Palacete Desslock

[center]Acima, visão do Palacete Desslock[/align]

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[center]PERSONAGENS[/align]
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[center]Ródion Nicolaevitch Desslock-Yefimov[/align]
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[justify]Ródion Nicolaevitch Desslock-Yefimov(São Petersburgo - Rússia, 24 de Outubro de 1848) é um jurista, político, escritor, professor e empresário russo-brasileiro radicado em Gesébia à 9 de Novembro de 1890. Chegou em Gesébia no ano anterior. Desslock é a versão ocidental para o nome da família do pai, Deslokov. O nome Yefimov foi adicionado após seu tio, Yefim, ser elevado à nobreza na Rússia e o ter indicado como segundo na linha de herdeiros do Baronato de Yefimov.[/align]

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[center]BIOGRAFIA[/align]
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[justify]Filho de Nikolai Mikhalkovich Deslokov e Ofélia de Campos, é o primeiro de sua família em terras gesebianas. Entretanto, é possível que seu avô materno, Floriano de Campos, tenha vindo à essas terras quando diplomata e embaixador do Império Brasileiro. Nikolai Mikhalkovich foi um importante industrial russo, famoso por suas generosas doações em empreendimentos de infraestrutura em seu país, como a Linha Ferroviária Moscou-Smolensk-Petersburgo. Nikolai abandonou a Rússia e se mudou para o Brasil quando conheceu Ofélia em 1846. Dois anos depois, se casaram, e durante uma viagem à Rússia, para que ela conhecesse a terra natal do marido, nasceu Ródion Nicolaevitch, em São Petersburgo, à 24 de Outubro de 1848.[/align]

[center]EM PROGRESSO[/align][/spoil]

[offtopic]:goodjob
Belo Post e…

Seja Bem Vindo[/offtopic]

Um oficial deixa uma carta sobre a mesa do Sr. Campos Desslock

Caro Sr. Desslock.

Tendo em vista que somos ambos poucos dentre os russos nesta terra, creio que uma convivencia entre nós poderia ser beneficiadora. Eu acabo de chegar da Rússia, e realmente me falta uma voz em nosso idioma. E também um emprego seria bem vindo.

Assinado,

Ivan Aleksandrovich Korolov

[justify]Desslock senta-se na sala de estar, do saguão, com uma taça de conhaque na mesa à seu lado, meio cheia, um charuto Montecristo na mão esquerda, e segura a versão do ano de “O Vermelho e o Negro”, de Stendhal, com a direita. Veste uma calça longa preta, e uma camisa branca, com um colete cinza escuro. Ele fuma calmamente, com olhos fixos. O mordomo-chefe, Ames, entra na Sala, calmamente, e fazendo um simples meneio na cabeça, começa a falar.[/align]

[font=Times New Roman]- Meu senhor, Barnstein já arrumou vosso cabriolé, e o espera do lado de fora. Ah, e Zinoviev, disse que já está se preparando para ir à Dunord, como pediste, senhor.

  • Obrigado, Ames. Enquanto eu estiver fora, vá até o mercado, ou envie a Senhora Morris, e traga um novo pacote de chá preto. E desculpe-me por deixa-lo acordado até tão tarde, mas, tenho algumas coisas para terminar, e sabe qual chá eu gosto, o Ahmad do Ceilão.[/font]

[justify]Tendo terminado de falar, ele fecha o livro e apaga o cachimbo, vira o conhaque. Levanta-se, e do cabideiro ao lado da porta, veste seu terno e por cima, uma sobrecasaca Chesterfield preta. Ainsa no cabideiro, pega uma cartola com faixa média e a mais grossa das três bengalas. Ao sair, ele encontra seu cabriolé com a porta aberta, e Barnstein segurando-a.[/align]

  • Boa noite, senhor. Para onde?
  • Para a Mansão do Senador Magno, pode tocar.

[justify]O Juiz estava sentado em seu escritório, escrevendo algo, que poderia vir a se tornar um livro, maços e maços de papel escrito estavam do seu lado, ele veste uma camisa branca, com o colarinho aberto, e a calça, sem cinto, e no pé só as meias pretas. Ele escrevia extremamente curvado, e tinha tinta que respingara do tinteiro, até na barba. Um de seus secretários, o Sr. Lennart Giehl, entrou ofegante na sala, e o sorriso icônico de maquiavelice de esguelha, sumira. Agora a boca dele estava distorcida de pavor e más noticias.[/align]

[font=Times New Roman][justify]- Oque foi, pobre diabo? Diga logo antes que teu rosto fique assim para sempre!

  • Senhor, no Palacio Legislativo… um atentado. É oque parece, houve um disparo em algum lugar do prédio. Não se sabe se houveram vítimas.
  • Compreendo… Me avise se tiver novas noticias. E me traga aquele Absinto Lautrec 65%, e um pequeno copo com água. Pouquíssima água…[/align][/font]

[justify]Ele volta a escrever, após carregar a tinta da caneta no tinteiro, e logo, Giehl lhe trás o absinto e a água, que ele mistura e bebe. E volta a escrever atentamente. Alguns minutos depois, ele tira uma cigarreira do bolso, e encostando-se para trás na cadeira, tira um cigarro e após gira-lo entre os dedos, põe na boca, e com um palito de fósforo vermelho acendeu o cigarro e ficou alguns minutos fumando ali.[/align]

[justify]Ródion estava sentado no jardim na parte de trás do palacete, lia um livro, “Cartas Persas”, de Montesquieu, e conversava com o filho caçula, Aleksandr que por sua vez, lia “Os Três Mosqueteiros”, mais um dos romances franceses que a Família Desslock amava. O menino parecia uma cópia mais jovem do pai, com as mesmas feições bem definidas e eslavônicas. O Juiz vestia uma camisa branca, com um colete fechado preta e uma gravata, igualmente, preta. E uma calça risca de giz, preta. O Sr. Lennart Giehl veio andando apressado na direção do Juiz. vestia um terno cinza e vestindo um chapéu Derby, vinha com a bengala na mão direita, e embaixo do braço esquerdo trazia uma pasta com arquivos.[/align]

[font=Times New Roman][justify]- Senhor! Novas noticias!

  • Ah, Sasha, por que não entra, agora? Fale com Ames para ele fazer o nosso chá, ok? - depois de Aleksandr entrar em casa, Ródion volta a falar com Geihl - Então, quais as novas?
  • Não houve atentado. Foi suicidio. Do presidente do Senado, vosso sócio, Carlos Magno de Eduardo e Alcântara.[/align][/font]

[justify]Claramente, a noticia foi um choque para o Juiz. Apesar de que não lhe foi difícil imaginar os motivos. Após dispensar o Sr. Giehl, o Juiz entrou em casa, e se arrumou. Após tomado o chá com Aleksandr, o Juiz chamou Barnstein, seu cocheiro de confiança, e ordenou-lhe para tocar para o Palácio Legislativo.[/align]

[justify]Três batidas ressoaram na sala de estar do Palacete. Meio minuto se passou, e a porta foi escancarada por Ródion Desslock. No frio do lado de fora, mexia em uma pasta com arquivos, e mal viu quando o Juiz abriu a porta.[/align]
[font=Times New Roman][justify]- Sim? Posso ajudar?

  • Ah! Senhor Desslock? Tenho uma mensagem e informação sobre teu tio, Yefim Mikhalkovich
  • Diga.
  • Yefim Mikhalkovich Deslokov, ascendeu à fidalguia. O Czar garantiu-lhe o título de Conde Yefimov, e garantiu-lhe um pedaço de terra com o nome em homenagem à ele, o Condado de Yefimov. Bem, Yefim então, teve de nomear os primeiros membros da Casa Deslok-Yefimov. E o senhor está em segundo lugar, pois ele tinha muito apreço por ti e teu pai. Seu primo Pavlov está em primeiro, tu em segundo, seus filhos, Seryozha é o terceiro e Aleksandr o quarto.
  • E o primogênito de Yefim, Yuri?
  • Ah! História terrível… Juntou-se a um maldito grupo socialista… Teve muitas discussões com o pai sobre ele ser um burguês, industrial e ainda ascender à nobreza… - ele suspira e continua - Enfim, aqui está o certificado de linha de sucessão ao condado de Yefimov. Também lhe é aconselhado que adicione “Yefimov” em seu nome.
  • Compreendo. Vou tomar providencias.
  • Tenha um bom dia, Senhor Desslock! - disse indo embora, o mensageiro que não apresentou nome.[/align][/font]

[justify]Ródion entrou, jogou os documentos sobre o balcão perto da porta. Tirou um cigarro da cigarreira, pôs na boca e acendeu com um palito de fosforo vermelho. Sentou-se numa poltrona na sala de estar, e ficou fumando e olhando para os documentos sobre o balcão. Após fumar o cigarro, foi para o escritório e redigiu um bilhete para o Cartório.[/align]

[justify]Durante a tarde houve uma afetuosa despedida no Palacete Desslock. Por causa de recentes tensões, Amélia e Aleksandr partiriam para Firgen, depois de alguns meses vivendo na capital, agora morariam no recém-construído Palacete Púshkin, em Draco, A despedida foi terna e amorosa, mas silenciosa após beijar sua esposa, Ródion ordenou à Barnstein, o cocheiro, levar a esposa e o caçula à Estação Stéffan I, de onde partiram no Expresso da Meia-Noite. Para a segurança dos dois, Alieksiêi Zinoviev os acompanhariam e ficaria em Draco, os servindo. Após a partida dos dois, Ródion e seu convidado para o mês, Isidore Valjean, sentam-se na sala de estar, para beber enquanto discutem a situação do mundo, em especial Ródion pergunta da França, e de seu filho primogênito Seryozha, estudante da Universidade de Paris, pois Isidore vive em Paris.[/align]

Uma carta é entregue, com o selo da Federação Draconiana na mesma:

[justify]Depois fazer as malas, e dar ordens ao mordomo-chefe, Ames sobre como cuidar da casa das mais diversas maneiras, Ródion e Isidore embarcam numa caleche para a Estação Ferroviária, de onde partiriam para a Dracônia. Ames prega um aviso na porta, que apesar dele continuar na casa para mantê-la, é necessário avisar:[/align]

O carteiro deixa uma carta na caixa de correio.

Um convite impresso foi entregue na caixa postal deste edifício.

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[justify]Ao ver a carta para inauguração do Museu, Ródion se arruma, se despede da família e parte para a Estação Ferroviária Drake.[/align]
[mod=“Hiryuu”]Relevado por ter sido “em cima da hora” o convite do Biller. Considera-se o horário de recebimento do telegrama[/mod]

[justify]Na noite anterior, vindos de berlinda após uma viagem de mais de 12 horas entre Firgen e a Capital do Império, Ródion Desslock-Yefimov e seu primogênito, Seryozha Rodionovitch, chegaram à Gardignon. Dias antes da viagem, Ródion ordenara de o mordomo-chefe, Ames, que adiantasse os restauros necessários, devido ao terremoto. O Palacete Desslock havia perdido metade de sua estrutura no cataclismo. O desmoronamento levou consigo vários pertences dos Desslock-Yefimov, mas quando da chegada de Ródion e Seryozha, a estrutura essencial da construção já fora restaurada. Janelas ainda faltavam, rachaduras decoravam paredes, e vários quartos estavam interditados enquanto a reconstrução durasse, mas a parte mais difícil fora concluída, e estimava-se cerca de uma semana para a conclusão do acabamento e reorganização dos cômodos. Com “Walden”, de Thoreau, em mãos, Seryozha sentado em um dos bancos do jardim dos fundos do Palacete, fumava um cigarro. Ródion e Ames terminavam de ajeitar as coisas na casa. [/align]

Um jovem mensageiro deixa uma carta com o mordomo do palacete e pede ao mesmo que entregue ao Sr. Desslock.