[RTW] Honra e Glória

Jogo: Rome Total War - Vanilla
Dificuldade: H - H
Facção: Os Júlios

Bom pessoal, eu esteva com muitas ideias na cabeça acerca de fazer AAR, e optei por uma mais simples e de um jogo especial, que me trouxe ao fórum. O jogo será no vanilla mesmo, e a dificuldade( mesmo no hard) relativamente baixa, já que há anos não jogo RTW e optei mais por jogar uma história do que “históriar” um jogo.
A frequência de postagem é um segredo até pra mim, tentarei manter a frequência de um capítulo por fim de semana, o tempo eu tenho de jogar, mas editar e formatar tudo bonito é a parte que demora, e isso só posso fazer no fim de semana, e nem em todos.

Espero que gostem

Irei acompanhar, faz tempo que não temos uma AAR de RT.

[center]Índice[/align]
[center]- Introdução[/align]
[center]- Capítulo 1 - A sorte está lançada[/align]
[center]- Capítulo 2 - Pavimentando a estrada[/align]
[center]- Capítulo 3 - Sacrifício de sangue[/align]
[center]- Capítulo 4 - Novos inimigos e novas mortes?[/align]
[center]- Capítulo 5 - Onde irei parar?[/align]
[center]- Epílogo - Em um lugar com meus antepassados[/align]

Acompanharei :wink:

[center]Introdução[/align]

[right]25 de Março de 1948[/align]

[center]Henry Carter Powell[/align]

[font=Georgia]Se fazem agora praticamente três anos do fim da Grande Guerra. E quem sou eu no meio disto tudo? Bom, sou Henry Carter, arqueólogo de 43 anos e casado. Uma esposa maravilhosa, e 3 filhas, sou um homem feliz e de boa feição econômica, por assim dizendo. De estatura não muito elevada, tenho um bigode vistoso, e apaixonado por chapéus e cartolas. Formei – me em arqueologia na Universidade de Cambridge em 1930.

Mas não isto não importa, este diário não foi escrito para falar sobre meus atributos físicos ou sobre minha vida particular. Estou escrevendo isso porque creio que fiz uma descoberta grandiosa. Mas o que descobri? Voltemos há alguns dias atrás para uma de minhas viagens mais importantes.


[center]Foto tirada antes da viagem[/align]

Tudo começou no dia 15 de março, estava em uma escavação na província de Arezzo, na Itália. Me instalei no hotel La Piccola Scavatrice(peculiar pois se traduz algo como “O pequeno escavador”). Fora da cidade existiam algumas ruínas do que parecia ser um forte romano, datado do século III a.C e isto me chamara a atenção, já que sou um apaixonado por história romana.


[center]Pitura da cidade de Arezzo[/align]


[center]La Piccola Scavatrice[/align]

Passei uma semana aproximadamente no local, e descobri artefatos maravilhosos por lá. Algumas lanças, escudos, espadas e armaduras, mas algo que descobriria me chamou a atenção posteriormente. No dia 21, acordei bem, animado, e coloquei-me a observar a cidade da sacada, a vista era de frente com a praça central da cidade. Tomei um banho, bebi um vinho Bere e Ubriacarsi e parti para o sitío de escavação, chegando por volta das 10 horas, e encontrando tudo em ordem.

[center]Bere e Ubriacarsi, um dos melhores vinhos que já degustei[/align]

Passamos a maior parte do tempo no centro do forte, mas de longe escutei alguém me chamando. Era um dos trabalhadores, dizendo que encontrou algo misterioso no lado de fora, e ouvindo isso corri prontamente para dar uma olhada. Em um canto perto do que parecia ser um arsenal, encontraram uma caixa dourada, trancada, o que parecia guardar misteriosos tesouros.

[center]A caixa, foto tirada em minha residência[/align]

Prontamente arrombamos a caixa, e logo os trabalhadores já se sentiram desanimados. Dentro da caixa não havia nenhum ouro ou joias, apenas um livro, bem conservado pelo visto. Me extasiei (a pobreza de uns significa o tesouro de outros) e logo peguei o livro. Estava num estado deplorável, mas surpreendentemente ainda era legível, e nisso, meus olhos já brilharam.

[center]Local onde a caixa fora encontrada[/align]

Continuei na Itália até o dia 23, onde comemoramos as recompensas das escavações, e eu pela raridade que encontrei. No dia 24 já estava em minha casa, na cidade de Wessex, e aproveitei para relaxar e aproveitar minha família, já que no dia seguinte(hoje) teria muito trabalho. Agora, são 9 horas da manhã, estou em meu escritório, e o livreto se encontra na minha frente.


[center]Meu escritório[/align]

[center]O precioso livro[/align]

Ansiedade se mistura com o receio de abrir e estragar esta obra. Pego minha pinça, e abro cuidadosamente a capa. Como previsto, está em latim, mas como perito em história romana, não tive problemas para traduzir, e assim está escrito:[/font]

[center]“Honorem et Gloriam - Iuliae Saga”[/align]

[font=Georgia]“Honra e Glória – Uma saga da família Juliana”, aproximadamente isso em termos mais diretos. O que seria este livro? Um diário de algum membro da família? Vou traduzir tudo neste diário mesmo, meu coração não aguenta mais tanta emoção. Novamente, viro á página cuidadosamente:

[center]“ Um amanhecer calmo e uma brisa suave pairam sobre os muros de Arretium… ”•.[/align][/font]


Dicas, criticas.
Não consegui pegar as imagens que queria, então peguei algumas imagens atuais e tentei envelhece-las, espero que o efeito tenha sido bom
E para deixar como um diário mesmo, tentei por alguns detalhes como se fossem escritos, mudando a fonte. Por exemplo a data.
Espero que esteja ao agrado

Mto bom, mto bom!

Belo começo, simples, claro mas arrebatador.

Gostei! Muito bom!

Muito bom, acompanhando animadamente.

Muito bom, tão bom como eu não via por aqui numa AAR de TW há muito tempo…

:goodpost

[center]Capítulo I - A sorte foi lançada[/align]

[BBvideo 300,150]http://www.youtube.com/watch?v=zk5q3PS-DiQ[/BBvideo]

[right]483 Ab Urbe Condita(270 a.C)[/align]

[font=Georgia][tab=30]Um amanhecer calmo e uma brisa suave pairam sobre os muros de Arretium.

[tab=30]Tempos gloriosos estão por vir, e nada mais revigorante que uma manhã ensolarada para acalmar a chegada de Marte.

[tab=30]Creio que os acontecimentos que o futuro trará, merecem ser datados e escritos, e foi por isso que iniciei este diário. Sou Flávio Júlio, líder da família Juliana, uma das mais poderosas e influentes de Roma. Sou casado e tenho três filhos: Lúcio, Quinto e Vibius. Dei a todos uma educação digna de um verdadeiro romano, ensinando a arte da guerra, as artimanhas da política e os métodos para se governar uma família.


[center]Arretium[/align]

[tab=30]Lúcio é meu filho mais velho, e, portanto meu herdeiro. É um homem muito sábio, um gênio da administração, além de ser um homem bastante ativo na política. Desde pequeno mostrou que nasceu para isso, sendo sempre o líder das brincadeiras com seus amigos. Aos 15 anos, durante uma de minhas campanhas contra os bárbaros, ele administrou sozinho a cidade de Arretium de maneira estupenda. É realmente um orgulho para meus olhos.

[tab=30]Quinto é meu segundo filho, e o amante da guerra da família. Alto, sempre fora o protetor dos irmãos, e se destacava na área de conhecimentos táticos. Como teve mais desenvoltura que seus irmãos para a guerra, levei-o em diversas batalhas, e sempre mostrará grande conexão com a tropa e subordinados, se destacando e ganhando o respeito dos homens rapidamente.
[tab=30]Um verdadeiro romano no campo de batalha.

[tab=30]Vibius é o mais novo dos três. Ele não é excepcional em nenhuma área, mas é bom em todas. Consegue comandar bem uma tropa, administrar uma cidade, e ainda por cima, conhece bem a política romana, além de ser um entendido de matemática. Entende muito bem de comércio e de economia, e será de vital importância para os eventos que se seguem.

[tab=30]Nosso poder em Roma nos assegurou as cidades da fronteira com as tribos gaulesas, a norte de Roma. Há algum tempo atrás meu avô teve um papel crucial na conquista destas terras, e como recompensa o senado encarregou-nos na defesa das mesmas. Estamos aqui há alguns anos desde então, eliminando incursões bárbaras, rebeldes que assaltam nossas caravanas e tudo que ameaçar Roma e seus habitantes, e fizemos um trabalho que nenhum homem faria com tamanha perfeição.


[center]Representação de um mapa da fronteira norte[/align]

[tab=30]Há algumas semanas fui chamado a comparecer em Roma, pelo senado. Chegando lá me assegurei de reafirmar algumas alianças políticas, já que, outros lideres de famílias também foram chamados, e não podíamos perder nosso poder em Roma.
[tab=30]Chegando ao senado, acabei por olhar os atuais lideres do povo romano. Ambiciono estar nesta lista futuramente.


[center]Senado romano[/align]


[center]Lista de cargos do senado[/align]

[tab=30]Rapidamente fui levado por um escravo para sala do atual Cônsul: Marco Maxentius, o líder político de Roma. Adentrando a sala, me deparo com uma visão nada agradável, meus rivais no mesmo ambiente que eu. Tibérius Brutus é líder da família dos Brutos, uma família poderosa e que governa cidades a sudeste de Roma. Já Cornélio Scipio, é líder dos Scipiões, governando cidades a sudoeste de Roma, e juntamente com um pedaço da Sicília.

[tab=30]- Ora, realmente todos tem acesso fácil ao cônsul hoje em dia – disse Cornélio.

[tab=30]- Não esqueça meu caro amigo, que pelo menos não nos prostituimos pelos Deuses, diferentemente de sua família – retruquei.

[tab=30]- Tolos, nós, os Brutus, expulsamos o último rei e instauramos a república, se alguém dentro desta sala merece ser digno de algo, sou eu. – Tibérius já se intrometia.

[tab=30]Gritos, xingamentos e maldições eram proferidas aos montes na sala, até a chegada do Cônsul por ordem no recinto:

[tab=30]- Senhores, acalmem-se, agora! – gritou Marco

[tab=30]Fez uma pequena pausa e continuou.

[tab=30]- O líder político desta republica ainda sou eu, e não tolerarei nenhum tipo de baixaria em meus aposentos, portanto, coloquem – se nos seus devidos lugares, sentem-se e me escutem.

[tab=30]Bastante arrogante de falar com os líderes das famílias desta maneira, afinal nós sustentamos Roma. Mas mesmo assim, obedecemos, não poderíamos desrespeitar um Cônsul dentro de seu território.

[tab=30]- Requisitei sua presença aqui senhores para definir os rumos de Roma – começou Marco – creio que seja a hora de expandirmos a República a terras longínquas, levar a educação e a cultura romana, a outros países, seja ela pelo papel, ou pelo aço.

[tab=30]Uma proposta ambiciosa de sua parte, mas ficamos a ouvir.

[tab=30]- Para ajudar, estou concedendo total autonomia das províncias que os senhores governam além de isentar impostos por 10 anos para recrutarem um exército. O senado também irá fornecer alguns empréstimos para ajudar.

[tab=30]Isso era tudo que queríamos ouvir, esta era a hora de conquistarmos a glória e o povo romano. Marco deu a oportunidade que nós esperávamos há anos, tolo.

[tab=30]- Os senadores irão requisitar alguns pedidos aos senhores, e insisto que cumpram com estes deveras, serão recompensados de maneira justa. Para começar, creio algumas cidades já possam ser dominadas. Tibérius, você cruzara o mar do leste e conquistará Apôlonia. Flávio, a cidade de Segesta ao norte é seu objetivo, e Cornélio a cidade de Siracusa.

[tab=30]- Mas Cônsul, Siracusa é controlada pelos gregos, não será tão fácil tomá-la assim… – retrucou Cornélio

[tab=30]- Não me importo Cornélio, estou te dando tempo e dinheiro. Vai me dizer que é um covarde por acaso? – disse Marco.

[tab=30]Obviamente Cornélio sentiu-se humilhado perante a nós, obviamente não era um adepto da guerra, e isso o fazia fraco. Enfim, prontamente parti para Arretium , era hora de reunir a família, enviei uma mensagem a Lúcio, e prontamente parti.

[tab=30]Cheguei a Arretium poucos dias após, Lúcio e Quinto já me esperavam aos portões.

[center]Os portões de Arretium[/align]

[tab=30]- Ave pai, como fora em Roma? – indagou Lúcio.

[tab=30]- Por favor, meu filho, deixe isso para amanhã.Hoje é um dia festivo por nossa família toda reunida. Onde está Vibius? – Respondi

[tab=30]- Está com nossa mãe, meu pai, disse que iria resolver alguns problemas administrativos. Deve estar no seu escritório – disse Quinto.

[tab=30]Partimos logo para nossa casa, uma Vila romana.


[center]Minha Vila[/align]

[tab=30]- Meu filho – abracei Vibius

[tab=30]- Pai, quanto tempo – e ele devolveu –me o abraço.

[tab=30]- Onde estão as mulheres e as crianças? – perguntei

[tab=30]- As mulheres foram a um santuário de Opis, buscando fertilidade dizendo elas, não muito longe daqui, as crianças estão brincando lá fora. – Vibius respondeu

[tab=30]- Minha idade não me dá mais energia para isso de fertilidade… – retruquei.

[tab=30]Começamos a rir. Passamos a tarde juntos, conversando sobre assuntos do cotidiano e coisas de homem, foi uma das melhores tardes da minha vida. Logo menos as mulheres chegaram,e começamos os preparativos para a festa, pegamos do melhor vinho e pão, e passamos a comemorar.
[tab=30]Bebemos como loucos, Vibius não se aguentava em pé. Quinto e Lúcio se jogaram na fonte, e eu como um bom velho acabei por dormir sentado, sendo acordado só depois por minha esposa, Faustina. Os romanos certamente serão lembrados pela sua arte em fazer festas.


[center]Representação da árvore da família[/align]

[center]A festa[/align]

[tab=30]Obviamente ter bebido todo aquele vinho me fez nem um pouco bem no dia seguinte, tinha assuntos importantes para tratar, e com toda certeza meus filhos estavam de ressaca, assim como eu. Maldito Baco que nos faz cometer esse exagero.
[tab=30]Quinto veio me acordar para começarmos, falei-lhe sobre a possibilidade, no dia anterior, de uma grande guerra e ele se animou rapidamente.

[tab=30]- Pai acorde, o café está na mesa, e temos assuntos importantes a tratar – Quinto me importunava.

[tab=30]- Maldição Quinto! Vá dormir, amar sua esposa, ou faça algo do útil da vida, só me deixe em paz. – retruquei

[tab=30]- Mas pai, os Tribunos já estão reunidos, e só estamos a espera do senhor – respondeu Quinto.

[tab=30]- Porcaria Quinto, avise que logo estarei lá.

[tab=30]Levantei-me, tomei um banho gelado, comi um pedaço de pão e fui me ao meu escritório. Havia marcado de uma reunião para decidirmos como proceder com as exigências do senado.

[tab=30]- Bom dia senhores, sentem-se – falei – como sabem, o senado fez algumas petições para nossa família, para começar, a conquista da cidade de Segesta. Com toda certeza não demorarão para pedirem uma campanha através da Gália, e devemos nos preparar a partir de já.

[tab=30]- Temos algumas tropas em campo senhor, mas a maioria está nas guarnições da cidade – respondeu o Tribuno Superior – nosso efetivo conta com cerca de 12 mil homens no total, mas ainda não temos um exército grandioso, cerca de 500 homens em campo.

[tab=30]- Pai, ainda não temos as estruturas necessárias para o treinamento de tropas mais bem qualificadas que as atuais, sugiro a construção desses edifícios em Arretium e em Ariminum – acrescentou Lúcio.

[tab=30]- Estou de acordo, mas quantos homens podemos recrutar? – indaguei

[tab=30]- De acordo com nossas finanças pai, uma legião de dois mil homens em campo, além de algumas guarnições extras nas cidades. Sugiro o aumento do imposto nas mesmas, irá gerar um descontentamento, mas é necessário por enquanto – disse Vibius – Além disso, creio que após o melhoramento das estruturas militares, devemos focar em fortalecer nossa economia.

[tab=30]- Estou de acordo. Lúcio você cuidará de Arretium, e Vibius administrará Ariminum. Cuidarão do recrutamento e das construções. Quinto, partirá comigo e com os homens que temos para Segesta, após a conclusão do recrutamento da Legião, está ficará ao comando dele.

[tab=30]- Será uma honra, meu pai – retrucou Quinto

[tab=30]Todos estavam de acordo, então nos levantamos e saímos da sala. O futuro de nossa família assim ficou decidido, e espero que as gerações futuras sejam aptas a alcançar grandes feitos com o tempo.
[tab=30]Dito isso, aproveitamos o resto do dia em Arretium, e partimos logo menos rumo a Segesta, creio que será uma viagem curta, sem muitos problemas.


[center]Partida das tropas[/align]

[tab=30]Já é de noite, não andamos muito. Foi uma tristeza deixar Faustina para trás, junto com meus outros filhos. Há essa hora creio que Vibius já esteja a meio dia de Ariminum, oro a Júpiter por sua proteção. Começamos a armar o acampamento agora, será uma boa noite de descanso, creio que daqui a alguns meses estaremos sitiando Segesta.

[/font]
[center]Acampamento[/align]

[center]Marte irá contentar-se com o que esta por vir…[/align]


Comentários, críticas, sugestões.
Incorporar as músicas é algo novo então não tenho certeza se ficou condizente, procurei uma calma, mas que não fosse num ritmo muito lento.
A formatação também não sei se esta de agrado de todos.
Foi um capítulo bem lento mesmo, mas de apresentação ao jeito que será escrito.

Muito bom, bem detalhado e a música combinou muito bem.

Como ele pode ter o filho Quinto,se são só3? :hihi
Alguns erros de concordância, mas um belo cap :wink:

Bela contextualização, lógica para campanha, uso de recursos e definição inicial dos personagens.

Contudo observes as concordâncias verbal e nominal. Outra coisa: você põe muito “logo menos”, e o melhor seria apenas “logo”.

Muito bom :goodjob Vamos ver se os Júlios dominarão o mundo!

Obs.: tem alguns errinhos estilo a troca de “esta” (pronome, ex.: esta casa é minha) por “está” (verbo, ex: ele está em minha casa), mas vou sossegar o grammarnazi dentro de mim. xD

Agradecido aos comentários.

Quanto aos erros gramaticais, acabaram por acontecer, ás vezes tento focar muito na contextualização, e peco na ortografia, apesar de ter revisado algumas vezes o texto, acabou passando.

Será algo que tentarei amenizar no próximo capítulo.

Gostei, esperarei pelos próximos eps.

Gostei! Apesar dos erros ortográficos, bom capitulo!

Excepcional cap.! tirando os pequenos erros de gramática, que diga-se de passagem é um mal que atinge 8 entre 10 escritores de AAR aqui do GSB, o conjunto esta espetacular,a estoria nos prende bem ao texto.

:goodjob

[center]Capítulo 2 - Pavimentando a estrada[/align]

[BBvideo 300,150]http://www.youtube.com/watch?v=JNGBQ3qDPDk[/BBvideo]

[right]483 Ab Urbe Condita[/align]

[font=Georgia][tab=30]Marco fora muito gentil ao chamar Segesta de cidade.

[tab=30]Isto não passa de uma pequena vila de pescadores. Desde minha ultima atualização aqui, demoramos cerca de cinco meses para chegarmos à cidade, e montarmos o cerco.
Neste meio tempo recebi uma mensagem de Lúcio, que assim dizia:

[b][i]“Pai

Estamos colocando em prática aquilo que foi decidido no conselho. Vibius me mandou uma mensagem recentemente, dizendo que já começará a construção de um Campo de Práticas em Ariminum, e igualmente, ordenei o inicio das obras do Estábulo a qual o senhor requisitou.
Além do mais, estou enviando nosso espião, Décio Curtius, para região da Gália, a fim de adquirirmos mais informações sobre a situação dos bárbaros. Nosso diplomata, Sextus Antio, foi enviado para terras mais ao norte, para realizar contatos com outros povos, e quem sabe estabelecer algumas relações comerciais.

No mais, que Júpiter esteja com você amado pai

Lúcio”.[/i][/b]


[center]Estábulos[/align]


[center]Campo de Práticas[/align]


[center]Décio, o espião[/align]


[center]Sextus, o diplomata[/align]

[tab=30]Fiquei entusiasmado com a notícia, mostrou-me que não errei ao colocar Lúcio como o próximo líder da família. Outro fato também merece ser noticiado. Durante uma noite, durante nossa parada noturna a caminho de Segesta, um diplomata bárbaro veio a nosso encontro:

[tab=30]- Meu senhor, um homem está pedindo permissão para vê-lo. Diz que é um diplomata gaulês.

[tab=30]- O quê? Como assim homem? Onde está esse diplomata? – lhe enchi de perguntas.

[tab=30]- Está com a guarnição, meu senhor, próximo ao depósito de suprimentos. – me respondeu.

[tab=30]- Pode trazê-lo aqui, estou a fim de ouvir a proposta desse senhor.

[tab=30]O soldado rapidamente saiu da tenda para cumprir sua ordem. Quinto estava ao meu lado e deu sua opinião:

[tab=30]- Cuidado meu pai, pode ser uma armadilha, não vejo motivo para esses bárbaros apelarem para diplomacia agora.

[tab=30]- Relaxe Quinto, tenho noção disso. Sinto que isso é mais um sinal de provocação, do que uma armadilha. Veremos o que este homem tem a nos falar – conclui

[tab=30]Pouco tempo depois, o diplomata adentra na tenda.

[tab=30]- Olá meu nobre senhor, sou (realmente não tenho ideia de como escrever este nome, estes bárbaros por vezes misturam letras, que juntas são impronunciáveis).

[tab=30]- Poupe-me das cordialidades bárbaro. Quero saber o que você quer? A que tribo representa? – fui logo perguntando

[tab=30]- Não represento tribo alguma, apesar de nossas diferenças, o povo gaulês agora se une sobre um único líder nesses tempos sombrios. Achamos digno que, por hora, nos ajudemos a defender nossa terra.

[tab=30]- Isto responde uma das perguntas, mas ainda não disse seu principal objetivo aqui – Quinto interviu.

[tab=30]- O conselho da aliança decidiu por bem que deixemos nossas diferenças de lado, no momento. Queremos estabelecer uma rota comercial entre algumas de suas cidades, vocês possuem alguns recursos que são de nosso interesse.

[tab=30]- Ora, acha mesmo que… – Quinto já se preparava para matar o bárbaro com meras palavras

[tab=30]- Acalme-se Quinto – me intrometi – a proposta é interessante. Estamos de acordo, vá a seus lideres e diga que aceitamos a oferta.

[tab=30]- Estou contente com sua resolução, este encontro foi muito… proveitoso – finalizou o bárbaro

[tab=30]Não demorou muito e já saiu dali

[tab=30]- Mas pai, não entendo o motivo de aceitar isso – Quinto foi falando

[tab=30]- Compreenda Quinto, esse acordo nos trará muito dinheiro, e será uma maneira de obtermos informação acerca de como esses gauleses estão se organizando agora.

[tab=30]- Ah sim… agora entendo meu pai. Foi uma jogada inteligente… – Quinto dizia admirado

[tab=30]O que ele tinha de talento militar, faltava-lhe na diplomacia, mas ainda é um homem novo, e certas coisas só se aprendem com o tempo.

[center]O acordo firmado[/align]

[tab=30]No verão, algumas unidades de hastários foram treinadas em Arretium, estas que seriam a espinha dorsal do nosso exército.
[tab=30]Juntamente com esse detalhe, começamos o cerco a Segesta.

[tab=30]- Ai está Segesta, em toda sua magnificência – brincou Quinto.

[tab=30]- Não me faça rir Quinto – falei – ainda temos que conquistar este vilarejo, seja ele grande ou não.

[tab=30]- Bem, os batedores disseram que há um pequeno grupo de bandidos no comando da cidade. Com toda certeza, se estacionarmos nossas tropas aqui, e esperarmos, irão debandar de medo. – sugeriu.

[tab=30]- Aprovo a ideia meu filho, faremos isso.


[center]Os hastários[/align]

[center]Representação de um cerco romano[/align]

[tab=30]Durante o tempo de cerco ao vilarejo, recebi outra mensagem de Lúcio:

[b][i]“Ave pai, como está à ocupação de Segesta?

Recebi sua mensagem recentemente e tenho algumas notícias. Batedores informam que um exército gaulês está em nossa fronteira, creio que devido ao nosso acordo, eles hesitarão em tentar qualquer coisa, mas temo pelo pior. Em qualquer instância, estou pronto para partir com a guarnição de Arretium e terminar com esta incursão.
Agora boas novas meu pai, minha filha, Fadia irá se casar. O nome do rapaz é Quintis Gabinius, filho de um de seus antigos Tribunos. O rapaz tem verdadeiramente a honra digna de um romano, e com toda certeza (graças ao pai) tem habilidade no campo de batalha, portanto tem minha benção. Sugiro que ele vá junto com Quinto para a campanha no norte.
Além disso meu pai, a construção do Campo de Práticas e dos Estábulos está completa, e, junto com Vibius, estamos começando o recrutamento de tropas. A partir de agora estamos prontos para começar a tomar medidas econômicas.

Boa sorte meu pai, que Júpiter o guarde

Lúcio”[/i][/b]


[center]Ameaça na fronteira[/align]


[center]Quintis Gabinius[/align]


[center]Casamento entre Fadia e Quintis[/align]


[center]Relatório de construção[/align]

[tab=30]Realmente, são boas novas. Acho que vou aceitar o conselho de Lúcio, este rapaz é novo e pode aprender bastante com Quinto. Quem sabe ele não se torne peça fundamental no futuro, além de ser uma proteção a mais para meu filho. Respondi sua mensagem rapidamente, e pedi que me enviasse relatórios do que foi construído na medida em que as obras fossem terminadas.
[tab=30]Era o inverno de 484 AUC (269 a.C) quando finalmente os bandidos finalmente abandonaram Segesta, e para facilitar o processo simplesmente decidimos ocupar a cidade. Fomos recebidos como reis pelos aldeões locais.


[center]Marcha com as tropas[/align]


[center]Ocupação do povoado[/align]

[tab=30]Pelos serviços prestados, o Senado enviou pouco tempo após a conquista de Segesta, uma recompensa de cinco mil denários. Marco realmente contou a verdade quando disse que seriamos bem recompensados. Entretanto junto com a recompensa, veio mais um pedido, o Senado requisitava a conquista da cidade de Narbo Martius.

[tab=30]- O que faremos quanto a isso pai? – indagava Quinto durante nossa reunião

[tab=30]- Não vamos cumprir o que foi pedido. Arrumarei uma desculpa.

[tab=30]- Mas seria prudente desprezarmos uma ordem do senado?

[tab=30]- Não podemos nos curvar a esses velhos meu filho. O dinheiro que iriamos gastar com essa invasão não vale a recompensa, manteremos o plano. Somos soberanos da nossa própria família.


[center]Missão dada pelo senado[/align]

[tab=30]No verão do ano 486 AUC (267 a.C) mais novidades, o filho de Quinto, Amulius chega a idade em que pode ser chamado de um homem romano. Ele ainda não mostrou nenhuma habilidade para algo, mas é um rapaz jovem que tem muito a aprender, requisitei a Quinto que o deixasse sob meus cuidados. Com sorte ensinarei a esse rapaz uma coisa ou outra. Juntamente a isso, comecei a expandir Segesta, com a construção de estradas, e no ano anterior com a criação de uma cerca em torno do vilarejo.


[center]Amulius, filho de Quinto[/align]


[center]Relatório de construção[/align]

[tab=30]Meses depois recebi outra mensagem de Lúcio.

[b][i]“ Trago algumas notícias meu pai

Junto a essa carta segue os relatórios de construção, mas não vim falar disso. Descobrimos há alguns dias um espião gaulês aqui em Arretium, esses bárbaros não devem sair impunes disso. O espião foi executado em praça pública para que outros não se “animem” a cometer o mesmo delito. Cuidado meu pai, esses animais estão brincando conosco.

Que a proteção de Marte o guarde

Lúcio”[/i][/b]

[tab=30]Malditos. Mas não me desesperei, nosso exército estava quase pronto para marchar, e logo, esses porcos sentirão o aço romano.

[center]O espião avistado[/align]


[center]Pavimentação das estradas de Arretium[/align]

[tab=30]Agora, estamos no ano de 488 AUC (265 a.C) e estamos nos preparando para guerra. Recebi outro relatório de Lúcio, e mais boas novas, Sextus encontrou um povo ao norte que se que habitam em florestas profundas, se denominando como Germânicos. Disse ele que são um povo guerreiro, e por isso, além de propor acordos comerciais, formamos uma aliança. Espero que sejam uteis nessa nossa empreitada.


[center]Mais um relatório[/align]

[center]O tratado com os Germânicos[/align][/font]

[right]488 Ab Urbe Condita (265 a.C)[/align]

[font=Georgia][tab=30]Ainda não entendo o real motivo de meu pai ter me entregado isto. Ele disse que é importante guardarmos a história da nossa família, mas se alguém deve escrever sobre isto é Lúcio, e não eu.
[tab=30]Mas por fim, acho que por bem, começar com: como isto veio parar em minhas mãos? Algumas semanas atrás fui requisitado pelo meu pai a comparecer em sua casa em Segesta.

[tab=30]- Chamou-me pai?

[tab=30]- Sim Quinto, entre. Estou analisando um mapa e o estado econômico da nossa família, estes relatórios de Vibius acabaram de chegar.


[center]Relatório da economia da família[/align]


[center]Mapa da região[/align]

[tab=30]- Entendo meu pai, no caso até estamos indo bem – falei

[tab=30]- Mas não foi por isso que te chamei aqui filho, meus planos são outros.

[tab=30]- Como assim? Não estou entendendo – indaguei

[tab=30]Ele pegou este livreto no qual escrevo agora, e me entregou.

[tab=30]- Filho, isto é um artefato muito importante. Quero que você escreva tudo que acontecer nessa campanha que fará nas terras barbaras, entendeu?

[tab=30]- Sim pai, mas não entendo por que você quer que eu faça isso. – retruquei

[tab=30]- A glória não é algo eterno meu filho… e através disso, manteremos a glória da nossa família intacta por gerações. Logo você partirá para fronteira, então guarde isso com sua vida, entendeu? Já estou velho para isso, e prefiro viver neste recanto calmo, durante meus últimos anos, mesmo que estejam longes.

[tab=30]- Compreendo pai, farei como deseja.

[tab=30]- Que Júpiter e Marte te protejam meu filho – me abraçou- somente eles sabem o orgulho que sinto em ter você como meu filho.

[tab=30]Bom, e agora aqui estou eu, na fronteira, como fui ordenado. Nosso exército está com força máxima, e não demorará muito para adentrarmos nas gélidas terras gaulesas.[/font]

[center]As próximas páginas desse diário, serão escritas com sangue…[/align]


Duvidas, criticas e sugestões.
Tentei amenizar os erros ortográficos.
Espero que gostem