Plenário do Senado

[font=Garamond][size=150]

[tab=30]Aqui todos os Senadores poderão se manifestar e debater sobre os mais diversos assuntos, neste plenário regido pelo Presidente os ideais serão respeitados e a ordem será a máxima entre os que aqui se pronunciam.

[/size][/font]

[justify][tab=30]Ao adentrar no magnífico prédio do Legislativo pela primeira vez, Wilhelm parou para uns instantes para admirar o magnifico trabalho levado a cabo pelo arquiteto piemontês Jean-Jacques Beaumont - o mesmo a projetar o Grande Theatro de Áquila e todos os novos prédios públicos do Reino.
[tab=30]Seguindo pelo suntuoso corredor que ligava o hall de entrada ao plenário, o Marechal esbarrou com vários grupos de políticos. O prédio encontrava-se abarrotado de homens interessados na matéria que tramitava.[/align]

Sentado de pernas cruzadas sobre um dos bancos de mogno encostados nas paredes da galeria, o Presidente conversa com um homem. É o mestre-sapateiro do Bel colore, um sujeito de meia-idade, magro, de costeletas diminutas e mal aparadas; ele quer o térreo de um prédio que fica ali perto do Senado, no cruzamento da 9 de janeiro com a avenida do Trabalho. Ponto requisitado, famoso entre os operários da zona norte de Áquila. O sapateiro pretende deslocar seu local de trabalho para lá; mas como o aluguel é barato, é bem capaz que o dono venda pra outro antes do sapateiro arranjar a mudança.

-Então, o Sr. quer que eu mande o Sr. Maldonado interditar o local?
-Pois é, sinhôre Vladi. Até o dia de Ferragosto, eu juro que tá tudo pronto e sinhore pode liberar!

A situação do Parlamento está realmente para que o Presidente se dê a tais coisinhas. Não se ouvem novas do Palácio Real nem do Palácio das Águias. A máquina legislativa está pausada; três matérias estão pendentes, aguardando apreciação de Sua Majestade. Não há muita coisa a se fazer e o Governo está pálido; perigosamente, tudo lembra os dias de Augusto Leopoldo. Divilly apoia o braço no banco e se inclina uns 30º.

-E o Sr. vai “bancar os pés” do pessoal daqui?
-Pois vou, sinhore.

“Ele não tem cara de salafrário… Mas se o negócio dele não prosperar ali, terei gastado meu tempo à toa.”, o Presidente pensa consigo.

-Você tem certeza de que a clientela vai crescer, Sr. Antonio?
-Vai, vai, por Cristo Rei que vai!

O Presidente sorri com alguma placidez e olha em volta. Ele assente para o sapateiro e o despacha, apertando aquela mão eufórica, tremente. Um cidadão de fraque então aparece na galeria e vai na direção de Divilly; é um emissário do Palácio Villa-Augusta. Ele deixa um envelope para o Presidente e sai, enxugando as mãos suadas num paninho caseiro que guarda no bolso. Divilly lê sem muita energia e coloca o envelope encima do banco. Fita a cadeira de Presidente por uns 30 segundos e se levanta, em direção ao Gabinete.

[size=140][font=Times New Roman][justify][tab=30]Não foram necessários mais do que 15 minutos para que o coche do Regente realizasse a viagem entre o Villa Augusta e Palácio das Leis. Ainda que a ocasião demandasse certa pompa, tudo pareceu muito simples, aos olhos de Wilhelm.

[tab=30]Ao encostarem a carruagem no pátio diante, aperaram o Regente e seu auxiliar, logo rumando para o interior do prédio, para o Plenário do Povo. Muitos cumprimentos e reverência foram feitas ao longo da passagem pelos corredores que levavam àquela sala, porém, muitos também eram os semblantes de desaprovação que recaíam sobre o Marechal. Porém, sua face resplandecia o estado da consciência, que permanecia límpida e tranquila. Wilhelm sabia que a posição que passaria a ocupar demandaria muita coragem e força, mas sabia também que aquele poderia ser seu maior ato de patriotismo para com a Nação.

[tab=30]Já transpassando o grande portal que dava entrada ao planário, Wilhelm parou por alguns segundos, fitou as cadeiras inferiores e as galerias superiores lotadas de homens. Jovens, velhos, ricos e pobres. Estudantes universitários e magnatas do agronegócio se faziam presentes. A lotação era máxima. Seguindo seu caminho, direcionou-se até a mesa da Presidência e, após o arauto anunciar-lhe aos presentes, sentou-se na cadeira da Presidência e, ao seu lado direito, encontrava-se seu Oficial-Secretário. As demais cadeiras daquela mesa eram ocupadas por secretários e burocratas do Parlamento. Enquanto aguardava o silêncio de todos, o Regente pode observar seu camarada de longa data, o Sr. Wladislawski.

[/align][/font][/size]

O Sr. Wladislawski lança um olhar esperançoso para o Regente enquanto aguarda o silêncio dos presentes, de pé sobre o ressalto da Mesa Diretora, com as mãos sobrepostas na altura do colo. A presença de figuras respeitáveis do Reino naquele espaço indica o momento perfeito para Divilly reforçar seu poderio político. Falar com autoridade perante os “barões” é prognosticar competência e ânimo no enfrentamento de adversidades.

-Senhores amigos… -inicia Wladislawski, com sua saudação costumeira, o discurso preambular da sessão. Todos os olhares estão voltados para o centro do plenário; funcionários que até há pouco corriam de lá pra cá carregando informações e avisos param para observar e ouvir com atenção; os mais idosos abrem algum sorriso diante da voz forte do palestrante, felizes pelo sinal de que entenderão com clareza cada artigo, preposição e período- …não ei de exigir honra maior do que essa. O Sr. Regente, como homem eficiente que é, surge no átrio sublime desta Casa para cumprir rigorosamente o que ditam as normas internas do Senado, normas idealizadas por mim mesmo há já bastante tempo. Os senhores não compreendem a satisfação que tenho nesse fato, em ver as minúcias de um sistema de minha autoria posto em prática de forma tão harmoniosa. Mas eu sei que vocês compreendem muito melhor que eu inúmeras outras matérias que tem um pertinente paralelo legislativo.

-Os proprietários de terra, vejam pois… –a menção preliminar atrai vários rostos curiosos da galeria superior. Facilmente identificados pelos chapéus de couro ou forro provinciano, os latifundiários avançam com a cabeça quase que instantaneamente, os braços afundados no murado de madeira e os olhos obstinados- Eles estão diretamente envolvidos no processo de regulamentação e aquisição de terras, gerenciamento populacional e produção de alimentos. O comprometimento do Senado para com eles ficou claro quando da votação da Lei de Propriedade Rural, do Sr. Cônsul -projeto que aliás há pouco foi ratificado pelo Sr. Regente, não foi?

Divilly gira o pescoço alguns graus e olha rapidamente para Steindorff-Bayern. O regente assente com a cabeça.

-E o que dizer da importância de nossos comerciantes no teatro econômico da Nação? Daqueles que prestam serviços à comunidade Romaniana sob a divisa do trabalho árduo, da dedicação, da perseverança? Estão aí nossos vendedores, açougueiros, sapateiros, alfaiates, pescadores, pintores, carpinteiros, pedreiros, pequenos, médios e grandes empresários, ourives, farmacêuticos e cambistas, todos congruentes na vontade geral de expandir as atividades do Reino. Será isso possível sem um órgão legislativo forte, escrutinador, irredutível no que tange aos anseios das mais diversas categorias?

-Acrescento o que todos sabem: o operário das fábricas, tão inseguro noutros tempos, agora se senta na cama, retira a bota, suspira após um dia extenso de labuta e cai para trás, sobre os panos, satisfeito, com a segurança de quem angariou grandes aliados, de quem não aceita mais pisadelas e abobrinhas. Eis aí o Ato Constitucional Trabalhista, outra criação minha, que escancara o vínculo do operariado com as Leis, da classe trabalhadora com as figuras mais eminentes da Nação. Nosso amado Rei é, a propósito, um histórico defensor do clamor popular, o eterno exemplo que tomei ao classificar como matéria de maior urgência no arcabouço legal da Romania a Lei trabalhista.

-Ao longo desses 6 meses de mandato, eu bem demonstrei ao Povo o valor das instituições democráticas do Reino, por fora algo semelhantes às cortes antigas, mas verdadeiramente templos do espírito uniforme que reina no coração dos súditos romanianos. Há três dias encerrou-se minha direção, conforme o determinado pela Constituição. Por outro lado, tenho certeza de que existe muito mais a ser feito, especialmente no sentido de auxiliar e embasar os procedimentos da recém-instalada Regência.

-O Sr. Regente von Steindorff-Bayern é líder de muita tradição e respeito. Vem até este plenário para coordenar a Eleição para a Presidência do Senado, para garantir a vocês, a cada um de vocês, um timoneiro experiente no imenso e perigoso oceano das “papeladas”. Analisem com propriedade, senhores; está sobre a mesa um importante semestre da história de toda Ilha de Gesébia.

Wladislawski se aproxima, então, do Regente, troca cumprimentos e sorrisos e se afasta.

[justify][tab=30]Com a apresentação da candidatura de Divilly, Wilhelm decide por retirar-se do Senado. Tendo recebido o aperto de mão e desejos de boa sorte de vários nobres e correlegionários dos tempos do Partido Conservador, o Regente procurou pela pessoa do futuro Presidente do Senado e, fitando-o nos olhos, com um meneio de cabeça e um sorriso agradável despediu-se do amigo. Em seu retorno pelos corredores até o portal de saída do Palácio, Wilhelm sentiu-se diferente de quando entrara. Notara que os olhares repressivos de seus opositores eram em menor número. Isso lhe inspira certa confiança. De cabeça erguida, atravessou o hall de entrada e, acompanhado de Coronel Bernardi, recebeu mais alguns cumprimentos de conhecidos, embarcou no coche que lhe aguardava, partindo com sua escolta, de volta ao Palácio Real.[/align]

[justify][tab=30]Ao adentrar no Plenário, como de costume, o Regente recebeu muitos cumprimentos, saudações, porém, ainda eram visíveis alguns olhares desaprovadores, como ocorrera da última vez em que se fez presente naquele local.
[tab=30]Porém, com a mesma determinação que aceitara a Regência, Wilhelm dirigiu-se a mesa da Presidência, a fim de dar andamento aos trabalhos da seção já aberta.[/align]

[font=Garamond Bold][size=150]
[tab=30]O Rei entrou no plenário acompanhado por alguns burocratas e assistentes, todos se silenciaram e se levantaram quando ele subiu na tribuna.

  • Cidadãos, meus patrícios, por favor sentem. Como sabem o mandato do Visconde Wladislawski terminou há algumas semanas, no entanto decidi não convocar novas eleições, tomei essa decisão pois no momento muitas acusações estão sendo feitas pela Frente Constitucional, por tanto seria extremamente prejudicial para a nação realizar a eleição agora.

[tab=30]Humberto fez uma breve pausa para que todos assimilassem o que fora dito.

  • Declaro que estou assumindo a Presidência do Senado conforme estabelecido por nossa carta magna, essa é uma medida temporária, assim que a questão constitucional for resolvida convocarei a eleição. [/size][/font]

[font=Times New Roman][size=150][i]
[tab=30]Era inicio dos trabalhos vespertinos na Casa Legislativa, quado dois homens inscreveram-se para falar. Com a conclusão de projetos que estavam pendentes, tais homens, Karl Hohenzollern e Flavius.

- Senhores, vimos até este nobre local, onde grandes projetos para o desenvolvimento e progresso do reino foram aprovados, para colocar em pauta, mais outro projeto - inicia Karl, que prossegue - [b]Áquila cresce de maneira jamais antes vista. Este crescente fluxo, principalmente de pessoas, causa um grande caos. Caminhando pelas grandes avenidas, podemos perceber que é impossível andar, de tanta gente. Além disto senhores, os atuais serviços de bonde e coches não conseguem suprir a enorme demanda. Em vista disso, após análises técnicas de meu assistente, senhor Flavius, que propomos a criação do mais inovador e revolucionário método de transporte rápido deste verdadeiro exército que vive em Áquila.

  • Chamará Metropolitano, ou melhor, Metrô de Áquila. -[/b] interfere Flavius que prossegue com seu diálogo - [b]Inicialmente, construído em Londres por volta de 1860, tal método de transporte mostra-se rápido e eficaz. Semelhante aos Bondes, será eletrificado, evitando fumaças e ruídos excessivos em toda a capital, característicos dos trens. Terá, linha superficiais, elevadas e subterrâneas, integrando os extremos da cidade e encurtando todas as distâncias, possibilitando a integração de todos.

  • Como jamais visto empreendimentos de tal porte, solicitamos a devida apreciação dos senhores senadores, para que possamos iniciar tal obra de interesse público e crescermos ainda mais junto com o Reino da Romania! -[/b] Encerra Flavius, sobre aplausos de todos os presentes. Em seguida, voltam às suas respectivas mesas enquanto os senadores posicionam-se acerca da questão.[/i][/size][/font]

[font=Garamond Bold][size=150]
[tab=30]O Rei ouviu a proposta do jovem filho de seu Cônsul e as objeções de instituições como a Sociedade Histórica Romaniana, então ele se pronunciou.

  • Sr. Hohenzollern, meus caros cidadãos, essa proposta é extremamente ambiciosa… mas extremamente necessária. Entendo a preocupação de alguns setores de nossa sociedade com a proteção de certos locais históricos, no entanto sei que o Sr. Karl como um Hohenzollern tomara os devidos cuidados para não prejudicar nenhum local histórico.

  • Dito isso, eu, Humberto I di Medeiros-Valeyard, Rei da Romania, César dos Romanianos e Lorde da Cidade de Áquila declaro que vocês têm a minha permissão para iniciar tal projeto, também faço saber que todo e qualquer objeto de valor histórico encontrado durante as obras deverá ser entregue à Sociedade Histórica Romaniana.

[/size][/font]

[font=Garamond Bold][size=150]
[tab=30]18:45, 13 de Março.

[tab=30]Acompanhado por um pequeno séquito o Rei entrou no plenário e subiu na tribuna.

  • Caros cidadãos romanianos, meus súditos, como todos sabem estamos em período eleitoral por tanto nenhuma matéria poderá ser debatida nesta casa até a divulgação da nova legislatura, dito isto lhes informo que visitarei a Dracônia essa semana, essa será uma visita breve mas espero que a ordem prevaleça enquanto eu aqui não estiver.

[tab=30]Todos que ali estavam se entreolharam e tentaram disfarçar a surpresa, afinal deste a sua coroação o Rei nunca deixou a Romania.
[/size][/font]

[font=Garamond Bold][size=150]
[tab=30]Devido à forte tempestade que assolou parte da nação nos últimos dias, a votação acaba sendo adiada, uma nova data será divulgada quando os funcionários do Senado conseguirem contactar o Rei.

[/size][/font]

[font=Garamond Bold][size=150]
[tab=30]08 de Abril, aproximadamente 11:00 horas.

[tab=30]Grande parte da população de Áquila se aglomerava nos arredores do Senado, a Carabinieri e a I Legião mantinham um perímetro e garantiam a ordem enquanto jornalistas tentavam falar com as autoridades que entravam no Senado. A Guarda Real formou um corredor do início da escadaria até a entrada do prédio e aguardavam a chegada do Rei, quando o mesmo chegou ele desceu de sua carruagem, ele trajava uma bela toga branca e roxa, ele também usava em sua cabeça uma coroa de louros banhada em ouro e segurava o cetro real, o Rei acenou para o povo e sem delongas entro no prédio.

[tab=30]Já dentro do prédio o Rei recebeu as infindáveis saudações dos membros do governo, aristocratas e dos recem eleitos senadores, todos trajavam uma toga semelhante a do Rei, mas ao invés de carregarem o roxo da realeza ostentavam o vermelho. O Rei andou até o Trono Senatorial, um trono feito do mais puro mármore com uma águia entalhada em seu encosto, ele virou para os seus patrícios e então falou.

  • Cidadãos Romanianos, meus leais e nobres súditos, hoje estamos aqui para realizar uma cerimônia que não era realizada há mais de dois séculos, hoje estamos aqui para empossar a 1º Legislação do Senado, para dar a esses homens eleitos pelo povo o direito de propor e votar leis que sejam do interesse de nossa vasta e poderosa nação.

  • Desde a nossa independência passamos por bons e maus momentos, enfrentamos infindáveis dificuldades, mas vencemos a tudo e a todos e hoje vivemos uma era de prosperidade e desenvolvimento, hoje podemos nos orgulhar de sermos Filhos de Nova Roma, descendentes do Grande Império Romaniano, mas ainda temos um longo caminho a percorrer e para isso precisamos de instituições fortes, Srs. Senadores avancem.

[tab=30]Os Senadores formaram uma fila e um a um beijaram o cetro real e juraram lealdade eterna ao Rei, o Rei então sentou em seu trono e observou o discurso que cada Senador fez, terminada a cerimônia o Rei, o Cônsul e os Senadores foram até a entrada do Senado e acenaram para a multidão.

[/size][/font]

[font=Times New Roman][size=150][i]
[tab=30]No início das atividades legislativas, o Senador do POSDR Marcus Scrofa dirige-se até a tribuna e começa a pronunciar-se:

[b]- Senhores Senadores, um bom dia a todos. Em minha percepção, e acredito que isso é válido para todos nós, o Reino vive um período de prosperidade nunca antes visto. Nem o mais otimista dos romanianos que apoiaram a causa da independência em fins de mil oitocentos e noventa e um imaginava que passaremos por este momento. Como diz o ditado, depois da tormenta vem o arco-íris…

  • Mas, meus caros compatriotas, o Reino da Romania necessita de mais fundos para financiar o projeto desenvolvimentista. Em vista disso, proponho o inicio dos debates para elaboração de um Imposto de Renda Anual, mas como isso funcionaria? É simples.

  • Todos os súditos Romanianos, naturalizados ou não, apresentariam no começo do ano uma Declaração de Rendimentos, isso até o dia trinta e um de Janeiro. A partir do dia primeiro de Dezembro até o dia trinta e um de Dezembro,os contribuintes devem apresentar uma nova Declaração de Rendimentos. Se seus ganhos nesse período de um ano, aproximadamente, forem superiores à 20%, por exemplo, será taxado um valor de 10% sobre os ganhos obtidos, a ser pago no ano seguinte, em forma parcelada ou à vista, mas é claro que esses valores são apenas para exemplificar a proposta.[/b]

[tab=30]Após encerrar sua fala, o Presidente do Senado diz:

- Esta aberta a sessão de perguntas.[/i][/size][/font]

[font=Garamond Bold][size=150]
[tab=30]A bancada conservadora é pega de surpresa, a ideia de criação de mais um imposto não parecia algo condizente com a filosofia social-democrata, os senadores debateram a ideia até que o Senador Septimus tomou a palavra.

  • Excelências, reconheço que essa é uma ideia por deveras interessante, o Governo necessita sim de mais fundos para continuar com o desenvolvimento de nossa pátria, mas como bem sabem não é dever desta casa propor novos impostos, dito isso sugiro aos caros colegas democratas que apresentem a ideia a Sua Excelência o Cônsul, com o endosso desta casa é claro.

[/size][/font]

[font=Times New Roman][size=150][i][b]

  • O objetivo de apresentar tal proposta nesta casa senhores é justamente para obter tal endosso, de modo a mostrar o apoio que é dado por nós à PL. E mais, abro em debate para que possamos fazer os devidos ajustes e correções de acordo com nossas necessidades, encaminhando para o Ministério da Fazenda para apreciação e colocando em pauta para votação.[/b][/i][/size][/font]

[font=Garamond Bold][size=150]

  • Entendo que vocês democratas não estão acostumados com a política nacional, mas Senador Scrofa, não cabe ao legislativo criar ou alterar tributos, essa é uma prerrogativa do Executivo.

[tab=30]Assim que o senador terminou a sua fala a bancada conservadora soltou uma leve gargalhada.

[/size][/font]

[font=Times New Roman][size=150][i][b]

  • Excelência, realmente sei desta prerrogativa que é atribuída aos órgãos executivos, entretanto, como representantes do povo, cabe a nós propor novas medidas e levá-las aos órgãos superiores na hierarquia política para a devida apreciação e aprovação ou veto. Como representante do povo, vossa excelência não deveriam badernar, junto com a bancada conservadora, pois isto mostra o total despreparo para ocupação de tal cargo público![/b]

[tab=30]Terminando sua fala, o Senador retira-se da tribuna gesticulando intensamente enquanto é acalmado por colegas partidários.[/i][/size][/font]