Quartel-General das Agências Imperiais - Forte do Dragão e do Tigre

- Estou vivo, meu amigo. Estou vivo. E isto, à esta altura da vida, já me é suficientemente satisfatório. E tu, como estás?

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- Confuso, vamos assim dizer. Investiguei todos os rumores e, a despeito de haver pequenos grupos criminosos, parece que eles não possuem um líder ou alguém que comande suas ações. Parece-me que são meros delinquentes que se reuniram em torno do crime fácil onde as autoridades falharam em estarem presentes.
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- O que, de certa maneira, torna as coisas mais fáceis, visto não termos um cérebro estratégico que jogará xadrez conosco. E a levar em conta tua investigação, o que propões fazer com estes imbecis?

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- Procurar expor à Coroa Britânica alguns comerciantes que não tenham boa fama e que tenhamos provas suficientes para bani-los de Gesébia. Assim eles ficarão isolados em Dunnord, sairão da ilha ou até serem presos. - disse puxando os fios brancos e longos da barba. - Isso impedirá que outros comerciantes atuem tão abertamente nos contrabandos e deem resguardo aos criminosos. Estes, por sua vez, terão que se recolherem em seus covis e diminuirão suas atividades. O que será reforçado por uma maior presença policial em Myrce (com a devida mudança de alguns oficiais por lá) e da Marinha no Mar do Norte. Depois, o Primeiro Ministro deverá dar um aviso que não aceitará que o Império Vermelho abrigue criminosos que atuem contra Gesébia.
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- Pois bem. Posso mobilizar a parte dos policiais, as demais providências deves tratar com Sua Majestade.

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- Bem sei. No entanto, como pretendes agir? Usarás o método tradicional?
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- Para os que não estão dentro do governo, a velha maneira…

Victor bebeu um pouco de café que ainda estava em sua escrivaninha e continuou.

- Quanto aos que corruptos internos, de uma maneira pouco convencional, mas que parece-me bastante qualificada para este caso: direi ao Diretor Houston, diretor da AI-2, que destaque alguns dos melhores agentes. Os agentes da AI-2 prenderão os oficiais corruptos em plena luz do dia, para deixar claro que não estamos de brincadeira e desmoralizar publicamente os criminosos desorganizados; e depois,a reposição dos oficiais corruptos e um novo concurso para oficiais do Depto. de Polícia de Myrce.

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- Ótimo! O que vim falar está dito. Tens algo mais a me dizer amigo?
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- Uma última coisa: da última vez que nos vimos, quando viestes aqui no ano passado, disse-te para trazer tua família. E parece-me que não a trouxe…

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- Hahahahaha. Não os vejo desde então. Peço perdão por isso. Estive investigando e não retornei à Sunéria. Coisa que devo fazer no final deste mês. Então cumprirei a promessa. Até mais velho amigo, falarei com o Imperador agora.
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- Então já me adianto para desejar-lhe uma boa e segura viagem àquela terra escaldante, caminhante. E uma boa reunião com Sua Majestade. Até mais, meu amigo!

Após a saída do duque suneriano, Victor levantou-se de sua cadeira, fechou os botões de seu paletó e seguiu ao gramofone para desligá-lo. Desligado o aparelho e guardou o disco em cor negra na pequena estante abaixo do aparelho.

Antes de deixar seu gabinete, o Grão-Duque se pôs em oração diante da cruz abençoada pelo Papa Pio X por cerca de dez minutos. Findadas as preces, foi ao cabide e lá pegou seu sobretudo preto e o vestiu, logo depois pôs o chapéu sobre a cabeça e saiu de lá.

Embora o quartel já possuísse o moderno elevador automatizado, Victor optou pela escadaria, que desceu lentamente até chegar a recepção. Lá, avisou que só retornaria na segunda-feira seguinte e pediu sua escolta. Adentrou o carro e sentou-se no banco traseiro para seguir rumo ao Restaurante Maravilhas da Montanha para almoçar: sua filha Victoria estava na cidade com o marido Raphael e o primogênito William.

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