratação da própria Justiça revela que a liberdade em Gesébia é cada vez mais cerceada. ● PÁGINA 5

[/align][/size][/font]

[tabs:PÁGINA 1][font=Garamond Bold][center]SUMIÇO DO KAISER INSPIRA
INSTABILIDADE NO PODER MONÁRQUICO
[/align]

[justify]
Não visto desde 25 de dezembro do ano passado, o sumiço do Kaiser provoca instabilidade na figura central exercida pela monarquia.
[/align]

[justify]A primeira edição deste periódico é iniciada com uma notícia perturbadora: o Kaiser Augusto Leopoldo não é visto há mais de um mês! Símbolo de um Império forte, justo e pacífico, o sumiço do Imperador ascende o clamor de tendências políticas perigosas e que podem trazer grandes consequências e instabilidade ao Poder Monárquico.
Aclamado em diversos momentos como uma das mais célebres linhagens monárquicas no mundo, a Dinastia de Gardenne teve seu apogeu entre os últimos anos de vida de Steffán I, o Grande, e seu filho e sucessor no trono, Augusto Leopoldo I. Para tanto, hábeis políticos como antigos senadores, juízes imperiais e o antigo Chanceler, o Duque da Dracônia, tiveram papel extremamente fundamental para o sucesso e a vitória sobre tamanhas vozes discordantes que se ergueram conclamando a revolta e a desordem ao apelarem à “vitória total e incontestável” e ao “fanático nacionalismo”.
Hoje com o fim das aparições públicas e particulares de Sua Majestade, ideologias como o Nacional Gesebianismo promovidas pelo recém reformulado Partido Progressista que se tornou o Partido Nacional, à despeito da consulta interna a seus filiados, verdadeiros inimigos internos criam a falaciosa existência de “inimigos internos e externos” para trazer o medo, a crise e a subversão da ordem.
Muitos populares que afirmaram estar presentes nas comemorações de Natal na Praça Hans Nery, em entrevista rápida ao Atalaia da Gardenha, afirmaram que o Kaiser parecia impetuoso e extremamente altivo na apresentação militar dos ulanos imperiais. Pessoas mais antigas dizem que as aparições eram constantes e que sempre Sua Majestade estava se dirigindo ao povo.
É difícil afirmar a real causa deste desparecimento. Estaria o Kaiser seriamente adoecido? Prefere evitar muita exposição em reflexo aos novos rumos tomados pela Chancelaria? Realmente é deveras preocupante o fato de que não mais se menciona a pessoa de Sua Majestade nos debates políticos, nos discursos do Chanceler, nos demais periódicos… Para além disso, as novas ações políticas visaram fortalecer ainda mais poderes centralizados na figura daquele que é apenas o segundo homem do alto escalão da Monarquia em detrimento contínuo do Poder do Monarca.
Outras consequências do sumiço foram a instabilidade econômica. Através da atuação da Câmara da Indústria e Comércio e de outros interesses escusos, grandes empresas foram ameaçadas com uma política de austeridade fiscal e de falências desde o início deste ano. Algumas mesmo chegaram a falir e deixar milhares de trabalhadores sem emprego.
Neste cenário assustador, a instabilidade monárquica é visível e representa uma séria ameaça à longa e aclamada Dinastia de Gardenne.[/align]
[/font]

[tabs:PÁGINA 2][font=Garamond Bold][center]Falências empresariais inspiram forte baixa nos pregões esvaziados da Bolsa de Valores[/align]

[justify]Com o fim do prazo de ajustamento fiscal e financeiro mensal para as empresas, as cotações despencaram no último desta semana. Sem a presença de contingente relevante de negociadores, os pregões da Bolsa de Valores de Gardignon tornaram-se esvaziados e o valor de muitas ações despencaram na última sexta feira, dia 30.
O temor sobre a fiabilidade do crescimento de grandes empresas, como grandes extrativistas e do agronegócio, tem acarretado no desinteresse de investidores e detentores de capitais em lançar suas apostas e finanças na movimentação acionária. Esta fiabilidade é corroborada como um reflexo de uma dura política de austeridade econômica e crescente taxação tributária, representada pelas medidas conjuntas do Senado e da Chancelaria em aprovarem a reformulação da Câmara da Indústria e do Comércio como órgão fiscalizador.
O fato é que o número de falências cresceu no último mês e espera-se outras tantas a partir do início deste mês de fevereiro, em função da fiscalização mensal do organismo público supracitado. É possível que a alta cobrança de impostos seja uma dos principais motivadores deste trágico fenômeno, que desemprega milhares de trabalhadores do dia para a noite. Mais que isso, a reversão destes impostos para as Regiões, como a Gardenha, foi extremamente insuficiente. O Governo Central têm capitalizado boa parte destes recursos e impôs dificuldades para a relação empregatícia entre o bem público e a iniciativa privada, ambas de caráter regional.[/align]
[/font]

[tabs:PÁGINA 3][font=Garamond Bold][center]Guerra Civil estoura no Chile![/align]

[justify]Neste último dia 16 de janeiro, um conflito militar entre forças apoiadoras do presidente chileno José Manuel Balmaceda e os opositores congressistas instauraram a guerra no Chile.
As razões da crise foram de fundamentação política e econômica, através da problemática condução do governante chileno, que, segundo congressistas, interpretou erroneamente a Carta Magna Nacional e fugiu do necessário viés parlamentarista nela contido. Contudo, apesar de dividido, grande parte do Exército permaneceu ao lado dos presidencialistas e ainda não se sabe as dimensões que o conflito pode tomar.
Tropas chilenas foram fotografadas em movimentação em diversas regiões do País e a guerra civil toma conta do País. Grandes expoentes de setores econômicos temem as consequências e muitos culpabilizam o Presidente pela situação atual. Uma grande indefinição ainda é a posição da Armada perante a divisão. Muitos oficiais parecem aptos a apoiar a causa congressista, o que pode definir a situação de forma drástica.[/align]
[/font]

[tabs:PÁGINA 4][font=Garamond Bold][center]DUNORD: II Frota Imperial é reencontrada após semanas à deriva[/align]

[justify]Após mais de vinte dias desaparecida, a II Frota foi resgatada em alto mar por largas operações de busca e salvamento conduzidas pela I Frota Imperial e pessoalmente pelo Comandante-em-Chefe desta frota, o Barão Julio Cesar P. de Morais, e o Grande Almirante Victtorio S. W. Medeiros.
Segundo informações oficiais, a II Frota teria partido do porto de Porto Dunord no dia 27 de dezembro para condução de exercícios em mar aberto. Severas condições climáticas e anormalidades de rotina ocasionaram graves avarias das duas belonaves da frota, o NSM Azorrague e o NSM Cólera. Com um leme destruído e outro fortemente danificado, os dois navios foram levados por fortes correntes oceânicas para longe da costa. Ninguém no Almirantado ou na Base Naval de Dunord suspeitava da situação.
Mas este era só o princípio da agonia. Tentando realizar reparos exaustivos, as tripulações viram suas reservas de alimentos e, principalmente, de água se esvaírem pouco a pouco. Ao cabo delas, os homens começaram a suportar como podiam e iniciaram uma longa e desgastante jornada marcada pela desorientação e pouca noção de localização. Conforme os dias passaram, os primeiros começavam a combalir com forte fraqueza, desidratação e má nutrição.
Mais de duas semanas após o evento, o Comando da Base Naval suspeitou do desaparecimento da Frota e o alerta foi emitido para o Almirantado. A mobilização de efetivos navais em todo o Norte foi evidente. Desde barcos pesqueiros e pequenos barcos costeiros de patrulha foram mobilizados em um enorme esforço de busca. Enquanto isso, os primeiros tripulantes pereciam sob graves moléstias.
Somente na madrugada do dia 21, a II Frota foi avistada e o processo de salvamento foi iniciado. As tripulações encontravam-se nas piores e mais miseráveis condições físicas e psicológicas, mas haviam resistido com enorme bravura e tenacidade apesar do perigo iminente e o medo da morte. A frota foi conduzida novamente para Dunord e extensivos cuidados foram ministrados para os tripulantes e para Comandante-em-Chefe René von Biller, que também motivara seus homens a não perderem as esperanças. O sofrimento terminara, mas não poderia reverter as onze baixas que tiveram em operação.
Todos os soldados que faleceram foram enterrados com honras militares e seu nome foi inscrito no histórico dos heróis da Marinha.[/align]
[/font]

[tabs:PÁGINA 5][font=Garamond Bold][center]MUNICÍPIO NEUTRO: Caso de Charlie Luciano Salvatore expõe problemática da liberdade individual[/align]

[justify]Após mais de um mês de grande indefinição sobre o destino de Charlie Luciano Salvatore, a prisão domiciliar do mesmo foi decretada pela Suprema Corte em 19 de janeiro deste ano. Confinado à sua residência, o Sr. Salvatore teve sua liberdade cerceada mediante graves descontinuidades em seu processo judicial, pois pouco se sabe sobre a fundamentação das denúncias disparadas contra ele, que envolveriam apenas indícios e suspeitas.
De uma forma ou de outra, o mesmo foi preso preventivamente para investigações por parte da Gendarmeria. A partir daí, o problema se estendeu, pois pouquíssimo foi investigado e o Sr. Salvatore permaneceu preso. Manifestações de populares no centro da Capital e localidades como a Pequena Sicília relaram o apreço que o acusado tinha por parte de muitas pessoas.
Para resolução da situação, um decreto de prisão domiciliar foi emitido. Todavia, este ano pareceu mais uma ação de remediação de outra problemática pior: o cerceamento indevido da liberdade individual. E este problema parece cada vez mais comum no Império. Liberdades de ideia, expressão e vontade tem sido pouco a pouco cerceadas por iniciativas de particulares ou do poder público.
Pouco tempo atrás, um grande periódico foi processado e condenado através de ação movida por motivos de calúnia e difamação. Da mesma forma, o antigo presidente do Senado teria sido processado por motivações semelhantes pelo Chanceler. Decretos passados emitidos pelo Poder Chancelar também teriam visado cercear a liberdade das regiões como a Gardenha e a Dracônia. É realmente perturbador muitos acertos sobre cerceamentos envolverem de alguma forma o ente político supracitado, mas este Jornal não se estenderá nesta crítica, por motivos óbvios.
Da mesma forma, a supressão da vontade individual e da liberdade intrínseca do cidadão e a supremacia do Estado forte, como bem visto na recém postulada ideologia cunhada de nacional gesebianismo, também corroboram ainda mais para esta problemática. Em entrevista ao Atalaia da Gardenha, um político das instâncias legislativas, que preferiu não se identificar, afirmou a necessidade de se “combater o devaneio que o nacional gesebianismo vem trazer à mente lúcida e honrada do Povo de Gesébia”. Populares também foram entrevistados e as opiniões são divididas. Alguns dizem apoiar os novos rumos políticos. Outros, entretanto, reagiram com medo e lembraram tristes eventos como a famigerada “Revolta da Romania” e a “Intentona Odinista”.
Cabe aqui relembrar uma declaração do mesmo Charlie Luciano Salvatore, em entrevista a jornalistas na época de sua prisão preventiva, quando perguntado sobre uma onde de crimes no Império: - “Se querem dizer que existe uma organização por trás de tudo isso seria um organização com [sic] muito influente para poder ter uma [sic] poder desse em todo o império. Como já mencionei, estão pegando fatos isolados e colocando como sendo todos interligados para passar essa sensação de insegurança.”. Realmente é a sensação de insegurança o principal esteio pregado por discursos governistas e ideológicos, como o citado acima, para agir contra a liberdade individual e acarretar o estabelecimento de um Poder cada vez mais restritivo e policiador de seus cidadãos.[/align]
[/font][/tabs]

[center]

[/align]
[font=Garamond Bold][center]CIRCULAÇÃO NACIONAL - ANO PRIMEIRO - Nº 02/1891
Direção Nacional: René von Biller
[/align]

[tabs][tabs:CAPA][center]CONSTITUIÇÃO É VIOLADA E PACTO FEDERATIVO ULTRAJA O IMPÉRIO![/align]

[justify]Esta edição abre com os últimos graves acontecimentos: em ultrajante tentativa de estabelecer acordo, Chanceler demonstra sua intenção de submeter a Nação à mais dura tirania, a despeito do consentimento do Imperador. ● PÁGINA 1[/align][/font]

[font=Garamond Bold][center]Judiciário sob ataque: Juiz Imperial e Procurador-Geral são depostos; novo nome é posto no cargo.[/align]

[justify]O Chanceler Aidan Medeiros von Valeyard desmantela o Poder Judiciário e indica novo Juiz Imperial, mais leal ao Partido Nacional e menos imparcial.● PÁGINA 2[/align][/font]

[font=Garamond Bold][center]Denúncias de corrupção envolveriam Senador, afirma jornal. E envolvem Novo Juiz Imperial.[/align]

[justify]Mediantes denúncias, Jornal acusa Senador Hoken Lokisson de estar envolvido em possível envolvimento com corrupção durante sua campanha. Senador nega a veracidade da denúncia. Novo Juiz Imperial está envolvido no caso. ● PÁGINA 3[/align][/font]

[font=Garamond Bold][center]Ajuste fiscal gera nova tributação na Gardenha. Prazo para regularização empresarial termina hoje.[/align]

[justify]O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços vigora na Gardenha desde o dia 1º deste mês. Prazo definido pelo Governo, para readequação tributária dos serviços, expira neste dia 8. ● PÁGINA 4[/align][/font]
[font=Garamond Bold][center]MUNICÍPIO NEUTRO: Obras criam grandes canteiros de trabalho e estimulam reforma urbanística na Capital Imperial[/align]

[size=150][justify]Construção de Jardins Zoológico, Botânico e do Monumento Nacional têm proporcionado grandes oportunidades de emprego por iniciativa do Governo. Ações atenuam desemprego gerado por falências empresariais. ● PÁGINA 5

[/align][/size][/font]

[tabs:PÁGINA 1][font=Garamond Bold][center]CONSTITUIÇÃO É VIOLADA E PACTO FEDERATIVO ULTRAJA O IMPÉRIO![/align]
[justify][/align]

[justify]Em ultrajante tentativa de estabelecer acordo, Chanceler demonstra sua intenção de submeter a Nação à mais dura tirania, a despeito do consentimento do Imperador.[/align]

[size=150][justify]Anunciada pelo Chanceler Aidan M. von Valeyard em discurso público, a reunião sobre o Pacto Federativo ocorreu na noite deste sábado, dia 7 de março. Contou de forma restritiva com a presença do Duque da Dracônia, o Governador-Geral da Gardenha e o próprio Chanceler. O conteúdo da discussão provavelmente seria mantido sob sigilo ético. Contudo, o Governador-Geral previu que o conteúdo seria vazado por algum período de circulação nacional, e o fato se confirmou. Assim, de modo a não permitir que somente a versão distorcida dos fatos circulasse, relatou o ocorrido a esta Redação.
Reproduzimos a partir de agora e de forma integral, o conteúdo deste documento.[/align]

[spoil]

[/spoil]

[justify]Como se pode ver, aquilo fora chamado de Pacto, muito se assemelhou a uma Nova Constituição. De forma culposa, o Chanceler apresentou um documento que fere diversos artigos de nossa Atual Constituição, no que se refere a competências sobre a proposição de Emendas ou de Nova Constituição, e o claro indício do Executivo demover e desarticular o Senado. E este era apenas a apresentação do documento, no início da ultrajante reunião, que foi seriamente marcada pela ausência de Sua Majestade, o Imperador Leopoldo I.

Ao tomarem conhecimento do conteúdo, o Duque da Dracônia teria apontado o indício deste Pacto corresponder a uma Nova Constituição. O Governador-Geral da Gardenha também pontuaria o mesmo. A partir disso, começou a se questionar o conhecimento do Imperador acerca da intenção do Chanceler, e este, novamente tergiversou acerca da ausência, o que, na prática, corresponde ao total desconhecimento sobre as ações em curso.

Há de se destacar o quão ameaçadas e ultrajadas a Dracônia e a Gardenha o foram, quando o Chanceler mencionou que visava conter os ânimos separatistas. Ora, duas regiões leais ao Império poderiam consentir com tamanha afronta? Pior, tal separatismo, como apontado por Sua Excelência, o Sr. Aidan Medeiros von Valeyard, só encontra paridade na revolta iniciada por seu pai, o falecido Sr. Wellington Medeiros. A situação se agrava ainda mais, quando os termos do Pacto deixavam claras o aumento de poderes de forma extraordinária ao Chanceler, que mesmo criando um “Conselho Federativo”, submeteria este a sua autoridade de forma meramente representativa e verdadeiramente tirânica.

Mais uma vez, Sua Excelência, o Sr. Aidan Medeiros von Valeyard, tripudia sobre nossa Constituição e sobre todas as tradições imperiais. Quando mais entrava em imbróglios sobre suas verdadeiras intenções, mais aumentou a indignação dos representantes dos Povos da Dracônia e da Gardenha. Von Valeyard, que até aqui contou com o apoio quase irrestrito do Senado, simplesmente pretende ter o poder absoluto… Nada mais, nada menos. Ele não está disposto a dialogar com ninguém, tampouco com o Senado, que, por enquanto, ainda depende. Apenas a sua vontade e os interesses de seu Partido tem lugar no ideal de Governo Imperial que ele pretende.

Basta relembrar tudo o que aconteceu nos últimos tempos… Primeiramente, o Chanceler destitui o Juiz Imperial, o Sr. Ródion Nicolaiovich Desslock Yefimov e tenta indicar alguém mais leal e membro do Partido Nacional. Depois põe a Procuradoria-Geral Imperial na ilegalidade, por alegar inconstitucionalidade. Paralelamente, toma o controle interino da Romania, após suspeita inação do Conde de Knight, grande nobre e defensor do Império. Age sob a inação de Sua Majestade, o Imperador, afirmando que ele tem importantes compromissos, além de exercer seu direito monárquico sobre Gesébia.

Ora, quem mesmo será o principal responsável pelos graves acontecem em nossa Nação? Quem é aquele que desrespeita e destrói, dia após dia, os preceitos de nossa Constituição? Quem é aquele que pretende subjulgar o Império e reduzi-lo às chamas e cinzas? Não era de se admirar, pois, que René von Biller se indignasse com tamanhas ambições a ponto de queimar o documento. É esta a maior das preocupações que o Povo de Gesébia tem? Tempos sombrios estão no futuro do Império Gesebiano. A Pátria precisa ser salva daquele que se diz o Führer dela própria: o Chanceler.[/align][/size][/font]

[tabs:PÁGINA 2][font=Garamond Bold][center]Judiciário sob ataque: Juiz Imperial e Procurador-Geral são depostos; novo nome é posto no cargo.[/align]

[justify]O Chanceler Aidan Medeiros von Valeyard desmantela o Poder Judiciário e indica novo Juiz Imperial, mais leal ao Partido Nacional e menos imparcial.[/align]

[size=150][justify]Nas duas últimas semanas, o Chanceler realizou sérias disposições que terminaram por desmantelar o Poder Judiciário. Através de uma petição ao Senado Imperial, alegando o bem estar da Nação, o Sr. Aidan von Valeyard, promoveu a deposição do outrora Juiz Imperial, o Sr. Ródion Nicolaiovich Desslock Yefimov, com motivações processuais claramente políticas e não de competência, como o alegado. A motivação de Sua Excelência e de quadros de seu Partido eram controlar o maior número de empresas declaradas falidas, gerando oligopólios e controle econômico coercitivo.

Com a ratificação do Senado, a Chancelaria foi além e simplesmente ignorou a necessidade de promover uma renúncia eticamente plausível e sem a devida fundamentação. Simplesmente indicou um novo Juiz Imperial, um membro leal ao Partido - o Sr. Erwin von Costa und Silva. Ignorando a necessidade de indicar pessoas confiáveis ao Judiciário, o Chanceler nada mais fez do que ampliar seus poderes, ao controlar esta esfera de poder.

Quando o então Procurador-Geral Imperial, o Sr. René von Biller, interpôs-se ao processo em trâmite, declarando que uma série de procedimentos constitucionais teriam sido ignorados, Sua Excelência, o Sr. Von Valeyard simplesmente decidiu passar por cima da Constituição: ab-rogou para si o direito de entender mais do que os próprios juristas em matéria de leis já aprovadas e declarou a inconstitucionalidade da Procuradoria. Ora, o sórdido argumento, que contraria o trabalho prévio do outrora Chanceler, o Duque da Dracônia, de ratificações do atual Chanceler, não teria a mínima fundamentação. Seria então mais uma prova cristalina da tentativa de supremacia política de Valeyard.

Complicando e piorando ainda mais, a despeito de parca resistência, o Senado aprovou e chancelou todos os abusos promovidos pelo ente do Executivo, com isso perdendo sua própria autonomia. O Novo Juiz foi aprovado pela Casa, pondo em cheque a fiabilidade e autonomia que sempre foram partes ativas das atividades e do trabalho do Judiciário.
Em nota, o Conde René von Biller se manifestou indignado com o curso dos acontecimentos, e declarou que as ações tomadas pelo Chanceler são ilegais e põem em cheque sua capacidade de permanência na sua atual posição e a confiança que reside nos Poderes Públicos.[/align][/size][/font]

[tabs:PÁGINA 3][font=Garamond Bold][center]Denúncias de corrupção envolveriam Senador, afirma jornal. E envolvem Novo Juiz Imperial.[/align]

[size=150][justify]No começo deste mês, o Jornal Gazeta Imperial promoveu denúncias que envolveriam o Senador Hoken Lokisson em um esquema de corrupção ativa, à época de sua candidatura ao Senado Imperial. A matéria é fundada em uma denúncia alegadamente anônima, o que, por si só, tira a fiabilidade jornalística e veracidade dos fatos, contra o supracitado ente do Legislativo. O Senador Hoken teria oferecido cargo de alto salário a esta pessoa em troca de voto, apoio político e adesão ao Partido Democrático. A denúncia finda com o questionamento sobre o novo Senador e a possibilidade do crime de corrupção.

O Atalaia da Gardenha procurou o Senador Hoken, para que este desse sua voz sobre as acusações. Em entrevista, ele declarou que “a ‘denuncia anônima’” teria partido do Sr. Erwin Von Costa und Silva, o novo Juiz Imperial, pois este que se filiou e desfiliou ao PD. “Nunca vi o mesmo pessoalmente, cara a cara e nem mesmo enviei algum telegrama”, declarou. O Senador afirma ainda que sofre perseguição política e discriminação em virtude dos laços familiares com entes que tinham envolvimento com crimes da Máfia.

Nossos repórteres tiveram acesso às fichas de filiações no Partido Democrático e constataram que o Sr. Erwin se enquadra como aquele que teria se filiado e desfiliado do PD. Mas qual a motivação disto? Numa investigação sobre as atividades econômicas que envolvem o Novo Juiz Imperial, descobriu-se algo ainda mais grave: este está ligado a um escritório de advocacia atrelado à Sua Excelência, o Chanceler.

É possível que, à época dos acontecimentos, o Sr. Von Costa und Silva tenha se filiado no Partido Nacional por motivações claramente financeiras. Mais do que isso, esta ligação só demonstra o quão parcial o envolvido agiu no caso e se valeu disso para alcançar a atual posição no Judiciário. Qual é o interesse da Gazeta Imperial nesta trama? É bem simples. Como um período de larga circulação e claramente ligado à liderança do Partido Nacional, a publicação tem o objetivo de minar as vozes da oposição, disparando denúncias contra um membro do Senado, enfraquecendo o Poder Legislativo e fortalecendo o Executivo Imperial.

É possível que tais fatos sejam investigados pela Justiça? É inteiramente improvável, haja vista que o atual Juiz Imperial está envolvido em uma trama de interesses e de falsas acusações de corrupção. O Judiciário parece ter perdido sua autonomia e capacidade de agir imparcialmente, como outros magistrados o fizeram até aqui. O momento é funesto, no qual a Justiça, pela primeira vez, está ausente em Gesébia.[/align][/size][/font]

[tabs:PÁGINA 4][font=Garamond Bold][center]Ajuste fiscal gera nova tributação na Gardenha. Prazo para regularização empresarial termina hoje.[/align]

[size=150][justify]Aprovada pelo ATO ADMINISTRATIVO Nº 02/1891, o Governo-Geral da Gardenha regulamentou um ajuste fiscal de importante monta para esta região. Através do medida, criou-se a Secretaria de Finanças da Gardenha, órgão responsável pelo gerenciamento da “situação fiscal” e instituiu-se o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.

As ações do Governo parecem demonstrar a preocupação com a solidez orçamentária proporcionada pelo Executivo, que abarca para si a maior fatia do que é produzido na Região. A nova tributação age no sentido de regular o enorme fluxo de prestações de serviços, empreendimentos empresariais e circulação de mercadorias. A alíquota do novo imposto foi estabelecida em 10%, de forma a não onerar ainda mais o bolso do contribuinte.

Segundo o Governador-Geral, o ICMS corrigirá as distorções geradas através de iniciativas privadas, onde, muitas delas, tem ido à falência por inabilidade de seus gestores e não pelas garantias fornecidas pelo Governo Regional. “Através dos recursos arrecadados, a Gardenha terá condições de executar obras de grande porte e estabelecer melhorias para a vida do povo gardenho”, afirmou René von Biller, o Governador-Geral.

Ainda não se sabe a dimensão das arrecadações ou tampouco da capacidade de adimplência das iniciativas na Região. O prazo para regulação expira neste domingo, dia 8 de março. Em caso de dúvidas, a Secretária de Finanças pode ser contactada diretamente no Palácio da Gardennia, em Porto Dunord, Dunord.[/align][/size][/font]

[tabs:PÁGINA 5][font=Garamond Bold][center]MUNICÍPIO NEUTRO: Obras criam grandes canteiros de trabalho e estimulam reforma urbanística na Capital Imperial[/align]

[size=150][justify]O ATO ADMINISTRATIVO Nº 01/1891 iniciou profunda reformulação urbanística na Capital Imperial. Levando à cabo a execução e construção de Jardim Zoológico, Jardim Botânico e um Monumento Nacional, o Governo-Geral da Gardenha instituiu grandes canteiros de obras e muitos trabalhos imediatos. Aplicando grande soma de recursos, a região dos Prados da Vitória, em Gardignon, tornou-se modelo urbanístico que têm eco não apenas em todo o Império, mas em outras partes do mundo.

O Governador-Geral René von Biller visitou recentemente as obras e pode constatar in loco os rápidos e progressivos esforços de edificação ali erigidos. A população acenou positivamente com a ideia de ter acesso fácil a espaços recreativos públicos, com serviços de qualidade e eficientes. As medidas administrativas tem provido o sanamento da crise gerada por múltiplas falências mensais sofridas por empresas diversas. Diversos moradores da Capital se mostraram amplamente favoráveis a atual gestão de Governo Regional, em contraste com os desmandos do Governo Executivo.

“Hoje eu sinto orgulho em ser um morador da Gardenha. Sinto orgulho de que a Gardenha esteja crescendo cada vez mais e contribuindo para o crescimento do Império”, afirmou o Sr. François Martin Du Bellay, morador antigo na região central de Gardenne, em Gardignon. “O projeto tem mudado a vida de pessoas aqui. Meu filho corria risco de perder o emprego em uma fábrica que estava em falência, mas hoje é encarregado em uma dessas obras”, declarou a Sra. Voltairine Leclerc, moradora da região dos Prados da Vitória.

O Governo da Gardenha declarou que o montante de recursos destinados a estas obras corresponde a quase 20% do atual Orçamento Anual, repassado pelo Executivo Imperial. Em nota, o Governador-Geral René von Biller, afirmou estar satisfeito com os esforços empreendidos e que espera conseguir implantar novos projetos até o fim do semestre em curso.[/align][/size][/font][/tabs]