[RTW-EB] Res Publica Romana

[center]Res Publica Romana[/align]

[justify]Nota do Autor:

Olá pessoal, faz um bom tempo desde a minha última AAR, e mantive-me afastado do GSB por um longo período. No meio de tudo isso meu gosto por jogos de Grand Strategy foi deixado de lado, principalmente o meu favorito, Rome Total War e seus derivados. E nada melhor para voltar a escrever uma AAR, do que com meu jogo favorito da série.

Nesta AAR estarei utilizando o jogo Rome Total War 1.5, com o mod Europa Barbarorum, creio que todos o conhecem. Senão, deveriam, pois em minha opinião de jogador de Rome Total War desde seu lançamento, ele é de longe o mais realista e mais preciso historicamente, sem falar no aprimoramento da dificuldade tanto financeira quanto a do próprio jogo em si.

Estarei postando as atualizações a medida do possível.

Enfim, espero que acompanhem a mesma, pois estou muito empolgado em começar a posta-la o mais breve possível, e obviamente que os leitores e seus comentários são o gás que alimenta o escritor, então, participem!

Objetivo da AAR:

Embora ainda não tenha um ponto final para esta AAR, buscarei através do gameplay estabelecer objetivos para serem completados. Todavia, já possuo um objetivo final para com esta AAR, que é o de trazer a maior carga de informação na mesma, seja das unidades, dos personagens e da própria nação a qual jogarei.

Também através dela buscarei, a medida do possível, seguir a ordem cronológica dos acontecimentos da história de Roma e seu povo.

Informações da AAR:

Jogo: Rome Total War, patch 1.5, MOD: Europa Barbarorum 1.2 com todos os fixes
Nação: Senatus Populusque Romanus ou Romani
Dificuldade: Hard/Hard

Bem pessoal, por enquanto é isso, essa só foi apresentação da AAR. Espero que acompanhem e que curtam ela. Em breve, a introdução e contextualização histórica.

Abraço![/align]

Índice
Contextualização Histórica
1° Capítulo - Marcha para o Sul!
2° Capítulo - Guerra pelo Sul!
3° Capítulo - Amigos Amigos, Negócios a Parte…
4° Capítulo - 1° Guerra Púnica!

[center]Contextualização histórica.[/align]

1 - Princípio

[justify]272 A.C, esta é a data qual marca o início do jogo Rome Total War e do MOD Europa Barbarorum, entretanto, na busca de dar-lhes uma maior abrangência da história romana, gostaria de voltar e remontar a história a tempos incertos, onde ainda há muita divergência e especulação dentro do campo científico. O princípio da cidade Roma.

O berço da civilização romana permanece para muitos tendo um princípio mítico e mitológico, onde os clássicos irmãos Rômulo e Remo, abandonados por sua mãe, teriam sido criados por uma Loba, qual teria os amamentado e os cuidado em seus primeiros anos de vida.[/align]


[center]Loba amamentando Rômulo e Remo[/align]

[justify]Todavia, não é somente este mito que sobrevoa a origem mítica de Roma, há também uma outra explicação apresentada por historiadores do século I A.C. Qual coincide, entretanto remonta a uma origem helênica.

No relato dos escritores Tito Lívio e Virgílio, ambos do século I A.C., temos outro relato que designa a origem de Roma. Em seus escritos contam o mito onde o herói troiano Enéias – fugindo da destruição da cidade de Tróia – se estabelece na Península Itálica. Ali, seus descendentes foram responsáveis pela criação de diversas cidades. Entre estes descendentes estavam os irmãos gêmeos Rômulo e Remo.

Seus parentes próximos eram monarcas do reino de Alba Longa e, por causa de uma manobra do ambicioso Amúlio, os dois gêmeos foram jogados no rio Tibre. Sobrevivendo ao atentado, as duas crianças foram acolhidas por uma loba que os amamentara. Depois foram acolhidos por camponeses e, chegando à idade adulta, retornaram à Alba Longa com a missão de restaurar o trono da cidade.

Logo depois de deporem Amúlio do trono de Alba Longa, resolveram fundar uma nova cidade chamada Roma. Durante a construção da cidade, Remo não admitiu o local escolhido por Rômulo para o início da construção da cidade. Tomado pela inveja acabou questionando Rômulo, que durante uma briga matou seu próprio irmão. Dessa forma, Rômulo tornou-se o primeiro rei da monarquia romana[/align]


[center]Fuga de Enéias de Tróia[/align]

[justify]Sobretudo, não poderei ater-me a origem mitológica sem antes apresentar-lhes a teoria científica, pesquisada por historiadores e arqueólogos. A mesma fala que Roma foi um povoado originário de um forte, formado por diversos povos da Península Itálica, dentre latinos e sabinos, com o objetivo de deter a expansão etrusca, povo soberano naquela época. Isto estamos por volta do ano de 750 A.C.[/align]

2 - Regnum Romanum

[justify]Neste período que se estendeu do ano de 753 A.C até 509 A.C, Roma, uma pequena cidade-estado no coração da Península Itálica, possuía um poder praticamente inexpressivo, comparada aos seus vizinhos Etruscos. Quais reinaram e tiveram fortíssima influência na cultura de forma geral do povo Romano.

Pelo pouco que se sabe sobre este período da história romana, através de pesquisas históricas e arqueológicas, Roma teve a sucessão de sete reis, cada qual deixando sua característica e importância para fundação da mesma. Não é possível dar informações mais completas sobre este período devido à invasão gaulesa liderada pelo chefe Breno no ano de 390 A.C, qual o mesmo saqueou Roma, destruindo grande parte de seus registros históricos.[/align]


[center]Breno saqueando Roma[/align]

[justify]Todavia, sabe-se que neste período o rei era responsável por grande parte dos poderes existentes, dentre as partes executivas, judiciais e religiosas. Entretanto o mesmo não possuía grande poder na área legislativa, qual ficava a cargo de uma instituição que seria o prólogo do Senado. A mesma tinha o poder de aprovar ou negar leis propostas pelo rei.

Isto nos remete ao período que o jogo se passa, a República Romana, qual teve seu início quando o último rei, Tarquínio, o Soberbo, foi deposto.[/align]

3 - Res Publica

[justify]Desde o seu início, o período republicano de Roma foi sem dúvida o responsável por fazer com que a cidade-estado saltasse para ser um grande Império, entretanto não é lá que chegaremos aqui, e sim no desenrolar da AAR. Aqui somente quero apresentar em forma sintetizada tudo de mais importante que ocorreu no período de 509 A.C até 272 A.C, ano que começamos o jogo.

Foi neste período qual Roma finalmente conseguiu derrubar a hegemonia dos Etruscos, adquirindo poderosas conquistas a norte de Roma, como as cidades de Arretium e Ariminum. Igualmente neste período que houve a Liga Latina, qual foi a aliança de diversos povos para ir de frente contra os interesses expansionistas de Roma. Grande conflito que terminou com um tratado de paz, deixando as duas partes em pé de igualdade.

Porém a evolução romana foi inevitável, outras sangrentas guerras foram travadas contra os mais diversos povos da Península Itálica, dentre as mais marcantes foi as guerras contra os Samnitas pelo controle da região de Campânia, região com solo altamente fértil. Ao término desta guerra a República Romana já estava instaurada como potência hegemônica na Península Itálica, firmando domínios que vinham desde a Etrúria, ao norte, até o sul da região de Campânia. Cravando seus olhos na cidade de Tarento.

Esta mesma cidade, apoiada por Pirro, Rei do Épiro. Resiste até o momento do início do jogo ao domínio romano. E neste momento que o jogo começa. A partir deste momento a narração do jogo será iniciada.[/align]


[center]Situação atual. Ano de 272 A.C[/align]

Espero que tenham curtido esta breve e pequena introdução e contextualização histórica de Roma. Em breve, próximo up!

Grande Couto e mais uma de suas belas AARs! Acompanhando, sem dúvida!

Show! Acho que li seus pensamentos, ontem postei no chat sobre a possibilidade de tu postar uma AAR de EB
Enfim vou ficar de olho com certeza :wink:

Edit. Em breve estaremos relançando a AAR/MP coletivo em que os usuários fazem o papel de senadores e generais, dessa vez usaremos o Rome 2 como pano de fundo… se tu se interessar dentro em breve começaremos com as inscrições e postagens ;/

Grande Mestre Couto, estarei acompanhando sua nova AAR com certeza!
Estarei no aguardo do primeiro capítulo!

A companhando mais uma A.A.R. do grande mestre.

Excelente!

Acompanhando, muito bom!

Muito bom Couto, ótimo te-lo de volta a ativa.

Gostei do início! Estarei, dentro do possível, acompanhando.

Abraços amigo.

Gostaria de agradecer a todas as palavras de apoio. Realmente cada um de vocês conta muito pra mim e me deixa cada vez mais pilhado com esta AAR!!!

Eu estou adorando fazê-la, eu curtindo bastante mesmo.

Em relação a isso Crusader, eu gostaria bastante mesmo, mas como a vida nem sempre são rosas, eu não tenho nem o dinheiro nem o computador capaz de suporta o Rome 2… Sinto muito.

Sem mais pessoal, novamente, agradeço a todos que estão acompanhando e que gostaram. Muito em breve, o próximo up!

O Bom filho a casa torna :wink:
2014 promete, Couto voltando com as suas famosas AARs, aguardo ansiosamente Couto.

Muito bom couto (eu quase escrevi crouto)

Acompanhando!

[center]1° Capítulo - Marcha para o Sul![/align]

O senado estava lotado, as colunas completas por seus senadores. A República estava em ação!

[justify]- Meus amigos romanos! Verdadeiros e leais filhos da República, prodígios da luta contra a tirania e inimigos de Roma! Nós estamos em guerra! – discursava Manius Curius Dentatus - Por muito tempo a República vem sofrendo agressões de seus rivais, gauleses ao norte, gregos ao sul! Eu digo basta a tudo isso! É chegada a hora de a República impor seu lugar de direito concedido e abençoado por Júpiter![/align]

Os senadores aclamavam Manius por tal discurso tão enérgico.

[justify]- Eu tenho o sangue da família Curii, uma das mais antigas e respeitadas famílias de Roma! Que lutou e sangrou por esta República. Foram meus antepassados que preencheram e lideraram as legiões na guerra contra os Samnitas. E são os filhos da República que sangram agora nesta guerra contra Épiro, que abraçou com seus braços sórdidos e mortíferos a cidade de Taras! Por isso que digo, BASTA! Enviemos nossas legiões ao sul e acabemos de vez por todas com a ameaça que bate a nossas portas! Pelos seus e pelos meus filhos meus amigos, PELO BEM DA REPÚBLICA![/align]

A maioria esmagadora dos senadores gritavam em seu apoio, repetindo: “PELA REPÚBLICA!”

[justify]Manius Curius Dentatus era um excelente general em tempos de outrora, entretanto devido a sua idade, agora defendia os interesses da República não mais em campo de batalha, mas sim em um lugar mais mortífero, o Senado. Após o fim de sua carreira militar, Manius Curius, descendente direto da antiga família Curii, prosseguiu sua vida como um promissor Senador, ocupando cargos importantíssimos, chegando a ocupar o cargo de Consul.[/align]

Todavia, hoje ocupa o cargo de Censor, um cargo de grande renome e importância dentro do Senado. Alcançável somente após chegar ao topo da vida política.

Posterior a seção do Senado, foi anunciado no centro do mercado de Roma:

[justify]- Por ordem do Senado, Lucius Cornelius Scipio, é agora encarregado do comando da II Legião! Ele marcha para o sul! Todo o povo de Roma tem o dever de ajudá-lo, se isso estiver ao alcance![/align]

A II Legião, comandada por Lucius Cornelius Scipio, é composta pelas seguintes tropas:

Um grupamento de Leves.
[justify]Este tipo de unidade historicamente era responsável pela escaramuça antes do combate da infantaria pesada. Devido a não ter um tipo físico apropriado e nem habilidade no combate corpo-a-corpo necessária para ser um Hastati ou um Principes, Leves eram digamos assim, um dos primeiros a entrar em ação com sua tática de escaramuça.[/align]

Um grupamento de Rorarii.
[justify]Este tipo de unidade historicamente era a reserva. Não tendo habilidade de combate o suficiente para compor a linha de frente, na antiga formação de batalha romana, o Rorarii ficavam atrás da última linha, que era composta pelos Triarii. Eles eram responsáveis para preencher alguma brecha ou ruptura da formação da legião, entretanto não eram usados para segurar uma linha inimiga sozinhos.[/align]

Um grupamento de Hastati
[justify]Esta unidade era a ponta de lança da legião romana da reforma de Camilo. Composta pelos mais jovens da legião, os Hastati eram a primeira linha de combate direto. Servindo-se cada com duas pilas, uma espada curta, um scutum, um elmo de bronze e uma caneleira na perna esquerda. Eles eram responsáveis por cansar o inimigo, e se não conseguissem quebrar sua linha, eles recuavam e davam espaço aos Principes.[/align]

Um grupamento de Principes
[justify]Esta unidade era a segunda linha da legião romana da reforma de Camilo. Composta por homens de uma idade mais madura, eles eram responsáveis por quebrar as linhas inimigas se os Hastati não a conseguissem. Não se diferenciavam muito do equipamento dos Hastati, tendo o adicional de uma lança, chamada Hasta e um protetor quadrado para o peito.[/align]

Um grupamento de Triarii
[justify]Esta unidade era a terceira e última linha da legião romana da reforma de Camilo. Composta pelos homens mais velhos e mais experientes da legião, os Triarii eram a última esperança de sucesso da legião. Se os Hastati e os Principes falhassem, toda a esperança estava depositada nos ombros dos Triarii. Ainda muito ligados a cultura Hellenica presente na Península Itálica, os Triarii usavam a mesma formação dos hoplitas e equipamento similar, descendendo dos antigos exércitos etruscos-romanos. Eles eram a elite da legião.[/align]

Um grupamento de Equites Romani
[justify]Esta unidade era a cavalaria da legião romana da reforma de Camilo. Composta geralmente por cidadãos de classe mais elevada, geralmente filhos de senadores ou pessoas na nobreza. Ainda traziam consigo muito da cavalaria grega, com sua armadura e sua lança, tendo um escudo redondo que variava de 60 a 80 cm. Utilizada para flanquear o front inimigo e dar suporte para as linhas da legião romana.[/align]

[justify]Também foi aprovado pelo Senado que um grupamento de Hastati, Principes, Triarii e Equites Romani, fossem realocados da I Legião, defensora da fronteira norte, para a II, no intuito de providenciar reforços para a mesma.[/align]

[justify]Na busca de uma maior estabilidade na fronteira norte com os gauleses, é enviado o diplomata em nome do Senado para que seja feita a paz com a tribo dos Aedui.
Desta forma, a República estará assegurando seus interesses, com todos os seus olhos voltados para o sul, e a conquista da Península! Afinal, é primavera, é chegada a hora de ir à guerra![/align]

[justify]Melhorias também são ordenadas pelo Senado. Todas as estradas da República nas regiões de Roma e Cápua, centros comerciais da República, deverão receber pavimentação. Tendo suas obras iniciadas imediatamente.[/align]


Bem pessoal, para o primeiro Capítulo eu não quis por muito material. Entretanto para os próximos capítulos, eles serão muito maiores, com muito mais imagens.

Fiquem ligados que estou aproveitando e metendo o sarrafo nesta AAR. To escrevendo feito louco!!

Forte abraço a todos e obrigado por acompanharem!

Ótimo capítulo Couto! Quero ver você triturando os cartaginenses!

Muito obrigado meu velho!

Espere, e verás! hehehehe

Como diz o velho Jack: Vamos por partes…

Bom, bom… Glória ao Impé… digo, Glória à República!

Muito bom, parabéns! só de ler o primeiro capítulo já me deixou ancioso para os próximos! eu nunca tive tempo nem paciência pra escrever uma AAR então eu adoro ler a dos outros principalmente quando são bem escritas hehehehe

Essa com certeza vai pros AwAARds do GSB hahahah - Boa Couto! Esperando a continuação!

Massa… boa mescla de dialogos com informções técnicas e historicas do jogo
Acompanhando :wink:

[center]2° Capítulo - A Guerra pelo Sul![/align]

[justify]Com a chegada do verão notícias ruins e boas batem a porta da República e dos corações de seu povo.

Manius Curius Dentatus, na longevidade de seus 65 anos, é declarada sua morte por causas naturais. Um dia triste para Roma, saudades sentirá o povo, e um imenso vazio sentirá o Senado sem a presença magnifica de seu Censor. Seu legado e o de sua família estarão para sempre perpetuados nos anais da República e nas bocas de cada cidadão romano, seja pelas proezas e purezas de seus atos, quanto que aos serviços prestados em nome do Senado, da República, e do povo de Roma!

Uma grande pira foi erguida em frente ao senado, próximo ao mercado de Roma, para o funeral de tamanha ilustre personalidade. Um grande banquete foi servido após os
cerimoniais fúnebres. Escravos e homens livres não foram autorizados a desfrutar do banquete.[/align]

[justify]Um mês se passou até que a notícia chegasse a Roma. No centro do mercado foi dito em alto e bom som:[/align]
[justify]- Novas do Sul! O herói de Roma, Lucius Cornelius Scipio, teve sucesso em sua missão para reprimir a resistência de Épiro na cidade de Taras e conquista-la! A II Legião, em menor número, após demonstrar bravura descomunal, ESMAGA as tropas Épiras em campo aberto, tendo após a vitória, livre marcha sob a cidade! Escravos oriundos da conquista estão disponíveis a venda no Mercado.[/align]

[justify]- Por ordem do Senado, é aberto vagas para alistamento e recrutamento para reforçar as linhas da II Legião. Todo e qualquer cidadão interessado e em idade e condições apropriadas deverá se apresentar no Campos de Marte![/align]

[justify]- Por ordem do Senado, a cidade de Rhegion, antes amiga e aliada da República e do povo de Roma! Alia-se a Épiro e trai a confiança e o coração do Senado e de seu povo, expulsando os verdadeiros romanos da cidade, deixando-os a própria sorte! Por decreto votado e aprovado por unanimidade, a cidade de Rhegion sob domínio traidor é uma ameaça e afronta ao nome do Senado e do Povo de Roma! Sendo declarada, a partir deste instante, inimiga perpétua da República![/align]

[justify]Também se teve notícia do norte, em relação às questões diplomáticas.[/align]

[justify]Em sua missão de apaziguar a fronteira norte da República, Caius Fabius Licinus, teve um encontro com um dos chefes gauleses Aedui, Catamantaloedis, um jovem enérgico e cheio de orgulho, entretanto facilmente ludibriável e manejável, que após muito diálogo demasiado cuidadoso por ambas as partes, chegou-se a um consenso. Tal consenso de que seria o melhor para ambas as partes que as rivalidades fossem postas de lado por uma trégua e que o comércio fosse restaurado entre ambos.[/align]

[justify]Passou-se dois anos desde a conquista de Taras por Lucius Cornelius Scipio, agora tratado como herói de Roma. Neste intervalo de tempo, abençoado pelos deuses, houve muita fartura e prosperidade nas regiões da República. Construções foram erguidas, desenvolvimento foi alcançado, colheitas fartas foram colhidas em todas as terras. Dentre as construções que foram feitas, está um Ludus na cidade de Arretium.[/align]

[justify]Armazéns de grãos foram construídos em Arpi, desta forma a população poderá crescer, pois haverá alimento armazenado para o inverno e para a época das más colheitas, que o deus Ceres mantenha este tempo longe de nós![/align]

[justify]Foi iniciada a construção da extensão do porto mercantil de Cápua. Desta forma este porto será capaz de receber e de expedir maior quantidade de navios, aumentando o fluxo e a quantia ganha através do comércio marítimo, seja este feito com outras cidades romanas ou com nossos aliados e amigos, os fenícios de Cartago.[/align]

[justify]Neste intervalo de dois anos, o diplomata Caius Fabius Licinus, após conseguir contato com a tribo gaulesa Arverni, consegue firmar uma trégua entre a República e a mesma. Dessa forma firmando mais uma vez o interesse de paz que o Senado tanto almejava na fronteira norte. Agora o diplomata dirige-se para a Península Ibérica para fazer contato com as tribos e povos existentes naquela região.[/align]

[justify]Entretanto a primavera havia chegado, e era a hora dos soldados das legiões voltarem de suas fazendas e de seus afazeres domésticos para lutar pelo nome e pela integridade da República e de seu povo.[/align]

[justify]Ao desabrochar da primeira flor nos campos de Taras, Lucius Cornelius Scipio, sob ordem e em nome do Senado de Roma e seu povo, marchou em direção ao sul, e sitiou a cidade de Rhegion. Cidade que transbordava a ralé a e escória da Península Itálica. Cidade que outrora fora aliada da República e concedia grande fruto de comércio, com suas minas de prata e outros metais.[/align]

[justify]Ao findar a primeira lua de constante estado de sitio a cidade de Rhegion, as armas de cerco finalmente ficaram prontas. Lucius Cornelius Scipio já estava ansioso e impaciente para por fim a escória que se escondia atrás da paliçada de madeira que cercava a cidade. Pronto para liderar seus soldados a mais um dia glorioso e honrar o nome da República e do Senado, pondo fim a tal traição!

Dias antes da batalha, Lucius contratou os serviços de um grupamento de mercenários que estavam na região, sedentos por dinheiro.[/align]

[justify]Ao soar da trombeta para a batalha, Lucius começou a passar as ordens para os seus imediatos que imediatamente passavam para os centuriões e por fim para os grupamentos. Os mercenários são postos na linha de frente, infelizmente não houve dinheiro para contratar mercenários o bastante para preencher a linha de frente inteira, mas pelo menos, uma parcela dos verdadeiros romanos seria poupada do combate inicial.[/align]

[justify]O grupamento de Leves é direcionado para a beirada da paliçada, sendo possível assim desta forma que o inimigo fosse alvejado com quatro saraivadas de lanças e dardos. O resultado foi significativo, diversos grupamentos inimigos tiveram suas forças reduzidas.[/align]

[justify]Quando a paliçada cedeu e foi quebrada pelo aríete, os hastati e o grupamento de mercenários foram os primeiros a adentrar a cidade e provocar os primeiros confrontos com o inimigo traidor. Os Centuriões responsáveis por cada grupamentos utilizavam apitos e gritos para que o grupamento mantivesse a formação compacta. As tropas deixavam que o inimigo se jogasse contra seus scutum, e quando avançavam, avançavam unidas.[/align]

[justify]Os confrontos na paliçada foram os críticos e decisivos para apontar o destino da batalha. Confrontos sangrentos e cansativos, entretanto graças a moral e a força de vontade das tropas, os deuses favoreceram o Senado e a República, concedendo-nos uma grandiosa vitória sobre o inimigo! A cidade de Rhegion, agora pertencia e fazia parte da República, já em rumo de regularizar sua cidadania romana![/align]

[justify]O Senado acompanhando os consecutivos sucessos de Lucius Cornelius Scipio, acompanhando a forma como ele esmagou os inimigos da República no sul da Península Itálica, possui novos planos para ele e sua II Legião.

Os gauleses ao norte sempre foram uma ameaça para a República, tendo eles realizado inúmeros ataques a terras romanas, saqueando e escravizando o povo romano sem piedade ou qualquer consideração a honra! Era chegada a hora de Roma firmar suas fronteiras e afastar ao máximo a ameaça gaulesa! Era chegada a hora da República de Roma triunfar![/align]