Palacete Downton - Residência da Família Crawley

[center]Família Crawley[/align]

[center]Palacete Downton[/align]

[justify][tab=30]A Família Crawley remonta suas origens ao período de início da colonização na região da atual Gardenha. Thomas Crawley, Almirante da Marinha Real da Inglaterra, com ordens diretas do rei inglês George I, lançou sua expedição de colonização no ano de 1716.
[tab=30]Ao chegar a ilha de Gesébia, estabeleceu uma colônia cerca de 100 Km da costa, a qual nomeou de Georgetown, e que atualmente abrange a cidade de Espalion. Entre as muitas guerras que se sucederam durante os século XVII e XVIII, envolvendo os territórios gesebianos, os Crawley perseveram, primeiramente, lutando pela Inglaterra e, quando abandonados por sua metrópole, apoiando os franceses.
[tab=30]Com a emancipação da parte norte da ilha, levada a cabo pelos Arquiduques da Dinastia Gardennia, os Crawley foram galardoados com o título de Condes de Espalion, em reconhecimento aos serviços prestados durante a Guerra de Unificação doas Ducados.
[tab=30]Atualmente, Robert Grantham Crawley, 5º Conde de Espalion, é o patriarca da família. Membro da reserva do Exército Arquiducal e graduado em Filosofia, Lorde Crawley - como muitos o chamam, detêm-se a manutenir a grandiosa propriedade, onde encontra-se edificada a grã-joia da família, o Palacete Downton.[/align]

[center]Membros da Família Crowley[/align]
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[center]Ambientes Internos e Planta do Palacete Downton[/align]
[spoil][center]Hall de Entrada[/align]

[center]Salão[/align]

[center]Biblioteca[/align]

[center]Sala de Jantar[/align]

[center]Sala de Espera[/align]

[center]Sala de Fumantes[/align]

[center]Sala Rosa[/align]

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[size=140][font=Times New Roman][justify][tab=30]No fim da tarde da terça-feira, se faziam presentes no Palacete Downton representantes de toda a região leste da Gardenha. Nobres, aristocratas e membros de governos locais das cidades de Lencate, Farfalla, Saint-Fleur, Valencey, Logromo, Bajona, Fleche, Dreux e Falonet haviam reunido-se, a convite de Robert Crawley, Conde de Espalion, para debater e elaborar um manifesto a ser entregue a Condessa Selma Santini. Então Robert, que jazia sentado ao lado de seu filho, Lorde Matthew Crawley, mediava as discussões.

- Os fatos são esses, meus nobre senhores! Já passa da hora de termos alguém ocupando o trono no Palácio do Juramento. Precisamos mostrar para a Condessa Selma que, enquanto não tivermos nossas instituições solidificadas, seremos motivos de chacota para todo o mundo. Como dever que lhe foi atribuído, ela precisa ser proclamada Arquiduquesa da Gardenha e de Dunnord, ou então, apontar alguém que o faça.

Então todos os presentes assentiram com a cabeça, comungando com a fala de Robert.

- De fato, Lorde Crawley, esta incerteza sobre quem realmente reina sobre nós tem afetado em muito nossa economia. Investidores estrangeiros temem que, a qualquer momento, um grupo de insurgentes possa aparecer e solapar os poderes da Condessa. É certo que ela precisa tomar a Coroa para si. Complementou o Conde de Saint-Fleur e tio de Robert, George MacClare.

[tab=30]Assim, após mais três ou quatro manifestações de representantes de outras cidades, procedeu-se na escrita do manifesto. Já era noite quando fora terminado. Então, após todos assinarem o documento, fora servido um jantar e, na manhã seguinte, Robert, acompanhado de seu filho e do Conde de Saint-Fleur partiriam para a capital, com o objetivo de entregar nas mãos da Condessa o manifesto exigindo um decisão sua.[/align][/font][/size]

[justify][tab=30]O natal em Downton fora bem comemorado. Seguindo a tradição de longos anos, todos os empregados do Palacete foram convidados a juntarem-se aos seus patrões, jubilando-se pelo nascimento do Senhor Jesus Cristo. Com uma farta ceia e bebidas que iam desde vinhos romanianos ao tradicional ponche de maçã da Sra. Patmore - cozinheira do palacete, todo festejaram a noite de véspera natalina. Ao som de uma banda contratada, puderam divertir-se, dançando até a madrugada do dia 25.[/align]

[size=140][font=Times New Roman][justify][tab=30]Ainda cedo da manhã da quinta-feira, por volta das 7h30 da manhã, um oficial da EDTC realizou a entrega expressa de um telegrama vindo de Saint-Fleur.
[tab=30]Robert Crawley encontrava-se na sala de jantar, onde tomava o desjejum junto de seus filhos, Matthew e Edith, quando fora interrompido, respeitosamente, por Charles Carson, o fiel mordomo de Downton há pelo menos 40 anos. Tratava-se do telegrama recém entregue. Terminando de comer, Robert rompeu o envelope que envolvia a mensagem, sob os olhares mais curiosos de Edith e Matthew.

[tab=30]Com calma, fez a leitura do breve texto. O responsável pelo comunicado era seu cunhado, o George MacClare. Edith não segurou-se e logo indagou seu pai:

- Vamos papa! Diga-nos logo do que se trata! Estou quase morrendo de curiosidade.

- Acalme-se minha filha! Esta mensagem é deveras importante! Respondeu Robert, sorrindo e tornando a olhar para Matthew, o Conde prosseguiu.

- Parece que nossos esforços não foram em vão, Mat. Diz aqui que ontem, ao final da tarde, a Condessa Selma ou, devo dizer, a Arquiduquesa Selma pronunciou-se ao povo da capital. Acatou a moção do Senado e disse que convocará uma Constituinte. Finalmente teremos uma monarca!

[tab=30]A alegria era tanta que todos levantaram-se da mesa e logo abraçaram-se. Até mesmo Sr. Carson, um poço de discrição e seriedade, comemorou junto do volante que lhe acompanhava, Thomas Barrow. Por dentro, Robert sentia-se grande e altivo. Toda aquela movimentação envolvendo a escrita do manifesto entregue a Arquiduquesa, servira-lhe como um aditivo ao gosto pela política. Estava, a partir de agora, determinado a representar seu antigo partido, fazendo parte do seleto grupo que elaboraria a nova Constituição.[/align][/font][/size]

Na manhã de 02 de janeiro de 1893…

[size=140][font=Times New Roman][justify][tab=30]Robert estava a andar pela propriedade, como era sua rotina todos os dias após tomar seu desjejum, quando fora abordado pelo segundo volante de Downton, William Mason. Este trazia a notícia da chegada de um ilustre visitante. Tratava-se do amigo pessoal de Robert, e seu procurador nos negócios, o advogado George Murray. Ao retornar ao palacete, Robert cumprimentou o recém-chegado e ambos seguiram para a biblioteca. Ao mordomo, Sr. Carson, fora solicitado que não permitisse qualquer pertubação àquela reunião.

- Bem meu caro Robert, o que me traz de volta a Downton, desta vez, são os negócios. Venho para lhe informar que vencemos a nossa causa na justiça. Você receberá a quarta parte da herança de Cora, o que equivale a, deixe-me ver… Aqui! São G$s 5.993.009,18.

- Deus do céu! Mas que maravilha de notícia, George! Acho que isso merece uma comemoração, não é mesmo? Posso servir-lhe um copo de whiskey?

- Mas a essa hora meu caro? Não achas um pouco cedo demais? Inquiriu o advogado.

- Creio que devamos aproveitar o calor do momento. Este ano de 1893 já começou bem, de todos os sentidos e maneiras. Um copo de bebida não causará nenhum mal, a mim a penas abrirá o apetite. Hahahaha!

- Então aceito de bom grado.

[tab=30]Após Robert servir uma dose a ambos, veio o brinde e logo beberam todo o conteúdo do copo. Mais uma dose fora servida.

- Robert, há outro assunto que gostaria de tratar contigo.

[i]- E o que seria?

  • Bem, agora que você recebeu a última parte da fortuna de Cora, creio que devêssemos pensar em multiplicar todo este dinheiro. Ao menos uma parte eu lhe aconselharia investir.

  • Investir? Mas no quê? Não venha me dizer para comprar ações de companhias ferroviárias americanas! Você bem sabe o que se passou com o Conde de Lencate. Comprou quase a metade das ações de uma companhia qualquer, agora vive a pedir dinheiro a juros. Deve até as ceroulas, se bem me disseram há alguns dias, no Senado.

  • Não meu caro, não se trata de comprar ações. Tive acesso a uma negociação que ainda não fora aberta ao mercado comum. Uma grande oportunidade! Se comprarmos a empresa de portas fechadas, pagaremos cerca de 50% mais barato do que se fosse uma empresa a ser aberta ao mercado, onde qualquer um pode ofertar.

  • E de que ramo estamos falando?[/i] Questionou o Conde de Espalion, curioso.

[i]- É da S&H Confecções S.A. Provavelmente, a maior empresa do ramo têxtil e coureiro de toda a Gesébia. Pertencia a um nobre da Romania. Gente importante e de confiança do próprio Rei Humberto. Porém o motivo real da venda o atual diretor administrativo não quis me informar. Disse apenas que tinha pressa de vender e que eu poderia confiar que era um bom negócio.

  • Mas isso é a palavra dele, não é mesmo? Quem nos garante que ele não está a dar um golpe em seu patrão? Que quer vender e fugir com o dinheiro da transação? Quem nos garante que a empresa não está em processo de falência?[/i]

- Eu lhe garanto tudo, Robert. A título de confiança, esse diretor permitiu-me examinar todas as contas. A situação fiscal da empresa está impecável. A mesma tem isenção de importação e exportação pelo tempo de um ano, que pode e dever ser renovado. Isto porque a S&H é a fornecedora de uniformes para a Gendarmeria, para a Marinha Arquiducal e para o futuro Exército Arquiducal. Fora isso, há muitos contratos com outros governo, inclusive o de Nova Gales do Sul e do Reino da Dracônia. Volto a dizer-te que não sei o que se passa na cabeça daquele homem para vender a empresa por tão pouco. Mas acho que seria loucura perder este negócio. Temos até o fim do dia de hoje para sinalizarmos a compra. O que você me diz?

[i]- Ora, não posso negar, estou receoso. De quanto estamos falando em investir?

  • O preço que ele está pedindo é de G$s 650.000,00. Nem dá para dizer que é uma pechincha…[/i]

[tab=30]Então o Conde levantou-se de sua cadeira, deu alguns passos e parou diante do retrato de seu falecido pai. Refletiu bem sobre o último pedido dele para consigo: “não permita que Downton saia da nossa família, pois ela é a nossa jóia mais preciosa.”

[i]- Creio que essa é uma das raras vezes que não tenho cem por cento de certeza do que estou a fazer, porém, confio em você, George. Nos conhecemos há tanto tempo que creio que não me colocaria em uma má situação. Compre esta fábrica. Mas este deve ser um segredo apenas nosso. Ao menos por hora.

  • Tenha certeza Robert, será um negócio muito lucrativo. Creio que já no primeiro mês você terá o retorno do investimento. Lhe agradeço a confiança depositada em mim. Eu não lhe decepcionarei. [/i]

[tab=30]Logo o relógio badalou marcando o meio-dia. Então ambos saíram da biblioteca e foram juntar-se aos demais, que os aguardavam junto a sala de espera. Após o almoço, o Sr. Murray tomou a carruagem que lhe trouxera, a fim de retornar à capital e concretizar a compra da S&H Confecções.[/align][/font][/size]

Ao final do dia um funcionário do Parlamento chega a residencia Downton, requerendo falar com o Conde.

Ainda na noite de 02 de janeiro de 1893…

[size=140][font=Times New Roman][justify][tab=30]Robert, que jazia junto de sua esposa e filhos na sala de espera, onde aguardavam o jantar, fora comunicado pelo Sr. Carson sobre a chegada de um burocrata do governo. Licenciando-se dos demais, o Conde de Espalion dirigiu-se até o hall de entrada.

- Boa noite, Sr. Lambert. A que se deve vossa visita? Em que podemos lhe ser úteis?[/align][/font][/size]

  • Boa noite, Conde. Minha função hoje é poe deveras simples mas extremamente importante: aqui está a carta de convocação do senhor para formar o grupo de políticos incumbidos da nova constituinte.

[size=140][font=Times New Roman][justify]- Eu? Na Constituinte? Indagou Robert. Embora já houvesse interesse seu em tomar parte nos novos rumos políticos do Arquiducado, o Conde de Espalion surpreendeu-se ao ser convocado diretamente pela Arquiduquesa. Após ler a carta, buscou confirmar as informações.

- É isto, então? A Constituinte tem início na manhã da próxima sexta-feira, dia 6? Creio que eu deva me apressar…[/align][/font][/size]

  • O dia 6 será reservado para a escolha da mesa diretora: presidente, vice e secretário. Os trabalhos em si estão previstos para segunda-feira, dia 9.

[justify]- Entendo. Bem, estarei lá, com toda certeza. Agora, creio que já é um tanto tarde. É prudente que junte-se a nós no jantar, ainda que não estejas em trajes próprios para isso. Mas não há problema nenhum. Podemos providenciar um quarto de hóspedes, se for sua vontade.[/align]

  • Agradeço o convite Conde mas retornarei ao hotel Caçador pois ainda tenho algumas coisas a fazer. Passar bem e uma boa noite ao senhor e sua família.

[size=140][font=Times New Roman][justify]- Muito obrigado, Sr. Lambert. Desejo-lhe uma boa viagem de retorno à capital. Mande meus cumprimentos à Sua Alteza, a Arquiduquesa Selma.

[tab=30]Assim, após a saída do burocrata, Robert retornou a sua família e todos seguiram para o jantar. Enquanto comiam, o Conde aproveitou para dividir a boa nova com todos. Cerca de uma hora e meia depois, enquanto trocava sua roupa, preparando-se para dormir, solicitou ao seu valet, John Bates, que preparasse as bagagens para quinta-feira, quando partiriam para Gardignon, onde Robert iniciaria os seus trabalhos na Constituinte.[/align][/font][/size]

[size=140][font=Times New Roman][justify][tab=30]Conforme se havia previsto, na manhã da quinta-feira tudo estava pronto para a partida do Conde de Espalion. Acompanhariam-no até a Capital, além de seu valet, John Bates, sua esposa Cora e sua filha Edith. Após as malas serem carregadas no automóvel e, tendo todos tomado seu desjejum, sem delongas, despediram-se dos criados que permaneceriam em Downton e partiram, rumo à Gardignon, com estimativa de chegada no meio da tarde.

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Pela manhã do dia 07, um homem vestido com um terno preto e segurando uma maleta preta aguarda ser recebido.

[justify]- Peço que aguarde, senhor. Vossa Graça o receberá após terminar seu desjejum. A quem devo anunciar? Indagou Charles Carson, mordomo de Downton.[/align]

  • Yago Bonfante. Estou à serviço da Arquiduquesa. O assunto é sobre questões comerciais.

[size=140][font=Times New Roman][justify][tab=30]O mordomo assentiu com a cabeça e retirou-se. Alguns minuto depois, o Sr. Carson retornou ao hall de entrada e conduziu o emissário arquiducal até a biblioteca de Downton.

- Seja bem vindo, senhor Bonfante. Em que posso ajudar a Vossa Alteza, a Arquiduquesa Selma? Perguntou o Conde Crawley.

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  • Bem, ela deseja propor um negócio ao senhor. Bem aqui estão os papeis da proposta de negocio. Favor dê uma olhada com calma.

[size=140][font=Times New Roman][justify][tab=30]Após ler as várias páginas, o Conde coloca a pasta sobre o assento do sofá ao lado. Ao agitar a sineta que encontrava-se na pequena mesa ao lado, é logo atendido pelo Sr. Carson. A este, Robert solicita que seja servido ao visitante e a si, uma xícara de Twinings, famoso chá de origem inglesa.

- Pelo que pude entender, Sr. Bonfante, este material trata de algumas propostas de compras de empresas. Sei que não tens a obrigação de responder, mas Vossa Alteza está passando por algum problema com suas finanças pessoais?[/align][/font][/size]