[LIVRO] Abolitis Tempore - O tempo esquecido

[font=Garamond][size=150][center]Abolitis tempore
O Tempo Esquecido[/align]

[center]PRÓLOGO[/align]
[justify]Dedico este livro a todos os homens e mulheres que ajudaram a criar a Romania Moderna, em especial a Sua Majestade, o falecido Rei Philippus I.
Este livro irá contar a história da Romania dos últimos anos do Grão Ducado, a elevação a Reino e a Queda da Monarquia.
Essa é a história de um tempo esquecido, o tempo onde um novo povo fora formado, o tempo onde o Segundo Império nasceu, um tempo onde a Romania alcançou o seu apogeu.

Os relatos existentes neste livro são frutos de uma profunda investigação nos arquivos do Governo da Romania, do Governo Imperial, e nos relatos feitos por meu falecido pai, registrados e imortalizados em seus diários.[/align]

[right]Por Eduardo Humberto di Medeiros-Valeyard.[/align][/size][/font]

[font=Garamond][size=150][center]CAPÍTULO I – A queda dos patrícios.[/align]

[right]“A víbora patrícia morreu, vida longa a República.” Giancarlo D’Umberto, 1º Presidente da Romania.[/align]

A queda, uma época tão comentada, mas tão pouco conhecida, por isso ela será o primeiro período que abordarei, nesse capítulo tentarei aglutinar de forma coerente todo o conteúdo que descobri sobre os eventos do dia 22 de julho de 1890, o dia da infâmia.
Até a manhã do dia 22 de julho de 1890 a Romania era uma Monarquia, uma Monarquia Absolutista governada pelo Rei Philippus I, descendente dos patrícios que protegeram a cultura e as tradições da Romania ao longo dos séculos.
Esse dia permanecerá na história da Romania como o começo do “fim,” o dia em que a paz fora arrancada do povo romaniano pelas garras dos interesseiros e usurpadores. Essas foram as últimas palavras de um dos patrícios romanianos antes de sua execução.

Não se sabe ao certo quando ou como os republicanos conseguiram aliciar tantos oficiais romanianos, a única coisa que os historiadores sabem é o fato de que a queda do Reino da Romania fora planejado por anos pelos integrantes da Mortuus Rex. Sabe-se que esse grupo terrorista já havia tentado matar o então Imperador Steffàn I, mas eles não foram descobertos até a queda da monarquia romaniana, quando eles mostraram as suas caras e condenaram milhares a morte.
Os dias que antecederam ao golpe foram completamente normais, o Rei que estava em completa reclusão no Palácio Real com a sua esposa fez uma breve aparição em uma das sacadas do palácio. Sua Majestade, o Imperador Steffàn I estava no Palácio dos Inválidos, no Piemonte, com o Sr. Nero de Bragança e o Visconde Wellington di Medeiros, nada fora do normal, a Romania prosseguia calma e tranquila e ninguém suspeitava que em algumas horas um golpe que mudaria o Império para sempre aconteceria.

Na manhã do dia 22 de julho de 1890 um grupo de militares e membros da ordem republicana, até então desconhecida, Mortuus Rex, invadiu o Palácio Villa Augusta e assassinou o Rei Philippus I. Quase que no mesmo instante, do outro lado da cidade um grupo de militares assassinava o então Comandante da Guarda da Romania, hoje Carabinieri, e Regente, Sir. Allan.
Assim que a morte dos dois líderes do Reino fora confirmada, os líderes do Golpe Republicano se reuniram na Praça Philippus I e lá Proclamaram a República da Romania, durante a proclamação também fora divulgado a todos a noticia de que o Rei estava morto, segundo o Governo, ele morrera em decorrência de um golpe perpetrado pelo Regente Sir. Allan, uma mentira para enganar o povo. O povo foi pego completamente de surpresa, muitos acharam que aquilo era uma brincadeira, mas mudaram de ideia quando viram vários romanianos serem presos sob a acusação de traição, o medo se instaurou nos corações dos romaniano. A confusão estava instaurada, soldados marchavam com a bandeira real enquanto obedeciam ordens de um Presidente, Vivas a República eram dados enquanto oficiais agiam em nome de Sua Majestade, a situação era tão caótica que segundo alguns relatos, um oficia da Guarda da Romania chamou o Presidente D’Umberto de Vossa Majestade, não se sabe ao certo o que aconteceu depois.

Os fuzileiros da II Brigada que estava alocada em Áquila foram pegos completamente de surpresa pelo golpe, assim que a noticia do golpe chegou na caserna o alarme fora soado, aparentemente o comandante tinha a intenção de depor o governo republicano e pedir instruções ao Almirantado, mas os planos do Comandante foram rapidamente desmantelados, alguns minutos após o alarme soar, bombas caíram no pátio do quartel, era a artilharia que os oficiais republicanos trouxeram em segredo da Inglaterra.
Grande parte dos soldados morrera no primeiro ataque, eles estavam em formação no pátio e aguardavam o Comandante para marcharem até o palácio, o resto da II Brigada fora dizimada pelos soldados romanianos que arrebentaram com um tiro de canhão os portões do quartel e entraram disparando em qualquer coisa que se move-se, a batalha durou poucos minutos, mas as suas marcas sobrevivem até hoje em algumas paredes do quartel. Essa é uma das várias batalhas que ocorreram após o golpe, é praticamente um consenso que os Romanianos aceitaram de bom grado o golpe, isso é um engano, houve um movimento de apoio aos republicanos, mas da mesma forma houve um movimento de resistência que tentou de forma brava e heroica combater os republicanos e evitar a guerra que conhecemos como Sublevação Romaniana, infelizmente eles falharam e grande parte fora fuzilada ou enforcada ao lado dos gardenhanos e draconianos na Praça Philippus I. A melhor forma de se compreender o Golpe do dia 22 é compara-lo com a Revolução Francesa, não houve uma Bastilha, mas houve uma guilhotina.

A notícia do golpe levou horas para chegar ao Piemonte, isso se deu ao fato de que o Governo Provisório da Romania instaurou a Lei Marcial em Áquila, mas quando essa noticia chegou ao Piemonte ela chegou acompanhada da cavalaria romaniana. No Piemonte a reação do povo fora a mesma, desdém seguido de medo. Enquanto um grupo de civis e militares “ocupavam” a cidade, outro grupo cercava o Palácio dos Inválidos com a intenção de prender o Imperador que havia chegado há poucos dias na cidade.
Por volta da meia noite do dia 22 os cavaleiros romaniano entraram em combate com a Guarda Imperial nos portões do Palácio dos Inválidos, o sino de alarme fora soado, os habitantes do Palácio acordaram assustados enquanto os soldados corriam para os portões e os empregados trancavam as entradas.

Alguns relatos dizem que o Imperador desceu de seus aposentos empunhando uma pistola e se dirigiu ao hall onde estava acontecendo uma discussão entre ulanos, fuzileiros e soldados da guarda chancelar que acompanhavam o monarca. Não se sabe até hoje qual era o motivo da discussão, mas ela não durou muito pois alguns minutos após a chegada do Imperador um soldado romaniano se aproximou do palácio e usando o dialeto romaniano se identificou e exigiu a imediata rendição de todos que estivessem lá. Esse é um ponto interessante, pois alguns relatos falam que o soldado se identificou como um membro das Forças Reais da Romania e disse servir ao Governo de Sua Majestade, isso comprovaria o estado de confusão no qual a Romania estava, muitos ainda não acreditavam na notícia de uma tal República Romaniana. Durante as minhas pesquisas nos arquivos do Governo da Romania descobre um fato no mínimo intrigante, durante a prisão do Imperador Steffàn I, vivas ao Rei Philippus foram dados, o rei já estava morto e esse fato fora divulgado pelo Governo Provisório, e em seguida um ulano fora atingido por um disparo feito pelos romaniano, enquanto isso a bandeira real era hasteada no Palácio, esses fatos mostram que a confusão era tão generalizada que a tropa não sabia a quem servia se era ao Rei, que já estava morto, ou ao Generalíssimo D’Umberto, presidente da Romania. [/size][/font]

[font=Garamond][size=150][center]Capítulo II - O Ducado (1887 – 1888)[/align]

[right]“Foram bons tempos, voltamos há nos sentir romanianos.” Ancião romaniano.[/align]

[tab=30]Um dia de extrema importância para o período moderno da Romania fora o dia 26 de novembro de 1887, quando Philippus se tornou o primeiro Duque da Romania, nesse dia começava uma nova era para a Romania e seu povo. Até então a região da Romania, naquele momento representada apenas pelo que hoje é o Condado de Áquila, era extremamente rural e estava totalmente estagnada, a cultura romaniana se perdia a cada dia, a Romania em si estava morrendo.

[tab=30]As primeiras ações do Duque Philippus foram de suma importância para o futuro da região, ele instaurou um governo absolutista que conseguiu reorganizar a província e fortalecer a integridade do povo romaniano. Para alguns as atitudes do Duque foram totalitárias e irresponsáveis, mas a verdade é que elas garantiram a sobrevivência da cultura romaniana. Sim elas tornaram a Romania em uma região isolacionista, uma região praticamente independente, que possuía as suas leis, governo, forças de segurança e economia, mas isso garantiu ao Duque a possibilidade de resgatar a cultura romaniana e renovar o espírito de seu povo que a cada dia o venerava mais e mais. Mas em meio aos aplausos havia o silêncio de alguns poucos, esse pequeno grupo seria o que mais tarde levaria a Romania ao seu momento de sombras e trevas.

[tab=30]Nessa época a Romania iniciou uma “expansão” ao incentivar a imigração para a região de Monte Bello, hoje Piemonte, essa imigração garantiu a integração do então condado como parte do futuro Reino da Romania. As medidas do Duque mantiveram a Romania como uma região profundamente agrária e mantiveram o controle sobre a entrada de imigrantes, nessa época a economia da Romania se resumia na exportação de alimentos para o resto do Império, essa era a maior fonte de renda do Governo Romaniano e dos latifundiários da região. Nos últimos dias do ducado, o Duque iniciou o processo que levaria a criação da Guarda da Romania, uma força militar que atuava como polícia e exército, patrulhando as fronteiras do ducado e mantendo a ordem dentro da região.

[tab=30]Não existem dados precisos, mas nessa época o número de crimes era extremamente baixo, fazendo assim com que a Guarda se concentrasse em seu papel como força militar. O Isolacionismo romaniano é o motivo que fez as pessoas apelidarem o Duque de “eterno guardião,” o isolacionismo de Philippus permitiu aos romanianos mergulharem em seu passado e iniciarem uma reconstrução de sua história, foi nessa época que os primeiros relatos do Império Romaniano foram encontrados e estudados, grande parte do acervo do Museu Palácio dos Inválidos veio das escavações dessa época, uma época em que os romanianos reencontraram o seu passado e o abraçaram, aceitaram o fato de que no passado foram uma potência e que agora eram um importante membro do Império.

[tab=30]Em janeiro de 1888 o então Imperador Steffàn I concedeu ao Duque Philippus o título de Grão Duque, elevando a Romania a Grão-Ducado e fortalecendo cada vez mais a autonomia da região. Uma época de sangue e dor se aproximava e com ela o ápice da Era Philippus.[/size][/font]

[font=Garamond][size=150][center]Capítulo III - O Grão-Ducado (1888-1889)[/align]

[right]“Alguns dizem que Philippus governou com mãos de aço, mas eu digo que ele governou como um verdadeiro romaniano.” Autor Desconhecido.[/align]

[tab=30]Esse é um dos períodos mais importantes para o povo Romaniano, a evolução de Ducado para Grão-Ducado fez com que o agora Grão-Duque caisse nas graças dos seus adversários. A era do Grão-Ducado representou a consolidação do poder da então Cidade de Roma, hoje Áquila, como capital da província que mais tarde viria a “anexar” o Condado de Monte Bello, hoje Condado do Piemonte.

[tab=30]O Ducado fora elevado a Grão-Ducado no dia 6 de janeiro de 1888 através do Decreto Imperial Nº1/2012. Alguns dias após a publicação deste decreto, o Governo do Grão-Duque se reuniu com alguns nobres romanianos, juntos eles iniciaram um plano de desenvolvimento economico que se baseava na expansão do setor agrícola na província. O primeiro ano do Grão-Ducado fora de paz e prosperidade, o povo estava feliz, a cada dia mais e mais estátuas eram encontradas, antigos textos que narravam as conquistas do que ficou conhecido como Império Romaniano, mas o ano de 1889 fora o ano das sombras.

[tab=30]Durante o Grão-Ducado vimos uma intensificação do absolutismo de Philippus, com o intuito de evitar a contaminação da cultura romaniana ele instituiu que todo aquele que desejasse ter terras na Romania deveria ter a sua permissão, alguns viram isso como um ato de puro isolacionismo, outros viram como uma tentativa de preservar a cultura romaniana das influências draconianas e gardenhanas. Mais tarde essa medida seria criticada por vários gesebianos que a culpam de inflamar o orgulho romaniano, orgulho esse que segundo alguns gardenhanos é o culpado da “Sublevação” Romaniana.

[tab=30]Em maio de 1889 o então Grão-Duque Odin se proclamou Rei de Gesébia e iniciou oque ficou conhecido como a Intentona Odinista. O Grão-Duque Philippus como Chanceler assumiu o controle das Forças Imperiais e lutou ao lado do Imperador Stèphann I, no final os legalistas venceram, mas as cicatrizes permaneceram.

[tab=30]Durante a Intentona a Romania se viu obrigada a pegar em armas para defender a Coroa Gesebiana, o povo logo se prontificou a fazer isso, inspirados pelas histórias dos seus antepassados e pelo seu líder, se uniram no que fora chamado de Guarda da Romania e ao lado dos imperiais lutaram pelo seu Chanceler e Grão-Duque. As forças romanianas se saíram muito bem e essa experiência acabaria sendo mais tarde usada pelos militares republicanos que levaram a Romania a sua ruína.

[tab=30]Como reconhecimento pelos grandes feitos do Grão-Duque e por ter liderado o Império na sua hora mais escura, o Imperador Stephano I lhe concedeu no dia 21 de novembro de 1889 o título de Rei da Romania, elevando assim a Romania ao status de Reino e colocando o agora Rei Philippus I como herdeiro da Coroa Gesebiana.
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