[M2TW-SS] Pour son Roi et sa Patrie

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Olá pessoal. Depois de muito tempo, e duas AARs não acabadas, aqui vou eu para uma terceira. Tenho que pedir desculpas a todos que acompanhavam a AAR que eu escrevia sobre o Skyrim, eu gostava de fazer, mas ela não vai voltar. Aquele meu PC estragou, e eu não tenho dinheiro pra comprar outro PC bom que nem aquele, e se tentar colocar Skyrim no meu atual ele explode. Sempre fui fã da série Total War(apesar de só apanhar no Napoleon/Empire), e estou começando uma AAR no Medieval 2. Estou de férias, tenho muito tempo disponível, e vou dedicar uma boa parte dele a essa AAR. Espero que gostem, e novamente, desculpem-me pela AAR anterior(lanceimoda variasaar deskyrimrolando-q).
[hr][font=Verdana]INFO
Medieval 2 Total War
Stainless Steel 6.3 (Savage AI e Permanent Watchtowers)
França

Dificuldade Hard/Hard.[/font]
[hr][font=Verdana]ÍNDICE

[center]Árvore Familiar
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AVISO! [spoil]Não sou nenhum tipo de historiador ou tenho saco pra ficar lendo quinhentas páginas de wikipédia sobre reis e suas características, por isso, tudo que foi lido aqui deve ser considerado totalmente fictício, fruto da minha imaginação, e não de livros de historia. Caso alguém conheça a história da França nessa época e estiver com vontade de fazer caridade, favor mandar-me uma PM ou escrever abaixo. Grato.[/spoil]

[center]PRÓLOGO[/align]
[font=Verdana]Eles nos traíram, decretaram sua independência, e com ela sua morte. No dia em que ouvi as notícias, ficou claro meu propósito: acabar com a tirania. Dobraram seus joelhos para a linhagem francesa, e agora querem que nós aceitemos que eles se ergam e outros ajoelhem-se perante a eles. Não, não deixarei que isso fique assim… a Inglaterra arderá sob meus pés! Pour le Roi… et sa Patrie! - disse Louis, que seria o próximo rei da França - Mon Roi, me dê permissão e a Inglaterra será sua den…

  • Há! Tem a atitude de um verdadeiro rei, Louis, mas acontece que não tem um exército ao qual comandar! - Interrompeu Elfrig, o conselheiro de seu pai - Quero que lembre-se, príncipe, que um exército não se faz do dia para a noite. É preciso de tempo, e muito dinheiro… e esse último… creio que, mesmo com os lucros que estamos tendo, não seja o suficiente para uma campanha militar.
  • Olhe como fala, Elfrig, está se dirigindo ao seu futuro rei. Parece que toma-me por algum idiota, apenas uma ordem minha e treze mil espadas estão aqui em talvez uma semana. Se convocássemos os vassalos, quem sabe quantas mais? Temos todo o necessário para invadir a ilha.
    Suspirando, o Rei Philip levantou-se de seu trono: - Louis, não podemos nos precipitar. Claro que conseguiríamos invadir a maldita ilha, mas e depois o que? Tem de escutar mais mon conseiller, tem sabedoria. - Limpou a garganta antes de continuar - Imagine se eu aceitasse a sua… proposta, e levasse quase todos os homens do reino para a guerra, o que aconteceria depois?
    Louis olhou em volta, para os outros membros do conselho, procurando uma resposta. Antes que pudesse pensar em algo, seu pai continuou:
  • Mais guerras! Com l’armée real em outro lugar, invasores viriam correndo se apoderar de nosso atual território… posso citar vários nomes. - Todos concordaram com as sábias palavras do Rei Philip, menos Loius, que sentava-se inconformado em sua cadeira. Pensava em retirar-se quando o rei retomou o discurso - Nossa economia está forte, o dinheiro entra em nossos cofres como nunca entrou antes. Duvido que os normanos venham querer uma guerra no momento, mesmo que nossos relatórios sejam de que seu exército não foi abalado com as batalhas. Para que iniciar uma guerra que destruiria nossa economia e nos traria infinitos prejuízos? - Novamente, todos os membros do concelho concordaram.
  • Não quero que esse assunto volte a ser levantado em nossas futuras reuniões, a menos que por moi. Senhores, encerremos por aqui nossa reunião.
    Louis foi o primeiro a se retirar, a passos largos do salão de reuniões do rei.

Alguns dias depois, o Reino da França levantava seus estandartes, mas não contra a Inglaterra. O Rei convocara seus vassalos contra outros inimigos, pequenos senhores que se diziam independentes. A França fazia fronteira com vários senhores de pequenas casas, que, de um tempo para cá, haviam levantado suas espadas contra o Rei Philip. Seriam conquistas relativamente fáceis, nenhum desses senhores tinha grandes exércitos, e seus muros eram defendidos por meros aldeões.
O primeiro alvo seria Rennes, que dividia fronteira com ambas França e Inglaterra. A cidade tinha poucas forças militares, e era o único território independente no Continente que fazia fronteira com a Inglaterra. A invasão seria mais como uma medida preventiva, mesmo sem declarar guerra, era importante negar o máximo de recursos para os normandos.

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Raymond de Beauvais, portador do título de Conte d’Anjou (Lorde de Angers), foi o escolhido para liderar essa investida. Ia demorar um pouco para reunirem tropas suficientes para a invasão, e homens provenientes de Bordeaux, ao sul, marcharam para Angers afim de reforçar as colunas da crescente força de Raymond.

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O inverno estava chegandoembraceyourselves, e antes que as estradas ficassem problemáticas por causa da neve, Philip enviou sua filha, assim como um diplomata, para o leste. Tinha em mente casar Constance com um lorde germânico, assim como iniciar negociações, visando uma futura aliança. Sabia que seria uma tarefa muito difícil, mas gostaria de ter um forte aliado cuidando de suas costas para invadir a Inglaterra de forma segura. Também contratou uma guilda mercantil local, atribuindo-lhes a missão de viajar para a distante Africa, para explorar o ouro encontrado nas montanhas. Não tinha uma forma de saber se esse ouro realmente existia, eram apenas rumores que tinham chegado até seus ouvidos, mas resolveu que valia a pena gastar o dinheiro do reino para descobrir. Caso fosse verdade, e conseguissem importar esse ouro, seus lucros aumentariam ainda mais.
Gostava de pensar que cada ano era uma passagem em sua vida, um desafio que teria que superar. O inverno estava chegando, e as colheiras tinham sido férteis, não faltaria comida. Tinha o sentimento de dever cumprido em si, mas não era de todo real. Dentro de si tinha medo, medo de o que seu filho poderia se tornar, um rei tirano, ou qualquer coisa parecida. Tinha tentando educá-lo de todas as formas possíveis, mas sua mente parecia ser muito pequena para entender qualquer coisa além de força bruta. Um rei não pode ser assim.
Tinha medo, medo pelo reino. Sentia medo pelo povo da inevitável guerra que vinha pela frente… sentia medo de seu filho, de seu próprio filho.[/font]

Gostei desse prólogo. Vamos em frente :slight_smile:

É normal o SS ser um turno por ano? Tem algum jeito de mudar? Queria mais turnos por ano.

Q eu saiba são 2, 1 de inverno e 1 de verão. Pelo menos no MP é assim.

Eu achei que era assim também, mas eu notei hoje só. 1104 é verão e 1105 é inverno, em vez de ser dois turnos um ano. ¬¬|

-edit PQP! Eu não tinha atualizado pro 6.4, vi que tinha esse patch só agora e não é compatível com savegame do 6.3. Será que vale a pena mudar e começar de novo ou continuo com 6.3?

Well, como tá no começo, acho q vale. Claro, ñ sei quanto vc já jogou…
Aqui pelo menos o SS 6.4 tá 2 turnos por ano…

É, to baixando só por isso. No 6.3 era um turno por ano. Vou recomeçar, mas vou deixar o prólogo ali.

Sem contar que pelomenos na late do 6.4…inglaterra não ta mais no continente…

Interssante, sempre que der estarei de olho :wink:

Aar do SS vai ser legal o/

Ainda mais com a frança…se ele jogar bem,quem sabe trago a estrategia dele pro oad? xD

Esquece, não sou um bom jogador de TW. :stuck_out_tongue:

–como traduzir siege ram?

[center]CAP1[/align]
[font=Verdana]Raymond de Beauvais era um homem severo. Gostava de tudo nos conformes, principalmente se fosse um exército. Não era muito bem falando por seus homens, mas sempre disse que o respeito pelo medo é o melhor tipo. Era um bom comandante, um homem experiente, tanto nas artes da guerra como nas de mandar em um castelo. Ia a frente da grande coluna de tropas por uma estrada entre a floresta. Seus homens não eram profissionais, apenas um treinamento básico e estavam “preparados” para a batalha. Comandava quatro unidades de arqueiros, cinco de infantaria lanceira e uma de cavalaria, sem contar seus chevaliers, homens já mais velhos e experientes, que entravam em batalha após batalha ao seu lado a muito tempo. Conhecia a todos, eram os homens mais leais a ele. Todos os lordes adotavam uma guarda pessoal quando recebiam seu título, cavalaria pesada na maioria das vezes. Lá pelas quatro da tarde já conseguiam ver os muros da cidade, que se situava em uma colina. A neve fazia contraste com os muros de madeira, que estavam desgastados pelo tempo. Montaram acampamento e começaram os preparativos para o cerco. A estratégia era simples: criar uma entrada e invadir a cidade por ela. As defesas da cidade eram poucas, mas o único meio de chegar até o topo, onde residia a parte militar dela, era por uma estreita passagem cheia de neve, o que dificultava ainda mais a travessia. Não seria muito difícil de entrar, pensava, e talvez dentro de algumas semanas já tivesse o equipamento necessário.

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Do outro lado da França, o Rei estava sentado com os membros de seu conselho, revisando alguns documentos, inclusive o do casamento de sua filha com o príncipe germânico, Heinrich. Junto com o casamento, foi assinada uma aliança e privilégios comerciais, assim como mapas de toda a extensão do território do Sacro Império Romano. A missão de Constance tinha sido um sucesso, tinha uma forte aliança com o Império, e agora estaria relativamente a salvo para uma guerra com a Inglaterra. Sabia que seria muito difícil atravessar o canal, mas tirar Caen da mão dos ingleses era uma importante tarefa. Se perdessem seu único território no continente, seria muito mais difícil de uma invasão ter sucesso. A mesa estava cheia de papéis, e de vez em quando um servo aparecia com ainda mais deles, distribuindo-os entre os conselheiros.

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O conselho só encerrou-se depois que o rei, já muito cansado, recebeu as notícias da batalha de Rennes.

[center]BATALHA DE RENNES[/align]
[spoil]A noite tinha sido de muita neve, que tinha dado lugar a um amanhecer frio e de céu limpo. Raymond já estava acampado ali com seus homens faziam oito semanas. O equipamento necessário para uma invasão já estava pronto fazia três semanas, mas ele tinha esperança de que a cidade se rende-se. Já estava cansado de esperar, e ordenou na noite anterior que todos se preparassem para o ataque quando o sol raiasse. A hora tinha chegado, e, mesmo depois de já ter participado de muitas batalhas, o lorde ainda sentia a pressão de comandar antes de entrar em campo. Todos aqueles sob seu comando podiam acabar mortos antes do fim da tarde caso tomasse uma decisão errada.
Seu pavilhão deixava as tendas dos soldados comuns parecerem lixo, e quando saiu de lá de dentro com sua armadura reluzente, muitos se impressionaram. Era uma armadura muito cara e bela. Enquanto as outras eram totalmente de metal, a sua tinha incontáveis adornos folhados a ouro, que eram realmente impressionantes. A maior parte dos homens já estava esperando ordens, e em pouco tempo partiram para o ataque.

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Ficou parado por um tempo, contemplando a cidade. Não era nada novo ou inesperado, apenas muros comuns, casas comuns… homens comuns, que teriam suas vidas terminadas hoje, tanto os inimigos quanto um bom número dos seus homens. Apenas o lado francês tinha soldados profissionais, e eram poucos. Apenas a divisão de cavalaria e a cavalaria pessoal de Raymond podiam ser considerados profissionais, enquanto seus inimigos eram apenas aldeões convocados a pegar suas armas e defender seus lares.
Sem mais delongas, enviou a ordem para avançar. Um homem ao seu lado, que carregava seu estandarte acenou com a cabeça e tocou duas vezes uma trombeta. Os homens que levavam o ram iniciaram sua marcha, e logo depois o resto de suas tropas seguiu-os colina acima até o portão da cidade.

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Nada voou sobre suas cabeças, nada de flechas ou pedras sendo atiradas pelos defensores. Raymond achou aquilo estranho, mas sentiu-se agradecido. Não queria perder homens antes mesmo de chegar às muralhas. Posicionou suas tropas atrás do ram, e no momento em que iam começar a bater no portão, ele se abriu e homens começaram a correr lá de dentro. Aquilo pegou todos de surpresa, por um momento o lorde pensou estarem se rendendo, mas logo viu o sangue saindo de seus homens, que seguravam a estaca de madeira. Começou a gritar ordens, e logo toda a sua infantaria caiu em cima daqueles homens. Não passavam de talvez cem soldados, e não via o resto do exército inimigo em lugar algum, até que olhou para cima. A cidade se situava sobre uma montanha, e lá em cima, no topoo, encontrava-se o resto do exército, observando o confronto. Não entendia o que estavam tentando fazer abrindo o portão, mas temeu alguma estratégia escondida, algo sujo. Eles tinham menos homens, podiam tentar algo do tipo.

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Logo, as linhas inimigas quebraram e homens começaram a fugir. A entrada nas muralhas foi mais fácil do que esperava, mas ainda restava subir até o topo, onde encontravam-se as forças principais. Mais ordens foram gritadas, e a trombeta soou novamente. As tropas começaram a avançar. No meio da subida, um dos homens de sua guarda gritou algo e apontou para cima: uma unidade de besteiros encontrava-se no fim da subida, preparados para fazer chover flechas. Como um raio, o lorde passou pela grande massa de infantaria e avançou com sua guarda pessoal até o inimigo. O choque inicial foi poderoso, e metade dos inimigos estavam mortos em questão de poucos minutos.

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Logo, toda sua tropa já tinha alcançado o topo, e por um momento, as duas forças se encararam, em quase que completo silêncio. Frente a frente na praça, os dois exércitos sabiam que seria matar ou morrer, uma carnificina. Novamente, ao som de uma trombeta, avançaram lentamente para o que poderia ser sua morte. A força principal de Raymond, completamente feita de infantaria, encontrou o inimigo no meio da praça, e ao som de aço batendo em aço e gritos, a batalha tomou conta da cidade, parecia um mar de homens, e cada vez mais cadáveres se amontoavam. Os dois generais esperaram antes de fazerem quaisquer movimentos, examinando-se. Nenhum dos dois queria arriscar sua cavalaria no meio de um mar de homens com lanças. Raymond deu o primeiro passo, enviou sua unidade de cavaleiros ao flanco esquerdo das linhas inimigas, e liderou um ataque ao flanco direito. Esquecendo-se do comandante inimigo, entrou no meio da batalha com sua guarda, e quando percebeu, os cavaleiros inimigos estavam entre os seus, e uma batalha montada acontecia. Procurou o comandante inimigo, mas quando encontrou-o no meio da multidão, estava morto e decapitado, e um de seus homens erguia sua cabeça sorrindo. Com o general morto, a cidade estava sob seu controle. A batalha estava ganha.

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Cavalaria inimiga



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Bacana esse up… bela vitoria em Rennes, torcendo por vc… vê se não abandona essa aqui :stuck_out_tongue:

Curti muito o capitulo,meus parabens.

Só não acho necessidade das estatistas da batalha…

Muito bom,serei um fiel leitor :smiley:

Opa, belo cap! Continue assim.

P.S.: Siege Ram seria Aríete, ñ?

Aê! Valeu, é isso mesmo. Tinha me esquecido da palavra. :stuck_out_tongue:

Tenho 386 imagens pra AAR. Comecei a jogar e nem vi que já tinha passado tanto tempo. :stuck_out_tongue:
To gostando da campanha, mas queria saber se vocês preferem que eu escreva vários capítulos entre hoje e amanhã com todas essas imagens e depois continue jogando, ou pare um pouco de jogar e lance um capítulo por dia?
Eu prefiro a primeira, porque realmente to afim de jogar, mas vocês que sabem. Como fica melhor pra ler?

lol man…seleciona as melhores imagens e tals…vc não pensou em colocar as quase 400 né? :nop :nop :nop

Ah,e 1 capitulo por dia é melhor,quando sai o proximo up?Ansioso tua aar ta muito boa :smiley: