Portão de Entrada do Palácio

[center]Portão de Entrada do Palácio[/align]

[spoil][tab=30]

[/spoil]

[font=Palatino Linotype]Eram seis da manhã, e o Kaiser já havia solicitado a total mobilização do Batalhão de Ulanos, estes militares que raramente eram perturbados pelo velho Imperador, até mesmo em períodos de guerra, assustaram-se, e prepararam-se para uma verdadeira batalha, quando avisados que nada passava de um simulacro de guerra, e que Sua Majestade o Kaiser apenas queria passar em revista as tropas, houve uma série de discussões e desmandos, que evidentemente nunca chegaram a ser de conhecimento do Kaiser Leopoldo, mas que deixara preocupados os oficiais de tal batalhão, no tocante à fidelidade de tais militares ao novo monarca de Gesébia.

[center][BBvideo 560,350]http://www.youtube.com/watch?v=kou2swvfYek[/BBvideo]
Kaiser Leopoldo I, passando em revista as tropas do Batalhão de Ulanos[/align][/font]

Silverius chega correndo em direção a mobilização do Batalhão de Ulanos e encontra S.M.I fazendo a revista de tais, ajeita seu uniforme devidamente e diz:

  • Meu Kaiser não esperava tal mobilização a essas horas muito menos exercícios, desculpe-me pelo atraso… estava cuidando das investigações internas da Guarda Imperial acerca do homicidio acometido há alguns dias e também fui a cidade prestar informações relevantes a Suprema Corte.
    Após dizer, Silverius acenava aos homens que mantivessem a postura.

[font=Palatino Linotype]Hehehe, percebí Silverius, tivemos sorte de ser um simulacro não é mesmo? Mas que sorte a nossa!

O Kaiser imediatamente vira as costas e segue em direção ao palacio, dando a ordem que as tropas voltassem a seus afazeres rotineiros. . .[/font]


[center]Ulanos Imperiais de prontidão sob o alerta de Seu Capitão Silverius Saxe-Coburgo-Gota[/align]

Silverius ordena: Todo o batalhão deve se mobilizar majoritariamente nas dependências do palácio evitando qualquer saída ou entrada do mesmo.
Após as ordens os Ulanos partiam.

Richard acompanhado de alguns gendarmes vai até a sede dos Ulanos para saber sobre o paradeiro de Silverius, no que é informado que o mesmo foi mandado para Myrce por ordem direta do imperador por ato de insoburdinação ("- Inspetor, dizem que ele mandou o Imperador ficar preso em seus aposentos").

Richard vai à empresa dos telegráfos para mandar um telegrama para o Duque em Firgen para saber sobre referido homem.

O Kaiser chega as proximidades das Barracas, quando houve da sua própria guarda um , Alto Lá! Identifique-se!

  • Kaiser Augusto Leopoldo I de Gardenne! Mobilizem todo o efetivo, pela manhã, teremos o que fazer!

[font=Palatino Linotype][size=150][justify]No início da manhã daquele dia, pouco antes do amanhecer e com as ruas ainda encobertas pela neblina e pelas trevas que assolavam a Capital Imperial, a tensão pairava sobre Gardignon e, como não seria diferente, entre os homens da Guarda Imperial. Estavam a postos temendo pelo pior.

Por volta das 6h30 da manhã, um dos ulanos que estavam em vigia notou a movimentação de um grande contingente de homens armados nas cercanias do Imperial Palácio do Juramento. Sem mesmo soar alguma sirene, os ulanos se espalharam no perímetro do palácio. Uma voz alta e imponente gritou:

  • Alto! Não se movam!

Não era possível distinguir de fato quem estava ali. Seriam os fuzileiros, seriam forças da Gardenha ou de outra ordem militar qualquer? Após alguns instantes, outra voz respondeu:

  • Tenham calma, homens da Guarda de Sua Majestade! Desejo falar com o oficial em comando! Estamos aqui para a proteção do Imperador.
  • O Imperador já está protegido! Não vou repetir novamente!
  • É você que está no comando? Aqui fala o Comandante da I Tropa de Caçadores Gardenhos, Maurice Gérard. Irei apenas com outro oficial, ambos desarmados, para ter contigo. Por favor, não façam nada que nós todos possamos nos arrepender.

É fato que a realidade entre a limitada dezena de ulanos e a quantidade de homens do lado de fora, equipados com grandes metralhadoras de disparo contínuo, constrastava em muito. Assim, o Comandante Maurice Gérard acompanhado de outro homem que trajava uniformes semelhantes aos utilizados pelos altos oficiais da Armada Imperial, e que segurava um lampião e uma faixa branca, dirigiu-se até uma pequena portinhola ao lado do Portão Principal do Palácio. A portinhola se abriu para a passagem dos dois homens e logo foi encerrada.

  • Senhores, sou o oficial do I Batalhão da Guarda Imperial de Sua Majestade, Leopoldo I.
  • É um prazer conhecê-lo, oficial. - Respondeu o Comandante Gérard que logo lhe estendeu a mão para cumprimentá-lo. Este aqui é o Governador-Geral da Gardenha, o Conde René von Biller.
  • Comandante, Conde Von Biller, o prazer é meu. Devo perguntar o porquê de terem cercado o Palácio de Sua Majestade. Sob quais ordens o fazem?
  • Oficial… - Interrompeu René von Biller. - Como sabes além de Governador-Geral destas províncias, sou o responsável pelos interesses do Imperador enquanto Arquiduque da Gardenha, mediante um decreto emitido por Stéffan I, o Grande. Bem sabes o caos que a Capital se encontra e estou temendo pelo desmoronamento dos poderes políticos. Mas antes de tudo, também é minha missão, tal qual a sua, cuidar pessoalmente para que esta Casa Imperial esteja segura e inabalada.
  • Conde Von Biller, não sei se é o desejo de Sua Majestade que cerquem o seu palácio… - Respondeu o Oficial. - Isso se assemelha mais a um cárcere domiciliar.
  • E como está Sua Majestade? A tanto tempo que não ninguém tem notícias do Imperador? - Perguntou René.
  • Esta informação não foi delegada a mim, Senhor. O que sei é que o Imperador não está recebendo visitas. Nada mais sei a respeito e nem mesmo eu tive contato com Sua Majestade, o Kaiser Leopoldo…
  • Bom… De qualquer forma, quero lhe afirmar que minha intenção é a segurança do Kaiser. - René estava decidido sobre seu intento de deixar homens nas cercanias do Palácio Imperial e convenceria o Oficial ali em comando. - Sei que, hierarquicamente, respondes primeiramente ao Imperador e depois ao Almirantado. Não sei nem como está o Imperador e tampouco onde se encontra o Grande Almirante. Há rumores de que ele estivesse na Dracônia, e, como sabes, a Dracônia declarou sua autonomia. Sendo assim, as tropas desta porção oriental estão incomunicáveis com seu Comandante Maior. Aconselho que o Sr., Oficial, deixe seus homens prontos tal qual tens feito. Eu deixarei dois pelotões com setenta homens e dez armas automáticas espalhadas fora da área interna do Palácio, mas no perímetro externo que o circunda, guarnecendo esta segurança. Não sei se Sua Majestade aprova o que farei, mas penso ser o mais seguro. Na primeira ordem que o Sr. tiver advinda de Sua Majestade para dispersar estes homens, avise-me imediatamente que estes soldados sairão. Está certo, Oficial?
  • Oficial, acredite em Sua Graça, o Conde. - Disse o Comandante Gérard. - Posso garantir que meus homens e eu estamos à serviço do Imperador e tão somente isso. Toda precaução é pouca diante desta crise que estamos. Creio também que este é o melhor, por enquanto.
  • Está muito bem, Senhores. - Respondeu o Oficial da Guarda Imperial. - Irei deixar o comunicado à Sua Majestade sobre a presença de segurança por parte dos Caçadores Gardenhos. Espero que isto seja tão passageiro quanto seja possível.
  • Eu também, Oficial… - Disse René. - Eu também… Mas devo me retirar agora. Deixarei estes homens aqui. O restante da I e da III Tropa partidão comigo. Bom, tenha um bom dia. Ah… Oficial! Se tiver qualquer notícia sobre Sua Majestade, por favor, me avise.
  • Eu o farei, Vossa Graça. Tenham um bom dia, Conde, Comandante Maurice.

Assim, os dois homens, aliviados quanto à tensão que se dera instantes atrás, caminharam para fora dos portões e ao encontro das tropas. Deixando dois pelotões para trás, os demais homens prosseguiram para outra parte da cidade.[/align][/size][/font]

[justify]No quarto dia no perímetro do Imperial Palácio do Juramento, as forças dos Caçadores Gardenhos começaram a se deslocar rumo à suas bases.[/align]

Após conversar com o Chanceler, o Capitão Françoise se dirigiu ao Palácio do Juramento, cumpriu os devidos protocolos e se dirigiu à sala do Capitão da Guarda Imperial, ao chegar lá ele conversou durante alguns minutos com o seu colega, debateram algumas ideias sobre medidas de segurança e o suposto manifesto republicano publicado há alguns dias.

O Capitão Françoise foi até o quartel dos ulanos imperiais, ao chegar lá ele percebeu que o Palácio sofrera alguns danos, nada demais, mas notou o claro estado de alerta no qual os soldados estavam, ele se identificou e foi ter com o seu colega, o Capitão dos Ulanos, após quase uma hora o Capitão deixou o Palácio e voltou para a Chancelaria.

[size=140][font=Times New Roman][justify][tab=30]Já no portão, Robert ordena a seu valet.

[i]- Bates, preciso que siga em um coche de aluguel até a estação telegráfica. Envie dois telegramas, um para Matthew e o outro para o Conde de Saint-Fleur. Escreva que necessito de vossa presença, urgentemente, deles em Downton. Eu seguirei para Les Amis de Sange, lhe aguardarei, faremos uma refeição e retornaremos para Espalion.

  • Perfeitamente, senhor.[/i] Respondeu John Bates, seguindo em direção a rua.[/align][/font][/size]

Por volta das 10h33 do dia 24 de maio…

[size=140][font=Times New Roman][justify][tab=30]Ao que a berline arquiducal começou a atravessar os portões do Palácio, dentre a população iniciou-se a ovação do casal soberano. De janelas dos prédios paralelos a Avenida do Imperador, centenas de milhares de papéis picados eram jogados.

[/align][/font][/size]