Quartel-General das Agências Imperiais - Forte do Dragão e do Tigre

Forte do Dragão e do Tigre

Quartel-General das Agências Draconianas


Lema

Fidelis ad Mortem

Missão

Servir e salvaguardar o Império


Instituído em 1892 por decreto do Rei Alexander da Dracônia, o Quartel-General das Agências Draconianas tem sua sede em Firgen, numa pequena rua próxima à Boulevard Tedesco. O quartel-general sedia as principais agências imperiais, a Agência Central de Inteligência (ACI), a Agência Imperial de Investigação (AI-2), a Agência de Patrulha de Fronteiras (APF) e o Serviço Secreto Imperial (SSI). Desde 1906 a sede é dedicada. exclusivamente, a todo serviço administrativo e burocrático. Os centros de inteligência, centros de treinamento, as prisões e demais prédios destinados à atividade policial estão dispersos por Firgen. Há, também, diversos centros regionais com suas respectivas sedes policiais.
As agências possuem policiais e investigadores que prestam serviço civil e de segurança pública à população. Utilizam armas brancas e um único revólver ou pistola para proteção pessoal e situações que exijam seu uso, além de armas longas para operações especiais. Os serviços de inteligência, espionagem e contra-espionagem são prestados pelos Tigres. Já os Dragões Imperiais prestam serviço de segurança dos agentes e prédios públicos.
É dever das Agências Imperiais fornecer serviços honestos, eficientes e efetivos na aplicação da lei, para promover um ambiente seguro através de serviços policiais justos e imparciais, para proteger a vida e a propriedade, para manter a ordem pública e o patrulhamento permanente e diário em ambientes públicos. É seu objetivo promover de forma consistente, preservar e fornecer a mais alta qualidade de serviços policiais e aplicação da lei possíveis para todas as pessoas que vivem, trabalham ou visitam o Terceiro Império Gesebiano.
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Saindo da reunião com o Imperador, Sir Caçador pegou suas armas e partiu rumo ao Forte do Dragão e do Tigre na esperança de encontrar o representante dos Tigres Gesebianos. Durante o percurso sentiu o ar morno da primavera draconiana, inspirando os diversos aromas das lojas que exibiam seus produtos na calçada.
Ao chegar ao Forte, taciturnarmente andou rumo à recepção solicitou conversar, se possível fosse, com o velho Medeiros.

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Na última das salas do último andar do grande e imponente Forte estava um dos homens mais importantes do continente gesebiano pelos últimos cinquenta anos. Por meio século, e quase toda a sua vida, Victor serviu com distinção e fidelidade em um caminho de honra, e mesmo agora, no outono de sua vida, do alto de seus sessentas e oito anos, isto não era diferente.

O Tigre da Dracônia estava velho, mas não estava morto, e apesar do corpo não mais responder com tanta rapidez como em seu auge, sua mente e seus olhos permaneceram afiados.

O Comandante-Geral das Forças Imperiais debruçava-se sobre fotos de sua família, que não via já há algum tempo depois de enfurnado no forte pelos últimos dois meses, quando foi informado por um oficial da recepção que um Richard Caçador desejava lhe falar. Frangiu a testa e disse ao mensageiro, quase num grito, que mandasse o visitante subir, e retornou a guardar as fotos para logo depois acariciar a barba que cultivara, tão nevadas como seus cabelos brancos.

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Com a permissão para entrar no escritório, Sir Caçador vê o velho amigo levantando-se da cadeira:

- Se não fosse esse cheiro de whisky eu não lhe reconheceria! hahahaha
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O Grão-Duque levantou-se e, ao ouvir as palavras do amigo, foi não ao seu encontro, mas à grande estante de maçaranduba, onde, passando levemente a mão direita sobre aquela madeira vermelha, respondeu:
- E eu tenho o orgulho de dizer que minha destilaria ainda fabrica o melhor uísque de todas estas terras! Vê este aqui? - disse apontando para garrafa que se encontrava no centro da estante, rodeada de alguns copos e taças de vinho, para logo depois pegá-la. - Este é de nossa primeira leva, um dos que deixei para envelhecer em 1890. São 33 anos em uma garrafa! Aceita um gole?
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- Claro que aceito! Um whisky com metade da nossa idade deve ser respeitado e apreciado. - disse isso enquanto abraçava o amigo e recebeia o copo cheio - Como vai a família? Especialmente as crianças?
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- A família vai bem, graças a Deus. Kate está em Solitude, na mansão. Victoria foi para lá junto dos meus netos, para não deixar a mãe só. Devemos passar o fim de ano todos juntos em Windhelm, pois meu filho George está preparando um concerto de Natal para o Grande Teatro e não podíamos deixar de comparecer. Não somos só nós que envelhecemos: as crianças já não são mais crianças; algumas coisas nunca deveriam mudar! Hahahahaha
Pouco após a risada, o Grão-Duque tragou algum uísque e olhou para uma fotografia de 1917, onde todos os seus filhos se faziam presentes.
- E do teu lado? Já um tempo considerável desde a última vez que vi o velho comissário gendarme.
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- Todos estão bem. Adassa, a mais velha, está na Austrália trabalhando como bióloga. Os gemeos, Augusto vive entre Londres e Paris cuidando das suas empresas. Talvez neste verão eles venham para Gesébia para nos visitarem. E Valentina está conosco em SunneGod cuidando do Ministério e todas as obras de caridade relacionadas. Na verdade é ela que administra tudo atualmente. E todos me deram muitos netos e netas.
Caçador tragou o resto do whisky de seu copo:

- Infelizmente o que me traz aqui são problemas. Estou numa investigação e descobri uma possível rota de contrabando que liga Sunéria, Gesébia e até os ingleses de Dunnord. E, para isso, é quase certo que há funcionários corruptos em todos os locais.
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- E é certo que eu não tolero este tipo de comportamento. Há 30 anos tínhamos máfias e sindicatos do crime, hoje temos estes pequenos imbecis corruptos: todos uns covardes que não tem coragem de mostrar quem são! E o que desejas de mim, velho amigo?
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- Livre acesso pelos órgãos. E uma autorização para “interagir” com qualquer suspeito. Além, é claro de te deixar ciente da situação.
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- Pois bem, considere feito. Quero ficar à par de toda a situação. Como há ratos, evite mensageiros e procure-me diretamente. Não quero que ninguém intercepte nossa comunicação.
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- Fique tranquilo. Que farei isso. Agora, se me deres licenças, tenho que achar alguns bons olhos e pernas por aí.
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- À vontade, Richard. À vontade. E, por favor, não passe mais tanto tempo sumido! O finado Von Biller trouxe telégrafos para Gesébia ainda naquele tempo e não é possível que ainda não tenha chegado na Sunéria. Em todo caso, leve esta garrafa de rum contigo e lembre-se do velho Alexander quando bebê-la.
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- Lembrarei sim de nosso grande amigo. E, pelo que eu saiba, os telegrafos funcionam nas duas direções. Podes mandar uma mensagem para mim também quando quiserdes.
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- Há muito teria mandado, mas desde a guerra não sei do teu endereço hahaha! Anote aqui, sim? E cuide-se. Traga a família da próxima vez.
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- Que assim Deus queira.
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Com a despedida e a saída de seu velho amigo do escritório, Victor fitou seus olhos detidamente por todos os cantos daquele escritório.

Aquelas estantes e mesas de bordo ou mogno com desenhos bem talhados sobre suas superfícies. O pequeno oratório em um canto mais distante das portas de carvalho à entrada, com uma mesa de canto alta com imagens de Nossa Senhora das Dores, São José, São Pedro, São Paulo e São Jorge; o genuflexório, com uma pequena almofada vermelha para os braços, e, na parede, um grande crucifixo abençoado pelo finado Papa Pio X, que trouxera de Roma de uma viagem que fez em 1908.

Na parede detrás de sua escrivaninha, uma pintura do Imperador. Na principal, entre as cômodas de estar, uma grande pintura de sua família. Na outra, entre as duas estantes com garrafas de bebidas, uma pintura da Batalha de Monte Bello, com o Tigre e o Dragão da Dracônia figurando o centro, em ataque aos rebeldes, nos idos da última década do século passado.

Gesébia havia sido submetida a muitas durezas. Com uma amaciada na barba, o Grão-Duque realizou que, daquela geração, somente ele restou em Gesébia. Exceto por ele, todos os antigos pilares já haviam falecido, era o último pilar da terra. Vivo. Sozinho. Irredutível. Mas não viveria para sempre, e, por isso, até a última gota de suor e sangue, no último esforço, trabalharia para deixar tudo firme para o Imperador e a próxima geração. Trabalharia para erguer novos pilares para sustentar o Império.

Na evolução do pensamento para o memento mori, surgiu também o carpe diem. Dirigiu-se de maneira propositalmente devagar para o genuflexório, ajoelhou-se tão lentamente quanto e, a fitar os olhos na cruz, pôs-se a meditar os Santos Mistérios.

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