Palácio Drake

Residência da Imperial Família da Dracônia, o Palácio Drake foi concluído a 5 anos. Construído ao lado da antiga Mansão de Drake, a qual foi transformada no Museu dos Dragões e possui peças que contam a história de fundação da cidade até seus tempos mais recentes.
O complexo do Palácio conta, também, com um pequeno quartel para abrigo das tropas de segurança, os Dragões Imperiais. Tropas especializadas em proteger a família Di Draconi, especialmente nas últimas décadas de pertubações e instabilidades vividas nas terras gesebianas. Possui, também, residências menores e prédios destinados aos serviços de manutenção e abastecimento do mesmo.
O Palácio Drake segue o padrão arquitetônico escocês que fora utilizado na construção da Mansão de Drake. Embora possua diversos mecanismos de engenharia para atrapalhar qualquer invasão e até mesmo atentados que possam ocorrer contra seus residentes. Transformando-a, na prática, numa verdadeira fortaleza.
A despeito de toda segurança envolvida, a família Di Draconi sempre prezou pelo contato direto com a população. O que é refletido pela existência de alas destinadas a reuniões e atendimento a todo e qualquer draconiano que deseje conversar com os representantes do Imperador e, talvez, com o mesmo em pessoa.
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O velho Caçador aguardava na sala de espera para conversar com algum representante pessoal do Imperador. As costas, não mais musculosas como outrora doíam pelo contato prolongado com o assento.
- Preciso realizar seu registro senhor! - a veludes da jovem voz feminina contrastava com o longo formulário que Sir Caçador teve que responder antes de ser chamado a outra sala.
Novamente revistado e liberado, foi-lhe indicado uma poltrona. Ao sentar pode comprovar que a mesma era tão macia e confortável como parecia à primeira vista. Agora esperava não tomar um chá de cadeira tão grande…
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Avisado da presença do velho amigo de seu pai, e seu próprio, o não mais tão jovem Imperador não tardou em ir pessoalmente recebê-lo.

- A vida dura uma geração, um bom nome dura a eternidade! Meu bom Caçador, há quantos anos não o via. - o sorriso no rosto contratava com sua seriedade habitual, enquanto cumprimentava o visitante e o levava até o gabinete.
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  • Alguns anos mesmo. - o riso foi acompanhado de um abraço caloroso como as areias da Sunéria - Desde a reunião dos povos gesebianos frente à Grande Guerra. Isso foi o que? Há uns sete anos?

Com a resposta afirmativa do Imperador, Caçador pediu para terem uma conversa mais privada.

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No gabinete, enquanto se sentavam, observou o olhar inquieto do velho amigo, mas preferiu esperar que Caçador tocasse no assunto que o levara a fazer a longa viagem. Invés disso, serviu uma bebida e iniciou uma conversa.
- E como vão nossos amigos da Sunéria? Samantha disse que queria visitar o museu de SunneGod, nas férias do colégio. Lembra de minha neta, não é?

- A jovem Samantha - Caçador riu ao lembrar-se da jovem - se eu vê-la hoje não a reconheceria… A última vez que a vi nem tinha virado moça. Quanto a Sunéria tudo vai bem. Depois de quase quinze anos de guerras e batalhas menores conseguimos estabilizar o Império de forma suficiente a não sermos engolidos pelos britânicos ou franceses. E esse é um dos assuntos que me traz aqui.
Deu uma tossida seca, fez um sinal com a mão e tomou metade do whisky de seu copo. Olhou para as garrafas de bebida dispostas aleatoriamente na estante apontou para uma.
- Quando terminarmos esse assunto beberemos aquele hidromel da vila de Venila. Porquê, em minhas investigações, descobri que há vários contrabandistas atuando na rota norte entre o interior de Soni e o norte da Dracônia. Acho até, que devam atuar no Porto Do Norte. O que me faz pensar que esses criminosos atuam juntos com os ingleses e sob proteção de corruptos sunerianos, draconianos e dugardenianos.
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- Ahhh… - suspirou Yama - Coiotes sempre se infiltram entre as ovelhas… Pelo visto suas habilidades de inteligência continuam afiadas, meu amigo. O que traz preocupação… Sabemos que o norte vive uma onda de criminalidade, e temos tentado ao menos conter isso, com todos os demais problemas que o Império vive… Mas não achávamos que era tão sério…
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- Minha inteligência tem que compensar o cansaço do corpo. Heheh - uma tossida parou o riso - O pior de tudo é que minhas investigações me trouxeram até aqui, em Firgen. Possivelmente um dos cabeças esteja aqui. E, por isso, solicito sua autorização para andar por entre funcionários públicos e privados e por onde mais se fizer necessário.
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- Até aqui… - diz Yama, levantando e observando a rua pela janela - É claro que tens meu apoio para que continue as investigações. Podemos colocá-lo como responsável por uma nova fase de cooperação entre nossas nações, isso deverá lhe abrir muitas portas. Por onde pretendes começar?
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- Pelas minas. - ante a feição do amigo completa - Sempre há algum desvio ou algum mineiro descontente que quer ganhar mais algum dinheiro. Minha experiência já mostrou que isso sempre ocorre e não importa o local. E sim, se me nomeares assim ficará mais fácil realizar qualquer investigação.Porque somente títulos nobliárquicos não são suficientes nesses momentos.
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- Pois bem, meu amigo. Prepararei tudo. Apenas… Tome cuidado… Se precisar de qualquer coisa, não pense duas vezes antes de me procurar. Deixarei Alexander informado, também.
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- Tomarei todo cuidado. Não sobrevivi a cinco guerras sendo descuidado. Outro dia passo aqui para conversarmos novamente. Mas sobre nossas famílias.
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