Palacete Downton - Residência da Família Crawley

  • Não. Mas em virtude dela estar focada na administração do Arquiducado, não possui tempo nem paciência para lidar com estas empresas. Além de que, como o confisco das empresas feito pela Romania, a Arquiduquesa decidiu se afastar do meio empresarial de vez.

[size=140][font=Times New Roman][justify]- Confisco de empresas na Romania? - Eu não fiquei sabendo de nada, sequer por jornais. Espero que não ajam incidentes diplomáticos por isso. De qualquer forma, as decisões de Sua Alteza em seus negócios privados não nos diz respeito.

- Porém, ainda que eu deteste qualquer matéria em administração de empresas, devo dizer que a madeireira me chamou atenção. Quero solicitar ao senhor que dirija-se até a sede da Crawley Tecidos e Alfaiataria, na capital. Lá chegando, peça para ter com o senhor George Murray, cuja pessoa recai a responsabilidade pelos negócios desta família. Diga a ele que tem meu consentimento para negociar a madeireira. Para as demais empresas, rogo que achem um bom comprador, pois não quero ser conhecido como homem que abandonou suas origens.

- Posso lhe ajudar em mais alguma coisa, afora estas questões, senhor Bonfante?[/align][/font][/size]

  • Sim senhor! A Arquiduquesa deseja falar com o senhor o mais brevemente possível. Se possível podemos partir juntos hoje mesmo.

[size=140][font=Times New Roman][justify][i]- Partir hoje? Me parece impossível, meu caro. Aconselho-vos a enviar uma mensagem telegráfica à Capital, informando que partiremos amanhã, ao nascer do sol.

  • Fique conosco nesta noite. Se não trouxeste bagagem ou outra muda de roupas, pelo seu tamanho, um fraque do meu filho deve servir em vós, para a ceia. Fique, descanse e amanhã partiremos, com mais calma. O que me diz?[/i][/align][/font][/size]
  • Aceito o convite e a hospitalidade senhor. - diz aliviado o homem.

[size=140][font=Times New Roman][justify][tab=30]Por volta das 7h30 da manhã, após tomarem o desjejum e, tendo as bagagens sido acomodadas no automóvel, partiram para Gardignon Robert Crawley e o emissário da Arquiduquesa, Yago Bonfante. Acompanhando o Conde de Espalion, viajava ao banco da frente, ao lado do chofer, o valet John Bates.

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[justify][tab=30]Tendo Robert retornado da capital na mesmo dia em que partira, o Conde de Espalion encontrava-se num verdadeiro dilema. Se aceitasse o convite para tornar-se Primeiro-Ministro, tinha certeza, perderia toda a paz e tranquilidade a que houvera se acostumado, pois, tirando alguns poucos compromissos oficiais referente ao seu título nobiliárquico, tinha tempo livre para dedicar-se ao cuido da propriedade e da família. Por outro lado, ao declinar do convite da Arquiduquesa, perderia a chance de executar tudo aquilo que um dia pensara, quando jovem, sobre um sociedade mais culta, mais patriótica e com melhores condições de vida.
[tab=30]Logo, por tratar-se de uma escolha deveras difícil, o Conde buscou em sua esposa, Cora, uma resposta que lhe trouxesse alento. Como sempre houvera sido até aquele momento, Cora manisfestou seu pleno apoio para qualquer que fosse a escolha de Robert. Julgou estar preparada para a eventual mudança brusca na vida da família. Apenas pediu ao seu esposo que não se esquecesse de suas raízes e que sempre se mantivesse firme para enfrentar os desafios que poderiam estar por vir.
[tab=30]Após esta primeira conversa, o Conde Crawley então recebeu seu filho, vindo de Rennes, assim como seu tio, George MacClare, o Conde de Saint-Fleur. Pediu conselho a ambos, durante uma caçada matinal, no sábado. As respostas de ambos foram no mesmo sentido da de Cora. Que Robert era preparado e que, caso aceitasse tornar-se Primeiro-Ministro, deveria manter-se firme diante dos desafios e de qualquer oposição, o que por certo ocorreria. Na ocasião, Robert aproveitou para convidar MacClare a compor seu ministério caso a resposta definitiva à Arquiduquesa fosse positiva. Com muita lisonja, o Conde de Saint-Fleur sinalizou positivamente ao invite.
[tab=30]Destarte, após passar o final de semana pensando, no final da tarde de domingo, Robert escreveu a resposta para Selma, a qual pediu que fosse postada na agência dos correios.[/align]

Na noite de 16 de abril de 1893…

[size=140][font=Times New Roman][justify][tab=30]Na noite Pascal, como era manda a tradição, Robert Crawley reuniu no Palacete Downton sua família, incluindo a presença de sua irmã mais nova, Lady Rosamund Painswick, assim como amigos próximos a família. Com um menu sofisticado incluindo filés de salmão assados, Robert aproveitou para agradecer publicamente o apoio deferido pela família, quanto a sua decisão de governador o Arquiducado.
[tab=30]Na ocasião, uma pessoa em especial, Lady Mary Lascelles, filha do 4º Conde de Puy, Henry Lascelles, chamou a atenção de Robert. A jovem moça havia sido convidada por seu filho, Matthew, porém, nenhum anúncio de compromisso entre ambos fora realizado.

[tab=30]Na manhã da segunda-feira, assim como todos os convidados, Robert despediu-se de seu filhos e da esposa e partiu para a capital. Cora e Edith o seguiram mais tarde, rumando a Gardignon somente na quarta-feira.[/align][/font][/size]