[LIVRO] A Conquista do Oeste

[justify][tab=30]Tendo como base o diário pessoal de Sir Alexander Drake, e baseando-se também em relatos dos participantes, bem como em documentos oficiais, este é o relato de como as montanhas da Dracônia foram exploradas e como o povo de Gesébia conquistou o oeste.[/align]

[center]Capítulo I – O Início da Jornada[/align]

[justify][tab=30]“11 de Junho de 1834. Estou deixando Roma, rumo ao norte. Destino: o Posto Comercial do Norte. Objetivo: iniciar uma expedição para mapear a costa norte e as montanhas do oeste. Eu e meus companheiros iremos recrutar voluntários locais para a expedição. A negociação com o governo local foi dura, mas concordaram, por fim, em financiar a expedição sob meus termos.”[/align]

[justify][tab=30]Sir Alexander Drake não era exatamente conhecido. Pelo contrário. Tendo somente 26 anos, tivera modesta participação em explorações nas selvas da África e nas montanhas da Ásia. Sempre fora, no entanto, citado nos relatórios como “extremamente capaz”, o que parecia comprovar sua capacidade.
[tab=30]Em um tempo onde a África e a Ásia causavam frenesi entre os exploradores, dadas as vultuosas somas oferecidas por governos, nobres e empresários por resultados nestas regiões, uma exploração em uma ilha perdida no Oceano Pacífico não chamara muita atenção. O valor ofertado pelo governo local também não era exatamente tentador. Mas Drake via a chance de fazer um nome para si, e com os resultados financiar sua própria expedição no futuro, sem depender de interesses de outrem para tal.
[tab=30]Estava já há um mês em Roma, capital do governo de Gesébia, negociando com o governo acerca da expedição. Tentava negociar uma soma um pouco maior para a empreitada, dado que teria que realizar o recrutamento de voluntários e a compra de suprimentos localmente. Após realizar uma extensa pesquisa, chegara a um valor que deveria cobrir os custos e ainda lhe garantir um bom lucro, mas que era um tanto superior ao que o governo ofertava.
[tab=30]Entretanto, Drake possuía grande capacidade de persuasão. Ia diariamente à sede do governo e apresentava os benefícios da exploração e como os custos, em pouco tempo, se reverteriam em lucro e benefício para o país. Fora tão convincente que, enfim, seus termos foram aceitos e pode iniciar a jornada. Outros, entretanto, dizem que o governo aceitara apenas para se ver livre das visitas e discursos diários do explorador inglês, mas acredita-se que isto seja somente boatos da época.
[tab=30]Gesébia não era exatamente inexplorada na época. Além da capital Roma, haviam três outras grandes concentrações populacionais: Gardenne, uma cidade em franca expansão situada na foz de um grande rio, alguns dias ao norte; o Posto Comercial do Norte, localizado além de uma enorme floresta; e o Posto Militar do Oeste, criado há alguns anos quase no limite que os navios da frota gesebiana conseguiam seguir a costa sul, até serem impedidos por uma forte corrente oceânica. Haviam também diversas concentrações menores por toda a ilha, formadas primariamente por imigrantes que ouviam falar desta terra inexplorada onde poderiam forjar seu futuro. Em sua maior parte, eram comunidades agropastoris ou pesqueiras, mas toda grande cidade possui um início rústico.
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[justify][tab=30]“14 de Junho de 1834. Chego à cidade de Gardenne. Não é uma grande cidade, pelos padrões europeus, mas a segunda maior da ilha. Iremos recrutar alguns voluntários para a jornada, e comprar mantimentos iniciais. Devemos partir em dois ou três dias.”[/align]

[justify][tab=30]Gardenne fora fundada por um grupo de imigrantes diferente de Roma. Apesar de, inicialmente, haver cooperação entre as duas colônias, em algum tempo as disputas por terras fronteiriças levaram ambos os lados a uma situação de desconfiança. Isto, e a constante integração, pela colônia de Gardenne, de nativos da ilha, algo que Roma desprezava.
[tab=30]Isto tudo evoluiu para o conflito armado, que durou muitos anos e consumiu milhares de vidas. Roma fora vitoriosa, no final, e Gardenne obrigada a aceitar a subserviência a seus vizinhos do sul. O que acabara sendo mais proveitoso, pois a tendência menos xenofóbica acabava atraindo mais imigrantes, de forma que a cidade crescia dia a dia.
[tab=30]O constante afluxo de imigrantes, tanto estrangeiros quando dos povos nativos da ilha, proporcionou a Drake uma boa quantidade de voluntários, embora grande parte dos mesmos não passasse de colonos sem trabalho. Mas poderiam ser treinados. Levaria algum tempo, mas Drake selecionou os que considerava mais aptos para a jornada, prometendo-lhes dinheiro e, quem sabe, até mesmo terras nas regiões que explorassem.
[tab=30]Quando deixou a cidade rumo ao norte, já contava com cerca de 80 integrantes, ante a seu grupo inicial de 5 amigos, que haviam vindo com ele da Inglaterra, quando chegara à Roma, e pouco mais de 20 quando partira em sua jornada.
[tab=30]Viajariam em terras já conhecidas, o que possibilitaria a Drake ensinar seus novos companheiros no uso de armamentos e nos segredos de um bom explorador durante as paradas noturnas.
[tab=30]Era um início modesto, mas todos esperavam que, ao final da jornada, uma nova vida estivesse pronta para ser vivida.
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