Manual sobre o CK

Depois de ler muitas criticas infundadas sobre o Crusader Kings, resolvi mostrar que ele é sim um bom jogo da Paradox. Porem para se divertir com o CK você precisa compreender que ele não é como os outros jogos da Paradox.

Vamos a diferença:

1. CK não é um jogo de guerra.

Diferente dos outros títulos, CK não têm foco na guerra, inclusive a sua guerra é mais dinâmica e ilustrativa que dos outros jogos, você não constrói unidades, você apenas cede uma porcentagem de suas economia para o recrutamento de unidades nas suas terras e nas terras de seus vassalos. A guerra é uma disputa de bônus e reduções como nos outros jogos.

2. Se foque na sua Dinastia!

Os Jogadores de EU sabem que quando o Rei morre, rapidamente aparece um novo sem nenhum problema, e sempre terá um soberano, não interessa quantos morram, assim como você têm infinitos nobres para fazer casamentos reais, sendo que isso é puramente um movimento diplomatico. No CK isso é diferente. Você têm uma familia para cuidar, seu Senhor terá filhos e irmãos, assim como nobres sem ligações familiares em sua corte, você precisa fazer casamentos reais sabiamente, para que você possa ganhar direitos sobre terras desejadas ou manter inimigos longe, assim como precisa se preucupar com a continuidade da coroa, afinal se não tiver filhos sua dinastia pode cair no esquecimento e sem descedentes.

3. Um jogo Cristão e Europeu!

O Corte histórico do CK é de 1046 até 1400, ou seja, fim das invasões normandas, e inicio das invasões mongois, assim como cruzadas e surgimento do Império Otomano, por isso seu jogo será dentro da Europa, e poderá jogar apenas com nobres cristões (catolicos e ortodoxos), o que ao meu ver é de fato um defeito do jogo, os pagões e mulçumanos são apenas inimigos, que devem ser conquistados e eliminados, o mapa so pega até as fronteiras europeias, incluindo o norte da africa e a terra santa. Por isso nada de Vinland ou Brasil ou Persia

4. Títulos, Cargos e Prestigio

Não existe Casus Belli no CK, você pode declarar guerra contra todos os pagões e mulçumanos a vontade, porem para invadir as terras catolicas você precisa ter "clains" naquela terra, e por isso você precisa de um determinado numero de prestigio para "anunciar" que aquela terra é sua, assim declarar guerra é invadir, so que para manter seu prestigio você precisa doar terras aos seus filhos e casar suas filhas, sendo assim um bom nobre, por isso que titulos são de grandes importancia, e eles variam em 3 niveis: Rei, Duque e Conde, onde cada provincia têm um Conde, um Duque normalmente comanda varios Condes e um Rei é o grande suserano, comandando varios duques e condes, quantos mais vassalos se têm mais prestigio se ganha, e assim mais direitos sobre terras alheias pode se clamar, alêm disso você precisa nomear cargos especificos dentro de sua corte, como de Gerentes (Cuidar da Economia), Diplomatas (Cuidar das Relaçãoes Externas), Marechais (Os que comandam suas tropas), Espiões (que Assassinam, ou impedem assassinatos) e Bispos (Mantem boa relação com a Igreja)

Bem, por enquanto é isso o Basico, depois faço tutoriais e coisas a mais para quem quer aprender a jogar de fato.

Chefe, eu sinto muito eu realmemte adorei a idéia do jogo justamente por tudo isso aó que vc falou, principalmente pelo manejamento indireto da administração que deixa ele extremamente feudal. Mas pro duas coisas eu fico puto com esse jogo:

  • Ele só funciona a partir do nível Duque. Não importa o quanto vc se esforçe, se vc começar como conde, dificilmente ascenderá a Duque em poucas gerações pq eles não parecem ter uma fonte descente de prestígio (suprimento que me parece mais importante que dinheiro) e por isso não conseguem alianças, ou bons casamentos, ou vassalos, no máximo alguns amigos. Por tudo isso os condes dependem muito mais dos eventos do que quaisquer outros e, por serem menos “importantes”, tem muito menos eventos que os outros. Entendo que isto tenha, em certa medida, a ver com o realismo do jogo, mas a dificuldade de conseguir alianças, na minha opinião é grande demais.

  • Algo meu me deixa realmente fulo com esse jogo. Essa merda é muito mal organizado!!! Tudo bem um tutorial ser sucinto, mas “Prestígio: é como o mundo vê você.” é tão esclareceedor que eu não consigo entender. Se eu administrasse a Paradoz eu teria vergonha de fazer UMA págna de explicação e chamar isso de tutorial. e ainda criar uma maldita pasta só pra isso. Sem falar na jogabilidade, onde eu não encontrei atalhos realmente úteis. Se vc, sem querer, clica na imagem de um cristão a tela de informações dele aparece e cobre todo o mapa, aí pra fechar não adianta dar “esc”, ou “enter”, ou o diabo que for, vc tem que ir com o mouse a um botão insignificantemente pequeno escrito CLOSE que fica diametramente oposto à figura na qual vc clicou sem querer (e ainda do lado de outro botão idêntico que serve pra voltar). Ou seja, se em uma situação de guerra eu quiser trocar um marechal, mobilizar o army e atacar, antes de ser atacado, e clicar no phortrait de alguém sem querer… fudeu.

Mas esclarecendo, eu continuo tentando jogar, pq a idéia do jogo é excelente. O mapa é bem mais interessante que o do EU II, e até que do EUIII (é bem mais medieval) e as músicas são boas. Como o Yandeara disse, é um jogo de estratégia política e matrimonial, não militar, e em muito pouca medida econômica. Pra quem gosta de um ambiente medieval e aristocrático é um ótimo jogo e os eventos realmete me fazem dar boas rizadas se comparados com os rezultados (minha ex-mulher e ex-gerente me largou e se tornou uma rival minha que trabalha pra outro rival meu, depois de eu ter dado uma “escapolidinha” XD).

De fato esses dois “defeitos” do jogo são tristes.

eu demorei algumas horas so pra me acustumar com a interface, e ate agora eu ainda não achei algumas coisas, mas é classico da paradox fazer interfaces que se demora um pouco pra se acustumar (eu me enrrolo com o do Vic e do Eu 2, o EU 3 é ate hoje o com melhor interface).

Sobre os condes, têm haver com o realismo de fato, mas quem sabe agente não consiga fazer um mod para curar isso, né?

ainda critico a inexistencia da possibilidade de se jogar com pagões e mulçumanos.

Na verdade eu acho a impossibilidade de jogar com pagãos algo razoável, afinal aí eles teriam que fazer agrupamentos de tribos que teriam várias maneiras de suceção dinástica e de relações familiares. Isso fugiria do jogo (eu acho) mas realmente não tem como justificar não tem muçulmanos playaveis.

A propósito, só pra constar, tu me passastes o CD ERA sem querer XD, e se tu querias botar ele como trilha do jogo, tem que adicionar à playlist (o arquivo do bloco de notas da pasta) os nomes das músicas, se não o jogo não procura elas.

p.s. o EUII também é assim.

Alexandre, para de postar varias vezes seguidas no mesmo tópico. xD (é mesmo? merda, não sabia ahUAHAUHAU)

No início vc comentou q n dava para jogar com outros q n fossem católicos, mas tem os ortodoxos: O Império Bizantino, Trebizon; Nubia.

Deixa te perguntar, eu sempre gostava de editar no Total War o quanto o jogo durava ou seja, eu editava o ano de inicio e o ano de termino do save, nao acho onde faze-lo no Crusader Kings, vc pode me ajudar ou alguem?